

Por REVISTA FÓRUM
Um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da UFPE, no Recife, nesta quarta-feira (7). Segundo relatos de estudantes, o episódio ocorreu um dia após um ato contra Flávio Bolsonaro. Alunos levantaram nas redes sociais a suspeita de motivação política, mas não há, até o presente momento, confirmação sobre a causa do fogo.
Estudantes também relatam que alunos teriam recebido mensagens com ameaças contra setores da universidade, incluindo referências a explodir um departamento em nome de Flávio Bolsonaro. Não há confirmação de vínculo entre essas mensagens e o incêndio.
Este é o terceiro incêndio registrado na UFPE em uma semana. Em 30 de setembro, um laboratório do Departamento de Física foi atingido. A instituição apontou como possível origem uma câmara de alta temperatura utilizada para aquecer substâncias.
No dia 5 de outubro, outro incêndio ocorreu no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. As duas ocorrências anteriores não deixaram vítimas.
O prédio atingido nesta quarta abriga uma diretoria vinculada ao Núcleo de Inovação Tecnológica da universidade. Até a atualização da reportagem do g1 utilizada como base para este texto, a UFPE não havia respondido ao contato do veículo.

O Comité dos Comitês de Luta divulgou uma série de atividades dos próximos dias para mobilizar o pessoal rumo à virada. agenda é atualizada diariamente. Fique ligado e participe desta luta: clique em https://www.instagram.com/comitedoscomitesdelutario/

Presença do SINTUFRJ foi marcada pela bandeira desfraldada.
A Avenida Rio Branco, no centro do Rio, ficou lotada com a grande marcha na tarde desta quarta-feira, 7 de outubro, em defesa da democracia, da educação e da cultura. No rumo da vitória no segundo turno, os estudantes dão o tom: só Lula defende a educação e a cultura. Estudantes secundaristas com grande presença. Essa juventude vem pra rua gritar pelo seu futuro.
o meio da tarde ainda chegava gente para a marcha.
A virada parece que começou
Estudantes e trabalhadores se concentram nesta quarta-feira (7) na Igreja da Candelária, no centro do Rio, para o ato convocado pelo movimento estudantil. A caminhada rumo à Cinelândia é uma mobilização em defesa da democracia, da educação e da igualdade e contra o avanço da extrema direita e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).



5 de outubro
6 de outubro
7 de outubro
8 de outubro
9 de outubro
10 de outubro
13 de outubro
Na abertura de um dos mais importantes eventos da comunidade universitária, a 15ª Semana de Integração Acadêmica (Siac), no dia 5, o reitor da maior universidade federal do país, Roberto Medronho, comentou sobre a gravidade da situação em que o país se encontra depois do resultado das urnas, mas ponderou que ainda há chance.
A edição da Siac de 2026 reúne 7.700 trabalhos de ensino, pesquisa e extensão na UFRJ desenvolvidos por estudantes de diferentes níveis de formação, técnicos, professores e pesquisadores.
“Para mim, é um espaço, antes e acima de tudo, de vida. Nós estamos precisando dessa esperança e da construção de um futuro melhor. E, quando eu falo de um futuro melhor, não falo para mim ou por mim. Eu falo por todos, especialmente os mais desfavorecidos.”, disse Medronho na abertura.
Veja o trecho da fala do reitor:
Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Grande produção acadêmica da UFRJ
O evento segue até o dia 9 e dá visibilidade à produção desenvolvida em diferentes áreas da instituição. As apresentações e atividades acontecem na Cidade Universitária, na Praia Vermelha, em Duque de Caxias e em Macaé.
Abertura em defesa da universidade pública
Medronho relacionou essa perspectiva às transformações pelas quais a própria Universidade passou. Aluno da UFRJ na década de 1970, o reitor comparou o perfil da comunidade universitária daquele período ao atual e ressaltou a contribuição das políticas de ações afirmativas para ampliar o acesso à instituição: “Hoje, ao vermos essa pujança, todas essas experiências, todos esses saberes, toda essa vida que cada um de vocês traz aqui para dentro, nós somos melhores do que antes.”
A diversidade também aparece nas áreas contempladas pela Semana. Ao mencionar a presença da ciência, da tecnologia e da inovação ao lado das artes e da cultura, Medronho defendeu a valorização da instituição pública: “Essa é a universidade que a gente tem que defender cada vez mais e cada vez melhor.”
O que é a Siac
O site da UFRJ explica: A Siac tem caráter formativo e reúne trabalhos de iniciação científica, artística, tecnológica e cultural, iniciação à docência e extensão desenvolvidos na UFRJ. As apresentações promovem a troca de experiências entre estudantes de graduação, pós-graduação e ensino médio, professores, técnicos, pesquisadores de pós-doutorado e participantes de outras instituições, além do público em geral.
A programação se distribui pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS), Centro de Tecnologia (CT), Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), Centro de Letras e Artes (CLA), Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), Fórum de Ciência e Cultura e pelos campi de Duque de Caxias e Macaé, reunindo trabalhos de diferentes escolas, faculdades e institutos da Universidade.
Entre os temas abordados estão inteligência artificial, saúde mental, autismo e neurodiversidade, mudanças climáticas, poluição, segurança pública e violência de gênero.
O evento é aberto à participação da comunidade interna e externa. Para acompanhar a programação da SIAc, confira o site: https://siac.ufrj.br/programacao/.
Deputado quer ampliar grupo para até 3 milhões de pessoas e defende mudança drástica na comunicação do presidente durante o segundo turno
Por 247 – A estratégia digital da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou uma mobilização paralela liderada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que reuniu mais de 1 milhão de pessoas em um canal destinado a coordenar ações nas redes sociais e pressionar por uma mudança na forma como o petista se apresenta ao eleitor.
Segundo reportagem da Folha de São Paulo, Janones assumiu a iniciativa por conta própria após Lula terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Reeleito deputado federal no domingo (4), ele afirma que pretende usar as três semanas restantes de campanha para ampliar a militância digital e tentar reverter o resultado.(…)
Antes utilizado principalmente para debates entre apoiadores, o canal passou a distribuir tarefas aos participantes. Janones envia áudios orientando os integrantes a convidarem novas pessoas e pretende elevar o número de participantes para algo entre 2 milhões e 3 milhões.
A estratégia busca coordenar a atuação dos apoiadores de Lula em diferentes plataformas, com mensagens e conteúdos circulando de maneira simultânea. Janones pretende reproduzir no campo governista uma estrutura de distribuição que, em sua avaliação, já é utilizada com eficiência por produtores de conteúdo ligados à direita.
O deputado também convocou influenciadores, políticos e formadores de opinião com grandes audiências para divulgar o canal. Entre as orientações está a publicação de conteúdos em colaboração com seu perfil no Instagram, mecanismo que permite ampliar o alcance das postagens entre diferentes públicos.(..)
Janones reúne cerca de 3 milhões de seguidores no Instagram, 1 milhão no X e 1,5 milhão no TikTok.
Em 2022, participou diretamente da estratégia digital da campanha presidencial de Lula e tornou-se uma das figuras mais associadas à comunicação política nas redes dentro do campo da esquerda.
Com pesar registramos o falecimento da servidora técnica administrativa Sebastiana Oliveira da Silva, 83 anos, ocorrido no dia 7 de outubro. A aposentada atuou na Prefeitura Universitária da UFRJ e será lembrada pelos familiares e amigos com carinho e gratidão, pela sua força, bondade e amor em vida.

Uma palestra sobre o programa de prevenção ao suicídio do Cento de Valorização da Vida (CVV) foi o evento que marcou o Setembro Amarelo, organizado pela Coordenação de Políticas Sociais do Sintufrj. O tema da campanha deste ano foi “Escutar é estar presente” para reforçar a importância do acolhimento e da escuta sem julgamentos.
“O Setembro Amarelo nos convida a olhar para o outro, perceber os sinais, escutar sem julgamentos e compreender que ninguém precisa enfrentar sozinho momentos de sofrimento”, afirma a coordenadora de Políticas Sociais, Norma Santiago.
“Escutar é um ato essencial. Ser compreendido é uma necessidade básica do ser humano. Conversar é importante, pois quando a dor é dividida ela pesa menos”, observa Alan Lima, voluntário do CVV convidado para falar sobre o tema no evento realizado pela pasta de Políticas Sociais no Espaço Cultural, dia 30 de setembro. “Setembro Amarelo é só uma estratégia. A prevenção ao suicídio é o ano todo”, sustenta Alan.
CVV
O Centro de Valorização da Vida, fundado em 1962, é um serviço gratuito, humanitário e filantrópico que oferece possibilidades de acolhimento e apoio emocional gratuitamente pelo telefone (188) chat e e-mail 24 horas. O atendimento é feito com sigilo e anonimato. São cerca de 90 postos, 2 milhões de atendimentos por ano tendo 3.300 voluntários em todo o Brasil.
Diariamente 42 morrem por suicídio
Saber quais as principais causas e as formas de ajudar pode ser o primeiro passo para reduzir as taxas de suicídio no Brasil, onde atualmente 42 pessoas por dia tiram a própria vida. Dados no Ministério da Saúde apontam 15.507 mortes por suicídio por ano. E para cada suicídio, estima-se que 25 pessoas façam uma tentativa.
“Cada número representa uma vida. E uma vida perdida afeta famílias, amigos, comunidades inteiras”, observa Alan. Segundo ele, a dor é escondida e não dividida pode ser um agravante. “Muitas vezes, quem está em sofrimento não demonstra.” Alan complementa afirmando que a saúde mental faz parte de nossa saúde sendo muito importante reconhecer que em algum momento da vida é preciso pedir ajuda.
Segundo estudo da Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram dar fim à sua vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Em muitos casos, é possível evitar que esses pensamentos suicidas se tornem realidade, daí a necessidade da prevenção que Alan destaca. Mas revela como obstáculos tabus, medos e desinformação em relação ao suicídio.
40 segundos
Pensar em suicídio faz parte da natureza humana, Ele é um gesto de autodestruição e realização do desejo de morrer ou de dar fim a própria vida. Pessoas de todas as idades e classes sociais morrem por suicídio. A cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio no mundo, totalizando quase um milhão de pessoas todos os anos.
Estima-se que de 10 a 20 milhões de pessoas tentam o suicídio a cada ano. Esse ato tem graves implicações sociais. De cada suicídio, de seis a dez outras pessoas são diretamente impactadas, sofrendo sérias consequências emocionais difíceis de serem reparadas.
Homens e jovens
No Brasil, os homens cometem suicídio de três a quatro vezes mais do que as mulheres, sendo os jovens entre 15 e 29 anos um dos grupos mais atingidos, com o fenômeno figurando entre as principais causas de morte nessa faixa etária.
Além dos homens e jovens, as incidências são maiores também em idosos, indígenas e militares.
Homossexuais, bissexuais e transexuais têm índices maiores de suicídio, tendências ligadas a causas culturais e preconceitos sociais.
Acolhimento
Ter uma voz humana do outro lado da linha é um conforto para quem está em sofrimento e se achando sem saída. Alan passou alguns vídeos de campanhas para conscientizar sobre o suicídio e dentre eles um informando que 40% dos brasileiros estão buscando a IA para conversar e se aconselhar. Atores, atrizes e influencers participaram com slogans: “Seres humanos precisam de seres humanos. Procure sua IA de carne e osso”; “Procure a IA que você ama.”
Rede
O CVV está em todas a redes sociais – Facebook, X, Instagram, TikTok, Youtube @cvvoficial. O telefone é 188 e funciona 24 horas. Os atendimentos no CVV podem e são realizados por voluntários que independe de escolaridade. Basta apenas ter disponibilidade para ouvir o outro. O site é www.cvv.org.br

Uma roda de conversa convocada pelo Departamento de Assédio Moral e Conflitos Trabalhistas do SINTUFRJ, com o apoio das Ouvidorias Geral e de Mulheres da UFRJ, realizada nesta terça-feira, 6 de outubro, no auditório do Horto Universitário, culminou com a oficialização da parceira da entidade sindical com as instâncias institucionais responsáveis por essas demandas dos servidores.
A reunião formalizou a criação da Comissão de Trabalho para Enfrentamento ao Assédio Moral, Conflitos Trabalhistas e Outras Formas de Discriminação. “Esta é uma reunião maravilhosa, porque estamos criando de fato parcerias para atender com agilidade essas demandas dos técnicos administrativos”, saudou Anai Estrela que, junto com Aline Silveira, ambas assistentes sociais, responde pelo departamento do SINTUFRJ.
“Há muitas demandas relacionadas à saúde do trabalhador, que a cada dia ganham novos contornos. Como o sindicato pode encaminhar isso? Qual o caminho a ser tomado? Como estabelecer o diálogo com vocês? A partir de agora saberemos como agir em conjunto”, pontuou Aline Silveira.
Participação institucional
A parceria entre SINTUFRJ, a Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4) e as Ouvidorias da UFRJ foi selada pela participação na reunião de: Angela Brêtas, ouvidora de Mulheres; Alessandra Serkis, diretora da Divisão de Movimentação e Alocação (DVMA); Carolina Genovez, Coordenação de Relações Institucionais (Corin); Luis Diego Froes da Silva, diretor da Divisão de Administração das Comissões (Corregedoria); Cássia Almeida de Oliveira e Natália Limongi, Divisão de Atenção às Relações de trabalho (Dart).
Presenças do SINTUFRJ
A coordenadora-geral do SINTUFRJ, Sharon Stèfani, agradeceu o comparecimento dos representantes da PR4 e Ouvidorias para fechar as parcerias com a entidade sindical, e afirmou: “Vários setores da UFRJ passam por problemas sérios de assédio moral e conflitos, por isso precisamos muito dessa aproximação institucional para cruzamento de informações e acabar com algumas práticas que adoecem servidores”.
O coordenador de Comunicação Social, Nivaldo Holmes, acrescentou: “o PCCTAE nos deu a oportunidade de construção de uma política de combate ao assédio moral e conflitos no ambiente de trabalho”. A coordenadora de Educação, Cultura e Formação Sindical, Maria Lenilva, observou que “há muito o SINTUFRJ almejava selar essa parceria em prol do bem-estar dos servidores”. Também estava presente o coordenador de Esporte e Lazer, Luciano Cunha, e os advogados trabalhistas do Departamento Jurídico do sindicato, Adriana Rosalba e Alexandre Fecher, que debatem e acompanham o combate ao assédio moral e conflitos nas relações de trabalho da categoria.
Preocupação vem de longe
Desde a década de 1990 o SINTUFRJ atua, politicamente e juridicamente, nas questões conflitantes nos ambientes de trabalho envolvendo os técnicos administrativos em educação sindicalizados. Oferece escuta, acolhimento, orientação e encaminhamento para as trabalhadoras e trabalhadores que enfrentam situações de discriminação, conflitos ou violência. Com o crescimento das denúncias – uma média de 3 a 6 atendimentos por dia – a entidade criou há cerca de dois anos o Departamento de Assédio Moral e Conflitos Trabalhistas. FOTOS: FELIPE BAPELI



No dia 5, estudantes da UFF e da UFRJ foram às ruas em Niterói para denunciar o projeto do candidato da extrema-direita que, além dos cortes na área educacional, prevê a privatização de amplos segmentos do setor público, de estatais, a submissão do Brasil ao governo Donald Trump dos Estados Unidos, e o ataque à democracia.

“Os estudantes da UFRJ não irão tolerar que a extrema direita avance e que, depois das eleições, a nossa mobilização simplesmente pare. Se é a MOBILIZAÇÃO organizada nas ruas que faz a diferença, nós estaremos lá! Vamos eleger Lula 13, mas isso não pode ser o fim da nossa luta é o ponto de partida. Queremos estar nas ruas, organizados e mobilizados para disputar os rumos do país e defender cada direito conquistado. Não aceitaremos Flávio Bolsonaro eleito neste país. Não queremos assistir à extrema direita avançar enquanto a nossa organização recua. Por todos que vieram antes de nós e por todos que ainda virão; pela universidade pública, pelos nossos direitos e por um projeto de país que coloque o povo no centro, NÃO RECUAREMOS!”, anunciam as convocatórias das diversas entidades estudantis.
