Pauta: Avaliação da Greve e Eleição de Delegados ao CNG

Dia:10/06/2026 – 4ª feira – Horário: 10h às 14h:

FUNDÃO – Local: AUDITÓRIO DO CT

PV – Local: AUDITÓRIO ICEMA OLIVEIRA – IPUB

POLO MACAÉ – Local: AUDITÓRIO DO BLOCO B – MACAÉ

Agenda desta semana prevê atos unificados, arrastão para a assembleia e mobilização no Consuni

O Comando Local de Greve (CLG Sintufrj) reunido nesta segunda-feira, dia 8, definiu uma série de atividades dentro do seu calendário de mobiliação, necessárias diante da falta de previsão para a publicação do decreto que regulamenta o Reconhecimento de Saberes e Competências, alvo de grande expectativa, e de cumprimento de outras pautas importantes para a categoria. Fotos Renan Silva

9 de junho
9h – Ato unificado dos comandos locais das universidades em greve, em frente ao Hospital Universitário Graffee e Guinle, na Tijuca

10h – Live sobre a ação judicial do desconto previdenciário sobre 1/3 de ferias

17h – Ato unificado contra PDL do estupro, na Praça XV

19h – Reunião online unificada dos comandos locais das universidades em greve.

10 de junho
9h – Arrastão no CT para convocação da assembleia

10h – assembleia geral simultânea
Fundão – Auditório do CT
Praia vermelha – Auditório do IPUB
Macaé – Auditório do bloco B
Pauta: avaliação da greve e eleição de delegados ao Comando Nacional de Greve

14h – GT-Carreira no espaço cultural do Sintufrj

11 de junho
9h – Consuni, prédio JMM (antiga Reitoria) em defesa da aceleração da progressão para aposentadas e aposentados;

13h – Reunião da Comissão Interna de Supervisão da Carreira

17 de junho
14h – GT Antirracista, no Espaço Cultural do Sintufrj

18 de junho
14h – Ato em defesa da Casa Almerinda Gama, no Palácio Laranjeiras.

Novas ações de mobilização estão sendo programadas no plano interno e na construção de um ato unificado com o comando de greve das demais entidades

Assembleia Geral Simultânea de quarta-feira (3) reafirmou a continuidade da greve que já se aproxima dos 90 dias aqui na UFRJ pelo cumprimento do acordo selado em 2024 com o governo. Prevalece a expectativa acerca da publicação do decreto de regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e do avanço de negociações cujas condicionantes foram encaminhadas pela Fasubra ao MEC.

Entre as exigências, além do decreto do RSC, o ofício encaminhado ao ministério quer que seja definido um cronograma para os grupos de trabalho propostos, o envio pelo MEC de orientação para os hospitais universitários sobre a hora ficta e alteração de normativa para a inclusão do plantão 12 por 60 comum no setor dos hospitais. Outro ponto: compensação de tarefas represadas durante a greve para que não haja descontos.

PROPOSTAS APROVADAS:

1 – Continuidade da greve.

2 – Construir ato unificado com os comandos de greve das demais entidades nas próximas semanas, com convocação de ao menos 3 dias de antecedência.

3 – A Assembleia de Greve da UFRJ é contrária à caravana neste momento, em resposta à consulta da Fasubra às bases. (39 contrários, 30 favoráveis e 6 abstenções).

4 – Organizar duas agendas internas de mobilização: Ato no Conselho Universitária no dia 11/06, com pauta definida no CLG de 08/06. Organizar ato de impacto no Campus Fundão.

5 – Dialogar com entidades irmãs da comunidade acadêmica uma ação visual unitária sobre a importância de todo o corpo social da UFRJ, no espaço no qual está a faixa sobre importância dos professores para a instituição

FOTO: RENAN SILVA

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Esta quarta-feira, 2, foi um dia especial para o Instituto de Geociências da UFRJ, e também para o Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN). Depois de quatro anos fechado – só abrindo em algumas ocasiões específicas –, o Museu da Geodiversidade reabriu definitivamente suas portas.

A exposição “Memórias da Terra” totalmente renovada (paredes repintadas e acervo e vitrines higienizadas) retorna a cartaz, de segunda-feira a quinta-feira, das 9h às 15h. Visitas mediadas para alunos do ensino básico devem ser agendadas.

Os recursos para as obras de infraestrutura necessárias, cerca de R$ 940 mil, vieram de duas emendas parlamentares – do deputado federal Chico Alencar (Psol) e do ex-deputado federal Alexandre Molon, e do CNPQ. O auditório do instituto lotou para a solenidade de reabertura do museu.

O coordenador-geral do Sintufrj e técnico administrativo do IGeo, Esteban Crescente, foi uma das presenças ao evento prestigiadas por servidores, direção e a vidce-reitora da UFRJ Cassia Turci. Chico Alencar, que destinou emenda para a reforma do museu, estava também presente. Fotos: Renan Silva

(Leia matéria completa na edição do Jornal do Sintufrj 1476). 

A ESQUERDA, DE VERMELHO, Chico Alencar (Psol-RJ), que destinou uma das emendas para recuperação do museu

MGI admite, mas restringe a forma: não como extensão mas como revisão individual do benefício.

Muito embora não seja ainda o esperado decreto de regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências, a Nota Técnica do Ministério da Gestão e Inovação emitida no dia 20, está sendo considerada uma vitória importante da mobilização da categoria, em particular para aposentados que tem paridade. Isso porque reconhece que esses companheiros têm direito à aceleração da progressão por capacitação prevista na nova legislação que alterou a Carreira (Lei nº 15.141/2025) , assim como os ativos tiveram, fruto da greve de 2024.

Esse era um dos pontos incluídos no processo de negociação com o MEC que, avalia a Federação, deu peso para essa queda de braço com o MGI. A manifestação do MGI se deu devido a uma consulta do MEC feita em agosto de 2025, com base nos questionamentos apresentados por universidades como UFRN e UFF. Foi orientação da Plenária Nacional que as entidades de base instassem as pró-reitorias sobre o tema.

A aceleração pode ser aplicada a todos que tenham paridade independente da data da aposentadoria, se fizeram cursos de capacitação antes de se aposentarem e não estejam no padrão 19 da tabela.

A Assessoria Jurídica Nacional da Fasubra preparou algumas orientações e, agora, cada entidade de base deve cobrar agilidade nas suas instituições. O Sintufrj já preparou seu ofício à Pró-Reitoria de Pessoal sobre o tema (veja box ao fim da matéria).

MGI diz que é possível com condições

A assessoria jurídica encaminhou à Direção Nacional, orientações sobre a aceleração da progressão por capacitação dos aposentados e pensionistas com paridade, sintetizando as manifestações até aqui: as das pró-reitorias que formulam a consulta ao MEC; a do MEC (a Nota Técnica nº 215/2025) e a do MGI (Nota Informativa nº 10800/2026).

As instituições que se manifestaram entendem cabível a extensão aos inativos com paridade.

A Nota Técnica do MEC diz que é legal conceder a aceleração ao aposentado/pensionista com paridade, desde que os requisitos tenham sido cumpridos na atividade e remete ao órgão central para pronunciamento conclusivo.

A Nota do MGI diz que é “POSSÍVEL, COM CONDIÇÕES: admite a repercussão nos proventos/pensões apenas por meio de revisão do benefício, exigindo requisitos integralmente cumpridos antes da aposentadoria/óbito, dentro dos prazos legais. A decisão de cada caso cabe à IFES”.

A assessoria da Fasubra avalia, bom base nas manifestações e à luz da Constituição e da jurisprudência, que o direito existe e alcança os inativos paritários: “A aceleração concedida aos servidores em atividade é vantagem de caráter geral, decorrente da reclassificação da carreira; por força da paridade, estende-se automaticamente aos aposentados e pensionistas com paridade, na mesma proporção e na mesma data”.

A forma correta é a extensão por paridade, não revisão

O MGI admite, mas restringe a forma: diz que deve ser feita revisão individual do benefício, atribuindo a decisão a cada IFES. Mas, sustenta a Assessoria Jurídica, a forma correta é a extensão por paridade, não a revisão.

“Entendemos que o caminho juridicamente adequado — e mais favorável à categoria — é replicar aos inativos o mesmo reposicionamento já aplicado aos ativos, e não submetê-los ao rito fragmentado e gravoso (penoso, difícil) da revisão, que deve ser sustentado apenas em caráter subsidiário”, diz a ANJ, que indica à Fasubra que oriente as entidades de base a postularem, preferencialmente por requerimento coletivo (substituição processual), a aplicação aos aposentados e pensionistas com paridade do mesmo reposicionamento concedido aos servidores ativos, com efeitos financeiros desde primeiro de janeiro de 2025. E que em caso de indeferimento pode-se mesmo recorrer à via judicial em caso de indeferimento.

Trecho do documento da Assessoria Jurídica da Fasubra:

 

Leia a íntegra dos documentos nos links a seguir:

Da Assessoria Jurídica: Orientacão Aceleração Aposentados

Do MEC: Anexo_6889761_ilovepdf_merged__8_

Do MGI: ilovepdf_merged__7_

 

Veja o ofício elaborado pelo Sintufrj à PR-4

Para entender

A Coordenação preparou um tira-dúvidas sobre o tema.

1. Qual a pauta que temos – reposicionamento dos aposentados que em dezembro de 2004 estavam no topo da tabela do PUCRCE, como foram enquadrados pelo Tempo de Serviço Público Federal, desconsiderando as progressões por capacitação (cursos e educação formal) ficaram em posição relativa mais baixa na tabela do PCCTAE.

2. Abrangência da nossa pauta – apenas para quem se aposentou até dezembro de 2004, não é para todos aposentados, aposentadas e instituidores de pensão.

3. O que significa a aceleração – não existia até janeiro de 2025, quando o governo (MGI), modificou a proposta do PL da nova estrutura da carreira e da aceleração, criando essa possibilidade.

4. A quem atingiu a aceleração – vendo a brecha criada pelo MGI na Lei a FASUBRA orientou as entidades de base a irem para cima das IFE e a aceleração foi aplicada a todos e todas da ativa, aproveitado os cursos que já tinham feito e utilizado nas progressões por capacitação.

5. E os aposentados? Ficaram de fora. Então, a Coordenação Jurídica da FASUBRA solicitou minuta de parecer à AJN e a Plenária orientou todas as entidades a partirem para cima das IFE, para fazer pressão, pela aceleração dos aposentados e aposentadas.

6. Dever de casa – as entidades que fizeram seu dever de casa, tiveram seus pedidos transformados em consulta pelo MEC, encaminhado ao MGI, que até 20 de maio de 2026, segurou essa extensão pois ainda não engoliu a aceleração.

7. Qual o efeito dessa nota técnica – a aceleração vai trazer o reposicionamento para quem se aposentou com paridade independente da data da aposentadoria, ou seja, inclusive para quem se aposentar após dezembro de 2004.

8. A aceleração atende a todos aposentados e aposentadas? Não, pois é só para quem tem paridade, fez cursos antes de se aposentar e não esteja no padrão 19, teto da nossa tabela. Mas, mesmo assim tende a ser mais abrangente que o reposicionamento da pauta da greve.

9. Alguém falou em abandonar a pauta do reposicionamento? Não, mas o que conseguimos é fruto da nossa greve, do convencimento que fizemos ao MEC, de nossa atuação na CNSC-MEC.

 

SINTUFRJ reivindica desde 2025

Em matéria publicada em 12 de junho de 2025, coordenadoras do SINTUFRJ pedido entregaram à Pró-Reitoria de Pessoal pedido urgente de reunião para tratar justamente da aceleração para os aposentados. Veja mais no link a seguir:

Aceleração por capacitação para aposentados