A luta pela derrota da proposta de reforma administrativa atualmente em curso no Congresso e a luta pelo cumprimento integral do Acordo de Greve se inserem na pauta específica

Ampliar a mobilização da classe trabalhadora e aliar as lutas gerais em defesa da democracia e da soberania com as pautas específicas dos trabalhadores, servidores públicos das três esferas e da Fasubra são tarefas de todos os sindicatos de base da federação e dos trabalhadores técnico-administrativos em educação das instituições públicas do Brasil. Este é o centro da avaliação de conjuntura aprovada na plenária nacional realizada entre 29 e 31 de agosto.

A plenária aprovou também que as entidades de base se somem à agenda do Fonasefe, em especial à paralisação de 48 horas nos dias 10 e 11 de setembro. A luta pela derrota da proposta de Reforma Administrativa atualmente em curso no Congresso e  pelo cumprimento integral do Acordo de Greve se inserem na pauta específica dos técnico-administrativos em educação.

A plenária reforçou ainda a orientação para que os sindicatos filiados continuem na coleta de votos do Plebiscito Popular no decorrer de setembro, quando se encerra o movimento e participem da mobilização convocada pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo para o dia 7 de setembro, data que historicamente acontece a mobilização popular do “Grito dos Excluídos” em todo o país.

 

Veja pontos da análise

 

Ataques da Extrema direita

A extrema direita internacional, capitaneada pelo governo Trump, pelos magnatas das Bigtechs, pelos países que usam a guerra como instrumento de dominação e opressão, como Israel, utilizam as redes digitais com o objetivo de desestabilizar governos que não estão alinhados politicamente. Os ataques realizados passam por ações como o tarifaço e outras medidas de coerção, como a tentativa de interferência no Judiciário brasileiro.

Ataque à política nacional

As faces dos desafios e dificuldades impostas pela conjuntura nacional e internacional em seu aspecto reacionário mantém a politica nacional sob forte ataque. A conjuntura se agudizou frente ao tarifaço imposto por Trump contra a economia brasileira, bem como seus ataques à soberania nacional e ameaças a países sul-americanos, como Venezuela e Colômbia.

Ampliar a mobilização

Diante desse cenário hostil é necessário ampliar a mobilização da classe trabalhadora e aliar as lutas gerais em defesa da democracia e da soberania com as pautas específicas dos trabalhadores, servidores públicos das três esferas e da Fasubra.

Derrotar a Reforma Administrativa

Cabe destacar que para o conjunto dos servidores públicos federais, a centralidade é a derrota das propostas de reforma administrativa.

Lutar contra a reforma administrativa que, em linhas gerais, traz lógicas contrárias ao que reivindicamos e defendemos como conquistas e vem para promover a desconstrução de diversos ganhos na carreira obtidos pela greve de 2024. O que tornará nulos, em médio prazo, diversos e garantias previstos no PCCTAE.

Para nós, técnico-administrativos em educação, além de lutar contra a reforma, temos a luta pela abertura da Mesa de Negociação e pelo cumprimento integral do termo de acordo assinado em 2024.

Defender a democracia e a soberania

É fundamental reforçar a orientação para que as entidades filiadas integrem e fortaleçam nos municípios e estados as frentes em defesa da democracia e da soberania, as frentes dos trabalhadores e do serviço público, agregando-se às atividades propostas pelas entidades sindicais, movimentos sociais e de juventude para que se construa uma ampla frente e intensifique-se a pressão sobre os parlamentares (deputados e senadores) nos estados, com atos nos aeroportos e articulação de audiências públicas e debates sobre os seguintes temas:

– Defesa do Serviço Público: Contra a Reforma Administrativa (contratações temporárias, avaliação de desempenho, supersalários). Defesa do RJU e dos Concursos Públicos.

– Pelo cumprimento integral do Acordo de Greve (RSC, mesmos efeitos para médicos veterinários do PCCTAE e para aposentados, implementação de 30h)

– Redução da Jornada de Trabalho (Fim da Escala 6×1 sem redução salarial)

– Isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais com aumento da cobrança para quem ganha acima de 50 mil mensais

– Sem anistia para golpistas – A Plenária Nacional da Fasubra reitera a necessidade de as entidades filiadas prosseguirem na mobilização política dentro e fora das Instituições de Ensino para que Jair Bolsonaro e todos os demais articuladores da tentativa de golpe de Estado sejam responsabilizados e que se enterre de vez esse movimento criado para derrotar nossa democracia.

FATÍDICO 8 DE JANEIRO. Massa de manobra usada por Bolsonaro e militares golpistas ataca prédios do Congresso, do STF e do Palácio do Planalto

 

 

Cineasta se destacou por retratar trajetórias de Jango, JK e Josué de Castro

Por Brasil de Fato

Morreu nesta sexta-feira (5), aos 75 anos, o cineasta Silvio Tendler. Ele estava internado em um hospital em Copacabana, no Rio de Janeiro, e faleceu por causa de uma infecção generalizada.

Com cinco décadas de carreira, Tendler era conhecido como o “cineasta dos sonhos interrompidos”. Foi responsável por documentar, no cinema, a trajetória de presidentes, como João Goulart, o Jango, Juscelino Kubitsckek e intelectuais, como Josué de Castro, Oswaldo Cruz e Milton Santos. O filme sobre Jango está entre as maiores bilheterias da história do cinema nacional, considerado o sexto documentário mais assistido do país.

Temas cruciais para a soberania nacional também estiveram no repertório do cineasta. Em 2011, ele lançou O Veneno está na mesa, o primeiro filme da Trilogia da Terra. A obra trata sobre o uso de agrotóxicos pelo agronegócio brasileiro e como esses produtos contaminam a alimentação, além de apontar a importância da agricultura familiar camponesa para o país.

Em nota, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra(MST) lamentou o morte do cineasta e relembrou da contribuição dele para a luta pela reforma agrária.

“Silvio foi um dos maiores cineastas brasileiros, militante sempre aliado às lutas da classe trabalhadora. Registrou em tela a história de grandes lutadores do povo brasileiro. Como amigo do MST, uns de seus maiores legados são os dois filmes O Veneno Está na Mesa (2011 e 2014). Nestas obras, Silvio realiza uma das mais importantes denúncias do uso de agrotóxicos em nossa alimentação. As duas produções cumpriram um papel fundamental na denúncia do uso de agrotóxicos”, pontuou o movimento.

O trabalho de Silvio Tendler preservou a memória de importantes pensadores da realidade brasileira, como Josué de Castro, Carlos Marighela e Milton Santos. Ele também filmou temas como o golpe militar de 1964 e o papel das estatais no desenvolvimento nacional. Registrou episódios da luta do povo negro no Brasil e fatos sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).

Um cineasta apaixonado pela história

Silvio Tendler nasceu no Rio de Janeiro, no dia 12 de março de 1950. O início da relação com o cinema foi por meio dos cineclubes. Em 1968, ele tomou posso como presidente da Federação dos Cineclubes do Rio de Janeiro.

Na década 1960, realizou o seu primeiro filme, a respeito da Revolta da Chibata, movimento realizado, em 1910, por marinheiros contra os castigos aplicados pela Marinha do Brasil.

Com o golpe militar de 1964, o cineasta se exila no Chile e, de lá, segue para Paris, na França. No exterior, se dedicou aos estudos cinematográficos. Na década de 1970, se forma em história pela Université de Paris VII e participa da primeira turma do curso de Cinema e História organizada por Marc Ferro.

Nos anos 1980, Silvio Tendler fundou a Caliban, produtora de cinema que daria continuidade à estética e à abordagem iniciadas por ele nos anos 1960, com foco em biografias de lutadores povo, intelectuais e lideranças políticas.