Ato foi neta terça, 24. Comunidade promete ocupar também próximo Consuni, dia 26, em mais um protesto.
Técnicos-administrativos e docentes do Colégio de Aplicação deram um abraço simbólico em torno do Colégio de Aplicação da UFRJ, na Lagoa, na manhã desta terça-feira, 24, para denunciar o descaso com a unidade que levou ao desabamento do muro que separa a quadra do Colégio da rua Batista da Costa. Segundo os manifestantes, foi um ato “político afetivo” diante do que chamam de tragédia anunciada.
A situação já vinha sendo informada à Reitoria desde janeiro. No fim de semana passado, trecho do muro começou a tombar até que, de sábado, 21, para domingo caiu de vez. Não atingiu ninguém. Só um carro ali estacionado. Mas afetou as aulas de 780 crianças e jovens, que acabaram suspensas desde segunda-feira, 23, até a instalação de tapumes que vão proteger provisoriamente as crianças do vão aberto para a rua.
Reunião discute retorno das aulas com segurança
No dia 24, além do ato, aqueles trabalhadores lotaram o salão do teatro do colégio para debater a situação precária das condições e de trabalho na unidade. Eles decidiram propor na reunião do Conselho Diretor (Condir) que ocorreria à tarde, que as aulas só retornem condicionadas à instalação dos tapumes de forma adequada e que dê segurança e condições de trabalho, como conta o coordenador de Educação, Cultura e Formação Sindical Edmilson Pereira, trabalhador da unidade e membro do Condir. e condições de trabalho
“Sem isso, não há condições de retorno às aulas por enquanto, diante da insegurança”, disse o coordenador, lembrando em particular da segurança para as criança. Esse posicionamento vai ser levado ao Condir para que a unidade se posicione institucionalmente. “Não havendo concordância com esta proposta, faremos uma nova reunião para definir o nosso indicativo”, detalha o coordenador”, pondera Edmilson.
Ato no Consuni
Além disso, a reunião reiterou a proposta de ato no Consuni, para denunciar a gravidade da situação.
Além da queda do muro, cuja possibilidade que já vinha sendo alertada por trabalhadores e estudantes do CAP até em manifestação anterior no Consuni (no dia 27 de março), e naturalmente sua reconstrução, sem a qual não há condições das aulas recomeçarem com segurança, há uma série de questões reivindicadas pela comunidade local.
- Há mais de três anos, as crianças de 3 a 6 anos, da Educação Infantil, sofreram com a transferência abrupta da sede da escola, no Fundão, para o espaço exíguo de duas salas na Lagoa;
- Falta de espaço;
- problemas nas instalações elétricas;
- Há infiltração e rachaduras em salas de aula que causam insegurança;
- Falta da quadra com cobertura;
- Falta de docentes e técnicos;
- Falta de pessoas habilitadas para o trabalho com crianças
Vídeo registra o abraço ao CAP
A professora de Artes Visuais Mariana Guimarães informa as razões da corrente de trabalhadores em defesa do CAP.


O trecho do muro atrás da quadra
A parte do muro que tombou no fim de semana passado, deixou a quadra aberta na rua, cercada por fitas.
