Cumprindo deliberação da assembleia da categoria, representantes do Comando Local de Greve e coordenadores do SINTUFRJ estiveram na manhã desta quinta-feira, 28, acompanharam a sessão do Conselho Universitário para levar ao colegiados demandas da categoria, em particular a solicitação de apoio na negociação com a ministra Esther Dweck, do Ministério da Gestão e Informação (MGI), que é também professora da UFRJ.
Em sua fala no Consuni, o coordenador geral do SINTUFRJ e da FASUBRA, Francisco de Assis falou também da importância da comunidade da UFRJ se unir em defesa das pautas de interesse da universidade.
Assis buscou também diálogo com a pró-reitora de Pessoal Neuza Luzia, sobre a publicação da portaria de criação do Grupo de Trabalho sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências (GT RSC, que vai discutir diretrizes para a atuação das Comissões de RSC, que deverão ser instaladas após a publicação do decreto de regulamentação da Lei.
Segundo Francisco, a portaria seria publicada ainda nesta quinta-feira.
Compõem o GT, pelo Sintufrj, Maria Lenilva , Vania Godinho e Paulo Roberto. Pela Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS), Francisco de Assis, Flávia Vieira e Igor Dantas. Pela Reitoria Rita Anjos, Agnaldo Fernandes e Gerly Miceli.
Para que haja diálogo
O coordenador geral do Sintufrj e de Comunicação da Fasubra Francisco de Assis apontou a força dos trabalhadores ao conquistarem, na Câmara, o fim da escala 6 x 1 (o projeto ainda vai ao Senado): “Foi um passo importante para a luta. Por isso acho muito importante a unidade dos trabalhadores, da comunidade universitária para a gente avançar ainda mais. É um ano eleitoral e a gente precisa ter unidade para mudar a correlação de forças no Congresso, para elegermos uma bancada que possa estar, de fato, comprometida com a defesa da universidade. Enfrentando o sequestro do orçamento público por parlamentares que deixam mais de um quarto do orçamento nas mãos das emendas pix”, disse ele.
Francisco detalhou o momento da greve da categoria, que tem se alongado e enfrentado dificuldade interna no governo que não dialoga: “Nesse exato momento a gente está com um problema na Casa Civil. A gente avançou tanto na construção do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), com um ano de debates, e como ele, há várias demandas do acordo que o governo não cumpriu. Acabamos por entrar em greve diante da necessidade realmente de se fazer cumprir o acordo,. Está assinado e não se cumpre. Então a gente precisa da força da universidade. A gente precisa cobrar a Casa Civil, precisamos ter manifestação desse Consuni para que haja diálogo inclusive com a ministra de Gestão e Inovação (MGI, Esther Dweck). Esse desentendimento interno em relação ao que foi construído coletivamente está travado justamente na Casa Civil, onde querem alterar (na minuta do decreto do RSC) um eixo importante da nossa luta (o reconhecimento da atuação dos servidores como dirigentes sindicais.
A publicação do decreto que regulamenta a Lei já aprovada do RSC estava prevista para o dia 22, mas até hoje não saiu. Por isso o coordenador apontou a necessidade de intensificar a mobilização e contar como o apoio porque, embora tenha havido diálogo com o Ministério da Educação, no MGI e na Casa Civil está havendo dificuldade para a negociação.
Concurso
Mencionando uma das pautas apontadas pela representante discente Arthura Annastásiya, (veja na matéria a seguir), Francisco apontou que uma das pautas da categoria é o investimento na universidade e a abertura de concurso para intérpretes de Libras.
“Então, é muito importante a mobilização de estudantes para pressionar o governo em relação a abertura do concurso.
Plano de segurança
A reitoria informou que já foi publicada a resolução sobre o protocolo de segurança e solicitou que as entidades -Sintufrj, ADUFRJ e DCE, apresentassem os nomes para a comissão consultiva que terá sua primeira reunião já na próxima semana.
Francisco informou que, nesta sexta-feira, dia 29, o Sintufrj irá apresentar os nomes de seus representantes na Comissão. “Essa é uma bandeira importante”, destacou.
Fotos: Renan Silva

Protesto dos estudantes
Reivindicando a contratação de intérpretes de libras, outras medidas de acessibilidade, solução dos graves problemas de infraestrutura (inclusive falta de elevadores) e transporte interno que passe pelo IFCS, estudantes fizeram manifestação no Consuni cobrando atenção da Reitoria também para as unidades isoladas como o IFCS/IH.
Veja a íntegra da matéria em https://sintufrj.org.br/2026/05/estudantes-reivindicam-acessibilidade-e-solucao-para-problemas-de-infraestrutura/
