Manifestações do movimento estudantil disparam alerta e ganham fôlego nacional diante da ameaça da extrema direita

Após a divulgação do resultado das urnas no domingo (4) para a eleição presidencial em que Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, os estudantes do Brasil começaram um tsunami de manifestações de rua. Até o segundo turno, os estudantes estão convocando atos diários em todo o estado do Rio de Janeiro.

A fagulha das manifestações começou logo na segunda-feira (5) em Niterói, região metropolitana do Rio, iniciada pelos alunos da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), convocados pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV).

“A mobilização foi tão grande que aquilo que seria uma assembleia se transformou em uma grande manifestação. Saímos das salas e ocupamos as ruas com a nossa rebeldia, a nossa indignação e, principalmente, com a esperança de que podemos construir um Brasil melhor”, declarou o estudante de Direito da UFF e presidente da Federação Nacional de Estudantes de Direito (Fened), Hugo Silva.

Como um rastilho de pólvora os estudantes da UFF protagonizaram o início do tsunami de protestos que tem se espalhado pelo país nas ruas e por mais de 40 universidades em 14 estados e no Distrito Federal, com assembleias, plenárias e passeatas que reúnem dezenas de milhares de jovens.

No Rio de Janeiro, o movimento estudantil puxou um ato histórico no centro da cidade em defesa da democracia, da educação e da cultura, contra o fascismo, o avanço da extrema direita e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), em total apoio à reeleição de Lula. A mobilização no dia 7 de outubro atraiu milhares de estudantes mobilizando trabalhadores e a sociedade.

 FF antifascista

Os estudantes da UFF marcharam do campus do Gragoatá até Icaraí, estendendo na fachada da faculdade uma faixa com os dizeres “UFF Antifascista” sob o mote de que “o abalo e o espanto com o resultado de domingo precisam se transformar em movimento”.

“Nós, que estudamos a Constituição, o Estado e as instituições, sabemos que a democracia não se sustenta apenas nos livros ou nos tribunais. Ela precisa estar viva nas ruas, nas universidades e na participação popular. Na UFF, transformamos a indignação em mobilização e mostramos que a nossa geração tem coragem, memória e disposição para defender a democracia”, afirmou o presidente da Fened, Hugo Silva.

Manifestações diárias

Na terça-feira, 6, mesmo sob chuva forte, os estudantes voltaram a marchar em Niterói rumo à estação das Barcas na Praça Arariboia, recebendo a adesão espontânea de trabalhadores e entoando gritos contra a anistia a Jair Bolsonaro e pelo fim da jornada 6×1. Eles têm saído à rua todos os dias.

“Costumam dizer que a juventude é o futuro do Brasil, mas nós somos o presente. Estivemos nas ruas no “Ele Não”, protagonizamos os tsunamis da educação e mostramos que não aceitamos o autoritarismo como destino”, completou Hugo Silva.

Fascismo mostra a cara

Mas para tentar intimidar as manifestações o fascismo vem mostrando sua cara. Diante do crescimento das mobilizações nacionais de estudantes e trabalhadores em defesa da democracia e da Educação Pública e em apoio a Lula, o cenário de ameaças e ataques a universidades públicas vem crescendo.

A Universidade Federal Fluminense (UFF), informou em nota oficial, que, após receber denúncias em canais institucionais e tomar conhecimento de conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais contendo ameaças à integridade da comunidade acadêmica e ao patrimônio da instituição, encaminhou, imediatamente, todo o material à Polícia Federal e aos demais órgãos competentes, para a devida apuração dos fatos e adoção das medidas cabíveis.

Rua é onde o povo tem voz

“A rua é onde a realidade de fato não tem filtros. Nós ali falamos de verdade com quem se absteve ou com quem foi enganado pelas fake news”, sustenta em entrevista a advogada de movimentos sociais, trabalhista e mulheres em situação de violência, Isa Penna, ex-deputada estadual de São Paulo.

A rua na história é o palco principal onde o povo tem voz real, sem manipulação. É lembrar no Brasil toda a nossa resistência as opressões, a ditadura, a extrema-direita fascista, e as tentativas de acabar com a liberdade que ainda é garantida pela nossa democracia. FOTOS IGOR JONES, BEBETO.JPEG E WILSON MADEIRA

 

 

A CUT deu orientações para a mobilização sindical e popular rumo ao segundo turno e lembra as bandeiras de luta em defesa do Brasil e da classe trabalhadora:

● Fim da escala 6×1
● Comida na mesa e redução do preço dos alimentos
● Redução do endividamento e da taxa de juros
● Mais e melhores empregos
● Mais e melhores políticas de saúde, segurança e educação
● Tarifa zero/Passe livre
● Serviço público e Estatais fortalecidas, contra as privatizações
● Salário mínimo e aposentadoria valorizadas
● Combate ao feminicídio

Propôs ações como:

Mobilização e diálogo permanente e diária com e onde o povo está.

Atenção especial às mulheres, jovens, pessoas idosas (60+ e 70+) e com quem não votou.

Mobilizar a base sindical com ações e programações diárias nos locais de trabalho.

Organizar bancas permanentes para distribuição de materiais e diálogo com trabalhadores e trabalhadoras em locais de grande fluxo de circulação de pessoas.

Ocupar as redes sociais e os grupos de mensageira como WhatsApp compartilhando os materiais nacionais produzidos pela CUT Brasil e disponibilizados diariamente nas redes oficiais da CUT.

Montar grupos pequenos de 5 a 10 pessoas (colegas, familiares ou vizinhos) que abstiveram-se ou votaram nulo/branco no 1º turno;
registrar contatos, acompanhar e reforçar o voto no 2o turno, inclusive na véspera e no dia da eleição.

 

Até agora, um terço dos servidores elegíveis ao RSC deu entrada. Há 1915 processos no sistema.

Os membros da Comissão de Reconhecimento de Saberes e Competências estão trabalhando a todo vapor para avançar nas concessões para cada vez mais companheiros. “Já houve um avanço considerável nas concessões de RSC se comparado às semanas anteriores”, avalia presidente da CRSC.

“Estamos quase fechando a sexta semana do RSC com cerca de 1915 aberturas processo registradas pelo sistema. Dos processos abertos, cerca de 36% (695 processos) já foram finalizados e tiveram o deferimento registrado. Desses, apenas 2 foram indeferidos, mas os requerentes já estão providenciando o recurso à CRSC. Considerando as etapas previstas na análise documental até a concessão do RSC, atualmente 25% dos processos estão na fase de preenchimento, 13% estão na Fase 1 aguardando a conferência do diploma ou certificado referente ao IQ (Incentivo à Qualificação), 14% estão em análise (Fase 2), 51 processos foram enviados de volta aos requerentes para correção de alguns itens e 8% (158 processos) estão na fase final aguardando a deliberação da CRSC”, explicou Emanuel Gotardo, vice-diretor da Divisão de TIC Macaé/SGTIC, e presidente da CRSC.

Gotardo esteve à frente da adaptação e implantação do módulo do SUAP (Sistema Unificado de Administração Pública) para o requerimento do RSC na UFRJ. Ele é também autor do manual didático que explica o passo a passo no sistema, desde o ingresso na plataforma e inserção de documentos até as dicas para elaboração do memorial.

Quase 1/3 deu entrada

Segundo levantamento da PR4, a UFRJ possui 6651 servidores e servidoras elegíveis a algum grau do RSC, explicou, ponderando: “Portanto até agora quase 1/3 (28,7%) dos elegíveis já deu entrada no pedido de RSC. Esses números mostram que já houve um avanço considerável nas concessões de RSC se comparado às semanas anteriores”.

O presidente explica que o início dos trabalhos se deu de forma mais lenta nas quatro primeiras semanas porque foi marcado pela necessidade de adaptação das comissões ao fluxo de trabalho do sistema recém implantado e isso gerou uma curva de aprendizado mais acentuada que o esperado.

Ao longo desse período inicial, conta ele, a presidência da comissão precisou se concentrar em orientar as comissões acerca do uso do sistema e ao mesmo tempo solicitar à SGTIC uma série de adaptações necessárias ao trabalho das comissões locais.

“Superadas as dificuldades iniciais, com a ajuda da SGTIC o sistema de avaliação das solicitações de RSC no SUAP finalmente está adaptado à necessidade das comissões locais e com isso percebemos mais fluidez dos trabalhos a partir da quinta semana, com um aumento considerável nas deliberações e conclusões dos processos a cada semana”, avaliou.

Comissões avançam nas concessões

O assessor da presidência da CRSC Agnaldo Fernandes reconhece que as comissões têm trabalhado bastante. Segundo ele, a expectativa é zerar a fila para folha de novembro. A Comissão do RSC na UFRJ conta com 90 membros, titulares e suplentes, composta de modo paritário por indicados pela Pró-Reitoria de Pessoal, Comissão Interna de Supervisão da Carreira e pelo CONSUNI (Conselho Universitário). Devido a grande quantidade de servidores elegíveis na UFRJ distribuído em várias unidades e centros de diferentes tipos de atividade, para descentralizar as análises e distribuições de processo, seus integrantes se subdividiram em seis subcomissões, ou Comissões Locais:

CRSC-PCCTAE I (tem 6 membros): Atende o CFCH, o CCJE e o FCC.

CRSC-PCCTAE II (tem 6 membros): Atende o CCS, o Campus Duque de Caxias e o CMM (Macaé).

CRSC-PCCTAE III (tem 6 membros): Atende o CT, o CCMN e o CLA.

CRSC-PCCTAE IV (tem 9 membros): Exclusiva para o HUCFF.

CRSC-PCCTAE V (tem 9 membros): Abrange os hospitais e institutos de saúde HESFA, ICES, IDT, IG, INDC, IPUB e IPPMG.

CRSC-PCCTAE VI (tem 9 membros — Administração Central): Abrange as unidades e órgãos da Administração Central.

 

Foto: Renan Silva

Membros da CRSC em uma das oficina de nivelamento, no CCMN

 

Diante do crescimento das mobilizações nacionais de estudantes e trabalhadores em defesa da democracia e da Educação Pública e em apoio a Lula, o cenário de ameaças e ataques a universidades públicas vem crescendo. Neste ambiente, não foi difícil circular a informação, na noite de ontem, de possível ameaça no CCS. Alguns comentaram até que o prédio estava sendo esvaziado.

Mas logo em seguida o prefeito Marcos Maldonado informou que é procedimento do centro, após determinado horário, é mesmo de fechar as portaria, mas que não houve nada de excepcional. Segundo ele, foi feito reforço na segurança e toda cidade universitária, outros campi e unidades isoladas. “Fizemos todo cinturão de segurança com a Polícia Federal, Civil, Militar e com a Diseg na vigilância interna dos prédios. E hoje (dia 9) está normal, já fizemos a ronda pela manhã e vamos fazer à tarde”, explicou..

De fato, a Decania do Centro de Ciências da Saúde (CCS) informou, em nota no dia 8, que o prédio do Centro funcionava normalmente: “Reiteramos que está em curso o protocolo de funcionamento padrão para períodos com baixo fluxo de pessoas, mantido há anos pelo Centro, que prevê o controle de acesso com circulação reduzida nas entradas do prédio. A Decania segue atenta a qualquer situação fora do normal em suas dependências”, informou a nota.

A Reitoria também divulgou nota na imprensa

“A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) informa que as atividades acadêmicas e administrativas estão sendo realizadas nesta sexta-feira (9/10), sem intercorrências. No Centro de Ciências da Saúde (CCS), na Cidade Universitária, o funcionamento é protocolar. O controle de acesso noturno segue um orientação de segurança adotado há anos, que prevê o monitoramento e redução das entradas da unidade. A Prefeitura Universitária informa que a Divisão de Segurança (Diseg), as equipes de vigilância e as polícias Militar, Civil e Federal fazem rondas e vistorias nos campi da UFRJ”, disse a nota divulgada no dia 9, explicando que a UFRJ está em contato com os órgãos de segurança para garantir a proteção da comunidade universitária e do patrimônio público.

Imagem: PU

Na UFF, nota oficial informa ações após ameaças à comunidade acadêmica

A Universidade Federal Fluminense (UFF) informa que, após receber denúncias em canais institucionais e tomar conhecimento de conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais contendo ameaças à integridade da comunidade acadêmica e ao patrimônio da instituição, encaminhou, imediatamente, todo o material à Polícia Federal e aos demais órgãos competentes, para a devida apuração dos fatos e adoção das medidas cabíveis.

Paralelamente, a UFF estabeleceu contato com o gabinete do secretário de Gestão Integrada de Niterói para solicitar o reforço da segurança nos campi da universidade. Internamente, a Superintendência de Operações e Manutenção (SOMA) também foi acionada para intensificar as medidas de segurança no âmbito da instituição. A UFF acompanha a apuração em articulação com os órgãos responsáveis e permanece à disposição para colaborar integralmente com as investigações.

Seguimos atentos à situação, pautando nossa atuação pela agilidade e responsabilidade, para garantir a segurança de toda a comunidade universitária, a preservação da vida e a proteção do patrimônio público.

“BOLSONARO NUNCA MAIS! A UFRJ VOTA 13 CONTRA O FASCISMO!”, anunciou o perfil do DCE Mário Prata no Instagram, explicando que o Conselho de Entidades de Base dos estudantes aprovou o apoio ao Lula no segundo turno e um calendário de mobilizações.

O DCE organizou também Comitês antifascistas com Lula para lutar contra a extrema-direita e aprovou um manifesto: “A UFRJ vota 13 contra o fascismo”. Leia a íntegra em https://www.instagram.com/p/DeQBbpjDvAr/?img_index=1

 

Leia a íntegra em

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44,2% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra 42,7%. Os números indicam um empate técnico entre os dois candidatos, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais.

Os dados são de uma pesquisa do Instituto Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (9). O levantamento ouviu 2.100 eleitores entre os dias 5 e 7 de outubro de 2026 e aponta uma vantagem numérica de 1,5 ponto percentual para Lula.

Na simulação estimulada de segundo turno, 3,4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos. Outros 9,7% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Segundo o ICL Notícias, o Vox Brasil foi o instituto que mais acertou no primeiro turno. “Não tem nada ganho, pode estar dentro da margem de erro, mas o ponto é, quem duvidava que tem jogo, não precisa duvidar mais. Se continuar esse esforço insano contra as big techs e a mídia com fake news, a gente pode ganhar essa parada”, comentou o influenciador Eduardo Moreira, fundador do ICL .

Eleições, luta contra o retrocesso e em defesa da democracia foram temas que tomaram a sessão

Reconhecendo a importância de assegurar a participação dos estudantes no segundo turno das eleições de 2026, o Conselho Universitário aprovou, por unanimidade, em sessão nesta quinta-feira, dia 8, a recomendação de que unidades acadêmicas e professores adotem medidas de flexibilização para estudantes que necessitem se deslocar para exercer direito de voto, especialmente quanto a realização de provas, avaliações e ouras atividades acadêmicas obrigatórias.

A medida, demarca o texto aprovado, busca assegurar o tratamento adequado às ausências justificadas observadas as normas institucionais.

A proposta foi apresentada no expediente da sessão pelo professor Roberto Faria, apontando a necessidade de mobilização do segmento estudantil em defesa da universidade pública, e apoiada pelos técnicos administrativos, estudantes e outros docentes. O representante TAE Milton Madeira pediu que fosse estendida aos estudantes de Macaé.

Uma série de depoimentos se sucedeu na defesa do direito de muitos estudantes que não são do Rio, de não ser penalizados do ponto de vista acadêmico, diante da necessidade de se deslocarem com antecedência para seus domicílios eleitorais.

Segundo a pró-reitora de Graduação Maria Fernanda, dos 52.287 estudantes com matrícula ativa na graduação, 2.096 (4%) são de fora do estado e 16.194 (31%) são de fora da capital.

A luta em defesa da democracia, da soberania e da educação pública, gratuita e de qualidade

A eleição foi o centro dos debates na sessão do colegiado máximo da UFRJ.

Logo na abertura, a estudante Maria Luíza, representante do DCE, destacou a mobilização dos estudantes nas ruas em defesa da educação, da soberania e para que o fascismo não volte ao poder no segundo turno das próximas eleições. “Queremosum país livre das desigualdades e da fome!”, disse, anunciando que o Conselho de Entidades de Base do DCE Mário Prata aprovou por grande maioria apoio à eleição de lula no segundo turno para livrar o país do fascismo na presidência.

Conselho de entidades de base do DCE define apoio à Lula

Ela lembrou que também preocupa o cenário na Câmara e no Senado que pode levar ao desmonte da universidade e denunciou ataque da extrema-direita à Universidade Federal de Pernambuco, incendiando um prédio. “E nós temos que nos posicionar enquanto UFRJ”, convocou, anunciando ainda o calendário preparado pelos estudantes de mobilização em defesa da democracia para conversar com a população de todas as regiões da cidade. “Vamos eleger Lula no segundo turno!”, concluiu.

“Eleição de lula é fundamental!”

O representante técnico administrativo Milton Madeira informou sobre o ato realizado no dia anterior no terminal central em Macaé, tal como vem acontecendo em outros campi do Rio, “É necessário que façamos a defesa da democracia e da universidade. A eleição de lula é fundamental para que o Supremo Tribunal Federal não seja entregue à extrema direita”, disse ele, apontando a reponsabilidade da comunidade de politizar o debate na universidade e mostrar aos tecerrizados, por exemplo que os contratos serão seriamente atingidos num governo de extrema-direita. Segundo ele, todo corpo social tem que ter unidade pára manter a universidade viva. “É necessário eleger o governo Lula para manter a democracia”.

Veja a fala de Milton:

“Vamos combater a volta deste clã ao governo”

“Eu sou uma vítima do governo Bolsonaro. Meu marido morreu de Covid depois de 18 dias no hospital. Saiu comigo andando e não voltou . Eu sei o que significa o poder dos Bolsonaro e suas ações. Toda mobilização deve ser feita para que a gente não fique novamente sob a égide deste governo machista, misógino, preconceituoso e que diz que a universidade pública está cheia de maconheiro e que os servidores públicos são um bando de parasitas”, disse Gilda Alvarenga , representante TAE, protestando: “Eu não me considero parasita. Atuo no Consuni há quase cinco anos, faço parte da Comissão do RSC, da gestão da Biblioteca e sou responsável, no momento, pelo tratamento da coleção do professor da Escola de Serviço Social Carlos Nelson Coutinho. Trabalho até às 23h. As pessoas julgam mas não conhecem a universidade, o nosso fazer e não posso aceitar que esse governo volte ao poder.”

Veja a fala de Gilda:

Nada pode parecer impossível de mudar!

A professora Gracyelle Ferreira fez um convite não apenas ao colegiado mas toda comunidade e à sociedade: “Não há espaço para desânimo ou para o conforto da resignação. É preciso dar um jeito. Estamos aqui pela memória de tantos brasileiros que perderam suas vidas lutando pela democracia, pelas 700 mil vidas perdidas por omissão na pandemia. Através da Educação e da universalização destas políticas públicas que eu pude fazer parte do Brasil da transformação. Por isso não podemos nos contentar em resistir. Nos solidarizamos com a universidade Federal de Pernambuco, mas a solidariedade precisa estar tomada de coragem, de ser insurgência. A história não muda sozinha. Nós que fazermos a história enquanto povo organizado que podemos mudar esse brasil. Nada pode parecer impossível de mudar. Vamos à luta!”.

Veja a fala de Gracyelle:

Andifes lançará carta no dia 13 de outubro e puxará ato no dia 15, dia do professor

A vice-reitora Cácia Turci informou encaminhamentos da reunião realização pela Associação dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) para discutir o momento do país da qual participaram cerca de 60 reitores. Entre a série de encaminhamentos, o pleno decidiu que 15 de outubro – dia do professor – haverá um ato nacional em, defesa da educação. Mas antes, no dia 13, haverá uma divulgação de uma carta da Andifes em apoio ao candidato que pensa na educação.

Cássia lembrou que a associação divulgou carta em apoio à UFPE e propôs que a UFRJ também aprovasse a sua, como de fato aconteceu em seguida.

Usando camiseta do personagem Justiceiro, matador de bandidos, deputado “Caveira” se exibiu com revólver em punho

Publicado: 08 Outubro, 2021 – 09h42

Escrito por: Catarina Barbosa Brasil de Fato | Belém (PA)

Reprodução
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Circula na internet um vídeo que está gerando revolta da população paraense, envolvendo o deputado estadual Lenildo Sertão, mais conhecido como deputado Caveira (PP/PA). Nas imagens, o deputado é vaiado pela população e, em resposta ao ato, faz “arminha” com as mãos e saca uma arma de fogo da cintura, engatilha, faz pose e guarda-a novamente na cintura, continuando a dar tiros imaginários no ar.

Tudo isso vestindo sua tradicional camiseta do personagem de quadrinhos Justiceiro, um anti-herói matador de bandidos que se orgulha de não cumprir a lei. Assista ao vídeo.

O caso ocorreu em frente à Câmara Municipal de Concórdia do Pará, no nordeste do estado, e teve a participação de cerca de 300 pessoas, que vaiavam e carregavam faixas e cartazes com os dizeres: “persona non grata” e “Vossa Excelência não é bem-vinda a CDA [Concórdia do Pará]”.

O município tem uma população de 34.236 pessoas, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A insatisfação da população é em decorrência de promessas feitas e não cumpridas em investimentos para o município.

Eleito para o cargo de deputado estadual do Pará, o delegado da Polícia Civil que achou por bem adotar o nome “Caveira” nas urnas teve 16.325 votos. Antes, era vereador pelo município de São Félix do Xingu (PA), um dos que mais desmata no Brasil.

“Fechado com Bolsonaro”

Eleito com o mote “Zero Corrupção” e aliado fiel de Jair Bolsonaro (sem partido), Caveira mantém em seu WhatsApp uma foto com o presidente em que ambos estão fazendo armas com as mãos.

O Brasil de Fato entrou em contato com o deputado pedindo um posicionamento sobre o caso. A reportagem perguntou o que ele estava pensando quando sacou sua arma e a exibiu para quem o vaiava. Questionou também se ele estava arrependido. O parlamentar, porém, nada respondeu.

A UFRJ divulgou no dia 8, nota de solidariedade à UFPE, que diz:
“A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) manifesta sua solidariedade à comunidade da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) diante do grave incêndio e das perdas provocadas.
Neste momento difícil, nos unimos a estudantes, docentes, técnicos e pesquisadores da UFPE. As perdas que atingem uma universidade pública afetam toda a ciência brasileira e o patrimônio construído em benefício da sociedade.
A UFRJ se coloca à disposição para colaborar com a recuperação das atividades acadêmicas e científicas e somar esforços, junto à Andifes e às autoridades competentes, na busca por recursos necessários à reconstrução e à continuidade das pesquisas.

Para lembrar
Um incêndio de grandes proporções destruiu um prédio da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) na noite do dia 7, no Recife. Segundo informações da universidade, ninguém ficou ferido. O incêndio ocorreu um dia depois de uma manifestação realizada por estudantes da UFPE em defesa da democracia e em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026.
Fonte e imagem  @icl.noticias e o @icl!