Pandemia segue letal no Brasil, enquanto autoridades fecham os olhos. “Ainda não estamos fora de perigo”, reforça a OMS

Matéria retirada do site da Rede Brasil Atual

O Brasil registrou 863 mortos por covid-19 nas últimas 24 horas. Com o acréscimo, as vítimas da doença provocada pelo novo coronavírus no Brasil já são 142.921 desde o início do surto, em março. Os números foram divulgados hoje (29) pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

Já o número de novos casos contabilizado foi 32.058. Acumulados, são 4.777.522 casos de covid-19 no Brasil desde fevereiro. Isso, sem contar com a ampla subnotificação, que persiste em diferentes países. Entretanto, o Brasil é um dos membros da comunidade internacional que menos testa; menos de 9% de sua população já passou por algum tipo de procedimento.

Com problemas em sua página, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou os números de hoje em seu perfil o Twitter.

Embora a falta de testes seja um problema generalizado no país, existem bons exemplos, mas como exceção. A cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, conseguiu êxito com sua política sanitária, reconhecida por órgãos internacionais. O município testa o dobro da média nacional por meio de ações conjuntas com universidades e tem 1% de letalidade, menos de 30% do registrado na média pelo restante do país.

1 milhão e contando

Ontem (28) o mundo bateu a marca de mais de 1 milhão de mortos pela covid-19, enquanto os casos se aproximam de 34 milhões. A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta de que a pandemia segue letal, e que afrouxar as medidas de segurança, como isolamento social, pode levar a um maior avanço nas mortes.

O alerta da OMS fala em 2 milhões de mortos pelo novo coronavírus até que uma vacina seja amplamente distribuída. “A menos que façamos uma ação conjunta, qualquer número que você diga não é apenas imaginável, mas infelizmente muito provável”, disse o chefe do Programa de Emergências da OMS, Mike Ryan.

Ryan lembrou do avanço da covid-19 na Europa, que vive um impacto ainda inicial de uma grande segunda onda de contaminações, além de países que sequer deixaram o topo de suas curvas epidemiológicas. “Ainda não estamos fora de perigo em lugar nenhum, não estamos fora de perigo na África”, disse.

Sem precedentes

A pandemia de covid-19 é a maior crise sanitária da história da humanidade em mais de 100 anos. Em pouco mais de seis meses de declaração oficial de pandemia, o rastro de mortes e de colapso econômico se mostra sem precedentes na história. “Um milhão de vidas foram perdidas e muitas mais sofrem em razão da pandemia”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em artigo publicado no periódico inglês The Independent.

Adhanom voltou a insistir que a comunidade internacional precisa de coordenação e precisa ouvir a ciência. Muitas mortes poderiam ser evitadas caso governos não agissem em desacordo com a comunidade médica. Um exemplo é o Brasil. O presidente, Jair Bolsonaro, desde o início do surto, atacou as melhores práticas para conter o vírus, como o isolamento social.

“Enquanto esperamos por pandemias futuras, vemos que um vírus pode ser contido efetivamente com a aplicação massiva de testes e medidas de saúde pública”, disse Tedros Adhanom.

Bons exemplos

Sem citar os piores exemplos, Tedros prossegue em seu texto ao constatar que “as Américas foram, de longe, os países mais atingidos”. Entretanto, não faltam atitudes responsáveis que levaram ao controle do vírus. “O Uruguai tem o menor número de mortes no continente e isso não é por acidente. Eles possuem um sistema de saúde robusto e sustentável baseado em financiamentos públicos e no consenso da população sobre a importância dos investimentos na área.”

O Uruguai teve pouco mais de 2 mil casos e 47 mortes. O sucesso foi a aposta do país em seguir as melhores práticas, como testar em massa sua população e rastrear casos (algo nunca feito no Brasil). “Há outros exemplos bons, como Tailândia, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Senegal, Vietnam e outros. Muitos aprenderam observando pandemias anteriores (…) prevenção é a chave”, disse Adhanom.

 

 

É hora de ir às ruas novamente em defesa do serviço público. O Sintufrj convoca a categoria a participar da grande mobilização que, na cidade do Rio, vai acontecer nesta quarta-feira, 30, às 16h, na Candelária. Máscaras e álcool em gel serão distribuídos a todos pela organização do ato. O Sintufrj pede para quem estiver no grupo de risco da Covid-19, não comparecer ao ato nas ruas. Em todo Brasil haverá manifestações contra o governo Bolsonaro em defesa do serviço público e contra privatizações.

 Estarão todos juntos, servidores públicos municipais estaduais e federais, trabalhadores de empresas estatais ameaçadas de privatização pelo governo Bolsonaro como Petrobras, Eletrobras e Correios, sindicalistas e movimentos sociais.

É urgente a mobilização de toda a sociedade contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32/2020, a da reforma administrativa, que quer acabar com o serviço público brasileiro e prejudicar toda a população.

Campanhas

Neste dia 30, a CUT e centrais sindicais dão a largada para a Campanha Nacional em Defesa das Estatais e do Serviço Público, A campanha, que será permanente, visa denunciar à sociedade os prejuízos causados pelo processo de destruição do setor público brasileiro pelo governo de Jair Bolsonaro, que pretende privatizar estatais estratégicas para o Brasil, ao mesmo tempo em que ataca servidores e sucateia o serviço público prestado à população.

“O Fórum das centrais sindicais, que reúne 11 centrais organizou ampla campanha contra as privatizações e em defesa dos serviços públicos. Temos de furar a bolha e descontruir as narrativas e mentiras que o governo joga para a sociedade”, declarou o diretor executivo da CUT Nacional, Pedro Armengol, durante reunião do Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Federais (Fonasefe).

Neste dia nacional de lutas, o Fonasefe massifica a campanha nacional contra a reforma administrativa. Um dos objetivos é contrapor as mentiras do governo em relação ao serviço público e aos servidores com vistas a ganhar o apoio da população. Ela está sendo reverberada pelas centrais sindicais, entidades nacionais de trabalhadores e seus sindicatos.

Por isso, esta campanha tenta explicar que a principal consequência de uma possível aprovação da reforma no Congresso será o fim dos serviços públicos gratuitos e universais, com graves implicações sobretudo nas áreas de saúde, educação, previdência e assistência social. E os principais prejudicados serão os mais vulneráveis, os pobres e a população preta do país.

Saúde em pauta

Seguindo a jornada pelo serviço público, a Fasubra Sindical, realiza na quinta-feira, 1º  de outubro, a Live “Saúde dos trabalhadores e trabalhadoras no Setor Público: Constitucionalidade e novas formas de trabalho, durante e após a pandemia”, que será transmitida às 16h, horário de Brasília, pelo Facebook e YouTube da Fasubra Sindical. Com José Marçal, João Luiz Arzeno e Jupiara Castro.

Dia 3 é a vez do ato pela soberania nacional

Já no dia 3 de outubro, sábado, data em que é celebrado o aniversário da Petrobras, será realizado ato em defesa da soberania nacional, das empresas, do funcionalismo público, da saúde e da educação pública e contra a reforma administrativa.

No Rio de Janeiro, às 10h será realizado o “Abraço na Petrobras”, na Avenida Chile.

Às 15h, acontecerá ato político virtual com participações de Lula, Dilma Rousseff, Roberto Requião, Marcelo Freixo e Jandira Feghali. Transmissão pelo Facebook e YouTube

Encontro Internacional

A defesa do serviço público extrapola o Brasil. No dia 7 de outubro, na quarta-feira que vem, acontecerá o encontro internacional para defender empresas e serviços públicos. “O público em mãos públicas – em defesa dos empregos, empresas e serviços públicos de qualidade”, é a live com representantes e entidades sindicais de vários países, às 11h. Acompanhe em www.comiteempresaspublicas.com.br ou no Facebook/comitê empresaspublicas

Reforma destrói estrutura pública 

A PEC nº 32/2020, a da Reforma Administrativa, acaba com o Regime Jurídico Único dos servidores públicos federais, estaduais e municipais, e com a estabilidade.

Ela abre caminho para a demissão de servidores por “insuficiência de desempenho”, embora o texto da PEC não especifique como seria feita esta avaliação dos servidores e a que critérios estaria sujeita.

Esta reforma administrativa impõe ainda um arrocho salarial maior do que o atual. O texto estabelece a proibição de reajustes retroativos, implicando assim o fim da data-base para todo o funcionalismo. E acaba ainda com a progressão automática dos servidores nas carreiras.

Com uma canetada o presidente poderá extinguir universidades públicas, eliminar fundações e autarquias sem necessidade de autorização do Congresso como as que cuidam de assuntos sociais e de proteção ao meio ambiente como o Incra, o Ibama e o ICMBio.

A reforma administrativa de Bolsonaro possibilita a privatização dos serviços básicos de saúde e educação, limitando o acesso a só quem poderá pagar.

 

RETRATO. Em 15 de maio de 2019 a Candelária foi centro de gravidade da maior manifestação de rua contra o governo Bolsonaro. Nesta quarta-feira, 30 de setembro, ela será de novo referência para a concentração de manifestantes – só, que agora, sob as restrições da crise sanitária.

 

 

 

A aparente sensação de que a pandemia está passando não se sustenta na realidade. Apesar das praias e bares cheios e muita gente deixando de lado a máscara, as estatísticas mostram que o vírus da Covid-19 continua se espalhando. Atualmente, o planeta contabiliza mais de 33 milhões de casos de contaminação, com  mais arca de 1 milhão de mortos.

Quatro nações concentram mais de 50% desse macro número: Estados Unidos, Brasil, Índia e México. Mais de 50% dos 33 milhões de contaminados estão em quatro países: Estados Unidos, Índia, Brasil e Rússia. O Rio de Janeiro sob o risco de um colapso, continua sua marcha da flexibilização com os governos literalmente se lixando para os percentuais ascendentes de ocupação de leitos de UTI.

Irresponsabilidade

Para o epidemiologista Roberto Medronho,  coordenador do Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar para Enfrentamento da Covid-19 da UFRJ, “não tivemos nem a possibilidade de ter uma segunda onda porque a primeira não acabou”.

Segundo o especialista, o que levou a essa situação, no Brasil, foi o fato de não ter havido uma política séria de enfrentamento da Covid-19 e liderada pelo Ministério da Saúde. “Não tivemos uma política única pactuada entre os entes federativos, com cada estado e cada município adaptando-a às especificidades locais. Assistimos, sim, o contrário: trocas de ministros em plena pandemia até a efetivação de um que não conhece a área”, chama a atenção Medronho.

Ele fez questão de destacar, na entrevista ao Sintufrj, que só não tivemos um número de óbitos ainda maior graças ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Se tivéssemos um sistema igual ao norte-americano, que é péssimo, possivelmente seríamos recordistas. O SUS foi absolutamente fundamental para salvar milhares e milhares de vidas”, disse.

Desrespeito à vida

De acordo com Medronho, o Brasil viveu  sem políticas que mitigassem as consequências sociais logo no inicio da pandemia, obrigando milhares de pessoas a não se isolar, a se proteger porque necessitavam garantir o sustento de suas famílias.

“Isso fez com que, no Brasil, igualmente como nos Estados Unidos, o número (de contaminados) atingisse um platô sem descida consistente. Infelizmente, tudo indica que a onda vai continuar, porque estamos entrando na primavera com calor intenso, e isso indica que periga termos um rebote, ou seja, um grande número de casos. Estamos vendo, em plena segunda-feira, praias lotadas e todo mundo sem máscara”, projeta Medronho.

Ele chama atenção ainda para o fato de que há trabalhadores que não têm opção a não ser utilizar transporte público para ir ao trabalho, enfrentando vários problemas, como falta de ônibus,l porque os empresários reduziram suas frotas de coletivos nas ruas. “Num ambiente como esse”, afirmou, “com apenas alguns centímetros entre as pessoas, a efetividade da mascara cai. Mas é  óbvio que a proteção tem que ser mantida, apesar de que pessoas grudada umas nas outras haver riscos de contaminação”.

Segundo o epidemiologista, pessoas nas ruas sem a devida proteção é uma combinação explosiva. “O efeito disso é ocupação das UTIs muito próxima hoje de 88%. Isso vai significar que teremos pessoas que precisam ser internadas em uma unidade de tratamento intensivo que podem não conseguir uma vaga e seu estado evoluir para óbito”, alertou.

Caminhos

“Quem puder permaneça em casa e quem tiver que sair, adote medidas que preconizamos, isto é, evitar aglomeração, usar  máscaras e higienizar as mãos”, recomenda Medronho. Ele explicou que lazer em áreas abertas, como praças, mantendo-se distanciamento social de dois metros no mínimo, usando máscaras e higienização frequente das mãos, assim como caminhar ou pedalar, pode não oferecer risco desde que mantidas as medidas recomendadas.

“Agora, como dizer não aglomera para quem pega BRT, metrô, ônibus ou qualquer outro transporte público?”, pergunta Medronho. Ele sugere que seja negociado com os empresários de transportes públicos a disponibilização de conduções em número  suficiente para que as pessoas não viagem aglomeradas. “Isso é fundamental”, reforçou.

A segunda sugestão é que seja ampliada a fiscalização e feitas  campanhas amplas educativas para evitar as aglomerações. Por fim, propõe o aumento de oferta de leitos nos hospitais para pacientes da Covid-19, especialmente UTIs.

 

Orla da praia de Copacabana no domingo 26/07. (Photo by Andre Coelho/Getty Images)

 

 

Dia 30 vai elevar a temperatura política no país. Ações virtuais e presenciais estão sendo organizadas. Nas redes sociais, é grande a presença de material de agitação e propaganda. É a frente constituída por servidores das três esferas, trabalhadores das estatais e das empresas públicas.

30/9 – Dia Nacional de Luta Contra a Reforma Administrativa. Haverá manifestação na Candelária
14h – Tuitaço nas redes sociais com a hashtag #PetrobrásFica.
16h – Manifestação na Candelária

1/10 – Live “Saúde dos trabalhadores e trabalhadoras no Setor Público: Constitucionalidade e novas formas de trabalho, durante e após a pandemia”, às 16h, horário de Brasília, com transmissão pelo Facebook e YouTube da Fasubra Sindical.

3/10 – Ato pelo aniversário da Petrobras no Rio de Janeiro, a programação deve incluir a realização de carreata.

7/10 – Encontro internacional “O público em mãos públicas – em defesa dos empregos, empresas e serviços públicos de qualidade”, às 11h. Acompanhe em www.comiteempresaspublicas.com.br ou no Facebook/comitê empresaspublicas

A partir desta quarta-feira, 30, se intensifica a luta contra a reforma administrativa do governo Bolsonaro. Em todo o país haverá atos, paralisações e protestos virtuais e presenciais – com respeito às regras de segurança sanitária. As atividades estão sendo convocadas unitariamente pelas centrais sindicais e por fóruns de categorias.

A semana abre com o Dia Nacional de Luta Contra a Reforma Administrativa, 30, com manifestação no Rio de Janeiro, na Candelária, às 16h, e prosseguem com atividades ao longo do mês. Os petroleiros, por sua vez, se somarão às manifestações que as categorias do setor público farão no mesmo dia, contra a reforma administrativa.

A Federação Única dos Petroleiros e os seus sindicatos farão um tuitaço no dia 30, às 14h, reforçando o pedido para que os ministros do STF votem a favor da medida cautelar que reivindica a suspensão imediata do processo de venda das refinarias. O objetivo é intensificar as manifestações nas redes sociais, massificando a hashtag #PetrobrásFica.

No dia 1º de outubro a Fasubra Sindical promove a Live “Saúde dos trabalhadores e trabalhadoras no Setor Público: Constitucionalidade e novas formas de trabalho, durante e após a pandemia”. O evento será realizado às 16h, horário de Brasília.

No dia 3, sábado, os petroleiros promovem carreata para marcar o aniversário da Petrobras e a luta contra a privatização da empresa.

Em 7 de outubro acontecerá o encontro internacional para defender empresas e serviços públicos. A atividade é às 11h, sob o título em espanhol Lo público en manos públicas: en defensa de los empleos, las empresas y los servicios públicos de calidad´´ (O público em mãos públicas – em defesa dos empregos, empresas e serviços públicos de qualidade).

Em pauta, discussões como a do trabalho decente, acesso universal a bens e serviços públicos; Estado democrático; orçamento público a serviço da sociedade e da justiça fiscal e, claro, o debate sobre a privatização. Com participação de representantes de vários países, e será transmitido via Facebook.

A organização é do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Uni Américas, ISP, IndustriALL Global Union, ITF, ICM, IE, CSA. Acompanhe em www.comiteempresaspublicas.com.br ou no Facebook/comitê de empresas publicas

Servidores protestam em área da Universidade Federal do Pará contra as investidas do governo contra nossa categoria.

 

Centrais se unem em defesa das estatais e do serviço público, com manifestações contra as privatizações e contra a proposta de reforma Administrativa de Bolsonaro. Confira onde serão realizados atos

Matéria retirada do site da CUT. 

A CUT e centrais sindicais lançam, nesta quarta-feira (30), a Campanha Nacional em Defesa das Estatais e do Serviço Público, com atos presenciais e virtuais que serão realizados em diversos locais do país. A campanha, que será permanente, visa denunciar à sociedade os prejuízos causados pelo processo de destruição do setor público brasileiro pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), que pretende privatizar estatais estratégicas para o Brasil, ao mesmo tempo em que ataca servidores e sucateia o serviço público prestado à população.

Os brasileiros, em especial os trabalhadores mais pobres já sofrem com a falta de estrutura e de dificuldade de acesso a serviços em setores públicos como a saúde e a seguridade social, com postos, hospitais e agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com equipamentos velhos e sem reposição de servidores que se aposentaram ou morreram ou mudaram de área de atuação.

Esses trabalhadores também são penalizados com o aumento de tarifas básicas como a de energia elétrica, o gás, a gasolina e outros serviços que estão sendo vendidos para a iniciativa privada, que visa apenas o lucro.

O projeto de governo de Bolsonaro é bem definido, ele quer entregar o patrimônio brasileiro ao setor privado, desmontar o serviço público de tal modo que, daqui a pouco, os brasileiros terão de pagar por tudo, analisa o secretário de Administração e Finanças da CUT, Ariovaldo de Camargo. “É um desmonte total que vem pelas privatizações e pela reforma Administrativa, que na verdade, é uma reforma de Estado”, complementa.

De acordo com Ariovaldo, a proposta de Emenda Constitucional da reforma administrativa (EC 32), que Bolsonaro enviou ao Congresso, faz com que os serviços públicos passem para as mãos de Organizações Sociais (OS) e outros instrumentos que estão previstos em Lei que precarizam o trabalho e baixam a qualidade dos serviços prestados ao povo.

“O governo quer fazer o uso de atribuições que hoje são do Estado como saúde, educação, segurança e moradia, que são serviços prestados em contrapartida aos impostos pagos pelo cidadão. O governo pretende se desfazer disso e impulsionar empresas para prestar esses serviços”, alerta o dirigente.

A presença do Estado é fundamental para garantir os serviços prestados à população em várias áreas, em especial na saúde como ficou comprovado na pandemia do novo coronavírus (Covid-19), quando o Serviço Único de Saúde (SUS) foi e está sendo fundamental para atender as milhares de pessoas que foram contaminadas, diz Ariovaldo.

“Se não fosse o SUS, a tragédia da Covid-19 e o número de mortos seriam muito maiores porque foi o serviço público de saúde que garantiu leitos nos hospitais, atendimento e testagem”, diz o dirigente.

No campo da educação, Ariovaldo explica defender educação pública de qualidade faz com que qualquer país se desenvolva. “A educação não pode ser um produto, um serviço cobrado”.

Pedro Armengol, diretor executivo da CUT e secretário de Finançcas da Confederação Nacional dos Servido0res Públicos Federais (Condsef), diz ainda que a proposta de reforma Administrativa do governo aponta para “a possiblidade real de que todo o serviço público brasileiro seja privatizado, deixando de dar proteção social aos trabalhadores e à sociedade, para atender aos interesses do capital”.

No dia 30 estaremos nas ruas e nas redes sociais denunciando o projeto de Bolsonaro e dizendo ‘não’ à proposta que não melhora, em hipótese alguma, os serviços prestados à população

– Pedro Armengol

 

Empresas estratégicas em risco

A outra frente de ataque ao setor público é o desmonte e a privatização de estatais importantes para a soberania e o desenvolvimento do país. Petrobras, Eletrobrás, Correios e outras empresas, como bancos públicos, estão em uma lista de privatizações de Paulo Guedes, ministro da Economia do governo Bolsonaro.

As estatais, em especial as ligadas ao setor energético (Petrobras e Eletrobras) estão na linha de frente da soberania brasileira e são os principais alvos do governo. Na mesma data (30 de setembro), o Supremo Tribunal Federal julgará uma ação que contesta a criação de subsidiárias para vender ativos da Petrobras, ou seja, fatiar a empresa e privatizá-la em partes, sem a necessidade de autorização legislativa.

Sobre a tentativa de privatizar os bancos públicos, Rita Serrano, do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, afirma que instituições como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, assim como outras, são essenciais no desenvolvimento do país.

“Bancos públicos têm papel relevante na oferta de credito à população, financiam a habitação popular, além de projetos para indústria, para os pequenos e médio empresários e para agricultura”, ela diz.

Rita ainda afirma que todos esses setores enxergaram a importância desses bancos, nesse período de pandemia. “Todos perceberam claramente a diminuição da participação dos públicos e o que isso representa”, ela diz.

A campanha

Nesta quarta-feira (30), será dada a largada para as atividades da campanha, com o Dia Nacional de Luta Em Defesa do Serviço Público. Outras atividades serão realizadas em datas posteriores como sequência da campanha.

Confira os locais:

Ceará:

Fortaleza – a CUT e as centrais CTB, CSP-Conlutas e a Frente Brasil Popular realizam ato às 8h, em frente ao Edifício Central dos Correios, no Centro.

Também neste dia, a CUT participa do Ato Nacional dos Motoristas por App, às 15h, com concentração no Aeroporto Internacional Pinto Martins.

Distrito Federal:

Brasília: ato com concentração às 9h no espaço do Servidor.

Maranhão:

São Luis – ato público defesa dos serviços públicos e contra a reforma Administrativa de Bolsonaro, às 9h em frente ao Ministério da Economia (Canto da Fabril). Organizadores pedem que manifestantes vistam roupas pretas no dia.

Paraná

Curitiba – o Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES) realizará, durante o dia 30, um ato chamado de “faixaço” com dizeres denunciando as consequências do desmonte do setor público, em frente ao Palácio Iguaçu. A atividade será realizada sem aglomeração de pessoas para respeitar regras de distanciamento social.

Pernambuco

Recife – ato simbólico na Avenida Guararapes, esquina com Rua do Sol em Recife (ao lado dos correios)

Piauí

Terezina – Ato simbólico “Dia Nacional de luta contra a Reforma Administrativa”, às 8h, na Praça Liberdade.

Santa Catarina

Florianópolis: ato unificado dos servidores públicos estaduais, municipais e federais. Concentração às 10h, em frente à Assembleia Legislativa (Alesc)

Criciúma: ato simbólico a partir das 8h30 em frente à Caixa Econômica do Centro, denunciando os ataques aos serviços públicos. A mobilização contará com uma apresentação teatral

São Paulo

Ato público Não à reforma Administrativa de Bolsonaro com panfletagem às 10h na Praça do Patriarca, no centro.

Sergipe

Aracaju: ato às 15h na Praça Camerino

Petroleiros também farão ato

A FUP e os seus sindicatos estão organizando mobilizações nas bases e um tuitaço no dia 30, reforçando o pedido para que os ministros do STF votem a favor da medida cautelar. Os petroleiros se somarão às manifestações que as categorias do setor público farão no mesmo dia, contra a reforma administrativa.

A orientação é que os trabalhadores intensifiquem as manifestações nas redes sociais, massificando a hashtag #PetrobrásFica. Às 14h, horário previsto para o início do julgamento, as entidades sindicais e movimentos sociais farão um tuitaço, mobilizando trabalhadores, estudantes, militantes, parlamentares, juristas para que a hashtag tenha visibilidade nacional.

Outras datas

03/10: na data em que é celebrado o aniversário da Petrobras, será realizado um ato em defesa da soberania nacional, das empresas, do funcionalismo público, da saúde e da educação pública e contra a reforma administrativa – Centrais.

No Rio de Janeiro, às 10h será realizado o “Abraço na Petrobras”, com petroleiros.

Às 16h, ato político virtual com participações de Lula, Dilma Rousseff, Roberto Requião, Marcelo Freixo e Jandyra Feghali.

07/10: Live “Em Defesa dos Serviços Públicos”. Neste dia, o Comitê em Defesa das Empresas Públicas fará um encontro internacional via internet com representantes e entidades sindicais de vários países, sobre a defesa dos serviços públicos que, de acordo com Rita Serrano, coordenadora do Comitê, também enfrentam desmonte do setor.

 

Mais de 1.800 professores de SP foram demitidos durante a pandemia. Além de desemprego e precarização do trabalho, EAD é apontado como responsável por baixa qualidade de ensino superior

Matéria retirada do site da CUT.

Professores pedindo socorro, alunos com dificuldades para acompanhar as disciplinas e universidades particulares lucrando durante a pandemia do novo coronavírus. Este é o cenário atual do ensino superior no Brasil. A demissão em massa de docentes e as dificuldades técnicas do ensino online são as principais causas desta realidade.

De acordo com um levantamento realizado pela Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), somente em quatro instituições que atuam no estado (FMU/Fiam-Faam, Anhembi-Morumbi, Sumaré e Unip), já foram demitidos mais de 1.800 profissionais desde o início da pandemia.

O motivo alegado pelas empresas para as demissões é o de que houve grande evasão de alunos e inadimplência no período. O presidente da Fespesp, Celso Napolitano, questiona o argumento. Segundo ele, os ambientes virtuais de aulas, no ensino à distância (EAD), estão sobrecarregados de alunos, que se mantiveram nos cursos por causa da possiblidade do EAD e mesmo assim as instituições demitiram professores.

“Há denúncias de aulas on-line com até 400 estudantes, simultaneamente”, ele diz.

Professores relatam que, nas instituições onde trabalham a situação, de fato, não condiz com os argumentos apresentados. Uma das professoras da Universidade Cruzeiro do Sul contou ao Portal da CUT que o número de alunos cresceu mesmo após o início da pandemia do novo coronavírus e o grupo já até inaugurou um novo polo, na cidade de Guarulhos. Já os professores do grupo tiveram redução de até 60% nos salários.

O resultado desse cenário, na prática, é a precarização tanto do ensino, que tem sua qualidade colocada em dúvida, como das condições de trabalho dos professores que ainda estão empregados.

“Durante a pandemia, os professores foram transferidos para o ensino remoto e conseguiram dar conta do trabalho. Refizeram todo o planejamento, reorganizaram suas vidas e suas casas para utilizá-las como ambientes de aulas. E por causa desse trabalho houve menor evasão e inadimplência”, pontua Celso Napolitano.

Para os profissionais que continuaram contratados, além da sobrecarga de trabalho, as instituições impuseram redução na carga horária com a redução de salários. Desta forma os professores, cuja remuneração é ‘hora/aula’, sentiram um impacto financeiro grande e muitos estão com severas dificuldades de se manter, com contas a pagar e enfrentando necessidades.

Demitir os antigos e contratar professores com salários mais baixos e rotatividade alta são outros problemas da categoria. O grupo Laureate, ao comprar as faculdades FMU e Anhembi-Morumbi, decidiu demitir, a médio prazo, todos os professores mais antigos, substituindo-os por profissionais com salários menores.

Celso Napolitano lembra que, por causa da reforma Trabalhista (lei 13.467/2017), não há uma obrigação de uma remuneração de mesmo valor para duas pessoas diferentes que exerçam a mesma função. “Por isso, a estimativa é que um valor que pode se tornar padrão é cerca de R$ 50,00 por hora/aula, não importando, inclusive, qual a formação desse professor, ou seja, se ele tem pós-graduação, doutorado, mestrado ou outras qualificações”, diz.

Com salário barato e a possiblidade de encher uma sala com muitos alunos para um mesmo professor, a carga de trabalho se intensifica.

“Eles têm uma carga de trabalho excessiva e são mal remunerados. Recebem por aula dada e não pelo trabalho de preparação, qualificação e atualização que executam fora dessa aula”. Celso Napolitano ainda relata que professores, com remuneração reduzida, têm que dar aula em várias instituições para conseguirem dar conta de seus compromissos.

“Além do desgaste físico, há o desgaste mental”, pontua o presidente da Fepesp, referindo-se aos danos causados à saúde dos profissionais.

Há casos de professores com depressão, ansiedade e outros sintomas causados pela pressão excessiva, a cobrança de trabalho. “Com esse formato de EAD, o professor perde sua essência, não consegue preparar a aula, de maneira humanizada. É tudo muito subjetivo e isso causa uma frustração muito grande nos profissionais, que têm amor à educação”, diz uma professora da Universidade Cruzeiro do Sul.

 

Aulas lotadas e qualidade de ensino              

Poucos professores têm que atender um número cada vez maior de alunos no sistema EAD. Além de ser causa principal da sobrecarga de trabalho, salas virtuais lotadas também prejudicam os alunos. Não são raras as situações em que uma mesma aula é ministrada para alunos de semestres e até cursos diferentes.

Celso Napolitano afirma que esses alunos têm necessidades e pré-requisitos diferentes para estarem em uma mesma aula e isso coloca a qualidade do ensino em dúvida.

Uma estudante do curso de Gestão de Marcas, da faculdade Anhembi-Morumbi, que prefere não se identificar, também reclama das dificuldades técnicas apresentadas pelo sistema da faculdade e do número excessivo de alunos em uma mesma sala de aula virtual.

“Existe um fórum de discussão em que a gente vê tudo o que outros alunos perguntam e o tutor responde. Mas é difícil achar as informações lá. O grupo de WhatsApp também lotou e não consigo entrar, ou seja, deve ter mais de 260 alunos esse curso”.

Ela ainda diz por causa dessas e outras dificuldades como ter que correr atrás da informação, entender o sistema, o EAD é muito diferente do ensino presencial. “A gente se sente sozinho mesmo e nem sempre dá conta de aprender tudo. O ensino presencial oferece um aproveitamento muito maior porque o professor está lá e acaba avaliando o aluno na hora”, diz.

Na avaliação do presidente da Fepesp, as universidades enxergaram no EAD uma forma de lucrar mais. “Gostaram desse ambiente virtual e estão vendo a oportunidade de colocar mais alunos nas salas e com uma redução brutal de custos”, ele diz, se referindo à demissão de professores.

Um exemplo é a faculdade Nove de Julho, onde também houve demissões de professores. Um dos estudantes do curso de medicina, conta que dois docentes foram demitidos e uma sala foi extinta. “Antes eram quatro salas, agora são três, com um número maior de alunos e sem esses dois professores”, ele diz.

Celso Napolitano diz ainda que esse quadro pode piorar, já que as faculdades estudam diminuir ainda mais o número de professores on-line e substituindo-os por aulas gravadas.

É um verdadeiro estelionato com os alunos que pagam para terem aulas presenciais

– Celso Napolitano
Ele lembra ainda que a qualidade de ensino é a última preocupação das instituições, que são empresas de capital aberto, com ações na bolsa e a qualidade de ensino e, portanto, visam lucro.

“Essas instituições geralmente comandadas por grandes grupos mercantis e fundos de investimento ou por fundos estrangeiros não têm compromisso com qualidade e formação de profissionais de qualidade. O único objetivo é a lucratividade e a remuneração dos investidores”, ele diz.

Mudar é preciso

A Fepesp e sindicatos da categoria estão se articulando com movimentos estudantis para denunciar o estado precário do ensino superior nessas instituições.

Ainda que a estratégia adotada por elas tenha amparo da Lei e aval de órgãos de Estado como Ministério da Educação (MEC) e Conselho Nacional de Educação (CNE), as entidades pretendem agir até mesmo no campo político, por meio de parlamentares, criando condições de barrar a precarização do trabalho e do ensino.

Tendência?

O crescimento do ensino EAD nas universidades, segundo Celso Napolitano tem a “complacência, cumplicidade e conivência” do MEC e do CNE.

“No fim do ano passado eles estabeleceram uma norma que permite um total de 40% das aulas no formato EAD e o restante, de 60%, presencial e sem nenhum controle desses órgãos, que deveriam zelar pelo ensino”, ele diz.

Essas ações das instituições podem ser legais, do ponto de vista da legislação, mas jamais serão morais

– Celso Napolitano

Assim como para o teletrabalho, ainda não há uma regulamentação pra a categoria no que diz respeito aos direitos dos professores que trabalham com o EAD.

Enquanto isso, professores reclamam e lamentam que o lucro das instituições venha da exploração de trabalhadores da educação que ganham salários baixíssimos.

A professora que deu seu depoimento ao Portal CUT, que preferiu não se identificar temendo retaliações da instituição onde trabalha diz também que “o sonho do brasileiro é mudar de vida e é triste ver que essas instituições se aproveitam desse sonho, explorando esses brasileiros economicamente”.

 

A representante técnico-administrativa no Conselho Universitário (Consuni) e coordenadora do Sintufrj, Joana de Angelis, ao se manifestar na discussão acerca do calendário acadêmico na sessão virtual de quinta-feira 24, disse que o ideal seria um recesso de quatro semanas entre os períodos. Como se sabe, o sindicato tem fortes restrições à proposta de calendário aprovada no Conselho de Ensino de Graduação (CEG) em 2 de setembro que será apreciada pelo Consuni.

Sintufrj defende no Consuni mudança no calendário acadêmico proposto pelo CEG.

“Para os técnicos-administrativos das secretarias acadêmicas e coordenação de cursos nem as três semanas de recesso seria o ideal”, disse.

“Todos os segmentos envolvidos correm risco de adoecerem pela sobrecarga de tarefas. E para dar conta do excesso de trabalho, corremos risco grande de convocação para trabalho presencial”, alertou Joana de Angelis.

Diante dos problemas levantados e que afetarão também estudantes e docentes, a conselheira fez um apelo para que o Consuni considerasse a necessidade de redefinição do parecer (do CEG) lembrando que nem todos os integrantes da Comissão de Ensino e Títulos (Set) do Conselho Universitário o aprovaram.

Joana de Angelis reforçou a necessidade de ampliar a discussão sobre o tema, mas reconheceu que houve, sim, empenho da Pró-Reitoria de Graduação e dos conselheiros do CEG em responder com rapidez à demanda acadêmica, tendo o cuidado de seguir todos os ritos institucionais.

 

 

 

Ministério da saúde confirma aumento de casos fatais nos dados consolidados da semana que se encerrou no último dia 19

Matéria retirada do site do Brasil de Fato.

O número de mortes causadas pelo novo coronavírus no Brasil chegou a 138.977 nesta quarta-feira (23). Segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde, desde a terça-feira (22) foram registrados 869 óbitos. Em coletiva de imprensa, o Ministério da Saúde confirmou que a trajetória de queda nos casos fatais foi interrompida na semana que se encerrou em 19/09. Houve aumento de 6% em relação à semana anterior.

Ainda de acordo com a pasta, o total semanal de casos também aumentou no período. A variação foi de 10%. O número de infectados no Brasil, desde que o vírus foi identificado pela primeira vez, é de 4.624.885. Nas 24 horas entre terça (22) e quarta-feira (23), 33.281 pessoas receberam a confirmação de que estão com a covid-19.

Situação nos estados

Em números absolutos de infectados, São Paulo (951.973 casos) e Bahia (299.415) são os estados com resultados mais expressivos. São Paulo é ainda o primeiro no total de casos fatais (34.492 óbitos). Na sequência está o Rio de Janeiro (17.911 óbitos), que tem também a mais alta taxa de letalidade país. No estado, o índice que mede a relação entre o número de pessoas infectadas e o total de óbitos é de 7%. Mais que o dobro da média nacional de 3%.

Já na análise da taxa de mortalidade, o Distrito Federal é o que tem situação mais crítica. O dado diz respeito ao número de habitantes da região e a quantidade de mortes registradas no local. A capital federal tem 103,8 óbitos a cada 100 mil habitantes. O DF tem a segunda maior incidência de casos por 100 mil pessoas do país, atrás apenas de Roraima.

Vale ressaltar que todas as regiões com números mais críticos estão em processo de flexibilização da quarentena.

Mais pobres têm menos acesso a testes

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 17,9 milhões de pessoas no Brasil fizeram algum tipo de exame para detectar o coronavírus em agosto no Brasil. Isso significa cerca de 8,5% da população. No mês anterior, o índice era de 6,3% dos brasileiros. Apesar do aumento, o país ainda ocupa a 81ª posição na lista de nações que mais realizam testes a cada um milhão de habitantes e a população mais pobre é a que tem menos acesso.

Entre as pessoas com rendimento domiciliar de mais de quatro salários mínimos por pessoa, 21,7% fizeram o teste. Para os que recebem até meio salário mínimo per capital, o índice despenca e fica abaixo de 5%. Distrito Federal (19,4%), Piauí (14,4%) e Roraima (12%) foram as unidades da federação que mais disponibilizaram exames.

Vacina chinesa tem poucos efeitos adversos

Segundo informações do governo do estados de São Paulo,não foi registrado nenhum efeito colateral em 94,7% dos mais de 50 mil voluntários que receberam a Coronavac. O imunizante está em desenvolvimento no laboratório chinês Sinovac, que tem parceira com o Instituto Butantan. Os testes indicaram sintomas de grau baixo em pouco mais de 5% dos participantes. 0,21% dos voluntários relataram febre moderada, 1,53% disseram sentir fadiga e 3,08% tiveram dor no local da aplicação.

Na China, os estudos contam 24 mil voluntários. No grupo estão mais de 420 idosos e, segundo o governo de São Paulo, a resposta imunológica dessa população gira entre 98% e 99%. No Brasil ainda não há dados sobre os índices de imunização, mas as doses devem ser aplicadas em cerca de 13 mil participantes dos testes. Os resultados finais devem ser divulgados até novembro.

O que é o novo coronavírus?

Trata-se de uma extensa família de vírus causadores de doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos os vários tipos de vírus podem provocar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS), a crises mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

BAIXE AQUI E COMPARTILHE