Relator da Reforma Administrativa antecipa pontos

O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), relator da Reforma Administrativa, em entrevista à Globonews, apresentou principais pontos do texto que pretende protocolar nas próximas semanas. O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União fez uma análise do que está por trás da fala do relator. Veja a análise:

📌 Mudança de estratégia na tramitação

O ponto mais relevante a ser destacado é que o texto da Reforma Administrativa não será apensado à PEC 32/2020, como temíamos. Ao contrário, será protocolado como nova proposta a ser discutida em comissão especial sobre a matéria, e só então levado ao Plenário da Câmara.

Trata-se, portanto, de um movimento claro de controle de dados. Ao iniciar o processo com uma nova tramitação, o relator alonga o processo legislativo propositalmente, criando um ambiente político mais manejável para reembalar a proposta de Reforma Administrativa sob uma nova roupagem, com menos resistência imediata, permitindo ao GT trabalhar com mais margem de negociação e menos pressão externa.

O deputado repetiu as propostas já apresentadas – como fim das férias prolongas ou o controle de verbas indenizatórias – uma estratégia de embelezar o discurso da Reforma Administrativa para torná-lo mais aceitável perante a opinião pública, enquanto os elementos mais estruturantes permanecem preservados dos holofotes.

Os pontos mencionados na entrevista:

📊 Tabela Remuneratória Única: Unificação dos salários do serviço público, da base até os chefes dos Três Poderes. – Na prática, limita os vencimentos ao longo da carreira e pressiona o teto remuneratório.

📆 Fim das Férias de 60 Dias – Extinção de um benefício que atinge menos de 0,3% dos servidores. Medida simbólica, com forte apelo público, mas baixo impacto orçamentário real.

💸 Verbas Indenizatórias – Criação de regras claras e limites para esses valores, que deverão ter expressamente caráter temporário.  Visa dar resposta a críticas sobre “penduricalhos” salariais.

 

🏛️ Limite para Municípios com Baixa Arrecadação – Redução de número de secretários e teto de remuneração para vereadores e secretários.  Aposta simbólica para sinalizar rigor fiscal, sem enfrentar os principais gargalos da máquina pública

Reforma atinge os servidores e a população

A coordenadora de Administração e Finanças da Fasubra, Márcia Abreu é bastante crítica não apenas da proposta em si (que precariza o serviço público) mas pela maneira que está se desenrolando.

O relator, mencionou na entrevista, segundo ela, os mesmos comentários que já vem fazendo desde que o trabalho começou: “São aspirações dele desde que começou o GT da Câmara (o grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que discute a reforma administrativa). A proposta mesmo, não apresenta. Ficaram de apresentar ontem (dia 19) mas não apresentaram. Na imprensa informam que Pedro Paulo (o relator) foi conversar com o Hugo Mota (presidente da Câmara) e que este recomendou que o relator conversasse com as bancadas e buscasse apoio para as propostas que o GT trabalhou.

De fato, na imprensa a informação foi que a divulgação do conteúdo foi adiada e não há data para protocolo, e que as conversas com os partidos devem levar pelo menos duas semanas,

“Ou seja, só vamos ficar sabendo das propostas quando quiserem, sabe-se lá quando.  Pode levar de suas a quatro semanas para sabermos exatamente o que tem.

Mesmo assim, das propostas que o parlamentar tem aventado, na opinião da dirigente, parte são periféricas e não são realmente estruturantes.

E por outro lado, ignoram propostas que o movimento sempre defendeu  como a isonomia salarial, a qualificação dos trabalhadores, o aprimoramento ao longo da vida, concursos públicos transparentes para todos os cargos, principalmente os de ponta que atendem a população.

E há diferenças graves entre os dois lados: “A nossa lógica de avaliação, e a nossa Carreira é neste sentido, é vinculada aos objetivos da instituição e a valorização dos trabalhadores pelo bem do serviço público. Mas o que eles (do GT) defendem é uma avaliação punitivista”, explica Márcia destacando que, como pedagoga, jamais poderia concordar com isso.

Até o momento, portanto, tendo em vista que não temos nada por escrito, eles trabalham numa lógica totalmente diferente do que o movimento e os servidores defendem então seguimos na linha de combater essa Reforma.

Uma questão preliminar, segundo ela, é que o GT é totalmente alheio ao que diz o regimento da Câmara para a tramitação de propostas (não existe GT no regimento da casa e nenhuma proposta deve ser discutida a partir de GT. É necessário que as propostas passem pelas regras do regimento da casa. É preciso definir proposta e instrumento, se é um projeto de lei (PL), um PLC (complementar) ou uma proposta de emenda à Constituição (PEC).

“Cada um destes tem uma forma de tramitação na Câmara  e pode ser aceita a depender dos interesses da correlação de forças, da conjunta, da pressão. Por exemplo, se a proposta mexer com questões da Constituição, tem que ser uma PEC, tem que ter 171 assinaturas, tramitar em comissão especial… ou seja tem regras no regimento para tramitação de qualquer propositura que abram a possibilidade de um debate democrática sobre estas questões”, detalha a coordenadora.

E o resumo da ópera até aqui é que o movimento segue em luta. “Somos contra essa reforma que está sendo apregoada porque avaliamos que, da forma que estão falando, só vem para precarizar o serviço público, atingir o trabalhador do serviço público e, portanto, as políticas públicas e a população”, conclui Márcia Abreu.

Márcia Abreu, coordenadora da Fasubra analisa propostas

relator

Fotos: Renan Silva

Nesta quarta-feira, 20, foram duas reuniões por locais de trabalho. A direção sindical e colaboradores da gestão se dividiram entre a Faculdade de Letras e o Museu Nacional. A pauta foi a mesma:

  • Esclarecer dúvidas sobre as ações judiciais, como os 28,86%, atualizar.
  • Informes sobre a luta em andamento pelo cumprimento integral do acordo de greve.
  • Mobilizar para barrar a aprovação da Reforma Administrativa que se encontra no Congresso Nacional, por articulação do Centrão e demais parlamentares da direita e extrema direita das duas Casas.

Urnas para coleta de votos do Plebiscito Popular foram instaladas pelo Sintufrj nos dois locais de reunião com a base.

28,86%

Dúvidas e questionamentos a respeito dos 28,86% foram esclarecidas pelos coordenadores sindicais, entre outras ações coletivas, e a orientação da direção do Sintufrj à categoria é que entrassem em contato com os advogados do escritório Rudi Cassel, que assessoria a entidade nesses processos judiciais pelos seguintes canais:

Email: 2886sintufrj@servidor.adv.br / whatsApp: (61) 99218-6258 / telefone do escritório: (61) 3223-0552 ou na sede do Sintufrj, de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h.

Acordo e Reforma Administrativa

Os principais informes das pendências do acordo de greve assinado com o governo, mas que ainda demandam acertos na mesa de negociação da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC), da qual participam representantes do MEC e/ou do MGI, foram em relação a Racionalização dos Cargos e Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

Os dirigentes dissecaram a proposta de Reforma Administrativa que a direita e a extrema direta discutem no Congresso Nacional, que é a reedição da PEC 32 do governo Bolsonaro, mas que na época foi arquivada pela pressão das ruas. O principal alvo dessa reforma são os servidores e os serviços públicos.

Está em risco, por exemplo, as políticas públicas, como investimentos na saúde, educação e em moradias populares, entre outros direitos da população. Os servidores perderão a   estabilidade e funcionários temporários contratados (sem concurso) substituirão os servidores de carreira, entre outras importantes conquistas das categorias federais que a Reforma Administrativa pretende acabar.

Só com muita mobilização os servidores federais poderão pôr fim a essa ameaça. Os coordenadores convocaram os técnicos-administrativos da Letras e do Museu Nacional a participarem das ações de mobilização organizadas pelo Sintufrj. “A hora é de encher às assembleias da categoria e às ruas”, pontuaram.

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Coordenaram as reuniões as seguintes companheiras e companheiros: Na Faculdade de Letras – Coordenadores Marli Rodrigues, Vânia Godinho, Norma Santiago, Selene Vaz, Esteban Crescente e José Carlos Xavier. No Museu Nacional – Anai Estrela (Departamento de Assédio Moral do Sintufrj), Francisco de Assis (coordenador) e Alcir da Silva, integrante da CIS.

CUT e movimentos sociais convocam o povo brasileiro a ir às ruas no dia da Independência defender a soberania nacional e dizer não à extrema direita que defende o tarifaço de Trump contra os interesses do país

 Redação CUT

A resposta do povo brasileiro aos ataques da extrema direita que defendem o tarifaço de 50% de Donald Trump aos nossos produtos exportados para os Estados Unidos, mesmo que milhares de trabalhadores e trabalhadoras percam seus empregos, será dada nas ruas em 7 de setembro (domingo) dia da Independência.

Para isso a CUT, centrais sindicais, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Grito dos Excluídos estão fazendo um chamado à população para que participe dos atos que serão realizados em todo o país.

Na capital de São Paulo será realizado na Praça da República, centro, a partir das nove da manhã.  Em Fortaleza (CE) o ato está marcado para a Praça da Paz Dom Helder Câmara, Praia do Futuro, a partir das oito da manhã. Os locais e horários dos demais atos serão divulgados em breve.

O presidente da CUT Sergio Nobre e o ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho durante a live das centrais sindicais em defesa da democracia, do emprego e da soberania nacional, realizada na semana passada, destacaram a importância de o povo ir às ruas no 7 de setembro.

“Temos de demonstrar para o mundo que o povo brasileiro está disposto a defender a sua soberania, o seu emprego, que o nosso país e a classe trabalhadora não ficam de joelhos a ninguém e nós vamos dizer para o Trump que apesar dele o Brasil vai continuar crescendo, vai continuar com democracia e a classe trabalhadora apoiando as suas instituições”, ressaltou Sergio Nobre.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho também foi enfático ao defender uma mobilização do povo brasileiro em defesa da nossa soberania.

“É um processo de mobilização permanente e nós sabemos que nós temos riscos e uma das questões é, portanto, como diz o presidente Lula, a defesa da nossa democracia, defesa das nossas instituições, defesa da nossa soberania. Portanto, 7 de setembro vem aí, como dia importante de mobilização, temos que dar demonstração que o povo brasileiro, o povo trabalhador está unido em defesa do Brasil”, declarou Luiz Marinho.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fez um levantamento de que se nenhuma medida fosse implementada pelo governo brasileiro (Lula anunciou um pacote de ajuda de R$ 30 bilhões às empresas afetadas pelo tarifaço), em um ano mais de 700 mil trabalhadores e trabalhadoras de diversos setores poderiam perder o emprego e as sanções impactariam negativamente o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,35%.

O tarifaço de Trump é culpa da Família Bolsonaro

Desde que se autoexilou nos Estados Unidos o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) tem tratado com o presidente dos Estados Unidos sanções econômicas que prejudicam o povo brasileiro. A ideia do tarifaço surgiu sob o argumento de que há uma perseguição política ao ex-presidente que está sendo julgado por tentativa de golpe de Estado.

Leia mais Julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado começa dia 2/09 decide STF

Uma pesquisa do Datafolha mostra que para 39% dos entrevistados a família Bolsonaro é culpada pelo tarifaço, sendo que para 22% a culpa é do ex-presidente e 17% culpam seu filho Eduardo. Outros 35% responsabilizam Lula e o ministro Alexandre de Moraes ficou com 15%.

Os profissionais da Pró-Reitoria de Gestão e Governança da UFRJ se despediram da ex titular da pasta Claudia Ferreira da Cruz, prestando-lhe uma homenagem pública, na qual destacam  “sua liderança técnica, generosa e inspiradora ao longo de sua gestão”.

As trabalhadoras e trabalhadores agradeceram a confiança depositada por ela na equipe e no desenvolvimento das atribuições e compromissos institucionais de cada um, individualmente e coletivamente.

“Seu legado dedicação, diálogo e integridade seguirá presente em nossas práticas e memórias. Com gratidão e reconhecimento, desejamos-lhe sucesso em seus próximos desafios”, finaliza o texto assinado pela equipe da Pró-Reitoria de Gestão e Governança.