A assembleia geral simultânea do Sintufrj no Fundão, Praia Vermelha e Macaé, nesta quarta-feira, 29 de abril, que reuniu cerca de quase 200 pessoas nos três campi, fez uma avaliação do movimento grevista iniciado na UFRJ em 9 de março (participação da categoria nas atividades, assembleias e no Comando Local de Greve, CLG) e aprovou proposta para ser enviada ao Comando Nacional de Greve (CNG)/Fasubra e constar da pauta de greve para negociação final com o MEC. A greve continua na universidade.

Na avaliação política prevaleceu a necessidade se fortalecer o ato unificado de 1º de Maio, no Posto 5, em Copacabana, a partir das 14h, cujas pautas contemplam toda a classe trabalhadora, –como, por exemplo, o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial – e a realização no dia 7 de maio de um grande ato da Educação, no centro da cidade. Na quarta-feira, 6 de maio, os técnicos administrativos da UFRJ realizam nova assembleia simultânea.

“Neste cenário, o que temos nas mãos devemos à greve. Conseguimos alterar itens da minuta do decreto de regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), mesmo a Fasubra estando sozinha nesse movimento, porque o Sinasefe não quis a greve. Agora é definir prioridades, como a reposição e a aceleração para os aposentados, que não obtiveram grandes conquistas, bater pela democracia nas universidades, realizar um forte 1º de Maio e um ato da Educação”, defendeu o coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente.

“Essa greve marca a construção de uma ação de unidade, é um movimento importante. Fazer críticas ao governo é simplificar a nossa luta”, ponderou Francisco de Assis, coordenador de Comunicação da Fasubra e coordenador-geral do Sintufrj. “Em 2007 e 2015 perdemos dinheiro porque não confiamos na presidenta Dilma Rousseff e assinamos acordo de dois anos invés de quatro anos. Temos que ter consciência de que não temos correlação de força para arrancar toda a pauta. Precisamos ter prioridades”, propôs.

Para a maioria, o RSC se tornou, sim, o principal tema da greve, embora a categoria não renuncie ao restante da pauta posta sobre a mesa de negociação com o governo a partir da greve de 2024. Mas houve o reconhecimento de que desde 2023 os técnicos administrativos em educação têm conseguido avançar em suas reivindicações, apesar das limitações impostas ao governo pela direita no Congresso Nacional. “Se adotarmos a política de ou tudo ou nada, corremos o risco de morrer de inanição. RSC e Flexibilização da jornada é o máximo possível” foram propostas da assembleia para análise do CNG.

Nova assembleia

Foi aprovada a realização de outra assembleia simultânea da categoria na quarta-feira, 6 de maio, às 10h. No Fundão, será no auditório do bloco 1, do Centro de Tecnologia (CT) – na Praia Vermelha e no Centro Multidisciplinar de Macaé os locais ainda serão confirmados. Também foi dado destaque ao calendário de atividades aprovado pelo CLG, que inclui o debate sobre o bloqueio desumano dos Estados Unidos a Cuba, com Frei Betto, nesta quinta-feira, 30, às 11h, no 2º andar do bloco 1 do CT, sala 241, e doação de sangue para o Hospital Universitário (HU) no Fundão (até às14h) e em Macaé.

 

PROPOSTAS APROVADAS ASSEMBLEIA 29/04

1- Aprovada continuidade da Greve. Nova assembleia dia 06/04 em auditório e ato unificado no dia 07

2- Defendemos as seguintes prioridades para enviar ao Comando Nacional de GREVE da FASUBRA.

2.1) Publicação e implementação Decreto do RSC; dentro do texto do documento apresentado neste momento.

2.2) Reposicionamento e aceleração dos aposentados

2.3) Nota Técnica das 30 horas;

2.4) Cronograma para os grupos de trabalho: a) racionalização de cargos; b) cargos amplos; c) atualização das atribuições dos cargos

2.5) Fim de greve: garantir que no termo de acordo seja incluído a reposição do trabalho represado e não das horas trabalhadas.

PAUTA INTERNA

Cobrar da Reitoria e PR4, Orientação para a Hora Ficta;

Informes locais 

A direção do Sintufrj e o CLG situaram os técnicos administrativos sobre os encaminhamentos junto a Reitoria para atender as reivindicações dos trabalhadores das três unidades hospitalares sob gestão da Ebserh, cujos conflitos têm se agravado a cada dia, e da reunião com os trabalhadores do HU (com a participação dos superintendes) garantindo que o hospital irá prestar socorro aos servidores que se sentirem mal durante o trabalho. Também foi dado informe a respeito das deliberações em relação a Faculdade de Odontologia, que contratou pessoas para substituir os servidores em greve para atender setores da unidade considerados não essenciais. FOTO: RENAN SILVA

MOÇÕES APROVADAS NA ASSEMBLEIA

 Moção de apoio à greve dos Técnico-Administrativos em Educação da Universidade Federal de Viçosa

Os Técnico-Administrativos em Educação da UFRJ expressam seu total apoio e solidariedade aos colegas da Universidade Federal de Viçosa,  que sofreram um ataque ao seu direito de greve por parte de uma liminar judicial provocada pelo Ministério Público Federal de Minas Gerais que questiona e criminaliza a escala de greve dos servidores da Unidade de Saúde ligada à UFV.

Greve é um direito e não crime. Ilegal e abusiva é a postura do Ministério da Gestão e Inovação que se nega a negociar com a categoria TAE, que está em greve há mais de 60 dias.

Total repúdio à judicialização da greve por parte do Ministério Público Federal de Minas Gerais e apoio integral aos servidores da UFV e seu direito de lutar.

Assembleia Geral dos Técnico-Administrativos em Educação da UFRJ

Rio de Janeiro,  29 de abril de 2026.

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Toda solidariedade ao Zé Maria do PSTU: abaixo à repressão aos que lutam pela Palestina!

A absurda decisão da Justiça Federal que condenou Zé Maria do PSTU a dois anos de prisão em regime aberto é um grave ataque às liberdades democráticas e escancara o avanço da tentativa de criminalizar a solidariedade ao povo palestino no Brasil. Em um ato de se colocar ombro a ombro do povo palestino, Zé Maria expressou apoio à resistência palestina e à luta por uma Palestina livre do rio ao mar, uma posição histórica de amplos setores que se colocam contra a ocupação e o apartheid.

Repudiamos essa decisão e nos solidarizamos com Zé Maria e com o PSTU diante dessa perseguição judicial.

Rio de Janeiro,  29 de abril de 2026.

 

O tema da reunião mensal do GT Antirracismo, realizada dia 29 de abril, no Espaço Cultural, foi “Conhecendo o Partido dos Panteras Negras”. A cada evento o GT traz um tema e uma abordagem diferente.

O Partido dos Panteras Negras (BPP), fundado em 1966 na Califórnia por Huey Newton e Bobby Seale, foi um movimento revolucionário antirracista de autodefesa contra a brutalidade policial e opressão racial nos EUA.  Os Panteras Negras influenciaram diversos movimentos sociais ao redor do mundo, deixando um legado duradouro na luta por direitos civis e justiça social. Seu uniforme era boinas pretas, jaquetas de couro e tinham como símbolo o punho erguido (símbolo do “Black Power”).

O convidado desta reunião do GT foi o educador social Gaspar Fraga, que falou sobre a história do partido, sobre os bastidores do movimento e da ideologia marxista defendida pelos panteras negras. Ele explicou que o movimento tinha como objetivo combater o racismo estrutural, a violência policial e o capitalismo, lutando pela libertação e autodeterminação da comunidade negra.

Sob a ideologia marxista e foco na comunidade negra o movimento destacou-se por patrulhas armadas, programas sociais (como café da manhã para crianças) e o lema de “Poder ao Povo”. Suas ações e estratégias foram o patrulhamento armado de bairros para inibir abusos policiais, a criação do “Programa de 10 Pontos” (exigindo moradia, educação, fim da brutalidade), e programas sociais como “Café da Manhã para Crianças”.

O grupo foi considerado uma grande ameaça ao status quo nos EUA, sofrendo forte repressão do FBI. Conflitos internos e prisões de membros enfraqueceram o grupo na década de 1970 e que acabou no início dos anos 1980.

Livro

No tradicional sorteio realizado pelo GT o livro escolhido foi “Os Panteras Negras” do professor e pesquisador Henrique Marques Samyn que apresenta uma breve introdução à trajetória do Partido Panteras Negras, suas perspectivas políticas e seu legado.

Didático, o livro oferece uma importante compreensão da história do Partido Panteras Negras – que envolveu a criação de serviços para a comunidade negra estadunidense, a promoção da educação, além do repúdio ao fascismo e ao sexismo – e contribuiu para a luta por liberdade e efetiva construção de uma aliança antirracista.

Os sortudos foram o próprio palestrante Gaspar Fraga e o sindicalizado Geraldo Teotônio.

Filmes

O movimento deu origem a vários filmes com destaque para o documentário Black Panthers de 1968 dirigido por Agnès Varda. O filme aborda o Partido dos Panteras Negras em Oakland, Califórnia, durante os protestos contra a prisão de Huey P. Newton, cofundador dos Panteras Negras, pelo assassinato do policial John Frey em 1967. Ele foi recomendado pela coordenação do GT Antirracista para ser visto pelos participantes antes da reunião para subsidiar o debate.

O documentário narra que no verão de 1968, grupos de pessoas chegam a Oakland para protestar contra a prisão de Huey Newton. No documentário, o próprio Newton é entrevistado e fala sobre o tratamento inadequado que recebeu enquanto encarcerado, bem como aborda os dez ideais do movimento Pantera Negra, que inclui proteger a comunidade negra da violência policial, informá-los sobre seus direitos e aproveitar a leis de armas de fogo para obter licenças de porte e armar os Panteras para ‘policiar a polícia’, isto é, garantir que os direitos das pessoas negras fossem aplicados em abordagens e outras ações policiais.

Outras pessoas são entrevistadas, incluindo Kathleen Cleaver, professora de direito e ativista americana integrante do movimento Black Power e do Partido dos Panteras Negras, que fala sobre o movimento negro em defesa do cabelo natural e, ainda, aborda a necessidade do crescimento de mulheres em posições hierárquicas no Partido dos Panteras Negras. O filme termina com a condenação de Newton por homicídio culposo; e expõe um crime de ódio praticado por dois policiais, que atiraram em uma janela de um escritório do Pantera Negra onde uma foto de Newton havia sido estampada.

Nesta quinta-feira, 30 de abril, o escritor e ativista político Frei Betto, a convite da Adufrj – e com apoio do Sintufrj, APG e DCE Mário Prata – estará na UFRJ para discutir a situação de Cuba, submetida a um estrangulamento econômico pelo imperialismo trumpista e por um bloqueio insano e desumano determinado pelo EUA que já dura mais de 60 anos.  Por decisão do Comando Local de Greve (CLG), os técnicos-administrativos apoiam o evento se integrando ao  Movimento Brasileiro de Solidariedade à ilha socialista do Caribe.

Data: 30 de abril

 Horário: 11h

 Local: Sala 241 – 2º andar do Bloco I do Centro de Tecnologia (acesso pelas escadas do Bloco G

Por: FASUBRA

A terça-feira (28) foi marcada por mobilização e avanços nas negociações envolvendo as trabalhadoras e os trabalhadores técnico-administrativos em educação. Pela manhã, o Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra Sindical realizou ato no Ministério da Educação (MEC), cobrando que o governo federal cumpra integralmente o acordo firmado com a categoria.
Enquanto a manifestação acontecia no andar térreo, no piso superior, as coordenadoras gerais Cristina del Papa e Ivanilda Reis participavam da primeira reunião ordinária da Mesa Setorial de Negociação Permanente, no âmbito do MEC. O encontro tratou de pautas estratégicas para a categoria e avançou em alguns pontos considerados importantes pela entidade.

Eleições nas Ifes
Entre os temas debatidos, destaque para a questão das eleições nas universidades federais. A Fasubra reafirmou sua posição histórica em defesa da paridade nos processos eleitorais, ressaltando o caráter político e ideológico da proposta. A posição foi acompanhada por outras entidades representativas, e ficou definida a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para aprofundar o debate. A instalação do GT está prevista para ocorrer em até 10 dias, sendo avaliada como um avanço pela federação.
Outro ponto discutido foi o tema dos adicionais ocupacionais, previsto no termo de acordo. A Fasubra solicitou a definição de um cronograma específico para a mesa de discussão no MEC.

RSC e 30 horas
Durante a reunião, também foram solicitadas informações sobre o decreto do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Representantes do MEC informaram que o texto já se encontra no MGI e deve ser encaminhado à Casa Civil na próxima semana, após a conclusão dos trâmites burocráticos.
Em relação à jornada de trabalho de 30 horas, o MEC informou que a minuta da nota técnica já está finalizada no âmbito da pasta e segue em debate com o MGI, onde vem sendo defendida. A Fasubra também cobrou do ministério uma orientação formal para reitores e gestores dos hospitais universitários quanto à aplicação da chamada “ hora ficta” no formato de folga, visando uniformizar o entendimento sobre o tema nas instituições.
Foto: Arquivo Fasubra