Emoção de novos servidores marca recepção na cerimônia de acolhimento

“Estudei para esse concurso desde 2020, estava trabalhando como autônomo e hoje assino o Termo de Posse como servidor da UFRJ”, disse emocionado Moyses Almeida Monteiro, 43 anos, que todos os dias, a partir desta quinta-feira, 30 de outubro, viajará de Itaboraí até uma unidade da universidade na cidade do Rio de Janeiro.

Moyses é um dos 18 técnicos-administrativos em educação aprovados no concurso do edital 491 de 2024, mas que somente agora foram chamados pela UFRJ. Embora seja graduado em Administração de Empresas e com uma pós, prestou prova para nível médio e assumirá o cargo de Assistente de Aluno.

A cerimônia de acolhimento aos recém-ingressos foi na Escola do Trabalho da UFRJ. De 3 a 7 de novembro, eles participarão do Programa Integra Minerva, que são cursos presenciais e on-line de introdução às atividades na universidade. No último dia haverá a festa da posse, no auditório Quinhentão com a presença do reitor.

Sintufrj dá boas-vindas  

aos novos servidores

Os coordenadores do Sintufrj Esteban Crescente e Luciano Batista estavam presentes nas boas-vindas aos novos técnicos-administrativos em educação, que foram recepcionados pela coordenadora de Dimensionamento de Pessoal, Rejane Barros, e pelas diretoras e suas equipes das Divisões de Admissão e de Desenvolvimento, Priscila Ribeiro e Joana de Angelis, respectivamente.

“Os sindicatos nasceram há 200 anos e a existência deles faz parte da história dos trabalhadores neste sistema em que vivemos, o capitalismo. Se atualmente a jornada semanal dos servidores é de 8 horas de trabalho e se temos um sistema universal de saúde são resultados das lutas dos movimentos sindicais”, citou como exemplos o coordenador-geral do Sintufrj Esteban Crescente, em seu resumo sobre a luta de classes aos concursados para mostrar a importância dos sindicatos para as categorias.

Com o auxílio de um vídeo, ele e o coordenador Luciano apresentaram a infraestrutura do Sintufrj: os departamentos jurídico e de imprensa, setores de convênio, pessoal, recursos humanos, financeiro, os Espaços Saúde e Cultural, as oficinas de dança e artes, os cursos preparatórios para ingresso no mestrado e doutorado, entre outras prestações de serviços aos sindicalizados e seus dependentes. Orientaram sobre a sindicalização (que pode ser pelo site www.sintufrj.org ou preenchendo a ficha e entregando na sede ou subsedes do Sintufrj) e cada um dos presentes recebeu uma pasta contendo material básico para melhor conhecer a entidade e seus benefícios.

Os dirigentes da entidade também explicaram sobre o Plano de Carreira dos Cargos Técnicos-Administrativos em Educação (PCCTAE) conquistado em 2005 e reestruturado em 2024 – “São conquistas fruto de greves”, esclareceu Esteban. Eles esclareceram o que é  Incentivo à Qualificação, Aceleração e outros direitos contidos no acordo recém assinado com o governo e ainda em pauta na Mesa de Negociação com os Ministérios da Educação e de Gestão e Inovação no Serviço Público.

Depoimentos

“Um sonho realizado”, resumiu a técnica de enfermagem geral Simone Antunes Andrade, 52 anos, o que significava para ela se tornar servidora federal e “de uma universidade tão conceituada como é a UFRJ”. A profissional vai conciliar o trabalho na universidade com o da Prefeitura de São Gonçalo, e residindo em Maricá.

Sandra Gomes, 59 anos, de São Pedro da Aldeia, assim como Simone, afirmou que “ser UFRJ sempre foi um sonho”. Ela também exercerá a função de técnica de enfermagem geral em uma das unidades de saúde da instituição. Antes de quinta-feira, seus plantões eram só Hospital da Mulher, em Cabo Frio.

 

LUCIANO BATISTA E ESTEBAN CRESCENTE apresentam o sindicato aos novos servidores

Um marco histórico de política afirmativa da maior universidade federal do país. Em cada curso haverá uma cota de, no mínimo, 2%. Colegiado também teve manifestação contra a chacina do dia 28

O Conselho universitário da UFRJ foi palco de um momento histórico nas lutas por avanço social: o colegiado aprovou por ampla maioria, em sessão extraordinária nesta quinta-feira, dia 30, mais um grande avanço em sua política de democratização do acesso e diversidade: a reserva de vagas para transexuais, travestis e não-binários em seus cursos de graduação e pós-graduação strictu sensu. Serão 2% de vagas em cada curso. A Reitoria pretende a medida já no próximo Sistema de Seleção Unificado (Sisu) e os primeiros candidatos selecionados pelo sistema, possam ingressam na instituição já em 2026.

A UFRJ não foi a primeira UFF e Rural, por exemplo, já aprovaram a reserva de vagas ano passado.

“Já passou da hora / de aprovarmos cotas trans na UFRJ”, cantavam, entre outras palavras de ordem, os estudantes que chegaram em bloco, depois de uma animada passeata pelos corredores do CT, na sala 208 do bloco C, onde, logo em seguira, aconteceria a sessão do colegiado. Com coloridas camisas das organizações políticas, bandeiras, cartazes e enormes faixas, lotaram o auditório e comemoraram ruidosamente a fala de conselheiros e membros da reitoria, entidade representativas, como o Sintufrj, e até uma parlamentar (Dani Balbi), que, se revezando ao microfone, manifestaram, um a um, absoluto apoio à proposta.

Jogral comemora aprovação

Logo após a votação, explodiram em aplausos e num jogral, encabeçado pela conselheira Arthura Annastásiya: “Esse é um passo gigante para chegarmos mais perto do projeto de Educação que a gente quer. Queremos mais pessoas trans, travestis e não binários na UFRJ e em todas as universidades do país. Com seus nomes respeitados, com politicas reais de permanência para enfrentar as estatísticas de morte e marginalização. Queremos que a UFRJ que seja referencia não só pela produção e conhecimento mas por ter mais do povo!”, reproduziam os estudantes que lotavam o auditório a esta altura, em festa.

Assista ao jogral sob comando de Arthura:

 

A luta não acabou

Apesar da comemoração, o reitor Ricardo Medronho concluiu a votação com um alerta: “A luta não acabou, teremos muita resistência”, disse ele, mencionando a quantidade de haters (alguém que ataca, critica de forma ofensiva) que vêm se manifestando nos comentários da postagem da UFRJ sobre as cotas no Instagram,

“Chega de chacina PM na favela e Israel na palestina!”

Além da aprovação das cotas trans, os estudantes realizaram também um grande protesto, sustentado também pelas falas dos conselheiros, em repúdio à mais letal operação policial do governo do Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos, classificada como chacina.

Falas no Consuni

“A aprovação da cota trans representa um passo decisivo pela inclusão, diversidade e justiça social na UFRJ”, disse o coordenador geral do Sintufrj Esteban Crescente, que também se manifestou sobre a violência da operação policial do dia 28. Estebam destacou ainda o êxito da marcha dos técnicos-administrativos em Brasília, dia 29, que reuniu mais de 30 mil pessoas nas ruas contra a PEC 38 que retira direitos dos trabalhadores federais, e em defesa do cumprimento integral do acordo de greve.

Dani Balbi, primeira deputada trans da Assembleia do Rio de Janeiro (PCdB), doutora e professora trans da UFRJ:

Por políticas de assistência estudantil
Isadora Camargo, conselheira discente, reivindica políticas de permanência:

Iniciativa coletiva
O técnico administrativo Márcio Neves, diretor da Diretoria de Gestão de Pessoas (Digepe), que integra a Superintendência Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (SGAADA) da UFRJ fala do nascimento da proposta de inclusão. “É mais que um instrumento administrativo, é um ato de justiça, reparação histórica, uma resposta ética  num país que mata pessoas trans. É garantir o direito a vida, a dignidade e a produção de um conhecimento a partir de outras perspectivas”. Ele também lembra que acesso e o primeiro passo e que é preciso garantir a permanência.

Registros do ato

   

Mesmo para deputados cariocas do centrão, a operação foi uma ‘tragédia’ que vitimou uma série de inocentes

Brasil de Fato

Deputados progressistas condenaram nesta quarta-feira (29) a operação que matou ao menos 121 pessoas no Rio de Janeiro. O tema foi debatido no plenário da Câmara durante a manhã e, para os congressistas cariocas ouvidos pelo Brasil de Fato, o episódio marca uma virada na história da segurança pública e exige esforços contundentes para mudar a situação do país. Os parlamentares destacam ainda que a responsabilidade é “total” do governador Cláudio Castro (PL).

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) entende que a “chacina” promovida pela polícia carioca traz a necessidade de se discutir uma reforma na segurança pública do país. Segundo ele, a linha de atuação das polícias vai no caminho de focar no assassinato enquanto uma saída para os graves problemas.

“Do ponto de vista efetivo para população, isso muda para pior, porque se instituiu a morte e a violência como política. O que nós precisamos é, reconhecendo a gravidade da situação e o controle territorial por grupos organizados, fazer um planejamento, inteligência e integração das polícias”, disse ao Brasil de Fato.

A deputada Benedita da Silva (PT), ex-governadora do estado, seguiu uma linha parecida e disse: “nós estamos caracterizando como uma ‘chacina continuada’. Essa é mais uma das muitas que aconteceram e que virão sob a gestão de Cláudio Castro. Ao todo são mais de 120 mortes. O governo do presidente Lula repudia todas as facções criminosas, mas não podemos deixar de relatar os atentados contra o povo”.

Para os congressistas de esquerda, está claro que o crescimento do armamentismo incentivado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é responsável pelo aumento da violência. Na gestão do ex-mandatário, foram editados mais de 40 decretos para facilitar o acesso da população civil às armas. Foram cerca de 1.300 armas compradas por brasileiros por dia no período. O dado é do Instituto Sou da Paz.

Em declarações públicas nesta quarta, o governador carioca sustentou o “sucesso” da operação em seus discursos e chegou a dizer que “vítimas só tivemos 4 policiais”. O discurso de Castro repercutiu na extrema direita no Congresso. Deputados como Nikolas Ferreira (PL-MG) disseram que “a cada um policial morto era preciso morrer ao menos mil bandidos”.

Mesmo para deputados cariocas do centrão, a operação foi uma “tragédia” que vitimou uma série de inocentes. Esse é o caso do deputado Otoni de Paula (MDB-RJ). De acordo com ele, o chefe do Executivo carioca coloca o foco na violência e não em outros temas cruciais para a sociedade.

“O mesmo governador que financiou a operação de ontem é o governador que está em penúltimo no ranking de educação. Isso é sintomático. Eu sou pastor e só de gente de filho da Igreja morreram quatro. Então essa ideia de que só morreram bandidos é mentirosa. E esses jovens que morreram, ninguém vai atrás para apurar se realmente eram bandidos”, disse.

As cenas de violência pela polícia carioca mobilizaram os deputados que passaram a discutir a necessidade de que a PEC da Segurança Pública fosse aprovada. O projeto do governo está estacionado em uma comissão especial na Câmara e, segundo o presidente da Casa Baixa, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverá ser votado até o final do ano. O foco do texto é articular uma atuação integrada entre estados e o governo federal.

Esse trecho foi boicotado por governadores de direita ao longo do ano, incluisve pelo próprio Claudio Castro, quee criticou a “perda de autonomia” dos governos estaduais na definição de sua própria política de segurança.

Em 2025, a Polícia Federal realizou 24 operações contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro, apreendendo 190 armas e 60 prisões sem matar ninguém.

Na operação desta terça-feira (28), o governador disse ter pedido apoio do governo federal, o que foi negado pelo próprio ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. De acordo com a pasta, o único contato do governador do Rio foi feito no começo do ano pedindo a transferência de líderes das facções criminosas para penitenciárias federais de segurança máxima. “Foi atendido. Nenhum pedido foi negado”, reforçou.

Alencar entende que não é possível chamar de “sucesso” uma operação que deixa centenas de mortos.

“O governador contraditoriamente diz que a operação foi um êxito, mas reclama que faltou apoio do Governo Federal, que ele não pediu, aliás, nem informou ao Ministério da Justiça sobre essa operação. A expectativa é que esse procedimento, depois desse desastre, mude”, afirma.

Até a aprovação da PEC, no entanto, o governo do estado não tem falado sobre o apoio aos familiares das pessoas mortas na operação. Para o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), é preciso uma atuação imediata do governo federal para prestar apoio aos pais e irmãos dos mortos na operação, já que o governo do estado “não está fazendo nada”.

“O Ministério dos Direitos Humanos precisa estar no Rio de Janeiro e conversar, ouvir e lidar com as famílias. Hoje essas famílias estão completamente desamparadas pelo governo estadual. Se for depender do discurso de chacina do governador, que sem qualquer explicação maior continua dizendo que todos são bandidos, ele deixará as pessoas à própria sorte, as famílias à própria sorte num gesto absurdamente cruel e covarde”, afirmou.

O jogo de empurra feito entre o governo do Rio de Janeiro terminou com um recuo de Castro. Ele disse que não responderia mais ao ministério e que deixaria de fazer acusações.

A equipe de Lula afirma que, mesmo que Castro tente empurrar a responsabilidade da chacina para o governo federal, o governo não pediu nenhuma ajuda para realizar as operações e sequer informou ao governo sobre a realização da ação. Para Motta, ficou claro que a responsabilidade de uma operação “fracassada” foi inteiramente do governo estadual

“A opção de fazer uma operação sem nenhuma integração com as forças da Polícia Federal, inclusive no planejamento da ação, foi toda do governador Cláudio Castro, que optou por fazer uma operação midiática e eleitoral e enfrentar, portanto, o poderio do crime organizado sozinho, como ele mesmo disse, para tentar jogar no colo do Governo Federal a responsabilidade pela sua política genocida de segurança pública”, disse.

MORADORES REUNIRAM CORPOS trucidados numa praça nas cercanias do Complexo do Alemão

 

O ESTADO MATA NEGROS E POBRES NO RJ  E NO BRASIL

VAMOS ÀS RUAS. ATOS EM TODO O PAÍS

DIA 31 DE OUTUBRO

Centenas de servidores públicos de todo país tomaram as ruas de Brasília na manhã desta quarta-feira, 29, na Marcha Nacional Unificada contra a Reforma Administrativa. Caravana da Sintufrj com 56 companheiros fortaleceu o ato.

Protesto, que contou com servidores federais, estaduais e municipais e dezenas de delegações de técnicos administrativos de várias partes do país, também foi pelo cumprimento do acordo de greve.

Veja a dimensão da marcha e a participação dos representantes da UFRJ, nas lentes de Renan Silva

De manhã, grande marcha. À tarde, no MEC e MGI

O ato começou por volta das 10h, com concentração no Museu Nacional, seguido da marcha até os ministérios, e reuniu, segundo a Fasubra, entre 15mil e 20 mil pessoas (só da federação participaram cerca de 900 companheiros ), como conta o coordenador de Comunicação do Sintufrj Fabiano Pereira. Ele destaca ainda as falas em apoio de parlamentares e lideranças de diversas centrais sindicais e entidades do serviço público, contra a PEC da Reforma Administrativa. “Acho que é algo interessante que a reforma administrativa uniu até grupos opostos já que aponta para a destruição do serviço público. Foi um ato volumoso. Há muita gente aqui em Brasília com fortes palavras de ordem e lembrando que o deputado que votasse a favor da reforma não seria mais votado”, disse Fabiano.

A coordenadora de Comunicação Antônia Karina lembra ainda que o ato contou com 30 caravanas só da Fasubra. “Foi muito bem organizado. Com vários carros de som e muita gente falando sobre a importância de barrar essa PEC 38, protocolada agora há pouco. Sobre a importância do serviço público se unir e sobre a força que tem. Porque, colocar 15 mil pessoas em Brasília depois de um feriado é bastante coisa. Foi um ato muito forte, muito importante”, avaliou a coordenadora, contando ainda que à tarde, Fasubra e Sinasefe convocaram entidades ainda presentes para mais um ato em frente ao MEC, para cobrar o cumprimento do acordo de greve e que o governo se manifestasse em relação a PEC 38. O grupo se dirigiu ainda ao MGI, reiterando as mesmas pautas.

Também coordenadora de Comunicação, Luciana Borges lembrou que a marcha teve objetivo de barrar a PEC 38, que representa verdadeiro desmonte do serviço público, com inúmeros prejuízos tanto para servidores quanto para a população. “Tivemos também o objetivo de pressionar o governo por uma manifestação pública contra a PEC . Depois, nos encaminhamos ao MEC e ao MGI para pressionar o governo pelo cumprimento do acordo da greve, o que inclui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), a racionalização dos cargos, a jornada de 30 horas e a equiparação dos benefícios com o poder Judiciário e Legislativo”, explicou.

Ato com adesão expressiva

Os coordenadores de Organização e Política Sindical avaliaram a atividade.

Para José Carlos Xavier, “foi um ato importante, rico, com muitas entidades, e trabalhadores das universidades. Na parte da tarde nós fizemos um ato no MEC e viemos em marcha também até o prédio do MGI. E vamos continuar lutando para quebrar essa reforma administrativa”. Hilem Moisés comemorou “o grande ato e a grande marcha contra a reforma administrativa hoje em Brasília, com entidades do serviço público, federal, estadual e municipal unidos na luta contra essa “deforma” que visa transformar nossa definição de Estado, extinguir nossos direitos. A gente não pode se calar, porque ao prejudicar servidores, prejudica o Estado como um todo e toda a população. E nós, da Fasubra e do Sintufrj, estivemos aqui presentes, cobrando também o cumprimento integral do acordo de greve”.

Paulo Roberto destacou que a categoria atendeu a convocação das entidades, centrais sindicais, da Fasubra, e dos fóruns do Funcionalismo Público, para a grande marcha contra a reforma administrativa “que a gente sabe que é um grande ataque aos nossos direitos, à estabilidade , que estabelece um teto de gastos, a intervenção de pessoas alheias ao serviço público nas chefias. O ato foi muito bonito, com uma adesão expressiva”, disse ele alertando que é importante que todas as entidades, servidores de base e toda a sociedade entendam que essa reforma “é um grande retrocesso, não só para o serviço público, mas a sociedade. “Ela compromete a continuidade de serviços. Por isso, se necessário, a gente lota Brasília novamente, com ainda mais gente, mais bandeiras. Como a gente conseguiu parar na PEC da bandidagem, a gente vai conseguir parar essa grande “deforma”, a destruição do que a gente almeja para o serviço público”, concluiu.

 

Veja vídeos e fotos a seguir

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Mobilização contra a Reforma Administrativa será remarcada

O ato público previsto para esta terça-feira, 29 de outubro, às 14h, no Rio de Janeiro, foi adiado. A manifestação integraria o calendário nacional de lutas contra a Reforma Administrativa, que tem mobilizado trabalhadoras e trabalhadores de todo o país.

Sob o lema “Não é reforma. É demolição”, a atividade buscava denunciar os graves ataques aos direitos do funcionalismo e ao próprio serviço público, caso a proposta avance no Congresso Nacional.

Mesmo com o adiamento, as entidades reforçam que a luta segue firme e unificada. “Essa reforma representa o desmonte do Estado e a precarização dos serviços essenciais prestados à população. Não aceitaremos retrocessos”, destaca a direção do Sintufrj.

A nova data do ato será divulgada em breve pelos sindicatos organizadores.

A mobilização no Rio de Janeiro é convocada por diversas entidades representativas dos servidores públicos, entre elas o Sintufrj, ADUFRJ, Andes, Sinasefe, SINTIIFRJ, ADCEFET-RJ, SINDSCOPE, SINUFF, SINDISEP-RJ, SINERJ, entre outras.

28 DE OUTUBRO:  Hoje é dia de homenagear aquele que leva serviço público à população

Caravana nacional unificada a Brasília, marcha nacional, paralisação dias 29 e 30, e ato no Rio, marcam semana de luta em defesa do servidor e contra a demolição dos serviços públicos com a Reforma Administrativa 

Hoje, 28 de outubro, é dia de homenagear quem traduz, com seu imprescindível trabalho cotidiano, direitos constitucionais como Saúde e Educação, em realidade para a população.

Mas, diante de tantos ataques que as categorias do serviço público vêm sofrendo, como a Reforma Administrativa que se desenha no Congresso, e, em particular, os técnicos-administrativos em Educação, que lutam pelo cumprimento dos acordos de greve, hoje é também dia de luta, que se estende em atividades pela semana.

Na manhã desta terça-feira, 28, 56 companheiras e companheiros do Sintufrj deixaram em caravana a sede do Sintufrj rumo a Brasília para fortalecer a marcha nacional unificada do Serviço Público contra a Reforma e cobrar o cumprimento do acordo, no dia 29.

E amanhã, dia 29, no mesmo dia da Marcha, os servidores fazem mais um ato público, desta vez no Rio, às 14h, no Buraco do Lume, em frente à ALERJ (Centro), sob o lema “Não é reforma, é demolição!”.

 

Não à reforma do Centrão!!!

Pouco antes da saída dos ônibus, o coordenador-geral do Sintufrj Francisco de Assis, lembrou que o protesto é contra a Reforma mas também pelo cumprimento do acordo de greve. “É importante demarcar esse território. Já são 760 pessoas que marcaram presença em Brasília. Então o Sintufrj está se somando à manifestação nacional com 56 companheiros de luta, para este enfrentamento. Derrotamos a PEC da “bandidadem” (que blindava parlamentares), agora nós vamos derrotar a PEC contra o serviço público”.

Ônibus tem saida prevista para as 8h desta terça-feira (28) da sede do Sintufrj. Grupo vai parcipar de marcha nacional na Capital Federal. A composição dos participantes da caravana obedeceu criterios determinados na assembleia geral da categoria. Há lista de espera.

Confira aqui a lista da caravana

 

 

ASSEMBLEIA GERAL QUE DEFINIU critérios de participação na caravana

Depoimentos emocionados sobre a histórica caravana de 1988 em defesa da autonomia, sob liderança do ex-reitor vai compor Projeto Memória

    

O Encontro dos Caravaneiros realizado nesta sexta-feira, dia 24 de outubro, no Espaço Cultural do Sintufrj, comemorou o centenário de Horácio Macedo com depoimentos ricos de participantes e organizadores da histórica caravana a Brasília que defendeu a autonomia universitária na Constituinte de 1988. O encontro lembrou as lutas empreendidas por técnicos-administrativos, docentes e estudantes, numa das maiores mobilizações da Educação, capitaneadas pelo ex-reitor.

Das lembranças, se destacou o perfil daquele que foi uma das maiores lideranças políticas e acadêmicas de uma universidade que ele pretendia aberta para a sociedade, criando bases de uma política extensionistas que contaminou as demais universidades brasileiras.

Tais depoimentos, anunciou o coordenador-geral do Sintufrj Francisco de Assis, vão compor o vídeo que estará em breve nas mídias da entidade e a segunda edição do Projeto Memória, publicação do SINTUFRJ que reconstitui a história da categoria.

“Horário Macedo é um divisor de águas na história da universidade. Por isso, devemos lembrar a importância das políticas públicas das quais hoje usufruímos, e seu legado histórica. Lutas em defesa da universidade, da autonomia e para que a universidade pudesse fazer pontes com a sociedade”, disse o coordenador.

A coordenadora Sharon Rivera destacou a importância da inciativa de promover um evento que, conforme os depoimentos, demonstra que a universidade não seria o que é sem a participação dos presentes e da história de luta que empreenderam.  O coordenador de Organização e Política Sindical José Carlos Xavier contou que fez parte desta história e que é importante relembrar o passado para que os novos servidores possam valorizar a história do movimento. Da mesma pasta, o coordenador Paulo Roberto Alves comentou que aquela mobilização consolidou os alicerces do que chamamos “Universidade cidadã” e ideias como a autonomia e democracia interna.

“Eu estive na Caravana de 1988!”

“Conte para a gente a importância da caravana de 1988”, provocou o coordenador-geral, chamando para a mesa cinco dos integrantes e organizadores da histórica mobilização.

“Eu estive na caravana”, anunciou Deia Ferreira, professora aposentado, colaboradora do Instituto de Biologia, coordenadora de Extensão para Educação a Distância do IB, demarcando que foi um momento muito especial, na política nacional e na vida da universidade, quando surgiu a ideia de uma grande mobilização, com a organização da caravana a Brasília, liderada pelo reitor Horácio Macedo, para a votação do capítulo da Educação na constituinte de 1988.

Ela lembra com orgulho que esteve no ônibus com 17 alunos do Instituto de Biologia e sua filha. Em Brasília, contou, estes jovens e os trabalhadores ouviram o discurso do reitor Horácio Macedo sobre a importância histórica daquele momento. E, depois. junto com centenas de outros de diversos estados do país, protagonizaram uma grande manifestação em defesa da educação pública, no dia da votação, quando subiram a rampa do Congresso. O resultado foi a conquista do artigo que garante a autonomia.

“O Ensino Público é gratuito”

“Horácio Macedo me ensinou a amar a UFRJ”, disse Isabel Azevedo, técnica administrativa aposentada, que foi diretora da Casa da Ciência, superintendente do Fórum de Ciência e Cultura, superintendente de Extensão na gestão Aloísio Teixeira.

Ela aponta inúmeras iniciativas da gestão do ex-reitor para que a universidade estivesse próxima da comunidade do entorno, trazendo-a para dentro da vida da instituição. Mais que uma política de extensão pioneira, o ex-reitor conseguiu aprovar, oficialmente, no Consuni, a Maré como campus vicinal da UFRJ (em área próxima ou em uma comunidade adjacente, com o objetivo de levar atividades de ensino, pesquisa e extensão para além dos muros da universidade).

“A UFRJ diz não ao ensino privado” e “O Ensino Público é gratuito”, diziam as camisetas das dezenas de pessoas que saíram em mais de 20 ônibus em direção a Brasília, segundo Isabel. Só do Fundão, contou, partiram 13 ônibus com quasse 600 trabalhadores e estudantes que, no ato, no Congresso, formaram as palavras SOS EDUCAÇÂO, capa de diversas publicações à época.

Uma das maiores manifestações

Moacyr Barreto, professor aposentado, ex-diretor do Colégio de Aplicação e da Adufrj, que integrou a caravana com dois ônibus cheios de alunos do CAP, mostrou que Horácio tornou-se referência para todo país, com sua política de extensão, que pretendeu tornar a universidade mais próxima da população. Com esta visão de sociedade, na constituição de 1988, com posição de defesa de que verbas públicas fossem para o ensino público, Horácio idealiza a caravana, uma das maiores manifestações políticas em defesa da Educação, num momento que foi uma verdadeira aula para todos. Segundo ele, o capítulo da Educação, na Constituição teve a participação de Horácio Macedo.

Universidade para os mais pobres

Hiran Roedel, técnico-administrativo aposentado e ex-aluno do curso de História da UFRJ, autor de diversos livros lembrou que o ex-reitor era uma liderança política firme, que fez uma verdadeira revolução na educação do país, e que ao mesmo tempo que era um revolucionário, “não perdeu a ternura”. Para Hiran, ele soube navegar em uma conjuntura extremamente importante, quando assume a Reitoria. E buscou discutir qual país se pretendia ter e qual o papel da educação na sociedade que se queria construir. “E aí, Horácio soube pegar a batuta e falar: olha, nós vamos construir uma universidade que participe do processo de construção da sociedade”, contou, lembrando que a universidade que defendia tinha vínculo direto com a classe popular e por isso sua luta incansável em defesa das políticas públicas que vinculava a universidade aos mais pobres.

A luta continua

Orlando da Conceição Simões, técnico-administrativo da UFRJ há 46 anos, biólogo do Instituto de Biologia apontou a importância daquele encontro de caravaneiros para abordar o centenário de Horácio para se mostrar “de que forma começa esta luta, com alguém que buscou a defesa da autonomia, cuja voz ecoou pela universidade e pelo país inteiro. Sua luta começou quando era decano do CCMN, ali já manifestava o pensamento do que pretendia para a universidade. Que se concretiza com sua eleição como reitor, já com a comunidade alinhada com sua luta que começou com técnicos-administrativos, docentes e estudantes nas bases. Uma luta de conscientização que possibilitou a marcha a Brasília”, disse ele, lembrando que esta é uma luta que não foi em vão e que vai continuar, em defesa da autonomia e da educação pública, gratuita e de qualidade.

Além de elogiar fortemente a iniciativa do Sintufrj, todos demais fizeram questão de reiterar que são filiados à entidade.

Histórias de caravaneiros

Quando o microfone foi aberto para os caravaneiros presentes no Espaço Cultural, vozes embargadas relataram um pouco de suas histórias vividas ao lado do magnífico Horácio Macedo. Como bem registrou o coordenador-geral do Sintufrj Esteban Crescente, o professor de química se tornou o reitor mais lembrado e reverenciado pelo conjunto dos trabalhadores na UFRJ, mas era um comunista. E foi a força das suas ideias que contribuíram para a construção dos indivíduos das massas que fizeram história na universidade.

“O legado histórico das teorias e das ideias comunistas é que o fruto do nosso trabalho, daquilo que a gente constrói, tem que ser coletivo, assim como o trabalho tem que ser coletivo. Mas vivemos numa sociedade onde quem decide são aqueles, inclusive, que não trabalham, mas exploram os trabalhadores. Essas ideias estavam na cabeça de Horácio Macedo, que foi um reitor que olhou para a luta, pela extensão, que deu valor e valorizou as trabalhadoras e trabalhadores que aqui estavam”, acrescentou.

Segundo Esteban, a força do comunismo guiou a mentalidade e a conduta de Horácio Macedo, apoiando as lutas da categoria pela conquista da carreira, RJU, concurso público, estabilidade e outras importantes conquistas com a Constituição de 1988:

“Nós que estamos aqui hoje, a geração que entrou no final da década de 90 por concurso, com certeza foi porque temos a Constituição e um conjunto de leis — leis da carreira que se alteraram ao longo do tempo, de formação da universidade. Poderíamos facilmente achar que isso tudo foi fruto da ideia brilhante de parlamentares, de juristas, de pessoas que pensam no Estado brasileiro. Mas, ao olharmos lá no fundo mesmo, o que foi fundamental para se ter um RJU, o fim da ditadura militar, uma Constituinte foram as mobilizações massivas nas ruas, as caravanas diversas a Brasília, os protestos no centro do Rio, com milhões pelas Diretas, já! E quem está aqui nesta sala e esteve naquelas caravanas são as responsáveis por essa história. Vocês fundaram a história, vocês ajudaram no processo de redemocratização, das conquistas dos marcos legais e da UFRJ que a gente tem hoje”.

“Não é à toa que as ideias do comunismo são tão combatidas pelas elites, não é à toa que as ideias de mudança socialista são tão combatidas por quem está no poder”, concluiu o coordenador.

Jesse Moura, técnico administrativo da manutenção do Centro de Tecnologia há 36 anos, lembrou do tempo em que viajavam a Brasília no micro ônibus do Sintufrj, (o “vovô), dirigido pelos motoristas da entidade Wanderlei e Bira, num “bate e volta” cansativo, porque não havia meios para garantir pernoites. E lamentou o período em que a comunidade universitária foi submetida a José Vilhena, o terceiro colocado na consulta, mas alçado ao cargo de reitor no lugar de Horácio Macedo, primeiro colocado na pesquisa, mas impedido de assumir o segundo mandato.

“Eu era prestadora de serviço e se sou servidora devo a coragem do professor Horácio Macedo. Eu o conheci na época das assembleias no Roxinho e ele aparecia para apoiar a nossa luta. Sempre estive nas caravanas e essa história vai continuar, porque a universidade precisa de todos nós. Um reitor que estava sempre junto com os trabalhadores e que respondeu ao governo Collor quando tentou promover demissões, que “dentro da minha universidade quem manda sou”, que realizou trabalhos belíssimos de extensão dentro do Complexo da Maré, que apoiava as nossas greves (“a gente entreva nas salas e desligava computadores, vedava portas”)”, compartilhou Marli Rodrigues, coordenadora de Aposentados(as) e Pensionistas do Sintufrj, na UFRJ desde 1986, atualmente lotada na Faculdade de Letras.

“Sou da época da Asufrj, viajávamos em ônibus sem banheiro”, contou Jorge Ferreira, que iniciou sua trajetória na UFRJ em 1989. “Sou aposentado, pastor evangélico, mas continuo na luta com a minha categoria”, afirmou.

“Desde 1977 participava de quase todas as caravanas. Vi muitos companheiros que falavam bonito aqui e lá, em Brasília, baixavam a cabeça. Por isso me afastei do movimento”, justificou Davi Vieira Adão.

Alcir da Silva falou com orgulho que é o 366 no registro do RJU, e deve isso às caravanas de 1988 lideradas por Horácio Macedo. “Tem que ter respeito pelos analfabetos que estavam lá atrás e sustentaram essa casa até hoje. Tenho 39 anos e oito meses como motorista na UFRJ, mas o cargo é o mesmo: servente de obras. Tinha o fundamental, mas já sou graduado. O que chamavam de Trem da Alegria se transformou no Trem da Esperança. Reitor igual a Horácio Macedo não haverá mais”, lamentou o técnico administrativo da SGCOM. O caravaneiro homenageou duas companheiras: Odete Francisca dos Santos, 83, presença assídua nas assembleias, mobilizações e caravanas – “Foi ela que me trouxe para a universidade” — e a saudosa ex-dirigente do Sintufrj Marlene Ortz – “Que até hoje vive”.

Um dos depoimentos mais emocionantes foi de Wellington de Jesus, que resumiu sua história com voz embargada. “Era traficante, gerente de boca. Nem sei se estaria vivo. A universidade me resgatou. Já fui mais de 80 vezes para Brasília representar as pessoas que não podiam ir. Na minha primeira caravana conheci o Paulão (companheiro já falecido) e ficamos amigos. Cadê Marlene Ortz? Fiz curso de alfabetização e o segundo grau. Agradeço ao Chiquinho.”

O coordenador de Organização e Política Sindical do Sintufrj, Paulo Roberto, concursado de 2013, conheceu Horácio Macedo através de um quadro com a foto do ex-reitor na parede da sede do PCB, no Rio de Janeiro: “Sou contemporâneo das suas ideias. Precisamos de uma massa de Horácios Macedos, de olhar sereno, porém firme. Todas as suas ações foram sob o auspício do comunismo.”

“Formei todas as minhas três filhas. Tudo que conquistei na vida devo a Horácio Macedo, que foi a Brasília e peitou nossa permanência na UFRJ. Agradeço também as pessoas que foram com a gente na caravana. Não era passeio e dormimos na grama. No governo FHC, quando vi meu salário desabar, quase endoidei. Só ele, o Lula, fez meu salário crescer”, disse Genivaldo dos Santos Almeida, servidor da Prefeitura Universitária.

Jorge Luiz (mais conhecido como Brasília), do IPPMG: “Entrei na UFRJ em 1985, sou porteiro. Fui convidado para uma assembleia e ir a Brasília. Hoje estou aqui e tenho orgulho do Sintufrj. Fiz muitos amigos, trouxe novos companheiros para a luta. Dormíamos em barracas no chão. Caravaneiros são todos aqueles que lutam no dia a dia. Agradeço a todos vocês, especialmente a Francisco de Assis.”

José Carlos Xavier, coordenador de Organização e Política Sindical: “Estou muito feliz de participar desse evento sobre a caravana de 1988. Entrei na universidade com o ensino fundamental, hoje sou graduado e agradeço a Horácio Macedo por essa trajetória. Foi muito rico reviver a história do passado.”

“Horácio Macedo previa o futuro: os ataques de FHC, Collor e Bolsonaro a UFRJ, e que a instituição poderia fechar. Então ele   aproveitou aquela época para reunir os trabalhadores em caravana até Brasília e garantir que ficássemos para defender a  universidade”, avaliou Juvelino, do CCS (o Delegado).

Francisco agradece

O evento foi encerrado pelo coordenador-geral do Sintufrj Francisco de Assis: “Com suas ações, Horácio Macedo mostrou que o papel do Estado é estar ao lado da sociedade. Nós somos parte do Trem da Esperança, 1.700 trabalhadores que teriam sido demitidos. Enquanto lutávamos junto com a UFRJ para sustentar a permanência na instituição, porque um termo de conduta ameaçava essa conquista de Horácio Macedo, ex-sindicalistas e seus discursos revolucionários, que participaram lá atrás da gestão, se calavam. Esta homenagem ao centenário do magnifico reitor é para mostrar nosso compromisso de gratidão a ele. Em nome da direção do Sintufrj agradeço a mesa e a todas as companheiras e companheiros pela participação.”

Homenagem póstuma

A pedido do coordenador sindical, cada um dos presentes no Espaço Cultural se levantou e disse o nome de um trabalhador ou trabalhadora que participava das caravanas, e que já faleceu. Foram muitos os citados com  emoção, entre os lembrados na hora estavam: Marlene Ortiz, Manuel Dantas, Gercino, Vicente, Paulão, Leôncio, Pereirinha, Jurema, Osmar, Passerone, Eunice,Justina, dona Vanda, Luis Afonso…