Estudo da UFRJ disseca as emendas parlamentares, uma deformação que corrói a política brasileira. Quais suas modalidades e como surgiram. Como fragmentam o fundo público e o desviam para corrupção eleitoral. Por que isso só ocorre no Brasil

OutrasPalavras

Por Glauco Faria | Imagem: Jack Levine

O fortalecimento do Legislativo diante dos outros dois Poderes nos últimos anos, e a captura do Orçamento Público que ele promove, quase nunca são tratados da forma como merecem. Em geral, são banalizados como se fossem apenas uma expressão do jogo de poder político. Ou então, como mais um dado da paisagem de Brasília, em que personagens se sucedem num enredo no qual se discute se o governo perdeu ou não, ou se os parlamentares estão “insatisfeitos” com determinada medida do Judiciário. O quadro é bem mais grave do que sugerem os comentaristas da mídia corporativa e traçar o caminho que nos trouxe até aqui é essencial para compreender o grau de deformação do nosso sistema político.

Por isso, é tão importante o relatório “As emendas parlamentares no Brasil e no Mundo”, elaborado pelo Laboratório de eleições, Partidos e Política Comparada (Lappcom) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A partir de vasta pesquisa, o estudo recupera a trajetória do principal instrumento que tornou o Congresso Nacional capaz de renegar o diálogo com o Executivo para avançar em suas prerrogativas orçamentárias.

Uma solenidade marcou a celebração dos 130 anos da Biblioteca Carvalho de Mendonça, da Faculdade Nacional de Direito FND). O decano do CCJE, professor Flávio Martins, presidiu a sessão solene e o Sintufrj foi representado pelos coordenadores Maria Lenilva, de Educação, Cultura e Política Sindical, e José Carlos Xavier, de Organização e Política Sindical. O evento teve presença marcante de técnicos administrativos que fazem a engrenagem da rede de bibliotecas da UFRJ funcionar.

COMEMORAÇÃO. Lenilva, toda de verde, e José Carlos, de camisa azul escuro, ao lado de tecnicos administrativos na solenidade de aniversário da biblioteca

Nesta quarta-feira se comemora o  Dia Internacional da Terceira Idade e o Dia Nacional do Idoso no Brasil, um momento especial para reflexão acerca de políticas públicas para essa fatia da população cada vez maior

Até os próximos 45 anos, os brasileiros com mais de 60 anos deverão corresponder a cerca de 37,8% da população do país, ou seja, 75,3 milhões de pessoas idosas. Essa projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) alerta que não há muito tempo para o Brasil adaptar suas políticas públicas ao envelhecimento acelerado da população. A Europa pode fazer isso em mais de um século. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil já é a sexta nação com o maior número de idosos no mundo.

Em 2025, o Brasil deve ter cerca de 35 milhões de idosos (60 anos ou mais), o que representa 16% da população, um aumento de 2 milhões em relação a 2023, segundo o IBGE. Essa população mais velha impõe desafios aos sistemas de saúde e previdência, mas também reflete um processo de envelhecimento mais inclusivo e com foco na qualidade de vida. Além disso, há um aumento preocupante na violência contra idosos, com 76,1% dos homens e 74% das mulheres de 80 anos ou mais sendo afetados em 2025, conforme o Atlas da Violência, destaca a Uninter neste 1º de outubro, Dia Internacional e Nacional da Pessoa Idosa.

Experiência de vida, simpatia e acolhimento são alguns dos referenciais dos idosos, pessoas de total importância para a nossa sociedade. Por isso, o desafio é garantir a elas todo o apoio necessário. O envelhecimento populacional é um fenômeno universal. Praticamente todos os países do mundo registram crescimento tanto no tamanho como na proporção de pessoas idosas na população, o que traz grandes impactos para a saúde, apontando para a importância de uma rede de atenção à saúde organizada para a oferta de cuidados longitudinais.

CONFIRA, AGORA, A GALERIA DE FOTOS ESCOLHIDAS PELA COORDENAÇÃO DE APOSENTADOS E PENSIONISTAS : ANA CÉLIA, MARLI RODRIGES E SELENE VAZ

 

 

 

 

 

Encontro dia dos aposentados.