O governo Cláudio Castro quer despejar a Casa Almerinda Gama – uma instituição de acolhimento de mulheres vítimas de violência funda há três anos pelo Movimento Olga Benário.

O imóvel na Rua da Carioca, 37, estava abandonado há mais de 8 anos, completamente inútil, sem função social. A partir de 2022 passou a atender mulheres em situação vulnerável.

Na tarde desta quarta-feira, 3 de setembro, uma manifestação foi realizada diante da Secretaria de Mulheres no Centro da cidade. Mas a secretária se recusou a receber o grupo que protestava contra o despejo e que, em seguida, marchou até a Assembleia Legislativa em busca de apoio parlamentar para neutralizar a intenção do governo.

Marli Rodrigues, uma das coordenadoras do Sintufrj e ativista do Olga Benário, no seu discurso, denunciou a ameaça de despejo e cobrou uma posição do governo para evitar o pior.

“É um absurdo que queiram fechar a Casa Almerinda Gama que ampara mulheres ameaças e vítimas de violência. O estado devia assumir suas responsabilidades com essas mulheres e não tentar acabar com a ação de quem busca acolhê-las”, sustentou, indignada.

Na Casa Almerinda Gama, as mulheres acolhidas recebem atendimento jurídico e psicológico, participaram de oficinas, palestras e cursos. (FOTOS: RENAN SILVA)

 

 

A Comissão Interna de Supervisão (CIS-UFRJ) realiza nesta quinta-feira, 4 de setembro, às 13h30, uma reunião com pauta central na Reforma Administrativa. O encontro contará com a presença do advogado Rudi Cassel, assessor jurídico do Sintufrj, que trará uma análise detalhada dos impactos da proposta para os servidores públicos e para a universidade.

A atividade será transmitida ao vivo pelas redes sociais do Sintufrj, ampliando o acesso da comunidade universitária e da categoria a informações fundamentais para o entendimento do tema.

A Reforma Administrativa é um dos pontos mais debatidos na atual conjuntura nacional, com repercussões diretas nas condições de trabalho, no serviço público e na vida dos trabalhadores da educação. Por isso, a participação da base é essencial neste momento de mobilização e resistência.

Reunião CIS-UFRJ

  • Data: Quinta-feira, 4 de setembro
  • Horário: 13h30
  • Convidado: Rudi Cassel (Assessor Jurídico do Sintufrj)
  • Transmissão: Redes sociais do Sintufrj

Palestra alerta que a vida humana depende da preservação das florestas com espécies vivas saudáveis e reproduzindo

O Dia do Biólogo, nesta quarta-feira, 3, foi comemorado pelo Instituto de Biologia da UFRJ com a palestra “Preenchendo com vida florestas vazias” pelo pesquisador da unidade e diretor executivo do Refauna, Marcelo Rheingantz. Estudantes lotaram o Salão Azul. A celebração constou também da inauguração de um novo item na coleção taxidérmicos na exposição permanente “Árvore da Vida”: um ouriço-caixeiro.

Cinco biólogas organizaram o evento: Margaret Correa, Ana Boneckr, Vania Alves, Raquel Monteiro e Marcia Gomes. Foram   técnicos-administrativos em educação os responsáveis pela instalação da exposição “Árvore da Vida”, inaugurada em 2018, quando a unidade completou 50 anos. “São biólogos coordenando e assinando projetos de extensão e conquistando voz no instituto. Nossa atuação mostra que também somos responsáveis pela formação dos estudantes”, registrou Margaret.

A exposição começa no pátio de entrada do Centro de Ciências da Saúde (CCS) que dá acesso ao Instituto de Biologia, ocupa uma extensão do hall, segue pela escada geológica (cada degrau mostra as etapas de transformação da Terra) e chega ao segundo andar. São vários ambientes com exemplares de biomas marinhos, terrestres e de água doce.

Um mundo em transformação

Ex-aluno de graduação, mestrado e doutorado, técnico-administrativo concursado, Marcelo Rheingantz atua principalmente com a biodiversidade, biologia da conservação, manejo de fauna e fauna ameaçada de extinção, com foco no planejamento e execução de translocações de animais em ambientes naturais. Ele e sua equipe são responsáveis por repovoar com fauna o Parque Nacional da Tijuca, inicialmente com três espécies: jubuti-tinga, cutia-vermelha e bugio-ruivo.

O mesmo, segundo o especialista, ocorre no Mosaico Central Fluminense (uma experiência de gestão integrada e participativa de unidades de conservação federais, estaduais e municipais e outras áreas protegidas, localizadas no centro do estado do Rio de Janeiro). O objetivo é promover a conservação e restauração da Mata Atlântica garantindo a conectividade ecológica entre as áreas remanescentes e buscando o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região. Estão sendo levadas para lá animais mamíferos, como antas, para se misturarem às espécies já existentes. Um trabalho que requer muita pesquisa, observação constante e conscientização da população em torno, assim como acontece no Parque Nacional da Tijuca.

Refaunação

“A refaunação faz parte de uma agenda mais proativa de conservação, que busca restaurar ecossistemas e garantir a manutenção da vida no planeta — inclusive a nossa. Ela tem como objetivo recuperar o funcionamento e o equilíbrio de ambientes naturais, especialmente das florestas tropicais, que são riquíssimas em biodiversidade e estão entre os ambientes mais ameaçados do mundo”, explicou Marcelo.

“Muitas espécies de animais desapareceram desses locais por causa da caça e da destruição de habitats, e com elas se perderam funções essenciais, como a dispersão e a predação de sementes, a polinização e o controle natural de populações. Ao reintroduzirmos essas espécies nas florestas, recuperamos as interações ecológicas que mantêm a floresta viva e saudável. Isso ajuda a restaurar serviços fundamentais, como a produção de água, a regulação do clima e a preservação da biodiversidade, que têm impacto direto na vida de todos nós. A refaunação também busca inspirar uma nova relação entre as pessoas e a natureza: para termos ecossistemas realmente funcionais, precisamos recuperar ao máximo o que foi perdido e, assim, construir um futuro mais equilibrado para as próximas gerações”, conclui o biólogo.

Colaboração do Museu Nacional

O ouriço-caixeiro que agora faz parte do acervo da exposição Árvores da Vida, do IB, foi uma contribuição do biólogo Carlos Rodrigues, do Museu Nacional, que coordenou o processo de taxidermia do doutorando Pedro Ivo. “Estou emocionado, porque é a minha primeira inauguração de matéria taxidermia. Esse cantinho da exposição será sempre especial para mim”, disse o estudante.

Dados

Marcelo apresentou na palestra alguns dados importantes: 95% do planeta passou por interferência humana e 84% têm múltiplos impactos humanos: urbanização, agricultura, mineração, indústrias e transportes. A primeira onde de extinção de espécies foi feita por humanos. De acordo com o especialista, as áreas protegidas não são suficientes para manter a biodiversidade.

 

 

 

A UFRJ realiza, nesta quinta e sexta-feira, dias 4 e 5 de setembro, a quinta edição do Festival do Conhecimento, com o tema “Re-Amazonizar o Brasil”, com a reflexão sobre sustentabilidade, saberes ancestrais, inovação tecnológica e o papel das universidades na construção de um futuro socioambiental justo. É gratuito, no formato híbrido e contará com uma série de atividades, além das mesas-redondas, todas de conversa e lives, como feira gastronômica, demonstração de tecnologias, mostra VR, roda de carimbó e exibição de filmes. As atividades presenciais acontecem no Colégio Brasileiro de Altos Estudos (Av. Rui Barbosa, 762, Flamengo). As virtuais podem ser acompanhadas pelo canal da Extensão UFRJ no YouTube.

“Entre os diversos assuntos do Festival estão clima e saúde, educação e ativismo ambiental, arte e cultura amazônica. E ainda, um destaque especial: discutiremos os desafios da COP30 com a ilustre presença dos representantes do Brasil na conferência”, informam os organizadores.

Saudação do Sintufrj

“Nós saudamos esse 5o Festival do Conhecimento da UFRJ com um tema muito pertinente, muito importante na atual conjuntura em que vivemos. Re-Amazonizar o Brasil, que na nossa opinião tem que significar inverter um jogo, um jogo de séculos, que foi imposto ao território amazônico, com a colonização que preparou um desenvolvimento de um capitalismo predatório, que tem a marca da grilagem de terra para o garimpo ilegal, o massacre, o roubo da vida de povos originários naquele território. A Amazônia é muito importante para o Brasil e para o mundo, porque ela significa formação dos nossos rios, ela significa regulação do clima, e ela significa cultura e aprendizados históricos ancestrais que. Devemos acumular para poder convivermos no mundo de fato sustentável. Não há sustentabilidade num sistema de capitalismo predatório como que nós vivemos. Daí a importância das entidades de classe como nós, o Sintufrj, nos somarmos na luta para mudar esse quadro. É amazonizar de fato, sustentabilidade de fato, questionar o sistema e as imposições que estão colocadas aos povos da Amazônia e a Floresta Amazônica”, disse em vídeo de saudação ao evento, o coordenador geral do Sintufrj Esteban Crescente.

 

COP 30

O festival, portanto, pretende antecipar debates importantes para a COP30, a 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas, em Belém, Pará de 10 a 21 de novembro, reunindo líderes mundiais, cientistas e representantes da sociedade civil para discutir e definir ações contra as mudanças climáticas. Estarão em pauta debates como emergência climática, letramento ambiental, sustentabilidade, biomas, Amazônia, políticas públicas, entre outros.

No dia 4, às 10h a abertura conta com o reitor Roberto Medronho, e pró-reitores como Ivana Bentes, João Torres, Neuza Pinto e Eduardo Mach. Também haverá o lançamento do manifesto “Clima é Saúde, Saúde é Clima”, proposto pela articulação de Hospitais Saudáveis.


A conferência de abertura, conta com a presença especial de Sineia do Vale, líder indígena Wapichana da Terra Indígena Serra da Lua (RR), gestora ambiental e mestranda em Sustentabilidade na UnB, representante dos povos indígenas brasileiros na COP30. O evento conta ainda com a participação de Eduardo Viveiros de Castro, professor de Antropologia Social da UFRJ, referência no pensamento ameríndio e no conceito de perspectivismo.

“Esperamos nossos convidados mais que especiais para pensar a integração de ancestralidade e inovação como caminho estratégico para o desenvolvimento sustentável”, dizem os organizadores, anunciando a presença de representantes da universidade, agentes sociais e integrantes do Governo.

Entre eles, Adana Omágua Kambeba, integrante do povo Kambeba, também conhecido como “Povo das Águas”, presente em várias regiões da Amazônia, Ray Baniwa, membro originário do povo Baniwa, é comunicador e cofundador da Rede Wayuri, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ.

Saiba mais: Inscrição e detalhes da prorgramação em https://festivaldoconhecimento.ufrj.br/