Na véspera do segundo turno, Lula arrastou mais uma vez uma verdadeira multidão à praia de Copacabana.

O ato começou cedo, na manhã deste sábado, 24 de outubro. A concentração começou a partir das 9h, no Posto 5, na Avenida Atlântica, na Zona Sul, com milhares de reunidas em torno da mobilização Bora Lula!

O SINTUFRJ acompanha esse momento histórico nas ruas do Rio de Janeiro, onde a democracia também se expressa no direito de manifestação e na participação cidadã.

Lula chegou ao local por volta de 11h15. Acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, a deputada Benedita da Silva, o ex-prefeito Eduardo Paes, o prefeito Eduardo Cavaliere e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, segundo o site UOL que registrou: Do carro de som, o presidente voltou a falar da soberania do país. “O povo escolhe alguém que beija a bandeira do Brasil ou alguém que beija a bandeira americana. É questão de soberania, nós não vamos permitir que o Brasil seja quintal de ninguém. O Brasil tem dono, e esse dono chama povo brasileiro”, disse.Também afirmou que “está claro” que Flávio “quer privatizar o SUS”. Ainda acusou seu opositor de ter planos de acabar com o fim da escala 6×1 e o chamou de “miliciano”.

Fotos: Renan Silva

 

 

   

 

        

 

SINTUFRJ presente

O SINTUFRJ conclamou a categoria presente no ato a contribuir com seus posts. Veja alguns dos flagrantes feitos por coordenadores e militantes do sindicato.

#SINTUFRJ #BoraLula #Democracia #Copacabana #RioDeJaneiro

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Veja trechos do registro da Mídia Ninja

 

Aéreos dão a dimensão da multidão nos registros do Mídia Ninja

 

Mesmo quem não participou do primeiro turno, terá a presença computada como Prova de Vida se votar no segundo turno.

Comparecimento às urnas confirma que beneficiário está vivo
Fonte: Agência Brasil
Tatiana Alves – Repórter da Rádio Nacional
23/10/2026 – 13:03
Foto © Tomaz Silva/Agência Brasil
Quem recebe aposentadoria, pensão ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e for votar no segundo turno das eleições de 2026, neste domingo (25), pode ter a Prova de Vida atualizada automaticamente.

A medida é possível porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compartilha com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) os dados de comparecimento às urnas. Com isso, o instituto consegue confirmar que o beneficiário está vivo sem que ele precise ir até uma agência ou banco para fazer o procedimento.

A Prova de Vida é uma checagem feita anualmente para garantir a manutenção do benefício. Atualmente, o INSS realiza essa confirmação principalmente por meio do cruzamento de informações em diferentes bases de dados do governo.

Caso o beneficiário não vote, a Prova de Vida não será prejudicada. O INSS seguirá utilizando o cruzamento de informações com outros registros públicos disponíveis. Vale destacar que, mesmo quem não participou do primeiro turno das eleições, terá a presença computada como Prova de Vida se votar no segundo turno.

O instituto alerta, ainda, que a Prova de Vida não tem nenhuma relação com a liberação de empréstimos consignados, que seguem regras específicas para aprovação.

Se o cruzamento de dados não for suficiente para confirmar a situação do beneficiário, o INSS fará uma notificação. Nesse caso, a regularização pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, pelo site ou ainda no banco onde a pessoa recebe o benefício.

Para conferir a situação da Prova de Vida, basta acessar o Meu INSS ou ligar para a Central 135.

 

ACOMPANHE A CHECAGEM DO ÚLTIMO DEBATE ENTRE LULA E FLÁVIO

 

 

Atenção trabalhadores da UFRJ: neste grande ato publiquem nas suas redes sociais e marquem o SINTUFRJ.

Vamos furar o bloqueio com muita agitação e publicações em nossas redes.

postem seus vídeos e selfies e marquem o Sintufrj.

    • Instagram: Marque @sintufrj_ufrj nos seus stories e publicações.

    • Facebook: Marque a página oficial Sintufrj (@SintufrjOficial).

    • Site Oficial: Acompanhe em sintufrj.org.br.

Fortaleça a mobilização e mostre a força da nossa categoria! ✊

Neste sábado, 24 de outubro, Copacabana será palco de mais uma grande mobilização em defesa da democracia, dos direitos do povo e da continuidade das conquistas sociais.

O SINTUFRJ convoca a categoria e toda a comunidade universitária para ocupar as ruas, fortalecer a participação popular e reafirmar a importância do voto consciente para o futuro do Brasil.

📍 Local: Posto 3, Copacabana 🕗 Concentração: 8h 🥁 Início da batucada: 9h

Vista sua camisa, leve sua alegria e venha fazer parte dessa mobilização!

É tempo de esperança, participação e democracia! Vamos juntos! ✊🔴

#SINTUFRJ #Carnalula #Democracia #Copacabana #UFRJ Brasil

Denise Góes, Superintendente-Geral da SGAADA (Superintendência de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade), disse na abertura do  “Conhecendo a UFRJ” – programa que recebe pelo menos seis mil estudantes do ensino médio – na manhã desta sexta-feira (23) que o evento está acontecendo num momento muito especial, “de levante” da juventude “na defesa deste patrimônio público que deve ser defendido com unhas e dentes”.

Denise, técnica-administrativa, fez as afirmações ao lado do reitor Roberto Medronho, da vice-reitora Cássia Turci, da pró-reitora de Extensão Ivana Bentes e da pró-reitora de Graduação da UFRJ, Maria Fernanda numa cerimônia que também abriu a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. O auditório do Centro de Tecnologia (CT) estava lotado de jovens. O hall das instalações no bloco A estava povoado de estandes.

Aos estudantes – que estão na universidade para conhecer a maior instituição federal de ensino superior do país -, Denise observou que a UFRJ está em constante transformação. Ela lembrou sua militância no movimento negro para citar sua luta contra o racismo e observou que, hoje, a universidade deixou de ser um ambiente autocrático, antidemocrática para conviver com a diversidade.

“Aqui, pretos, pardos, quilombolas, trans convivem de forma pacífica”, disse Denise Góes disse que não só o direito ao acesso de estudantes tem que ser garantido, mas também a sua permanência. “A universidade é o local para se pensar o Brasil”, afirmou, acrescentando que, diverso de outros tempos, quando as instituições só atendiam ao um nicho, hoje “aqui, se respira políticas públicas”.

Na saudação que fez ao evento, o coordenador-geral do Sintufrj, Francisco de Assis destacou o papel dos técnicos administrativos na realização do  “Conhecendo a UFRJ” e na construção do dia a dia da instituição. FOTOS: RENAN SILVA

DENISE GÓES fez discurso enfático. Ela destacou que a universidade é um lugar para se pensar o Brasil num ambiente democrático.
ESTUDANTES DO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO lotam o auditório do CT
REITOR ROBERTO MEDRONHO a bordo de veículo produzido em laboratório da universidade

Lobby a bordo

Por: Brasil de Fato

Segundo a ‘piauí’, senador ganhou um Rolex de empresário da Precisa, que tentava vender a Covaxin ao governo Bolsonaro

Print da página da Revista Piauí

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, participou em julho de 2020, no auge da pandemia de covid-19, de um passeio de lancha no Lago Paranoá, em Brasília (DF), organizado por empresários que tentavam vender ao governo de Jair Bolsonaro a vacina indiana Covaxin. A informação é de reportagem da revista piauí publicada nesta quarta-feira (21). Segundo a apuração, três garotas de programa foram levadas de São Paulo para o encontro com Flávio.

De acordo com a reportagem, o passeio aconteceu em 17 de julho de 2020 e foi bancado por Danilo Trento e Francisco Maximiano, diretor institucional e dono da Precisa Medicamentos, empresa que dizia representar o laboratório Bharat Biotech, fabricante da Covaxin. O grupo voou de São Paulo para Brasília em um jato executivo na noite anterior, com as mulheres e o agente de viagens Raphael Barão, contratado para organizar o churrasco na embarcação.

Flávio Bolsonaro chegou à lancha acompanhado do amigo e então sócio Alexandre Santini. A revista relata que o senador desceu à cabine da embarcação com garotas de programa durante a tarde e que, ao fim do passeio, Trento tirou o próprio relógio Rolex do pulso e o colocou no do senador, que foi embora usando o presente. No dia do passeio, o Brasil registrou 1.110 mortes por covid-19. A pandemia mataria mais de 700 mil pessoas no país.

Para reconstituir o episódio, a piauí afirma ter ouvido uma pessoa que estava na lancha, sob anonimato, além de pilotos, um ex-deputado e assessores parlamentares. A revista também cruzou dados de quebras de sigilo de Barão, Maximiano e Trento enviados às Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Pandemia, do INSS e do Crime Organizado, além de registros de voo.

Caso Covaxin

O contrato da Covaxin com o Ministério da Saúde previa o pagamento de R$ 80 por dose, contra cerca de R$ 56,30 oferecidos pela Pfizer e R$ 18 pela AstraZeneca. As negociações foram denunciadas pelo servidor da pasta Luis Ricardo Miranda e pelo irmão dele, o então deputado Luis Miranda. O contrato foi cancelado antes de qualquer pagamento. O relatório final da CPI da Pandemia recomendou o indiciamento de 78 pessoas, entre elas Flávio Bolsonaro, Trento e Maximiano.

Durante a CPI, o senador defendeu publicamente a Precisa e chegou a parabenizar a diretora da empresa, Emanuela Medrades, por ter “batalhado para que fosse economizado dinheiro público”. Três meses depois do passeio de lancha, segundo a piauí, Flávio Bolsonaro abriu caminho para que Maximiano fosse recebido pelo então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, em busca de financiamento para outra empresa. O senador participou da reunião virtual. Na época, o banco informou que nenhum financiamento foi contratado.

Não é a primeira vez que um Rolex aparece associado ao senador. Em setembro, o site PlatôBR revelou que Santini promoveu encontros de Flávio Bolsonaro com garotas de programa e que o senador recebeu um Rolex Submariner Date, avaliado em R$ 305 mil, comprado pelo advogado Alan Belaciano, que representava interesses privados junto a autoridades em Brasília.

Até o fechamento da reportagem da piauí, Flávio Bolsonaro não havia se manifestado. Procurado pela revista, Trento interrompeu o contato depois de ser informado sobre o conteúdo da pauta. Os advogados de Maximiano não responderam. O Brasil de Fato mantém o espaço aberto para manifestação dos citados.

Leia em https://www.brasildefato.com.br/2026/10/22/flavio-bolsonaro-participou-de-festa-com-lobistas-da-covaxin-e-prostitutas-enquanto-pandemia-matava-mais-de-mil-pessoas-por-dia-diz-revista/

A reunião do GT Antirracista de 21 de outubro tratou de um tema singular. O Colorismo. O que é? Como funciona? A professora da Escola de Comunicação da UFRJ, Fernanda Carrara, foi a convidada que descortinou o tema.

Fernanda é autora do livro “Sarará: memórias de colorismo” . A obra apresenta em si mesma o que a autora sentiu na sua vivência de mestiçagem: O livro é um pacto entre a desconstrução de padrões e a memória, apresentando modos de teorização que nascem das relações cotidianas e das armadilhas da identidade.

O que é

Ao contrário do racismo, que se orienta na identificação do sujeito como pertencente a certa raça para poder exercer a discriminação, o colorismo se orienta somente na cor da pele da pessoa.

O colorismo no Brasil é a discriminação ou hierarquização baseada no tom de pele e nos traços fenotípicos dentro de um mesmo grupo racial, especialmente entre a população negra (pretos e pardos). Cabelo crespo, nariz arredondado ou largo, dentre outros aspectos físicos, que a nossa cultura associa à descendência africana, também influenciam no processo de discriminação. Quanto mais escura a pele e mais marcados os traços africanos, maior é a exclusão social enfrentada.

O colorismo é muito comum em países que sofreram a colonização europeia e em países pós-escravocratas. Vem do período colonial e pós-abolição, quando estratégias de branqueamento e divisão social tentaram afastar a população da imagem da escravidão.

“O colorismo é uma ferramenta para fazer o sujeito sofrer com o racismo e para ser racista”, afirma Fernanda. “É uma máquina de automação do racismo”, sustenta.

De uma maneira simplificada, o termo quer dizer que, quanto mais pigmentada uma pessoa, mais exclusão e discriminação essa pessoa irá sofrer. Diferente de lugares com regras rígidas de origem (como os EUA), no Brasil a discriminação opera pela “marca” da aparência, afetando pretos e pardos de formas distintas.

Cria-se também uma escala de valor em que tons de pele mais claros recebem maior aceitação social por estarem mais próximos do padrão eurocêntrico.

Nessa gradação há dois conceitos opostos sobre a hierarquia de tons de pele dentro da população negra: o movimento centrífugo – tendência de afastar ou hierarquizar de forma negativa os corpos mais retintos (“quanto mais preto pior”), muitas vezes reduzindo a inclusão de pessoas negras mais escuras; e o movimento centrípeto – inverso da valorização da centralidade da negritude mais retinta (“quanto mais preto melhor”), vinculando-a muitas vezes a uma ideia estrita de autenticidade racial.

“Quando falo que sou negra de pele clara é uma forma de politizar e não para identificar o pardo. Reivindico o negro. Agora, reconhecer nossas diferenças pode nos trazer unidade na luta contra a branquitude”, reflete Fernanda Carrara.

Está em curso, desde o dia 19, a 12ª edição do Seminário de Integração dos Técnico-Administrativos em Educação, Sintae. Segue até o dia 23, no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), em formato híbrido. Esta edição conta com 226 trabalhos inscritos e 450 participantes entre autores e coautores; mais de 70 pessoas na Comissão Organizadora e de 40 instituições do Brasil, aglutinando cerca de 700 pessoas contando ouvintes.

O seminário  tem a proposta de promover a integração dos TAE de todas as universidade e instituições de ensino superior do país, com foco na troca de conhecimentos e experiências, anunciam os organizadores, informando que o evento retornou em 2026 após um hiato de dois anos e que esta é a maior edição do seminário, pela primeira vez em modelo híbrido.

A programação é estruturada por meio de 19 Grupos de Trabalho (GTs), que organizam as apresentações e discussões por áreas temáticas. “Esses espaços permitem a circulação de experiências institucionais e contribuem para a reflexão sobre as atividades desempenhadas pelas(os) técnicas(os)-administrativas(os) no âmbito das universidades públicas”, informa o texto de abertura do caderno de programação.

Veja a íntegra em https://www.sintaeufrj.org/

Desafios TAEs ultrapassam os limites de uma única instituição

O evento é promovido por uma Comissão Organizadora interinstitucional de cerca de 100 pessoas composta por servidoras(es) técnico-administrativas(os), reforçando o caráter colaborativo da iniciativa. Integram esta equipe a coordenadora geral do SINTUFRJ Laura Gomes Barreto, e Guilherme da Silva e Souza, ambos técnicos-administrativos do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), que coordenaram também o GT 18, Práticas, saberes e produção do cuidado em espaços universitários. Eles produziram um relato sobre esta participação. Veja a seguir:

Visibilidade da produção TAE

“Participar da coordenação do GT 18, foi uma experiência de grande relevância profissional, acadêmica e humana. Para nós, Laura e Guilherme, essa vivência reafirmou a importância de reconhecer, valorizar e dar visibilidade aos conhecimentos produzidos pelos TAEs no cotidiano da universidade pública.

A experiência na coordenação do GT 18 também foi enriquecedora pela diversidade dos participantes. Recebemos trabalhos e contribuições de profissionais vinculados a outras universidades, inclusive do estado da Bahia, o que ampliou as possibilidades de intercâmbio e evidenciou que os desafios, as experiências e os saberes dos TAEs ultrapassam os limites de uma única instituição. Essa participação reafirmou a importância de construir redes de diálogo e cooperação entre universidades públicas, valorizando as particularidades de cada realidade e identificando possibilidades de atuação conjunta.

Sintae fortalece a identidade profissional

Os TAES possuem conhecimentos amplos, construídos ao longo de suas trajetórias profissionais, da formação acadêmica, da educação continuada e da atuação direta nos diferentes setores da universidade. Nos hospitais universitários, nas unidades acadêmicas, nos laboratórios, nos serviços administrativos, nos projetos de extensão e nas diversas áreas institucionais, esses trabalhadores acumulam experiências fundamentais para o funcionamento da universidade e para o desenvolvimento de ações que articulam ensino, pesquisa, extensão e assistência.

Entretanto, nem sempre esse conhecimento recebe a visibilidade e o reconhecimento que merece. Por isso, espaços como o SINTAE são tão importantes: permitem que os trabalhadores apresentem suas experiências, sistematizem suas práticas, compartilhem metodologias e demonstrem que também são protagonistas na construção do conhecimento institucional.

A apresentação de trabalhos acadêmicos por TAEs fortalece sua identidade profissional, amplia o diálogo entre diferentes áreas e contribui para superar a visão limitada de que esses servidores desempenham apenas funções técnicas ou operacionais. Coordenar esse grupo de trabalho foi, portanto, uma oportunidade de contribuir para a valorização dos colegas TAEs e para o fortalecimento de uma cultura institucional que reconheça a diversidade de conhecimentos presentes na UFRJ.

Cada trabalho apresentado representou uma experiência que merece ser conhecida, debatida e compartilhada, mostrando que o cotidiano profissional também é fonte de reflexão crítica, inovação e produção científica.

O SINTAE 2026 reafirmou, para nós, que os TAEs não apenas fazem a universidade funcionar: eles também pensam, pesquisam, desenvolvem práticas, produzem conhecimento e transformam a realidade institucional. Dar visibilidade a essa produção é fortalecer a universidade pública, ampliar o reconhecimento desses profissionais e reafirmar que o conhecimento se constrói”.

Proposta prevê que pelo menos 25% das emendas parlamentares obrigatórias sejam destinadas ao custeio da isenção.

Por: Congresso em Foco – 21/10/2026 12:27

A quatro dias do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula ocorreu durante a sanção do projeto que amplia benefícios destinados aos microempreendedores individuais (MEIs).

Foto: Ricardo Stuckert

 

Pela proposta apresentada pelo governo, a reserva das emendas obrigatórias representaria aproximadamente R$ 11,2 bilhões em 2027. Deputados e senadores ainda poderiam direcionar recursos adicionais para o programa.

O desenho busca financiar a gratuidade sem criar uma nova despesa federal diretamente no Orçamento e preserva a regra que obriga parlamentares a destinarem metade das emendas individuais para ações e serviços públicos de saúde.

O envio da PEC nesta quarta-feira transforma em proposta legislativa uma das medidas que Lula passou a defender nas últimas semanas. Por se tratar de uma mudança constitucional, o texto precisará percorrer Câmara e Senado e dependerá do apoio de três quintos dos parlamentares em dois turnos de votação em cada Casa para ser aprovado.

A proposta mexe diretamente em uma parcela das emendas de execução obrigatória. Pelo modelo anunciado, ao menos um quarto desses recursos deverá financiar o transporte público gratuito aos fins de semana.

Lula sanciona perdão de dívidas e novo teto de R$ 140 mil para MEIs

Presidente também assinou PEC que prevê uso de emendas parlamentares para tarifa zero em fins de semana.

Congresso em Foco

21/10/2026 | Atualizado às 12:48

O presidente Lula (PT) sancionou nesta quarta-feira (21) a nova legislação que amplia o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), permite a contratação de até dois empregados e estabelece a remissão de determinados débitos de microempreendedores com a União.

Pelo texto aprovado pelo Congresso Nacional, o teto anual, atualmente de R$ 81 mil, passará inicialmente para R$ 110 mil no ano-calendário de 2027 e chegará a R$ 140 mil a partir de 1º de janeiro de 2028. A medida também alcança, dentro das condições previstas na nova legislação, perdão a dívidas federais de pessoas regularmente enquadradas como MEI.

Lula também assinou PEC que prevê destinar pelo menos 25% das emendas parlamentares obrigatórias ao financiamento da tarifa zero, o equivalente a R$ 11,2 bilhões em 2027. Os congressistas poderão reservar valores adicionais. A proposta não altera a obrigação de destinar metade das emendas individuais à saúde e busca custear a gratuidade sem aumentar as despesas federais. Os detalhes de funcionamento dependerão de regulamentação posterior.

A proposta faz parte de um conjunto de medidas direcionadas aos trabalhadores por conta própria apresentado pelo governo federal. Além da ampliação do faturamento permitido para permanência no MEI, o texto aprovado pelo Congresso estabelece mudanças nas regras de contratação de funcionários, cria condições para o perdão de débitos federais e amplia possibilidades de participação dos microempreendedores em contratações públicas.

Aumento do teto

Pelo texto aprovado, haverá uma transição. Durante o ano-calendário de 2027, o limite anual será de R$ 110 mil. Para quem iniciar as atividades ao longo de 2027, será considerado o limite proporcional de R$ 9.166,67 por mês, multiplicado pelo número de meses entre o início da atividade e o fim daquele ano.

A partir de 1º de janeiro de 2028, passa a valer o teto definitivo de R$ 140 mil por ano. Nesse caso, para novos microempreendedores que começarem a trabalhar durante o ano, o limite proporcional será de R$ 11.666,67 mensais, considerando os meses de atividade.

Perdão das dívidas

Um dos pontos de maior impacto do texto aprovado pelo Congresso é a remissão integral de determinados créditos da União de responsabilidade de pessoas físicas regularmente enquadradas como MEI. A medida alcança créditos inscritos ou não na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026.

O projeto estabelece que podem ser abrangidas dívidas relacionadas às contribuições previstas para o regime do MEI e obrigações acessórias vinculadas a elas. Isso inclui, dentro das condições estabelecidas pelo projeto, juros, multas e encargos legais, mesmo quando os valores estiverem em cobrança administrativa ou judicial.

Contratação

Outra alteração importante envolve a contratação de funcionários. A legislação atualmente estabelece uma limitação mais restritiva para o microempreendedor. O projeto aprovado pelo Congresso permite que o MEI tenha até dois empregados, desde que cada trabalhador receba exclusivamente um salário mínimo ou o piso salarial correspondente à categoria profissional.

A regra também contempla atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural. Nos casos de afastamento legal de um empregado, será permitida a contratação de trabalhadores em número equivalente ao daqueles que estiverem afastados, inclusive por prazo determinado, até o fim das condições que provocaram o afastamento.

Alegria e muita esperança no coração marcaram a Caminhada pela Democracia do Espaço Saúde SINTUFRJ, na manhã desta quinta-feira, no Fundão. Sob uma garoa fina, os participantes ergueram bandeiras nas cores verde, amarelo e vermelho, que combinavam com o colorido das vestimentas, e seguiram por um bom trecho da Avenida Horácio Macedo.

O barulhento cortejo teve ao fundo a trilha sonora da mais empolgante campanha eleitoral dos últimos anos liderada pela juventude do país: o jingle inspirado no “Rap do Silva” (de MC Bob Rum) que resgata a trajetória do mais carismático nordestino e sua história de superação e luta.

Junto com o bailado improvisado pela mulherada – elas foram maioria na caminhada –, a coreografia do eternizado gesto do L com os dedos polegar e indicador e as mãos para cima. Manifestações que eram correspondidas por motoristas e outros ocupantes dos carros, e por passageiros de ônibus. No carro de som, Francisco de Assis dava o tom a agitação:

“O Espaço Saúde SINTUFRJ, sempre presente nas nossas ações, desta vez orienta que o autocuidado está diretamente ligado ao fortalecimento da democracia e à preservação da soberania nacional. Quando cuidamos da nossa saúde física e mental, transformamos a nós mesmos em cidadãos mais conscientes, autônomos e resistentes a manipulações”.

Na liderança da organização da manifestação as professoras Carla Nascimento, Elaine Almeida e Fabiana Alexandre, e os estagiários de Educação Física, Eduardo Rangel e Alexia Batista.