No contexto da semana de mobilização, a direção do Sintufrj reuniu-se de forma presencial com os companheiros do Museu Nacional nesta terça-feira, 3 de fevereiro. As reuniões têm sido híbridas, mas no caso do Museu questões técnicas impediram a  participação on line. Embora a presença não tenha sido o forte da reunião, houve um diálogo qualificado com muitas explicações e esclarecimentos dos dirigentes.

Há um esforço enorme para a realização do máximo de reuniões nos locais de trabalho para incentivar a participação na assembleia de 10 de fevereiro que decidirá pela aprovação da greve ou não conforme indicativo da Fasubra.

A direção tem explicado sobre as negociações e o que ainda está pendente do acordo de greve. Os dirigentes têm travado também diálogo sobre demandas específicas dos trabalhadores técnico-administrativos em seus setores.

O diálogo no Museu foi conduzido pelos coordenadores do Sintufrj, Paulo Roberto e Maria Lenilva, tendo a participação em diversos momentos dos coordenadores Rosemere Roza, Sharon Stéfani e Nivaldo Holmes. A reunião contou ainda com a presença dos coordenadores Luciano Cunha, Fabiano Pereira e Luciano Batista.

O diálogo girou principalmente sobre as negociações em torno do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) – mecanismo que permite, essencialmente, que o servidor avance um nível a mais na tabela do Incentivo à Qualificação, sem a necessidade do título.

A participação reduzida dos companheiros do Museu na reunião trouxe à baila reflexões sobre o Programa de Gestão de Desempenho (PGD) que regulamenta as atividades laborais de acordo com plano de trabalho firmado na unidade – o funcionário que adere passa a trabalhar de forma remota parcial ou integral.

Houve ainda troca de ideias sobre a posição dos parlamentares em relação aos servidores e a necessidade de se eleger aqueles realmente do lado dos trabalhadores, a atuação da PR-4 em relação a política de pessoal, a função da Comissão Interna de Supervisão e a realidade estrutural do Museu cujos trabalhadores convivem com problemas derivados do incêndio em 2018.

 

Próximas reuniões

Reuniões de base com a mesma pauta da assembleia. Para participar remotamente se inscrever no formulário para receber o link da reunião no dia escolhido: https://forms.gle/jfpuMEG16AcYmdt79. Exceção: Museu Nacional

04/02 (4a feira)

CCS – 10h – Reunião híbrida para os TAE do Prédio do CCS

Presencial: Bloco A. Salão Azul da Biologia.

05/02 (5a feira)

CT – 10h – Reunião híbrida para os TAE do Prédio do CT

Presencial: Bloco A, 2º andar. Salão Nobre.

05/02 (5a feira)

CLA – 10h – Reunião híbrida para os TAE do Prédio do CLA

Presencial: Auditório Archimedes Memória (JMM, 3º andar) FAU.

Paulo Roberto e Maria Lenilva fizeram um apanhado das negociações e explicaram sobre o RSC

 

Os companheiros do Museu Wander Siqueira, Aline Miranda e Edson Vargas tiraram dúvidas

 

Sheron Stéfani alertou que as reuniões de base, além de procurar mobilizar para a assembleia, objetiva também ouvir os TAEs sobre suas demandas específicas em seus locais de trabalho

  • Coordenador-geral expõe a técnicos do CCMN a trajetória do impasse que resultou do estado de greve.

  • Coordenadora de Aposentados diz o que desagradou a categoria

“Chegamos no limite da pressão ao governo e ele nem aí. Então decretamos o estado de greve e, com esse tensionamento, o MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) recuou no regramento do RSC (Reconhecimento de Saberes e Competência)”, afirmou o coordenador geral do Sintufrj (e também coordenador de Comunicação da Fasubra), Francisco de Assis, na reunião com técnicos administrativos do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN).

Segundo o coordenador, o PL 6170, que trata dos detalhes do RSC, deveria ter sido elaborado junto com a Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC).  A reunião híbrida no CCMN na manhã desta terça-feira (3) cumpriu mais uma etapa da maratona de debates com as bases que antecede a assembleia simultânea convocada para terça-feira, 10 de fevereiro.

O dirigente fez um breve balanço das conquistas da greve de 2024: os itens já cumpridos pelo governo e os itens pendentes. E destacou a centralidade dos aposentados na discussão do RSC.

Ingratidão com aposentados

Na reunião  com a Fasubra e o Sinasefe em janeiro, dos 15 itens de regramento do RSC, o MGI atendeu 12. A coordenadora de Aposentados (as) e Pensionistas do Sintufrj, Marli Rodrigues, leu o que foi mantido no PL pelo governo que desagrada a categoria: Manutenção da vetação do RSC para quem está em estágio probatório; Manutenção de 75% somente para os ativos, excluindo aposentados e pensionistas e quem tem doutorado; Manutenção do interstício de três anos para os pedidos subseqüentes do RSC e Manutenção dos efeitos financeiros não retroativos ao pedido do RSC (120 dias).

“É uma ingratidão deixar de fora do RSC os aposentados e que está em estágio probatório. O governo faz isso para dividir a categoria. A gente precisa entender que fizemos uma greve longa para que todos fossem atendidos”, defendeu Marli.

Os técnicos administrativos que se manifestaram na reunião não descartaram a decretação de greve na assembleia do dia 10 de fevereiro, preocupados com os aposentados. Afinal, todos se aposentarão um dia e garantir a paridade entre ativos e aposentados nas conquistas financeiras futuras e o desejado.

Posicionamento

De acordo com Francisco de Assis, a Fasubra adotou a seguinte posição: segurar os 11 itens consensuados pelo governo sobre o RSC e, como plano B, aprofundar as articulações por emendas parlamentares para garantir o que o governo não atendeu do acordo de greve, e irmos avaliando em que nível está a nossa mobilização para deflagração da greve.

“A Fasubra não está parada, a pressão sobre o Parlamento tem sido forte visando emendas parlamentares. Embora saibamos que um quarto do orçamento do país encontra-se nas mãos do Congresso Nacional e dos 513 deputados e senadores, só temos como aliados 130. Porém, abraçamos essa causa como visão estratégica. Estamos trabalhando para arrancar aquilo que conquistamos com a greve. Mas, temos que ter responsabilidade”, afirmou o coordenador, lembrando equívocos do passado por avaliações ideológicas erradas sobre comportamento do governo.

“Essas rodadas de reuniões possibilitam que as falas de vocês sirvam de base para que na assembleia a gente (a direção) esteja orientado sobre se vale a pena ou não deflagrar a greve”, pontuou Marli Rodrigues.

“Em nenhum acordo de greve conseguimos o cumprimento integral. O grande debate que temos que fazer tem que estar direcionado a estimular a categoria a ir à assembleia no dia 10 e discutir amplamente sobre a greve, a nossa mobilização. Discursos de retóricas não avança a nossa luta. Hoje o eixo são o RSC e uma legislação que garante a jornada de 30 horas para todos”, concluiu Assis.

FRANCISCO DE ASSIS faz a narrativa da trajetória de luta e do contexto que resultou no estado de greve

01 reunião no CCMN em 3 de fevereiro

REUNIÃO foi acompanhada com atenção para o o relato do impasse com o governo

 

MARLI SILVA, DA COORDENAÇÃO DE APOSENTADOS, E FRANCISCO DE ASSIS, COORDENADOR-GERAL, fazem exposição na reunião com trabalhadores do CCMN