A saga da comunidade da antiga Escola de Educação Infantil  parece que caminha para um desfecho positivo. Sem uma sede desde 2023 a escola está voltando para o campus do Fundão. Nesse ano houve a interdição do prédio onde a escola ficava alojada no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) no Fundão tendo sido então alocada de forma precária no Colégio de Aplicação (CAp) da Lagoa.

Nessa segunda-feira, 22 de junho, iniciaram as aulas das turmas 3 e 4, no ex-Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE). O local é provisório até que que se terminem as obras da sede definitiva na BioRio previstas para o fim de junho. O espaço foi adaptado às necessidades de estrutura das salas e segurança para as crianças, haja vista a existência da piscina no local.

Embora essa ainda não seja a solução definitiva reivindicada pela comunidade escolar o retorno ao Fundão e a retomada das aulas em um espaço mais amplo foi uma injeção de ânimo e emocionou os servidores e as famílias dos pequenos alunos. A diretora geral da escola, a professora Cassandra Pontes, disse que para trabalhadores e familiares esse fato é muito significativo.

“Foi muita emoção! A volta para o Fundão com a perspectiva concreta de termos nossa sede é fruto de muita luta da comunidade do CAp, em especial das famílias e trabalhadores do segmento de Educação Infantil”, declarou Cassandra.

O processo está sendo gradativo. O segmento da Educação Infantil atende crianças de 2 a 5 anos de idade. E as turmas estão sendo reestruturadas. A turma 2, por exemplo, para iniciar as aulas precisa da contratação de professores e segundo a PR-4 serão feitas até 3 de julho. A turma 4 já está funcionando em tempo integral e a turma 3 em tempo parcial.

O setor administrativo por sua vez  também terá seu lugar próprio no CEPE.

Entenda

O local em que funcionava a antiga Escola de Educação Infantil (no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira – IPPMG) foi interditado em fevereiro de 2023 e desde então quatro turmas foram alocados provisoriamente em duas salas do Colégio de Aplicação (CAp) da Lagoa.

Profissionais e famílias das crianças atendidas sofreram com a mudança forçada e a distância. Quatro turmas de 15 alunos cada, entre dois e cinco anos, foram agrupadas em apenas duas salas da sede na Zona Sul.

Os servidores, em sua maioria mulheres ficaram sem um lugar determinado para ficar no CAp, e tiveram que procurar se adaptar em pequenos espaços.

Em relação às vagas, geralmente o número de 60, algumas famílias tiveram de renunciar a sua vaga reduzindo assim o número crianças frequentando a escola, porque os familiares não tinham condições de levar suas crianças para a Lagoa.

Para entender a ligação ao CAp da UFRJ, a antiga Escola de Educação Infantil foi integrada ao Colégio de Aplicação em 2019. Segundo a diretora geral, Cassandra Pontes, essa integração ao CAp foi o reconhecimento da instituição de que eles são uma unidade de Educação Básica, com duas sedes. O segmento da Educação Infantil na sede do Fundão e o CAp Lagoa.

Com as adaptações as crianças já respiram novos ares no CEPE, ainda que provisório

O diretor de Ensino Glauber Domingues e equipe

Na sessão do Conselho Universitário desta quinta-feira, dia 25, a pró-reitora de Pessoal Neuza Luzia, abordou a questão da aceleração da progressão por capacitação, benefício adquirido pelos técnicos-administrativos com a última greve (de 2024), que precisa ser estendida também aos aposentados com paridade e seus pensionistas.

Segundo Neuza Luzia, a PR-4 estava tentando efetivar a aceleração da mesma forma que fez com os ativos, mas argumentou que não há segurança jurídica para isso e que a equipe está estudando o tema. “Recentemente, tanto o MEC quanto o MGI soltaram notas técnicas, sinalizando qual é o procedimento e aí nós vamos implementar para os aposentados que entenderem que tem direito. Eles deverão abrir um processo de revisão da aposentadoria para que a gente possa encaminhar o processo individualmente”, concluiu.

Mas o entendimento dos representantes do CLG Sintufrj é diferente. Na sessão anterior do Conselho Universitário, dirigentes sindicais e integrantes da bancada técnico-administrativa apontaram à Reitoria a necessidade de proceder a extensão da aceleração da progressão aos aposentados e pensionistas, tal como preconizava as notas técnicas dos ministérios.

O conselheiro representante dos técnicos-administrativos Milton Madeira comentou, após a fala da pró-reitora, que as notas técnicas do MEC e do MGI sustentam, juridicamente, a concessão. E questionou ainda a medida através de revisão da aposentadoria.

A reivindicação da categoria é de reposicionamento na carreira, tal como foi feito com os demais servidores da ativa. E não uma revisão da aposentadoria.

O MGI diz que deve ser feita revisão individual do benefício, atribuindo a decisão a cada IFES. Mas, sustenta a Assessoria Nacional Jurídica (ANJ), à consulta da Fasubra, que a forma correta é a extensão por paridade, não a revisão.

A ANJ avalia, com base nas manifestações dos ministérios e à luz da Constituição e da jurisprudência, que o direito existe e alcança os inativos paritários: “A aceleração concedida aos servidores em atividade é vantagem de caráter geral, decorrente da reclassificação da carreira; por força da paridade, estende-se automaticamente aos aposentados e pensionistas com paridade, na mesma proporção e na mesma data”, diz a avaliação.

A ANJ é taxativa: “Entendemos que o caminho juridicamente adequado — e mais favorável à categoria — é replicar aos inativos o mesmo reposicionamento já aplicado aos ativos, e não submetê-los ao rito fragmentado e gravoso (penoso, difícil) da revisão, que deve ser sustentado apenas em caráter subsidiário”, diz a ANJ, que indica à Fasubra que oriente as entidades de base a postularem, preferencialmente por requerimento coletivo (substituição processual), a aplicação aos aposentados e pensionistas com paridade do mesmo reposicionamento concedido aos servidores ativos, com efeitos financeiros desde primeiro de janeiro de 2025. E que em caso de indeferimento pode-se mesmo recorrer à via judicial.

Concurso

A pró-reitora abordou na sessão do Consuni encaminhamentos do concurso para acesso de servidores em curso (homologado dia 24 de junho), entre os quais, uma novidade, a realização de três audiências públicas, a partir da nomeação (que será dia 9 de julho) para que os técnicos-administrativos escolham sua locação, entre as cidades de Duque de Caxias, Macaé e Rio de Janeiro. A assinatura de posse será dia 6 de agosto e eles devem chegar a Macaé no dia 11 de agosto e nas demais unidades dia 17.

 

Convocado por Ancelotti, atacante passou de trabalhador de campanha eleitoral a símbolo de ascensão social

POR MÍDIA NINJA

Em 2022, enquanto milhões de brasileiros acompanhavam a Copa do Mundo do Catar pela televisão, um adolescente de 16 anos se dividia entre jogar pela base do Vasco da Gama e passar o dia distribuindo santinhos em uma campanha eleitoral nas ruas do Rio de Janeiro e recebia R$ 400 por diária de trabalho. Quatro anos depois, aquele mesmo jovem embarcou para defender a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo. O nome dele é Rayan.

Mas a história da joia brasileira vai além da ascensão social e ajuda a contar sobre um país onde milhares de jovens precisam trabalhar cedo para complementar a renda familiar, mesmo enquanto perseguem sonhos que parecem distantes. É nesse cenário que o futebol continua sendo uma das poucas ferramentas capazes de romper barreiras sociais em larga escala.

A BASE DE UM SONHO

Nascido em 2006, no Rio de Janeiro, Rayan chegou ao Vasco ainda criança. Filho do ex-zagueiro Valkmar, também formado em São Januário, cresceu convivendo com o futebol como possibilidade e herança.

Nas categorias de base, acumulou números impressionantes e rapidamente passou a ser tratado como uma das maiores promessas do clube.

Em janeiro de 2023, estreou pelo time principal do Vasco aos 16 anos, tornando-se o atleta mais jovem a entrar em campo pelo clube neste século. Meses depois, marcou seu primeiro gol entre os profissionais e entrou novamente para a história vascaína como o mais jovem artilheiro da temporada.

ENTRE O TRABALHO E O FUTEBOL

A história dos santinhos chamou atenção porque desmonta uma imagem frequentemente construída sobre jovens atletas.

Nem toda promessa vive cercada por empresários, contratos milionários ou estabilidade financeira. Em muitos casos, os jogadores ainda enfrentam as mesmas dificuldades que milhões de brasileiros da mesma idade.

A imagem de Rayan distribuindo material de campanha eleitoral evidencia justamente isso: antes dos holofotes, havia um adolescente tentando ganhar dinheiro, e talvez seja esse detalhe que torne sua história tão poderosa.

O ANO EM QUE MUDOU TUDO

A explosão definitiva aconteceu em 2025. Sob o comando de Fernando Diniz, Rayan ganhou sequência, confiança e protagonismo. O atacante se transformou em um dos principais nomes do Vasco, marcou 20 gols na temporada e conduziu o clube até a final da Copa do Brasil.

Aquele garoto que trabalhava nas ruas em 2022 agora era cantado pelas arquibancadas, e virou símbolo de uma geração vascaína que voltou a sonhar.

DA COLINA PARA O MUNDO

O desempenho chamou atenção da Europa. Em janeiro de 2026, o Bournemouth, da Inglaterra, anunciou sua contratação em uma negociação de cerca de 35 milhões de euros, tornando-se a maior venda da história do Vasco. A adaptação foi rápida e o jovem atacante passou a ser apontado como uma das revelações brasileiras da temporada europeia.

Em março, o atacante foi convocado pela primeira vez por Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira. Sua passagem pela equipe nacional rendeu a convocação para o Mundial pouco tempo depois.

A presença de Rayan nesta Copa do Mundo carrega significados que ultrapassam as quatro linhas. Representa jovens que conciliam trabalho, estudo e sonhos; famílias que apostam tudo em uma oportunidade; territórios que seguem produzindo talentos mesmo diante da desigualdade.

E representa uma verdade frequentemente esquecida quando a bola começa a rolar: antes de serem estrelas, muitos jogadores eram apenas adolescentes tentando encontrar seu lugar no mundo.

A Copa é feita de histórias e poucas resumem tão bem o Brasil de 2026 quanto a de Rayan: um garoto que distribuía santinhos nas ruas do Rio de Janeiro e que agora carrega nas costas a esperança de um país inteiro.

 

 

 

Integrantes do Comando Local de Greve e coordenadores do Sintufrj entregaram às deputadas Benedita da Silva (Federal) e Elika Takimoto (Estadual), na oportunidade da presença de ambas na UFRJ para um debate sobre Ciência e Tecnologia, no dia 25, no CT. a pauta de reivindicações da categoria.

Os coordenadores Maria Lenilva e Nivaldo Holmes e Fernando, integrante do CLG, apresentaram às parlamentares o documento que continha também o ofício enviado pela Fasubra ao MEC, recebido pelas duas.

Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento do Rio de Janeiro foi o tema do debate realizado no auditório E 212 do Centro de Tecnologia, do qual participou a professora da UFRJ e vereadora Tatiana Roque

Fotos: Renan Silva