Com três meses de greve os técnico-administrativos das universidades federais promoveram na tarde desta terça-feira, 30 de junho, mobilização em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. A pressão é para o cumprimento do acordo de greve assinado pelo governo em 2024.

Esta foi mais uma mobilização dos trabalhadores nas ruas, já sob os ares dos movimentos de greve dos rodoviários do Rio e das ações das centrais sindicais, movimentos sociais e sindicatos pelo fim da escala 6 x 1 cujo projeto está parado no Senado. Pela manhã os rodoviários tomaram as ruas do centro do Rio e houve passeata na Avenida Brasil pelo fim da escala 6 x 1 cujo projeto está parado no Senado.

Ato e caminhada

O ato unificado que reuniu trabalhadores da educação das universidades UFF, UFRJ, Unirio e Rural, foi realizado em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) no centro de Niterói, com caminhada pela Avenida Amaral Peixoto até as Barcas onde o ato foi encerrado. A mobilização contou também com estudantes e professores.

O movimento paredista dos trabalhadores em educação tem realizado esses atos unificados em locais simbólicos de luta e sempre levando informação à população.

Já houve mobilização na Uerj, cuja universidade tem sido ameaçada de fechar e seus trabalhadores tiveram seus salários congelados, como também mobilização no hospitais universitários Gafrée Guinle, da Unirio (que está sendo fechado) e no Clementino Fraga Filho, da UFRJ. Os hospitais universitários deixaram de ser geridos pelas universidades passando para a administração da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o que trouxe problemas para os servidores RJU e até mesmo para o atendimento do SUS, como no caso do Antônio Pedro e do Clementino Fraga. Por isso a escolha desta vez pelo Huap.

O Sintufrj representado por dirigentes e militantes reforçou o ato em Niterói. Os coordenadores do sindicato, Nivaldo Holmes, Luciano Batista, Luciana Borges e Hilem Moisés, falaram sobre a etapa do movimento na UFRJ reafirmando que a greve só termina com a assinatura da regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) – um instrumento que valoriza a carreira e o servidor – sendo uma das prioridades do acordo de greve para a categoria da UFRJ.

Nivaldo e Luciano pronunciaram-se no início do ato em frente ao Huap. Luciana falou ao longo da passeata pela Avenida Amaral Peixoto e Hilem Moisés deu o recado do Sinttufrj ao fim do ato nas Barcas.

A coordenadora do Sintufrj, Luciana Borges, denunciou os sucateamento das universidades e a falta de orçamento para saúde e educação

Dia 1º de julho, esta quarta-feira, os técnicos-administrativos em educação da UFRJ se reunirão em assembleias simultâneas no Fundão, Macaé e Praia Vermelha para avaliar a conjuntura e dar encaminhamentos para o movimento grevista. O governo precisa cumprir os eixos prioritários do movimento e mantenha os prazos acordados nos grupos de trabalho. Isso depois de dois anos da publicação do acordo de greve e aos 125 dias da greve nacional da Fasubra e 111 dias da greve na UFRJ.

O coordenador-geral do Sintufrj, e de Comunicação da Fasubra Francisco de Assis produziu um vídeo em que chamam atenção para a análise de conjuntira e recomenda a leitura do Informe de Greve número 16 da Fasubra com a análise aprofundada do Comando Nacional de Greve para um bom debate na assembleia.

Francisco destaca que a categoria conseguiu um canal de diálogo com o MEC, e que é preciso reforçar a luta e a mobilização para garantir a conquista da aceleração da progressão por capacitação para os aposentados com paridade e integralidade, da mesma forma que é preciso garantir a publicação do decreto do Reconhecimento de \Saberes e Competências. Ele concluiu ponderando que é importante ainda manter a unidade para uma saída unificada e convoca a categoria para a assembleia desta quarta-feira.

Veja o que disse o coordenador:

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Veja trechos do IG 16 da Fasubra

Para ler a íntegra clique em  IG16.2026

Sobre as mudanças pontuais no quadro conjuntural que envolve a categoria podemos evidenciar:

  • Abertura de um canal de negociação com o Ministério da Educação para tratar dos pontos do acordo de greve de 2024 ainda não cumpridos, estabelecendo a perspectiva de um cronograma permanente de debates.
  • Aceleração da progressão na carreira de aposentados e pensionistas com paridade e integralidade que ainda não se encontram no topo da carreira, corrigindo uma grave distorção produzida em 2025, quando esse direito foi assegurado apenas aos trabalhadores em exercício.
  • Assumido o compromisso do MEC, ainda não assegurado, de orientar as Instituições Federais de Ensino sobre uma interpretação ampliada do conceito de “público externo”, criando as condições para que a ampla maioria da categoria possa acessar a jornada flexibilizada de 30 horas semanais, sem redução salarial.
  • Compromisso do MEC em promover a revisão da regulamentação das escalas de trabalho 12×60, restando a inclusão de vigilantes e de outros segmentos que atuam nesse regime.
  • Publicação da Portaria MEC nº 549 de 15 de junho de 2026, que institui o Grupo de Trabalho com o objetivo inicial de apresentar em até 90 dias, subsídios e propostas para o aprimoramento de mecanismos de participação e gestão democrática nas Instituições Federais de Ensino Superior, conforme consta no Acordo de Greve de 2024.
  • Proposição de um grupo de trabalho com o objetivo de realizar o levantamento do financeiro necessário para o reposicionamento e inclusão dos 215 trabalhadores que ainda não estão no PCCTAE.
  • Iminente publicação do decreto de regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), uma reivindicação importante dos trabalhadores técnico administrativos em educação e uma importante ferramenta de valorização profissional, se configurando como mais um processo de aperfeiçoamento do PCCTAE, entre tantos outros que ocorreram durante os últimos 21 anos desde a promulgação da lei 6 IG 16/2026 11091/2005.
  • Ainda sobre a greve, o Informe de Greve publicado na semana anterior, também alerta que:

  • A greve nacional da FASUBRA ingressa em uma nova etapa, em virtude do desgaste acumulado após mais de três meses de mobilização, a ausência de adesão ao movimento de importantes entidades filiadas à Federação, a manutenção do isolamento da categoria e o avanço de iniciativas de judicialização da greve, com ameaças de corte de ponto, imposição de reposição compulsória de horas não trabalhadas e aplicação de multas (mecanismos coercitivos impostos pelo Ministério Público Federal, típicos do Estado brasileiro de contrainsurgência), exigem uma avaliação política responsável e comprometida com a preservação das forças do movimento.
  • A greve ainda possui reivindicações que não foram atendidas em virtude da intransigência política do governo federal, mas que não estão esquecidas pela FASUBRA, como o reconhecimento dos médicos e médicos veterinários como parte da categoria e de todo acordo assinado, entre outros pontos.
  • Alcançados os 124 dias de greve, faz com que essa movimentação da FASUBRA se configure como uma das mais longevas greves protagonizadas pela categoria, e que a tarefa colocada para este momento é a de consolidar as conquistas alcançadas e garantir a efetivação dos compromissos assumidos pelo governo via MEC e Casa Civil, como a regulamentação do RSC, e insistir na busca pela preservação da unidade política e a capacidade de luta de nossa categoria. (…)
  • (…) nunca é demais ressaltar que qualquer outra candidatura da extrema direita citada nesse texto representa ameaça direta às liberdades civis e democráticas e a aplicação de um programa político ultraliberal na economia, com ameaça de maior envergadura a sobrevivência do caráter público, com autonomia didático-científica, das Instituições Federais de Ensino, e repressor nos costumes e modos de vida. Dito de outra forma, a extrema direita é o grande inimigo a ser combatido pela classe trabalhadora nesse segundo semestre, nas ruas e nas urnas.
  • (…) ainda persiste a tramitação no Congresso Nacional da PEC e do Projeto de Lei que tratam do fim da escala 6×1, e que as organizações populares e de juventude convocam para o dia 30 de junho de 2026, um grande ato nacional pelo fim da escala 6×1. Simultaneamente a essa luta progressiva que coloca no centro da agenda política do país, a possibilidade de ampliação de direitos a partir do fim da escala 6×1; se mantém preservada a força política e ideológica da extrema direita nas estruturas do Estado brasileiro, na sociedade civil e no mundo virtual.
  • A partir de todas as considerações registradas acima, o Comando Nacional de Greve da FASUBRA orienta:

  • Que os Comandos Locais de Greve e as Assembleias analisem o que já foi conquistado, as perspectivas de conquistas a curto e médio prazo de lutas para garantir os itens ainda não contemplados com o nosso movimento de greve.
  • Que os Comandos Locais de Greve e as Assembleias analisem e ponderem qual o nível de força de nossa luta frente à retaliação imposta pelo poder judiciário do estado de Minas Gerais contra 4 entidades filiadas à FASUBRA e pela ausência de perspectivas de novas entidades filiadas e entidades nacionais se somarem à greve de nossa Federação.
  • Que os Comandos Locais de Greve contribuam com os movimentos populares e de juventude na construção dos atos públicos pelo fim da escala 6×1, que ocorrerem nas respectivas localidades.
  • O Comando Nacional de Greve orienta as Entidades a realizarem um dia de mobilização em defesa da implementação da aceleração para os aposentados (as) e pensionistas com entrega de documento, tendo como base o ofício (…) do MGI, para as Pró Reitorias e Reitorias.
  • O Comando Nacional de Greve da FASUBRA orienta que os comandos locais de greve e assembleias realizem um debate amplo, democrático e responsável, analisando o fôlego da greve, mantendo atenção às movimentações políticas por parte da Casa Civil e do MEC e à avaliação do Comando Nacional de greve no decorrer das próximas semanas, pois, no momento oportuno, o comando indicará o caminho de desfecho do nosso movimento, preservando a unidade da categoria e sua capacidade de luta. Brasília, 26 de junho de 2026 Comando Nacional de Greve da FASUBRA

 

ASSEMBLEIA SIMULTÂNEA DOS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS DA UFRJ

Nesta quarta-feira, 1º de julho, às 10h, participe da Assembleia Simultânea que reunirá a categoria nos campi do Fundão, Praia Vermelha e Macaé para debater os próximos passos da mobilização.

📍 Locais: • Fundão: Espaço Cultural • Praia Vermelha: Auditório de Reunião da Decania (2º andar da Decania do CFCH) • Macaé: Auditório do Bloco B do Centro Multidisciplinar

📌 Pauta: • Avaliação da greve; • Discussão e deliberação sobre o Fundo de Greve.
A participação de todas e todos é fundamental para fortalecer as decisões coletivas e definir os rumos da luta da categoria.

✊🏽 Participe, fortaleça a mobilização e ajude a construir os próximos passos da nossa greve!

➡️ Acompanhe as notícias, informes e a cobertura completa da mobilização em nosso site: www.sintufrj.org.br⁠�.

 

 

  • Quarta-Feira
  • 1 JUL – 10h

 

FUNDÃO: Espaço Cultural

PRAIA VERMELHA: Auditório do segundo andar da Decania do CFCH

MACAÉ: Auditório do Bloco B do Centro Multidisciplinar

PAUTA: Avaliação da Greve e discussão/deliberação sobre fundo de greve

Nesta quinta-feira, 25 de junho, foi realizada a 15ª Reunião da Mesa Central da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) que reuniu representantes do governo federal e das entidades sindicais. Na pauta, as principais medidas relativas à pauta de negociação entre 2023 e 2026 e atualizar o andamento das demandas atualmente em análise.

Para o governo, o principal destaque foi o envio de Lula ao Congresso em abril do Projeto de Lei nº 1.893/2026, que regulamenta as relações de trabalho no serviço público, como afirmou o secretário de Relações de Trabalho do MGI, José Lopez Feijó, destacando o texto que regulamenta a Convenção nº 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Veja mais a respeito das “entregas do governo” em algumas páginas da apresentação feita pelo governo ao final da matéria.

Mas as entidades sindicais (entre as quais a Fasubra) cobraram do MGI respostas para as principais reivindicações.

Mas os servidores defenderam a realização de reunião extraordinária em agosto, para que o governo apresente um retorno sobre as pautas prioritárias, antes do envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 ao Congresso Nacional. Entre as reivindicações consideradas mais urgentes, informe o site da Condsef, estão a implementação do auxílio nutrição para aposentados e pensionistas, a equiparação dos benefícios entre os servidores dos três Poderes, a reestruturação de carreiras e a recomposição salarial para 2027. As entidades cobraram também um plano de saúde acessível para todos os servidores públicos federais. O MGI informou que tanto o plano de saúde quanto a auxílio nutrição continuam em estudo estimativas de impacto financeiro.

Veja a seguir o informe da coordenadora geral da Fasubra Cristina Del Papa.

Cristina reiterou que aquela foi uma mesa central com pautas relativas a todos os servidores públicos federais, com os dois fóruns (Fonasefe e Fonacate) e que teve uma pauta prioritária. Por isso, como estavam lá mais de 50 pessoas das diversas entidades, não foi possível debater tudo que seria de interesse da Federação, como de outras categorias. Foi proposto então que os pontos fossem para mesas temáticas, o que foi acatado pelo governo. Segundo a coordenadora foram tratados cerca de 20 pontos de uma pauta de 96 pontos.

Entre aqueles que dizem respeito á categoria, o MGI informou que já está com o decreto dos cargos amplos pronto, restando apenas alguns acertos. “Nossa categoria sabe da importância deste decreto porque poderemos discutir depois a racionalização de cargos e a atualização das atribuições”, explicou informando que também foi tratado ponto extremamente importante: a saúde do trabalhador. O MGI informou que está atendendo a reivindicação, no entanto, pondera Cristina, a forma com que a discussão está iniciando está equivocada: “Eles criaram um comitê geral, com nove órgãos, só que dentro das representações, todas são de gestores, não tem nenhuma representação sindical. Então, discutir saúde para o trabalhador sem que os trabalhadores estejam lá com a sua representação sindical, na minha opinião, não vai falar de saúde para o trabalhador para nós, vai falar para outros”, ponderou.

Veja mais no vídeo a seguir:

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Veja trechos da apresentação do Governo na Mesa Nacional de Negociação Permanente do dia 25 de junho

Foto: Mateus Teofilo/Ascom MGI (Agência Brasil)

Registro da 15ª reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente dia 25 de junho

 

 

A saga da comunidade da antiga Escola de Educação Infantil  parece que caminha para um desfecho positivo. Sem uma sede desde 2023 a escola está voltando para o campus do Fundão. Nesse ano houve a interdição do prédio onde a escola ficava alojada no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) no Fundão tendo sido então alocada de forma precária no Colégio de Aplicação (CAp) da Lagoa.

Nessa segunda-feira, 22 de junho, iniciaram as aulas das turmas 3 e 4, no ex-Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE). O local é provisório até que que se terminem as obras da sede definitiva na BioRio previstas para o fim de junho. O espaço foi adaptado às necessidades de estrutura das salas e segurança para as crianças, haja vista a existência da piscina no local.

Embora essa ainda não seja a solução definitiva reivindicada pela comunidade escolar o retorno ao Fundão e a retomada das aulas em um espaço mais amplo foi uma injeção de ânimo e emocionou os servidores e as famílias dos pequenos alunos. A diretora geral da escola, a professora Cassandra Pontes, disse que para trabalhadores e familiares esse fato é muito significativo.

“Foi muita emoção! A volta para o Fundão com a perspectiva concreta de termos nossa sede é fruto de muita luta da comunidade do CAp, em especial das famílias e trabalhadores do segmento de Educação Infantil”, declarou Cassandra.

O processo está sendo gradativo. O segmento da Educação Infantil atende crianças de 2 a 5 anos de idade. E as turmas estão sendo reestruturadas. A turma 2, por exemplo, para iniciar as aulas precisa da contratação de professores e segundo a PR-4 serão feitas até 3 de julho. A turma 4 já está funcionando em tempo integral e a turma 3 em tempo parcial.

O setor administrativo por sua vez  também terá seu lugar próprio no CEPE.

Entenda

O local em que funcionava a antiga Escola de Educação Infantil (no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira – IPPMG) foi interditado em fevereiro de 2023 e desde então quatro turmas foram alocados provisoriamente em duas salas do Colégio de Aplicação (CAp) da Lagoa.

Profissionais e famílias das crianças atendidas sofreram com a mudança forçada e a distância. Quatro turmas de 15 alunos cada, entre dois e cinco anos, foram agrupadas em apenas duas salas da sede na Zona Sul.

Os servidores, em sua maioria mulheres ficaram sem um lugar determinado para ficar no CAp, e tiveram que procurar se adaptar em pequenos espaços.

Em relação às vagas, geralmente o número de 60, algumas famílias tiveram de renunciar a sua vaga reduzindo assim o número crianças frequentando a escola, porque os familiares não tinham condições de levar suas crianças para a Lagoa.

Para entender a ligação ao CAp da UFRJ, a antiga Escola de Educação Infantil foi integrada ao Colégio de Aplicação em 2019. Segundo a diretora geral, Cassandra Pontes, essa integração ao CAp foi o reconhecimento da instituição de que eles são uma unidade de Educação Básica, com duas sedes. O segmento da Educação Infantil na sede do Fundão e o CAp Lagoa.

Com as adaptações as crianças já respiram novos ares no CEPE, ainda que provisório

O diretor de Ensino Glauber Domingues e equipe

Na sessão do Conselho Universitário desta quinta-feira, dia 25, a pró-reitora de Pessoal Neuza Luzia, abordou a questão da aceleração da progressão por capacitação, benefício adquirido pelos técnicos-administrativos com a última greve (de 2024), que precisa ser estendida também aos aposentados com paridade e seus pensionistas.

Segundo Neuza Luzia, a PR-4 estava tentando efetivar a aceleração da mesma forma que fez com os ativos, mas argumentou que não há segurança jurídica para isso e que a equipe está estudando o tema. “Recentemente, tanto o MEC quanto o MGI soltaram notas técnicas, sinalizando qual é o procedimento e aí nós vamos implementar para os aposentados que entenderem que tem direito. Eles deverão abrir um processo de revisão da aposentadoria para que a gente possa encaminhar o processo individualmente”, concluiu.

Mas o entendimento dos representantes do CLG Sintufrj é diferente. Na sessão anterior do Conselho Universitário, dirigentes sindicais e integrantes da bancada técnico-administrativa apontaram à Reitoria a necessidade de proceder a extensão da aceleração da progressão aos aposentados e pensionistas, tal como preconizava as notas técnicas dos ministérios.

O conselheiro representante dos técnicos-administrativos Milton Madeira comentou, após a fala da pró-reitora, que as notas técnicas do MEC e do MGI sustentam, juridicamente, a concessão. E questionou ainda a medida através de revisão da aposentadoria.

A reivindicação da categoria é de reposicionamento na carreira, tal como foi feito com os demais servidores da ativa. E não uma revisão da aposentadoria.

O MGI diz que deve ser feita revisão individual do benefício, atribuindo a decisão a cada IFES. Mas, sustenta a Assessoria Nacional Jurídica (ANJ), à consulta da Fasubra, que a forma correta é a extensão por paridade, não a revisão.

A ANJ avalia, com base nas manifestações dos ministérios e à luz da Constituição e da jurisprudência, que o direito existe e alcança os inativos paritários: “A aceleração concedida aos servidores em atividade é vantagem de caráter geral, decorrente da reclassificação da carreira; por força da paridade, estende-se automaticamente aos aposentados e pensionistas com paridade, na mesma proporção e na mesma data”, diz a avaliação.

A ANJ é taxativa: “Entendemos que o caminho juridicamente adequado — e mais favorável à categoria — é replicar aos inativos o mesmo reposicionamento já aplicado aos ativos, e não submetê-los ao rito fragmentado e gravoso (penoso, difícil) da revisão, que deve ser sustentado apenas em caráter subsidiário”, diz a ANJ, que indica à Fasubra que oriente as entidades de base a postularem, preferencialmente por requerimento coletivo (substituição processual), a aplicação aos aposentados e pensionistas com paridade do mesmo reposicionamento concedido aos servidores ativos, com efeitos financeiros desde primeiro de janeiro de 2025. E que em caso de indeferimento pode-se mesmo recorrer à via judicial.

Concurso

A pró-reitora abordou na sessão do Consuni encaminhamentos do concurso para acesso de servidores em curso (homologado dia 24 de junho), entre os quais, uma novidade, a realização de três audiências públicas, a partir da nomeação (que será dia 9 de julho) para que os técnicos-administrativos escolham sua locação, entre as cidades de Duque de Caxias, Macaé e Rio de Janeiro. A assinatura de posse será dia 6 de agosto e eles devem chegar a Macaé no dia 11 de agosto e nas demais unidades dia 17.

 

Convocado por Ancelotti, atacante passou de trabalhador de campanha eleitoral a símbolo de ascensão social

POR MÍDIA NINJA

Em 2022, enquanto milhões de brasileiros acompanhavam a Copa do Mundo do Catar pela televisão, um adolescente de 16 anos se dividia entre jogar pela base do Vasco da Gama e passar o dia distribuindo santinhos em uma campanha eleitoral nas ruas do Rio de Janeiro e recebia R$ 400 por diária de trabalho. Quatro anos depois, aquele mesmo jovem embarcou para defender a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo. O nome dele é Rayan.

Mas a história da joia brasileira vai além da ascensão social e ajuda a contar sobre um país onde milhares de jovens precisam trabalhar cedo para complementar a renda familiar, mesmo enquanto perseguem sonhos que parecem distantes. É nesse cenário que o futebol continua sendo uma das poucas ferramentas capazes de romper barreiras sociais em larga escala.

A BASE DE UM SONHO

Nascido em 2006, no Rio de Janeiro, Rayan chegou ao Vasco ainda criança. Filho do ex-zagueiro Valkmar, também formado em São Januário, cresceu convivendo com o futebol como possibilidade e herança.

Nas categorias de base, acumulou números impressionantes e rapidamente passou a ser tratado como uma das maiores promessas do clube.

Em janeiro de 2023, estreou pelo time principal do Vasco aos 16 anos, tornando-se o atleta mais jovem a entrar em campo pelo clube neste século. Meses depois, marcou seu primeiro gol entre os profissionais e entrou novamente para a história vascaína como o mais jovem artilheiro da temporada.

ENTRE O TRABALHO E O FUTEBOL

A história dos santinhos chamou atenção porque desmonta uma imagem frequentemente construída sobre jovens atletas.

Nem toda promessa vive cercada por empresários, contratos milionários ou estabilidade financeira. Em muitos casos, os jogadores ainda enfrentam as mesmas dificuldades que milhões de brasileiros da mesma idade.

A imagem de Rayan distribuindo material de campanha eleitoral evidencia justamente isso: antes dos holofotes, havia um adolescente tentando ganhar dinheiro, e talvez seja esse detalhe que torne sua história tão poderosa.

O ANO EM QUE MUDOU TUDO

A explosão definitiva aconteceu em 2025. Sob o comando de Fernando Diniz, Rayan ganhou sequência, confiança e protagonismo. O atacante se transformou em um dos principais nomes do Vasco, marcou 20 gols na temporada e conduziu o clube até a final da Copa do Brasil.

Aquele garoto que trabalhava nas ruas em 2022 agora era cantado pelas arquibancadas, e virou símbolo de uma geração vascaína que voltou a sonhar.

DA COLINA PARA O MUNDO

O desempenho chamou atenção da Europa. Em janeiro de 2026, o Bournemouth, da Inglaterra, anunciou sua contratação em uma negociação de cerca de 35 milhões de euros, tornando-se a maior venda da história do Vasco. A adaptação foi rápida e o jovem atacante passou a ser apontado como uma das revelações brasileiras da temporada europeia.

Em março, o atacante foi convocado pela primeira vez por Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira. Sua passagem pela equipe nacional rendeu a convocação para o Mundial pouco tempo depois.

A presença de Rayan nesta Copa do Mundo carrega significados que ultrapassam as quatro linhas. Representa jovens que conciliam trabalho, estudo e sonhos; famílias que apostam tudo em uma oportunidade; territórios que seguem produzindo talentos mesmo diante da desigualdade.

E representa uma verdade frequentemente esquecida quando a bola começa a rolar: antes de serem estrelas, muitos jogadores eram apenas adolescentes tentando encontrar seu lugar no mundo.

A Copa é feita de histórias e poucas resumem tão bem o Brasil de 2026 quanto a de Rayan: um garoto que distribuía santinhos nas ruas do Rio de Janeiro e que agora carrega nas costas a esperança de um país inteiro.

 

 

 

Integrantes do Comando Local de Greve e coordenadores do Sintufrj entregaram às deputadas Benedita da Silva (Federal) e Elika Takimoto (Estadual), na oportunidade da presença de ambas na UFRJ para um debate sobre Ciência e Tecnologia, no dia 25, no CT. a pauta de reivindicações da categoria.

Os coordenadores Maria Lenilva e Nivaldo Holmes e Fernando, integrante do CLG, apresentaram às parlamentares o documento que continha também o ofício enviado pela Fasubra ao MEC, recebido pelas duas.

Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento do Rio de Janeiro foi o tema do debate realizado no auditório E 212 do Centro de Tecnologia, do qual participou a professora da UFRJ e vereadora Tatiana Roque

Fotos: Renan Silva

 

 

 

. A não regulamentação até agora do RSC, cujo decreto está pronto só faltando a assinatura do presidente Lula, está elevando o tom das críticas da categoria ao governo

A assembleia simultânea do SINTUFRJ (Fundão, Praia Vermelha e Macaé), nesta quarta-feira, 24, aprovou a continuidade da greve e recrudesceu nas críticas ao governo por ainda não ter assinado o decreto regulamentando o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

“O que será que está impedindo a assinatura desse documento?”, questionam quase em uníssono os técnicos administrativos em educação da UFRJ. Uma preocupação que provavelmente é compartilhada pela categoria em todo o país.

Também foi apontado na assembleia que as tarefas represadas em consequência da greve sejam repostas por trabalho e não por extensão da carga horário.

Avaliação

As avaliações sobre o movimento grevista foram feitas à luz da leitura da resolução conjunta sobre a conjuntura (nacional e internacional) e do balanço do avanço obtido entre as pendências do acordo assinado em 2024, na atual greve, feita pelo Comando Nacional de Greve (CNG)/FASUBRA e enviado às bases.

Tudo indica que a saída unificada da greve depende do governo em relação ao RSC. Embora continue na mira da categoria as 30 horas para todos, sem redução salarial, entre outros itens do acordo não atendidas até o momento. A disposição manifestada é dar continuidade à luta pelo cumprimento integral do que foi assinado pelo governo, independente do fim do movimento agora.

Confira o calendário do Comando Local de Greve (CLG)/SINTUFRJ aprovado na assembleia:

Quinta-feira, 25/6

. 9h, ida à sessão do Conselho Universitário (Consuni) cobrar da Reitoria a aplicação da resolução que garante a aceleração para os aposentados e pensionistas, e o cumprimento de pontos da pauta interna entregue pelo SINTUFRJ.

. 14h, reunião on-line dos técnicos administrativos da UFRJ-Macaé para discutir as demandas locais. O link para participação será divulgado no grupo da categoria dos campi macaenses.

Terça-feira, 30/6

. Ato unificado dos CLGs em Niterói. Concentração em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP). Importante: a princípio, a atividade está marcada para às14h, mas pode haver alteração. Isso porque nesse mesmo dia, sem horário e local ainda definidos, as Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular estão convocando para o Dia Nacional de Luta Contra a Escala 6 x 1.

A assembleia deliberou que caberá ao CLG/SINTUFRJ, na segunda-feira, 29, se houver necessidade e após consultar os demais CLGs, decidir pela alteração ou não do horário do ato em Niterói.

. O cadastramento ao Sistema Unificado de Administração Pública (Suap) foi um ponto de dúvida levantada na assembleia. O Suap e a nova ferramenta dos servidores das universidades federais de gestão de desenvolvimento, o que tem a ver com o PDI. Para esclarecer dúvidas a respeito, o ideal é acessar o e-mail: pgd@pr4.ufrj.br

Teatro – Ao final da assembleia, sob a direção de Roberta Mancuso, técnica administrativa da Faculdade de Educação e atriz, foi feita mais uma leitura de uma das cenas da peça teatral “Revolução na América do Sul”, pelos companheiros Ilem Moises e Maria Lenilva, coordenadores do SINTUFRJ, e Isabel Amaral, da Faculdade de Odontologia.

Fotos: Renan Silva

“Uma conta que não fecha”

Live do Sintufrj discute dificuldades financeiras da UFRJ

Não há orçamento suficiente. Já se sabe. Balanço recente da Pró-Reitoria de Planejamento Orçamento e Finanças sobre o orçamentário do orçamento discricionário demonstra que, na Lei Orçamentária Anual, para funcionamento, foram destinados R$324 milhões,  mas as despesas neste para tanto somam R$ 423 milhões. Faltam quase R$100 milhões para fechar essa conta.

Mas a universidade tem um déficit maior do que as contas mostram, um déficit de serviços, que atinge o cotidiano das pessoas. Segurança, limpeza, contas, manutenção etc., o que se agravou nos últimos dias.

Com o argumento de ajustar os gastos públicos às regras do arcabouço fiscal, no dia 29 de maio, o governo publicou um decreto que corta R$ 1,6 bilhão do MEC, parte de um bloqueio de R$ 23,6 bilhões no Orçamento da União.

Além disso o MEC informou aos reitores o fim das transferências semanais de recursos.

Para discutir o que aconteceu e seus reflexos na UFRJ e a origem real dos problemas de financiamento, os coordenadores do Sintufrj Sharon Stèfani e Francisco de Assis (geral) e Luciana Borges (Comunicação), receberam, como convidados o técnico-administrativo George Pereira, superintendente-Geral da Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças (PR-3), Paulo Lindesay,  coordenador da Auditoria Cidadã da Dívida do núcleo RJ e o técnico-administrativo e Roberto Gambine, diretor Adjunto de Administração do Instituto de Doenças do Tórax e ex-pró-reitor da PR-3.

O que aconteceu

Depois do decreto do dia 29, o Ministério da Educação comunicou aos reitores o fim das transferências semanais para custeio, que diz respeito aos contratos, entre os quais, serviços de limpeza, vigilância, manutenção e assistência estudantil.

Ou seja, não apenas bloqueou 1,6 bilhão em verbas discricionárias (o que impediria o ministério de executar livremente o recurso ao longo do ano) como interrompeu essa regularidade.

A situação chegou a tal ponto que, no dia 10, o reitor Roberto Medronho publicou um vídeo no Instagram da UFRJ, anunciando que, neste mês, a UFRJ teve reduzida a disponibilidade financeira de recursos repassados pelo governo federal e que, de forma emergencial, para garantir o pagamento dos contratos terceirizados, a Reitoria autorizou a utilização de recursos próprios da UFRJ depositados na Fundação Coppetec.

O que diz a PR-3?

George informou que não sabe se há relação entre a suspensão dos repasses semanais e o bloqueio de R$1,6 bilhão que, segundo o MEC, não afetaria a universidade.  Contou que há 7/12 avos do total do orçamentário (ou seja, autorização do governo para gastar), portanto, está garantido até julho (em agosto, não se sabe), mas o que não está sendo repassado é o financeiro (disponibilidade real de caixa).

“O que não tem é o recurso financeiro (o dinheiro)”, explicou, destacando que é algo completamente atípico. “Há anos que não sofremos isso”.

Tem orçamento (foram liberados 7/12 avos), anteriormente empenhado (feito a compra, por exemplo) agora é preciso pagar o que foi empenhado (ao credor) com recursos que o MEC não repassou.

“A rotina anterior é, com orçamento, a gente empenha e liquida (até sexta) e manda na segunda-feira. De regra, manda todo valor liquidado. Há um mês temos recebido muito pouco. Agora, essa semana (semana passada) recebemos só 20% do que estava liquidado. Dizem que está dependendo do Tesouro para repassar para a universidade”, resume George.

A consequência disso é que não se está conseguindo pagar os contratos. A situação está afetando contratos em geral, como os de limpeza, coleta, poda, manutenção básica e serviços terceirizados.

São muitos contratos, explicou o superintendente, e com os 20% que foram enviados pode-se avançar em alguns emergenciais, como das empresas de segurança Front e Angel.

A medida informada pelo reitor, segundo George, distensionou um pouco a situação que, ele espera, se normalize logo.

Situação dramática

George lembra que o orçamento discricionário (para manutenção do funcionamento) equivale hoje ao que era pago no período central do quadro e bate com o orçamento de 2012, quase uma década e meia atrás,

“É difícil manter o malabarismo com serviços essenciais e contas que todos os anos precisam ser reajustadas. As despesas crescem mas o orçamento se mantém o mesmo. Todo ano há reajustes nos contratos para manter o equilíbrio das contas, mas não no orçamento.

Dizem que R$400 milhões é muito. Mas a gente já cortou, ajustou o que tinha que ajustar. Não tem mais como cortar na pele. Se cortar, é no osso. A situação que enfrentamos ao longo dos anos é dramática mesmo”, ponderou.

Teto para políticas de Educação, não para dívida

Paulo Lindesay que, além de e coordenador da Auditoria Cidadã da Dívida, é da Executiva Nacional da ASSIBGE-SN, explicou como as limitações orçamentárias em função da Emenda Constitucional 95 e, depois, do arcabouço fiscal interferem nesta situação.

Segundo ele, há uma engenharia aplicada há alguns anos que leva  a limitação orçamentária para funções primárias do governo, mas não à Dívida Pública.

“Em 2016, a aprovação da Emenda Constitucional n.º 95, e em 2023, com a aprovação do novo arcabouço fiscal teve como principais objetivos garantir a sustentabilidade da dívida pública, em vez de garantir a qualidade das políticas públicas, que é a principal função do Estado. O Estado não foi pensado para agir como uma empresa para dar lucro, mas garantir políticas públicas a partir das arrecadações de receitas federais de impostos e taxas e outras receitas”, analisa

Além disso, segundo ele, há legislação que determina que todo superávit seja destinado ao pagamento da dívida pública, inclusive a diferença dos valores não executados.

Segundo ele é preciso uma auditoria cidadã, conforme define preceito constitucional, para garantir que esta não seja dedicada a garantir lucro dos banqueiros e outras corporações do setor financeiro.

 

Sangue da classe trabalhadora

Roberto Gambine

Gambine avaliou que a ponderação de Paulo – sobre a prioridade para a dívida pública e não para políticas públicas – é razão direta para o que explicou George sobre a situação que a UFRJ e demais instituições do serviço público estão sofrendo

Ele diz querer crer que a situação do financeiro da UFRJ neste momento é temporária e que se espera que seja regularizada em breve para que a universidade possa pagar seus compromissos.

Mas, sem orçamento de fato, não tem recursos para nada, não se consegue realizar política pública.

Ele lembrou que, quando o governo convocou as universidades para a política de expansão (Reuni) democratizando o acesso às universidades , estas fizeram expansão de fato, e o perfil dos estudantes mudou, mas o orçamento não acompanhou.

“A emenda constitucional (do teto de gastos) é algo escandaloso. Não pode gastar nada aqui, mas quanto à dívida pública, não! Tem compromisso com a dívida pública paga com o suor sangue e lágrimas do trabalhador brasileiro comprometendo metade do orçamento que essa nação produz”, destacou, ponderando que a questão tem que ser tratada com a dimensão que merece, entrar na ordem do dia do debate na instituição, com mobilização de toda comunidade para que isso possa ser enfrentado.

Urgente recomposição

Fotos: Renan Silva

Sharon, Luciana e Francisco

Sharon, que mediou o debate, destacou a relevância do trabalho da equipe da PR-3, mencionou a importância dos temas suscitados a partir do debate principal, segundo ele, pauta para ouras lives,  e lembrou a importância do movimento por mais recursos públicos : “Sem Educação o país não avança”.

“Diante de toda situação que vivemos no país, a recomposição  orçamentária, sem dúvida nenhuma é fator fundamental, caso contrário continuamos com o cobertor curto. Se não houver mudança do orçamento discricionário, sem aumento não tem investimento. É urgente a recomposição orçamentária”, concluiu Luciana.

Francisco, que ponderou sobre o sequestro do orçamento por parte do Congresso em benefício próprio, para emendas pix,  concluiu lembrando os desafios em ao eleitoral: “Transformação social se dá também na consciência do cidadão em não eleger parlamentares que representam a burguesia ao invés de defender o serviço público, com uma bancada que conta com apenas 130 parlamentares (que defendem políticas públicas) num congresso de 513 pessoas. O compromisso tem que ser mudar essa correção de forças no Congresso, para que possamos ter representante comprometidos com a busca de maior orçamento, a quem delegar nossos votos”.