Nesta terça-feira, 17, houve reunião de trabalho conjunta da Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS) e GT-Carreira Sintufrj. O objetivo foi o de alinhar propostas sobre o fluxo de trabalho para a aplicação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) a serem apresentadas à Pró-Reitoria de Pessoal. A base desse trabalho interno terá como parâmetro o trabalho realizado pela CIS da UFF.

Na reunião ficou deliberado que a Comissão da UFRJ para implantação do RSC será paritária e com 63 integrantes, indicados pela CIS, GT-Carreira Sintufrj e PR-4. Há muito trabalho pela frente, por isso pretende-se que as reuniões sejam semanais com oficinas e debates.

“Estamos querendo mobilizar e preparar as pessoas que vão compor a comissão. Além disso, vamos precisar de todo apoio e queremos atrair e mobilizar companheiros da TIC e do Siarq. Pretendemos fazer reuniões semanais, oficinas e debates. É investir nessa formação para todos estarem alinhados com o trabalho que teremos de realizar”, explicou o coordenador-geral do Sintufrj e integrante do GT-Carreira, Francisco de Assis.

A próxima reunião CIS/GT-Carreira Sintufrj está marcada para 25 de março, quarta-feira, às 14h. Todas elas têm sido híbridas.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) confirmou a data da primeira reunião de negociação das reivindicações dos servidores neste ano de 2026. A Mesa Central acontecerá no dia 26 de março, às 14h30, em local ainda a ser definido.

Está previsto para a pauta o PL Negociação e Direito de Greve (Convenção 151 da OIT); Programa de Enfrentamento do Assédio e da Discriminação; Mesas Setoriais de Negociação; apresentação da proposta de revisão do Decreto-Lei nº 200/67; reajuste dos benefícios, como Auxílio-alimentação, auxílio pré-escolar e assistência à saúde suplementar; apresentação da Portaria MGI nº 984/2026 e, por fim, encaminhamentos sobre a pauta recepcionada.

O item sobre “pauta recepcionada” que consta na reunião trata-se das pautas de reivindicações dos servidores, enviada pelo Fonasefe, Fonacate e centrais sindicais ao MGI em 30 de janeiro deste ano.

Entre as reivindicações da pauta de 2026, constam itens econômicos, como reajuste salarial para 2027, a instituição do auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas, itens que não foram atendidos nos anos anteriores e o pedido de revogação de medidas que afetam negativamente aos servidores e os serviços públicos.

Comando Local de Greve do Sintufrj integrou a mobilização

 

O Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra apoiou o ato da Enfermagem realizado na manhã desta terça-feira, 17 de março, em Brasília. Caravanas com centenas de profissionais, de diversas regiões do Brasil, representando quase 3 milhões de enfermeiros, técnicos e auxiliares em uma só voz, tomaram o planalto central. A participação do CNG integra as atividades de greve da categoria. Representantes do Comando Local de Greve do Sintufrj reforçaram o ato.

A “Marcha pela Valorização da Enfermagem” teve concentração no Museu a partir das 9h com marcha pela Esplanada dos Ministérios até o Congresso Nacional.  O objetivo foi destacar a necessidade urgente de reajuste do Piso Salarial da Enfermagem, que já perdeu, em três anos, mais de 20% do poder de compra, e pressionar pela aprovação da Proposta de Emenda Parlamentar 19 que prevê a correção inflacionária e vinculação do piso à jornada de 30h semanais.

“O apoio foi decidido ontem no CNG. Depois o carro de som parou e houve várias falas. Um movimento bem representado com várias organizações sindicais e conselhos de classe dando apoio. Nós fomos pela Fasubra para somar força, mostrar nossa greve e divulgar nossa pauta”, informou Maria Lenilva, uma das integrantes do Comando Local de Greve do Sintufrj.

A mobilização foi promovida pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais com apoio de sindicatos, instituições de ensino e entidades do Fórum Nacional pela Valorização da Enfermagem. O objetivo principal do movimento é garantir dignidade, melhores condições de trabalho e valorização profissional para a categoria que sustenta o sistema de saúde brasileiro.

 

PEC da Enfermagem

A PEC 19/2024 (Proposta de Emenda à Constituição) visa estabelecer uma jornada de trabalho máxima de 30 horas semanais para enfermeiros, técnicos, auxiliares e parteiras, sem redução salarial. Ela altera a Constituição para vincular o piso salarial nacional a essa carga horária, incluindo reajuste anual pela inflação.

“A correção inflacionária é crucial para nós. É imprescindível que a Enfermagem tenha um piso que reflita a complexidade e a relevância de seu trabalho para o SUS e para a população brasileira”, destaca o presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri, lembrando que outras categorias, com Agentes Comunitários de Saúde, têm a correção automática.

Proposta pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), com relatoria favorável do senador Fabiano Contarato (PT-ES), a PEC 19 está parada desde dezembro de 2024 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).  “A PEC 19 não pode ser apenas uma bandeira! Temos que ter capacidade de luta, de mobilização, mas também de negociação para que ela avance”, defendeu Neri, em audiência na Câmara.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que fixou a jornada de 44h como referência para cálculo do piso representou, na prática, um redutor salarial. A carga horária predominante na Enfermagem é de 36h e apenas 23,4% dos profissionais têm jornada acima de 40h, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e do Ministério do Trabalho e Emprego (RAIS/MTE).

 

Pontos-chave da PEC 19/2024:

Jornada de 30 Horas: Define 30 horas semanais como o teto para o piso salarial da categoria, visando reduzir a sobrecarga física e mental.

Reajuste Anual: Garante que o piso salarial seja corrigido anualmente, pelo menos pela inflação.

Situação Atual: A pauta é considerada central para a valorização da enfermagem e tem sido foco de intensas mobilizações, como a Marcha da Enfermagem em Brasília.

Tramitação: A PEC 19/2024 tramita no Congresso Nacional e busca apoio popular, sendo considerada fundamental para tornar o piso salarial nacional uma realidade concreta para a maioria.

 

Com Ascom/Cofen

A assembleia geral da categoria, no dia 4, que deflagrou, por decisão de mais de 700 pessoas, a greve na UFRJ, a partir do dia 9 de março, engrossando o crescente movimento nacional dos técnicos-administraiuvos pelo cumprimento do integral do acordo feito com o governo no movimento paredista de 2024, reiterou as atividades essenciais da última greve: aquelas que comprometem a sobrevivência, a saúde e a segurança da comunidade universitária e da população e que as novas demandas serão analisadas pelo Comando Local de Greve.

Essencialidades e outras dúvidas

Na greve de 2024,um HOT SITE foi dedicado às convocações, informes e deliberações do movimento. Esse espaço dedicado à Greve na UFRJ será retomado e atualizado pelo movimento que prossegue em 2026. Ali há uma série de informações importantes, entre as quais, um título chama atenção: “Essencialidades”, que detalha este tópico. Mas aborda também situações de assédio que podem se manifestar contra servidores em retaliação à greve e esclarece outras dúvidas. Veja só:

Rol das essencialidades

As atividades e os serviços essenciais são aqueles garantidos pela categoria durante a greve, mesmo que em menor escala, por terem relação direta com a vida ou a subsistência. O rol de atividades e serviços encontra-se listado no Art. 10º, da Lei nº 7.783, de 28 de junho de 1989. Já a definição das atividades e serviços essenciais da UFRJ se dão no Comando Local de Greve, sempre com a aprovação em assembleia.

Como o fazer universitário é dinâmico, a cada greve surge a necessidade de se discutir com a categoria quais atividades se encaixam ou não no rol de essencialidades. Para isso, a Comissão de Ética, instalada no Comando Local de Greve, recebe propostas de atividades essenciais e as analisam à luz da legislação vigente.


Lista
A lista de atividades e serviços essenciais (definida na greve iniciada em 2024) pode ser vista em: https://sintufrj.org.br/wp-content/uploads/2024/04/Essencialidades-Infos-para-o-site.pdf

Como solicitar análise – Caso julgue necessário analisar a atividade do seu setor dentro do rol de essencialidades, você pode encaminhar um e-mail para: comissaodeetica@sintufrj.org.br

Foi pressionado? Recorra à Comissão de Ética.

Um boletim publicado na greve de 2024 à disposição no HOT Site, esclareceu uma série de dúvidas, natural neste início do movimento:

O QUE SÃO CONSIDERADAS ATIVIDADES ESSENCIAIS?

São as atividades diretamente ligadas à vida ou subsistência imediata; salário,
aposentadoria/pensões, atendimento hospitalar, biotérios, bolsas, restaurante
universitário e pagamentos terceirizados, assim como concursos de Regime Jurídico
Único. A matrícula dos novos alunos e alunas também foi definida pela Assembleia
Geral como atividade essencial e de mobilização.
Os setores essenciais podem fazer greve garantindo o percentual de
funcionamento da atividade, organizando regimes de plantões em diálogo
com Comando Local de Greve. Dúvidas e casos omissos serão tratados pelo
Comando Local de Greve, através de sua Comissão de Ética.

O QUE FAZER CASO SOFRA PRESSÃO DA CHEFIA?

Caso sofra pressão para trabalhar durante a greve, entre em contato com a
Comissão de Ética através do e-mail: comissaodeeca@sintufrj.org.br

EU POSSO SER PUNIDO POR TER ADERIDO A GREVE?

NÃO! A greve é direito constitucional dos servidores e foi recentemente
regulamentada pelo STF. Não há espaço para punição de servidor por aderir
ao movimento grevista.

SERVIDOR PÚBLICO EM ESTÁGIO PROBATÓRIO PODE REALIZAR GREVE?

Sim! O exercício do direito constitucional de greve pelos servidores públicos
está previsto no art. 37, VII, da Constituição Federal, e o STF já pacificou o seu
entendimento de que o exercício de tal direito não configura fator
desabonador da avaliação da conduta e aptidão, logo o servidor em estágio
probatório, pode sim participar da greve. (STF. Tribunal Pleno, ADI 3235/AL).

COMO SERÁ A REPOSIÇÃO DE TRABALHO APÓS A GREVE?

Com o término da greve, as entidades nacionais irão elaborar um termo de
acordo geral que será encaminhado aos sindicatos de base e debatidos
conforme a realidade local.

Dia Nacional de Luta pelo cumprimento do acordo da greve de 2024.

📅 Quinta-feira, 19 de março
⏰ 11h
📍 Concentração no largo central do campus Praia Vermelha

Participe do ato da greve! Sua presença fortalece a luta!