A pressão popular pelo fim da escala 6 x 1 vem aumentando à medida que avança a proposta que está em discussão no Congresso Nacional.

No dia em que foi apresentado o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim a escala 6×1, na Comissão Especial da Câmara dos Deputados na, segunda-feira, 25, atos pelo país tomaram conta das ruas.

No Rio de Janeiro houve passeata da Candelária à Cinelândia promovida pelas centrais sindicais e sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda.

O coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente, ao fim do ato na Cinelândia, discursou enfatizando a luta histórica para o fim da escala 6×1, baseada em greves, protestos e pressão sobre a burguesia. Ele defendeu a redução da jornada, o aumento do salário mínimo (dobrando seu valor) e denunciou os banqueiros que desviam recursos públicos através da dívida pública. Segundo ele, a vitória na luta pelo fim da escala 6×1 é vista como um passo crucial para outras conquistas.

” O caminho da vitória para conquistar o fim da escala 6×1, é a greve, é a luta, é a pressão em cima do patrão da burguesia. Nós temos que dizer que é possível sim, reduzir jornada, acabar com a escala 6×1. E não é só aumentar o salário mínimo, temos que duplicar o seu valor. Temos também que denunciar os banqueiros que sequestram orçamento público com o sistema da dívida pública com taxa de juros que leva 900 bilhões por ano do orçamento tirando da educação e da saúde. A vitória na luta pelo fim da escala 6×1 pode abrir o caminho para diversas outras vitórias, por isso nós estamos na rua e ficaremos até que essa PEC eja aprovada”, sustentou Esteban.

 

Os técnico-administrativos da universidades federais do Rio em greve marcaram presença assim como os trabalhadores do Movimento Além do Trabalho (VAT), movimento esse que protagonizou a aceleração do projeto pelo fim da escala 6 x 1.

O Sintufrj com seus dirigentes e militantes de  base participaram ativamente da manifestação.

 

Semana decisiva

A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim a escala 6×1 pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados foi adiada na própria segunda-feira, 25, após pedido de vista do deputado federal Maurício Marcon (PL-RS). O texto deve voltar a ser debatido nesta quarta-feira, 27.

Durante a sessão, o relator da proposta, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), apresentou seu parecer sobre a proposta, prevendo a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, em até 14 meses após a promulgação da proposta.

A expectativa é de que a PEC seja aprovada na quarta-feira, 27, e siga para o plenário para ser analisada talvez na quinta-feira, 28 de maio.

O Comando Local de Greve da UFRJ se reuniu nesta segunda-feira, dia 25, no Espaço Cultural do Sintufrj e, depois dos informes nacionais e da base, e do relato dos integrantes da última delegação ao Comando Nacional da Greve sobre suas atividades em Brasília, analisou cenários, avanços e dificuldades da greve e discutiu propostas para a próxima assembleia, no dia 20.

A expectativa é de que o decreto que regulamenta o Reconhecimento de Saberes e Competências saísse ainda no início desta semana. A Lei do RSC (nº 15.367/2026) foi sancionada em março, mas há necessidade do texto regulamentador para que o processo seja iniciado. A decreto está na Casa Civil, mas ainda não foi assinado.

Mesmo se isso se concretizar, ainda há pautas pendentes, itens não cumpridos do último acordo.

No dia 13, houve a primeira mesa negociação entre o MEC e o Comando Nacional de Greve, que indicou abertura de diálogo. Com base na avaliação deste encontro, as bases ainda enviam suas apreciações quanto à continuidade de negociação com o ministério.

Está prevista uma outra reunião com o MEC no dia 28, mas da Mesa Setorial de Negociação Permanente.

Portanto, a greve se mantém.

O CLG definiu também o calendário de mobilização da semana:

Segunda-feira, dia 25 – Ato pelo fim da escala 6 x 1, às 16h, na Candelária

Terça-feira, dia 26 – mobilização na base

Quarta-feira, dia 27 –

  • ASSEMBLEIA SIMULTÂNEA SINTUFRJ

Quarta feira 27/05 às 10h

Pauta: Avaliação de conjuntura, greve e encaminhamentos CNG

Locais;

Fundão – Pilotis da Reitoria
PV – Auditório Manuel Maurício
Macaé – local a definir

  • Dia de mobilização nacional no dia da votação da PEC do fim da escala 6 x 1
  • GT Mulher, às 14h – GT Mulher, às 14h, no Espaço Cultural do Sintufrj com Letícia Maia, do Movimento de Mulheres Olga Benário. Tema: O papel das casas de acolhimento no combate à violência de gênero.

Quinta-feira, dia 28 – Consuni, às 9h30, e vigília durante reunião setorial com MEC e acompanhar a publicação da portaria do reitor sobre o GT do RSC.

Foto: Renan Silva

Ato dos trabalhadores da Educação pelo cumprimento integral do acordo no dia 1º de abril. Marcha ocupou a Lina Vernelha

O relatório sobre o fim da jornada de trabalho que põe fim a escala 6×1 foi apresentado nesta segunda-feira, 25,  para votação na comissão especial. A previsão é que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) chegue ao  Plenário da Câmara esta semana. A aprovação depende dos votos favoráveis de 3/5 dos deputados (308), em dois turnos de votação. Após segue para o Senado.

Mas enquanto a CUT, as demais centrais sindicais, os movimentos sociais e 71% da população querem reduzir a jornada e acabar com a escala 6 x1, parlamentares do Centrão e da extrema direita de Flávio Bolsonaro articulam o voto contra os trabalhadores.

Entre as emendas que eles apresentaram, está o adiamento do fim da redução da jornada de trabalho em 10 anos, sendo implementada apenas em 2036.

No Rio de Janeiro, no dia da apresentação do relatório, nesta segunda-feira, 25, trabalhadores e movimentos sociais fizeram passeata da Candelária à Cinelândia. A concentração foi às 16h com saída para a Cinelândia às 17h30.