Esta assembleia, que foi iniciada com um minuto de silêncio, foi dedicada à memória do companheiro diretor do Sintuff Pedro Rosa, que faleceu na segunda-feira, 22 de setembro

A maioria dos técnicos-administrativos em educação presentes na  assembleia simultânea do Sintufrj na Cidade Universitária, Praia Vermelha e Macaé avaliou que ainda não era o momento para aprovar indicativo de greve a partir do final do mês de outubro — embora motivos não faltassem para a deflagração do movimento grevista, nos moldes de 2024.

O ponto convergente na assembleia, e que pautou o Plano de Lutas aprovado, foi a urgência de se intensificar efetivamente a mobilização nas bases.

Essas deliberações foram enviadas à Fasubra em resposta às três perguntas formuladas pela entidade para nortear a tomada de decisão da categoria nacionalmente, na rodada de assembleias que deve ocorrer de 15 a 26 de setembro.

Respostas às perguntas da Fasubra

  • A assembleia geral da entidade de base avalia que existe mobilização suficiente na instituição de ensino em que atua para deflagrar greve a partir de outubro de 2025?

Posicionamento da assembleia: Foram realizadas mais de 13 reuniões por local de trabalho e na segunda assembleia no mesmo mês, a maioria das falas apontou preocupação com a Reforma Administrativa, o reajuste de 2026 e o RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências). Mas nenhuma das reuniões de base fez a defesa da greve. A maior preocupação tem sido com o pagamento dos honorários de sucumbência relativos às ações judiciais.

  • A assembleia geral da entidade de base avalia que pertinente a deflagração de uma greve nacional da Fasubra com o objetivo de demandar do governo federal os pontos do acordo de greve de 2024 ainda não cumpridos e derrotar a Reforma Administrativa, ainda que sem a indicação, neste momento, de deflagração de greve pelas entidades nacionais do serviço público?

Posicionamento da assembleia: A Fasubra, historicamente, consegue deflagrar greves independentes das demais organizações. Mas, o mapeamento da última Plenária da Fasubra divulgado no Informe de Direção (ID) 24/09, apresenta o quadro de rejeição das bases. E a assembleia da categoria, no dia 23 de setembro, confirmou essa posição.

  • Além do importante instrumento de greve, assembleia geral da entidade de base sugere outras ações que possam ajudar de forma efetiva no processo de luta pelo cumprimento de todos os itens do acordo de greve de 2024 e contra a proposta de Reforma Administrativa discutida no Congresso Nacional?

Posicionamento da assembleia: Manutenção do estado de greve, mobilização, reforçar a campanha unificada dos SPFs para que cada sindicato adote pelo menos um parlamentar para fazer o escracho nos que votaram na PEC da bandidagem e da anistia para golpistas e organizar atos na casa do relator (da PEC) Pedro Paulo e na UFRJ pelo não pagamento de sucumbências judiciais, aplicação de regra de transição para os aposentados e demais servidores.

Plano de Lutas   

. Mobilização em frente à casa do relator Pedro Paulo e cartazes e faixas indicando o vínculo dele à votação da PEC da bandidagem e da anistia para os golpistas.

. Caravana a Brasília quando o GT pautar no Congresso Nacional a Reforma Administrativa.

. Realizar protesto na Cidade Universitária cobrando da UFRJ atuação contra a injusta cobrança de honorários de sucumbência nas decisões judiciais. A direção do Sintufrj irá indicar a data e o horário.

. Mesmo sem definição do documento final da Reforma Administrativa, publicar no Jornal do Sintufrj e nas redes sociais da entidade, os pontos previstos principais que acarretarão prejuízos para a categoria dos técnicos-administrativos em educação.

. Organizar ato na Cidade Universitária contra o assédio moral que cresce na universidade.

. Repúdio à perseguição política nos setores de trabalho aos companheiros e companheiras militantes, como tem ocorrido na Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST) e no setor de Relações Internacionais. Situação que revela a atitude antissindicalíssimo da Pró-Reitoria de Pessoal e contra a Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS).

. Panfletagem nos setores de trabalho sobre a Reforma Administrativa.

. Procurar os parlamentares de esquerda nas Câmara Municipal e Assembleia Legislativa para realização de audiências publicas sobre a Reforma Administrativa.

O calendário para a realização dessas ações será definido pelo sindicato.

VOTAÇÃO NO AUDITÓRIO DO CT em um dos momentos da assembleia que avaliou o indicativo de greve (FOTOS RENAN SILVA)

 

✍🏾A Direção do SINTUFRJ convida os integrantes da categoria que participaram da 🚌 caravana da Gestão do Reitor Horácio Macedo para essa RODA DE CONVERSA com objetivo de resgatar a 🧠memória histórica por meio de 📸fotos, 🎥vídeos etc.

DATA: 26/09 (6a feira) as 10h

LOCAL: Presencial na Sala de reunião – Sede do SINTUFRJ

HÍBRIDA na Sala virtual com link a ser enviado aos que confirmarem presença no email ou whatsapp

⁉️ Você participou, conhece alguém que esteve nesta importante caravana?

🤝Compartilha e pede para confirmar presença enviando mensagem para o e-mail assessoria@sintufrj.org.br ou pelo whatsapp (21)99781-2627

SINTUFRJ
Gestão 2025/2028

Num discurso para a história, aplaudido em diversos momentos, Lula abriu a 80ª  Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira, 23, em Nova York, denunciando que atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando a regra.

Em um discurso de pouco mais de cinco minutos foi aplaudido cinco vezes, entre as quais, quando sustentou a soberania do Brasil

“Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas. Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais, e cerceiam a imprensa Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia, reconquistada há quarenta anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais. (…) A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável”, disse ele, apontando que essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias.

Lula apontou que, pela primeira vez em 525 anos de história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito num processo minucioso com direito a ampla defesa. “Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela”.

Além das críticas a autocratas, muitas vezes em clara referência a Trump, sem citá-lo, Lula também tocou em diversos outros temas sensíveis para a geopolítica internacional. “Nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, sob toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o Direito Internacional Humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente”, disse ele.

Guerra contra a pobreza

Lula abordou também a crise climática, do que, segundo ele, bombas e armas nucleares não vão nos proteger,: “O ano de 2024 foi o mais quente já registrado.

A COP30, em Belém, será a COP da verdade. Será o momento de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta”..

Sobre a fome, ponderou: “A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo. Por isso, foi com orgulho que recebemos da FAO a confirmação de que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome neste ano de 2025. Mas no mundo, ainda há 670 milhões de pessoas famintas. Cerca de 2,3 bilhões enfrentam insegurança alimentar. A única guerra de que todos podem sair vencedores é a que travamos contra a fome e a pobreza”.

E a regulação das redes digitais que, segundo ele, têm sido usadas para semear intolerância, misoginia, xenofobia e desinformação. “A internet não pode ser uma “terra sem lei”. Cabe ao poder público proteger os mais vulneráveis. Regular não é restringir a liberdade de expressão. É garantir que o que já é ilegal no mundo real seja tratado assim no ambiente virtual. Ataques à regulação servem para encobrir interesses escusos e dar guarida a crimes, como fraudes, tráfico de pessoas, pedofilia e investidas contra a democracia”.

Trump faz discurso de autopromoção, critica o Brasil mas convida Lula para reunião

O discurso de Lula – endossado pelos aplausos efusivos de representantes de dezenas de países – foi seguido do de Trump. Logo após as críticas severas de Lula, que conclamou o mundo a resistir a autocratas, o discurso de Trump foi centrado em suas próprias realizações, ataque a imigrantes, a energias renováveis e à ONU.

Entre um e outro, ambos se esbarraram no plenário, quando Trump  se dirigiu a Lula sugerindo um encontro na próxima semana.

Surpreendendo ainda mais, quando disse que, por cerca de 39 segundos, teve “uma excelente química. Ele me pareceu um homem muito agradável. Eu gostei dele, e só faço negócios com pessoas de quem gosto”.

Isso depois das sanções que impôs ao país, como tarifas de 50% a produtos brasileiros exportados aos americanos mencionando entre as causas o processo criminal por tentativa de golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro. No discurso ele justificou com dados inverídicos como o fato do Brasil usar tarifas injustas contra os Estados Unidos. Só que o Brasil coleciona déficits na relação comercial com os Estados Unidos.

Mas, os bolsonaristas devem estar a arrancar cabelos diante do aceno de Trump para uma reunião diretamente com Lula. Quem sabe uma porta aberta para se discutir seriamente relações comerciais e dirimir sua confusão com retaliação política para garantir a impunidade de Bolsonaro.

Brasil deu recado a candidatos a autocratas

Leia aqui a íntegra do Discurso do presidente Lula na abertura do Debate Geral da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas

O Sintufrj lamenta a morte de Pedro Rosa, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFF e militante da Corrente Socialista dos Trabalhadores – CST.

Pedro era um reconhecido militante das lutas populares e sindicais.

Estimamos força aos familiares, amigos e companheiros de organização.

O último ato de Pedro Rosa, a sua luta continua!

TEXTO DO SINTUFF – O sindicato dos técnicos administrativos da UFF

O domingo foi ensolarado e radiante. No horizonte, manifestações em todo o país contra a anistia aos golpistas e a PEC da Blindagem. Pedro Rosa estava entusiasmado. A orla de Copacabana foi tomada por um mar de pessoas. E lá estava ele… Como esteve ao lado dos metalúrgicos, dos garis, dos bombeiros, dos professores, dos estudantes, enveredado em manifestações e greves por toda a sua vida. Ele também era apaixonado pelas manifestações artísticas, como o bom carimbó de sua terrinha amada. Obviamente que seu último ato, além de luta, tinha música da melhor qualidade, com Caetano, Gil, Chico, Paulinho Viola, Djavan e tantos outros. Como Pedro não se faria presente num dia histórico como esse?

Com este mesmo vigor, Pedro Rosa lutou e defendeu os direitos de seus pares no serviço público. Pelejava pelas demandas mais específicas de um único trabalhador e pelas pautas de sua categoria com a mesma energia que se entregava às lutas mais relevantes de toda a classe trabalhadora.
Inquieto é a palavra que mais define Pedro Rosa. Sempre esperançado, sempre otimista de que a maré podia virar a nosso favor. Depois de algum tempo adormecidos de grandes atos de rua, os movimentos sociais, sindical, estudantil e popular voltaram às ruas. Fica um sentimento que depois de tanta luta pela vida, Pedro estava esperando por algo grandioso antes de partir e descansar.
Sim, é doloroso escrever sobre sua partida. Aqui o jornalista e o amigo são indissociáveis. Não há como escrever essas palavras, sem lembrar que Pedro era teimoso, mas também era doce, generoso e de moral inquebrantável. A teimosia de quem não desiste de mudar mundo. A ternura de quem sonha com um mundo melhor.
Pedro amava seus aposentados e pensionistas, se tornou um filho para tantas senhoras e senhores que viam naquele jovem um brilho sereno de quem os defendia incondicionalmente. Nunca foi apenas dever de ofício de sindicalista. Sempre foi muito amor envolvido. Amor pelas pessoas, pelos mais velhos, dos quais ele extraía muita sabedoria.
No sindicato, na UFF, na militância e na vida, marcou muita gente feito tatuagem, inclusive a de quem escreve o texto. Não vamos viver em mundo sem Pedro Rosa, simplesmente porque a marca que ele deixou é muito forte para desaparecer, apesar de sua ausência física. Ele que foi, sim, o mais relevante dirigente sindical da UFF neste século.
Quando Pedro partiu, nesta segunda-feira, o tempo fechou e caiu a chuva forte. Pedro era energia de um dia ensolarado. Os céus sinalizaram luto e a água desceu como pranto, assim como as lágrimas escorreram dos nossos olhos com a notícia. VIVA PEDRO ROSA! A sua luta continua, meu amigo!