O Grupo de Trabalho de Saúde do Sintufrj se reuniu na tarde desta quarta-feira, 25, com uma pauta ampla: temas como enfrentamento ao Assédio e Conflitos, direito de greve, violências local de trabalho, hora ficta, e os primeiro resultados do questionário sobre saúde e qualidade de vida promovido pelo Sintufrj. O encontro, na sala de reuniões da entidade, contou com representantes da maioria das coordenações, colaboradores e integrantes da base que participaram ativamente das discussões.

A coordenadora de Administração e Finanças Laura Barreto abriu a reunião anunciando a palestra do advogado do Departamento Jurídico do Sindicato Alexandre Fecher sobre o direito de greve e violência no trabalho.

O advogado informou normativas, atividades essenciais e a importância da entidades sindical na organização da luta dos trabalhadores em nível local e nacional. Fecher abordou também o crescimento de casos de intimidação e violência de usuários contra profissionais das unidades de saúde e como reagir. Ele lembrou que isso afeta não apenas a vida profissional, mas pessoal do trabalhador, situação que não se deve naturalizar e que tem que ser enfrentada. E elencou possibilidades como a paralisação imediata do serviço, aviso à direção e acionamento da CPST, porque é uma situação com a qual a UFRJ não pode compactuar.

A coordenadora de Comunicação do Sintufrj, trabalhadora do IPPMG, lembrou a reivindicação que fez à Reitoria, no último Conselho Universitário, por apoio aos profissionais das unidades de saúde vítimas desta forma de violência. Segundo ela, é uma situação de vulnerabilidade e sem apoio jurídico. “É abandono”, completou o advogado, alertando que é preciso criar um código na CPST de forma que haja registro dos casos e se possa evidenciar a incidência de casos.

O grupo discutiu também a ocorrência de assédio moral e conflitos no trabalho, maneiras de enfrentar e a importância da criação do Departamento de Enfrentamento ao Assédio Moral e Conflitos, com a participação de Anaí Estrela e Aline Silveira e Fabiane Marcondes (da Coordenação de Políticas Sociais). Fabiane anunciou que começa na próxima semana o atendimento da Coordenação na sub-sede da Praia Vermelha.

Nível hard de adoecimento

Segundo Aline social vêm se agravando os casos de adoecimento que chegam à Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador. num nível “hard” (severo) , com muitos casos precisando de atendimento clínico.

A respeito disso, aliás, a assistente social informou o resultado de um importante questionário feito entre profissionais das unidades de saúde no início deste ano, ainda na gestão passada. Na avaliação dos questionários WHOQOL-Bref e Cohen (da Organização Mundial da Saúde, sobre qualidade vida em aspectos como como saúde, trabalho e ambiente) feito com 244 profissionais, a maioria do HUCFF, IPPMG, IPUB e INDC), pessoal do RJU, de natureza especial e extraquadro. Profissionais das mais diversas áreas, como enfermeiros e técnicos, assistentes em administração etc. e com mais de 10 anos de vínculo. E os números servem de alerta: a maior parte (61%) destas pessoas reportam níveis de estresse alto, com sobrecarga de tarefas, nervosismo. Ou seja, sofrimento

Hora Ficta

Laura Barreto e Alexandre abordaram detalhes sobre os caminhos possíveis para a implantação de um direito conquistado no acordo da greve de 2024, a hora ficta (ou hora noturna reduzida, que garante aos trabalhadores que atuam no período noturno, entre 22h e 5h, a contabilização de sua jornada de forma diferenciada: a hora ficta tem 52 minutos e 30 segundos, ou seja, menor tempo de trabalho efetivo para cada hora trabalhada). 

O advogado Alexandre Fecher (abaixo) aborda direito de greve e mecanismos para enfrentar situações de violência no local de Trabalho

Houve também uma ação de bem estar, um momento de relaxamento pelo método da Reflexologia Podal, ministrado por Guilherme Souza.

Com a participação presencial da categoria no Fundão, Praia Vermelha e Macaé, a assembleia geral do Sintufrj simultânea e transmitida pelas redes sociais da entidade nesta quarta-feira, 25 de junho, elegeu 14 delegados à 13ª Plenária Estadual da Central Única dos Trabalhadores, que será realizada dias 29 e 30 de agosto. O líder petroleiro e secretário de Organização Política da CUT-RJ, Alessandro Trindade, fez parte da mesa, que foi dirigida pelos coordenadores-gerais Francisco de Assis e Esteban Crescente, e a coordenadora de Aposentados(as) e Pensionistas, Selene Vaz.

O Dia Nacional de Luta, nesta quinta-feira, 26, foi também assunto na assembleia. O Sintufrj convocou a categoria para participar das ações organizadas pela entidade. São elas: às 9h30, manifestação na sessão do Conselho Universitário (Consuni) de pressão pela concessão da aceleração aos aposentados e de cobrança para adoção de medidas urgentes contra a precarização do prédio do Colégio de Aplicação. Desde segunda-feira, 23, os  alunos estão sem aulas devido à queda de parte do muro da unidade. Às 17h, na Cinelândia, ato final da Caravana Glauber Fica –movimento de luta contra a cassação do mandato do parlamentar pela direita e extrema direita no Congresso.

Plenária cutista

O Sintufrj é filiado à CUT desde que foi fundado, em 1987, e deixou de ser Associação dos Servidores da UFRJ (Asufrj), criada no dia 11 de junho de 1960. A Central Única dos Trabalhadores continua sendo considerada a maior central sindical da América Latina e a quinta maior do mundo de acordo com a própria CUT. Além de representar milhares de trabalhadores e trabalhadoras em diversos setores da economia, a central sindical é reconhecida pela sua influência no cenário político e social brasileiro.

Delegação

 A assembleia aprovou a proposta de chapa única — “Unidade na Luta” –, composta pelas forças políticas Unir, Movimento Luta de Classes e Ressignificar, e independentes. “Temos que ter consciência da importância da luta de classes, da luta sindical e da Central Única dos Trabalhadores”, afirmou o representante da CUT. Segundo o dirigente, o Congresso é atualmente quem mais ataca os trabalhadores e o principal inimigo da sociedade brasileira.

Alessandro fez uma lista do patrimônio da Petrobrás vendidos, e a baixo custo, nos governos do golpista Temer e do fascista Bolsonaro –refinarias, oleodutos, canais de passagem de gás, entre outros bens, como a BR Distribuidora (“Somos a única

Propostas aprovadas na assembleia

. Adesão às paralisações de 48 horas nas datas indicadas pela Fasubra.

. Convocação pelo Sintufrj do Fórum de Servidores Federais do Rio de Janeiro para pautar a organização da luta contra a reforma administrativa.

. Sintufrj deve levar à 13ª Plenária Estadual da CUT e à 17ª Plenária Nacional da CUT, a pauta de reivindicações e as deliberações da Fasubra.

Avaliações

O coordenador-geral do Sintufrj e coordenador de comunicação da Fasubra, Francisco de Assis, fez uma síntese do resultado da plenária nacional da federação, realizada de 13 a 15 de junho, em Brasília. “Foi aprovado paralisação de 48 horas pelo cumprimento do acordo de greve; plenária emergencial virtual em junho e plenária presencial na primeira quinzena de agosto para debater a conjuntura nacional e o indicativo de greve; redução da jornada semanal de trabalho também para os terceirizados, entre outras deliberações”. (Veja o ID 16/2025 da Fasubra).

Como dirigente da Fasubra, Assis destacou o papel da CUT nas conquistas da greve da categoria: “Se não fosse a Central Única dos Trabalhadores nós teríamos ficado na negociação inicial com o governo, que apontava R$ 1,8 bolhão de recursos para atender nossas reivindicações. E foi o campo cutista que a gente buscou para ter acesso ao Congresso, porque uma parte do PT não queria abrir o diálogo com os trabalhadores, achando que que isso desgastaria o governo. Mas nós tivemos diálogo e arrancamos do Congresso e da base do PT, o compromisso que chegou a R$ 4,2 bilhões para o nosso termo de acordo que foi assinado e que deu as acelerações para quase todo mundo”.

Ao fazer uma avaliação da plenária da Fasubra, Esteban Crescente, coordenador-geral do Sintufrj e militante do movimento Luta de Classes, considerou um equívoco a não aprovação da proposta de deflagração de greve pela categoria em julho, para exigir que o governo cumprisse integralmente o acordo assinado.

“Foi avaliado que se deveria acumular mais forças até uma nova plenária em agosto. Nesse sentido, a agenda de lutas aprovada é fundamental e foi tirado 48 horas de paralisação na primeira e segunda quinzenas de julho. Temos que trabalhar para isso. Peguem o jornal do sindicato e leve nos setores. Chame para a mobilização de rua desta quinta-feira e no Consuni para reivindicar que seja implementado pela UFRJ o que está no acordo e já foi cumprido por outras universidades”, orientou Esteban.

 

A Fasubra aprovou na plenária a construção de manifestações nesta quinta-feira, 26 de Junho. A data é véspera do dia que completa 1 ano de assinatura do termo de Acordo de Greve assinado pela federação e o Sinasefe no dia 27 de junho de 2024, junto ao governo federal.
A paralisação terá como pauta a luta pelo cumprimento integral do acordo de greve e o imediato pagamento do reajuste de 9% para segmentos médicos/as e médicos/as veterinários/as do PCCTAE.

A recomposição orçamentária das Instituições Federais de Ensino e a luta contra  a Reforma Administrativa estão, também, na pauta do movimento.

Na UFRJ, cuja asfixia financeira transtorna o dia a dia da instituição, o Sintufrj vai à sessão do Conselho Universitário participar da manifestação organizada em defesa do Colégio de Aplicação, cujo o muro ruiu no último fim de semana. A unidade de excelência teve que interromper as aulas prejudicando quase 800 alunos.

Em Brasilia, estão programadas atividades em frente ao MEC com as entidades Sinasefe e Andes, “celebrando” o aniversário de 1 ano do Termo de Acordo.

EM ABRIL, DURANTE VISITA DA MINISTRA DO MGI, Esther Dweck, trabalhadores do Executivo Federal cobraram o cumprimento integral do acordo de greve