Em um importante passo para a concretização do direito ao Reconhecimento de Saberes e Competência, o Conselho Universitário aprovou, por unanimidade, em sessão nesta quinta-feira, 23, a indicação de 30 nomes de servidores técnicos-administrativos para comporem, junto com representantes escolhidos pela Comissão Interna de Supervisão da Carreira e pela Pró-Reitoria de Pessoal, de forma paritária, a Comissão para Reconhecimento de Saberes e Competências do PPCTAE (CRSC).

“Hoje é um dia histórico para a nossa categoria. Depois de muita luta, depois de muita mobilização, estamos encerrando uma etapa e iniciando um novo ciclo de luta. Nesse exato momento, o Conselho Universitário acabou de aprovar o nome dos companheiros que se disponibilizaram para integrar as comissões de concessão do RSC. É um momento importante, passo inicial no processo para fazer com que a categoria garanta essa conquista histórica e outras lutas importantes que precisam da continuidade do processo de mobilização. O RSC é pra valer!”, comemorou o coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis.

Veja a seguir:

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A Comissão, instância colegiada responsável pela apreciação do memorial e avaliação dos requerimentos de RSC, é composta por 90 pessoas, 45 titulares e 45 suplentes. A nomeação será oficializada por meio de portaria da Reitoria que será publicada em breve, porque, conforme define o decreto que regulamenta o RSC, as Instituições Federais de Ensino terão o prazo de até trinta dias, contado da data de publicação deste Decreto (3 de julho), portanto 3 de agosto, para instituir a CRSC-PCCTAE, aprovar as suas normas internas de funcionamento e iniciar os procedimentos de análise para concessão do RSC.

Representantes da bancada técnico-administrativa – Milton Madeira, Gerly Miceli e Luciana Borges – e o coordenador-geral do SINTUFRJ Francisco de Assis se revezaram na defesa do novo direito como reconhecimento, por parte da UFRJ, da dedicação do corpo de funcionários no desenvolvimento de saberes e competência para além do exigido pelo cargo, em benefício da instituição e da sociedade.

Fotos: Renan Silva

Francisco e Luciana

Milton e Gerly

A pró-reitora de Pessoal, Neuza Luzia, lembrou que esse reconhecimento tem mais valor simbólico do que financeiro porque as pessoas atuam frequentemente muito além do fazer de seu cargo mas isso é desconhecido. Por isso é importante este reconhecimento, para que se perceba a dimensão da dedicação da categoria na construção da universidade.

A decisão unanime foi aplaudida por todos os presentes na sessão, que foi acompanhada por coordenadores do SINTUFRJ, integrantes do GT Carreira, da CIS e do GT RSC.

Momento da votação

Como será  

A instituição e a atuação da CRSC-PCCTAE poderão ser organizadas de forma descentralizada por campi ou por unidades administrativas, conforme a complexidade e a necessidade de cada Instituição para garantir celeridade e proximidade no processo de avaliação, diz o decreto.

Na UFRJ, o GT RSC (grupo indicado pela Reitoria com participação de representantes do SINTUFRJ, CIS e PR-4), a comissão se dividirá em seis grupos: três com nove integrantes (para o HU; para as demais unidades de saúde e para a Administração Central (que inclui superintendências, pro-reitorias etc.); e três com seis integrantes ( para CFCH, CCJE e FCC; para o CCMN, CT e CLA; e para o CCS, Caxias e Macaé).

Depois da aprovação, o grupo de servidores se reuniu na antessala do Consuni para avaliar os próximos passos. Muitos ponderaram sobre o grau de responsabilidade que envolve o trabalho de cada membro ao analisar, em breve, requerimentos, memorial e comprovantes de milhares de servidores de unidades como fazeres tão distintos diversas como se caracteriza a UFRJ (quase seis mil são elegíveis ao RSC na UFRJ), aponta a necessidade de um bom preparo. Por isso, em breve haverá um curso de nivelamento para os membros da comissão.

Veja o nome dos integrantes da CRSC

A seguir, as listagens do Consuni e da CIS. A PR-4 também já definiu seus representantes

COMPOSIÇÃO DA CRSC/PCCTAE DA UFRJ APROVADOS NO CONSUNI DE 23.07.2026

ALINE DA MATA DAUDT, Arquivista/ CM UFRJ Macaé
ALUÍSIO CÍCERO DO NASCIMENTO FILHO, Eng.seg.incêndio /LNDC/COPPE
ANA LÚCIA TEIXEIRA PEREIRA, Assistente em administração /Pr4
ANGÉLICA MARTINS DA SILVA COSTA, Técnico em Edificações / ETU Escritório Técnico da Universidade
CAIO CESAR TEIXEIRA LOURES, Técnico em Audiovisual / NRTV/FCC
CARLOS DA LUZ DAUMAS, Administrativo/ Hucff/Protocolo
CAROLINA AUGUSTA DE CAMPOS HULPAN PEREIRA, Assistente em Administração / PR4
CÁSSIA REGINA CARLOS DE JESUS, Auxiliar de Microfilmagem /Siarq
CLEIDE DE ANDRADE, Auxiliar Administrativo / Campus Duque de Caxias
CRISTINA DE BORBOREMA AREAS, Técnico em Assuntos Educacionais / IBqM
CRISTINA PEREIRA DE LACERDA BAIÃO, Assistente Administrativo / Aposentada
DIEGO FERREIRA SANTOS, Assistente em administração / Decania do CCMN
GECILENE PONTES MILITÃO, Técnico em enfermagem /HUCFF
GILDA SOUSA DE ALVARENGA, Bibliotecária /Biblioteca do CFCH
GILMAR CONSTANTINO DE BRITO JR., Arquivista / CT
JORGE ANTONIO TAVARES DO NASCIMENTO, Contínuo /INDC
JULIANA PORTO FONTES, Assistente em administração / Instituto de Psicologia
LAURA GOMES BARRETO. Técnico de Enfermagem / HUCFF
LENILDA DE MATOS PINHEIRO. Técnico em Assuntos Educacionais / Decania do CCS – Recursos Humanos
LUIZ MAURÍCIO VIEIRA DE SOUZA, Técnico em eletrônica / Decania do CLA
MADELON MOURA DE VASCONCELOS, Assistente em Administração / Coppead
MARIA IZABEL ALVES DO AMARAL, Assistente em administração / Odontologia
MARIA LENILVA DA CRUZ / Aux. de Enfermagem/Terapeuta Ocupacional / Aposentada
NATHALIA MARIA BANDEIRA LEITE, Assistente em Administração / Centro Multidisciplinar UFRJ-Macaé
PAULO CESAR CAETANO, Pedagogo / Fórum de Ciência e Cultura
ROSELINDA PASSOS FRANCO CAMPELO, Tec. Contabilidade/ NCE
SHIRLEY GONÇALVES DUTRA, Assistente em Administração / Instituto de Nutrição Josué de Castro/INJC
THAYSSA DE FREITAS DRIENDL, Assistente em Administração / Decania CCMN
VANDERLEIA LYRIO RODRIGUES DE ASSIS, Atendente de Consultório / Faculdade de Odontologia da UFRJ
YVONE GABRIEL DO ROSARIO, Aposentada

Listagem dos indicados pela Comissão Interna de Supervisão de Carreira

Titulares e respectivos e suplentes:

Alzira das Neves Monteiro da Trindade Psicóloga/área e Angela Iaffe engenheira agrônoma/área
Claudio Muniz Viana arquivista e Davi Vieira Adão assistente em administração
Flávia Pereira Vieira Técnica de laboratório/área e Marcelle Loureiro Terra Auxiliar de enfermagem
Igor de Oliveira Dantas assistente em administração e Juscelino Ribeiro de Souza vigilante
Izabel Cristina Dias de Souza auxiliar em administração e Francisco de Assis dos Santos técnico em arquivo
Marcos Antônio Leite da Silva assistente em administração e Marcos Geison Ribeiro Padilha técnico de enfermagem
Marisa Pereira Góes de Araujo Desenhista industrial e Açucena Lima da Cruz Franklin Moraes técnica em segurança do trabalho
Mateus Miranda Pessanha técnico em assuntos educacionais e Alcir da Silva servente de obras
Moacir de Oliveira Moura assistente em administração e Jessé Mendes de Moura Pintor/área
Rita de Cassia Silveira dos Anjos assistente em administração e Thiago Sá Bacelar biomédico
Rosemere Teixeira Roza auxiliar em administração e Thiago Brandão Pinto assistente em administração
Ruy de Azevedo dos Santos assistente em administração e Edson Vargas da Silva bibliotecário
Tatiana D’Almeida Rodrigues bibliotecária-documentalista e Marcia Carvalho da Silva atendente de consultório
Vania Maria Godinho Carlos Louvisse assistente em administração e Marli Rodrigues da Silva auxiliar de laboratório
Vilma Frazão de Melo técnica em secretariado e Nivaldo Holmes de Almeida Filho assistente em administração

 

 

 

 

Com o auditório E212 da Escola de Química, no CT lotado de gente interessada, com cadernos em punho, muito atenção e muitas perguntas, o nivelamento organizado pelo Grupo de Trabalho do Reconhecimento de Saberes e Competência, durou quase três horas e transformou-se numa verdadeira oficina para esclarecimento para compreensão e preparação para a implantação do RSC.

Além de membros do próprio GT RSC, como o seu coordenador, Agnaldo Fernandes, membro da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC), que detalhou os conceitos principais e respondeu ás inúmeras perguntas, estavam lá integrantes do GT-Carreira do Sinturj, da Comissão Interna de Supervisão da Carreira, CIS, e profissionais de setores de Recursos Humanos  de muitas unidades. A reunião, presencial e on line, que contou com mais de cem participantes, era uma espécie de pré-requisito para a participação nas Comissões do RSC que deverão ser instituídas na sessão do Conselho Universitário desta quinta-feira, 23.

Agnaldo detalhou trechos da legislação do RSC, requisitos para reivindicar o incentivo, a necessidade de atendimento a quais critérios e a de comprovação, tudo relatado de forma objetiva no documento que o decreto chama de memorial. Ele abordou também aspectos de cada um dos anexos que elencam as atividades que convertem pontos e de que forma. Utilizou uma calculadora para simular o cálculo de determinado perfil de servidor, exemplificando exigências como se forma o somatório que permitirá a concessão do RSC. Tudo isso, entremeado com respostas às dúvidas dos presentes sobre cada tópico.

Igor Dantas, membro da CIS, explicou que assim que os membros da Comissão RSC foram definidos, uma oficina mais específica sobre seu funcionamento será ministrada. Coordenadores do Sintufrj, Vania Guedes e Francisco de Assis também manifestaram ao público. Eles odos apontaram a importância daqueles que se dispuseram a participar das comissões conversarem com seus pares nos setores porque a tarefa de recepcionar e analisar os documentos será intensa e exigirá enorme dedicação às seis subcomissões da Comissão do RSC que atuarão nas unidades, onde se dividirão 45 titulares e sues suplentes (algumas subcomissões terão nove integrantes, outras seis, de acordo com o número de servidores de cada grupo de unidades). Destaque-se que há quase seis mil servidores elegíveis ao RSC, segundo cálculos da Pró-Reitoria de Pessoal.

Francisco lembrou ainda dos materiais preparados pelo SINTUFRJ para orientar a categoria: o hotsite com um simulados para cálculo da pontuação, inúmeras informações (como o conteúdo de leis, decreto e portaria), perguntas e respostas, atas de posse dos membros das diversas gestões (desde a ASUFRJ na década de 1960), entre outros, tudo detalhado no Jornal do Sintufrj desta semana (veja no site da entidade).

Atas comprovam

Um dos presentes perguntou como se comprova a participação em mandato sindical, atividade que também pontua no RSC. Agnaldo respondeu que é com a ata de posse da gestão que integrou. Isso foi exatamente o que o SINTUFRJ providenciou para facilitar a vida dos ex-dirigentes da entidade: estregou em meio físico e digital as dezenas de atas de todas as gestões.

Fotos: Renan Silva

Na primeira assembleia simultânea do SINTUFRJ (Fundão, Praia Vermelha e Macaé) após o encerramento da greve de quatro meses, na manhã/tarde desta terça-feira (21), a categoria fez um balanço do movimento paredista e avaliou que a mobilização e a luta devem continuar para garantir a implantação das conquistas. A maioria das intervenções destacou o empenho dos técnicos administrativos da UFRJ na construção da longa paralisação.

Veja o que foi dito

Saudamos os companheiros na UFRJ e na Fasubra pela construção e participação na greve que foi vitoriosa”. “Cumprimos o nosso papel concretizando o RSC, avançando na jornada 12×60 para os trabalhadores dos hospitais e na extensão da aceleração da progressão de capacitação para os aposentados”. “Agora, vamos nos mobilizar e lutar todos os dias para que a nossa universidade sobreviva”.

“Saudar os que se disponibilizaram a ficar no CLG e CNG. Foram muitos os esforços que garantiram as conquistas da greve”. “Durante a greve foi importante o SINTUFRJ mobilizar e provocar a instituição para o trabalho que tem que ser feito para a concessão do RSC e a aceleração dos aposentados”.

“A greve garantiu o pouco que conquistamos”. “A mobilização deve continuar para garantir as nossas conquistas, não só o RSC, mas também o funcionamento dos grupos de trabalho junto ao MEC (saúde do trabalhador, aprimoramento da gestão democrática nas Ifes e reposicionamento dos 215 servidores que ainda não estão no PCCTAE)”.

O comportamento nem sempre receptivo do governo nas mesas de negociações, principalmente do Ministério de Gestão e Inovação nos Serviços Públicos (MGI), não foi poupado. “A consciência de que não podemos permitir que a extrema direita volte ao Planalto, não nos impede de fazer críticas sobre a forma como fomos tratados pelo governo nesta greve”.

Conscientizar as bases sobre a importância da greve como principal instrumento de luta da categoria foi uma tarefa proposta para que, no futuro, a adesão aos movimento grevistas deflagrados pela FASUBRA sejam mais forte.

Propostas aprovadas

. A comissão de finanças do Comando Local de Greve (CLG) irá prestar contas do dinheiro e das despesas relativas ao Fundo de Greve, na próxima assembleia da categoria, ainda sem data.

. A direção do SINTUFRJ garantirá espaços no jornal da categoria para que os coletivos políticos que participam do movimento sindical na UFRJ publiquem suas avaliações sobre a greve; os independentes que integraram o Comando Nacional de Greve (CNG) também usufruirão desse direito. FOTO RENAN SILVA

Proporcionar mais qualidade de vida a categoria esteve sempre no horizonte do Sintufrj e não por acaso foi criado o Espaço Saúde há mais de uma década. De lá para cá a estrutura foi ampliada e novos projetos surgiram. No momento o projeto em voga é a Roda de Conversa com a Nutri, aberto não só aos alunos do Espaço Saúde. Os sindicalizados estão mais que convidados.

A orientação é feita pela nutricionista Meliane Chaves que se reúne com as alunas do Espaço Saúde de dois em dois meses para dar explicações e sanar dúvidas sobre um tema específico.

“Entender o papel dos carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais permite montar refeições equilibradas e evitar excessos sem precisar agir no “achismo”. Quando você sabe o que está colocando no prato, passa a fazer escolhas que realmente favorecem o seu corpo, em vez de seguir modas passageiras ou dietas restritivas. Uma alimentação guiada por informação reduz o risco de diabetes, hipertensão, obesidade e doenças cardiovasculares. No fim das contas, informação é cuidado — e também prevenção”, explica Meliane.

As participantes como a arquiteta Eliane Gomes Pereira (Decania do CT) estão empenhadas. Elaj á participou do projeto anterior “Luta é Saúde” que tinha também orientação nutricional de Meliane.

“Cuidar da alimentação é tão importante quanto fazer atividade física. Estou tentando mudar meus hábitos alimentares para melhorar a saúde”, declara.

A Roda de com a Nutri é feita num dia na parte da manhã e noutro na parte da tarde. Os temas são abordados conforme escolha coletiva. A conversa de terça-feira, 21 de julho, foi sobre gordura no fígado e colesterol alto.

Segundo a coordenadora-pedagógica do Espaço Saúde, Carla Nascimento, a orientação nutricional complementa a atividade física oferecida pelo Espaço Saúde cujo obtivo maior é a melhoria da qualidade de vida da categoria.

“Esse projeto é uma extensão do Projeto Luta é Saúde que terminou em dezembro de 2025 e que consistia em exercícios físicos orientados, oficinas de culinárias, desafios de superação e orientação nutricional. Os pedidos para que continuássemos com a nutrição foram muitos e aí criamos a Roda de Conversa com a Nutri. Proporcionar mais qualidade de vida para os servidores em todos os campos é o nosso foco”, explicou.

O próximo tema da Roda de Conversa já foi escolhido. Será Whey Protein. As datas e horários ainda serão divulgados. Imperdível!

As ações relacionadas à implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) movimentam a semana a partir desta segunda-feira (20), quando acontece reunião da Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS). Na terça-feira (21) tem assembleia às 10h para avaliação da greve e os encaminhamentos orientados pela Fasubra. Na quarta-feira (22) haverá nivelamento de trabalhadores, pré requisito para integrar as comissões que vão atuar na implantação do RSC. Na quinta-feira (23) será um dia importante: a sessão do Conselho Universitário homologará os 90 nomes que irão integrar as comissões do RSC (30 indicados pela CIS, 30 indicados pela PR-4 e 30 pelo Conselho Universitário). A foto de Renan Silva registra reunião do Grupo de Trabalho do RSC que se reuniu na última quinta-feira.

 

PAUTA: AVALIAÇÃO DA GREVE E INFORMES E ENCAMINHAMENTOS DA FASUBRA

Fundão: Auditório do CT

Polo Macaé – Auditório do Bloco B do Centro Multidisciplinar

Praia Vermelha – Auditório Icema de Oliveira

SINTUFRJ entrega oficialmente à Reitoria as atas de posse de todas as gestões á frente da entidade, desde a época da ASUFRJ. A experiência dos mandatos sindicais também pontua para o RSC.

Após quatro meses de greve pelo cumprimento o acordo de 2024, a direção da Fasubra assinou, no dia 15, termos de acordo que selam o compromisso do governo, representado pelo MEC, de que os grupos de trabalho tenham efetividade, e estabelecem o cronograma para cumprimento dos pontos firmados.

Um dos termos refere-se aos dias parados durante o movimento que serão compensados com a reposição das atividades represadas.

Dois acordos foram assinados. Um com o MEC, outro com o MGI. Hoje, quinta-feira (16) reunião importante acontece para a definição dos passos seguintes de implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), conquista da greve.

GT RSC avança nos encaminhamentos

Dentro do acordo, consta a publicação, no dia  Decreto nº 13.048, em 3 de julho de 2026, que regulamenta o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para os servidores Técnico Administrativos em Educação.

O decreto estabelece um prazo de 30 dias a contar da publicação para a implantação do RSC, tempo que já está correndo.

E o Sintufrj não está parado. O GT RSC, que cuida de providências para a implementação da retribuição, e reúne representantes do Sindicato, da Comissão Interna de Supervisão de Carreira e da Pró-Reitoria de Pessoal se reuniu mais uma vez nesta quinta-feira, á tarde na Reitoria e discutiu encaminhamentos importantes para agilizar o processo, com a participação da Superintendência Geral de Tecnologia da Informação e Comunicação (SG-TIC)

O ponto central foi a ferramenta de tecnologia de informação que vai ser base para o processo de avaliação do RSC. O grupo definiu que será utilizado o  Sistema Unificado de Administração Pública (SUAP), desenvolvido para a gestão de processos administrativos, utilizado por 21 instituições da Rede Federal, e que possibilita a execução de diversas atividades que envolvam as rotinas de trabalho das áreas administrativas e acadêmicas.

Os próximos passos são a definição dos fluxos processuais, a consolidação do regimento  e a nomeação das comissões no dia 23 de julho. Haverá também uma reunião de nivelamento para os integrantes da comissão.

SINTUFRJ entrega atas de posse de todas as gestões à Reitoria

Na ocasião, a direção sindical fez a entrega de todas as atas referentes aos mandatos de dirigentes deste 1960 quando foi fundada a Asufrj.  A  iniciativa do Sintufrj é importante uma vez que referenda servidores que participaram de gestões o que os credencia a pontuar para o RSC.

Veja, a seguir, o documento protocolado pela coordenação do SINTUFRJ.

Ofício 1082026 Reitoria

Fotos e vídeo: Renan Silva

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O coordenador Francisco de Assis entrega as atas e o ofício à chefe de Gabinete Fabiana da Fonseca, na reunião do GT RSC, com representantes da direção do Sintufrj, da CIS, da PR-4 e SG-TIC/UFRJ,

Por problemas técnicos, a sede do Sintufrj está provisoriamente com os serviços telefônicos interrompidos. Portanto, que precisar entrar em contato com a entidade por fazê-lo pelo e-mail secretaria@sintufrj.org.br

Obrigado pela atenção

Nossas experiências acabam sendo espelhos para desenvolvermos estudos, traçarmos teorias e instigarmos o debate. Foi sob esse prisma que a palestrante da reunião do GT Antirracista de 15 de julho, Márcia Ferreira, fez sua apresentação “Mulheres Negras, Cuidado e Liderança: Saberes que a Academia Ainda Não Aprendeu a Nomear”. O tema desta edição do GT do mês de julho foi “Relações de Trabalho e Questões de Gênero”.

A ativista do Movimento Negro Evangélico e coordenadora de Extensão da Escola de Formação Técnica em Saúde Enfermeira Izabel dos Santos fez um relato de suas vivências, observações e análise em relação a realidade da mulher negra que cuida, sustenta a família e preserva os saberes ancestrais. Márcia traçou também um paralelo de como o cuidado é trabalhado no meio sindical e no fazer técnico-administrativo.

Ela abriu o debate perguntando “O que muda na nossa prática – como servidores, sindicalistas e pessoas – quando a gente reconhece que o cuidado é trabalho, saber e liderança?”. Márcia sustentou que o conhecimento não se limita apenas aos livros, mais “está também nas mãos que cozinham, que lavam, que acolhem e que sustentam.”

Márcia falou também sobre os desafios colocados para a efetivação de políticas públicas para o cuidado. “Ainda faltam políticas de cuidado assumidas pelo Estado (creches, casas de acolhimento para idosos), não só pelas famílias; licença-paternidade ampliada e efetiva (ainda há escassez de dados sobre pais que cuidam); Previdência e reconhecimento para cuidadoras informais (o cuidado precisa ser visto como trabalho produtivo)”.

Trabalhadores do cuidado

Ao desenvolver seu raciocínio sobre o papel do meio sindical e do sindicato em relação a pauta do cuidado ela inquiriu. “Como valorizamos as colegas que são mães solo e arrimo de família? Como a pauta do cuidado entra na nossa luta sindical (jornada, salários, licenças)? Estamos prontos para desmontar a hierarquia dentro da própria UFRJ?”

O fazer técnico-administrativo foi abordado de forma singular. Márcia afirmou que os técnico-administrativos são trabalhadores do cuidado também. Pois são, segundo ela, aqueles que cuidam dos processos (burocracia, matrículas, laboratórios); cuidam dos estudantes (acolhimento, suporte, estrutura); cuidam do funcionamento da universidade –  o “chão” da instituição.

Sorteio

No tradicional sorteio do Projeto Leitura em Ação dos GTs  Antirracista e Mulher, os agraciados foram o coordenador José Carlos Xavier que recebeu o livro “Raça Social: Uma leitura sobre a racialidade brasileira” de Bárbara Carine, ele gentilmente cedeu o livro à palestrante Márcia Ferreira; e a coordenadora Maria Lenilva que recebeu o livro “Homens Pretos (Não) Choram” de Stefano Volp.

Autores

Bárbara Carine foi ganhadora do Jabuti de Educação em 2024. Raça social é um livro que contribui para os debates crescentes acerca da identidade racial brasileira, a partir do acúmulo histórico, político e epistêmico dos movimentos negros organizados. Entre os temas abordados, estão a noção de raça social como uma construção humana, os sistemas da branquitude e da negritude no Brasil, os ataques às políticas públicas de cotas raciais no país e o movimento NeoPardo como reprodutor de discursos racialistas de atomização para a dominação da comunidade negra brasileira. Um convite à luta pela justiça racial no Brasil.

Stefano Volp joga luz sobre as feridas, os medos e a solidão do homem, sobretudo o negro, para buscar respostas sobre uma sociedade incapaz de compreender as vulnerabilidades e sutilezas que existem para além da imagem que se constrói das pessoas. Lançado em 2020, o livro de Volp é composto por sete crônicas, e carrega incontáveis arquétipos e histórias que possibilitam uma reflexão sobre masculinidade e negritude. Sua obra contesta estereótipos na vida dos homens negros, fala sobre relações homoafetivas, questões familiares e pessoas. Além disso, é um incentivo para olhar a negritude a partir de outra perspectiva: da vulnerabilidade. Os homens pretos podem chorar.

Em uma videoconferência concorrida, que durou mais de uma hora, na noite do dia 14, coordenadores do Sintufrj, membros do GT Carreira e da Comissão Interna de Supervisão tiraram inúmeras dúvidas da categoria sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências.

Uma vitória da greve que destaca a importância da sindicalização para organização da categoria, o RSC pode representar mais ganhos para parcela significativa da categoria, que pode variar de 5% a 23%, dependendo da formação e das atividades que o servidor desenvolveu na sua vida funcional.  O que tenho que fazer para ter direito a essa diferença em meu salário? Quais são os documentos que temos que apresentar? Quais atividades pontuam?

Como a reunião foi fechada para quem se inscreveu (foram 391 inscritos  e a participação média foi de mais de 140 pessoas em vários momentos da transmissão) as perguntas feitas através do Chat – houve mais de 200 registros entre cumprimentos, perguntas  e respostas em mais de uma hora de reunião – foram gravadas para propiciar a preparação de um material especial para orientação da categoria.

O coordenador geral Francisco de Assis, a coordenadora de Administração e Finanças Laura Barreto, a coordenadora de Comunicação Luciana Borges, o coordenador de Organização e Políticas Sindicais, Paulo Roberto e a coordenadora de Aposentados e Pensionistas Selene Vaz se revezaram em apresentar as circunstâncias em torno do tema e em responder as dezenas de perguntas.

Francisco destacou o papel do Sindicato em mobilizar a categoria – com diversas reuniões em unidades e do GT Carreira – para estimular a categoria a cumprir seu papel na preparação necessária para implantação do direito. Francisco lembrou que a entidade continua atuando e, na reunião do GT RSC prevista para esta quinta-feira, dia 16, irá entregar oficialmente as atas das posses de todas as direções da entidade porque os mandatos sindicais também pontuam no RSC. O Sindicato vai solicitar também que a reitoria publicize as participações dos servidores nos concursos que a UFRJ organiza. “E vamos fazer uma busca ativa para que o máximo da categoria consiga ter acesso a esta conquista”, completou.

Laura saudou os presentes e Luciana reiterou que foi um importante ganho para a categoria com sua greve e que apesar de não ter conseguido todas as pautas, outras questões seguem em discussão nos grupos de trabalho, conforme acordado com o MEC.

Selene abordou o histórico de construção da reivindicação do RSC desde a greve de 2024, com a construção do GT Carreira e das subcomissões que se debruçaram longamente sobre a pauta do RSC, elaborando um relatório detalhado com a proposta de pontuações que serviu, junto com outras apresentadas pelas demais entidades da Fasubra à Comissão Nacional de Supervisão da Carreira, para a formulação da primeira minuta. Ela abordou a publicação da lei e, depois, do decreto, seu conteúdo regulamentando o direito e os critérios, requisitos e pontuações.

Ela informou também sobre todo trabalhado que o sindicato realizou visitando unidades, informando sobre a necessidade de reunir a documentação para o memorial, preparando a chegada do RSC.

Segundo Selene, entre as perguntas mais frequentes estavam quais documentos são válidos, como comprovar a atuação em concursos e as dificuldades para atingir as pontuações mais altas com o aumento das exigências na versão final do decreto.

Paulo Roberto listou algumas dúvidas,  em as perguntas mais frequentes, como se é possível utilizar, no caso de quem tem mais de um certificado (de mestrado por exemplo), um segundo certificado para o RSC, além do usado para o Incentivo à Qualificação. (Títulos nunca usados para o IQ podem ser usados para o RSC); outra pergunta era quanto ao tipo de documento que se pode usar para a comprovação (apenas documentos oficiais, atas registradas, portarias, fornecidos pela instituição).

Paulo explicou também o andamento da negociação com a Reitoria, que avançou com a implantação do GT RSC que agora discute a questão do sistema que será utilizado para informação dos processos, pauta da próxima reunião do GR nesta quinta-feira, dia 15.

Algumas das perguntas e respostas

Sou nível E e usei minha especialização para o IQ. Posso usar para o RSC?

R – Se já foi usado para IQ, não. Cada titulação só poderá ser usada, ou para IQ, ou para RSC.

“Os aposentados estão excluídos do RSC?”:

R – Será judicializado pela Fasubra, justificado pelo conceito de paridade

“Onde consigo o formulário definido pelo MEC para solicitação do RSC?”

R- O MEC publicou dia 8 a Portaria nº 608/2026 que estabelece o modelo de formulário para solicitação do Reconhecimento de Saberes e Competências.

https://mecnormas.mec.gov.br/pesquisa/detalhar/13462

“O RSC  leva  para aposentadoria?”:

R – Sim, mas para servidores que entraram depois da nova reforma previdenciária, de 2019, será necessário um cálculo mais complexo.

” Quem estiver no nível E  e último nível, tendo participado de várias atividades, poderá ser contemplado?

R – O  nível E é elegível para RSC, contando não tenha ainda sido contemplado com o IQ de doutor. Cada certifica conta uma vez, se tem dois e não foram usados anteriormente, contam cada um para pontuação

“E a troca de e-mails, serve?“

R – Não consta na lista de documentos comprobatórios constante do decreto.

Em breve, novos materiais

Os participantes agradeceram os esclarecimentos e a iniciativa da reunião e disseram aguardar ansiosamente o material com as respostas às dúvidas.

O sindicato irá disponibilizar as respostas e demais materiais para esclarecimento da categoria em vários formatos: no Jornal do Sintufrj, no Hot Site, Cartilha, Simulador etc.

A coordenação planeja também mais uma live sobre o tema em breve.