Trabalhadores apresentam dúvidas sobre conteúdo do edital do programa

A direção do Sintufrj (coordenadores Francisco de Assis e Maria Lenilva) realizou reunião com os trabalhadores(as) atendendo pedido da base para tratar da implantação do PGD no Hesfa.

A reunião foi representativa (28 presentes) e a ampla maioria apresentou muitas dúvidas sobre o edital publicado pela direção daquela unidade – um problema diante do pouco tempo de prazo para a adesão que se encerra dia 16/01.

Após o debate sobre a portaria que regra o PGD e o fato de a direção da unidade ter feito reunião apenas com os coordenadores, a categoria presente aprovou os seguintes encaminhamentos:

1- Solicitar a direção do Hesfa, com cópia à PR4, dilatação do prazo de adesão ao PGD;

2- Formalizar ao Diretor do Hesfa a necessidade de uma reunião ampliada com todos os trabalhadores(as) para elucidar as dúvidas antes da finalização do prazo de adesão;

3- Aprovação de uma comissão de base (Andreia, Gilvan e Sheila) com objetivo de avaliar o edital e demais documentos da PR4 sobre o PGD, de forma a orientar os demais colegas.

4- Agendada reunião online da comissão e Direção do Sintufrj para dia 16/01 as 9h.

Assembleia

Na reunião, os dirigentes sindicais foram informados acerca da negociação com o governo que gira em torno do impasse do não cumprimento do acordo de greve e foi feita a convocação para a assembleia da próxima quarta-feira, dia 21, para definir os próximos passos dessa luta, inclusive com o debate sobre o indicativo de greve proposto pela Fasubra.

Dia 21 de janeiro, quarta-feira da próxima semana, às 10h acontece a primeira assembleia simultânea de 2026, no auditório do Bloco A do CT, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música e na sala 205 do Bloco A da Cidade Universitária de Macaé.

Em pauta, o indicativo de greve da categoria na luta pelo cumprimento integral do acordo, em itens como o Reconhecimento de Saberes e Competências e contra a Reforma Administrativa.  A categoria discute também a integração às mobilizações do Fórum de Entidades Nacionais do Serviço Público Federal (Fonasefe) para a Campanha Salarial Unificada de 2026 com demandas como a equiparação de benefícios, a valorização dos aposentados e pensionistas.

A direção da Fasubra orientou rodada de assembleias na base para avaliar a data do indicativo, se dia 2 ou 23 de fevereiro de 2026 e eleição de delegados e delegadas à Plenária dos dias 24 e 25 de janeiro.

Veja a convocação dos coordenadores

Os coordenadores-gerais do Sintufrj Sharon Stèfani, Francisco de Assis e Esteban Crescente conclamam, em vídeo, a categoria a comparecer à assembleia neste importante momento de decisão.

Assis, que também é coordenador de Comunicação da Fasubra, destaca que é importante que a categoria esteja presente: “A Fasubra apontou o indicativo de greve por conta do processo de negociação que se desenrola com o governo que não está cumprindo o acordo, principalmente no que toca ao Projeto de Lei que publicou com um regramento para a implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências, totalmente diferente do que a categoria discutiu por um ano e acordou com o governo”.

Na assembleia, a coordenação também apresentará informes sobre o ataque que as universidades sofrerem por parte do Congresso com o corte no orçamento da Educação de quase de R$500 milhões. Com cortes em diversas áreas no Orçamento da União, os congressistas conseguiram injetar ainda mais recursos nas emendas parlamentares, alcançando o valor recorde de R$ 61 bilhões.

“Por isso devemos repudiar essa situação. A UFRJ não consegue funcionar com orçamento que tem recebido nos últimos anos, acumulando dívidas e levando a consequências danosas, inclusive para os trabalhadores terceirizados que às vezes ficam sem receber por conta do problema orçamentário”, ponderou Esteban, lembrando ainda: ”Nós também estamos nos somando  às mobilizações em torno do Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais do Serviço Público Federal) para apresentar uma pauta unificada do Serviço Público Federal na campanha salarial de 2026. Então, o ano começa com muita luta e esperamos que termine mutas vitórias”.

A indicação da Fasubra para a pauta:

– Cumprimento integral do acordo da greve de 2024; a implementação integral do RSC conforme elaborado pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira com inclusão de aposentados, pensionistas e doutores e sua aplicação para toda a categoria em abril de 2026, caso não seja apresentada a alteração no dia 19.01, pelo MGI no PL 6170/2025.;

  • – Jornada de Trabalho de 30 horas semanais em lei e plantão 12×60 regulamentado;
  • – Luta Contra a Reforma Administrativa e cobrança de posição firme do governo contra a PEC 38/25.

– Indicação da última plenária de reajuste no piso do PCCTAE, com step de 5% para 2027 e unificação dos níveis A-B e C-D; para discussão posterior ao encerramento da parte financeira do Termo de Acordo da Greve de 2024 que acontecerá em abril de 2026.

 

Ator vence como melhor em filme de drama por “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, e defende cinema e cultura como pilares da democracia

247 – Wagner Moura afirmou que “a ditadura é ainda uma ferida aberta no Brasil” ao comentar, diante de jornalistas, a vitória no Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama por “O Agente Secreto”. O longa-metragem dirigido por Kleber Mendonça Filho também foi escolhido como melhor filme em língua não inglesa.

As declarações do ator foram registradas pela Folha de S.Paulo, após a premiação, em conversa com a imprensa no evento. Na trama de “O Agente Secreto”, Moura interpreta um professor perseguido durante a ditadura militar. Ao relacionar o enredo do filme com o presente, o ator defendeu que o tema siga sendo enfrentado pelo cinema brasileiro.

“Precisamos continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura é ainda uma ferida aberta no Brasil. Aconteceu há apenas 50 anos. Entre 2018 a 2022, tivemos um presidente de extrema-direita que é uma manifestação fisica dos ecos da ditadura”, afirmou o ator, ao comentar o reconhecimento internacional.

Cinema, memória e disputa de narrativa

A fala de Moura coloca a discussão sobre memória histórica e democracia no centro do debate cultural, num momento em que obras sobre autoritarismo voltam a ganhar visibilidade fora do país. Ao mencionar os “ecos da ditadura”, o ator apontou para a permanência de tensões políticas e simbólicas que atravessam a sociedade brasileira, e que seguem influenciando a forma como o passado é narrado e disputado.

A vitória no Globo de Ouro, por sua vez, dá projeção global a um filme que aborda diretamente a perseguição política e a repressão, tema que, no Brasil, segue cercado por tentativas recorrentes de relativização e apagamento.

“Cultura e democracia andam juntas”, diz Moura

No mesmo contato com a imprensa, Wagner Moura relacionou a agenda cultural ao ambiente democrático e ao papel do Estado na valorização do setor. Com o troféu nas mãos, ele declarou: “Acho que a cultura e a democracia andam juntas, e no Brasil temos, finalmente, depois de um periodo obscuro, uma democracia na qual podemos respirar e um governo que entende que a cultura é importante para o desenvolvimento de um país. Democracia, cultura e filmes, eles coexistem, não vivem um sem o outro”.

Ao defender a interdependência entre democracia e produção cultural, o ator reforçou a ideia de que filmes como “O Agente Secreto” não tratam apenas do passado, mas também funcionam como instrumentos de reflexão pública sobre direitos, liberdades e os riscos de repetição de ciclos autoritários.

Reconhecimento internacional e impacto para o cinema brasileiro

Além do prêmio de atuação, o reconhecimento de “O Agente Secreto” como melhor filme em língua não inglesa amplia o alcance internacional do cinema brasileiro e reposiciona o país no circuito das grandes premiações. O resultado também aumenta a expectativa sobre a trajetória do longa em outras disputas, ao mesmo tempo em que ilumina, para audiências globais, a história brasileira marcada por repressão, resistência e busca por justiça.

MANIFESTAÇÃO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DA DECANIA DO CCMN

Trabalhadores e trabalhadoras da Decania do CCMN fazem manifesto contra declarações desqualificadoras de um Docente ao trabalho dos Técnicos Administrativos em Educação da Decania do CCMN, ocorrida em reunião colegiada do Centro.

Parta da fala do docente diz “…E esse história da Decania dar um prêmio para um funcionário da Decania. Eu continuo sem saber o que toda essa estrutura faz…”

A indignação tomou conta das trabalhadoras e trabalhadores que buscaram apoio do Sintufrj e também levaram a denúncia aos canais da UFRJ.

A Direção Executiva do Sintufrj reafirma seu compromisso na defesa da importância e excelência do trabalho feito pela categoria em toda a UFRJ, contribuindo de forma decisiva para permanência nos primeiros lugares nos ranqueamentos acadêmicos nacionais e internacionais, nos somamos a mobilização da base da Decania do CCMN, e acompanharemos o processo em torno do manisfesto.

Acesse aqui o manifesto dos servidores e servidoras da Decania CCMN: Manifestacao_TAES_Decania_CCMN

A direção do Sintufrj realizou reunião virtual com um grupo de trabalhadores das unidades hospitalares da UFRJ que procuram construir espaços de negociação com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

O objetivo é a assinatura de termo de acordo com a reitoria e empresa “buscando preservar e ampliar direitos de todos os trabalhadores RJU”.

Nesta construção coletiva uma comissão será formalizada juntos aos diretores dos hospitais para com a assessoria jurídica do Sintufrj estudar o contrato da Ebserh e consolidar uma minuta de acordo para consolidar a negociação com a reitoria.

Para tanto foram apresentadas e aprovados diretrizes de temas para essa pauta de reivindicações que são as seguintes:

1- Eixo 01 – Políticas Públicas Gerais

1.1- Gestão Democrática que garanta participação da comunidade na Escolha da Direção,

1,2- Gestão do Cuidado com a valorização do Papel Social dos Trabalhadores (as) no trabalho em Saúde

1.3- Gestão de Pessoas que respeite os Direitos conquistados e garanta o Desenvolvimento do Trabalhador no PCCTAE;

1.4- Gestão de Governança que possa enfrentar os problemas complexos e das rotinas do cotidiano;

1.5- Gestão de Qualidade de Vida e mediação dos conflitos na relação de trabalho;

2- Eixo 02  – Direitos e conquistas que foram Demandas debatidas e aprovadas no I Encontro dos TAE dos hospitais

2.1- Pela ampliação da jornada de 30 horas para todos;

2.2- Não ao corte dos adicionais de insalubridade;

2.3- Não à reposição ao erário dos processos que foram concedidos pela própria PR4;

2.4- Pela garantia da liberação dos trabalhadores (as) que não querem ficar na gestão da Ebserh;

2.5- Pela manutenção da Sessat e a garantia dos exames periódicos dos trabalhadores(as);

2.6- Pela criação de um protocolo que permita o atendimento aos trabalhadores (as) em serviço no Hospital e na UFRJ;

2.7- Pela garantia de estacionamento e segurança aos seus profissionais em atividade nas unidades hospitalares;

2.8- Defender eleições para ocupação dos espaços de decisões na construção das políticas publica para os hospitais;

E para construir essa minuta de termo de acordo e negociação juntamente com a Direção do Sintufrj, foram aprovados os seguintes nomes da comissão:

 Nomes da direção: Ana Mina, Ana Célia, Laura Gomes  e Luciana Borges

Nomes da base: HUCFF: Marlene, Sidney, Isabela, Renata, Márcia Anjos, Martinha, Rubinho, Mônica

IPUB: Luiz Carlos

IPPMG: Jorge Luiz,

HESFA: Carmen

INDC: Aluizio

Essa comissão será formalizada junto aos gestores dos respectivos hospitais e depois será realizada reunião para organizar agenda de trabalho.

E ainda como parte dos encaminhamentos foi solicitado e agendado reunião com a base dos TAE do HESFA para próxima 3a feira dia 13/01/2026.

Placa da Ebserh no HU.
Rio, 03-09-24
Foto Elisângela Leite
Placa da Ebserh no HU.
Rio, 03-09-24
Foto Elisângela Leite

 

 

10h de quarta-feira, 21 de janeiro

Pauta:
• Análise da conjuntura
• Indicativo de greve
• Eleições de delegados à plenária da Fasubra

Fundão: Auditório do Bloco A do CT
Macaé: Bloco A – Sala 205 da Cidade Universitária
Escola de Música: Salão Leopoldo Miguez

Devido a problemas de ordem estrutural, sucessivas faltas de energia na sede, o Sintufrj informa que o sorteio previsto no item 3 do edital da festa da Democracia e Confraternização 2025 foi transferido para o dia 14/01/2026, pela loteria federal. O sindicalizado que quiser consultar os seus números poderá verificar no seguinte link: https://sintufrj.org.br/wp-content/uploads/2026/01/sorteio-sindicalizados-2025.pdf. O resultado será divulgado nas mídias sociais oficiais da entidade.

PRÊMIOS:

1º – TV Smart 50”
2º – TV Smart 43”
3º – Bicicleta elétrica + Plano TotalPass TP3
4º – Bicicleta elétrica + Plano TotalPass TP3
5º – Fone JBL + Plano TotalPass TP3

OBS: Os planos TotalPass são para 1 mês somente.

A plenária virtual da Fasubra realizada dias 19 e 20, com delegadas e delegados de todo país, definiu encaminhamentos sobre o indicativo de greve, diante da conjuntura atual e das negociações em curso com o governo.

Segundo a Fasubra, após amplo debate, deliberou-se pela realização de nova plenária, desta vez presencial, nos dias 24 e 25 de janeiro, após a reunião da Fasubra com o Ministério da Gestão e da Inovação  (MGI), agendada para 19 de janeiro.

O encontro é considerado estratégico para a avaliação dos rumos da mobilização e para a construção coletiva das próximas ações da categoria.

Para lembrar, em reunião da Fasubra com o MGI em 16 de dezembro, representantes do ministério apontaram a possibilidade de alteração do projeto de lei do governo (PL 6170/2025), que deturpou o que foi firmado com a categoria no acordo de greve sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). A alteração será apresentada nesta nova reunião.

“A Fasubra reforça a importância da participação de toda a base nas próximas ações, paralisação e ato, destacando que a unidade e a organização seguem sendo fundamentais na defesa dos direitos e das reivindicações dos Técnico-Administrativos em Educação”, informa texto da entidade.

Os presentes discutiram o novo cenário a partir do teor do PL, a necessidade de aguardar a reunião do dia 19 e o indicativo do indicativo de greve para fevereiro de 2026. O encontro com o MGI é considerado estratégico para a avaliação dos rumos da mobilização e para a construção coletiva das próximas ações da categoria.
Por isso, a Fasubra reforça a importância da base nas próximas ações, paralisação e ato: “A unidade e a organização seguem sendo fundamentais na defesa dos direitos e das reivindicações dos Técnico-Administrativos em Educação”, diz a federação.

Cenário mundial temerário

Para o coordenador de Comunicação da Fasubra e coordenador-geral do Sintufrj, as incertezas do terrível cenário internacional, com o ataque de Trump à Venezuela e reflexos possíveis em toda América Latina, impacta também nas definições internas, inclusive nas negociações com o governo, o que exige ainda maior mobilização enquanto classe trabalhadora.

Segundo ele, é preciso ações de rua e mobilização no dia 19, embora não seja possível realizar paralisação, com atenção às redes sociais do movimento nacional para acompanhar os desdobramentos da reunião prevista para este dia (            que não se sabe se vai acontecer diante do cenário internacional).

Segundo a coordenadora-geral Sharon Stèfani foi importante a discussão sobre a entrada em greve a partir do dia 23 de fevereiro, apesar de algumas universidades ainda relataram necessidade de mobilização: “Acredito que na UFRJ conseguiremos essa mobilização, Historicamente, muitas vezes, nós, da UFRJ, iniciamos greves e conseguirmos fazer uma mobilização forte. Ainda mais com toda esta alteração do cenário político, temos que ter a base ainda mais mobilizada, não somente como categoria mas também como cidadãos para que nossas atividades tenham número expressivo de companheiros”..

Francisco completou afirmando que a situação se acirra ainda mais, com a necessidade de povo nas ruas, não apenas pelo cenário internacional com reflexo em toda América Latina, mas também pelo cenário local, com o sequestro do orçamento público pelo Congresso Nacional, retirando recursos das universidades: “Temos que somar forças na defesa do orçamento junto com Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) para fazer frente pressão junto a parlamentares contra essa vergonha que é o sequestro de parte do orçamento, acumulando energia para, nas próximas eleições, mudar de fato este Congresso que é a meta do campo progressista”.

 

CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÃO

Segundo o último ID da Fasubra

19 – Reunião com MGI 19 – Dia Nacional de Luta com paralisação e atos nas instituições e estados e em Brasília para pressionar o governo pelo cumprimento integral do acordo e contra a reforma administrativa.

07 a 21 – Rodada de Assembleias

21 a 23 – Reunião Direção Nacional

24 e 25 – Plenária Nacional

 

 

 

A Diretoria do SINTUFRJ, gestão 2025-2028, repudia veementemente a nota publicada pela PR6 em 26/10/2025 sob o título “Esclarecimento sobre a devolução da área do CEPE à UFRJ”.
Inicialmente esclarecemos que o SINTUFRJ não questiona a legalidade ou não do ato de retomada da área do CEPE pela UFRJ, mesmo porque a UFRJ o faz por medida judicial, onde é esperado que todas essas questões de legalidade tenham sido superadas.

Mas o que diz essa nota?
A respeito da destinação da área ocupada pelo CEPE que está sendo retomada, a UFRJ diz que “diante da iminente retomada do imóvel e motivada por interesse manifestado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ (Sintufrj) na área do Cepe-Fundão, a UFRJ instaurou o processo nº 23079.032576/2019-46 para tratar da destinação da área, após a sua restituição à UFRJ” e que “O processo não avançou por falta de manifestação formal da AdUFRJ e do Sintufrj sobre a proposta de cessão onerosa e consorciada”

Diante da interpretação dúbia que a nota repudiada causou em diversos sindicalizados, o SINTUFRJ vem a público esclarecer que o interesse manifestado pelo SINTUFRJ visava a manutenção de parte da área com o CEPE, por reconhecer a importância histórica do Clube para a classe trabalhadora petroleira e a parceria estabelecida com o SINTUFRJ, beneficiando também os trabalhadores da UFRJ.

É uma inverdade dizer que o processo citado não avançou por falta de manifestação das Entidades sindicais da UFRJ. O processo não avançou porque a estimativa do valor do condomínio e aluguel é absurdo, podendo-se se comparar a metragem quadrada da zonal sul do Rio de Janeiro. Esta foi a condução dada pela Gestão 2022-2025, a qual recepcionou o referido processo estabelecido durante a gestão sindical anterior. Uma condução pautada na responsabilidade com a manutenção da capacidade de funcionamento infraestrutural e político do Sintufrj.
Não foi feita aqui uma comparação visando a desvalorização da área da UFRJ, mas sim a falta de bom senso dos gestores do patrimônio dessa universidade em ter o discernimento de que o SINTUFRJ, assim como demais Entidades representativas da UFRJ, não possui o mesmo capital de outras cessionárias já estabelecidas no Campus do Fundão.

O SINTUFRJ, como Entidade combativa e sem fins lucrativos, seguirá lutando contra qualquer forma de intransigência e reivindicando transformações em prol da justa ocupação dos espaços da Universidade pela classe trabalhadora, bem como enfrentando o Governo e o parlamento para que nossa UFRJ tenha um orçamento compatível com as suas necessidades de funcionamento pleno para continuar prestando bons relevantes serviços para sociedade.
Por fim reafirmamos nosso compromisso estatutário e de carta programa com a promoção de políticas públicas de integração social e qualidade de vida para seus filiados e nos colocamos abertos ao bom debate que respeite as entidades dos trabalhadores da Petrobrás e os trabalhadores pais de família do CEPE ameaçados com a perda do seu emprego.

 

REPÚDIO AO TERRORISMO IMPERIALISTA DE TRUMP – SOLIDARIEDADE AO POVO VENEZUELANO

A Direção Executiva do Sintufrj repudia de forma veemente a invasão do território venezuelano consumado pela política terrorista de Trump em nome dos interesses econômicos norte-americanos.
Os ataques deste 3 de Janeiro de 2026 constituem flagrante desrespeito às convenções do direito internacional. Na prática são atos de pirataria e colonialismo da pior espécie.

Os objetivos são claros: trata-se do interesse de domínio dos EUA sobre as maiores reservas de petróleo do mundo. Além disso, o fascista Trump pretende impedir qualquer desenvolvimento soberano dos países da América Latina, repetindo o histórico vivido no século XX quando o imperialismo norte americano derrubou diversos governos populares e democráticos na região.
A classe trabalhadora dos países da América Latina só tem a perder com este terrorismo imperialista, pois trata-se de submeter economicamente as nações da região e drenar os seus recursos naturais, além de superexplorar as trabalhadoras e trabalhadores.

O Sintufrj segue seus princípios estatutários, e diante da gravidade dos fatos, reafirmamos:
1. Solidariedade de Classe: Expressamos nosso total apoio à classe trabalhadora venezuelana, que é sempre a mais atingida por bloqueios, sanções e intervenções militares que desestabilizam a economia, destroem postos de trabalho e precarizam a vida.
2. Defesa da Autodeterminação: Reiteramos que o destino da Venezuela deve ser decidido soberanamente por seu povo, sem ingerências externas, pressões militares ou coerções econômicas que ferem a Carta das Nações Unidas e a Carta da OEA.
3. Justiça Social e Soberania: Para o SINTUFRJ, não existe defesa de direitos trabalhistas sem a defesa da soberania nacional. A classe trabalhadora brasileira se coloca em prontidão contra qualquer tentativa de transformar o continente em palco de conflitos geopolíticos que servem apenas a interesses alheios ao bem-estar dos nossos povos.
4. Defesa dos Direitos Humanos: Exigimos a libertação imediata do Presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores sequestrados em sua residência por militares norte-americanos.
Não aceitaremos que a força se sobreponha ao diálogo e que a soberania de um povo irmão seja atropelada. A luta por democracia, paz e justiça social é internacional e indivisível.

Pela paz na Venezuela! Pela soberania dos povos da América Latina!