Esta quinta-feira, 30, fez parte do calendário do movimento, conforme definido no Comando Local de Greve, o Dia D de Doação de Sangue, no Serviço de Hemoterapia do HUCFF. A atividade também foi realizada no Hemocentro de Macaé.

Vários companheiros marcaram presença neste movimento de solidariedade.

Fotos: Renan Silva

 

Num evento incorporado à campanha de solidariedade à Cuba, que cresce no país e no mundo diante da asfixia causada pelo bloqueio agravado de modo insano pelo governo Trump, a ADUFRJ, com apoio do SINTUFRJ, DCE Mário Prata e APG, organizou, nesta quinta-feira, dia 30, na sala 241 do Bloco I do CT, um debate com o escritor e ativista Frei Betto,

O bloqueio desumano promovido pelos Estados Unidos há 60 anos, agora é agravada pelo bloqueio energético que impede a chegada à ilha de navios-taque com combustível. Cuba precisa de 100 mil barris de petróleo por dia mas só produz 40 mil. O déficit de 60 mil barris ameaça o funcionamento de transportes, de hospitais e outros serviços essenciais, ocasionando uma crise humanitária, com escassez de alimentos e recursos básicos.

Direitos básicos

Frei Betto, que relatou sua trajetória de trabalho em Cuba e sua aproximação com Fidel Castro (que liderou a guerrilha que derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista em 1959), lembrou êxitos da revolução Cubana, que beneficiou toda população. Além de tirar a ilha da condição de exploração e de “bordel do caribe” (cheia de cassinos, prostituição para americanos, máfia e corrupção, com extrema desigualdade e acesso limitado da população a saúde e educação), garantiu direitos básicos de todo ser humano, como alimentação saúde e educação.

Cuba, contou ele, já atendeu mais de 100 países com suas missões médicas, em particular em regiões com populações vulneráveis, o que mostra a dimensão da solidariedade do povo da ilha.

Fotos: Renan Silva

    

Os coordenadores-gerais do Sintufrj Esteban Crescente e Francisco de Assis

Campanha na UFRJ e no país

No debate, representantes das entidades propuseram adesão ao movimento de solidariedade à Cuba, uma rede de organizações da sociedade civil que luta pelo fim do bloqueio, organiza brigadas e arrecada doações, inclusive de painéis solares e medicamentos, para a população cubana. Na UFRJ, a meta é arrecadar R$100 mil.

O coordenador geral do Sintufrj, Francisco de Assis, que também é coordenador da Fasubra, propôs que a campanha possa ser levada em nível nacional, inclusive através da Federação.

Há instituições que organizam turismo político com viagens algumas vezes por ano, outras, recebem doações.

Como doar

Frei Betto destacou que uma das formas de apoio é o envio de recursos para compra de medicamentos pelo Instituto Cultivar (Chave PIX: 11.586.301/0001-65), explicando que, para caracterizar que a contribuição é destinada à compra de medicamentos para Cuba, qualquer depósito deve trazer, na casa dos centavos (por exemplo R$10,01), para identificar a finalidade da doação.

Coordenadores do Sintufrj distribuem o jornal da entidade

Veja a íntegra do debate na TV ADUFRJ

 

A assembleia geral simultânea do Sintufrj no Fundão, Praia Vermelha e Macaé, nesta quarta-feira, 29 de abril, que reuniu cerca de quase 200 pessoas nos três campi, fez uma avaliação do movimento grevista iniciado na UFRJ em 9 de março (participação da categoria nas atividades, assembleias e no Comando Local de Greve, CLG) e aprovou proposta para ser enviada ao Comando Nacional de Greve (CNG)/Fasubra e constar da pauta de greve para negociação final com o MEC. A greve continua na universidade.

Na avaliação política prevaleceu a necessidade se fortalecer o ato unificado de 1º de Maio, no Posto 5, em Copacabana, a partir das 14h, cujas pautas contemplam toda a classe trabalhadora, –como, por exemplo, o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial – e a realização no dia 7 de maio de um grande ato da Educação, no centro da cidade. Na quarta-feira, 6 de maio, os técnicos administrativos da UFRJ realizam nova assembleia simultânea.

“Neste cenário, o que temos nas mãos devemos à greve. Conseguimos alterar itens da minuta do decreto de regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), mesmo a Fasubra estando sozinha nesse movimento, porque o Sinasefe não quis a greve. Agora é definir prioridades, como a reposição e a aceleração para os aposentados, que não obtiveram grandes conquistas, bater pela democracia nas universidades, realizar um forte 1º de Maio e um ato da Educação”, defendeu o coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente.

“Essa greve marca a construção de uma ação de unidade, é um movimento importante. Fazer críticas ao governo é simplificar a nossa luta”, ponderou Francisco de Assis, coordenador de Comunicação da Fasubra e coordenador-geral do Sintufrj. “Em 2007 e 2015 perdemos dinheiro porque não confiamos na presidenta Dilma Rousseff e assinamos acordo de dois anos invés de quatro anos. Temos que ter consciência de que não temos correlação de força para arrancar toda a pauta. Precisamos ter prioridades”, propôs.

Para a maioria, o RSC se tornou, sim, o principal tema da greve, embora a categoria não renuncie ao restante da pauta posta sobre a mesa de negociação com o governo a partir da greve de 2024. Mas houve o reconhecimento de que desde 2023 os técnicos administrativos em educação têm conseguido avançar em suas reivindicações, apesar das limitações impostas ao governo pela direita no Congresso Nacional. “Se adotarmos a política de ou tudo ou nada, corremos o risco de morrer de inanição. RSC e Flexibilização da jornada é o máximo possível” foram propostas da assembleia para análise do CNG.

Nova assembleia

Foi aprovada a realização de outra assembleia simultânea da categoria na quarta-feira, 6 de maio, às 10h. No Fundão, será no auditório do bloco 1, do Centro de Tecnologia (CT) – na Praia Vermelha e no Centro Multidisciplinar de Macaé os locais ainda serão confirmados. Também foi dado destaque ao calendário de atividades aprovado pelo CLG, que inclui o debate sobre o bloqueio desumano dos Estados Unidos a Cuba, com Frei Betto, nesta quinta-feira, 30, às 11h, no 2º andar do bloco 1 do CT, sala 241, e doação de sangue para o Hospital Universitário (HU) no Fundão (até às14h) e em Macaé.

 

PROPOSTAS APROVADAS ASSEMBLEIA 29/04

1- Aprovada continuidade da Greve. Nova assembleia dia 06/04 em auditório e ato unificado no dia 07

2- Defendemos as seguintes prioridades para enviar ao Comando Nacional de GREVE da FASUBRA.

2.1) Publicação e implementação Decreto do RSC; dentro do texto do documento apresentado neste momento.

2.2) Reposicionamento e aceleração dos aposentados

2.3) Nota Técnica das 30 horas;

2.4) Cronograma para os grupos de trabalho: a) racionalização de cargos; b) cargos amplos; c) atualização das atribuições dos cargos

2.5) Fim de greve: garantir que no termo de acordo seja incluído a reposição do trabalho represado e não das horas trabalhadas.

PAUTA INTERNA

Cobrar da Reitoria e PR4, Orientação para a Hora Ficta;

Informes locais 

A direção do Sintufrj e o CLG situaram os técnicos administrativos sobre os encaminhamentos junto a Reitoria para atender as reivindicações dos trabalhadores das três unidades hospitalares sob gestão da Ebserh, cujos conflitos têm se agravado a cada dia, e da reunião com os trabalhadores do HU (com a participação dos superintendes) garantindo que o hospital irá prestar socorro aos servidores que se sentirem mal durante o trabalho. Também foi dado informe a respeito das deliberações em relação a Faculdade de Odontologia, que contratou pessoas para substituir os servidores em greve para atender setores da unidade considerados não essenciais. FOTO: RENAN SILVA

MOÇÕES APROVADAS NA ASSEMBLEIA

 Moção de apoio à greve dos Técnico-Administrativos em Educação da Universidade Federal de Viçosa

Os Técnico-Administrativos em Educação da UFRJ expressam seu total apoio e solidariedade aos colegas da Universidade Federal de Viçosa,  que sofreram um ataque ao seu direito de greve por parte de uma liminar judicial provocada pelo Ministério Público Federal de Minas Gerais que questiona e criminaliza a escala de greve dos servidores da Unidade de Saúde ligada à UFV.

Greve é um direito e não crime. Ilegal e abusiva é a postura do Ministério da Gestão e Inovação que se nega a negociar com a categoria TAE, que está em greve há mais de 60 dias.

Total repúdio à judicialização da greve por parte do Ministério Público Federal de Minas Gerais e apoio integral aos servidores da UFV e seu direito de lutar.

Assembleia Geral dos Técnico-Administrativos em Educação da UFRJ

Rio de Janeiro,  29 de abril de 2026.

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Toda solidariedade ao Zé Maria do PSTU: abaixo à repressão aos que lutam pela Palestina!

A absurda decisão da Justiça Federal que condenou Zé Maria do PSTU a dois anos de prisão em regime aberto é um grave ataque às liberdades democráticas e escancara o avanço da tentativa de criminalizar a solidariedade ao povo palestino no Brasil. Em um ato de se colocar ombro a ombro do povo palestino, Zé Maria expressou apoio à resistência palestina e à luta por uma Palestina livre do rio ao mar, uma posição histórica de amplos setores que se colocam contra a ocupação e o apartheid.

Repudiamos essa decisão e nos solidarizamos com Zé Maria e com o PSTU diante dessa perseguição judicial.

Rio de Janeiro,  29 de abril de 2026.

 

O tema da reunião mensal do GT Antirracismo, realizada dia 29 de abril, no Espaço Cultural, foi “Conhecendo o Partido dos Panteras Negras”. A cada evento o GT traz um tema e uma abordagem diferente.

O Partido dos Panteras Negras (BPP), fundado em 1966 na Califórnia por Huey Newton e Bobby Seale, foi um movimento revolucionário antirracista de autodefesa contra a brutalidade policial e opressão racial nos EUA.  Os Panteras Negras influenciaram diversos movimentos sociais ao redor do mundo, deixando um legado duradouro na luta por direitos civis e justiça social. Seu uniforme era boinas pretas, jaquetas de couro e tinham como símbolo o punho erguido (símbolo do “Black Power”).

O convidado desta reunião do GT foi o educador social Gaspar Fraga, que falou sobre a história do partido, sobre os bastidores do movimento e da ideologia marxista defendida pelos panteras negras. Ele explicou que o movimento tinha como objetivo combater o racismo estrutural, a violência policial e o capitalismo, lutando pela libertação e autodeterminação da comunidade negra.

Sob a ideologia marxista e foco na comunidade negra o movimento destacou-se por patrulhas armadas, programas sociais (como café da manhã para crianças) e o lema de “Poder ao Povo”. Suas ações e estratégias foram o patrulhamento armado de bairros para inibir abusos policiais, a criação do “Programa de 10 Pontos” (exigindo moradia, educação, fim da brutalidade), e programas sociais como “Café da Manhã para Crianças”.

O grupo foi considerado uma grande ameaça ao status quo nos EUA, sofrendo forte repressão do FBI. Conflitos internos e prisões de membros enfraqueceram o grupo na década de 1970 e que acabou no início dos anos 1980.

Livro

No tradicional sorteio realizado pelo GT o livro escolhido foi “Os Panteras Negras” do professor e pesquisador Henrique Marques Samyn que apresenta uma breve introdução à trajetória do Partido Panteras Negras, suas perspectivas políticas e seu legado.

Didático, o livro oferece uma importante compreensão da história do Partido Panteras Negras – que envolveu a criação de serviços para a comunidade negra estadunidense, a promoção da educação, além do repúdio ao fascismo e ao sexismo – e contribuiu para a luta por liberdade e efetiva construção de uma aliança antirracista.

Os sortudos foram o próprio palestrante Gaspar Fraga e o sindicalizado Geraldo Teotônio.

Filmes

O movimento deu origem a vários filmes com destaque para o documentário Black Panthers de 1968 dirigido por Agnès Varda. O filme aborda o Partido dos Panteras Negras em Oakland, Califórnia, durante os protestos contra a prisão de Huey P. Newton, cofundador dos Panteras Negras, pelo assassinato do policial John Frey em 1967. Ele foi recomendado pela coordenação do GT Antirracista para ser visto pelos participantes antes da reunião para subsidiar o debate.

O documentário narra que no verão de 1968, grupos de pessoas chegam a Oakland para protestar contra a prisão de Huey Newton. No documentário, o próprio Newton é entrevistado e fala sobre o tratamento inadequado que recebeu enquanto encarcerado, bem como aborda os dez ideais do movimento Pantera Negra, que inclui proteger a comunidade negra da violência policial, informá-los sobre seus direitos e aproveitar a leis de armas de fogo para obter licenças de porte e armar os Panteras para ‘policiar a polícia’, isto é, garantir que os direitos das pessoas negras fossem aplicados em abordagens e outras ações policiais.

Outras pessoas são entrevistadas, incluindo Kathleen Cleaver, professora de direito e ativista americana integrante do movimento Black Power e do Partido dos Panteras Negras, que fala sobre o movimento negro em defesa do cabelo natural e, ainda, aborda a necessidade do crescimento de mulheres em posições hierárquicas no Partido dos Panteras Negras. O filme termina com a condenação de Newton por homicídio culposo; e expõe um crime de ódio praticado por dois policiais, que atiraram em uma janela de um escritório do Pantera Negra onde uma foto de Newton havia sido estampada.

Nesta quinta-feira, 30 de abril, o escritor e ativista político Frei Betto, a convite da Adufrj – e com apoio do Sintufrj, APG e DCE Mário Prata – estará na UFRJ para discutir a situação de Cuba, submetida a um estrangulamento econômico pelo imperialismo trumpista e por um bloqueio insano e desumano determinado pelo EUA que já dura mais de 60 anos.  Por decisão do Comando Local de Greve (CLG), os técnicos-administrativos apoiam o evento se integrando ao  Movimento Brasileiro de Solidariedade à ilha socialista do Caribe.

Data: 30 de abril

 Horário: 11h

 Local: Sala 241 – 2º andar do Bloco I do Centro de Tecnologia (acesso pelas escadas do Bloco G

Por: FASUBRA

A terça-feira (28) foi marcada por mobilização e avanços nas negociações envolvendo as trabalhadoras e os trabalhadores técnico-administrativos em educação. Pela manhã, o Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra Sindical realizou ato no Ministério da Educação (MEC), cobrando que o governo federal cumpra integralmente o acordo firmado com a categoria.
Enquanto a manifestação acontecia no andar térreo, no piso superior, as coordenadoras gerais Cristina del Papa e Ivanilda Reis participavam da primeira reunião ordinária da Mesa Setorial de Negociação Permanente, no âmbito do MEC. O encontro tratou de pautas estratégicas para a categoria e avançou em alguns pontos considerados importantes pela entidade.

Eleições nas Ifes
Entre os temas debatidos, destaque para a questão das eleições nas universidades federais. A Fasubra reafirmou sua posição histórica em defesa da paridade nos processos eleitorais, ressaltando o caráter político e ideológico da proposta. A posição foi acompanhada por outras entidades representativas, e ficou definida a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para aprofundar o debate. A instalação do GT está prevista para ocorrer em até 10 dias, sendo avaliada como um avanço pela federação.
Outro ponto discutido foi o tema dos adicionais ocupacionais, previsto no termo de acordo. A Fasubra solicitou a definição de um cronograma específico para a mesa de discussão no MEC.

RSC e 30 horas
Durante a reunião, também foram solicitadas informações sobre o decreto do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Representantes do MEC informaram que o texto já se encontra no MGI e deve ser encaminhado à Casa Civil na próxima semana, após a conclusão dos trâmites burocráticos.
Em relação à jornada de trabalho de 30 horas, o MEC informou que a minuta da nota técnica já está finalizada no âmbito da pasta e segue em debate com o MGI, onde vem sendo defendida. A Fasubra também cobrou do ministério uma orientação formal para reitores e gestores dos hospitais universitários quanto à aplicação da chamada “ hora ficta” no formato de folga, visando uniformizar o entendimento sobre o tema nas instituições.
Foto: Arquivo Fasubra

Posto 5, em Copacabana, a partir das 14h, na luta contra a escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho

Nossa mobilização inserida na luta geral

 

Diante de uma série de denúncias que chegaram ao SINTUFRJ sobre a dificuldade dos trabalhadores do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho de serem atendidos na própria unidade quando, em serviço, sofrem problemas de saúde, a Coordenação da entidade e o Comando Local de Greve (CLG) realizaram reunião, nesta terça-feira, dia 28, no auditório Alice Rosa (12º andar).

Estavam lá os coordenadores Francisco de Assis e Esteban Crescente (Geral), Laura Gomes (Administração e Finanças, trabalhadora do HU), Marly Rodrigues (Aposentados e Pensionistas) e  Rosemere Roza (suplente) e representantes do CLG e colaboradores do movimento.

Laura e Francisco, que também é coordenador de Comunicação da Fasubra, mediaram a reunião.

A participação –cerca de 90 trabalhadores e trabalhadoras (presentes e em modo remoto) – foi considerada expressiva diante da brevidade da convocatória (menos de um dia), na  reunião, para a qual também foram convidados o superintendente executivo Marcos Freie e o gerente de atenção à Saúde Alberto Chebabo.

Esta reunião foi também consequência de negociação recente com o reitor Roberto Medronho em que coordenadores e representantes dos trabalhadores do HU reivindicaram a criação de um protocolo de atendimento de urgência e emergência para quem está em serviço, atendimento aos pedidos de movimentação de servidores, e outras pautas acerca dos seus direitos.

Foi considerada bem-sucedida inclusive pelas posições expressas pela direção do hospital.

“Não é orientação da direção não atender urgência e emergência. Independe se é funcionário. Se tiver acidente de trabalho tem prioridade”, disse o superintendente, apontando apenas, diante das limitações da capacidade de atendimento, que há necessidade de classificação de risco para identificar os casos de fato mais urgentes.

Veja o informe da direção:

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Expectativa sobre o RSC

Embora o tema central tenha si a saúde do trabalhador, a expectativa pela regulamentação da nova gratificação de Incentivo à Qualificação com base no Reconhecimento de Saberes e Competências, tomou boa parte da reunião.

O coordenador Francisco fez um breve histórico desta conquista da greve que aguarda ainda publicação, pela Casa Civil,  do decreto estabelecendo procedimentos (previsto para 1º de maio) para os processos de requisição.

Avaliações

“Foi uma ação importante, desdobramento da reunião anterior com reitor ( que tratou de temas como a possibilidade de movimentação das pessoas que assim o desejarem e atendimento de urgência e emergência e a construção de um acordo entre Ebserh, Reitoria e Sindicato que possa garantir direitos do trabalhadores RJU. A categoria respondeu (à convocação do sindicato). Foi uma reunião importante que mobilizou bastante pessoas que saíram daqui com informação”, apontou o coordenador Francisco de Assis.

A coordenadora Laura apontou para um fato importante: “Marcos Freires e Chebabo prometeram que os atendimentos de urgência e emergência serão feitos, sim, na Emergência”, apontou, lembrando que, segundo a direção, muito em breve será criado um sistema de triagem para classificação de risco para garantir o atendimento mais rápido aos pacientes mais graves.

“É o sindicato fazendo o seu papel. Agora faça o seu também, filie-se e fortaleça seu sindicato”, concluiu o coordenador Assis no vídeo em que informam o resultado da reunião.

Fotos: Renan Silva

      

O Núcleo de Análises Clínicas do Instituto de Atenção à Saúde São Francisco de Assis/Hesfa implantou um sistema de interfaceamento que automatiza o envio de resultados de exames, reduzindo erros e agilizando a rotina. Em junho o núcleo vai comemorar um ano de funcionamento desse sistema.

Os principais benefícios para o laboratório foram aumento da eficiência, maior controle e segurança nos resultados. Para os pacientes e usuários o benefício foi o acesso online aos resultados através de um QR code e login/senha, eliminando a necessidade de buscar o laudo fisicamente, especialmente benéfico para pacientes em vulnerabilidade social.

O hospital realiza por mês cerca de 2.500 exames e atende uma média de 2 mil usuários. E atende alguns postos de saúde para coletas através de parceria.

Sala de triagem de amostras e centrifugação de material

 

Laboratório de Imunologia

 

Laboratório de Bioquímica

 

Exames gratuitos

O hospital promove uma assistência de qualidade para a população e principalmente para aqueles em situação de vulnerabilidade social. O Núcleo de Análises, por sua vez , realiza diversos exames, alguns complexos e caros, de forma gratuita.

Realiza exames como os de Bioquímica, tais como glicose, colesterol, triglicerídeos, ácido úrico, ureia, creatinina, ferro, cálcio, magnésio, lipase, proteínas. Os de imunologia, imuno-hormônios, HIV, Sífilis, T4, TSH, PSA, Hepatites C e B.  E exames de Hematologia, Uroanálise e Parasitologia.

O Núcleo ainda vai aumentar o rol de exames com a próxima licitação no meio do ano, podendo assim fazer exame para Hepatite A e outros complementares da Tireoide, por exemplo.

Qualquer cidadão pode ir ao Hesfa com seu pedido médico e sua identificação para solicitar exames e cartão do SUS. Faz sua inscrição na recepção e recebe as devidas orientações. O serviço é de segunda a sexta, de 7h às 10h, para coleta de sangue. E segunda e quinta especialmente para exame de carga viral.

 

Equipe qualificada

Parte da equipe: Catiane Menezes (coordenadora e responsável técnica), Julia Gonzaga (estagiária), Fernando Souza, Gilvan Alcântara (coordenador adjunto), Pedro Lopes, Guilherme Rodrigues e Maurício Schirmer

No comando, Catiane Menezes, farmacêutica e coordenadora, e Gilvan Alcântara, biólogo e coordenador adjunto

 

A coordenadora do Núcleo e responsável técnica, a farmacêutica Catiane Menezes, destaca a qualidade da equipe, equipamentos de ponta, e a eficiência não só nos exames mais também no ensino.

“Trabalhamos com equipamentos de qualidade e nossos técnicos são extremamente habilitados, todos com nível superior em áreas diversas da saúde, e contamos com 3 estagiários. Na parte de ensino atuamos com a Faculdade de Farmácia. O aluno consegue sair daqui preparado para o mercado de trabalho, pois ele passa por todas as etapas de aprendizado. A procura é grande e a demanda é imensa, pois treinamos uma mão de obra qualificada.”

A equipe é coesa e tem como foco o paciente em primeiro lugar, afirma o coordenador adjunto do Núcleo, o biólogo Gilvan Alcântara.

“A gente sempre busca ofertar os melhores exames, ofertar as melhores possibilidades em termos de diagnóstico. Então a gente está sempre trabalhando para ofertar o melhor para esse público independente dele estar numa situação de vulnerabilidade. Estamos sempre buscando esse perfil, buscando os melhores exames, os melhores equipamentos. Um diferencial do Núcleo de Análises Clínicas, no meu ponto de vista, é a equipe do laboratório, porque a equipe do laboratório é muito coesa. Então, por trabalhar de forma coesa, a gente trabalha de forma objetiva, sempre vislumbrando e sempre olhando o paciente em primeiro lugar.”

Segundo Catiane e Gilvan, o trabalho desenvolvido está alinhado com a missão institucional da universidade. “Temos o compromisso de fortalecer os três pilares fundamentais da UFRJ, que são ensino, pesquisa e extensão. Corroborando com isso, temos também o compromisso em fortalecer a assistência de nossa unidade, oferecendo inovação, qualidade e melhoria dos processos aos nossos usuários, qualidade e melhpria dos processos aos nossos usuários”, destacam os coordenadores.

Além dessa ação, outras melhorias vêm sendo estudadas e implantadas, reforçando o compromisso da equipe com a qualidade do serviço público e a valorização do atendimento humanizado.

Interfaceamento

O sistema de interfaceamento teve como marco inicial o trabalho do farmacêutico Max Luis Formiga, precursor da idealização e estruturação inicial do processo de interfaceamento no sistema do laboratório. Mais foi na gestão de Catiane Menezes que o sistema foi realmente implantado, em meados de 2025. Catiane está a frente da coordenação desde janeiro de 2023. Segundo ela, a implantação  foi uma marco importante para o fortalecimento da assistência e a qualificação dos serviços prestados à comunidade.

A conquista dessa modernização pela equipe foi resultado de uma trajetória de nove anos marcada por um intenso processo de convencimento pelos profissionais aos gestores sobre os benefícios ao hospital e aos pacientes e usuários. Esse avanço contou também com o apoio da Direção Geral do Hesfa. Os professores Eduardo Alexander Júlio César Fonseca Lucas e José Roberto Leal tiveram papel relevante na mobilização institucional e na aplicação de recursos contribuindo para a implantação do sistema.

A diretora de apoio técnico, Sandra Telles, destaca o avanço do novo sistema. “O interfaceamento é um grande avanço tecnológico e que possui grande impacto em toda a rotina laboratorial, refletindo na segurança do diagnóstico liberado e na agilidade do serviço realizado pelo técnico de laboratório, evitando que haja transcrição manual dos resultados, o que ocasionalmente, pode levar a erros pós-analíticos. Sendo assim, aperfeiçoa o serviço e minimiza os erros humanos. Outra vantagem do interfaceamento é o aumento na produtividade do laboratório, diminuindo, inclusive o tempo entre a realização dos exames e entrega de resultados, aprimorando o serviço oferecido aos pacientes do Hesfa e toda a população atendida, para que possam receber o tratamento devido. A disponibilização dos resultados online para os médicos assistentes e para os pacientes é outro grande avanço que facilitar e agilizar o acesso”, declara Sandra.

Estrutura

O diretor administrativo, Maurício Schirmer, informa que as obras do Hesfa ainda não foram concluídas e isso impede o crescimento e ampliação dos serviços e projetos do hospital. Estão paradas desde 2023 e há um processo na Advocacia Geral da União para que elas sejam concluídas.

Um projeto que está sendo impedido de ser ampliado, por exemplo, é o Programa de Assistência Integral à Pessoa Idosa (PAIPI) que há 25 anos mantém atividades especializadas na área de Gerontogeriatria.

 

Assembleia Simultânea

29 de abril, às 10h

Pauta: Negociações com o governo e avaliação da greve

NESTA QUARTA-FEIRA, 29, ASSEBLEIA SIMULTÂNEA

NO FUNDÃO (PILOTIS DA REITORIA),

PV (AUDITÓRIO DO CFCH) E

MACAÉ (BLOCO B, DO CENTRO MULTIDISCIPLINAR)