Em clima de emoção, bateu forte o coração vermelho das várias gerações reunidas no palco de lutas que se transformou a Cinelândia, no Rio de Janeiro, para ouvir Lula. A Cinelândia lotada ouviu do ex-presidente que, 82 mil empregos foram criados no Rio na indústria naval na época em que o PT esteve no poder. Segundo Lula, ao se referir à violência, um dos problemas profundos da cidade e do estado, disse que a sua principal causa é a ausência de Estado, de políticas públicas na educação, saúde, habitação, cultura, lazer. Disse que foram investidos no Rio durante seus governos R$ 533 bilhões. E perguntou: “o que esse genocida que está aí fez pelo Rio”
Ato reuniu sindicatos, associações de estudantes e docentes de todo o Rio de Janeiro.
A luta não pode parar! Os trabalhadores em educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro participaram de um ato contra o corte de verbas promovido pelo governo federal.
O ato, comandado pelo Ad-Cefet, contou com participações do Sintufrj, Adufrj, Adur-RJ S Sind, AERJ, ANDES, APG UFRJ, FENET, Grêmio Balbúrdia, UEE RJ, Sindscope e Sintifrj.
Na pauta, estão temas de relevância para toda a sociedade, desde o corte de verbas para a educação pública, além de escândalos envolvendo desvios de verbas do Ministério da Educação.

Nesta quarta-feira, 6, representantes das entidades de base da Fasubra participaram da primeira reunião convocada pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC)/Fasubra. A reunião foi virtual e teve como pauta principal o novo Programa de Gestão e Desempenho (PGD) instituído pelo governo Bolsonaro através do Decreto nº 11.072, baixado em maio. Pelo Sintufrj participaram sete companheiros.

Não é de hoje que o governo vem intervindo na autonomia e na gestão das das universidades através de orientações normativas, decretos e medidas provisórias. Este último decreto, o nº 11.072 foi publicado em maio, passou a vigorar dia 1º de junho, e tem como diretriz mais um programa de governo na linha produtivista.

A Comissão Nacional de Supervisão do Plano de Carreira (CNSC) foi um instrumento criado na Lei 11.091/2005, que instituiu o nosso atual Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE), tendo especialmente a função de acompanhar a implementação da carreira e propor alterações. Por isso a convocação da reunião com a base.

“Nesta primeira reunião trocamos informações sobre como está a situação desse programa de gestão do governo nas universidades. Assim, a retomada do nosso Grupo de Trabalho de Carreira do Sintufrj é tarefa imediata e importante para debatermos com a categoria o impacto disso no nosso cotidiano”, explica Nivaldo Holmes Filho, coordenador de Comunicação do Sintufrj e um dos representantes da categoria que participou da reunião da CNSC.

Bolsonaro baixa decreto que regulamenta Instrução Normativa 65 que prejudica servidores federais

Nesta quarta-feira, 6 de julho, representantes das entidades de base de todos os sindicatos da Fasubra do país se reúnem virtualmente para discutir a mais nova ação do governo Bolsonaro para tentar impor a lógica produtivista nas universidades públicas federais e aos seus trabalhadores: o Decreto nº 11.072 que regulamenta o teletrabalho e institui normas para adoção do Programa de Gestão e Desempenho (PGD). Cinco companheiros de base da UFRJ participarão da reunião.

A escolha da representação do Sintufrj foi feita em reunião nesta segunda-feira, 4 (foto), no Espaço Cultural da entidade. A direção convocou a reunião conforme decisão de plenária da Fasubra que deliberou pela convocação da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC) para avaliar com as entidades de base o decreto e o PGD.

Os presentes na reunião desta segunda trocaram impressões iniciais sobre esta pauta e ficou decidido também a retomada do GT Carreira do Sintufrj, em data a ser divulgada, para debater, estudar e avaliar os impactos do decreto e elaborar uma proposta alternativa da categoria.

Algumas universidades já aderiram ao teletrabalho. Na UFRJ, o vice-reitor Carlos Frederico Rocha informou no Conselho Universitário que será apresentado na próxima reunião do colegiado um estudo do GT da universidade sobre a IN 65 e o Decreto 11.072.

Entenda

O Decreto nº 11.072 regulamenta a Instrução Normativa no 65 que estabelece critérios de avaliação, metas e produtividade do trabalho remoto para os servidores públicos federais. O decreto institui também normas para adoção do Programa de Gestão e Desempenho (PGD) e vigora desde o dia 1º de junho.

 

A direção do Sintufrj se solidariza e torce pelo restabelecimento do companheiro Pedro Rosa, liderança sindical e coordenador-geral do Sintuff (trabalhadores da Universidade Federal Fluminense). Neste momento, Pedro Rosa precisa de ajuda de doadores, segundo o serviço do Banco de Sangue da Clínica de Hemoterapia.

Esta é uma medicação que depende exclusivamente de amigos, familiares e voluntários. Os atendimentos são realizados de imediato com o estoque do Banco de Sangue, mas a reposição dá oportunidade de atendimento a pacientes que aguardam. Segue o endereço e os horários no card acima. Para a doação é necessário informar o nome completo do paciente na recepção do Banco de Sangue.

Endereço: Rua Almirante Teffé, 594, Sobrado, Centro, Niterói

(Ao lado da Praça do Rink)

Informações: (21) 2621-9040 / (21) 97165-6779

 

No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, 28 de junho, mais de 30 organizações e partidos realizaram ato nas escadarias da Alerj, no Rio de Janeiro.

O Brasil é o país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo. Em 2021 foram 300 mortes violentas registradas. Nos primeiros seis meses de 2022 foram registradas 135 mortes, segundo dados reunidos pelo Grupo Gay da Bahia.

Os manifestantes marcaram o dia para levar às ruas o recado da democracia e contra qualquer tipo de discriminação.

Fora Bolsonaro foi o grito que ecoou na Praça XV, o presidente brasileiro declaradamente homofóbico e acusado com justiça de genocida.

Bolsonaro cortou programas governamentais para a população LGBT na área da saúde e direitos humanos.

“Precisamos voltar a viver e a sonhar. Fora Bolsonaro! Na linha de batalha estão os corpos trans”, declarou Adriana Gretta, da Rede Trans.

Várias falas permearam o ato e houve intervenções culturais. O objetivo do movimento é colorir o país para suplantar as trevas do fascismo que avança no Brasil com Bolsonaro e seus seguidores.

 

Dezenas de estudantes e trabalhadores docentes, técnicos-administrativos e terceirizados ocuparam o campus da Praia Vermelha, na manhã desta segunda-feira, dia 27,  em protesto contra os cortes no orçamento das universidades federais promovidos pelo governo negacionista de Bolsonaro.

O movimento, chamado “Ocupa Praia Vermelha” foi aberto com uma reunião comunitária com representantes do Andes-SN, da Adufrj, do Sintufrj e da UNE, sob uma enorme tenda na praça central do campus. Debates à tarde sobre os cortes e a defesa da Educação(às 14h30) e do SUS e dos HUs (às 16h, com a presença da coordenadora do Sintufrj Everlainy Oliveira)completaram a programação.

Na sua intervenção, Everlainy, que conhece bem a experiência da Ebserh na UFMG, disse que a empresa “ não trouxe ampliação de vagas e leitos. Trouxe sim muita exploração e disputa interna com a gerência de vínculos de trabalhodiversos”.Everlainy éservidora do IPPMG e suplente da diretoria do Sintufrj.

Sara Granemann, do Movimento Barrar a Ebserh na UFRJ, afirmou que a comunidade universitária tem a enfrentar dois ataques à UFRJ neste momento.

“O interesse imobiliário na Praia Vermelha e a entrega de nove hospitais universitários à Ebserh”.

Cortes

O coordenador geral do Sintufrj Esteban Crescente, exemplificou como os cortes refletem na vida de estudantes,por exemplo, na falta de assistência estudantil, e de trabalhadores, quando o governo nega 19,99% que nada mais é que a reposição da inflação de seis anos se reajuste.

“A UFRJ não pode fechar suas portas por uma falta de verbas que não existe, verbas” disse Carla Ferreira, da Escola de Serviço Social que conduziu a mesa junto com o presidente da Adufrj João Torres.

Torres comentou que os cortes de verbas da universidade federais são ilegais e que o argumento de que não há recursos é falso.

Miguel Hauer, diretor da UNE, apontou que na universidade reside uma das principais trincheiras na luta contra o governo que não tem nenhum apreço pela democracia.

Marcos Klemz, segundo secretário regional Rio do Andes SN lembrou: “O Risco é real”, indicando a necessidade de fortalecer a mobilização.

O professor Luiz Acosta destacou a necessidade de revogação da Emenda Constitucional 95 (do teto de gastos) e de continuar a luta contra a reformaadministrativa.

Propôs um ato unificado dos movimentos, com a participação dos reitores diante da possibilidadede auniversidade fechar em agosto.

Orçamento

Mathias Luce (Escola de Serviço Social,UFRJ), Elisabeth Barbosa (UFF), Aline Caldeiras (coordenação mesa), Cláudio Rezende (FAU) comandaram a palestra sobre os cortes orçamentários e a defesa da educação, da ciência e da tecnologia.

O professor Mathias reiterou a necessidade da formação de um comitê permanente de mobilização da UFRJ para fazer frente ao estrangulamento orçamentário.

A partir de julho, o sistema de cotas da UFRJ valerá também para todos os 132 programas de pós-graduação stricto sensu. A medida reivindicada pela Associação de Pós-Graduandos (APG), que reuniu em um manifesto 600 assinaturas de apoio, foi aprovada por unanimidade na sessão extraordinária do Conselho de Ensino para Pós-Graduados (CEPG), em 15 de junho.

A resolução fixa em pelo menos 20% as vagas para pessoas pretas, pardas e indígenas e 5% para pessoas com deficiência, mas os cursos podem oferecer um percentual maior. Os processos seletivos devem reforçar a pontuação das mulheres em situação de parentalidade (mães que tiveram filhos por adoção ou gestação nos últimos cinco anos) e estudantes em situação de hipossuficiência econômica devem ser priorizados na distribuição de bolsas.

Em 2020, apenas 55 dos 132 programas de pós-graduação possuíam algum tipo de cotas. As cotas já foram adotadas pelas universidades federais Bahia, Piauí, Espírito Santo, Mato Grosso, Alagoas e Minas Gerais.

Críticas da APG

A secretária-geral da Associação dos Pós-Graduandos da UFRJ (APG) e conselheira do CEPG, Natália Trindade, disse que a entidade defendia também a garantia obrigatória de vagas para pessoas trans e quilombolas, o que a resolução aprovada no conselho deixou como opcional, condicionado à realização de estudos técnicos. A discussão sobre a obrigatoriedade foi remetida ao Conselho Universitário.

“Uma decisão que consideramos uma infelicidade, porque há programas que já praticam essa oferta de vagas. A nova gestão da APG está comprometida em levar o tema para o Conselho Universitário e debatermos as ações afirmativas enquanto política universitária, garantindo a primazia da autonomia universitária”, afirmou Natália.