Neta terça-feira, diz 18 de novembro, a partir das 10h30, o Sintufrj vai realizar uma live sobre o tema “Comunicação Sindical na era Digital”, com transmissão pelas nossas redes sociais. 

A tecnologia impôs novos parâmetros na circulação de informações, ideias e análises. A celebração dos 40 anos do Jornal do Sintufrj incluiu essa pauta inadiável e necessária no rol de suas reflexões.

Para debater o tema, contaremos com a participação de Francisco de Assis, coordenador de Comunicação da Fasubra e coordenador geral do Sintufrj; Claudia Santiago, coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC); Alessandro Trindade, secretaria de Organização e Política Sindical da CUT-RJ e João Eduardo do Nascimento Fonseca, presidente da Associação dos Servidores da UFRJ (ASUFRJ) na primeira edição do Jornal da entidade, em 1985.

Sintufrj nas redes

Performance do nosso perfil nos últimos 30 dias: 140 mil visualizações e quase quatro mil interações.

Total de vezes que os conteúdos publicados pelo perfil oficial do Sintufrj foram vistos durante os últimos 30 dias.

 

O post mais comentado.
Em destaque, o post do anúncio da abertura das inscrições para a festa de final de ano.

Ao lado, o perfil do Sintufrj chegou aos 5600 seguidores. Essa é a alta dos últimos 30 dias:

 

Face

Dados dos últimos 90 dias: temos 8,1 mil curtidas no Facebook

Crescimento orgânico mostra o interesse da categoria

Desempenho no Youtube é crescente

As transmissões estão presentes, principalmente através do YouTube, em SmarTvs, o que mostra um novo jeito de os sindicalizados consumirem os nossos conteúdos. Daí a relevância da plataforma. Por isso, atual gestão vem investindo em melhorias na qualidade das transmissões.

Há um ano, todas as nossas transmissões são multiplataforma, sendo realizadas ao vivo no YouTube, Facebook e Instagram, atendendo o maior número de pessoas possível.

O Hospital Clementino Fraga Filho foi alvo de matéria na TV na semana passada denunciando precárias condições do setor de Emergência: paredes descascando, infiltrações, vazamentos. “Na terça-feira (dia 11), funcionários levaram um susto porque baratas despencaram do teto”, informou o telejornal que mostrou fotos de pacientes dormindo em bancos e cadeiras de roda e o depoimento de profissionais.

A Ebserh prometeu mundos e fundos, mas a realidade vem se impondo, colocando em xeque setores da academia que assinaram o cheque em branco dado de bom grado à empresa de direito privado, a despeito dos protestos e alertas do Sintufrj e de grande parte da comunidade.

“A gente está tendo sérios problemas com a questão de estrutura física, e infiltração, de água caindo no nosso consultório. Recentemente teve episódio das baratas que (quando) abriram um buraco no teto e caíram”, disse uma médica que não quis se identificar à reportagem do telejornal, questionando como, em um local em que precisa haver procedimentos estéreis, pode haver infiltração.

Na matéria, os profissionais também acusam a falta de insumos básicos para atendimento, como sondas alimentares e material necessário para administrar medicações. A direção nega qualquer falta de insumos. Embora um grupo de médicos tenha preparado um relatório interno para informar os problemas à direção que, no entanto afirma que o vazamento foi sanado no mesmo dia e que há projetos em fase de licitação para obras.

Mas até pacientes que elogiam o atendimento, destacam: “É muito bom, só que a estrutura do hospital é ruim”, dizem.

Sintufrj de olho

Antes mesmo da matéria na TV, o Sintufrj já havia levado denúncia à direção geral do HUCFF cobrando providências em setor do hospital que enfrenta mesmos problemas. No documento à direção em defesa das condições de trabalho e saúde dos servidores, enviado em 22 de outubro, o Sintufrj solicitou providências técnicas e administrativas sobre as condições ambientais e estruturais de um dos laboratórios.

O que foi observado

A Coordenação Geral recebeu a denuncia no dia 15 de outubro. Realizou reunião com os trabalhadores do setor e formalizou documento a chefia, com apoio da Assessoria de Saúde e Segurança do trabalho, solicitando informações sobre a solução dos problemas apresentados. “Estivemos com a chefia na semana retrasada exigindo a formalidade na resposta e que justificou que não tinha respondido por dificuldade na internet. Sobre a denuncia na mídia, embora não tenha tido nossa participação, avaliamos que foi importante para pressionar a gestão em busca de solução desses e de outros problemas”, declarou o coordenador geral Francisco de Assis.

Visita da Assessoria do Sintufrj de Saúde Segurança no Trabalho ao setor constatou deficiência de ventilação, infestação de insetos e cupins, instalações elétricas e climatização inadequadas; modificações na disposição física sem comunicação aos trabalhadores e sem avaliação de impacto ocupacional; presença de baratas e roedores que configuram risco sanitário direto, entre outros problemas.

No ofício, o Sintufrj solicitou o restabelecimento das condições de salubridade e segurança, como regularização da ventilação e climatização, instalação de bebedouros e fornecimento de água potável, higienização profunda e substituição do mobiliário infestado; implantação de controle de pragas; revisão do layout físico entre outras reivindicações.

“Nós fomos procurados por servidores da unidade que já apontavam a presença de insetos e pragas ali no local, além de algumas mudanças no setor em desacordo com as normas hospitalares e de segurança do trabalho. Oficializamos a direção do hospital e a chefia da unidade. Mas até agora, não houve o retorno desse ofício”, explicou o assessor de Saúde e Segurança no Trabalho do sindicato, Rafael Boher.

“Seguimos recebendo materiais da base sobre os problemas estruturais no hospital. Estamos acompanhando, junto com nossa assessoria de Segurança do Trabalho, toda essa demanda”, concluiu o coordenador geral.

  

 

Com profunda tristeza informamos o falecimento do vigilante Ricardo José de Jesus, aos 66 anos, ocorrido nesta segunda-feira, 17 de novembro, em consequência de um câncer. Servidor da UFRJ desde 1990, o companheiro era lotado na Divisão de Segurança (Diseg).

Toda a nossa solidariedade aos familiares, companheiros de trabalho e amigos de Ricardo José Jesus, que continuará presente em nossa memória.

Direção do Sintufrj

Velório foi marcado para entre 13h e 15h desta terça-feira, dia 18, na Capela E do Cemitério da Pechincha (Jacarépaguá)

O Conselho Editorial da Revista Práticas em Gestão Pública Universitária (PGPU), editada pela Faculdade de Administração e Ciências Contáveis da UFRJ, convida a comunidade acadêmica a submeter artigos para sua próxima edição. A chamada estará aberta até 12 de abril de 2026.

Os textos podem ser dirigidos a uma das quatro seções: Artigo; Relato de Experiência; Resenha e Entrevista.

A Revista PGPU completa 10 anos em 2026.  É um periódico eletrônico semestral, de acesso livre, para divulgação de análises, reflexões e resultados de trabalhos voltados para a área da Gestão Pública Universitária produzidas por técnicos administrativos em educação (ativos e aposentados), gestores, pesquisadores, docentes, discentes e trabalhadores terceirizados das instituições públicas de ensino superior de todo o país. Mas prioriza a publicação de trabalhos escritos por técnicos administrativos ou que contenham técnicos entre seus autores.

Informações, inclusive sobre formatação do texto, estão disponíveis no site: https://revistas.ufrj.br/index.php/pgpu

O contato pode ser feito pelo endereço revista@facc.ufrj.br

Selo da UFRJ

O editor chefe, o técnico administrativo Gustavo Cravo, explica que esta Revista é, segundo ele, a única até hoje voltada para os trabalhadores técnicos administrativos da UFRJ e de outras universidades públicas, inclusive estaduais, que têm nela um espaço “para publicar sua produção, a partir de suas experiências em seus locais de trabalho, frutos da continuidade de seus estudos”.

Gustavo cita, como exemplo, o caso de um servidor que, tendo feito uma especialização ou um mestrado, pode apresentar o resultado de seus estudos na publicação. “É uma revista gratuita, de qualidade, da própria universidade, que tem esse selo forte, da UFRJ”, pondera o editor.

O Conselho editorial, conta ele, é cem por cento formado por técnicos administrativos. “É uma revista de técnicos para técnicos. E, para muitos, a primeira oportunidade de publicar um trabalho. Porque muita gente pensa que não tem essa chance. E a revista garante essa oportunidade”.

A publicação conta com mais de 200 avaliadores de todas as regiões do Brasil e de outros oito países e, segundo o editor, preenche todos os requisitos para ser avaliada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Significa que pode ser classificada como um periódico científico com base nos critérios da Capes.

“E, se (o público) abrir as edições já publicadas vai reconhecer entre os autores, colegas, que publicam pela primeira vez na vida. É uma revista muito democrática”, acrescenta ele.

As edições podem ser consultadas no site da revista.

O editor-chefe da Revista PGPU Gustavo Cravo

Conheça mais

A PGPU é aberta a trabalhos provenientes de instituições de todo o país, de autoria de técnicos administrativos, docentes, estudantes e toda a comunidade universitária.

Embora a prioridade seja para TAEs, não é exclusiva, porque há técnicos, por exemplo, que orientam alunos na Extensão e escrevem em conjunto; há alunos de mestrado que escrevem em coautoria com seu orientador. Por isso a revista é aberta também para alunos e professores. “Entendemos que as categorias trabalham juntas”, pondera Gustavo.

Todos os textos recebidos são imediatamente colocados em avaliação que pode levar até no máximo seis meses, após a submissão, para a decisão editorial.

Confira a edição mais recente

Está, em 2025, em seu volume 9, que corresponde ao nono ano de publicação. E cada volume tem dois números, um no primeiro semestre e outro, no segundo. O último foi publicado dia 4 de novembro, e pode ser conferido no site:

Alguns dos artigos desta edição

IMPERIALISMO E NEOLIBERALISMO NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIROO IMPACTO DO ENCOLHIMENTO DO FIES E A EXPANSÃO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD)

Roberto Pereira da Silva, Antônio José Barbosa de Oliveira

 PDF 

UMA ANÁLISE DOCUMENTAL DOS PLANOS DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

Carlos Eduardo Cardoso de Oliveira

 PDF

DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO E PERMANÊNCIA ESTUDANTIL NO ÂMBITO DE INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTADUAIS DO NORDESTE BRASILEIRO

Antônio de Macêdo Mota Júnior, Amanda Marinho Bogéa

 PDF

 PDFPROFISSIONALIZAÇÃO NO SERVIÇO PÚBLICO: AVANÇOS E DESAFIOS DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS EM UMA UNIVERSIDADE FEDERAL

Jaquiele Aparecida Geraldo, Gustavo Melo Silva, Geraldo Magela Jardim Barra

 PDF

OS DESAFIOS SOCIAIS E ACADÊMICOS ENFRENTADOS PELOS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS NEGROS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA – CAMPUS SANT’ANA DO LIVRAMENTO

Rafael Cardiano, Danielle Cardoso Dornelles, Sebastião Ailton da Rosa Cerqueira-Adão

 PDF

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE PERCEBIDA EM RESTAURANTES UNIVERSITÁRIOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – UFRJ

Carolina Pinto de Carvalho Martins, FÁBIO FRANCISCO DE ARAUJO, Thadia Turon Costa da Silva, Silvia Regina Magalhães Couto Garcia

 PDF

UNIVERSIDADE PARA A DIVERSIDADE REFLEXÕES SOBRE UMA CAPACITAÇÃO PARA SERVIDORES DA UFRJ

Vinicios Kabral Ribeiro, Mônica Visconti de Melo

PDF

Entrevista

Os Desafios Atuais da Coordenação de Relações Institucionais e Articulações com a Sociedade (CORIN) da UFRJ: Uma Entrevista com Diego Fróes

Carla Alessandra de Lima Gomes, Gustavo Cravo de Azevedo

 PDF

 

 

 

  • A tecnologia impôs novos parâmetros na circulação de informações, ideias e análises. A celebração dos 40 anos do Jornal do Sintufrj incluiu essa pauta inadiável e necessária no rol de suas reflexões.
  •  Na próxima terça-feira, 18 de novembro, a partir das 10h30, o Sintufrj vai realizar uma live com convidados com transmissão pelas nossas redes sociais que terá a Comunicação Sindical na era Digital como tema.
    Te esperamos lá!

O mês da Consciência Negra foi escolhido para o encerramento das atividades de 2025 dos Grupos de Trabalho do Sintufrj. Nesse dia 12, à tarde, duas Rodas de Conversa e um belo samba de raiz tomaram conta do Espaço Cultural.

O ano para os GTs foi de muito trabalho de formação. Palestras, debates, rodas de conversa, exibição de filmes e apresentações culturais permearam as ações do GT Mulher, do GT Antirracista e do GT Saúde. Os grupos trouxeram para a categoria temas instigantes para reflexão.

Não por acaso, os temas que encerraram os trabalhos não deveram a tradição da riqueza dos conteúdos apresentados pelos GTs. “Representatividade Negra no Mercado de Trabalho” foi a abordagem da advogada Adriana Miranda. E “Saúde Mental e Emocional da População Negra” ficou a cargo da psicóloga clínica Tânia Maria de Oliveira.

Ao fim do evento a técnica-administrativa da Escola de Belas Artes, Darlene Duarte, encantou os participantes com potentes interpretações de clássicos do samba.

Os coordenadores dos GTs, Norma Santiago (Mulher/Antirracista), Hilen Moisés (Antirracista) e Adriana Mattos (Mulher/Saúde), agradeceram o apoio e a participação da categoria nas reuniões e atividades dos GTs ,assim como a relevante contribuição de todos os palestrantes que enriqueceram os debates e as reflexões ao longo do ano. A coordenadora Laura Gomes, do GT Saúde, não pôde estar presente devido a problemas de saúde na família.FOTOS: RENAN SILVA

GRANDE MOMENTO. Uma corrente do bem encerrou as atividades dos grupos de trabalhos que movimentaram o ano no Sintufrj

Em audiência sobre a reforma administrativa na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na segunda-feira, 10, foi proposto a criação de uma frente parlamentar de atuação política, com deputados estaduais e federais do Rio de Janeiro, de diferentes partidos, para lutar contra a aprovação da reforma.

A formalização da união de diversos sindicatos para ampliar a mobilização contrária à PEC também foi proposto com realização de plenária na próxima semana no Sepe. A iniciativa da audiência foi da Comissão de Servidores Públicos da Alerj, na pessoa do deputado Flávio Serafini (Psol), presidente da comissão.

A Proposta de Emenda à Constituição da Reforma Administrativa, PEC 38/2025, está tramitando na Câmara dos Deputados e o seu presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB) e o relator do GT que elaborou a proposta, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), querem acelerar o rito oficial. Ironicamente, Pedro Paulo cuja base é no Rio, convidado a participar da audiência, não compareceu.

Com dificuldades, a dupla angariou as 171 assinaturas necessárias para colocar a matéria em pauta e lança de todos os artifícios para arregimentar simpatias e aliados para a aprovação da PEC. São necessários no total 308 votos na Câmara, mas há divisão sobre o tema na Câmara haja vista a forte pressão do funcionalismo e as eleições ano que vem para a próxima legislatura.

“Esse é, talvez, o principal ataque que a Constituição de 1988 já sofreu no que diz respeito à estruturação do serviço público, mexe com diversos dispositivos e trilha um caminho que é tentar despedaçar de vez os serviços públicos. Entendemos que é um desastre para os servidores públicos. Não podemos permitir que esse ataque seja aprovado em Brasília e reafirmamos o nosso compromisso com essa luta”, disse o deputado Flávio Serafini (Psol), presidente da comissão. Ele informou que a maioria dos deputados do Rio apoiam a Reforma, com forte adesão dos deputados estaduais, por isso a necessidade desta frente parlamentar do estado.

“A reforma administrativa vai contra tudo que conquistamos com muita luta. Vemos um grande retrocesso. Lutamos cotidianamente para termos qualidade no nosso trabalho e a reforma precariza o que fazemos. Temos a certeza de que só atenderá a quem realmente lucra com a privatização e não aos trabalhadores”, afirmou a coordenadora da Federação das Associações de Servidores das Universidades Brasileiras (Fasubra), Ivanilda Reis.

A audiência pública reuniu também o representante do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes), professor Marcos Soares, o diretor executivo nacional do Sindicato dos Trabalhadores do IBGE e coordenador da auditoria cidadã, Paulo Lindesay, o representante do Fórum Permanente de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Fosperj), Vinicius Zanata, a coordenadora geral do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe), Helenita Bezerra, o representante do Sindicato Intermunicipal dos Servidores Públicos do Rio (Sindsep-RJ), Raul Bittencourt, e o professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gênesis Oliveira, coordenador do Observatório dos Servidores Públicos. FOTOS: RENAN SILVA

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Josete Lima, referência das ações voltadas para negros na universidade, foi reverenciada

Na 13ª Semana da Consciência Negra do CT o dia 6 de novembro foi reservado para homenagear personalidades e pessoas que fortalecem, com sua atuação e compromisso, a luta por igualdade e reconhecimento. Na parte da tarde houve a celebração de profissionais da UFRJ, da militância e da sociedade.

Foram homenageados a coordenadora de Políticas Sociais do Sintufrj, Norma Santiago, a professora da Escola de Educação Física e Ouvidora da UFRJ,  Angela Brêtas, o biólogo Jorginaldo de Oliveira, o vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro Sidney Pascoutto, e a ativista Pretta Gonçalves.

A organizadora do evento, Josete Lima, uma referência das ações voltadas para os negros na universidade teve sua pessoa e seu trabalho reverenciados pelos participantes. A chacina promovida pela operação policial nos Complexos do Alemão e da Penha dia 28 de outubro não passou em branco no encontro. Ao final uma oficina de danças urbanas com o grupo Comunidança da Escola de Educação Física da UFRJ encerrou o dia.

A abertura da atividade reuniu a superintendente de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade da UFRJ (Sgaada), Denise Góes, o decano do Centro de Tecnologia (CT), Walter Suemitsu, a coordenadora de Políticas Sociais do Sintufrj, Norma Santiago, a diretora adjunta da Coppe, Vanda Borges, e o diretor substituto do Instituto de Macromoléculas, Emerson Oliveira.

Protagonismo negro

Denise Góes celebrou o avanço da discussão sobre questões raciais na universidade.  Militante do movimento negro, enfatizou a importância da interlocução com movimentos sociais, incluindo indígenas e quilombolas, e criticou  a falta de representatividade e a invisibilização histórica do povo negro. Ela ressaltou a importância de políticas públicas e a mudança na abordagem sobre questões raciais e de gênero, creditando o progresso ao ativismo do movimento negro. Ela afirmou a necessidade de representação e poder negro na universidade, cobrando a aplicação de cotas raciais na estrutura da universidade.

“Quero aqui registrar o protagonismo do movimento negro e de todas as entidades que compõem o movimento negro brasileiro, porque sem a obstinação do movimento negro nós não estaríamos aqui hoje nessa mesa falando da pauta racial. E como diz Nil Marino Gomes, uma grande educadora, tudo o que o Brasil sabe sobre missão racial deve ser o movimento negro. Então, eu trago pra mim sim, trago pro povo negro sim, esse protagonismo dentro da luta. Temos hoje uma representação importante de mulheres negras nessa administração central, que é importante, mas nós precisamos cobrar os 30% de cargos efetivos e comissionados para as pessoas de poder”.

Ela celebrou o empoderamento e o aumento da comunidade negra na universidade. Parabenizou aqueles que abriram portas e lutam por igualdade, criticou a exclusão histórica e defendeu a necessidade de uma universidade mais inclusiva e menos homofóbica. Ressaltou a autoria, a luta e a conquista de espaços como pilares da identidade negra.

“Nós falamos por nós, a história é nossa, do povo negro. Então, parabenizo você, Josete, por ter aberto essa porta, e parabenizo hoje todos os negros e negra, estudantes, técnico-administrativos, que estão na luta nas comissões de heteroidentificação para garantir a efetivação das políticas públicas e enegrecer essa universidade que é muito branca. E nós agora saímos de 3% e hoje configuramos quase 40% do perfil racial dessa universidade. Isso é muito por conta da nossa luta. Nós somos os protagonistas”.

Denise finalizou sua fala destacando a atuação do Sintufrj na luta racial e a importância da Sgaada.

“Desde 1996 o Sintufrj é um parceiro incondicional dessa luta, através do seu jornal semanal, através do GT Antirracismo. Nós temos um GT Antirracismo que discute isso há muito tempo e que sempre foi invisibilizado. Então, através da Sgaada, que é essa superintendência que hoje faz parte da administração central, o tempo de ser pé-de-boi, que é aquele tarefeiro, já se foi. E vamos pensar e elaborar juntos essa universidade negra, menos homofóbica e que dê oportunidade para todos.”

Avanços e oportunidades

O decano do CT, Walter Suemitsu, celebrou as vitórias alcançadas, especialmente na luta contra o racismo, destacando o evento da Semana da Consciência Negra na universidade. Ele parabenizou os homenageados, a equipe organizadora e a comunidade universitária pelo progresso, mencionando o impacto positivo das cotas e a crescente representatividade negra na universidade.

A diretora adjunta da Coppe, Vanda Borges, primeira mulher afrodescendente e técnica-administrativa a integrar a diretoria da Coppe, elogiou o trabalho de Josete e falou que as reflexões possam descortinar novas oportunidades para os pretos e pardos na universidade.

O diretor substituto do Instituto de Macromoléculas, Emerson Oliveira, enalteceu o encontro.

“É um momento em que a gente pode se reunir e refletir sobre a nossa condição, sobre como a gente lida com o racismo. Nós sofremos muito com o racismo estrutural, que apesar de ser silencioso, sutil, ele é cruel, devastador e integrado em nossa sociedade.”

Combate ao racismo

A coordenadora de Políticas Sociais do Sintufrj, Norma Santiago, uma das homenageadas no evento, destacou a importância da união e reflexão sobre o racismo estrutural, assim como é necessário combater o racismo em todas as suas formas e manifestações.

“Queria afirmar a importância desse momento, dessa comunhão de pessoas, para a gente celebrar os nossos ancestrais, pessoas que trabalharam arduamente para que a gente estivesse aqui nesse momento, o momento de celebrar, o momento de reflexões também, principalmente, para reafirmar o local onde nós estamos inseridos e aonde queremos ficar. Apesar da libertação dos negros escravizados, nós continuamos ainda reafirmando o nosso posicionamento, o nosso direito de existir, o nosso direito de estar, e de permanecer onde nós precisamos e queremos. Que a gente possa entender o que é o racismo, o que é um racismo institucional, o que é um racismo estrutural.”

Já na mesa dos homenageados, Norma compartilhou sua identidade e falou sobre a importância de resgatar a história e as conquistas da população negra, citando exemplos como André Rebouças, Juliano Moreira, Maria Olindina e Maria Firmino. Ela enfatizou a necessidade de combater o racismo e as injustiças, como no caso da professora Erika Visto, que teve um concurso público cancelado devido a pressões racistas. Norma ressaltou a importância da luta antirracista e a afirmação da identidade negra.

“O racismo institucional está aí, o estrutural também, então nós temos que estar cada vez mais combatendo. Por que como dizem, não adianta não ser racista, tem que ser antirracista. As pessoas têm que começar a dizer não, não aceitamos mais isso”.

Educação antirracista

A professora Angela Brêtas expressou sua indignação com a operação policial de 28 de outubro nos Complexos do Alemão e da Penha, criticando a “necropolítica” do governo Cláudio Castro. Colaboradora do Sgaada, ela  apresentou o projeto de educação antirracista da UFRJ que está sendo implementado no município de Paracambi, desde 2003, nas escolas municipais.

“O projeto visa dialogar com professores, entender os desafios e construir uma educação antirracista verdadeira, focando na compreensão das raízes e manifestações do racismo. Essa experiência de educação na prefeitura de Paracambi, nas escolas de Paracambi, também tem a ver com a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática, no sentido de que não há democracia se houver racismo, não há democracia se houver exclusão, não há democracia se houver miséria. A gente luta por uma sociedade na qual todos tenham direito à vida, na qual todos tenham direito a uma vida digna, a uma educação de qualidade e que tenham o seu lugar no mundo garantido, independente de quem sejam, independentemente de sua origem. E é por isso que nós lutamos, é por isso que nós estamos em Paracambi. A Universidade Federal do Rio de Janeiro está em Paracambi fazendo um trabalho que é muito valioso para nós e temos sido muito bem recebidas.”

Representatividade negra

Jorginaldo de Oliveira, biólogo com mestrado e especializações, trabalha com conservação e educação ambiental. Ele compartilhou sua experiência, destacando a importância da universidade para crianças de escolas públicas e a abertura da UFRJ para projetos de inclusão.

O técnico-administrativo lembrou a importância da ancestralidade e da representatividade negra na universidade, destacando a mudança em relação ao passado. Ele enfatizou a necessidade de compartilhar histórias e conquistas para inspirar os alunos e impulsionar o crescimento.

Jorginaldo que ocupa diversas posições de destaque na universidade – representante técnico do seu departamento, representante técnico do Instituto de Biologia, representante técnico do Conselho de Centro do CCS,  único representante técnico administrativo na Coordenação de Biodiversidade de toda a universidade e negro – em sua fala priorizou ouvir e incentivar o diálogo, reconhecendo a importância da representação dos negros nos espaços e a sua relevância nas conquistas individuais e coletivas.

 

Mobilidade social

Sidney Pascoutto, ex-aluno da UFRJ, com graduação em Economia e mestrado em Planejamento Energético, relembrou sua trajetória e a escassez de estudantes negros na universidade na década de 1970.

Ele destacou a importância da democratização do Estado, criticando o sistema de contratações durante o regime militar e a perda do papel do Estado. Falou de sua carreira como professor e pesquisador, ressaltando a necessidade de avanços na sociedade.

Em sua fala, abordou a frustração com o rumo das empresas estatais no Brasil após a democratização.

“Eu e meus colegas, antes, debatíamos o futuro da Eletrobras e da política energética, com foco no controle público e em concursos. Após a democratização, as elites conseguiram desmoralizar a gestão pública, abrindo caminho para privatizações e reformas patrimoniais que silenciaram o debate sobre o destino dessas empresas e seus lucros.”

Ele defendeu a importância das estatais para a juventude, a mobilidade social e a melhoria de vida, especialmente para a população negra.

“Essas empresas são fundamentais para dar perspectiva para a nossa juventude que está saindo das universidades. São elas que podem garantir uma maior acessibilidade do povo brasileiro, do povo negro em especial, à mobilidade social, à mobilidade de renda, a melhores soluções de vida.”

 

Luta coletiva

Pretta Gonçalves destacou a importância de Josete Lima como referência negra na universidade e elogiou sua atuação. Ela ressaltou a luta contínua das mulheres negras, a força ancestral e a necessidade de resistir às tentativas de marginalização. Enfatizou a importância de manter a dignidade e lutar por reconhecimento, afirmando que a história do Brasil é inseparável do povo negro.

A ativista criticou a operação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, descrevendo-a como um ato de violência e genocídio. Ela questionou a “inteligência” da operação que resultou em mortes sem capturar os verdadeiros chefes do tráfico, acusando o governador Cláudio Castro de usar a ação para fins políticos. Pretta alertou para a necessidade de uma luta coletiva contra o racismo, incluindo a participação de pessoas brancas nessa luta.

“A luta do nosso povo precisa e deve ser coletiva, urge que seja coletiva, para que nós possamos ocupar mais espaços como esse aqui, com mais espaços na academia, mais espaços em centros tecnológicos, mais espaços em posições de poder.  Nós já avançamos muito, mas inda há muito que avançar. A gente precisa de pessoas antirracistas que se comprometam, que leiam, que estudem o que é o racismo, que tomem ciência dos seus privilégios, porque talvez você não cometa o racismo, mas você vive dos privilégios que os racistas lá atrás conquistaram.”

Pretta defendeu a importância da interseccionalidade para a democracia, especialmente no contexto da luta das mulheres negras. Relatou experiências de racismo e transfobia em um evento, criticando a exclusão de mulheres brancas e a forma como o feminismo branco e, por vezes, homens negros, tratam as questões raciais. A ativista encorajou a continuidade da busca por espaços de representação e empoderamento, citando o exemplo de iniciativas como essa dentro da universidade e reiterando a afirmação de que “as mulheres negras não pedem liberdade, mas a conquistam.”

JOSETE LIMA – referência e destaque no evento
IMAGEM reúne palestrantes e plateia que acompanhou com atenção a tarde especial
A COORDENADORA DE POLÍTICAS SOCIAIS DO SINTUFRJ, Norma Santiago, uma das homenageadas no evento, destacou a importância da união e reflexão sobre o racismo estrutural, assim como é necessário combater o racismo em todas as suas formas e manifestações.

 

 

Governo e entidades representativas do funcionalismo, na Mesa Nacional de Negociação Permanente, assinaram, na quarta-feira, dia 5,  termo de compromisso com reajuste de 17,5% no auxílio-alimentação. Portaria do Ministério da Gestão e Inovação publicada no Diário Oficial da União aponta o reajuste que entra em vigor a partir do dia 1º de dezembro, quando o auxílio passa de R$1.000,00 para R$ 1.175,00.

Segundo o MGI, a depender da aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual, também serão reajustados o auxílio pré-escolar e o auxílio-saúde com base na variação do IPCA desde o último reajuste.

Se, para o governo, “representa mais um avanço na agenda de valorização das pessoas que atuam no serviço público”, para a Fasubra, que tem uma análise crítica, é insuficiente. Está longe de garantir a isonomia de benefícios entre os três poderes.

Fasubra apresenta ponderações que não foram consideradas

A direção nacional da Fasubra, em ofício no dia 6 ao MGI, informando que considera que a proposta apresentada pelo Ministério insuficiente para atender o pleito de equiparação dos benefícios com os demais poderes da União, e apresentou ponderações. Veja a seguir:

1) Auxílio-alimentação

A  FASUBRA tem deliberação de suas instâncias para a defesa incondicional de que qualquer reajuste, salarial ou de benefícios, sejam iguais para ativos, aposentados e pensionistas. Portanto não podemos aceitar que os aposentados fiquem de fora, mais uma vez.

Assim como a defesa incondicional da equiparação dos benefícios entre os três poderes. Portanto não podemos aceitar que o reajuste dos benefícios seja menor para os servidores do Executivo, enquanto o auxílio-alimentação do Judiciário e do Legislativo, hoje, já está no valor de R$1.784,42.

A Fasubra propôs que:
O auxílio-alimentação seja transformado em auxílio nutrição, desta forma os aposentados e pensionistas poderão ser contemplados com o benefício e, consequentemente, o seu reajuste, com realização de reunião para resolução, com prazo até 180 dias.
Propôs ainda que o reajuste do auxílio-alimentação/nutrição fosse de 80% do valor atual de R$ 1.000,00, com implementação em duas parcelas: R$400,00 em dezembro deste ano; R$400,00 em abril de 2026, elevando o valor do auxílio-alimentação/nutrição para R$1.800,00.

2) Saúde Suplementar
O benefício da Saúde Suplementar não é um auxílio. É um ressarcimento para os servidores que têm Plano de Saúde contratados por operadoras que são credenciadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Neste sentido, a Fasubra propôs que:

– O ressarcimento seja transformado em auxílio-saúde, assim mais servidores poderão ser contemplados com o benefício e poderão utilizá-lo para sua necessidade de saúde;
– O reajuste do auxílio-saúde seja, no mínimo, de 30% sobre os atuais valores, considerando a inflação média dos custos médico-hospitalares acumulada desde abril de 2024;

3) Auxílio Pré-Escolar
A FASUBRA-Sindical tem deliberação de suas instâncias da defesa incondicional da equiparação dos benefícios entre os três poderes. Portanto não podemos aceitar que o reajuste dos benefícios seja menor para os servidores do Executivo, enquanto o auxílio pré-escolar do Judiciário e do Legislativo, hoje, já está no valor de R$1.235,77.
Neste sentido, propomos que:

  • o reajuste do auxílio pré-escolar do atual valor de R$484,90, com implementação em duas parcelas: R$244,95 em dezembro deste ano; R$244,95 em abril de 2026, elevando o auxílio pré-escolar do Executivo para R$979,80, definindo prazo para alcançarmos a equiparação com os outros poderes.

4) Reajuste das diárias pagas aos servidores que trabalham fora da sede em razão da natureza da atividade

  • Reajuste das diárias pagas aos servidores que trabalham fora da sede em razão da natureza da atividade
    O último reajuste das diárias para servidores públicos do Poder Executivo federal foi em janeiro de 2024 e o novo valor das diárias para a maioria dos cargos é de R425,00, para pagar hospedagem, alimentação e transporte.
  • Esse valor hoje praticado, é insuficiente para que os servidores possam arcar com o pagamento da hospedagem, alimentação e transporte sem tirar dinheiro do próprio bolso, ou seja, na maioria dos casos, os servidores têm que pagar para trabalhar.
    A inflação no setor hoteleiro em 2025 foi marcada por aumentos de tarifas e diárias acima da inflação geral.
    Neste sentido, propomos que: o reajuste das diárias pagas seja, no mínimo, de 30% sobre os atuais valores, considerando a inflação média dos custos no setor hoteleiro acumulada desde janeiro de 2024, para reajuste a partir de abril de 2026.