Nesta quinta-feira, 5 de junho, sessão conjunta dos Conselhos Superiores da Unirio que discutiu a proposta da Reitoria denominada “fusão” entre o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG) e o Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) mobilizou durante todo o dia a comunidade da Unirio a qual questiona a falta de debate e transparência por parte da Reitoria. A sessão que durou oito horas teve alta temperatura e acabou sendo interrompida pelo reitor ao fim da tarde sob alegação de violência à sua pessoa e impedimento do debate.
Entre as principais preocupações da comunidade da Unirio é que, ao contrário do que vem sido dito oficialmente, a medida representará o fechamento do HUGG. O hospital universitário, fundado em 1929 e incorporado pela Escola de Medicina e Cirurgia em 1966, irá deixar de funcionar como tal e o edifício será utilizado para outras finalidades caso seja aprovada a resolução proposta pela reitoria da Unirio. As categorias da universidade denunciam que o hospital será transformado em clínica da família sendo gerido por organizações sociais e denunciam também a ingerência da Ebserh que está no HUGG desde 2015.
Na sessão houve várias manifestações e moções contrárias à fusão, solicitações de transparência e de aprofundamento da discussão, denúncias sobre privatização, assim como levantamentos de questões de ordem durante a sessão.
“Queremos entender enquanto categoria estudantil porque esses processos deliberativos não estão sendo feitos de forma democrática. Houve quatro audiências públicas. Observamos que foram pouco divulgadas e esvaziadas. Nós da categoria estudantil nós somos 18 mil considerando Sederj e nós concordamos que não há para nós debate suficientemente esclarecedor que tenha sido passível de poder ter interferido democraticamente por todas as categorias dessa universidade para pautar algo tão importante quanto a fusão do HUGG com o Hospital dos Servidores. Qual a motivação da pressa? Entendemos que há tempo e espaço para maior discussão e compreensão desse processo”, colocou em questão de ordem a conselheira estudantil Daniele Gelaberti.
“Nesse processo da fusão o Ministério da Saúde e o MEC disseram que não estariam mais responsáveis pelo hospital universitário e ele seria de responsabilidade da Unirio. Portanto, na nossa avaliação, há uma discussão que precede a da fusão que é sobre o fechamento ou não do hospital universitário. Ficou claro em todas as audiências públicas que a fusão significa o fechamento do hospital”, manifestou posição o dirigente da Asunirio, Rodrigo Ribeiro.
“No debate que fizemos em assembleia avaliamos que não se trata de fusão ou não como a Reitoria está propondo. Acumulamos nas nossas assembleias e nas audiências públicas de que se trata na verdade de uma total reconfiguração do HUGG que muitos falam sobre o fechamento o que de fato pode acontecer. Estamos falando da transferência de um campus para outro campus. E também tem o debate de uma reestruturação de unidades administrativas. Então estamos diante de uma complexidade de uma matéria que não se encerra no voto binário sim ou não sobre a fusão. Por isso essa questão de ordem que colocamos que é para ser um debate sobre a revitalização a revitalização do HUGG e que o hospital possa permanecer no seu prédio histórico. Somos a favor de um debate amplo e de forma conjunta. Nem o contrato da fusão nos foi apresentado”, defendeu Rodrigo Castelo, dirigente da Adunirio.





