O Sintufrj acaba de enviar ofício à PR-4 solicitando reunião em caráter de urgência reunião para tratar da transição das capacitações para aceleração pendentes até 1º de janeiro. São casos que se enquadram na regra de transição prevista na Medida Provisória publicada pelo governo como resultado do Acordo de Greve. No ofício encaminhado à Pró-Reitora de Pessoal, Neuza Luzia, o Sintufrj propõe que a reunião aconteça nesta quarta-feira, 7 de maio.

Veja o ofício: https://sintufrj.org.br/wp-content/uploads/2025/05/PR-4-OF.126.2025-SOLICITACAO-DE-REUNIAO-URGENTE-COM-SINTUFRJ.pdf

SINTUFRJ

 

A direção da Fasubra reuniu-se com o MEC na última segunda-feira, 5 de maio, e cobrou o cumprimento integral do acordo de greve. Na oportunidade informou a decisão da plenária nacional de que a categoria se encontra em estado de greve.
Representaram a Fasubra no encontro as dirigentes Cristina del Papa, Ivanilda Reis, Lucimara da Silva, Melissa Elaine Campos, Márcia Abreu e Cláudia Lóssio. Pela Secretaria Executiva do MEC, participaram Leonardo Barchini e Gregório Grisa.
Durante a reunião, a Fasubra informou ao secretário-executivo Leonardo Barchini sobre o prazo final para a prorrogação do termo de acordo até o próximo dia 31 de maio, reforçando a deliberação da plenária nacional de que a categoria se encontra em estado de greve, com mobilizações sendo realizadas em todo o país até que o acordo seja cumprido na íntegra. Caso o termo não seja respeitado, a categoria está preparada para construir uma nova greve, em resposta ao descumprimento do que foi pactuado.
Os representantes do MEC solicitaram que a deliberação da Fasubra sobre o estado de greve seja enviada oficialmente ao ministério, a fim de que possam discutir o tema diretamente com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e agilizar o processo de cumprimento do acordo.
O MEC comprometeu-se a encaminhar uma resposta urgente à Fasubra até o final desta semana sobre a implementação das regras de transição na carreira, bem como a convocar, com urgência, a Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC).

Carreira
Entre os principais pontos debatidos, destacou-se a discussão sobre as regras de transição do desenvolvimento na carreira, item sobre o qual já havia entendimento firmado no pleno da CNSC e com o MEC, conforme previsto no acordo de greve. No entanto, até o momento, não houve devolutiva oficial por parte do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O MEC reafirmou que retomará o diálogo com o MGI para reafirmar a posição pactuada na CNSC.
Também foram discutidas pautas de competência específica do MEC que seguem sem posicionamento oficial, como a hora ficta, que já foi analisada e recebeu parecer favorável do MEC, mas ainda aguarda a emissão de uma instrução geral de implementação às universidades. Sem essa diretriz, os profissionais dos hospitais universitários permanecem desassistidos.
Outro ponto abordado foi a jornada de 30 horas, incluída no acordo como competência do MEC, que foi transferida unilateralmente para a Mesa do MGI. A Fasubra solicitou a retomada urgente dessa pauta pelo MEC, como forma de garantir o cumprimento do acordo.

Capacitação
Durante a reunião, também foi tratado o Decreto n.º 9.991/2019, que trata do plano de capacitação para universidades e institutos federais. A Federação reiterou a importância estratégica desse tema para o desenvolvimento e valorização dos servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs). A direção reforçou ainda a necessidade de que o ministro da Educação, Camilo Santana, assuma um posicionamento político firme em favor da categoria, defendendo os avanços pactuados e priorizando o diálogo com as representações dos servidores.
O secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, afirmou que o ministério lutará com todas as forças pelo cumprimento integral do acordo, encerrando a reunião com esse compromisso. A Fasubra orienta as entidades de base a manterem a pressão e intensificarem as mobilizações, buscando o apoio das reitorias e exigindo que as regras de transição sejam incluídas já na próxima folha de pagamento, conforme pactuado no termo de acordo da greve.