“A excelência das instituições federais de ensino superior também é forjada em nossas mãos”, lembrou coordenador da Comissão do IPUB de apoio ao RSC, a primeira local instalada através de portaria.

Uma breve cerimônia, na manhã desta terça-feira, 22, no salão Icema de Oliveira, com a participação do SINTUFRJ, de membros da Comissão central do RSC (CRSC) e do diretor da unidade, Pedro Gabriel Godinho, marcou a instalação da Comissão Local de Apoio ao RSC do Instituto de Psiquiatria (IPUB). A comissão terá caráter consultivo e de apoio à Comissão Central e vai assessorar os servidores na organização dos documentos e na elaboração da requisição do RSC. A mesa foi coordenado por Talisson Ramos Leal, que também é membros da CRSC, e que coordenará a comissão, segundo portaria da direção que deve ser publicada em breve, composta de oito titulares e oito suplentes.

Fotos: Renan Silva

Na abertura, Lenilva, Talisson, Pedro Gabriel, Sharon, Francisco e o profissional de TI do Sintufrj, Jessé

Além do diretor da unidade, Talisson chamou à mesa os coordenadores do SINTUFRJ e componentes da CRSC Francisco de Assis e Sharon Stèfani (Geral) e Maria Lenilva (Educação, Cultura e Formação Sindical). Estava na reunião ainda o coordenador Nilvaldo Holmes.

Talisson fez um histórico da conquista do RSC para que todos compreendessem “a grandeza deste momento e o peso desta vitória”, uma luta que começou em 2005: “com muita mobilização da categoria conquistamos a Lei nº 11.091 (do PCCTAE). Mas sabíamos que faltava algo. reconhecer que o saber não se constrói apenas sentado em uma sala de aula para receber um diploma. O saber se constrói na prática diária, no chão da nossa universidade, na dinâmica do ensino da pesquisa, da extensão, da assistência especializada e da gestai istitucional. A excelência das instituições federais de ensino superior também é forjada em nossas mãos”, destacou, detalhando outros momentos importantes da luta dos técnicos-administrativos em educação.

O diretor do IPUB destacou a importância deste instrumento de estímulo e incentivo a participação do servidor e que a portaria (prevista para sair no mesmo dia) é medida importante para facilitar a organização dos servidores em torno dos seus direitos. Talisson relacionou, então, o nome dos demais integrantes da comissão local, numa posse informal.

Os integrantes da CL-RSC do IPUB

Voto não tem preço, tem consequência!

A coordenadora Sharon Stèfani ponderou sobre a importância da participação da categoria, organizada em seus sindicatos, no luta e negociação com o governo e a necessidade de fortalecer o sindicato: “A partir de nossa mobilização conjunta, conquistamos esse reconhecimento”.

Francisco de Assis lembrou que a entidade tem feito reuniões em unidades estimulando justamente a instituição de comissões locais que apoiem o servidor, apesar da requisição do RSC ser um ato individual (cada um realiza a sua no sistema SUAP), num acolhimento e orientação importante para a concretização do direito. O coordenador chamou atenção ainda para a proximidade das eleições, lembrando: “Voto não tem preço e tem consequência”, lembrando que é preciso consciência de classe para eleger um parlamento que não sequestro o orçamento público e que lute pelo Serviço Público.

A coordenadora Lenilva explicou que o sistema vem se aprimorando no modo “trocando o pneu com o carro andando”, que já somam mais de 1.400 processos e que, devido a grande incidência de processos com documentação comprobatória com algumas centenas de pontos a mais do que necessário (algumas requisições acumulam mais de 700 pontos), o sistema limitou, a partir de hoje, a análise a 150 pontos (75 pontos é o máximo que se pode reivindicar, outros 75 são analisados por segurança, na hipótese de alguns item ser indeferido). E que a comissão local pode contribuir muito para o envio mais eficiente das requisições.

As primeiras portarias devem sair até o final do mês e a perspectiva é de se alcançar, nesta primeira leva, 100 pessoas.

Hotsite

Clique e confira

Em seguida, os coordenadores do Sindicato passaram às explicações, o passo a passo de como o servidor pode concretizar esse direito em seus contracheques, com têm feito numa sequência de reuniões setoriais, em plantões na sede e nas subsedes para elucidar dúvidas da categoria.

Francisco de Assis apresentou as ferramentas que o SINTUFRJ preparou para auxiliar o servidor, como o Hotsite, convidou a todos que naveguem nas opções variadas em que se pode encontrar links para “Perguntas e respostas”, “Documentos”, manuais, a live com o passo a passo para o preenchimento do formulário no SUAP, e até um Simulador que mostra a pontuação de cada fato ou evento: preceptoria, tutoria, participação em colegiados, como fiscais de concurso, enfrentamento à pandemia e inúmeros outros. As coordenadoras se revezaram abordando pontos como a preparação da documentação, o envio em PDF, a utilização de diplomas que não estão sendo usados no IQ. Sharon apresentou cada requisito e as atividades que abrange, para atingir a pontuação necessária aos níveis de RSC de I a VI.

Francisco concluiu lembrando que o sindicato é um instrumento de organização coletiva – Juntos somos mais fortes. Reiterou o compromisso, nas próximas eleições: “Precisamos eleger bancadas que estejam compromissadas com o serviço público e com o direito dos trabalhadores, para termos um governo que dialogue com os trabalhadores ao invés de um que põe granadas no nosso bolso e que quer acabar com o serviço público Queremos um governo que não entregue o país para o estrangeiro, que defenda a soberania”.

Francisco, Sharon e Lenilva detalham como e com que fatos e eventos pode-se requerer o RSC

O fim da escala 6×1 pode ampliar o tempo para descanso, lazer, família e estudos; candidato do PL à Presidência se posiciona contra a mudança

Publicado: 16 Setembro, 2026 – 15h59

Escrito por: Redação CUT

 

Enquanto a maioria da população brasileira é a favor da redução da jornada de trabalho sem redução salarial e do fim da escala 6×1, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, trabalhou nos bastidores do Senado Federal para travar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019. Ele tem se posicionado contra a mudança que garante aos trabalhadores e trabalhadoras dois dias de folga por semana.

A posição do candidato coloca no centro do debate uma questão que vai além da organização das jornadas: quanto tempo o trabalhador terá para descansar, cuidar da família, estudar, praticar atividades de lazer e organizar a própria vida.

Hoje, quem trabalha seis dias consecutivos e tem apenas um dia de folga costuma concentrar nesse único período uma série de tarefas que não cabem durante a semana: fazer compras, limpar a casa, resolver pendências, acompanhar os filhos, ir ao médico e cuidar de outras obrigações.

Com dois dias de descanso, uma parte desse tempo pode ser destinada às tarefas da vida cotidiana e outra ao descanso, à convivência familiar, aos estudos, ao lazer e às atividades que ficam de fora da rotina de quem passa seis dias trabalhando.

A PEC 221/2019 já foi aprovada na Câmara dos Deputados por ampla maioria e avançou também na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A proposta agora está no centro da discussão sobre a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6×1.

A mudança enfrenta resistência de setores empresariais e da extrema direita, que defendem a manutenção da escala 6×1 e alegam que a redução da jornada poderia aumentar custos e afetar a geração de empregos, tese que já foi contestada por especialistas e economistas.

Leia mais: Economista contesta previsões de desemprego e diz que fim da escala 6×1 é positiva

Governo trabalha para a redução da jornada

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido a aprovação da redução da jornada de trabalho sem redução salarial. A CUT, demais centrais sindicais, movimentos sociais e populares também mobilizam trabalhadores pela aprovação da proposta no Congresso Nacional.

A redução da jornada é defendida pela CUT deste a sua fundação como uma forma de ampliar o tempo disponível para a vida fora do trabalho. A discussão envolve trabalhadores que, além das horas na empresa, muitas vezes enfrentam longos deslocamentos entre casa e trabalho.

Para a economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Cesit/Unicamp e autora do Dossiê 6×1, a redução da jornada pode produzir efeitos que ultrapassam o ambiente de trabalho. Mais tempo livre pode ser utilizado para cultura, lazer, esporte, entretenimento, convivência familiar e estudos.

Dados reunidos no Dossiê 6×1 mostram que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores cumprem jornadas superiores a 44 horas semanais. O estudo aponta ainda que 76,3% das pessoas ocupadas trabalham mais de 40 horas por semana.

Flávio Bolsonaro é contra dois dias de descanso

Quando é perguntado em entrevista sobre esse tema, o senador não responde ou coloca em dúvida os dois dias de folga por semana do trabalhador.

Recentemente, a coordenadora do plano econômico do candidato, Daniella Marques, criticou a proposta do fim da escala 6×1 em declaração feita durante o 25º Fórum Empresarial Lide, em 21 de agosto, segundo a fonte original a ser inserida.

“É um debate populista e inócuo na realidade atual das famílias brasileiras”, disse.

O argumento de que uma jornada menor necessariamente reduziria a atividade econômica é contestado pela economista Marilane Teixeira.

Segundo ela, quando o trabalhador passa a ter mais tempo disponível para lazer, cultura, esporte e entretenimento, esse tempo pode se transformar também em consumo nesses setores, movimentando serviços e criando novas oportunidades de trabalho.

O mesmo vale para quem pretende estudar ou voltar a estudar. O Dossiê 6×1 estima que a redução da jornada de 44 para 36 horas poderia criar até 4,5 milhões de empregos e elevar a produtividade em cerca de 4%, segundo a análise apresentada pela economista.

Uma folga para resolver a vida, outra para descansar

Quem vive a escala 6×1 conhece a rotina. Depois de seis dias de trabalho, chega o único dia livre. Mas a casa precisa ser organizada, as compras precisam ser feitas, os filhos precisam de atenção e há compromissos que não podem esperar.

“A redução da jornada não implicaria em desemprego, já que não se está propondo que as empresas reduzam suas atividades econômicas. O que se está propondo é conceder um dia a mais de descanso ao trabalhador”, finaliza Teixeira.

 

DIA DE LUTA EM DEFESA DA DEMOCACIA E SOBERANIA
DATA: 23/09 (4a feira)

Concentração 8:30h – SINTUFRJ
Saída 9:15h – SINTUFRJ
Trajeto: SINTUFRJ x Vila Residencial x RU-Central
Encerramento: RU – Central

O SINTUFRJ convoca toda comunidade da UFRJ para botar o bloco na rua em defesa da Democracia e da soberania nacional.

Faça sua inscrição e confirme sua participação!
https://forms.gle/mghpGaj1rWcqDg2E7

SINTUFRJ
GESTÃO 2025-2028