A UFRJ realiza, nesta quinta e sexta-feira, dias 4 e 5 de setembro, a quinta edição do Festival do Conhecimento, com o tema “Re-Amazonizar o Brasil”, com a reflexão sobre sustentabilidade, saberes ancestrais, inovação tecnológica e o papel das universidades na construção de um futuro socioambiental justo. É gratuito, no formato híbrido e contará com uma série de atividades, além das mesas-redondas, todas de conversa e lives, como feira gastronômica, demonstração de tecnologias, mostra VR, roda de carimbó e exibição de filmes. As atividades presenciais acontecem no Colégio Brasileiro de Altos Estudos (Av. Rui Barbosa, 762, Flamengo). As virtuais podem ser acompanhadas pelo canal da Extensão UFRJ no YouTube.
“Entre os diversos assuntos do Festival estão clima e saúde, educação e ativismo ambiental, arte e cultura amazônica. E ainda, um destaque especial: discutiremos os desafios da COP30 com a ilustre presença dos representantes do Brasil na conferência”, informam os organizadores.
Saudação do Sintufrj
“Nós saudamos esse 5o Festival do Conhecimento da UFRJ com um tema muito pertinente, muito importante na atual conjuntura em que vivemos. Re-Amazonizar o Brasil, que na nossa opinião tem que significar inverter um jogo, um jogo de séculos, que foi imposto ao território amazônico, com a colonização que preparou um desenvolvimento de um capitalismo predatório, que tem a marca da grilagem de terra para o garimpo ilegal, o massacre, o roubo da vida de povos originários naquele território. A Amazônia é muito importante para o Brasil e para o mundo, porque ela significa formação dos nossos rios, ela significa regulação do clima, e ela significa cultura e aprendizados históricos ancestrais que. Devemos acumular para poder convivermos no mundo de fato sustentável. Não há sustentabilidade num sistema de capitalismo predatório como que nós vivemos. Daí a importância das entidades de classe como nós, o Sintufrj, nos somarmos na luta para mudar esse quadro. É amazonizar de fato, sustentabilidade de fato, questionar o sistema e as imposições que estão colocadas aos povos da Amazônia e a Floresta Amazônica”, disse em vídeo de saudação ao evento, o coordenador geral do Sintufrj Esteban Crescente.

COP 30
O festival, portanto, pretende antecipar debates importantes para a COP30, a 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas, em Belém, Pará de 10 a 21 de novembro, reunindo líderes mundiais, cientistas e representantes da sociedade civil para discutir e definir ações contra as mudanças climáticas. Estarão em pauta debates como emergência climática, letramento ambiental, sustentabilidade, biomas, Amazônia, políticas públicas, entre outros.
No dia 4, às 10h a abertura conta com o reitor Roberto Medronho, e pró-reitores como Ivana Bentes, João Torres, Neuza Pinto e Eduardo Mach. Também haverá o lançamento do manifesto “Clima é Saúde, Saúde é Clima”, proposto pela articulação de Hospitais Saudáveis.

A conferência de abertura, conta com a presença especial de Sineia do Vale, líder indígena Wapichana da Terra Indígena Serra da Lua (RR), gestora ambiental e mestranda em Sustentabilidade na UnB, representante dos povos indígenas brasileiros na COP30. O evento conta ainda com a participação de Eduardo Viveiros de Castro, professor de Antropologia Social da UFRJ, referência no pensamento ameríndio e no conceito de perspectivismo.
“Esperamos nossos convidados mais que especiais para pensar a integração de ancestralidade e inovação como caminho estratégico para o desenvolvimento sustentável”, dizem os organizadores, anunciando a presença de representantes da universidade, agentes sociais e integrantes do Governo.
Entre eles, Adana Omágua Kambeba, integrante do povo Kambeba, também conhecido como “Povo das Águas”, presente em várias regiões da Amazônia, Ray Baniwa, membro originário do povo Baniwa, é comunicador e cofundador da Rede Wayuri, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ.
Saiba mais: Inscrição e detalhes da prorgramação em https://festivaldoconhecimento.ufrj.br/

