
O Núcleo de Análises Clínicas do Instituto de Atenção à Saúde São Francisco de Assis/Hesfa implantou um sistema de interfaceamento que automatiza o envio de resultados de exames, reduzindo erros e agilizando a rotina. Em junho o núcleo vai comemorar um ano de funcionamento desse sistema.
Os principais benefícios para o laboratório foram aumento da eficiência, maior controle e segurança nos resultados. Para os pacientes e usuários o benefício foi o acesso online aos resultados através de um QR code e login/senha, eliminando a necessidade de buscar o laudo fisicamente, especialmente benéfico para pacientes em vulnerabilidade social.
O hospital realiza por mês cerca de 2.500 exames e atende uma média de 2 mil usuários. E atende alguns postos de saúde para coletas através de parceria.


Sala de triagem de amostras e centrifugação de material

Laboratório de Imunologia

Laboratório de Bioquímica
Exames gratuitos
O hospital promove uma assistência de qualidade para a população e principalmente para aqueles em situação de vulnerabilidade social. O Núcleo de Análises, por sua vez , realiza diversos exames, alguns complexos e caros, de forma gratuita.
Realiza exames como os de Bioquímica, tais como glicose, colesterol, triglicerídeos, ácido úrico, ureia, creatinina, ferro, cálcio, magnésio, lipase, proteínas. Os de imunologia, imuno-hormônios, HIV, Sífilis, T4, TSH, PSA, Hepatites C e B. E exames de Hematologia, Uroanálise e Parasitologia.
O Núcleo ainda vai aumentar o rol de exames com a próxima licitação no meio do ano, podendo assim fazer exame para Hepatite A e outros complementares da Tireoide, por exemplo.
Qualquer cidadão pode ir ao Hesfa com seu pedido médico e sua identificação para solicitar exames e cartão do SUS. Faz sua inscrição na recepção e recebe as devidas orientações. O serviço é de segunda a sexta, de 7h às 10h, para coleta de sangue. E segunda e quinta especialmente para exame de carga viral.
Equipe qualificada

Parte da equipe: Catiane Menezes (coordenadora e responsável técnica), Julia Gonzaga (estagiária), Fernando Souza, Gilvan Alcântara (coordenador adjunto), Pedro Lopes, Guilherme Rodrigues e Maurício Schirmer

No comando, Catiane Menezes, farmacêutica e coordenadora, e Gilvan Alcântara, biólogo e coordenador adjunto
A coordenadora do Núcleo e responsável técnica, a farmacêutica Catiane Menezes, destaca a qualidade da equipe, equipamentos de ponta, e a eficiência não só nos exames mais também no ensino.
“Trabalhamos com equipamentos de qualidade e nossos técnicos são extremamente habilitados, todos com nível superior em áreas diversas da saúde, e contamos com 3 estagiários. Na parte de ensino atuamos com a Faculdade de Farmácia. O aluno consegue sair daqui preparado para o mercado de trabalho, pois ele passa por todas as etapas de aprendizado. A procura é grande e a demanda é imensa, pois treinamos uma mão de obra qualificada.”
A equipe é coesa e tem como foco o paciente em primeiro lugar, afirma o coordenador adjunto do Núcleo, o biólogo Gilvan Alcântara.
“A gente sempre busca ofertar os melhores exames, ofertar as melhores possibilidades em termos de diagnóstico. Então a gente está sempre trabalhando para ofertar o melhor para esse público independente dele estar numa situação de vulnerabilidade. Estamos sempre buscando esse perfil, buscando os melhores exames, os melhores equipamentos. Um diferencial do Núcleo de Análises Clínicas, no meu ponto de vista, é a equipe do laboratório, porque a equipe do laboratório é muito coesa. Então, por trabalhar de forma coesa, a gente trabalha de forma objetiva, sempre vislumbrando e sempre olhando o paciente em primeiro lugar.”
Segundo Catiane e Gilvan, o trabalho desenvolvido está alinhado com a missão institucional da universidade. “Temos o compromisso de fortalecer os três pilares fundamentais da UFRJ, que são ensino, pesquisa e extensão. Corroborando com isso, temos também o compromisso em fortalecer a assistência de nossa unidade, oferecendo inovação, qualidade e melhoria dos processos aos nossos usuários, qualidade e melhpria dos processos aos nossos usuários”, destacam os coordenadores.
Além dessa ação, outras melhorias vêm sendo estudadas e implantadas, reforçando o compromisso da equipe com a qualidade do serviço público e a valorização do atendimento humanizado.
Interfaceamento
O sistema de interfaceamento teve como marco inicial o trabalho do farmacêutico Max Luis Formiga, precursor da idealização e estruturação inicial do processo de interfaceamento no sistema do laboratório. Mais foi na gestão de Catiane Menezes que o sistema foi realmente implantado, em meados de 2025. Catiane está a frente da coordenação desde janeiro de 2023. Segundo ela, a implantação foi uma marco importante para o fortalecimento da assistência e a qualificação dos serviços prestados à comunidade.
A conquista dessa modernização pela equipe foi resultado de uma trajetória de nove anos marcada por um intenso processo de convencimento pelos profissionais aos gestores sobre os benefícios ao hospital e aos pacientes e usuários. Esse avanço contou também com o apoio da Direção Geral do Hesfa. Os professores Eduardo Alexander Júlio César Fonseca Lucas e José Roberto Leal tiveram papel relevante na mobilização institucional e na aplicação de recursos contribuindo para a implantação do sistema.
A diretora de apoio técnico, Sandra Telles, destaca o avanço do novo sistema. “O interfaceamento é um grande avanço tecnológico e que possui grande impacto em toda a rotina laboratorial, refletindo na segurança do diagnóstico liberado e na agilidade do serviço realizado pelo técnico de laboratório, evitando que haja transcrição manual dos resultados, o que ocasionalmente, pode levar a erros pós-analíticos. Sendo assim, aperfeiçoa o serviço e minimiza os erros humanos. Outra vantagem do interfaceamento é o aumento na produtividade do laboratório, diminuindo, inclusive o tempo entre a realização dos exames e entrega de resultados, aprimorando o serviço oferecido aos pacientes do Hesfa e toda a população atendida, para que possam receber o tratamento devido. A disponibilização dos resultados online para os médicos assistentes e para os pacientes é outro grande avanço que facilitar e agilizar o acesso”, declara Sandra.
Estrutura
O diretor administrativo, Maurício Schirmer, informa que as obras do Hesfa ainda não foram concluídas e isso impede o crescimento e ampliação dos serviços e projetos do hospital. Estão paradas desde 2023 e há um processo na Advocacia Geral da União para que elas sejam concluídas.
Um projeto que está sendo impedido de ser ampliado, por exemplo, é o Programa de Assistência Integral à Pessoa Idosa (PAIPI) que há 25 anos mantém atividades especializadas na área de Gerontogeriatria.
