FOTOS: RENAN SILVA

Nesta terça-feira, 2 de dezembro, foi inaugurada a nova sede da Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST), uma área de 281 metros quadrados no Polo de Biotecnologia, numa cerimônia concorrida com a presença de gestores das unidades da UFRJ, do Centro de Ciências da Saúde e servidores da CPST.

A nova sede, segundo o reitor Roberto Medronho, reflete o compromisso da gestão em melhorar a saúde do trabalhador e do corpo social da UFRJ. “Com a nova sede e instalações novas estamos promovendo mais bem-estar aos trabalhadores da CPST e para os nossos servidores”. Na oportunidade, Medronho anunciou a retomada dos exames periódicos na UFRJ.

A  coordenadora da CPST, Angela Grey, celebrou a inauguração do espaço e agradeceu os profissionais que se dedicaram à construção do projeto, aos gestores, a equipe técnica, aos servidores e aos trabalhadores da saúde.

“Hoje, inauguramos não apenas uma unidade, mas o compromisso permanente de cuidar, proteger e valorizar. E fortalecer a saúde de cada trabalhador da nossa universidade”, afirmou.

Sindicato observa

Como denunciado pelo Sintufrj, a CPST viveu uma crise provocada por decisões equivocadas da antiga gestora vindo a prejudicar o atendimento, o relacionamento com os funcionários e o diálogo com o Sintufrj.

O coordenador-geral da entidade, Francisco de Assis, disse esperar que “o processo histórico de ter conquistado o espaço inaugurado hoje se reflita numa relação humanizada com os trabalhadores e no atendimento externo”.

O dirigente disse, ainda, que as novas instalações ainda não comportam todos os servidores e que é necessário avançar na política de saúde para os trabalhadores e enfrentar, por exemplo, o problema das perícias”, ainda não comporta todos os trabalhadores.

Coordenadora cita dois pilares

Angela Grey anunciou que a nova sede da CPST nasce sob dois pilares que serão inegociáveis: humanização e qualidade de vida no trabalho.

“Humanizar para nós significa reconhecer que cada trabalhador tem uma história que merece respeito, com um contexto que precisa ser considerado e uma trajetória que deve ser acolhida. Isso significa olhar para além do trabalho, compreender o ambiente de trabalho, suas exigências, riscos, pressões e desafios. Atuar com empatia, sensibilidade e responsabilidade. Promover qualidade de vida no trabalho é garantir que a UFRJ seja também o espaço de bem-estar, saúde, segurança e desenvolvimento. Isso inclui práticas de prevenção, acompanhamento, especializado, suporte às equipes, promoção de ambientes saudáveis. Inclui a construção de uma cultura institucional que compreenda o trabalho ou espaço de dignidade, de pertencimento e realização. Esta coordenação vem para integrar ações, fortalecer vínculos, ampliar o cuidado e desenvolver políticas efetivas que de promoção a saúde do trabalhador. Aqui teremos o espaço para a escuta qualificada, para análise das condições laborais, para o atendimento interdisciplinar e para a acumulação de estratégias que possam reduzir riscos e previnam o adoecimento e favoreçam a proteção de todos que constroem a certa universidade”, disse.

A pró-reitora de Pessoal, Neuza Luzia, expressou profunda gratidão pela presença de todos, destacando o significado simbólico do evento: resistência, luta, coragem e determinação. Ela celebrou a realização de algo desejado por muitos afirmando que a nova sede não é só de fora para dentro, mais também de dentro para fora. Segundo Neuza, a nova sede representa uma união de gerações, combinando a experiência dos mais antigos com a energia dos mais jovens, visando o melhor atendimento social na universidade.  Ela destacou também a retomada dos exames periódicos e falou sobre planos para futuros programas e pesquisas em saúde do trabalhador, com a colaboração da comunidade universitária.

A cerimônia contou também com a participação da vice-reitora, Cássia Turci e o decano do Centro de Ciências da Saúde, Luiz Eurico Nasciutti.

 

 

A sequência de eventos envolvendo a violência contra mulheres nos últimos dias com finais trágicos tem provocado perplexidade e indignação  nos setores da sociedade comprometidos com a luta por justiça e com o repúdio à opressão da cultura machista. Essa situação exige que o movimento social e os trabalhadores organizados chamem atenção para o problema que é expressão de preconceito e barbárie. Por isso, neste 4 de dezembro, incorporamos a defesa das mulheres no rol dos objetivos de nossa mobilização. Venha com a gente.

Dia Nacional de Luta contra a Reforma Administrativa e pelo cumprimento do Acordo de Greve

PARALISAMOS TAMBÉM EM DEFESA DAS MULHERES

4 de dezembro – quarta-feira

9h: ati en frente ao HUCFF

14h: Ato Unificado em frente ao Palácio Guanabara

convocado pelo Fórum dos Servidores do Rio de Janeiro

O Sintufrj tem intensificado a mobilização para o Dia Nacional de Luta contra a Reforma Administrativa e pelo cumprimento do acordo de greve.

Diante da sucessão de episódios trágicos de feminicídios ocorridos nos últimos dias, a defesa das mulheres contra a violência foi incorporada à pauta.

Nas imagens, dirigentes do Sintufrj entregando jornal no SIARQ e convocando para paralisação e ato no HU dia 04/12.

 

Fundador do PT, Ex-ministro da Casa Civil e ex-parlamentar  enfatizou a importância da participação de partidos, sindicatos e movimentos sociais nesse processo

Um importante encontro de análise de conjuntura com o ex-ministro José Dirceu foi realizado na sede da AEEL – Associação dos Empregados da Eletrobras, no Rio de Janeiro, em uma atividade organizada pela entidade, com apoio da CUT-Rio.

O objetivo foi debater os rumos do país, especialmente em um momento pré-eleitoral, no qual a extrema-direita se apresenta em busca de protagonismo.

Com longa trajetória no debate político nacional, Dirceu ofereceu uma leitura ampla dos desafios atuais e das perspectivas para os próximos meses, contribuindo para a reflexão crítica do movimento sindical.

O encontro reuniu dirigentes, trabalhadores do ramo urbanitário e de diversas entidades cutistas, que acompanharam presencialmente ou de forma virtual pelos canais da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) – live disponível no perfil do Facebook.

Dirceu foi claro ao defender a eleição de Lula com vistas a impedir a destruição do programa popular de governo e o avanço do projeto liberal, mas alertou para a necessidade de um debate crítico e propositivo para avançar.

Ele enfatizou a importância da participação de partidos, sindicatos e movimentos sociais nesse processo.

O diretor da AEEL e da FNU, Emanuel Mendes, destacou a importância de se eleger uma bancada comprometida com as causas dos trabalhadores. “A Eletrobras foi privatizada mesmo com toda luta das entidades, mas essa situação poderia ter sido evitada se tivéssemos um perfil de Congresso diferente do atual. Por isso, vamos atuar para mudar esse quadro para a eleição de 2026.”

Prejuízos

A privatização da maior empresa de energia da América Latina no governo Jair Bolsonaro, a Eletrobras, e as consequências para os trabalhadores foi ressalvada na mesa de abertura do evento.

“Falo em nome daqueles que tiveram as suas vidas prejudicadas e que foram desligadas injustamente da Eletrobras com a privatização. Hoje José Dirceu somamos 20 mil trabalhadores demitidos que estão em situação de prejuízo à sua dignidade, dependendo de familiares, dependendo da ajuda de colegas. E é o nome, as dores e a voz dessas pessoas que vêm hoje aqui trazer para pedir apoio ao PT e a base do governo”, disse uma das representantes dos trabalhadores demitidos

Houve muitas cobranças dos dirigentes sobre a postura do governo em relação a classe trabalhadora, como feita pela dirigente da CUT-Rio, Cássia Liberatori.

“O que estamos precisando José Dirceu, além de interlocução, é que a Casa Civil precise ver o trabalhador porque a casa do governo é do trabalhador. Nós estamos precisando de deputados e senadores que tenham força para chegar também ao judiciário e que também se coloquem na defesa da entidades sindicais. Não podemos continuar vivendo a reboque dos reveses políticos.”

Olhar apurado

José Dirceu foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) do qual foi presidente; foi deputado estadual e federal e Ministro-Chefe da Casa Civil no governo Lula (2003). Integrante do Diretório Nacional do PT, Dirceu vem atuando como articulador político e tem viajado pelo país para debater conjuntura, falar sobre o governo Lula e colocar sua avaliação sobre as perspectivas para as próximas eleição.

O ex-ministro José Dirceu afirmou que o processo eleitoral que se aproxima vai ser tão difícil quanto o de 2022. “Não podemos ter ilusão, mesmo com a prisão de Bolsonaro, a extrema-direita tem conseguido conquistar eleitores, mesmo nas classes populares. É dever do campo democrático retomar a narrativa das conquistas populares. Temos um discurso efetivo, que é o fim da escala 6×1, e a isenção do imposto de renda para a classe média. Dialogar e ouvir  o povo deve ser a nossa tarefa diária”, alertou.

Dirceu depois de fazer uma retrospectiva histórica da política no país, abordou pontos decisivos do cenário político brasileiro. Discorreu sobre a relação entre governo e Congresso; falou do desafios das eleições; as disputas estratégicas no campo progressista; a importância da defesa permanente da democracia diante das ameaças antidemocráticas recentes; e os rumos da economia e seus impactos no mundo do trabalho.

Ele finalizou sua participação ratificando os desafios colocados para os trabalhadores e das tarefas a serem levadas.

“Nós vamos eleger o presidente Lula, porque já é hora, e já começou o processo de destruição do programa de governo. No caso do PT e de outros partidos também é óbvio ocorrer o mesmo processo. Nós temos que construir um programa, construir propostas a partir de diagnósticos e críticas. Como podemos avançar? Nós temos que participar desse processo, nos nossos partidos e nos nossos sindicatos. O meio sindical assim como os movimentos em geral começem a se mobilizar para a disputa eleitoral, não só para a campanha, mas também para o debate de balanço do governo”.

JOSÉ DIRCEU, DE TERNO, faz análise de conjuntura na sede da Aeel

 

As eleições 2026 e o futuro da democracia no país foram temas que estiveram no centro do debate organizado pelo Sintufrj no dia 1º de dezembro, no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e que reuniu João Pedro Stédile (MST), Leo Péricles (Unidade Popular), a deputada estadual Renata Souza (Psol) e Heitor César, membro do Comitê Central do PCB e da Coordenação Nacional da Unidade Classista.

Fotos: Renan Silva

 

A mesa de abertura com os coordenadores gerais do Sintufrj Esteban Crescente, Francisco de Assis e Sharon Stèfani e do diretor do IFCS Fernando Santoro. Seguida da mesa de debate: Renata Souza, Léo Péricles, Francisco ao centro, João Pedro Stédile e Heitor César

Parte da programação organizada pelo Sintufrj para comemoração aos 40 anos do Jornal do Sintufrj, o evento que reuniu nomes de peso dos movimentos sociais num debate denso, acompanhado por uma plateia expressiva presente no Salão Nobre e através das redes sociais da entidade, o que coroou de êxito a iniciativa com que a entidade reitera sua tradição de estimular pra a comunidade universitária e para a sociedade o debate dos grandes temas sobre a realidade do país.

Além das eleições gerais de 2026 – a sucessão presidencial, para a Câmara dos Deputados e para a renovação de dois terços do Senado, para governadores e assembleias legislativas -, a discussão da democracia – que depende do resultado das urnas – foi o tema subjacente.

Que projeto sairá vencedor diante de forças autoritárias que procuram debilitar a democracia? Que peso terão movimentos social e dos trabalhadores organizados em sindicatos nos destinos do Brasil? Qual a importância da unidade das forças políticas para derrotar a extrema direita que, no parlamento, pretende sequestrar a governabilidade do país em detrimento dos necessários avanços sociais? Entre alguns dos pontos comuns nas falas dos debatedores, para o enfrentamento desta conjuntura, a necessidade de mobilização das massas em torno de pautas que esteja no centro da preocupação popular e de o povo voltar às ruas para pressionar por mudanças no parlamento.

Não deixe de assistir o vídeo (a seguir). que ficará disponível no YouTube do Sintufrj

 

Momentos do debate

João Pedro Stédile

Renata Souza

Léo Pantoja

Heitor César

 

Estebam, Francisco e Sharon

             

Coordenadores do Sintufrj, colaboradores e convidados e, ao lado, com parte da equipe do Departamento de Comunicação do Sintufrj