No mutirão de reuniões para explicar à categoria técnico-administrativa como se dá todo o processo do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) a direção do Sintufrj e integrantes da Comissão do RSC realizaram o encontro com os trabalhadores do Fórum de Ciência e Cultura na tarde do dia 29 de setembro, no Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE). A reunião também foi uma oportunidade para os trabalhadores do FCC colocarem suas demandas específicas sobre as relações de trabalho na unidade que não andam nada bem.

 

Passo a passo

Nessas reuniões é explicado o passo a passo de como o servidor pode proceder para obter o direito ao RSC e esclarecido muitas dúvidas. As ferramentas preparadas pelo Sintufrj para auxiliar o servidor foram apresentadas pela coordenadora-geral do sindicato Sharon Stèfani que tirou muitas dúvidas com o auxílio e participação dos integrantes da Comissão do RSC, Maria Lenilva (coordenadora de Educação, Cultura e Formação Sindical), Marisa Araújo e Luana Karla Oliveira.

Marisa, Luana, Lenilva e Sharon

 

Conquista

Antes de iniciar a reunião propriamente dita a coordenadora de Aposentados e Pensionistas do Sintufrj, Selene Vaz, fez um histórico sobre a conquista do RSC e sua importância para a categoria.

“Nós procuramos sempre ressaltar a participação do sindicato nesse processo de ganho do RSC. Embora o RSC fizesse parte do PCCTAE desde 2005 ele não foi implantado efetivamente. Tivemos que brigar por ele na greve de 2024 e conseguimos através do Termo de Acordo como um dos pontos pois além dele teve racionalização dos cargos, reposicionamento dos aposentados, aceleração. Mas somente nessa nossa última greve que conseguimos em mesa de negociação a implantação do RSC, no entanto desde 2024 o sindicato vem trabalhando através de reuniões setoriais para esclarecer, explicar e alertar à categoria dos ganhos para cada funcionário de acordo com sua pontuação. Criamos o GT Carreira que foi subdividido em outros GTs para estudarmos e formularmos propostas. Temos também uma cartilha muito bem elaborada.

A dirigente destacou também a participação dos aposentados.

“Com a regulamentação do RSC através do decreto e a criação das comissões o sindicato vem atuando mais efetivamente, inclusive indicando integrantes para a Comissão do RSC. Destaco também que junto com os ativos os aposentados sempre estiveram presentes em todo esse processo engrossando essa luta. E eles vão buscar o seu direito também, estamos começando a trabalhar nisso.

Selene Vaz finalizou sua fala fazendo um chamado para a sindicalização.

“É importante que o servidor que não estiver sindicalizado que venha se sindicalizar, porque o aprimoramento da nossa carreira é uma luta que não acaba agora. Lembramos que foram criados outros GTs que estão trabalhando nos outros itens que não foram concedidos que são a racionalização dos cargos, reposicionamento dos aposentados e desenvolvimento. Para quem diz que não ganhamos nada, nós reafirmamos que tivemos ganhos sim. Está aí a aceleração que todos tiveram direito, inclusive os aposentados, e agora o RSC. E esperamos que Lula ganhe para continuarmos negociando.”

 

Plantões “Tira-dúvidas”

Nessas reuniões nas unidades o Sintufrj vem também apoiando também a criação de comissões locais e oferecendo plantões na sede e subsedes para esclarecer os servidores e ajudá-los na reivindicação do direito, uma das mais importantes conquistas da categoria organizada em seus sindicatos (como o SINTUFRJ), das últimas duas décadas.

Coordenadores e colaboradores se dividem também nos plantões na sede do SINTUFRJ (Praça da Prefeitura, no Fundão), às terças e quintas-feiras, das 14h às 17h e quartas-feiras, das 9h às 16h. Nas subsedes do HUCFF (às quartas e quintas-feiras, das 8h às 12h) e da Praia Vermelha (agendado, das 14h às 20h). Os horários podem sofrer alteração caso surjam outras atividades sindicais. Nos demais horários da semana, caso tenha necessidade, o coordenador ou colaborador que estiver no Sindicato, poderá atender a quem procurar a entidade.

 

Você pode ter pontos e nem imagina: clique e confira

RSC O QUE VOCÊ PRECISA SABER

 

Já preparou o seu formulário para requisitar o RSC? Acha que não tem pontos suficientes?

Além da força-tarefa com coordenadores, integrantes da Comissão do RSC e colaboradores que se dividiram entre reuniões e plantões para auxiliar sindicalizados e não sindicalizados com dificuldades, o SINTUFRJ preparou um Espaço no Site especialmente dedicado: RSC O QUE VOCÊ PRECISA SABER

 

No Hotsite você encontra

Além das opções como Perguntas e Respostas, lei e decretos e explicações rápidas, o Hotsite traz, no link documentos, mais materiais para facilitar a compreensão, inclusive manuais e uma live com todo passo a passo para o preenchimento do formulário no SUAP (o sistema eletrônico para a requisição do RSC).

Quer entender melhor o mecanismo de pontuação? O Hotsite apresenta um simulador de pontuação onde você pode verificar quantos pontos representam fatos e acontecimentos que podem fazer parte de sua trajetória.

Por exemplo: Participou no enfrentamento da pandemia? Saiba que cada mês vale um ponto. Participou de órgão colegiado? São 3 pontos a cada ano ou fração acima de seis meses; Participou de organização, fiscalização, execução de concursos? vale 4.5 pontos. Exerceu mandato em entidade sindical? por ano ou fração acima de 6 meses: são 1.5 pontos.

 

Percorra as opções no simulador do Hotsite

https://sintufrj.org.br/cpd/rsc/

 

ONDE ENCONTRAR SEUS DOCUMENTOS NA UFRJ: o Manual do Servidor explica

Para facilitar a busca pelos comprovantes que comporão o seu requerimento, consulte os principais sistemas e canais oficiais da Universidade:

1 – Intranet UFRJ – SIRHu
2 – Assentamento Funcional Digital – AFD
3 – Boletins de Serviço da UFRJ – BUFRJ
4 – Sistema Eletrônico de Informações – SEI/UFRJ
5 – Seção de Gestão de Publicações do SIARQ

Clique para acessar o Manual-do-Servidor-Requisitante-RSC-v1.4.pdf

 

 

Técnicos administrativos em educação da UFRJ: Vamos unir corações e mentes e celebrar nossa vitória com o RSC e muitas outras conquistas, frutos de muitas lutas.
Para não vacilarmos no domingo, 4 de outubro.

Dia: sexta-feira, 2 de outubro
Horário: a partir das 15h.
Local: Espaço Cultural do SINTUFRJ

Coordenadores e membros da Comissão do RSC estiveram, a pedido de companheiros do Instituto de Ginecologia, em reunião na manhã desta terça-feira, 29 com trabalhadores locais para esclarecer dúvidas sobre como realizar o pedido do novo benefício através de requerimento eletrônico no SUAP (Sistema Unificado de Administração Pública, ferramenta digital usada para processos administrativos como os do Reconhecimento de Saberes e Competências.

Uma força-tarefa da entidade tem percorrido setores como os Institutos de Psiquiatria e Neurologia (Praia Vermelha), o IPPMG, a Maternidade Escola, Escola de Música em reuniões de apoio aos trabalhadores.

Na Ginecologia, as coordenadoras do SINTUFRJ Luciana Borges, Maria Lenilva, Marly Rodrigues e Selene Vaz e Edson Vargas (CIS), explicaram o passo a passo de como o servidor pode concretizar esse direito em seus contracheques. Apresentaram as ferramentas que o SINTUFRJ preparou para auxiliar o servidor, como o Hotsite, e convidou a todos que naveguem nas opções variadas em que se pode encontrar links para “Perguntas e respostas”, “Documentos”, manuais, a live com o passo a passo para o preenchimento do formulário no SUAP, e até um Simulador que mostra a pontuação de cada fato ou evento.

As coordenadoras recomendaram fortemente que os trabalhadores se organizassem em comissões locais para ajudar os companheiros na formalização dos pedidos de RSC.

Plantões “Tira-dúvida”- Coordenadores e colaboradores se dividem também nos plantões na sede do SINTUFRJ (Praça da Prefeitura, no Fundão), às terças e quintas-feiras, das 14h às 17h e quartas-feiras, das 9h às 16h. Nas subsedes do HUCFF (às quartas e quintas-feiras, das 8h às 12h) e da Praia Vermelha (agendado, de 14h às 20h), Os horários podem sofrer alteração caso surjam outras atividades sindicais. Nos demais horários , caso tenha necessidade, o coordenador ou colaborador que estiver no Sindicato, poderá atender a quem procurar a entidade.

Voto não tem preço, tem consequência!

Nas reuniões, as coordenadoras lembram a importância da participação da categoria organizada em seus sindicatos, na luta e negociação com o governo que levou à conquistas como o RSC, ponderando sobre e a necessidade de fortalecer o SINTUFRJ: “A partir de nossa mobilização conjunta, conquistamos esse reconhecimento”. E lembram que é preciso consciência de classe para eleger, nas próximas eleições, candidatos que defendam os serviços públicos e a democracia e parlamentares que favoreçam as pautas dos trabalhadores.

Você pode ter pontos e nem imagina: clique e confira

RSC O QUE VOCÊ PRECISA SABER

Já preparou o seu formulário para requisitar o RSC? Acha que não tem pontos suficientes?

Além da força-tarefa com coordenadores, integrantes da Comissão do RSC e colaboradores que se dividiram entre reuniões e plantões para auxiliar sindicalizados e não sindicalizados com dificuldades, o SINTUFRJ preparou um Espaço no Site especialmente dedicado: RSC O QUE VOCÊ PRECISA SABER

No Hotsite você encontra

Além das opções como Perguntas e Respostas, lei e decretos e explicações rápidas, o Hotsite traz, no link documentos, mais materiais para facilitar a compreensão, inclusive manuais e uma live com todo passo a passo para o preenchimento do formulário no SUAP (o sistema eletrônico para a requisição do RSC).

Quer entender melhor o mecanismo de pontuação? O Hotsite apresenta um simulador de pontuação onde você pode verificar quantos pontos representam fatos e acontecimentos que podem fazer parte de sua trajetória.

Por exemplo: Participou no enfrentamento da pandemia? Saiba que cada mês vale um ponto. Participou de órgão colegiado? São 3 pontos a cada ano ou fração acima de seis meses; Participou de organização, fiscalização, execução de concursos? vale 4.5 pontos. Exerceu mandato em entidade sindical? por ano ou fração acima de 6 meses: são 1.5 pontos.

Percorra as opções no simulador do Hotsite

https://sintufrj.org.br/cpd/rsc/

ONDE ENCONTRAR SEUS DOCUMENTOS NA UFRJ: o Manual do Servidor explica

Para facilitar a busca pelos comprovantes que comporão o seu requerimento, consulte os principais sistemas e canais oficiais da Universidade:

1 – Intranet UFRJ – SIRHu
2 – Assentamento Funcional Digital – AFD
3 – Boletins de Serviço da UFRJ – BUFRJ
4 – Sistema Eletrônico de Informações – SEI/UFRJ
5 – Seção de Gestão de Publicações do SIARQ

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A 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) retomará, entre os dias 5 e 13 de outubro, em sessão virtual, o julgamento dos recursos de cinco ex-gestores da UFRJ. Quatro professores – entre eles, o ex-reitor Carlos Levi – e um técnico-administrativo foram condenados em primeira instância em um processo relacionado ao contrato celebrado entre a Universidade e o Banco do Brasil, no início dos anos 2000.

Em dezembro de 2025, a Justiça Federal julgou improcedente a ação de improbidade administrativa referente aos mesmos fatos, reconhecendo que os recursos questionados foram empregados em benefício da UFRJ, sem enriquecimento ilícito ou prejuízo ao erário.

A decisão soma-se a manifestações anteriores de diferentes órgãos públicos que examinaram a execução do contrato e a aplicação dos recursos. Procuradoria da UFRJ, Controladoria-Geral da União (CGU), Advocacia-Geral da União (AGU) e Tribunal de Contas da União (TCU) produziram, em diferentes momentos e no âmbito de suas respectivas competências, conclusões que afastam ou não corroboram a tese de desvio de recursos que está no centro da acusação criminal.

. Com Adufrj

Ex-reitores de todo o país em defesa da Justiça

Carta aberta de ex-reitores de todo país em defesa da Justiça no recurso do professor Carlos Levi e dos demais citados no Processo nº 0812926–30.2008.4.02.5101

 

As universidades federais construíram, ao longo de sua história, uma tradição de pluralismo intelectual, compromisso com a ética na produção e na socialização do conhecimento, e respeito às instituições democráticas e com a democracia como valor fundamental dos povos.

Há pouco menos de seis meses, a comunidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro comemorou o resultado do julgamento, na esfera cível, da ação de improbidade administrativa movida contra o ex-reitor Carlos Levi e outros quatro servidores da instituição.

Após mais de uma década de um processo longo e desgastante, a Justiça Federal descobriu aquilo que a comunidade universitária sempre imaginou: que os recursos sob escrutínio judicial, oriundos de um contrato celebrado entre o Banco do Brasil e a Universidade, foram integralmente usados ​​em benefício da própria UFRJ, sem qualquer enriquecimento ilícito ou desvio em benefícios pessoais dos gestores acusados.

É precisamente à luz desse reconhecimento recente que ex-reitores da UFRJ — representantes de diferentes momentos e orientações na história da instituição — e os signatários da presente Carta Aberta, também reitores e reitores de universidades federais brasileiras que acompanham a gestão do professor Carlos Levi manifestam, conjuntamente, sua profunda preocupação com o processo criminal ainda em curso contra os mesmos gestores.

Ao longo dos anos, todos os principais órgãos de controle da administração pública — Tribunal de Contas da União, Controladoria-Geral da União e Advocacia-Geral da União — consideraram que esses recursos foram empregados em benefício da universidade, sem desvio de específico ou prejuízo ao erário.

Ainda assim, interpretações profundamente equivocadas de aspectos técnicos do caso acabaram resultando na explicação criminal em primeira instância de gestores que atuaram no exercício regular de suas responsabilidades institucionais. A acusação de peculato contra o ex-reitor e outros dois gestores, por exemplo, baseia-se na suposição de que o Tribunal de Contas da União teria determinado a devolução de valores pagos pela universidade à Fundação Universitária José Bonifácio a título de impostos de administração, como se tais valores representassem um desvio de recursos.

No entanto, a decisão do TCU revela algo bastante diverso. O valor cuja devolução foi determinada correspondia apenas ao saldo remanescente existente na conta da Fundação quando o contrato foi encerrado antes da execução integral dos recursos previstos. Em outras palavras, aquilo que foi interpretado na sentença como devolução de um valor revelou “desviado” nada mais era do que o saldo residual que permanece na conta ao final da execução do contrato, e que, por determinação do próprio Tribunal de Contas, deveria retornar à universidade devidamente corrigida.

A confusão entre esses dois fatores diferentes — o pagamento legítimo por serviços prestados e o simples saldo remanescente de um contrato interrompido — acabou por simplificar um procedimento administrativo regular em acusação criminal. E este está longe de ser o único equívoco presente na sentença condenatória.

A universidade brasileira não pode permanecer indiferente diante da possibilidade de que decisões administrativas tomadas em defesa da universidade venham a ser reinterpretadas, anos depois, como condutas criminosas, sem que haja demonstração de dolo, benefício pessoal ou prejuízo ao interesse público.
A preservação da autonomia universitária e da segurança jurídica na gestão das instituições públicas exige que situações de natureza sejam examinadas com o máximo rigor técnico, serenidade institucional e respeito aos fatos.

Por essa razão, os signatários desta manifestação expressaram sua confiança de que o julgamento em curso na instância recursal permitirá a devida reavaliação do caso à luz das evidências documentais e das instruções já apresentadas pelos órgãos de controle da administração pública.

Mais do que o destino individual de qualquer gestor, está em jogo a proteção da integridade institucional da universidade pública brasileira e o reconhecimento de que decisões administrativas tomadas em benefício da universidade não podem, anos depois, ser convertidas em injustiça judicial.

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Nome, Instituição, Período do mandato

Alexandre Pinto Cardoso UFRJ 1989–1990

Amaro Henrique Pessoa Lins UFPE 2003–2011

Ana Dayse Rezende Dorea UFAL 2003–2011

Ana Lúcia Almeida Gazzola UFMG 2002–2006

Ana Maria Dantas Soares UFRRJ 2013–2017

Ângela Maria Paiva Cruz UFRN 2011–2019

Antônio Ibáñez Ruiz UnB 1989–1993

Arquimedes Diógenes Ciloni UFU 2000–2008

Carlos Alexandre Netto UFRGS 2008–2016

Carlos Frederico Leão Rocha UFRJ 2023–2023

Célia Maria Correa Oliveira UFMS 2008–2016

Cláudia Aparecida Marliére de Lima UFOP 2017–2025

Denise Pires de Carvalho UFRJ 2019–2023

Edward Madureira Brasil UFG 2006–2014, 2018–2022

Felipe Martins Muller UFSM 2009–2013

Fernando Menezes UFRR 2000–2004

Flávio Antônio dos Santos CEFET-MG 2003–2011, 2015–2023

Gilciano Saraiva Nogueira UFVJM 2015–2019

Helvécio Luiz Reis UFSJ 2004–2012

Henry de Holanda Campos UFC 2015–2019

Jesualdo Pereira Farias UFC 2008–2015

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José Ivonildo do Rego UFRN 1995–1999, 2003–2011

José Rubens Rebelatto UFSCar 1996–2000

Luiz Bevilacqua UFABC 2006–2008

Malvina Tânia Tuttman UNIRIO 2004–2011

Márcia Abrahão UnB 2016–2024

Marcone Jamilson Freitas Souza UFOP 2013–2017

Maria Beatriz Luce UNIPAMPA 2008–2011

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Oswaldo B. Duarte Filho UFSCar 2000–2007

Paulo A. Burmann UFSM 2013–2021

Paulo Alcântara Gomes UFRJ 1994–1998

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Pedro Ângelo Almeida Abreu UFVJM 2007–2015

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Roberto de Andrade Medronho UFRJ 2023-

Roberto Leher UFRJ 2015–2019

Roberto Ramos UFRR 2004–2012

Roberto SallesUFF 2006–2014

Sebastião Elias Kuri UFSCar 1988–1991

Sérgio Cerqueira UFSJ 2016–2020

Sergio Eduardo Longo Fracalanzza UFRJ 2003–2003

Soraya Smaili UNIFESP 2013–2021

Targino de Araújo Filho UFSCar 2008–2016

Valder Steffen Jr. UFU 2017–2024

 

Consulta pública no site do Senado tem quase 400 mil votos a favor do fim das bets; favoráveis são menos de 77 mil. Saiba como votar

 Publicado: 29 Setembro, 2026 – 11h48 | Última modificação: 29 Setembro, 2026 – 12h01

Escrito por: Redação CUT /  Joedson Alves/Agência Brasil

 

O apoio da maioria dos brasileiros e brasileiras ao fim dos jogos de apostas on-line está sendo confirmado pela Consulta Pública que o Senado Federal abriu em seu site. Até às 10:30h foram registrados 389.442 votos favoráveis (80,28%) e 76.811 contrários (19,72%), à Medida Provisória (MP) nº 1394 de 2026, assinada pelo presidente Lula em 25 de setembro.

Uma Consulta Pública, embora seja uma participação voluntária e aberta a quem quiser responder, enquanto numa pesquisa os participantes são selecionados para formar uma amostra da população, serve como referência do ânimo da sociedade sobre o tema.

Para votar acesse o link do e-Cidadania do Senado Federal. Clique aqui e vote

Outros resultados

Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg feita neste mês de setembro, entre e 22 de setembro, antes da assinatura da MP, 75% dos pesquisados são favoráveis à proibição dos jogos on-line; 17% discordam e 8% não souberam responder.

Nas redes sociais e aplicativos de mensagens, o monitoramento da Palver publicado após a MP, encontrou diferenças importantes entre as plataformas. Entre as manifestações que tomaram posição sobre a medida:

Plataforma apoio à proibição

WhatsApp/mensageria 65%
X                                     73%
Instagram                      75%
TikTok                            81%
YouTube                         52%

Projeto de lei prevê prisão (informações da Agência Senado)

O projeto de lei (PL 5.477/2026) torna crime tanto a exploração quanto a publicidade de bets, tipificando cinco condutas como criminosas. De acordo com o governo, a intenção é enfrentar os diferentes meios empregados pelas empresas para manter a atividade, inclusive no ambiente digital.

A proibição das bets prevista na MP já está valendo de forma provisória, mas o projeto que trata dos crimes ainda precisará ser votado pelo Congresso para virar lei e entrar em vigor.

Os crimes previstos no texto do projeto de lei são:

explorar ou operar apostas de quota fixa: pena de 4 a 6 anos de reclusão e multa;

divulgar apostas ou captar apostadores: de 2 a 4 anos de reclusão e multa;

usar dados pessoais para captar apostadores: de 2 a 4 anos e multa;

facilitar financeiramente a exploração: de 2 a 4 anos e multa;

fornecer aplicação de internet para apostas: de 2 a 4 anos e multa, com agravantes em determinadas situações.

O aumento de pena é previsto para várias situações, como no caso de jogos de azar on-line (a exemplo do jogo conhecido como Tigrinho); uso de dados de saúde que permitam inferir transtornos ligados a jogos, de histórico de apostas ou de informações de crianças e adolescentes; situações em que mecanismos de verificação de idade ou localização sejam burlados; e ganho de percentual das apostas ou das perdas pelo divulgador.

Todos os crimes previstos no projeto são considerados como praticados contra o interesse da União, com investigação pela Polícia Federal e julgamento pela Justiça Federal. A proposta ainda determina que, para fixar as multas, será considerada a vantagem econômica obtida pelo agente das apostas.

O projeto deixa claro que as regras não se aplicam à Loteca, loteria esportiva da Caixa Econômica Federal dedicada a prognosticar resultados de partidas de futebol. Essa modalidade continua permitida.

A tramitação do PL 5.477/2026 começa na Câmara dos Deputados. Depois o texto passará pela análise dos senadores.

Saiba mais: Lula assina MP que proíbe bets; Projeto de Lei prevê prisão para quem receber aposta

 

Programa de governo do candidato do PL amplia acordos individuais, reduz a proteção coletiva e omite propostas para salário mínimo, igualdade salarial, trabalho por aplicativos e fim da escala 6×1

Publicado: 28 Setembro, 2026 – 09h06 | Última modificação: 28 Setembro, 2026 – 13h14

Escrito por: Redação CUT | texto: André Accarini

Férias, 13º salário, descanso semanal remunerado, jornada limitada, licença-maternidade, adicionais por trabalho perigoso ou insalubre e reajustes acima da inflação. Esses e muitos outros direitos não foram presentes de patrões nem concessões espontâneas de governos. Foram conquistados pela organização, pelas greves e pela pressão do movimento sindical.

É justamente essa capacidade de organização coletiva que o plano de governo do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, pretende enfraquecer.

Intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”, o programa dedica uma seção ao tema sindical sob o título “O trabalhador em primeiro lugar, não o sindicato”. A frase tenta colocar em lados opostos o trabalhador e a entidade criada para representá-lo.

O plano defende a ampliação da negociação direta entre empresas e empregados, a prevalência do negociado sobre o legislado e a flexibilização das regras de contratação. Na prática, quer deixar cada trabalhador sozinho diante de quem controla o emprego, o salário e o poder de demitir.

A suposta liberdade de negociação, portanto, esconde uma relação profundamente desigual. Sem a organização coletiva, a escolha oferecida ao trabalhador muitas vezes se resume a aceitar as condições impostas ou perder o emprego.

“O projeto de acabar com os sindicatos tem o objetivo de eliminar a resistência da classe trabalhadora à exploração total!! É o mesmo projeto que está por trás da reforma trabalhista!! E de lá pra, desde 2017, o que aconteceu? A precarização do trabalho só aumentou”, diz a secretária nacional de Organização Sindical da CUT, Graça Costa.

Liberdade para quem?

Como é de costume da extrema direita desqualificar toda e qualquer iniciativa de proteção da classe trabalhadora, Flávio Bolsonaro afirma que sindicatos e dirigentes colocam seus próprios interesses acima dos interesses dos trabalhadores. Também critica a participação sindical na formulação de políticas públicas, embora a Constituição determine que cabe aos sindicatos defender os direitos coletivos e individuais das categorias e participar das negociações coletivas.

O discurso da “liberdade individual”, disseminada pelo candidato serve de base para propostas que hipoteticamente reduzem o custo da contratação para as empresas e colocam os ônus na costas do trabalhador e da trabalhadora. O programa prevê contratos com menor custo na folha para jovens de 18 a 24 anos e modalidades consideradas “mais atrativas” aos patrões para pessoas com mais de 50 anos que estejam desempregadas há pelo menos 12 meses.

Em vez de propor empregos melhores, salários maiores e proteção social, o plano transforma a redução de direitos em vantagem para a contratação.

A receita não é nova. Durante o governo de Jair Bolsonaro, a chamada Carteira Verde e Amarela também tentou estimular empregos por meio da diminuição de encargos e garantias trabalhistas. O resultado dessa lógica é separar trabalhadores que exercem funções semelhantes, mas recebem proteção e direitos diferentes.

6×1: Sem proposta para reduzir a jornada

O plano de Flávio Bolsonaro não assume compromisso com o fim da escala 6×1 nem com a redução da jornada para 40 horas semanais.

Enquanto milhões de brasileiros reivindicam mais tempo para descansar, cuidar da família, estudar e viver, o programa fala em jornadas flexíveis e acordos diretos entre patrões e empregados.

Aliados do candidato também atuaram no Senado para dificultar o avanço da proposta aprovada pela Câmara que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso por semana.

O plano do candidato, por sua vez, reafirma o “negociado sobre o legislado” e não apresenta uma alternativa concreta para acabar com a rotina de seis dias de trabalho para apenas um de descanso.

Esta não é uma discussão abstrata. A limitação da jornada de trabalho também foi conquistada pela mobilização sindical. A jornada de oito horas esteve entre as reivindicações da Greve Geral de 1917. Décadas depois, a pressão dos trabalhadores durante a Constituinte garantiu a redução do limite semanal de 48 para 44 horas.

Como mostra a história, se dependesse apenas dos interesses empresariais, essas mudanças dificilmente teriam ocorrido.

Flavio desmerece o Bolsa Família

A ausência de propostas concretas para melhorar a vida da população de baixa renda também aparece no discurso de Flávio Bolsonaro sobre o Bolsa Família.

Depois de o governo federal anunciar um reajuste de 15,04% no benefício, elevando o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691, o candidato chamou o aumento de “ilegal”, classificou os R$ 90 adicionais como “merreca” e acusou o governo de tentar “comprar votos dos pobres”.

O deputado Zé Trovão, também do PL, chegou a apresentar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral para suspender o reajuste.

O episódio reforça uma contradição: ao mesmo tempo que critica o reajuste destinado às famílias mais pobres, o programa do candidato apresenta medidas voltadas à redução de custos e encargos para o setor empresarial.

O que não aparece no programa

As ausências também revelam as prioridades de um projeto de governo.

O plano de Flávio Bolsonaro não apresenta compromisso explícito com uma política permanente de valorização real do salário mínimo. Também não traz uma estratégia estruturada para combater a pejotização fraudulenta, proteger trabalhadores por aplicativos ou assegurar igualdade salarial entre mulheres e homens.

Não há destaque equivalente para o combate ao trabalho infantil, ao trabalho análogo à escravidão ou para o fortalecimento da economia solidária e popular.

O trabalho aparece principalmente como um custo a ser reduzido. O trabalhador é tratado como alguém que deve se adaptar sozinho ao mercado, tornar-se empreendedor ou aceitar contratos mais flexíveis. A responsabilidade das empresas e do Estado pela garantia de empregos dignos fica em segundo plano.

Se não fosse o movimento sindical

Sem o movimento sindical, o trabalhador não teria quem negociasse coletivamente salários, benefícios, jornadas e condições de trabalho.

Foi a luta organizada que ajudou a conquistar:

  • Salário mínimo e política de valorização: sindicatos e centrais pressionam permanentemente por reajustes acima da inflação e aumento do poder de compra.
  • 13º salário: aprovado em 1962 depois de greves e mobilizações enfrentarem a oposição de setores empresariais que diziam que o direito quebraria o país.
  • Jornada limitada e descanso remunerado: a mobilização operária garantiu limites ao tempo de trabalho, repouso semanal e férias sem perda de salário.
  • Licenças maternidade e paternidade: a negociação coletiva abriu caminho para a ampliação de prazos e para o reconhecimento das responsabilidades familiares.
  • Auxílio-creche: acordos e convenções coletivas garantiram o benefício em diversas categorias.
  • Saúde e segurança: adicionais de insalubridade e periculosidade, comissões de prevenção, equipamentos de proteção e reconhecimento de doenças como LER/Dort resultaram de pressão e negociação.
  • Proteção contra o desemprego: seguro-desemprego, FGTS, aviso-prévio proporcional e outras garantias protegem o trabalhador e sua família depois da demissão.
  • Combate ao assédio e à discriminação: cláusulas coletivas criaram canais de denúncia, medidas contra o racismo, proteção às mulheres vítimas de violência e punições para práticas discriminatórias.
  • Direitos LGBTQIA+: sindicatos conquistaram a extensão de planos de saúde e outros benefícios a casais homoafetivos antes mesmo do reconhecimento nacional dessas uniões.
  • Direitos no trabalho remoto: ajuda de custo, fornecimento de equipamentos, controle da jornada e direito à desconexão passaram a integrar acordos coletivos.
  • Proteção diante das novas tecnologias: sindicatos negociam limites para o controle por algoritmos, uso de inteligência artificial, metas abusivas e monitoramento dos trabalhadores.

Essas conquistas mostram por que enfraquecer sindicatos interessa a quem pretende reduzir salários, ampliar jornadas e retirar direitos. Um trabalhador isolado pode ser pressionado. Uma categoria organizada tem força para negociar.

Organização coletiva é democracia

O sindicato não substitui o trabalhador. É o instrumento por meio do qual trabalhadores de uma mesma categoria transformam necessidades individuais em reivindicações coletivas.

É também essa organização que permite fiscalizar empresas, denunciar abusos, negociar participação nos lucros, ampliar benefícios e impedir que avanços tecnológicos sejam usados apenas para cortar empregos e intensificar o trabalho.

O plano de Flávio Bolsonaro não oferece uma política consistente de valorização do trabalho. Oferece contratos mais baratos para as empresas, acordos individuais em relações desiguais e menos espaço para a representação coletiva.

Ao atacar sindicatos, o candidato não combate privilégios. Ataca a capacidade de trabalhadores e trabalhadoras se organizarem para conquistar e defender direitos.

A história mostra o que aconteceria sem essa organização. Se não fosse o movimento sindical, muitos dos direitos que hoje fazem parte da vida dos brasileiros simplesmente não existiriam. E, sem sindicatos fortes, nenhum deles está definitivamente protegido.

Em mais uma edição do programa “Agenda Brasil”, na manhã desta segunda-feira, 28 de setembro, o SINTUFRJ recebeu  o pastor Ariovaldo Ramos, teólogo, escritor, conferencista e uma das principais lideranças evangélicas progressistas do Brasil. Ele é amplamente conhecido por sua atuação na defesa dos direitos humanos, da justiça social e do Estado democrático de direito.

“Agenda Brasil”, em sua sexta edição, foi transmitido pela a rádio Sintufrj, o canal da entidade no YouTube e pelo Facebook. O programa aborda pautas em disputa dos projetos parta o Brasil em decorrência das próximas eleições.

O capitalismo, aponta o pastor, é empobrecedor, conservador e destrói a igualdade entre seres humanos, o que se está assistindo agora e no Brasil. Para ele, o Novo Testamento é eminentemente socialista e nada é mais divergente da fé Cristã do que o capitalismo.

Abaixo estão os principais aspectos de sua trajetória e atuação:

  • Teologia da Missão Integral: É um dos principais defensores no Brasil da Missão Integral, uma vertente teológica que entende que a pregação do Evangelho é indissociável do compromisso social, do combate à pobreza, da defesa dos marginalizados e da transformação da sociedade.
  • Atuação Comunitária e Eclesiástica: Ao longo de sua trajetória, esteve ligado a diferentes iniciativas e comunidades cristãs, tendo atuado como pastor da Comunidade Cristã Reformada em São Paulo e participado de diversas organizações paraeclesiásticas e missionárias (como a Visão Mundial e agências missionárias).
  • Posicionamento Político e Social: Ariovaldo Ramos ganhou forte projeção nacional ao fundar e coordenar a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento criado para se opor a pautas que considerava autoritárias e para vocalizar uma voz cristã progressista no cenário político brasileiro, distanciando-se do conservadorismo político predominante em grande parte das igrejas evangélicas tradicionais.
  • Críticas e Debates: Devido ao seu posicionamento público e crítico em relação a governos de direita, ao conservadorismo religioso e a pautas morais tradicionais, o pastor frequentemente gera intensos debates. Enquanto é visto por defensores de direitos humanos e movimentos sociais como uma voz profética em prol da justiça, ele é alvo de fortes críticas de setores evangélicos mais conservadores, que o acusam de viés político-partidário e de desvio doutrinário.

Clique e assista:

 

O GT LGBTQIA+ do Sintufrj foi retomado agora em setembro com o objetivo de despertar, difundir, socializar, explicar e colocar as demandas do universo LGBT. A decisão da retomada, após um longo período de inatividade, foi deliberada em assembleia geral da categoria técnico-administrativa.

A primeira atividade, realizada na sala de reuniões da sede do Sintufrj dia 22, teve como tema “Letramento LGBTQIAPNb+” tendo a palestra ministrada pelo diretor de Gênero e Pertencimento da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (SGAADA) da UFRJ, Márcio Neves.

Ele ensina que para saber lidar com o universo diverso LGBT é preciso conhecimento e compreensão. “Letramento significa adquirir conhecimentos e referências que permitam compreender diferentes identidades e orientações, reconhecer situações de preconceito, evitar micro agressões e agir de maneira adequada diante de situações de violência ou discriminação”, explica Márcio.

Foi uma bela reestreia para promover formação e instigar o diálogo e a reflexão sobre diversidade, respeito e direitos da população LGBTQIAPNb+. Márcio explicou o que é letramento, sua importância, falou sobre identidade de gênero como cisgênero e pessoa não binária, orientação sexual e destrinchou a sigla:

L – Lésbicas; G- Gays; B- Bissexuais; T -Transgêneros; Q – Queer; I – Intersexo; A – Assexuais; P – Pansexuais; N – Não binárias; b+  – Outras identidades e expressões.

Um dos integrantes do GT, Marcos Padilha, explicou a motivação da retomada do GT.

“Nós retomamos as atividades por entender que a temática LGBTQIAPNb+  é urgente para dentro e fora do sindicato. Os casos de agressão vêm aumentando e políticas para a comunidade estão sob o risco de candidatos de extrema direita as anularem. Enfim, retomamos por entendermos a importância e a necessidade do momento”, disse Marcos Padilha.

 

Segundo Márcio Neves, o letramento é mais do que necessário, principalmente no ambiente universitário.

“A universidade é um espaço de formação, produção de conhecimento e convivência. Por isso, garantir um ambiente respeitoso e seguro para todas as pessoal não é apenas uma questão de relacionamento interpessoal: é parte da responsabilidade institucional de uma universidade comprometida com a democracia, os direitos humanos e a educação. Para o Sintufrj, esse compromisso também se relaciona à defesa dos direitos dos trabalhadores e à construção de relações de trabalho baseadas no respeito à diversidade.”

Márcio apresentou dados de uma pesquisa feita pela Aliança Nacional LGBT em escolas de todo o país, afirmando que os desafios estão colocados. Segundo ele, entre os estudantes LGBTQIAPNb+, 86% afirmam sentir-se inseguros no ambiente educacional. Entre estudantes trans, esse índice chega a 93%. Os estudantes LGBTQIAPNb+ relatam também agressões verbais (90%) e violência física (34%).

Sobre violência ela não se restringe às relações entre estudantes, revela Márcio. Os dados apontam estudantes (97%), professores (34%) e gestores (16%) entre os autores das agressões.

Já o apoio institucional, afirma, fica a dever. Entre aqueles que buscaram apoio, 69% afirmaram não ter recebido qualquer providência. E as consequências são concretas: 47% relataram ter faltado às aulas e 94% relataram depressão no mês anterior à pesquisa.

“Esses números mostram que não basta reconhecer que a discriminação existe. É preciso desenvolver capacidade para identificá-la, preveni-la e enfrentá-la. É nesse contexto que o Letramento LGBTQIAPNb+ se torna ferramenta necessária também para os trabalhadores técnico-administrativos e para a atuação do GT LGBTQIA+ do Sintufrj”, declarou Márcio.

O diretor de Gênero e Pertencimento da SGAADA chama atenção de que a informação é uma forma de prevenção. “Mais do que combater a discriminação depois que ela acontece, precisamos criar condições para que aconteça cada vez menos. Uma universidade que educa para a cidadania e um sindicato que defende direitos também precisam estar preparados pata promover os respeito às diferenças”, sustentou Márcio Neves.

Nova reunião está marcada para o dia 20 de outubro, das 14h às 17h, na Sala de Reuniões do Sintufrj.

A invasão aconteceu dois dias depois da circulação de uma carta de bispos da região Norte relacionada às eleições de 2026 em que a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) defendeu a “soberania do Brasil, da nossa Amazônia e de nossas riquezas e bens”.

Em mensagem no dia 7 de setembro, a CNBB já havia ponderado: “O Brasil precisa de democracia e responsabilidade. Às vésperas das eleições, reafirmamos o respeito à Constituição, às instituições republicanas e à soberania nacional. O voto é expressão de liberdade e deve ser exercido com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé. O Brasil precisa cuidar de seu povo” (Leia a íntegra ao final)..

Leia a matéria publicada no dia 25 no site Congresso em Foco 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) perdeu acesso nesta sexta-feira (25) à conta da instituição no X. A página aparece sem a imagem oficial da Conferência e, segundo informações preliminares divulgadas pela entidade, o endereço de e-mail vinculado ao perfil teria sido alterado.

Em nota, a CNBB afirmou que já encaminhou ao X documentos e comprovações sobre a titularidade da conta e trabalha para recuperar o controle. Até o momento, não há informação pública que permita estabelecer se houve invasão ou se há relação com as recentes manifestações políticas e eleitorais de bispos católicos.

O episódio ocorre em um momento de forte repercussão das posições públicas da Igreja Católica sobre as eleições de 2026. Nos últimos dias, bispos ligados à Regional Norte da CNBB divulgaram orientações aos eleitores com referências à preservação da Amazônia, enquanto manifestações recentes em Aparecida sobre soberania nacional voltaram a circular nas redes.

A própria Presidência da CNBB publicou neste mês uma mensagem para o 7 de Setembro defendendo que o voto seja exercido “com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé”. A coincidência temporal chamou atenção nas redes sociais, mas, até agora, não há evidência de que o ataque à conta esteja relacionado a essas posições.

Comunicado da CNBB sobre perda de acesso.

No meio político, o eleitorado católico tem estado em evidência depois que passou a circular nas redes sociais a informação de que setores evangélicos ligados ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) estariam articulando a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O presidenciável nega.

Soberania nacional

A invasão aconteceu dois dias depois da circulação de uma carta de bispos da região Norte relacionada às eleições de 2026. No texto, religiosos vinculados a Roraima e ao Amazonas defendem que os eleitores considerem, entre outros critérios, o compromisso de candidatos com a preservação ambiental.

“Vote na pessoa que tem compromisso com o meio ambiente, com a Ecologia Integral; saiba cuidar, preservar a Amazônia com a sua beleza, seus povos e culturas”, diz um dos trechos divulgados. A entidade também defendeu a “soberania do Brasil, da nossa Amazônia e de nossas riquezas e bens”.

A defesa da Amazônia e da chamada “Ecologia Integral” não é uma novidade dentro das posições públicas da Igreja Católica brasileira. Documentos recentes da própria CNBB têm destacado extremos climáticos, preservação da Amazônia, povos indígenas e demais comunidades tradicionais.

Neste mês, a Presidência da Conferência também publicou uma mensagem específica para o 7 de Setembro. No documento, a entidade afirmou que o voto é expressão da liberdade e deve ser exercido conscientemente.

“O voto é expressão de liberdade e deve ser exercido com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé”, declarou a CNBB. A mesma mensagem abordou pobreza, endividamento, desigualdades, condições de trabalho e defesa da soberania brasileira.

No encerramento, a Conferência afirmou confiar o país à proteção de Nossa Senhora Aparecida e pediu a construção de um Brasil “reconciliado, soberano, justo e fraterno”.

 

Leia, a seguir, trechos da publicação da Arquidiocese de Manaus

Bispos do Regional Norte 1 conclamam os fiéis brasileiros para voto consciente nas eleições de 2026

Por: Assessoria Comunicação em 23/09/26

Os bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), Amazonas e Roraima, conclamam os fiéis e todas os brasileiros de boa vontade para voto consciente nas eleições de 2026. Essa atitude é o cumprimento do papel educativo da Igreja Católica na contribuição para a formação da consciência cidadã. A transformação que desejamos começa com as escolhas que fazemos no agora.

(…)

Analisar a verdade

É necessário que não nos deixemos seduzir pela indisposição a analisar a verdade a partir das evidências. A crise climática em Manaus, por exemplo, com a recorrência de secas históricas, a fumaça de queimadas e incêndios florestais que alteram o cotidiano das cidades, e também de nossas populações tradicionais e indígenas. E não esqueçamos da degradação de nossos igarapés, transformados em esgotos a céu aberto e ausência de uma coleta seletiva que incentive a destinação correta dos materiais recicláveis.

Considerar a realidade brasileira e regional em conjunto com as propostas oferecidas por cada candidato são instrumentos para a escolha consciente.  Nossa escolha por mulheres e homens, que estejam dispostos a cuidar do bem comum do meio ambiente no Executivo e no Legislativo, do Estado brasileiro e nos estados da federação é fundamental, especialmente para nós que habitamos a Amazônia.

Eleger para o legislativo e o executivo mulheres e homens dispostos a eliminar as causas estruturais das disfunções da economia mundial e corrigir os modelos de crescimento para garantir o respeito do meio ambiente.

As eleições são expressão da democracia e a reafirmam. Democracia que se manifesta através do voto de cada cidadão, de cada cidadã. Ela expressa pela participação a responsabilidade pelo cuidado para com o Brasil e o estado do Amazonas. Eleger pessoas, mulheres e homens, que governem olhando para o bem de toda a sociedade, de todas as comunidades. Nesse sentido:

  1. Procure conhecer os candidatos, sua história pessoal, suas ideias e propostas defendidas por eles e os partidos aos quais estão filiados. Vote em candidatos, candidatas, que representem e defendam, depois de eleitos, as convicções que você defende.
  2. Vote em candidato, candidata, “ficha limpa”, digno de confiança, capaz de governar com prudência, equidade, fazer leis justas e necessárias para o convívio social. Pesquise se o candidato, a candidata, está disposto a administrar ou legislar de forma transparente, aceitando mecanismos de controle por parte da sociedade.
  3. Vote em quem não tem um histórico de corrupção ou má gestão dos recursos públicos. Fique atento à prática da corrupção eleitoral, ao abuso do poder econômico, à compra de votos e ao uso indevido da máquina administrativa na campanha eleitoral.
  4. Vote em candidatas, candidatos, que respeitem a liberdade de consciência, as convicções religiosas dos cidadãos, seus símbolos religiosos e a livre manifestação de sua fé.
  5. Vote na pessoa que tem compromisso com o meio ambiente, com a Ecologia Integral; saiba cuidar, preservar, a Amazônia com a sua beleza, seus povos e culturas.
  6. Lembre-se: o seu voto tem consequências para você e para toda a sociedade. Ele pode mudar a vida das pessoas.
  7. Estude a história dos candidatos e não tenha dúvida de descartar os despreparados, os que têm sede pelo poder e dinheiro. Analisar com atenção as propostas das candidaturas e nunca aceitar promessas pelo voto.
  8. Do voto depende a democracia, por isso votar em pessoas que saibam dialogar, indicar o caminho da justiça e da fraternidade; não votar em pessoas com ideologias fechadas, violentas, desagregadoras.
  9. Acompanhe depois das eleições as ações e decisões políticas e administrativas dos governantes e parlamentares, para cobrar deles a coerência para com as promessas de campanha e apoiar as decisões acertadas.
  10. À pessoa que vota de forma consciente, cabe a responsabilidade de ser independente e livre. Cuidar para não se deixar influenciar pela propaganda.

Leia a mensagem da CNBB no dia 7 de setembro

“Não percamos a esperança no Brasil”

Fonte: CNBB

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem de esperança por ocasião do Dia da Independência, celebrado neste 7 de setembro. No texto os bispos propõem “renovar nosso compromisso com um Brasil livre e soberano, democrático, justo e fraterno”.

Brasil: nossa pátria, nossa responsabilidade

“Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).

Neste 7 de setembro, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil dirige uma palavra de esperança ao povo brasileiro.

Celebrar o Dia da Independência é renovar nosso compromisso com um Brasil livre e soberano, democrático, justo e fraterno. Em um momento marcado por polarizações políticas, tensões institucionais e internacionais, por uma grave crise na mais alta corte do país e dificuldades que pesam sobre a vida das famílias, somos chamados a recordar aquilo que nos une e a colocar o bem comum acima dos interesses particulares.

O Brasil precisa de paz e diálogo. As diferenças políticas são próprias da democracia, mas não podem nos transformar em inimigos. A violência, a mentira, a desinformação e os discursos de ódio ferem nossa convivência. Precisamos reaprender a discordar sem romper os vínculos que nos fazem um só povo.

O Brasil precisa de democracia e responsabilidade. Às vésperas das eleições, reafirmamos o respeito à Constituição, às instituições republicanas e à soberania nacional. O voto é expressão de liberdade e deve ser exercido com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé.

O Brasil precisa cuidar de seu povo. Não há verdadeira independência enquanto tantos sofrem com a pobreza, o endividamento, as desigualdades e condições de trabalho que comprometem o descanso e a convivência familiar. A economia, a política e as instituições somente encontram sua razão de ser quando estão a serviço da dignidade humana e do bem comum. Essa preocupação com trabalho digno, repouso e qualidade de vida já foi explicitamente assumida pelos bispos na Mensagem ao Povo Brasileiro de abril passado.

Neste 7 de setembro, queremos dizer sobretudo: não percamos a esperança no Brasil. Somos maiores que nossas divisões. Podemos transformar diferenças em diálogo, dificuldades em compromisso e esperança em responsabilidade.

Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno.

Brasília, 7 de setembro de 2026.

Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Que país você quer?!!

Uma eventual eleição do candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro, representa severa ameaça ao futuro do serviço público, das universidades federais, da soberania nacional e da democracia.

É preciso entender que, para esse adversário, não se trata de uma disputa nos marcos democráticos: esta figura abjeta tem um prontuário de crimes e está sendo investigado por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.

O candidato do PL traz o DNA golpista do pai, nega a ciência, e anuncia vergonhosamente a submissão ao governo Trump, além da disposição para entregar nossas riquezas aos Estados Unidos.

O projeto político que ele representa tem propostas de destruição dos direitos sociais e das instituições públicas, além de demonstrar desprezo pela vida humana – como mostram as 700 mil mortes por Covid, diante de um governo antivacina que tinha Jair Bolsonaro à frente.

“Nós já colocamos a granada no bolso do inimigo”
(Paulo Guedes, ministro de Bolsonaro, se referindo ao servidor, em 22 de abril de 2020)

* Fim do Serviço Público: A agenda aponta para o desmonte definitivo das carreiras, o fim da estabilidade – pilar fundamental para garantir um Estado republicano, livre de perseguições políti8cas – e o aprofundamento das privatizações.

* Asfixia das Universidades Públicas: O corte drástico de verbas, bolsas e investimentos ameaça paralisar o ensino, a pesquisa e a extensão, empurrando a universidade pública para a extinção ou para a cobrança de mensalidades.

* Submissão aos EUA e Perda de Soberania: Um alinhamento automático e submisso aos interesses norte-americanos, abrindo mão dos interesses estratégicos do Brasil, fragilizando a nossa economia, a nossa indústria nacional e a nossa autonomia geopolítica.

* Democracia em Xeque: O histórico de ataques institucionais, o flerte com o autoritarismo e o desrespeito às leis colocam nossa liberdade democrática sob permanente risco.