Sala multiuso, no térreo da biblioteca
10h
Quinta-feira, 20/08/26
Pauta: informes e dúvidas sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC)

Sala multiuso, no térreo da biblioteca
10h
Quinta-feira, 20/08/26
Pauta: informes e dúvidas sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC)

Juliana Angelo, Mestra em Sociologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professora de Sociologia (Seeduc/RJ), é a convidada do GT Antirracista, desta quarta-feira, 19/08. A reunião será às 14h, no Espaço Cultural do SINTUFRJ. O tema: Pessoas negras nos espaços de poder. Reunião híbrida com link via zoom.

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o El Niño “já está configurado” e seus efeitos começam a ser observados em diferentes partes do mundo. O Instituto Nacional de Meteorologia do Ministério da Agricultura e Pecuária (INMET), aponta 100% de probabilidade de que continue ativo até o início de 2027.
O Super El Niño
Nova previsão da NOAA (agência científica dos Estado Unidos de Administração Oceânica e Atmosférica) indica um cenário de forte aquecimento das águas do Pacífico, com probabilidade igual ou superior a 90% de ocorrência de um “El Niño muito forte” nos trimestres de setembro a janeiro. E com 69% de probabilidade de que seja o mais intenso já registrado desde 1950.
Os efeitos já começaram e potencializará a continuidade das chuvas acima da média no Sul do Brasil e abaixo da média, nas regiões Norte e Nordeste a partir de outubro. No Sudeste e Centro Oeste, há maior possibilidade de incêndios e ondas de calor.
Alagamentos, deslizamentos, estiagem, temperaturas extremas, falta de água,, incêndios, apagões, proliferação de insetos e doenças, inclusive as relacionadas ao calor extremo, escassez de alimentos, aumento de preços e de tarifas, são consequências possíveis.
O risco levou ao governo a montar um grupo com especialistas. Criado no fim de maio, inclui representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemadem), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da UFRJ.

Veja mais no site do INMET
https://portal.inmet.gov.br/noticias/segundo-a-noaa-el-ni%C3%B1o-pode-ser-o-mais-intenso-desde-1950
GT da UFRJ já está em ação
A UFRJ também constituiu o seu GT El Niño. No dia 10 de agosto foi a primeira reunião, conforme anunciou o reitor Roberto Medronho no último Conselho Universitário, com dois objetivos principais: alerta da comunidade com protocolos de eventos climáticos extremos e contribuir para a discussão com a sociedade sobre as mudanças climáticas. O GT, segundo ele, reúne especialistas de quase todos os centros: “Um grupo de altíssimo nível”.
A formação do GT, por iniciativa da coordenação da Política de Sustentabilidade e Educação Regenerativa (SER/UFRJ), em atendimento a demanda da Reitoria, tem como finalidade estruturar um sistema institucional para monitorar, prever, mitigar e responder com agilidade aos impactos do fenômeno.
Reúne cientistas de diversas áreas, como explica o coordenador do SER, Guto Nóbrega: do Núcleo de Bioética e Ética Aplicada (NUBEA/UFRJ), do Instituto de Geociências, Complexo Hospitalar e da Saúde da UFRJ, Superintendência-Geral de Comunicação, Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social (EICOS / Instituto de Psicologia), Instituto de Psiquiatria, representação discente da pós-graduação (APG), área de Infectologia, Saúde Coletiva e Vigilância em Saúde da Faculdade de Medicina, Departamento de Geografia e Departamento de Meteorologia do Instituto de Geociências e a área de Saúde, Segurança Operacional e Gestão de Riscos no HUCFF.
O GT é coordenado pela técnica-administrativa Clarisse Araújo, coordenadora de Atenção à Saúde do Complexo Hospitalar e de Saúde da UFRJ. O vice coordenador é Alexandre Oliveira, professor do Núcleo de Bioética e Ética Aplicada (Nubea).
Guto Nóbrega é vice-decano do CLA e, desde o início de 2026 passou a coordenar a SER, que é uma política transversal da UFRJ que agrega várias ações ligada a sustentabilidade de educação regenerativa e que acontece desde 2023. Ele conta que o reitor Roberto Medronho solicitou que a coordenação ajudasse a implementar esse GT, que tem caráter de prevenção e orientação diante do que pode vir acontecer, em qualquer eventualidade climática, com base em informações científicas e precisas, “uma voz uníssona sobre as informações que queremos passar para a comunidade”.
“A Universidade Federal do Rio de Janeiro, ao constituir um GT com componentes de altíssima competência acadêmica como este, mais uma vez é protagonista de um processo importantíssimo e vai ser referência para as outras universidades, como tem sido no protocolo do calor e em outras ações que têm sido viabilizadas através da Coordenação de Sustentabilidade e Educação Regenerativa, a coordenação SER, que é uma ação pioneira da UFRJ, e que está sendo referência para várias universidades brasileiras”, comenta Francisco Esteves, coordenador do SER até 2025.
Segundo encontro
No dia 17, uma segunda reunião estava prevista a realização de um seminário com informações dos especialistas para que se construísse um quadro geral. O GT ainda será oficializado em portaria da Reitoria e novos integrantes ainda estão chegando para o grupo multidisciplinar: “Precisamos de vários olhares e competência”, explica Guto Nóbrega.
A coordenadora Clarissa Araújo reitera que a proposta é preparar a universidade e a comunidade para o cenário global de mudanças climáticas. Como contou, a primeira reunião no dia 10 foi para apresentação do GT ao Reitor e demais membros do grupo, uma reunião das capacidades institucionais para preparar respostas e resiliência frente ao impacto das mudanças climáticas . O GT seria então uma instância técnica institucional para analisar cenários e risco, recomentar medidas e preparar a resposta da UFRJ. A reunião seguinte iria direcionar o trabalho do GT para os encaminhamentos necessários para a gestão do risco.
Alerta: já estamos numa crise climática
É preocupante o alerta do professor Francisco Esteves sobre o fato de que a natureza já está em convulsão. Ecólogo e profundo conhecedor de Ecologia de Ecossistemas Aquáticos, idealizador e fundador do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade da UFRJ (Nupem), em Macaé, e responsável pela criação do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba (no norte do estado do Rio), ele explica:
“É importante destacar que nós já estamos imersos numa crise climática. Todos nós já percebemos pelos efeitos desta crise, no nosso dia a dia: chuvas fortes fora de época, secas fortes fora de época, e mais do que isso. Não é só nós nos precavermos com ar condicionado0, aquecimento, prever alagamentos, etc. O que está acontecendo à natureza é a extinção de espécies. Muitas dessas espécies são insetos importantíssimos para nossa vida, como por exemplo aqueles que polinizam as flores, que geram os frutos como abacaxi, cacau, berinjela e centenas de outros.
Segundo os colegas que trabalham com isso, até o ano de 2040, teremos 4 quatrilhões de dólares de prejuízo por falta de alimento no mundo. Então, essa diversidade de alimento que temos hoje, se observar um lote de frutos, fotografe, porque daqui a dez, 20 anos, teremos muito menos. Por quê? Porque muitas espécies de insetos foram extintas.
A natureza está em uma profunda convulsão. E quem pagará isso, muito fortemente, é a espécie humana. Ainda não atentamos para o que está acontecendo nas restingas brasileiras, na Mata Atlântica, nas florestas, de onde vem, por exemplo, a nossa água: 80% da água que consumimos no estado vem das florestas. Florestas essas que estão diminuindo, não só em extensão como em cobertura vegetal. Cada árvore da Mata Atlântica produz água para atmosfera – por dia de 200 a 400 litros de água. Essa água evapora, e volta sob a forma de líquido que abastece as nascentes, os córregos e o rio Paraíba do Sul que nos abastece”.
Fotos: Juscelino Ribeiro.

Imagens do amanhecer no Fundão em uma manhã de junho de 2026
Veja mais detalhes no Instagram do Ministério do Meio Ambiente
https://www.instagram.com/mmeioambiente/

O pró-reitor de Gestão e Governança Fernando Peregrino apresentou, na sessão do Conselho Universitário de quinta-feira, 13, a evolução das contrapartidas na UFRJ do projeto do novo Canecão. Acompanhado de outros integrantes do Comitê Gestor responsável pelo acompanhamento e fiscalização do contrato de concessão, que Peregrino coordena, apresentou um relatório parcial mas que ilustra o que vem sendo feito na Praia Vermelha, em paralelo às obras do Equipamento Cultural Multiuso.

O projeto estabeleceu a criação de um espaço cultural, um edifício acadêmico e um restaurante universitário no campus da UFRJ na Praia Vermelha. O terreno do antigo Canecão, de propriedade da Universidade, foi concedido para exploração pelo consórcio Bônus-Klefer por 30 anos. Então, a previsão era de que as obras fossem concluídas em 2026. Mas hoje há novos prazos.

O espaço cultural multiuso, com 20 mil metros quadrados de área construída, terá teatro, museu, salão de exposições. A a contrapartida prevê, na PV, novo prédio acadêmico com 68 salas de aula e três pisos e um restaurante com capacidade para 2 mil refeições por dia.

Peregrino apresentou imagens aéreas do canteiro de obras, cronogramas e projetos. A previsão é de que em 2028 seja entregue o complexo do Novo Canecão. E a primeira laje do restaurante também está de pé e, para este, a estimativa de entrega é em março de 2027 e o prédio de salas de aula em setembro de 2027.


Mural do Ziraldo preservado para restauração

Histórico: Movimento questionou
O Conselho Universitário aprovou em novembro de 2022 a cessão dos 15 mil metros quadrados do campus da PV, para a iniciativa privada prevendo a construção da casa de shows no antigo Canecão e contrapartidas para a universidade, sob forte questionamento de parte da comunidade universitária.
A UFRJ assinou, no dia 7 de junho de 2023, a concessão por 30 anos, de área no campus da PV com o equipamento cultural multiuso (ECM), com o Consórcio Bônus-Klefer que seria responsável, como contrapartidas pela construção do restaurante e o pavilhão de aulas. A UFRJ teria direito, então, a uso de 270 dias por ano do Espaço Ziraldo e a 50 dias por ano do espaço cultural multiuso.
Quando se iniciou o movimento de buscar recursos colocando à disposição da iniciativa privada imóveis da UFRJ, setores da comunidade universitário manifestaram grande preocupação com a adoção de iniciativas de mercado como solução dos problemas de uma instituição federal de ensino que sofre com asfixia financeira. Houve seguidos protestos nos colegiados, atos públicos na Praia Vermelha e locais dos leilões dos imóveis cedidos.
O Sintufrj, que integrou com entidades dos demais segmentos o movimento “A UFRJ não se vende”, criticou a entrega de patrimônio. “É fundamental desmentir fake news de que somos contra a reabertura do Canecão, muito pelo contrário, queremos um Canecão reaberto, popularizado e conectado com a UFRJ. E por isso esse projeto não nos serve. Essa luta não se encerra neste dia”, declarou, em um dos atos, a então coordenadora geral do Sintufrj, Marta Batista. “Vamos continuar e alertando a população sobre o que isso significa. Não devemos ancorar nossas expectativas de melhoria no orçamento da universidade, das condições para aula, trabalho e de atendimento à população nesse viés de captação de recursos. Devemos lutar para que haja recomposição de orçamento”, disse o coordenador Esteban crescente.
Em um dos mais tensos momentos nas relações dos Estados Unidos com o Brasil, desde a redemocratização, com medidas e ameaças abertas e veladas de interferência na soberania do país, inclusive no cenário eleitoral, confirmando tradição de intervenção na América Latina, a UFRJ ratifica seu papel em defesa da democracia. Por unanimidade, seguida de aclamação, o Conselho Universitário, maior colegiado da maior universidade federal do país, aprovou, na manhã desta quinta-feira, 13, a cassação do título de Doutor Honoris Causa concedido pelo Colegiado em 1968, em meio a ditadura, ao diplomata Lincoln Gordon.
O então embaixador norte-americano desempenhou “relevante atuação diplomática e política de apoio ao movimento que culminou no golpe civil militar de 1964 e no subsequente processo de consolidação do regime autoritário”. diz o parecer que sustentou a decisão, afirmando ainda: “O conjunto documental atualmente disponível evidencia seu comprometimento com o processo político que suprimiu a ordem democrática brasileira”.O parecer da relatora da Comissão de Ensino e Títulos, a técnico administrativa Gilda Alvarenga sustenta que a manutenção do título revelou-se incompatível com os princípios constitucionais e institucionais que orientam a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Momento da Votação

Proposta foi aprovada por unanimidade

Gilda (foto acima) fez um histórico importante desde a concessão deste que constitui a mais elevada distinção acadêmica a personalidades com excepcional contribuição para a ciência, a cultura, a educação, a humanidade ou para os valores compatíveis com a missão institucional da Universidade. E embasou a defesa da cassação:
A proposta, submetida pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas em 2024, depois de aprovada por unanimidade também no colegiado do centro, apontou a incompatibilidade entre a manutenção da honraria e os princípios constitucionais que orientam a Administração Pública e as instituições federais de ensino superior, instituições de Estado comprometidas com a produção do conhecimento, com a liberdade acadêmica e de expressão e com a defesa da democracia,
possuem responsabilidade institucional na preservação da memória histórica e na promoção dos direitos humanos, diante “da consolidação historiográfica acerca da atuação do homenageado no contexto do golpe civil militar de 1964 e da subsequente instauração do regime autoritário no Brasil”, cuja atuação histórica esteja
relacionada ao apoio ou à viabilização de ruptura da ordem democrática mostra-se contraditória com esses mesmos princípios constitucionais..
“A permanência da honraria deixa de representar um simples registro histórico, para constituir manifestação institucional permanente de reconhecimento público. Razão pela qual a manutenção do título destoa dos princípios institucionais da Universidade do século XXI”, diz a relatora, explicando que, quando o título foi concedido, em maio de 1968, o Brasil encontrava-se sob regime autoritário, poucos meses antes da edição do Ato Institucional nº 5, marco do período de maior
recrudescimento da ditadura civil militar.
Documentos comprovam comprometimento com golpe
O relato prossegue explicando que documentos oficiais do governo dos Estados Unidos posteriormente desclassificados (Foreign Relations of the United States – FRUS; National Security Archive ), a produção historiográfica especializada (Moniz Bandeira, René Dreifuss, Carlos Fico e James Green), bem como os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade (2014), consolidaram o entendimento de que o então embaixador norte-americano Lincoln Gordon desempenhou relevante atuação diplomática e política de apoio ao movimento que culminou no golpe civil militar de 1964 e no subsequente processo de consolidação do regime autoritário. Ainda que a responsabilidade individual por violações específicas de direitos humanos não constitua objeto da presente deliberação, o conjunto documental atualmente disponível evidencia seu comprometimento com o processo político que suprimiu a ordem democrática brasileira”.
A conclusão
O texto aponta: Verifica-se que a manutenção do título de Doutor Honoris Causa concedido ao diplomata Lincoln Gordon revela-se incompatível com os princípios constitucionais e institucionais que orientam a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A consolidação historiográfica acerca de sua atuação no contexto do golpe civil-militar de 1964, as recomendações formuladas pela Comissão Nacional da Verdade, a recomendação expedida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, os precedentes do próprio Conselho Universitário e os princípios gerais do Direito Administrativo constituem motivação suficiente para a revisão do ato administrativo honorífico, em consonância com os valores democráticos, com a política institucional de memória e verdade e com os princípios previstos no art. 37 da Constituição da República.
Voto da relatora
“Diante de tais argumentos e por entender que a manutenção do título se revela incompatível com os princípios constitucionais e institucionais que orientam a Universidade Federal do Rio de Janeiro, voto favoravelmente à revogação do título de Doutor Honoris Causa concedido ao diplomata norte-americano Lincoln Gordon”, votou a relatora no parecer extremamente elogiado pelo reitor e vário9s conselheiros, entre os quais, o decano do CFCH, Vantuil Pereira, a representa tação estudantil e a técnico-administrativa Gerly Miceli que, como os demais , lembrou os tempos sombrios do período da ditadura pela atuação de forças polít8icas obscuras que vem ganhando força de novo na América do Sui e querem “de novo nos assombrar, arrombar nossas portas e nos colocar de novo sob o crivo da repressão. Parabéns a UFRJ tomar essa decisão num momento em que vemos de novo estas construções com apoio de traidores da pátria conspirando contra o Brasil e que a decisão seja por aclamação, propos.
Ouça o voto da conselheira
Mais sobre Lincon Gordon
O site Brasil 247 também publicou a cassação do título com detalhes sobre sua atuação na política Brasileira. Segundo o qual, Lincoln Gordon chefiou a embaixada estadunidense no Brasil entre 1961 e 1966. Durante esse período, atuou como um dos principais interlocutores de Washington no acompanhamento da crise política brasileira que culminou no golpe militar de abril de 1964. Documentos oficiais dos Estados Unidos, incluindo arquivos relacionados ao governo do ex-presidente Lyndon B. Johnson, registraram posteriormente a participação da diplomacia norte-americana nas movimentações políticas e militares daquele momento. “Um dos episódios centrais desse envolvimento foi a chamada Operação Brother Sam. Em 1º de abril de 1964, o Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos determinou o envio de uma força naval ao Atlântico Sul, em apoio às tropas golpistas no Brasil”, conta o site.
UFRJ revoga Honoris Causa de diplomata dos EUA ligado ao golpe de 1964
BRASIL DE FATO
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mentiu em sua biografia oficial, na qual apresenta um título de pós-graduação em ciências políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que não fez.
A informação falsa estava publicada no site da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no perfil profissional do senador no LinkedIn e no site do Senado Federal. A informação também chegou a ser veiculada em um material biográfico oficial distribuído a jornalistas em julho.
Segundo informou a UFRJ ao G1, “não há registro referente ao sr. Flávio Nantes Bolsonaro como discente”.
Em nota oficial, a equipe de Flávio Bolsonaro disse que as informações incorretas teriam sido “possivelmente extraídas de páginas como a Wikipedia” e informou ter solicitado a retificação dos cadastros institucionais da Alerj e do Senado.
De acordo com a nova versão, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes, tem uma pós-graduação em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e um MBA em Empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas (FGV). As três são universidades privadas.
A militância bolsonarista, inclusive o senador, costuma atacar as universidades federais, acusando-as de ineficiência e de doutrinação ideológica.
A mentira do candidato do PL repercutiu entre os outros candidatos. Renan Santos, candidato da Missão, disse que o episódio é “constrangedor” e “humilhante”. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), disse que Flávio Bolsonaro “mente no currículo” e o comparou aos falsos médicos.
“Estou vendo com muito humor e com muita curiosidade o Flávio Bolsonaro, que botou seus cachorros para dizerem que o Renan não se formou na USP, querendo me diminuir, agora demonstrando a má-fé dele. Agora a gente descobre que a tal da pós-graduação dele na UFRJ não existiu”, afirmou Santos, em nota enviada à imprensa.
“Se um médico coloca especialização falsa no currículo, perde o CRM. Na vida pública, parece que virou só ‘erro de digitação’. Quem mente no currículo não tem compromisso com a verdade na hora de governar. Isso é um fato!”, afirmou Caiado.

A categoria dos técnicos administrativos em Educação protagonizou, na manhã desta quarta-feira, dia 12, mais um momento histórico de sua Carreira. Foi no Salão Nobre da Decania do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza, no Fundão, a instalação oficial da Comissão do Reconhecimento de Saberes e Competências (CRSC), passo decisivo e um dos lances finais para que se inicie de fato a concessão do incentivo.
O RSC reconhece os conhecimentos, habilidades e experiências cotidianas dos técnicos-administrativos para além das exigências dos cargos e permite a acréscimos equiparados aos do Incentivo à Qualificação.
O auditório ficou cheio com os participantes dos integrantes da comissão, formada por 45 titulares e 45 suplentes (alguns acompanharam on line) que se subdividirão em seis equipes para concretizar o direito de cerca de 5.800 pessoas elegíveis ao RSC, conquista da categoria organizada em nível nacional pelos seus sindicatos – como o SINTUFRJ – e pela Fasubra numa greve histórica.
Fotos: Renan Silva

Reitor Roberto Medronho. Ao lado, Agnaldo Fernandes.
Valorização
Embora a reunião tenha durado pouco mais de três horas (porque em grande parte da apresentação e aprovação do Regimento da CRSC, detalhado pelo coordenador do Grupo de Trabalho do RSC Agnaldo Fernandes), a solenidade, em si, foi rápida, resumida na fala do reitor Roberto Medronho, que também considerou aquela uma reunião histórica.
“Eu queria deixar marcado o significado do nosso RSC. Uma universidade não se constrói apenas com salas de aula e laboratórios. Mas também nos hospitais, nas bibliotecas, nos setores administrativos, nos museus, arquivos, no sistema de tecnologia de informação, no sistema de assistência de educação e em tantos outros espaços onde os nossos técnicos fazem a universidade acontecer todos os dias”, disse ele.
Segundo o reitor, “aquilo que é essencial para a universidade precisa ser reconhecido”, ponderou, apontando que o RSC representa a valorização de conhecimentos adquiridos pela experiência profissional e “a afirmação de que existem diferentes formas de produzir e acumular saber”, entre aqueles que também participam do ensino, da pesquisa, da expansão, da inovação, da assistência e da gestão.
Regimento e dúvidas
Depois da fala de Medronho, a apresentação sobre o Regimento prosseguiu e Agnaldo, que também é membro da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira, esclareceu inúmeras dúvidas dos presentes. Após a aprovação do Regimento e assinatura da portaria pelo Reitor, esta deveria ser publicada logo em seguida.
Emanuel Victor, da Divisão da TIc de Macaé deu informes sobre o andamento da preparação para o funcionamento do sistema SUAP, adotado pela UFRJ para gerenciar as solicitações e avaliações do Reconhecimento de Saberes e Competências (permite que os servidores enviem documentos e acompanhem os processos de forma digital na plataforma oficial). O sistema, segundo ele, passa por testes finais e em breve estará disponível. Ele também elucidou uma série de perguntas quando ao sistema.

Emanuel, da TIC de Macaé
“Cartilhona”
Segundo Agnaldo, a comissão está preparando um manual mais amplo (uma cartilhona, como ele disse, para os elegíveis) e outro mais específico para os membros da comissão que deverá ser encaminhado à PR-4 para publicação.
O trabalho foi iniciado pelo servidor Claudio Simões de Mattos, assistente em administração do IPPMG, há oito anos na UFRJ, que adaptou à realidade da UFRJ a cartilha do Instituto Federal de Alagoas (IFAL): “Transferi (o conteúdo) para a nossa realidade e passei para o Agnaldo (que foi pró-reitor de pessoal) que pode detalhar ainda mais as atividades e explicitação dos critérios diante da diversidade que a UFRJ tem”, contou o rapaz, explicando o que o motivou: “Foi para ajudar todo mundo”, disse, comentando sobre a percepção de que há ainda muitas dúvidas em relação a critérios e para que as pessoas possam ter uma visão global enquanto avaliadores diante das especificidades e da diversidade de fazeres da universidade.

Claudio, do IPPMG
Comissões locais
A Reitoria oficializou, em portaria do dia 24 de julho (publicada no Boletim do dia 31), a nomeação da CRSC-UFRJ. Os 90 nomes foram compostos de forma paritária (30 indicados pela Pró-Reitoria de Pessoal, 30 pela Comissão Interna de Supervisão da Carreira e 30 pelo Conselho Universitário que referendou (em sessão no dia 23) nomes apresentados pela bancada técnico administrativa.
Conforme a portaria, a CRSC é composta por seis Comissões Locais (onde os 45 titulares e seus suplentes se dividirão), algumas com nove, algumas com seis membros, para descentralização dos trabalhos, análise dos requerimentos e distribuição dos processos:
– Comissão Local CRSC-PCCTAE I – Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) e Fórum de Ciência e Cultura (FCC);
– Comissão Local CRSC-PCCTAE II – Centro de Ciências da Saúde (CCS), Campus Duque de Caxias Professor Geraldo Cidade e Centro Multidisciplinar UFRJ – Macaé (CMM);
– Comissão Local CRSC-PCCTAE III – Centro de Tecnologia (CT), Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) e Centro de Letras e Artes (CLA);
– Comissão Local CRSC-PCCTAE IV – Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF);
– Comissão Local CRSC-PCCTAE V – Instituto de Atenção à Saúde São Francisco de Assis (HESFA), Instituto do Coração Edson Saad (ICES), Instituto de Doenças do Tórax (IDT), Instituto de Ginecologia (IG), Instituto de Neurologia Deolindo Couto (INDC), Instituto de Psiquiatria (IPUB), Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) e Maternidade-Escola (ME);
– Comissão Local CRSC-PCCTAE VI – Órgãos e estruturas que compõem a Administração Central da UFRJ.

A Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4) anunciou, na tarde nesta terça-feira,11, que está lançando na folha de pagamento de agosto a aceleração da progressão por capacitação aos servidores aposentados e instituidores de pensão com paridade.
Segundo o site da PR-4, a medida abrange 1433 pessoas e tem efeitos financeiros retroativos a janeiro de 2025. Os atrasados referentes a 2026 serão pagos até dezembro deste ano. Os atrasados de 2025 serão pagos em exercícios anteriores.
A nota diz ainda que, segundo o MGI, podem ter direito aos efeitos da aceleração da progressão por capacitação os(as) aposentados(as) e pensionistas com direito à paridade que, enquanto estavam em exercício, preencheram integralmente os requisitos previstos no art. 10-B da Lei nº 11.091/2005. Ou seja, o servidor precisa ter cumprido, antes da aposentadoria, o interstício exigido, ter obtido certificação em programa de capacitação compatível com o cargo e ter realizado a carga horária mínima prevista em ações de desenvolvimento e capacitação.
“O MGI foi explícito ao afirmar que não é necessário que a progressão tenha sido requerida ou concedida quando o(a) servidor(a) ainda estava em atividade. O requisito fundamental é demonstrar que todas as exigências legais já estavam satisfeitas antes da aposentadoria”, explica a PR-4, informando ainda que em maio de 2025, lançou 7.392 acelerações por capacitação, cumprindo o disposto na Medida Provisória 1286/2024, que trata da reestruturação do PCCTAE.
A matéria, na página da PR-4 (https://pessoal.ufrj.br/2026/08/aposentados-e-pensionistas-terao-aceleracao-concedida/) apresenta link para as portarias
Vitória da luta
Os coordenadores do Sintufrj destacaram a importância da vitória do Sintufrj para a categoria. “A conquista é fruto da pressão Sintufrj, que apresentou nota técnica do Fórum de Gestores de Pessoal (Forgepe) a respeito, e Reitoria, enfim, atendeu: a aceleração sai, portanto, na próxima folha, paga em setembro”, comentou a coordenadora geral Vania Godinho. O coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis, também coordenador de Comunicação da Fasubra, apontou: “Entramos na greve com muitos desacreditando na pauta que tratava dos aposentados, já que o Ministério da Gestão e Informação (MGI) tinha fechado as portas e nós, na Fasubra conseguimos um bom canal com o Ministério da Educação que entendeu a justiça do mérito para nossos aposentados e pensionistas e hoje estamos colhendo o resultado da nossa luta”.
No último concurso da UFRJ passaram 283 técnico-administrativos e 101 professores. Estes novos servidores lotaram o auditório do Quinhentão no Centro de Ciências da Saúde para participar do Curso de Introdução ao Trabalho na UFRJ
Esse curso, promovido pela Escola de Trabalho da Pró-Reitoria de Pessoal, é destinado ao acolhimento e à formação inicial dos novos servidores da universidade. Aos servidores foi explicado a estrutura da carreira na UFRJ num primeiro momento.
O Sintufrj e a Adufrj tiveram a oportunidade de se apresentar e dar as boas-vindas aos novos integrantes da comunidade universitária. O sindicato foi representado pelos dirigentes Maria Lenilva, Luciano Batista, Selene Vaz e José Carlos Xavier.
Os dirigentes destacaram as lutas do sindicato em prol dos trabalhadores e as batalhas empreendidas pelo aprimoramento da carreira, ressaltando que as vitórias obtidas vieram de muito suor e greves da categoria.
Eles apresentaram também os benefícios oferecidos aos sindicalizados como o Espaço Saúde, planos de saúde e o convênio com o TotalPass, uma boa alternativa para aqueles que desejem realizar suas atividades físicas perto de casa.
Expectativas
No universo diverso da UFRJ os grupos se identificavam e interagiam. Como os técnicos em contabilidade. A porta voz foi a falante Helena Nascimento, 36 anos.
“Trabalhar na UFRJ não é só uma questão salarial. Envolve qualidade do trabalho, projetos, carreira, conhecimento do local em que se está. Nem tudo se resume a ganhar mais”, declara Helena.
O pessoal da área de Tecnologia da Informação era outro grupo animado. Gente jovem e cheia de gás com muita disposição.
Que o diga Lucas Luna, 29 anos, técnico em informática em redes. Desde 2020 fazendo concursos ele conseguiu ser aprovado para a UFRJ.
“Quando fiz o concurso para a universidade finalmente consegui! Trabalhei também oito anos como temporário na Marinha, mas sempre tive vontade de ingressar no serviço público. E a UFRJ é bem vista!”, contou Lucas.
Um veterano é Thiago Eduardo dos Santos, 42 anos. Técnico em Tecnologia da Informação do campus Duque de Caxias há 11 anos investiu no crescimento profissional.
“Fiz prova para o Tribunal de Justiça e para a UFRJ. Não passei lá, mas aqui consegui para Analista de TI. Era nível D. Agora estou no nível superior e com as conquistas da carreira ficará melhor ainda”, comemora.





