Consulta pública no site do Senado tem quase 400 mil votos a favor do fim das bets; favoráveis são menos de 77 mil. Saiba como votar

 Publicado: 29 Setembro, 2026 – 11h48 | Última modificação: 29 Setembro, 2026 – 12h01

Escrito por: Redação CUT /  Joedson Alves/Agência Brasil

 

O apoio da maioria dos brasileiros e brasileiras ao fim dos jogos de apostas on-line está sendo confirmado pela Consulta Pública que o Senado Federal abriu em seu site. Até às 10:30h foram registrados 389.442 votos favoráveis (80,28%) e 76.811 contrários (19,72%), à Medida Provisória (MP) nº 1394 de 2026, assinada pelo presidente Lula em 25 de setembro.

Uma Consulta Pública, embora seja uma participação voluntária e aberta a quem quiser responder, enquanto numa pesquisa os participantes são selecionados para formar uma amostra da população, serve como referência do ânimo da sociedade sobre o tema.

Para votar acesse o link do e-Cidadania do Senado Federal. Clique aqui e vote

Outros resultados

Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg feita neste mês de setembro, entre e 22 de setembro, antes da assinatura da MP, 75% dos pesquisados são favoráveis à proibição dos jogos on-line; 17% discordam e 8% não souberam responder.

Nas redes sociais e aplicativos de mensagens, o monitoramento da Palver publicado após a MP, encontrou diferenças importantes entre as plataformas. Entre as manifestações que tomaram posição sobre a medida:

Plataforma apoio à proibição

WhatsApp/mensageria 65%
X                                     73%
Instagram                      75%
TikTok                            81%
YouTube                         52%

Projeto de lei prevê prisão (informações da Agência Senado)

O projeto de lei (PL 5.477/2026) torna crime tanto a exploração quanto a publicidade de bets, tipificando cinco condutas como criminosas. De acordo com o governo, a intenção é enfrentar os diferentes meios empregados pelas empresas para manter a atividade, inclusive no ambiente digital.

A proibição das bets prevista na MP já está valendo de forma provisória, mas o projeto que trata dos crimes ainda precisará ser votado pelo Congresso para virar lei e entrar em vigor.

Os crimes previstos no texto do projeto de lei são:

explorar ou operar apostas de quota fixa: pena de 4 a 6 anos de reclusão e multa;

divulgar apostas ou captar apostadores: de 2 a 4 anos de reclusão e multa;

usar dados pessoais para captar apostadores: de 2 a 4 anos e multa;

facilitar financeiramente a exploração: de 2 a 4 anos e multa;

fornecer aplicação de internet para apostas: de 2 a 4 anos e multa, com agravantes em determinadas situações.

O aumento de pena é previsto para várias situações, como no caso de jogos de azar on-line (a exemplo do jogo conhecido como Tigrinho); uso de dados de saúde que permitam inferir transtornos ligados a jogos, de histórico de apostas ou de informações de crianças e adolescentes; situações em que mecanismos de verificação de idade ou localização sejam burlados; e ganho de percentual das apostas ou das perdas pelo divulgador.

Todos os crimes previstos no projeto são considerados como praticados contra o interesse da União, com investigação pela Polícia Federal e julgamento pela Justiça Federal. A proposta ainda determina que, para fixar as multas, será considerada a vantagem econômica obtida pelo agente das apostas.

O projeto deixa claro que as regras não se aplicam à Loteca, loteria esportiva da Caixa Econômica Federal dedicada a prognosticar resultados de partidas de futebol. Essa modalidade continua permitida.

A tramitação do PL 5.477/2026 começa na Câmara dos Deputados. Depois o texto passará pela análise dos senadores.

Saiba mais: Lula assina MP que proíbe bets; Projeto de Lei prevê prisão para quem receber aposta

 

Programa de governo do candidato do PL amplia acordos individuais, reduz a proteção coletiva e omite propostas para salário mínimo, igualdade salarial, trabalho por aplicativos e fim da escala 6×1

Publicado: 28 Setembro, 2026 – 09h06 | Última modificação: 28 Setembro, 2026 – 13h14

Escrito por: Redação CUT | texto: André Accarini

Férias, 13º salário, descanso semanal remunerado, jornada limitada, licença-maternidade, adicionais por trabalho perigoso ou insalubre e reajustes acima da inflação. Esses e muitos outros direitos não foram presentes de patrões nem concessões espontâneas de governos. Foram conquistados pela organização, pelas greves e pela pressão do movimento sindical.

É justamente essa capacidade de organização coletiva que o plano de governo do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, pretende enfraquecer.

Intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”, o programa dedica uma seção ao tema sindical sob o título “O trabalhador em primeiro lugar, não o sindicato”. A frase tenta colocar em lados opostos o trabalhador e a entidade criada para representá-lo.

O plano defende a ampliação da negociação direta entre empresas e empregados, a prevalência do negociado sobre o legislado e a flexibilização das regras de contratação. Na prática, quer deixar cada trabalhador sozinho diante de quem controla o emprego, o salário e o poder de demitir.

A suposta liberdade de negociação, portanto, esconde uma relação profundamente desigual. Sem a organização coletiva, a escolha oferecida ao trabalhador muitas vezes se resume a aceitar as condições impostas ou perder o emprego.

“O projeto de acabar com os sindicatos tem o objetivo de eliminar a resistência da classe trabalhadora à exploração total!! É o mesmo projeto que está por trás da reforma trabalhista!! E de lá pra, desde 2017, o que aconteceu? A precarização do trabalho só aumentou”, diz a secretária nacional de Organização Sindical da CUT, Graça Costa.

Liberdade para quem?

Como é de costume da extrema direita desqualificar toda e qualquer iniciativa de proteção da classe trabalhadora, Flávio Bolsonaro afirma que sindicatos e dirigentes colocam seus próprios interesses acima dos interesses dos trabalhadores. Também critica a participação sindical na formulação de políticas públicas, embora a Constituição determine que cabe aos sindicatos defender os direitos coletivos e individuais das categorias e participar das negociações coletivas.

O discurso da “liberdade individual”, disseminada pelo candidato serve de base para propostas que hipoteticamente reduzem o custo da contratação para as empresas e colocam os ônus na costas do trabalhador e da trabalhadora. O programa prevê contratos com menor custo na folha para jovens de 18 a 24 anos e modalidades consideradas “mais atrativas” aos patrões para pessoas com mais de 50 anos que estejam desempregadas há pelo menos 12 meses.

Em vez de propor empregos melhores, salários maiores e proteção social, o plano transforma a redução de direitos em vantagem para a contratação.

A receita não é nova. Durante o governo de Jair Bolsonaro, a chamada Carteira Verde e Amarela também tentou estimular empregos por meio da diminuição de encargos e garantias trabalhistas. O resultado dessa lógica é separar trabalhadores que exercem funções semelhantes, mas recebem proteção e direitos diferentes.

6×1: Sem proposta para reduzir a jornada

O plano de Flávio Bolsonaro não assume compromisso com o fim da escala 6×1 nem com a redução da jornada para 40 horas semanais.

Enquanto milhões de brasileiros reivindicam mais tempo para descansar, cuidar da família, estudar e viver, o programa fala em jornadas flexíveis e acordos diretos entre patrões e empregados.

Aliados do candidato também atuaram no Senado para dificultar o avanço da proposta aprovada pela Câmara que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso por semana.

O plano do candidato, por sua vez, reafirma o “negociado sobre o legislado” e não apresenta uma alternativa concreta para acabar com a rotina de seis dias de trabalho para apenas um de descanso.

Esta não é uma discussão abstrata. A limitação da jornada de trabalho também foi conquistada pela mobilização sindical. A jornada de oito horas esteve entre as reivindicações da Greve Geral de 1917. Décadas depois, a pressão dos trabalhadores durante a Constituinte garantiu a redução do limite semanal de 48 para 44 horas.

Como mostra a história, se dependesse apenas dos interesses empresariais, essas mudanças dificilmente teriam ocorrido.

Flavio desmerece o Bolsa Família

A ausência de propostas concretas para melhorar a vida da população de baixa renda também aparece no discurso de Flávio Bolsonaro sobre o Bolsa Família.

Depois de o governo federal anunciar um reajuste de 15,04% no benefício, elevando o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691, o candidato chamou o aumento de “ilegal”, classificou os R$ 90 adicionais como “merreca” e acusou o governo de tentar “comprar votos dos pobres”.

O deputado Zé Trovão, também do PL, chegou a apresentar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral para suspender o reajuste.

O episódio reforça uma contradição: ao mesmo tempo que critica o reajuste destinado às famílias mais pobres, o programa do candidato apresenta medidas voltadas à redução de custos e encargos para o setor empresarial.

O que não aparece no programa

As ausências também revelam as prioridades de um projeto de governo.

O plano de Flávio Bolsonaro não apresenta compromisso explícito com uma política permanente de valorização real do salário mínimo. Também não traz uma estratégia estruturada para combater a pejotização fraudulenta, proteger trabalhadores por aplicativos ou assegurar igualdade salarial entre mulheres e homens.

Não há destaque equivalente para o combate ao trabalho infantil, ao trabalho análogo à escravidão ou para o fortalecimento da economia solidária e popular.

O trabalho aparece principalmente como um custo a ser reduzido. O trabalhador é tratado como alguém que deve se adaptar sozinho ao mercado, tornar-se empreendedor ou aceitar contratos mais flexíveis. A responsabilidade das empresas e do Estado pela garantia de empregos dignos fica em segundo plano.

Se não fosse o movimento sindical

Sem o movimento sindical, o trabalhador não teria quem negociasse coletivamente salários, benefícios, jornadas e condições de trabalho.

Foi a luta organizada que ajudou a conquistar:

  • Salário mínimo e política de valorização: sindicatos e centrais pressionam permanentemente por reajustes acima da inflação e aumento do poder de compra.
  • 13º salário: aprovado em 1962 depois de greves e mobilizações enfrentarem a oposição de setores empresariais que diziam que o direito quebraria o país.
  • Jornada limitada e descanso remunerado: a mobilização operária garantiu limites ao tempo de trabalho, repouso semanal e férias sem perda de salário.
  • Licenças maternidade e paternidade: a negociação coletiva abriu caminho para a ampliação de prazos e para o reconhecimento das responsabilidades familiares.
  • Auxílio-creche: acordos e convenções coletivas garantiram o benefício em diversas categorias.
  • Saúde e segurança: adicionais de insalubridade e periculosidade, comissões de prevenção, equipamentos de proteção e reconhecimento de doenças como LER/Dort resultaram de pressão e negociação.
  • Proteção contra o desemprego: seguro-desemprego, FGTS, aviso-prévio proporcional e outras garantias protegem o trabalhador e sua família depois da demissão.
  • Combate ao assédio e à discriminação: cláusulas coletivas criaram canais de denúncia, medidas contra o racismo, proteção às mulheres vítimas de violência e punições para práticas discriminatórias.
  • Direitos LGBTQIA+: sindicatos conquistaram a extensão de planos de saúde e outros benefícios a casais homoafetivos antes mesmo do reconhecimento nacional dessas uniões.
  • Direitos no trabalho remoto: ajuda de custo, fornecimento de equipamentos, controle da jornada e direito à desconexão passaram a integrar acordos coletivos.
  • Proteção diante das novas tecnologias: sindicatos negociam limites para o controle por algoritmos, uso de inteligência artificial, metas abusivas e monitoramento dos trabalhadores.

Essas conquistas mostram por que enfraquecer sindicatos interessa a quem pretende reduzir salários, ampliar jornadas e retirar direitos. Um trabalhador isolado pode ser pressionado. Uma categoria organizada tem força para negociar.

Organização coletiva é democracia

O sindicato não substitui o trabalhador. É o instrumento por meio do qual trabalhadores de uma mesma categoria transformam necessidades individuais em reivindicações coletivas.

É também essa organização que permite fiscalizar empresas, denunciar abusos, negociar participação nos lucros, ampliar benefícios e impedir que avanços tecnológicos sejam usados apenas para cortar empregos e intensificar o trabalho.

O plano de Flávio Bolsonaro não oferece uma política consistente de valorização do trabalho. Oferece contratos mais baratos para as empresas, acordos individuais em relações desiguais e menos espaço para a representação coletiva.

Ao atacar sindicatos, o candidato não combate privilégios. Ataca a capacidade de trabalhadores e trabalhadoras se organizarem para conquistar e defender direitos.

A história mostra o que aconteceria sem essa organização. Se não fosse o movimento sindical, muitos dos direitos que hoje fazem parte da vida dos brasileiros simplesmente não existiriam. E, sem sindicatos fortes, nenhum deles está definitivamente protegido.

Em mais uma edição do programa “Agenda Brasil”, na manhã desta segunda-feira, 28 de setembro, o SINTUFRJ recebeu  o pastor Ariovaldo Ramos, teólogo, escritor, conferencista e uma das principais lideranças evangélicas progressistas do Brasil. Ele é amplamente conhecido por sua atuação na defesa dos direitos humanos, da justiça social e do Estado democrático de direito.

“Agenda Brasil”, em sua sexta edição, foi transmitido pela a rádio Sintufrj, o canal da entidade no YouTube e pelo Facebook. O programa aborda pautas em disputa dos projetos parta o Brasil em decorrência das próximas eleições.

O capitalismo, aponta o pastor, é empobrecedor, conservador e destrói a igualdade entre seres humanos, o que se está assistindo agora e no Brasil. Para ele, o Novo Testamento é eminentemente socialista e nada é mais divergente da fé Cristã do que o capitalismo.

Abaixo estão os principais aspectos de sua trajetória e atuação:

  • Teologia da Missão Integral: É um dos principais defensores no Brasil da Missão Integral, uma vertente teológica que entende que a pregação do Evangelho é indissociável do compromisso social, do combate à pobreza, da defesa dos marginalizados e da transformação da sociedade.
  • Atuação Comunitária e Eclesiástica: Ao longo de sua trajetória, esteve ligado a diferentes iniciativas e comunidades cristãs, tendo atuado como pastor da Comunidade Cristã Reformada em São Paulo e participado de diversas organizações paraeclesiásticas e missionárias (como a Visão Mundial e agências missionárias).
  • Posicionamento Político e Social: Ariovaldo Ramos ganhou forte projeção nacional ao fundar e coordenar a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento criado para se opor a pautas que considerava autoritárias e para vocalizar uma voz cristã progressista no cenário político brasileiro, distanciando-se do conservadorismo político predominante em grande parte das igrejas evangélicas tradicionais.
  • Críticas e Debates: Devido ao seu posicionamento público e crítico em relação a governos de direita, ao conservadorismo religioso e a pautas morais tradicionais, o pastor frequentemente gera intensos debates. Enquanto é visto por defensores de direitos humanos e movimentos sociais como uma voz profética em prol da justiça, ele é alvo de fortes críticas de setores evangélicos mais conservadores, que o acusam de viés político-partidário e de desvio doutrinário.

Clique e assista:

 

O GT LGBTQIA+ do Sintufrj foi retomado agora em setembro com o objetivo de despertar, difundir, socializar, explicar e colocar as demandas do universo LGBT. A decisão da retomada, após um longo período de inatividade, foi deliberada em assembleia geral da categoria técnico-administrativa.

A primeira atividade, realizada na sala de reuniões da sede do Sintufrj dia 22, teve como tema “Letramento LGBTQIAPNb+” tendo a palestra ministrada pelo diretor de Gênero e Pertencimento da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (SGAADA) da UFRJ, Márcio Neves.

Ele ensina que para saber lidar com o universo diverso LGBT é preciso conhecimento e compreensão. “Letramento significa adquirir conhecimentos e referências que permitam compreender diferentes identidades e orientações, reconhecer situações de preconceito, evitar micro agressões e agir de maneira adequada diante de situações de violência ou discriminação”, explica Márcio.

Foi uma bela reestreia para promover formação e instigar o diálogo e a reflexão sobre diversidade, respeito e direitos da população LGBTQIAPNb+. Márcio explicou o que é letramento, sua importância, falou sobre identidade de gênero como cisgênero e pessoa não binária, orientação sexual e destrinchou a sigla:

L – Lésbicas; G- Gays; B- Bissexuais; T -Transgêneros; Q – Queer; I – Intersexo; A – Assexuais; P – Pansexuais; N – Não binárias; b+  – Outras identidades e expressões.

Um dos integrantes do GT, Marcos Padilha, explicou a motivação da retomada do GT.

“Nós retomamos as atividades por entender que a temática LGBTQIAPNb+  é urgente para dentro e fora do sindicato. Os casos de agressão vêm aumentando e políticas para a comunidade estão sob o risco de candidatos de extrema direita as anularem. Enfim, retomamos por entendermos a importância e a necessidade do momento”, disse Marcos Padilha.

 

Segundo Márcio Neves, o letramento é mais do que necessário, principalmente no ambiente universitário.

“A universidade é um espaço de formação, produção de conhecimento e convivência. Por isso, garantir um ambiente respeitoso e seguro para todas as pessoal não é apenas uma questão de relacionamento interpessoal: é parte da responsabilidade institucional de uma universidade comprometida com a democracia, os direitos humanos e a educação. Para o Sintufrj, esse compromisso também se relaciona à defesa dos direitos dos trabalhadores e à construção de relações de trabalho baseadas no respeito à diversidade.”

Márcio apresentou dados de uma pesquisa feita pela Aliança Nacional LGBT em escolas de todo o país, afirmando que os desafios estão colocados. Segundo ele, entre os estudantes LGBTQIAPNb+, 86% afirmam sentir-se inseguros no ambiente educacional. Entre estudantes trans, esse índice chega a 93%. Os estudantes LGBTQIAPNb+ relatam também agressões verbais (90%) e violência física (34%).

Sobre violência ela não se restringe às relações entre estudantes, revela Márcio. Os dados apontam estudantes (97%), professores (34%) e gestores (16%) entre os autores das agressões.

Já o apoio institucional, afirma, fica a dever. Entre aqueles que buscaram apoio, 69% afirmaram não ter recebido qualquer providência. E as consequências são concretas: 47% relataram ter faltado às aulas e 94% relataram depressão no mês anterior à pesquisa.

“Esses números mostram que não basta reconhecer que a discriminação existe. É preciso desenvolver capacidade para identificá-la, preveni-la e enfrentá-la. É nesse contexto que o Letramento LGBTQIAPNb+ se torna ferramenta necessária também para os trabalhadores técnico-administrativos e para a atuação do GT LGBTQIA+ do Sintufrj”, declarou Márcio.

O diretor de Gênero e Pertencimento da SGAADA chama atenção de que a informação é uma forma de prevenção. “Mais do que combater a discriminação depois que ela acontece, precisamos criar condições para que aconteça cada vez menos. Uma universidade que educa para a cidadania e um sindicato que defende direitos também precisam estar preparados pata promover os respeito às diferenças”, sustentou Márcio Neves.

Nova reunião está marcada para o dia 20 de outubro, das 14h às 17h, na Sala de Reuniões do Sintufrj.

A invasão aconteceu dois dias depois da circulação de uma carta de bispos da região Norte relacionada às eleições de 2026 em que a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) defendeu a “soberania do Brasil, da nossa Amazônia e de nossas riquezas e bens”.

Em mensagem no dia 7 de setembro, a CNBB já havia ponderado: “O Brasil precisa de democracia e responsabilidade. Às vésperas das eleições, reafirmamos o respeito à Constituição, às instituições republicanas e à soberania nacional. O voto é expressão de liberdade e deve ser exercido com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé. O Brasil precisa cuidar de seu povo” (Leia a íntegra ao final)..

Leia a matéria publicada no dia 25 no site Congresso em Foco 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) perdeu acesso nesta sexta-feira (25) à conta da instituição no X. A página aparece sem a imagem oficial da Conferência e, segundo informações preliminares divulgadas pela entidade, o endereço de e-mail vinculado ao perfil teria sido alterado.

Em nota, a CNBB afirmou que já encaminhou ao X documentos e comprovações sobre a titularidade da conta e trabalha para recuperar o controle. Até o momento, não há informação pública que permita estabelecer se houve invasão ou se há relação com as recentes manifestações políticas e eleitorais de bispos católicos.

O episódio ocorre em um momento de forte repercussão das posições públicas da Igreja Católica sobre as eleições de 2026. Nos últimos dias, bispos ligados à Regional Norte da CNBB divulgaram orientações aos eleitores com referências à preservação da Amazônia, enquanto manifestações recentes em Aparecida sobre soberania nacional voltaram a circular nas redes.

A própria Presidência da CNBB publicou neste mês uma mensagem para o 7 de Setembro defendendo que o voto seja exercido “com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé”. A coincidência temporal chamou atenção nas redes sociais, mas, até agora, não há evidência de que o ataque à conta esteja relacionado a essas posições.

Comunicado da CNBB sobre perda de acesso.

No meio político, o eleitorado católico tem estado em evidência depois que passou a circular nas redes sociais a informação de que setores evangélicos ligados ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) estariam articulando a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O presidenciável nega.

Soberania nacional

A invasão aconteceu dois dias depois da circulação de uma carta de bispos da região Norte relacionada às eleições de 2026. No texto, religiosos vinculados a Roraima e ao Amazonas defendem que os eleitores considerem, entre outros critérios, o compromisso de candidatos com a preservação ambiental.

“Vote na pessoa que tem compromisso com o meio ambiente, com a Ecologia Integral; saiba cuidar, preservar a Amazônia com a sua beleza, seus povos e culturas”, diz um dos trechos divulgados. A entidade também defendeu a “soberania do Brasil, da nossa Amazônia e de nossas riquezas e bens”.

A defesa da Amazônia e da chamada “Ecologia Integral” não é uma novidade dentro das posições públicas da Igreja Católica brasileira. Documentos recentes da própria CNBB têm destacado extremos climáticos, preservação da Amazônia, povos indígenas e demais comunidades tradicionais.

Neste mês, a Presidência da Conferência também publicou uma mensagem específica para o 7 de Setembro. No documento, a entidade afirmou que o voto é expressão da liberdade e deve ser exercido conscientemente.

“O voto é expressão de liberdade e deve ser exercido com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé”, declarou a CNBB. A mesma mensagem abordou pobreza, endividamento, desigualdades, condições de trabalho e defesa da soberania brasileira.

No encerramento, a Conferência afirmou confiar o país à proteção de Nossa Senhora Aparecida e pediu a construção de um Brasil “reconciliado, soberano, justo e fraterno”.

 

Leia, a seguir, trechos da publicação da Arquidiocese de Manaus

Bispos do Regional Norte 1 conclamam os fiéis brasileiros para voto consciente nas eleições de 2026

Por: Assessoria Comunicação em 23/09/26

Os bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), Amazonas e Roraima, conclamam os fiéis e todas os brasileiros de boa vontade para voto consciente nas eleições de 2026. Essa atitude é o cumprimento do papel educativo da Igreja Católica na contribuição para a formação da consciência cidadã. A transformação que desejamos começa com as escolhas que fazemos no agora.

(…)

Analisar a verdade

É necessário que não nos deixemos seduzir pela indisposição a analisar a verdade a partir das evidências. A crise climática em Manaus, por exemplo, com a recorrência de secas históricas, a fumaça de queimadas e incêndios florestais que alteram o cotidiano das cidades, e também de nossas populações tradicionais e indígenas. E não esqueçamos da degradação de nossos igarapés, transformados em esgotos a céu aberto e ausência de uma coleta seletiva que incentive a destinação correta dos materiais recicláveis.

Considerar a realidade brasileira e regional em conjunto com as propostas oferecidas por cada candidato são instrumentos para a escolha consciente.  Nossa escolha por mulheres e homens, que estejam dispostos a cuidar do bem comum do meio ambiente no Executivo e no Legislativo, do Estado brasileiro e nos estados da federação é fundamental, especialmente para nós que habitamos a Amazônia.

Eleger para o legislativo e o executivo mulheres e homens dispostos a eliminar as causas estruturais das disfunções da economia mundial e corrigir os modelos de crescimento para garantir o respeito do meio ambiente.

As eleições são expressão da democracia e a reafirmam. Democracia que se manifesta através do voto de cada cidadão, de cada cidadã. Ela expressa pela participação a responsabilidade pelo cuidado para com o Brasil e o estado do Amazonas. Eleger pessoas, mulheres e homens, que governem olhando para o bem de toda a sociedade, de todas as comunidades. Nesse sentido:

  1. Procure conhecer os candidatos, sua história pessoal, suas ideias e propostas defendidas por eles e os partidos aos quais estão filiados. Vote em candidatos, candidatas, que representem e defendam, depois de eleitos, as convicções que você defende.
  2. Vote em candidato, candidata, “ficha limpa”, digno de confiança, capaz de governar com prudência, equidade, fazer leis justas e necessárias para o convívio social. Pesquise se o candidato, a candidata, está disposto a administrar ou legislar de forma transparente, aceitando mecanismos de controle por parte da sociedade.
  3. Vote em quem não tem um histórico de corrupção ou má gestão dos recursos públicos. Fique atento à prática da corrupção eleitoral, ao abuso do poder econômico, à compra de votos e ao uso indevido da máquina administrativa na campanha eleitoral.
  4. Vote em candidatas, candidatos, que respeitem a liberdade de consciência, as convicções religiosas dos cidadãos, seus símbolos religiosos e a livre manifestação de sua fé.
  5. Vote na pessoa que tem compromisso com o meio ambiente, com a Ecologia Integral; saiba cuidar, preservar, a Amazônia com a sua beleza, seus povos e culturas.
  6. Lembre-se: o seu voto tem consequências para você e para toda a sociedade. Ele pode mudar a vida das pessoas.
  7. Estude a história dos candidatos e não tenha dúvida de descartar os despreparados, os que têm sede pelo poder e dinheiro. Analisar com atenção as propostas das candidaturas e nunca aceitar promessas pelo voto.
  8. Do voto depende a democracia, por isso votar em pessoas que saibam dialogar, indicar o caminho da justiça e da fraternidade; não votar em pessoas com ideologias fechadas, violentas, desagregadoras.
  9. Acompanhe depois das eleições as ações e decisões políticas e administrativas dos governantes e parlamentares, para cobrar deles a coerência para com as promessas de campanha e apoiar as decisões acertadas.
  10. À pessoa que vota de forma consciente, cabe a responsabilidade de ser independente e livre. Cuidar para não se deixar influenciar pela propaganda.

Leia a mensagem da CNBB no dia 7 de setembro

“Não percamos a esperança no Brasil”

Fonte: CNBB

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem de esperança por ocasião do Dia da Independência, celebrado neste 7 de setembro. No texto os bispos propõem “renovar nosso compromisso com um Brasil livre e soberano, democrático, justo e fraterno”.

Brasil: nossa pátria, nossa responsabilidade

“Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).

Neste 7 de setembro, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil dirige uma palavra de esperança ao povo brasileiro.

Celebrar o Dia da Independência é renovar nosso compromisso com um Brasil livre e soberano, democrático, justo e fraterno. Em um momento marcado por polarizações políticas, tensões institucionais e internacionais, por uma grave crise na mais alta corte do país e dificuldades que pesam sobre a vida das famílias, somos chamados a recordar aquilo que nos une e a colocar o bem comum acima dos interesses particulares.

O Brasil precisa de paz e diálogo. As diferenças políticas são próprias da democracia, mas não podem nos transformar em inimigos. A violência, a mentira, a desinformação e os discursos de ódio ferem nossa convivência. Precisamos reaprender a discordar sem romper os vínculos que nos fazem um só povo.

O Brasil precisa de democracia e responsabilidade. Às vésperas das eleições, reafirmamos o respeito à Constituição, às instituições republicanas e à soberania nacional. O voto é expressão de liberdade e deve ser exercido com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé.

O Brasil precisa cuidar de seu povo. Não há verdadeira independência enquanto tantos sofrem com a pobreza, o endividamento, as desigualdades e condições de trabalho que comprometem o descanso e a convivência familiar. A economia, a política e as instituições somente encontram sua razão de ser quando estão a serviço da dignidade humana e do bem comum. Essa preocupação com trabalho digno, repouso e qualidade de vida já foi explicitamente assumida pelos bispos na Mensagem ao Povo Brasileiro de abril passado.

Neste 7 de setembro, queremos dizer sobretudo: não percamos a esperança no Brasil. Somos maiores que nossas divisões. Podemos transformar diferenças em diálogo, dificuldades em compromisso e esperança em responsabilidade.

Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno.

Brasília, 7 de setembro de 2026.

Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Que país você quer?!!

Uma eventual eleição do candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro, representa severa ameaça ao futuro do serviço público, das universidades federais, da soberania nacional e da democracia.

É preciso entender que, para esse adversário, não se trata de uma disputa nos marcos democráticos: esta figura abjeta tem um prontuário de crimes e está sendo investigado por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.

O candidato do PL traz o DNA golpista do pai, nega a ciência, e anuncia vergonhosamente a submissão ao governo Trump, além da disposição para entregar nossas riquezas aos Estados Unidos.

O projeto político que ele representa tem propostas de destruição dos direitos sociais e das instituições públicas, além de demonstrar desprezo pela vida humana – como mostram as 700 mil mortes por Covid, diante de um governo antivacina que tinha Jair Bolsonaro à frente.

“Nós já colocamos a granada no bolso do inimigo”
(Paulo Guedes, ministro de Bolsonaro, se referindo ao servidor, em 22 de abril de 2020)

* Fim do Serviço Público: A agenda aponta para o desmonte definitivo das carreiras, o fim da estabilidade – pilar fundamental para garantir um Estado republicano, livre de perseguições políti8cas – e o aprofundamento das privatizações.

* Asfixia das Universidades Públicas: O corte drástico de verbas, bolsas e investimentos ameaça paralisar o ensino, a pesquisa e a extensão, empurrando a universidade pública para a extinção ou para a cobrança de mensalidades.

* Submissão aos EUA e Perda de Soberania: Um alinhamento automático e submisso aos interesses norte-americanos, abrindo mão dos interesses estratégicos do Brasil, fragilizando a nossa economia, a nossa indústria nacional e a nossa autonomia geopolítica.

* Democracia em Xeque: O histórico de ataques institucionais, o flerte com o autoritarismo e o desrespeito às leis colocam nossa liberdade democrática sob permanente risco.

Por decisão de Assembleia, o SINTUFRJ deliberou recomendar o voto em Lula para a Presidência da República – seguindo indicação do documento da FASUBRA encaminhado às suas bases no país. No Rio, a recomendação aos trabalhadores da UFRJ estende-se ao apoio às candidatas ao Senado Benedita da Silva (PT) e Mônica Benício (PSOL).

Estamos a poucos dias da eleição que vai definir os destinos do país nos próximos anos.  Não se trata apenas de uma disputa entre projetos políticos, mas de decidir se vamos continuar avançando na reconstrução do Estado brasileiro ou se vamos optar pelo agravamento da asfixia financeira, pelo congelamento salarial e pelos ataques sistemáticos à ciência e à educação pública.

Para nós, trabalhadoras e trabalhadores da UFRJ, essa decisão bate diretamente à nossa porta. E os fatos mostram qual candidatura está ao lado dos interesses dos servidores públicos e das universidades federais: o projeto liderado por Lula.

Por que o apoio a Lula?

  • Há diálogo com o governo acerca das bandeiras dos técnicos administrativos, como a recomposição e a reestruturação de carreiras federais, além da abertura de novos concursos públicos essenciais para oxigenar os quadros da universidade. A recente concessão do RSC é uma prova de que conquistas são possíveis.
  • Avanços históricos relacionados à democracia e à autonomia universitária têm que ser registrados, como a sanção da lei que assegura a posse do reitor mais votado pela comunidade acadêmica, enterrando de vez as práticas autoritárias da lista tríplice.
  • O mandato de Lula tem retomado os investimentos na ciência e na assistência estudantil, embora ainda insuficientes para a amplitude das necessidades nesses campos e na infraestrutura dos campi.
  • Foto: Midia Ninja

Por Notícia Minuto/Rafael Damas

O deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT), que se declara evangélico e aliado da família Bolsonaro, elaborou um projeto de lei que pretendia tirar de Aparecida o título de padroeira do Brasil

Na noite desta quinta-feira (24), a jornalista Maria Cristina Fernandes disse em programa da Globo News que parlamentares de extrema-direita tinham planos de, junto da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, de tirar de Nossa Senhora de Aparecida o título de padroeira do Brasil.

“Tem um movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos que está mobilizando um projeto de lei para tirar a condição de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira que pode sim surtir efeito entre os católicos a favor do Lula”, afirmou a jornalista.

No entanto, horas depois a emissora pediu desculpas pela transmissão da informação, que poderia prejudicar a campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi automaticamente associado a situação.

Vale destacar que Maria Cristina Fernandes não citou o nome de Flávio Bolsonaro. A jornalista apresentou apenas um fato, já que o deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT), que se declara evangélico e aliado da família Bolsonaro, elaborou um projeto de lei que pretendia substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” na lei do feriado de 12 de outubro.

O parlamentar  propôs alterar a Lei nº 6.802/1980, que consagrou o feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. O autor alegou que a mudança adequaria o texto ao princípio do Estado laico, evitando impor um culto religioso a todos os cidadãos brasileiros por via legal. No entanto, o projeto foi rejeitado na comissão competente e arquivado em agosto de 2008.

Agora, a banca evangélica na Câmara estaria se articulando (contando com apoio de Flávio Bolsonaro) para desarquivar a PL2623/2007 e mudar o título de Nossa Senhora de Aparecida.

Outro Lado

Após grande repercussão negativa para a campanha de Flávio Bolsonaro, o candidatocomentou a situação: “Estamos aqui na correia de agenda em Minas Gerais e e eu sou surpreendido com uma mentira, fake news, para variar, que a milícia do PT está inventando na internet que eu ia tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira, não tem pé nem cabeça, não existe esse projeto. Então, vamos lá, até o final o PT só sabe fazer isso: mentir. Chegou no poder pela mentira, mas a gente vai tirar ele pela verdade”, afirmou.

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Leria em https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2415762/bolsonarista-quer-tirar-de-aparecida-o-titulo-de-padroeira-do-brasil#

A cada hora chegam mais e mais pedidos de Reconhecimento de Saberes e Competências, informam os membros da Comissão (CRSC), segundo os quais, até a tarde de sexta-feira, 25, já somavam 1552 pedidos. Já foram enviados para publicação em portaria, 301 processos.

O presidente da CRSC, Emanuel Victor Gotardo explica que o processo de análise de RSC na UFRJ passa por três etapas distintas, sobre as quais os membros das comissões locais se dedicam quase que diuturnamente para avaliar a documentação apresentada.

O trabalho de curadoria documental revelou um total de 54.035 documentos carregados para o sistema até o momento. Dos 1552 processos abertos, 28,7% estão em fase de preenchimento pelos requerentes, 30,6% estão em análise, quase 19,7% estão aguardando parecer final da comissão e a novidade agora é que 301 processos (19,3%) já obtiveram esse parecer e foram deferidos.

Segundo a assessora especial da Pró-Reitoria de Pessoal Maria Tereza Ramos, Teca, a perspectiva é que as primeiras devam sair na próxima semana, e que os “RSCs” concedidos em setembro saiam na folha de outubro (paga no início de novembro).

Enquanto os 90 membros da CRSC trabalham incessantemente sobre os processos (há alguns com documentação relativa a mais de 700 pontos), o SINTUFRJ vem realizando reuniões em unidades, apoiando a criação de comissões locais e oferecendo plantões na sede e subsedes para esclarecer os servidores e ajudá-los na reivindicação do direito, uma das mais importantes conquistas da categoria organizada em seus sindicatos (como o SINTUFRJ), das últimas duas décadas.

SINTUFRJ em apoio a sindicalizados ou não

Os mais recentes “Sintufrj tira-dúvidas” sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências – encontros setoriais organizados pelo Sindicato nas unidades, foram no Instituto de Neurologia Deolindo Couto (no Anfiteatro do INDC), dia 17, e no Instituto de Psiquiatria, no Salão Icema de Oliveira ( IPUB), no dia 22, ambos na Praia Vermelha. Na Escola de Música, no Centro, a reunião foi na tarde do dia 24.

A próxima reunião – também com foco no RSC – será com os trabalhadores do Fórum de Ciência e Cultura, no dia 29 de setembro, terça-feira, às 14h, no Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE), na Avenida Rui Barbosa, 762, no Flamengo.

No INDC e IPUB, os coordenadores Francisco de Assis e Sharon Stèfani (Geral) e Maria Lenilva (Educação, Cultura e Formação Sindical), se revezaram, em quase duas horas de reunião, em explicações e em tirar as dúvidas, que como se viu nas demais (já houve no IPPMG, na Maternidade Escola, no CCS e no NCE), foram inúmeras e de toda sorte. Das mais elementares às mais complexas.

No IPUB os trabalhadores se organizaram e formaram uma Comissão Local de Apoio ao RSC, que seria formalizada pela direção em portaria nomeando os oito membros e suplentes da comissão coordenada pelo servidor Talisson Leal que, em um breve discurso sintetizando a importância da vitória do RSC demarcou: “A excelência das instituições federais de ensino superior também é forjada em nossas mãos”.

Fotos: Renan Silva

No IPUB

No INDC

Na Escola de Música

Também acompanhou as reuniões, o coordenador Nilvaldo Holmes que explica que o SINTUFRJ tem recomendado às unidades que organizem-se em comissões locais de apoio, como a do IPUB. Nivaldo levou a sugestão na reunião solicitada pelos companheiros da Escola de Música no dia 24, conduzida pela representante da CRSC e da CIS Tatiana Rodrigues e que contou com presença expressiva.

Voto não tem preço, tem consequência!

Nas reuniões, a coordenadora Sharon Stèfani pondera sobre a importância da participação da categoria, organizada em seus sindicatos, na luta e negociação com o governo e a necessidade de fortalecer o sindicato: “A partir de nossa mobilização conjunta, conquistamos esse reconhecimento”.

Francisco de Assis lembrou que a entidade tem feito reuniões em unidades estimulando justamente a instituição de comissões locais que apoiem o servidor, num acolhimento importante para a concretização do direito.

O coordenador chamou atenção ainda para a proximidade das eleições, lembrando: “Voto não tem preço e tem consequência”, lembrando que é preciso consciência de classe para eleger um parlamento que não sequestro o orçamento público e que lute pelo Serviço Público.

A coordenadora Lenilva explicou que o sistema vem se aprimorando  e que, devido à grande incidência de processos com documentação comprobatória a comissão definiu limitar a análise a 150 pontos (75 pontos é o máximo que se pode reivindicar, outros 75 serão analisados por segurança, na hipótese de alguns item ser indeferido). E que comissões locais de apoio pode contribuir muito para o envio mais eficiente das requisições.

Plantões “Tira-dúvida”

Coordenadores e colaboradores se dividem também nos plantões na sede do SINTUFRJ (Praça da Prefeitura, no Fundão), às terças e quintas-feiras, das 14h às 17h e quartas-feiras, das 9h às 16h. Nas subsedes do HUCFF (às quartas e quintas-feiras, das 8h às 12h) e da Praia Vermelha (agendado, de 14h às 20h), A coordenadora lembra que os horários podem sofrer alteração caso surjam outras atividades sindicais. Nos demais horários da semana, caso tenha necessidade, o coordenador ou colaborador que estiver no Sindicato, poderá atender a quem procurar a entidade.

Na reuniões 

Os coordenadores do Sindicato explicam o passo a passo de como o servidor pode concretizar esse direito em seus contracheques. Assis apresentou as ferramentas que o SINTUFRJ preparou para auxiliar o servidor, como o Hotsite, e convidou a todos que naveguem nas opções variadas em que se pode encontrar links para “Perguntas e respostas”, “Documentos”, manuais, a live com o passo a passo para o preenchimento do formulário no SUAP, e até um Simulador que mostra a pontuação de cada fato ou evento.

Francisco lembra que o sindicato é um instrumento de organização coletiva: “Juntos somos mais fortes”, reiterando a necessidade de atenção nas próximas eleições: “Precisamos eleger bancadas que estejam compromissadas com o serviço público e com o direito dos trabalhadores, para termos um governo que dialogue com os trabalhadores ao invés de um que põe granadas no nosso bolso e que quer acabar com o serviço público Queremos um governo que não entregue o país para o estrangeiro, que defenda a soberania”.

Você pode ter pontos e nem imagina

RSC O QUE VOCÊ PRECISA SABER

Já preparou o seu formulário para requisitar o RSC? Acha que não tem pontos suficientes?

Além da força-tarefa com coordenadores, integrantes da Comissão do RSC e colaboradores que se dividiram entre reuniões e plantões para auxiliar sindicalizados e não sindicalizados com dificuldades, o SINTUFRJ preparou um Espaço no Site especialmente dedicado: RSC O QUE VOCÊ PRECISA SABER

No Hotsite você encontra

Além das opções como Perguntas e Respostas, lei e decretos e explicações rápidas, o Hotsite traz, no link documentos, mais materiais para facilitar a compreensão, inclusive manuais e uma live com todo passo a passo para o preenchimento do formulário no SUAP (o sistema eletrônico para a requisição do RSC).

Quer entender melhor o mecanismo de pontuação? O Hotsite apresenta ainda, um simulador de pontuação onde você pode verificar quantos pontos representam fatos e acontecimentos que fazem parte de sua trajetória.

Por exemplo: Participou no enfrentamento da pandemia? Saiba que cada mês vale um ponto. Participou de órgão colegiado? São 3 pontos a cada ano ou fração acima de seis meses; Participou de organização, fiscalização, execução de concursos? vale 4.5 pontos. Exerceu mandato em entidade sindical? por ano ou fração acima de 6 meses: são 1.5 pontos.

Percorra as opções no simulador do Hotsite

https://sintufrj.org.br/cpd/rsc/

ONDE ENCONTRAR SEUS DOCUMENTOS NA UFRJ

Para facilitar a busca pelos comprovantes que comporão o seu requerimento, consulte os principais sistemas e canais oficiais da Universidade:

1 – Intranet UFRJ – SIRHu
2 – Assentamento Funcional Digital – AFD
3 – Boletins de Serviço da UFRJ – BUFRJ
4 – Sistema Eletrônico de Informações – SEI/UFRJ
5 – Seção de Gestão de Publicações do SIARQ

Clique para acessar o Manual-do-Servidor-Requisitante-RSC-v1.4.pdf

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Coordenação de Políticas Sociais do SINTUFRJ promove, no dia 30 de setembro, a palestra “Escutar é estar presente”, proferida pelo voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), Alan Lima. Será no dia 30 de setembro, das 14h às 17h, no Espaço Cultural do Sintufrj.

Alan Lima é psicólogo, associado da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (ABEPS) e tem realizado pesquisas sobre temáticas como suicídio, políticas públicas, drogas, juventude, violência, família e cidadania.

O evento integra a programação do “Setembro Amarelo”, uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria. É uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015. O mês escolhido para a campanha tem referência na data que, desde 2003, é o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, 10 de setembro.

 

Onde buscar ajuda – CVV (Centro de Valorização da Vida): Telefone 188 (gratuito, sigiloso e disponível 24 horas por dia).
Mais em https://cvv.org.br/