Nesta segunda-feira, 18, come√ßou o semin√°rio nacional ‚ÄúDez anos de Pol√≠ticas de Cotas ‚Äď Experi√™ncias das Comiss√Ķes de Heteroidentifica√ß√£o nas Universidades‚ÄĚ, promovido pela C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais da UFRJ. O objetivo √© o debate, a troca de experi√™ncias e o aprofundamento sobre os procedimentos de heteroidentifica√ß√£o adotados nas universidades federais, principalmente quando se aproxima a data para a revis√£o da Lei n¬ļ 12.711/2012, prevista para ocorrer em 2022. O evento virtual, que tem participa√ß√£o de dezenas de institui√ß√Ķes, pode ser visto pelo canal no Youtube da C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais, e vai at√© o dia 22 de outubro.

Na abertura do semin√°rio, a reitora Denise Pires de Carvalho ‚Äď apesar de a UFRJ ter sido uma das √ļltimas universidades a adotar esta lei que determinou a reserva de vagas para candidatos autodeclarados pretos e pardos para o ingresso das universidades federais e nas institui√ß√Ķes federais de ensino t√©cnico de n√≠vel m√©dio ‚Äď comemorou os avan√ßos obtidos na UFRJ.¬†

‚ÄúAvan√ßamos. N√£o estamos s√≥ no debate do racismo estrutural e institucional. Estamos conseguindo construir a√ß√Ķes significativas que mudem essa quest√£o na nossa universidade‚ÄĚ. Ela elogiou o trabalho da Comiss√£o de Heteroidentifica√ß√£o Racial da UFRJ que em plena pandemia em 2020 conseguiu heteroidentificar 4.093 candidatos.

As comiss√Ķes de heteroidentifica√ß√£o foram criadas pelas universidades p√ļblicas para combater as fraudes que ocorreram com as vagas reservadas √†s cotas raciais e s√£o respaldadas pelo Estatuto da Igualdade Racial. Hoje existem em mais de 60 institui√ß√Ķes. Na UFRJ, a comiss√£o de heteroidentifica√ß√£o foi institu√≠da em 2020 para aferi√ß√£o do acesso nos cursos de gradua√ß√£o. A UFRJ foi a √ļltima federal do Rio de Janeiro (√© uma das √ļltimas do pa√≠s) a adotar essa pol√≠tica de checagem dos autodeclarados pretos ou pardos.

Sobre o avan√ßo institucional na implanta√ß√£o da pol√≠tica de cotas a reitora Denise Pires anunciou o lan√ßamento do edital para concurso docente com reserva de vagas. ‚ÄúPela primeira vez a UFRJ far√° um concurso docente com reserva de vagas de cotas √©tnico-raciais e para pessoas com defici√™ncia‚ÄĚ.

A Reitora da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO), Luanda Silva de Moraes, que integra o grupo de oito reitores negros existente no Brasil, lamentou que na sua instituição ainda não tenha conseguido implantar a comissão de heteroidentificação devido à falta de estrutura:

‚ÄúA implanta√ß√£o de comiss√Ķes de heteroidentifica√ß√£o para verifica√ß√£o de fraudes atrav√©s da valida√ß√£o √©tnico-racial √© um desafio nosso da gest√£o universit√°ria. Na UEZO a falta de estrutura administrativa nos dificulta instituir as comiss√Ķes ainda. Infelizmente n√£o temos t√©cnicos capacitados como assistentes sociais, pedagogos e psic√≥logos para compor as comiss√Ķes.¬† Ainda estamos brigando loucamente com a estrutura da UEZO para sua institucionaliza√ß√£o‚ÄĚ.

A representante do Coletivo de Docentes Negros da UFRJ, professora Gracyelle Costa, falou da import√Ęncia da participa√ß√£o desse coletivo, assim como o coletivo de estudantes negros, ‚Äúque possibilitam aos servidores pensarem as rela√ß√Ķes raciais na universidade e debaterem estrat√©gias de combate ao racismo‚ÄĚ.

Ela destacou a singularidade da cria√ß√£o da Comiss√£o de Heteroidentifica√ß√£o na UFRJ atrav√©s da C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais, avaliando que transcendeu a burocracia administrativa para a aferi√ß√£o √©tnico-racial afirmando que se voltou tamb√©m para um espa√ßo de forma√ß√£o e debate.¬†

‚ÄúA Comiss√£o de Heteroidentifica√ß√£o da UFRJ puxada pela C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais foi al√©m do limite burocr√°tico institucional. Como bem disse Denise G√≥es no seu trabalho de mestrado ela tem possibilitado um espa√ßo mais amplo na UFRJ de forma√ß√£o antirracista para os tr√™s segmentos ‚Äď t√©cnicos, docentes e estudantes. Isso √© in√©dito e tem possibilitado que a UFRJ se transforme em refer√™ncia nacional. Tem inspirado outras universidades e o exemplo √© esse semin√°rio‚ÄĚ.

Gracyelle Costa concluiu seu pensamento falando dos desafios afirmando que a universidade quer ver representada em seus espaços mulheres, negros, indígenas e quilombolas, na mesma proporção em que existem na nossa sociedade, e nos cursos de graduação e pós-graduação e entre servidores técnico-administrativos e docentes. 

A professora, que obteve o Pr√™mio CAPES 2020, enumerou os desafios para o futuro como a implanta√ß√£o de a√ß√Ķes afirmativas em todos os cursos de p√≥s-gradua√ß√£o, a implanta√ß√£o nos curr√≠culos de conte√ļdos raciais e valoriza√ß√£o da popula√ß√£o negra e ind√≠gena (que estejam presentes tamb√©m no ensino, pesquisa e extens√£o) e a efetiva√ß√£o da reserva de vagas para docentes negros. E vislumbrou o futuro:

‚Äú√Č avan√ßar nas a√ß√Ķes afirmativas para que possam interagir com as demais pol√≠ticas existentes na universidade como as da assist√™ncia estudantil. E o que me parece ser o grande desafio para a universidade para os pr√≥ximos 100 anos √© fazer com que haja uma pol√≠tica de promo√ß√£o racial permanente. E que a l√≥gica da supera√ß√£o do racismo esteja presente no fortalecimento da C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais e de outras a√ß√Ķes que possam vir nesse sentido‚ÄĚ.

 

 

 

 

Uma novidade para comemorar: come√ßaram a ser retomadas algumas atividades presenciais do Espa√ßo Sa√ļde do Sintufrj. Desde o in√≠cio da Pandemia, o Espa√ßo n√£o parou, s√≥ que com aulas via internet. Nesta segunda-feira, 18, no entanto, o lugar abriu novamente as portas para atendimento presencial. Por√©m para um retorno gradual e seguro, de acordo com as normas sanit√°rias, a princ√≠pio s√£o oferecidas apenas algumas atividades e em poucos hor√°rios.¬†

‚ÄúEstamos felizes por dizer que hoje, com o controle da pandemia, a gente pode fazer algumas atividades presenciais, mas nem todas, obedecendo a todas as normas de seguran√ßa estabelecidas pelos comit√™s cient√≠ficos da UFRJ, com todas as medidas de seguran√ßa exigidas pelos √≥rg√£os de controle da pandemia‚ÄĚ, disse a coordenadora de Esporte e Lazer do Sintufrj Noemi de Andrade.

A coordenadora pedagógica e professora Carla Nascimento explica: são oferecidas as modalidades de musculação e Pilates. Podem ser recebidos apenas três alunos em cada um dos horários disponíveis para evitar aglomeração: 8h, 9h e 10h e apenas às segundas-feiras e quartas-feiras ( (daqui a algumas semanas isto pode ser revisto de acordo com a situação da pandemia). Cada aula dura 40 minutos e são necessários 20 minutos entra cada uma para a higienização adequada.

Carla explica que não há agendamento de horário: é por ordem de chegada. Se no horário em que o aluno chegou, o grupo já está completo, pode se encaixar no seguinte.

Quais as regras

Para garantir a segurança, todos devem seguir algumas regras: é obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação, assim como o uso de máscara durante a permanência no Espaço, aferição da temperatura na chegada, uso periódico de álcool gel nas mãos. 

Não será permitido deixar pertence pessoal no banheiro que, a princípio, será apenas para troca de roupa e uso do sanitário. Todos devem levar sua garrafa de água para uso do bebedouro. Os horários vão ser rigorosos para que possa ser feita a higienização após cada aula, e não será possível o aluno permanecer além do horário para que não haja aglomeração.

A reabertura n√£o foi simples. Por causa de todo este tempo que passou fechado, as instala√ß√Ķes f√≠sica do Espa√ßo teve que passar por alguma reforma, descupiniza√ß√£o e reparo nos estragos da maresia em alguns aparelhos. ‚ÄúMas a gente est√° trazendo novidades‚ÄĚ, antecipa Carla, contando que at√© dezembro, o Espa√ßo pode disponibilizar tamb√©m o ‚ÄúCross training‚ÄĚ, (treinamento funcional que re√ļne exerc√≠cios aer√≥bicos e de for√ßa em pequenos circuitos), no espa√ßo externo e uma sala para avalia√ß√£o f√≠sica.

Quem também comemorou

‚ÄúDesde que entrei na UFRJ, sempre utilizei o Espa√ßo Sa√ļde. Me ajudou bastante. Eu tinha obesidade. Ali foi um trampolim, mas tamb√©m houve a conscientiza√ß√£o , alimenta√ß√£o e tudo mais. Esse retorno para mim, √© uma festa. Porque por mais que seja feito com cautela neste primeiro momento, o que acho necess√°rio, foi √≥timo!‚ÄĚ, disse Diego Vin√≠cius da Silva Ribeiro, t√©cnico-administrativo do Instituto de Biof√≠sica Carlos Chagas Filho.

De in√≠cio, h√° cerca de uma d√©cada, quando come√ßou a usar o espa√ßo, percebeu que ia muito al√©m de uma academia tradicional: ‚ÄúA vis√£o √© bem diferente, a gente se sente acolhido pelas pessoas, professores e funcion√°rios, e mais √† vontade que numa acad√™mica tradicional‚ÄĚ. Ele tem inten√ß√£o de ir sempre, nos dois dias dispon√≠veis, at√© que haja mais dias e hor√°rios: ‚ÄúEstou bastante feliz com o retorno. Tomara que continue assim e melhore‚ÄĚ, concluiu.

‚ÄúAchei √≥timo. Estava ansioso, queria muito voltar. √Č uma parte da vida que gosto muito. At√© tem academias perto (de casa), mas me sinto muito bem ali. Gosto muito do grupo todo e n√£o sentia muita vontade de malhar em outro lugar. Estou muito satisfeito. Espero que volte lego a pleno vulto‚ÄĚ, disse Weber Gabriel Zopellario, o Zope, designer gr√°fico da Coordena√ß√£o de Comunica√ß√£o da UFRJ.¬† Ele j√° participou de projeto do Espa√ßo Sa√ļde e terapias como auriculoterapia e massoterapia, pedras quentes. ‚ÄúQue volte logo plenamente e continue at√© o final dos tempos‚ÄĚ, brincou.

Aulas virtuais continuam

‚ÄúQue bom que estamos de volta no presencial‚ÄĚ, comemora a coordenadora pedag√≥gica Carla, destacando, no entanto, que as aulas on line n√£o pararam. Continuam no mesmo hor√°rio na plataforma Zoom (aplicativo para reuni√Ķes on line): Segunda-feira, √†s 8h, circuito e √†s 8h30, Zumba. Ter√ßa-feira, √†s 8h, Pilates; √†s 17h, gin√°stica localizada. Quarta-feira, √†s 8h, alongamento;¬† √†s 17h, Ritmos e √†s 17h30, esticando as pernas. Quinta-feira, √†s 8h, yoga; √†s 17h, Pilates.

Mais Informa√ß√Ķes

Telefone: 96549-3033

E-mail: espacosaude@sintufrj.org.br

 

 

 

 

 

Nesta ter√ßa-feira (19) e na quarta-feira (20), servidores das tr√™s esferas e sindicalistas estar√£o em Bras√≠lia para ¬†pressionar deputados a votar contra a PEC 32, que pode acabar com o servi√ßo p√ļblico no Pa√≠s

Publicado: 18 Outubro, 2021 Р14h44 | Última modificação: 18 Outubro, 2021 Р14h55 | Escrito por: Redação CUT

ANA LUIZA VACCARIN/MGIORA

O presidente da C√Ęmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), est√° retardando a vota√ß√£o da Proposta de Emenda √† Constitui√ß√£o (PEC 32), da chamada reforma Administrativa, porque n√£o tem os 308 votos necess√°rios para aprovar a medida¬†no Plen√°rio da Casa.

Ruim para o povo, que pode perder o servi√ßo p√ļblico gratuito, e para os servidores, que podem perder direitos, a PEC 32 abre ainda a possibilidade de contratar milhares de pessoas terceirizadas que responder√£o a seus indicados, podendo, inclusive, normalizar o esquema das rachadinhas e aumentar a corrup√ß√£o.

Indiferente a tudo isso, Lira, que é um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) no Congresso Nacional, está se esforçando para conseguir apoio dos parlamentares e até prometeu votar a PEC 32 depois do feriado de 12 de outubro.

O adiamento da vota√ß√£o da PEC √© apenas uma estrat√©gia de Lira para tentar desmobilizar a categoria, que tem obtido √™xito na press√£o junto aos parlamentares, avisando que “quem votar, n√£o volta”, alerta o secret√°rio de Finan√ßas da Confedera√ß√£o Nacional dos Servidores P√ļblicos Federais (Condsef), Pedro Armengol, se referinfo ao slogam usado pelos trabalhadores e trabalhadoras em refer√™ncia as elei√ß√Ķes do ano que vem.

Atentos √†s estrat√©gias do presidente da C√Ęmara, os servidores p√ļblicos municipais, estaduais e federais mantiveram as mobiliza√ß√Ķes contra a PEC 32 nos aeroportos, nas bases dos deputados e em Bras√≠lia, conscientizando a popula√ß√£o sobre o perigo que a medida representa e alertando os deputados e deputadas sobre os riscos que correm de n√£o se reelegerem porque tra√≠ram a classe trabalhadora e os direitos do povo.

E esta semana, nessa ter√ßa-feira (19) e na quarta-feira (20), profissionais da educa√ß√£o, da sa√ļde e de outras √°reas, al√©m de estudantes e representantes de sindicatos municipais, estaduais e federais das categorias que formam o funcionalismo p√ļblico, de federa√ß√Ķes, confedera√ß√Ķes e centras sindicais, como a CUT, estar√£o em Bras√≠lia para ¬†pressionar parlamentares a votarem contra a reforma.

Veja a agenda de luta:

Terça-feira (19)

07h: Concentração no aeroporto de Brasília

14h: Concentra√ß√£o no Anexo II ‚Äď C√Ęmara dos Deputados

Quarta-feira (20)

14h: Concentra√ß√£o no Anexo II ‚Äď C√Ęmara dos Deputados

“Os servidores p√ļblicos est√£o lutando pelos interesses de toda a popula√ß√£o que poder√°, a partir da PEC 32, ficar sem escola p√ļblica, sem o SUS, sem as pol√≠ticas p√ļblicas t√£o essenciais ao povo brasileiro”, afirmou o secret√°rio de Rela√ß√Ķes Internacionais da Confedera√ß√£o Nacional dos Trabalhadores em Educa√ß√£o (CNTE) e vice-presidente mundial da Internacional da Educa√ß√£o, Roberto Le√£o.

Saiba como pressionar os parlamentares contra a PEC 32

Todos podem pressionar os deputados, n√£o importa a cidade onde estiverem.

Para isso foi criado o¬†site Na Press√£o, ferramenta que disponibiliza canais de comunica√ß√£o com deputados e senadores. √Č f√°cil e r√°pido lutar contra essa e outras reformas que prejudicam o povo.

E você pode mandar seu recado contra a PEC 32 de qualquer lugar pelo WhatsApp, e-mail ou telefone.

Participe da luta e pressione os parlamentares para que votem N√ÉO √† reforma Administrativa (PEC) n¬ļ 32.

 

 

 

 

 

A Assessoria Jur√≠dica do Sintufrj esclareceu que o sindicato tem participa√ß√£o na A√ß√£o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) que questiona a constitucionalidade do Decreto 10620. Essa medida do governo altera os tr√Ęmites burocr√°ticos para a concess√£o de aposentadoria dos servidores. Trata-se de mais uma investida de Bolsonaro para criar dificuldades ao funcionalismo.

De acordo com a assessoria, o decreto do governo determina uma ‚Äúimplanta√ß√£o gradativa‚ÄĚ da gest√£o do Regime Pr√≥prio de Previd√™ncia Social (RPPS) pelo INSS. O repasse dos servidores da UFRJ est√° programado para agosto de 2022. At√© esta data, segundo os advogados, a ADN j√° poder√° ser julgada pelo STF.

An√°lise da assessoria √© clara: ‚ÄúH√° v√°rias inconstitucionalidades formais no Decreto 10620, mas sua an√°lise est√° concentrada, por enquanto, em a√ß√£o direta no STF. Se tivermos preju√≠zos concretos (demora, indeferimento de benef√≠cio), ent√£o poderemos agir pelo sindicato‚ÄĚ.

‚ÄúEm termos pr√°ticos, tamb√©m podemos ajuizar a√ß√£o coletiva pelo Sintufrj quando e se houver preju√≠zo concreto na an√°lise e deferimento das aposentadorias‚ÄĚ, explica a Assessoria Jur√≠dica. O decreto n√£o altera a vincula√ß√£o de aposentados e pensionistas ao regime pr√≥prio (do servidor), apenas centraliza no INSS a an√°lise para deferimento.

A assessoria n√£o recomenda ‚ÄúA√ß√£o Civil P√ļblica que circula em alguns grupos. Ela tem sido extinta, tem ju√≠zo √ļnico e pode ter resultado contr√°rio que se deseja‚ÄĚ.

 

 

Com cerca de cinco horas de debates, a assembleia do Sintufrj realizada nesta segunda-feira, 18, on line, deliberou, por unanimidade, sobre os seguintes assuntos que t√™m mobilizado a comunidade universit√°ria: ponto eletr√īnico, reforma administrativa (PEC32/20), Ebserh e retorno ao trabalho presencial.¬†

Os t√©cnicos-administrativos em educa√ß√£o tamb√©m deliberaram sobre a delega√ß√£o que participar√° da plen√°ria nacional da Fasubra nos dias 9 e 10 de novembro. A assembleia tamb√©m aprovou a participa√ß√£o da categoria no ato em defesa dos servi√ßos p√ļblicos no dia 28 de outubro, organizado pelo F√≥rum Permanente dos Servidores P√ļblicos do Estado do Rio de Janeiro (hora e local ainda n√£o definidos).¬†

Al√©m desses temas, a dire√ß√£o do Sintufrj esclareceu d√ļvidas a respeito do Decreto 10.620, do governo federal, que altera os tr√Ęmites burocr√°ticos para a concess√£o da aposentadoria dos servidores ‚Äď a assessoria da entidade j√° tomou as devidas provid√™ncias (Leia nota a respeito no site e facebook do Sindicato) –, entre outros informes prestados.

Veja as resolu√ß√Ķes aprovadas, por unanimidade, na assembleia:¬†

Ebserh

1- Reafirmar a luta contra a contratualiza√ß√£o da Ebserh e promover debates virtuais e presenciais nas unidades hospitalares; 2- Convidar o relator do projeto no Conselho Universit√°rio (Consuni) — (professor Walter, decano do Centro de Tecnologia (CT) –, para uma reuni√£o com o Sintufrj, a bancada dos t√©cnico-administrativos no colegiado e a Frente de Mobiliza√ß√£o contra a Ebserh; 3- Lan√ßar materiais espec√≠ficos, como a s√©rie de reportagens e boletins especiais produzidos pelo Sintufrj; e 4- Exigir que a universidade n√£o tome posi√ß√£o sobre a Ebserh durante o governo Bolsonaro, explicitando o risco que √© a abertura de negocia√ß√Ķes com este governo.

Ponto eletr√īnico

Considerando que os servidores t√©cnico-administrativos e o servi√ßo p√ļblico em geral vivem uma conjuntura desfavor√°vel e de ataques extremos por parte do governo Bolsonaro, inclusive com a tentativa de acabar com a estabilidade e outros direitos; Considerando que os servidores t√©cnico-administrativos j√° s√£o submetidos ao controle de frequ√™ncia, mesmo que mec√Ęnico, mas que serve para garantir a exig√™ncia da assiduidade e pontualidade, como manda a lei; Considerando que a implementa√ß√£o do controle eletr√īnico de frequ√™ncia na UFRJ abre espa√ßo para diversos tipos de ataques externos e internos, com o poss√≠vel acirramento do ass√©dio moral contra trabalhadores(as); Considerando que a UFRJ j√° provou e continua a provar, sempre que um novo ranking √© divulgado, que √© campe√£ em produ√ß√£o acad√™mica, sendo um das principais institui√ß√Ķes de ensino, pesquisa e extens√£o do Brasil e da Am√©rica Latina, para o que os t√©cnicos-administrativos t√™m grande contribui√ß√£o; e, Considerando que o momento de pandemia impede um debate mais amplo sobre o tema, inclusive com a aus√™ncia de possibilidade de uma participa√ß√£o presencial e ativa dos servidores t√©cnico-administrativos nos conselhos superiores da Universidade.¬†

Os t√©cnico-administrativos da UFRJ reafirmam sua posi√ß√£o hist√≥rica de defesa e respeito √† jornada de trabalho de cada trabalhador e trabalhadora, e que seu controle √© consequ√™ncia do controle dessa conquista trabalhista, e n√£o de entrave ao pleno desenvolvimento de suas atribui√ß√Ķes e vigil√Ęncia que vem sendo efetuado seja pelo governo, seja por gestores da UFRJ, e reivindica que seja suspenso de qualquer encaminhamento de implanta√ß√£o do ponto eletr√īnico na UFRJ.

Retorno

1) Garantia de observ√Ęncia de todos os protocolos sanit√°rios de seguran√ßa (avalia√ß√£o de risco ambiental, EPIs, √°lcool gel, m√°scaras, sab√£o e √°gua nos banheiros, medidores de temperatura etc.) e que os setores sem essas medidas n√£o sejam autorizados a funcionar; 2) Que o retorno presencial s√≥ seja obrigat√≥rio para os trabalhadores que estejam efetivamente imunizados com as duas doses e que o per√≠odo de imuniza√ß√£o de 15 dias j√° tenha decorrido; 3) Que os t√©cnicos que se encontrem enquadrados na Resolu√ß√£o da parentalidade tenham seus direitos respeitados por chefes de setores, diretores de unidades e demais superiores hier√°rquicos; 4) Que o retorno seja com garantias de quest√Ķes b√°sicas, como, a volta do bandej√£o e distribui√ß√£o de √°lcool nos pontos de √īnibus no entorno da universidade e no transporte interno do campus; por um plano efetivo de seguran√ßa no campus do fund√£o; 5) Apresenta√ß√£o obrigat√≥ria da carteira de vacina√ß√£o do SUS; que os trabalhadores que se negarem a se vacinar n√£o sejam autorizados a retornar ao trabalho, sendo instalado contra estes processo administrativo por atentarem contra a sa√ļde p√ļblica quando tinham chances de evitar e perda autom√°tica do cargo ou fun√ß√£o de chefia; 6) Que a UFRJ pressione as empresas terceirizadas a cumprir as leis trabalhistas evitando atrasos de sal√°rios, vales etc., e para que as empresas cumpram com medidas m√≠nimas (distribui√ß√£o de EPIs, √°lcool gel, mascaras e obrigatoriedade de vacina√ß√£o de todos e todas funcion√°rios/as); 7) Que seja instalada uma comiss√£o da administra√ß√£o superior e da bancada sindical e estudantil (4 segmentos, docentes, t√©cnicos, terceirizadas e alunos) para apurar o total de mortes e contamina√ß√£o de trabalhadores e trabalhadoras da UFRJ; e 8) Manter a frequ√™ncia regular, nos par√Ęmetros da Resolu√ß√£o 07 do Conselho Universit√°rio, para os servidores que permanecer√£o em efetivo exerc√≠cio, mas com presen√ßa em sistema de escala ou que n√£o poder√£o retornar ao local de trabalho, seja pela inadequa√ß√£o das condi√ß√Ķes ambientais, seja pela n√£o cumprimento dos protocolos de biosseguran√ßa ou pelas demais quest√Ķes resguardadas por resolu√ß√Ķes internas e orienta√ß√Ķes dos GTs em funcionamento na UFRJ. 9) Solicitar √† Fasubra que monitore os processos de retorno em todas as universidades p√ļblicas e produza um informe que oriente os sindicatos de base.