A forma como se dará a contratação de pessoal para abertura dos 80 leitos de covid-19 no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (60 de enfermaria, 20 de CTI), com recursos suplementares de cerca de R$ 16 milhões que deverão ser enviados pelo Ministério da Saúde, foi definida em reunião no dia 31 com participação da direção e representantes do ministério.

Estavam em tela duas possibilidades para viabilizar a contratação dos profissionais para abertura dos leitos: a utilização das fundações da UFRJ ou de empresas de recrutamento de Recursos Humanas selecionadas através da licitação que vem sendo realizada desde semana passada pela Pró-Reitoria de Gestão Governança (PR-6).

Na reunião, chegou-se à conclusão que a opção mais rápida e viável para agilizar o processo seria o envio do recurso diretamente para o hospital e aproveitar o pregão que a PR-6 está concluindo (com utilização das empresas selecionadas) para contratar os mais rápido estes recursos humanos.

Os recursos são para contratar o pessoal para o suporte ao funcionamento dos 80 leitos por 60 dias, prazo que o diretor Marcos Freire acredita poder estender por mais 30. E ele ainda pretende tentar renovar o contrato por mais 90 dias.

Segundo a assessoria de imprensa, será necessária a contratação de 600 novos profissionais.

Os leitos já estão equipados e mantidos desde a época que foram fechados com o afastamento de cerca de 850 terceirizados, em dezembro, e assim podem ser abertos de imediato.

Na época foram fechados 110 leitos; 40 só de CTI. Agora, como explicou o diretor, serão abertos 80: 60 de enfermaria e apenas 20 de CTI.

Prazo

O diretor estima que, como o pregão foi semana passada e ainda há possibilidade de alguma firma recorrer ou haver nova classificação (alguma firma pode ser desclassifica por problema na documentação), os procedimentos podem estar em fase de conclusão ainda esta semana. Concluídos, já se poderia partir para a contratação, o que também depende, lembrou Freire, da chegada do recurso financeiro.

Além do diretor geral e dos diretores do Setor Financeiro, de Recursos Humanos, da Divisão Médica do HUCFF, participaram da reunião o pró- reitor da Pró-Reitoria de Gestão e Governança, André Esteves s o superintendente Rodrigo Figueiredo, o superintendente da Pró-Reitoria de Planejamento Desenvolvimento e Finanças, George Pereira, o secretário Executivo do Mistério da Saúde Rodrigo Cruz e o da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Sérgio Okani.

 

 

 

Dupla que ocupa cargo de confiança na Presidência cobrou R$ 17,2 mil pela formação de colegas; Planalto vai investigar

Tarcísio Gomes de Freitas e Jair Bolsonaro durante evento, em setembro de 2020: chefe da Infraestrutura é um dos ministros mais próximos do presidente da República – Alan Santos/PT

Alocados pelo governo de Jair Bolsonaro em cargos de confiança na Casa Civil da Presidência da República, dois funcionários concursados do Poder Executivo Federal receberam, por meio de uma empresa criada por eles, o valor de R$ 17,2 mil do Ministério da Infraestrutura para realizar uma formação de 37 servidores da pasta de forma virtual. A informação foi obtida pelo Brasil de Fato no Portal da Transparência e confirmada pelo governo federal. O valor é quase o máximo para que o Executivo possa contratar uma empresa sem licitação ou concorrência pública.

Os funcionários federais em questão são Orlando Oliveira dos Santos, diretor de Gestão da Informação da Presidência da República; e David Antonio Lustosa Oliveira, gerente de Informações Estratégicas. Os dois abriram, juntos, em setembro de 2020, uma empresa chamada Govintelligence para prestar consultorias para governos na área de inteligência de dados. Em novembro de 2021, pouco mais de um ano depois da fundação da empresa, a Govintelligence recebeu o valor do Ministério da Infraestrutura.


Detalhamento do pagamento disponível no Portal da Transparência (consulta feita em 31 de janeiro de 2022) / Reprodução/Portal da Transparência

No início da gestão do presidente Jair Bolsonaro, os dois servidores públicos foram alocados em cargos de confiança na Casa Civil da Presidência da República, então sob o comando de Onyx Lorenzoni (atualmente, ministro do Trabalho e da Previdência) e mantidos sob a chefia dos generais Luiz Eduardo Ramos e Walter Braga Netto e do atual ministro, o senador licenciado Ciro Nogueira (PP).

O Ministério da Infraestrutura, contratante da empresa, é comandado por Tarcísio Gomes de Freitas, um dos chefes da Esplanada mais próximos a Jair Bolsonaro. Pré-candidato ao governo de São Paulo, ele terá o apoio do presidente na disputa das eleições.

O que diz o governo

Procurada, a Presidência da República afirmou que “não era de conhecimento da Casa Civil a participação dos referidos servidores na empresa citada, nem a prestação de serviços ao Ministério da Infraestrutura”. O Planalto disse ainda que será “enviada consulta à Comissão de Ética da Presidência da República sobre a existência de conflito de interesses na situação relatada”.

Questionado pela reportagem, o Ministério da Infraestrutura adotou outra postura. A pasta afirmou “que a contratação foi realizada respeitando todos os parâmetros legais, que prevêem, entre outras iniciativas, a verificação das certidões da empresa e a pesquisa de mercado”. O ministério confirmou que o curso foi ministrado por David Lustosa, mas negou a existência de um suposto conflito de interesses na contratação de um servidor federal.

“Para oferecer a qualificação, o MInfra realizou pesquisa de mercado com instituições e instrutores. A escolha da Govintelligence LTDA se deu em virtude do melhor custo-benefício, considerando carga horária, valor da hora e valor total do curso”, disse a pasta, que negou o envio de fotografias da formação, solicitadas pelo Brasil de Fato.

“A capacitação em Business Intelligence, com foco na utilização da ferramenta Microsoft Power BI – solução institucional contratada pelo MInfra como parte do pacote Office 365, estava prevista para 2021 no Planejamento de Desenvolvimento de Pessoas do ministério e no Programa de Transformação Digital Minfra 2021″, afirma a nota.

O que diz a GovIntelligence

Funcionários públicos federais são proibidos por lei de participar como sócios-administradores ou gestores de uma empresa. No papel, os dois constam apenas como “sócios” da GovIntelligence. A sócia-administradora é Maynnã Barros do Amaral Lustosa, esposa de David.

Nas redes sociais, contudo, a suposta gestora da empresa não cita experiência na área de dados ou da gestão pública. Maynnã Barros do Amaral Lustosa se identifica no Instagram como a “Blogueirinha de Deus” e relata uma rotina voltada à religiosidade, além de gravar vídeos para o YouTube sobre maternidade.

A reportagem tentou contato telefônico com a Govintelligence, mas o número fornecido no site não existe. Em resposta a e-mail enviado na manhã de segunda-feira (31), a empresa disse que não poderia fornecer um outro telefone, pois a sua sócio-administradora, Maynnã Barros do Amaral Lustosa, estaria “com sintomas gripais” e que teria “piorado desde ontem”. Em seguida, as perguntas foram enviadas por escrito.

A mensagem de resposta enviada pela empresa na manhã desta terça-feira (1) afirma que Maynnã tem “experiência de 8 anos como professora e coordenadora pedagógica atuando em escolas públicas e privadas”, com licenciatura em Ciências Naturais e pós-graduação em andamento em Marketing Digital. Questionada sobre uma possível irregularidade, a Govintelligence disse que “não identificou existência de conflito de interesses”.

Conflito de interesses?

Especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato apontaram que o Regime Jurídico Único, legislação que regula as condições de trabalho dos servidores públicos federais, determina a proibição de “exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho” e da “acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas”.

A Lei de Confilto de Interesses proíbe os servidores de atuar, ainda que informalmente, “como procurador, consultor, assessor ou intermediário de interesses privados nos órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta de qualquer dos Poderes da União” e de “praticar ato em benefício de interesse de pessoa jurídica de que participe o agente público, seu cônjuge, companheiro ou parentes ou afins”.

Os advogados ligados à área do Direito Administrativo consultados pela reportagem, contudo, afirmaram que as normas não são claras sobre a prestação de serviços de empresa de servidores ao próprio governo. Mesmo assim, foram unânimes em apontar que a contratação pode representar um problema do ponto de vista ético.

O mestre em combate à corrupção e pesquisador do Instituto Mercado Popular, Carlos Henrique Barbosa, disse ao Brasil de Fato que é “preciso deixar claro que nem tudo que é legal é íntegro, mas tudo que é íntegro tende a ser legal. Aqui, é um caso típico disso. Mesmo sem se enquadrar legalmente como conflito de interesses, é evidente que a situação merece cuidado”.

Quem são os servidores?


Identificação dos servidores, disponível no site da Casa Civil da Presidência da República / Reprodução/GOV.BR

Os servidores

Orlando Oliveira dos Santos é servidor público federal concursado. Ingressou no Executivo em 2014 como analista do Ministério da Economia. No primeiro mês do atual governo, em janeiro de 2019, foi alocado no Palácio do Planalto e assumiu a Diretoria de Gestão da Informação.

David Antonio Lustosa Oliveira, servidor do Ministério da Educação desde 2008, também foi alocado na Presidência no início da gestão, ocupando cargo de coordenador-geral de Informações Estratégicas e de substituto de Santos como diretor de Gestão da Informação. Os dois servidores têm salário mensal superior a R$ 18.000.

“Gestão inteligente”

O site da Govintelligence não cita quem são os profissionais responsáveis pela operação. O slogan da consultoria é “inteligência analítica para governos”. “Conhecemos a fundo a realidade da gestão pública, sua natureza, desafios e limitações. Nossas ofertas são focadas nesta realidade, de forma que você seja capaz de implementar os projetos em sua área de forma ágil”, diz a descrição.

“Podemos te ajudar a promover uma gestão governamental inteligente, pelo uso de dados e tecnologias para melhoria dos serviços prestados aos cidadãos”, afirma o site da empresa.

A Govintelligence também não divulga os clientes que já atendeu. Os perfis da consultoria no Instagram e no LinkedIn não possuem publicações. Um dos poucos seguidores da conta no Instagram é um usuário com o mesmo nome de Orlando Oliveira dos Santos. O perfil não tem publicações. Entre as 16 pessoas que acompanha, estão Bolsonaro, o ministro Onyx Lorenzoni e Ernesto Araújo. O perfil de David Lustosa no Facebook mostra curtidas nas páginas do Movimento Brasil Livre (MBL) e de apoio à comentarista Rachel Scherazade.

Íntegra da nota da Casa Civil da Presidência

Não era de conhecimento da Casa Civil a participação dos referidos servidores na empresa citada, nem a prestação de serviços ao Ministério da Infraestrutura. Informamos que será enviada consulta à Comissão de Ética da Presidência da República sobre a existência de conflito de interesses na situação relatada.

Íntegra da nota do Ministério da Infraestrutura

A contratação foi realizada respeitando todos os parâmetros legais, que prevêem, entre outras iniciativas, a verificação das certidões da empresa e a pesquisa de mercado. A Lei 8.112/1990 permite que o servidor público participe como acionista em empresa privada e veda a contratação pelo órgão que ele é nomeado originalmente.

Informamos que o curso foi ministrado por David Antonio Lustosa, com os serviços prestados e atestados pela área de capacitação da Coordenação Geral de Pessoas do Ministério da Infraestrutura, que acompanhou a execução e a certificação dos alunos. O curso ocorreu de forma virtual entre 27 de setembro e 3 de novembro de 2021.

A capacitação em Business Intelligence, com foco na utilização da ferramenta “Microsoft Power BI” – solução institucional contratada pelo MInfra como parte do pacote Office 365, estava prevista para 2021 no Planejamento de Desenvolvimento de Pessoas do ministério e no Programa de Transformação Digital Minfra 2021.

Para oferecer a qualificação, o MInfra realizou pesquisa de mercado com instituições e instrutores. A escolha da Govintelligence LTDA se deu em virtude do melhor custo-benefício, considerando carga horária, valor da hora e valor total do curso.

Íntegra das respostas Maynnã Barros do Amaral Lustosa, sócia-administradora da Govintelligence

1) Qual a formação acadêmica e a experiência profissional da senhora?

Pós-Graduanda em Marketing Digital, Licenciada em Ciências Naturais, Experiência de 8 anos como professora e coordenadora pedagógica atuando em escolas públicas e privadas. Atuei em projetos de pesquisa na áreas educacional.

2) A senhora coordenou uma formação direcionada a 37 servidores do Ministério da Infraestrutura em novembro do ano passado?

Sim.

3) Quais foram os demais membros da equipe da empresa no desenvolvimento da referida formação?

David Antonio Lustosa de Oliveira – Instrutor.

4) Quem/quantos são os profissionais vinculados diretamente à empresa formalmente?

Somos uma startup e esta foi por enquanto a nossa primeira e única contratação, então ainda não houve a necessidades de contratações de equipes adicionais.

5) A senhora é casada com o servidor público federal David Antônio Lustosa?

Sim.

6) A senhora, como sócia-administradora, não calculou o possível conflito de interesses existente na prestação de serviço ao mesmo ente público que os servidores Sr. David Lustosa e Sr. Orlando dos Santos, sócios da empresa, são vinculados?

Não identificamos existência de conflito de interesses.

Edição: Rodrigo Durão Coelho

 

 

 

Jovem de 24 anos foi espancado até a morte após cobrar salários atrasados no quiosque onde trabalhava no Rio, denuncia a familia. Assassinato cruel revolta internautas que pedem #JustiçaPorMoise

Publicado: 01 Fevereiro, 2022 – 10h54 | Última modificação: 01 Fevereiro, 2022 – 17h37 | Escrito por: Redação CUT

REPRODUÇÃO/TWITTER

 

 

Com a participação expressiva da categoria, a assembleia on line do Sintufrj para discutir sistema de controle de frequência na UFRJ, nesta terça-feira, 1º de fevereiro, aprovou várias propostas, entre as quais a realização na segunda-feira, 7 de fevereiro, às 14h, de uma plenária para debater a reorganização do trabalho na UFRJ. Veja o que foi deliberado:

  • Construir uma pauta interna para discussão que coloque como prioridade a retomada do debate sobre a reorganização do trabalho por unidade, incluindo:

. A regulamentação do trabalho externo;

. O combate ao assédio moral;

. Jornada de 30 horas semanais;

. Acessibilidade e políticas de inclusão;

2- Organizar o debate sobre as condições de trabalho em cada unidade para o retorno presencial, garantindo que estejam adequadas aos parâmetros definidos pelo GT Científico da UFRJ.

3- Constituição de um GT para o detalhamento da pauta interna.

4- Constituição de uma mesa permanente de negociação com a universidade.

5- Suspensão imediata do calendário do sistema eletrônico.

6- Cobrar explicações sobre a denúncia apresentada em relação aos testes do sistema de controle de frequência na PR-6.

7- Afirmar contrariedade sobre a implementação do ponto eletrônico do governo ou da Reitoria até que um amplo debate seja realizado na comunidade universitária.

8- Realizar na segunda-feira, 7 de fevereiro, às 14h, uma plenária para debater a reorganização do trabalho na UFRJ.

Punição, já!

A assembleia também aprovou uma moção exigindo a imediata identificação e punição dos covardes assassinos do jovem congolês de 24 anos, Mugenyi Kabagambe, ocorrido no dia 24 de janeiro, no quiosque Tropicália, no posto 8 da Barra da Tijuca.

Mugenyi foi espaçando até a morte por pelo menos cinco homens, segundo testemunhas no local do crime, por ter ido cobrar o pagamento pelos dias trabalhados no quiosque.

Campanha Salarial, Educação, Fora Bolsonaro e Mourão, Geral, Greve, Manifestações, Política, Reforma Administrativa, Serviço Público | 28 de janeiro de 2022

As entidades do FONASEFE, do Fonacate, além das Centrais Sindicais, reforçaram nesta quinta-feira (27/01), durante a “Plenária Nacional dos Servidores e Servidoras Federais”, a previsão de Greve Geral a partir do dia 9 de março pelo reajuste emergencial. A campanha salarial conjunta dos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público iniciou no último dia 18/01, ocasião em que foram realizados atos e protocolado, no Ministério da Economia, ofício com a reivindicação de recomposição salarial mínima de 19.99% (índice correspondente a inflação dos três anos do governo Bolsonaro).

O coordenador-geral da FASUBRA Sindical Toninho Alves destacou a vitória contra a PEC 32 (Reforma Administrativa). Segundo ele, mesmo que parcial, não se pode esquecer a importância e a força da campanha unificada das entidades realizada até o fim do ano de 2021. “Nós conseguimos encurralar o governo e estamos atentos, caso ele tente colocar na pauta novamente a PEC 32. A FASUBRA, em dezembro, realizou a sua plenária que já tinha deliberado a construção de uma campanha salarial em fevereiro. Entendendo a dinâmica de cada entidade, entendendo a conjuntura que estamos vivendo, é óbvio que temos que caminhar juntos para derrotar esse governo e, por isso, apontamos e construímos esse calendário importantíssimo para a deflagração da greve em março”, afirmou.

A plenária detalhou o calendário definido, sendo que a próxima ação será no dia 2/02 (quarta-feira). Como as entidades não obtiveram resposta à pauta de reivindicação salarial do dia 18/01, novos ofícios foram encaminhados com pedido de audiência aos três Poderes para abertura das negociações. Neste dia, além dos atos em Brasília, estão previstas atividades simbólicas, com faixaços por todo o país nos órgãos e prédios públicos, com o tema “Reposição emergencial para todos e todas: 19,99% já!”.

De 14 a 25 de fevereiro, as entidades promovem a Jornada de Lutas preparativa para a greve unificada, com o seguinte eixo: reajuste emergencial do período Bolsonaro de 19,99%, com as perdas salariais do período dos governos FHC, Lula, Dilma e Temer que somam mais 30%. “Para nós da FASUBRA é fundamental que nós estejamos juntos nessa caminhada, nesse processo de construção e de deflagração de uma greve, se esparrame pelo Brasil todo para responder ao governo que estamos unificados na busca de sua recomposição salarial. Nossa mobilização pode ser o diferencial nesse primeiro momento para engajar outros trabalhadores e trabalhadoras para derrotar Bolsonaro”, enfatizou Toninho.

Plenária na íntegra pela manhã: https://youtu.be/rRmBwXAhLLw

Plenária na íntegra à tarde: https://youtu.be/dec1EXtJRKs

 

 

 

 

Campanha Salarial, Educação, Fora Bolsonaro e Mourão, Geral, Greve, Manifestações, Política, Serviço Público 14:27 | 27 de janeiro de 2022

As entidades do FONASEFE (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais), entre elas a FASUBRA Sindical, e Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado) protocolaram pedidos de audiência com a Presidência da Câmara dos Deputados, a Casa Civil e o Supremo Tribunal Federal (STF) no próximo dia 2/02 (quarta-feira) – dia de mobilizações pela campanha salarial emergencial das servidoras e servidores públicos federais.

O dia 2 de fevereiro terá atividades simbólicas, como parte do processo de mobilização pela recomposição emergencial, com faixaços por todo o país nos órgãos e prédios públicos. Em Brasília, as entidades farão atos, com todos os protocolos de segurança sanitária, com o tema “Reposição emergencial para todos e todas: 19,99% já!”.

Para a FASUBRA Sindical, só a mobilização unificada poderá alcançar a reposição salarial. O governo Bolsonaro manteve a previsão no Orçamento de 2022 de R$ 1,7 bi para o reajuste dos servidores e a intenção é repassar o reajuste apenas para a área da segurança pública e manter o apoio de parte de sua base eleitoral. Outro ataque do Orçamento sancionado na última segunda-feira (24/01) é o corte de R$ 3,9 bilhões nos setores das políticas públicas, da educação, ciência e tecnologia. Este é o momento de buscar a recomposição emergencial, com mobilização unificada do serviço público.

Fora Bolsonaro e Mourão!

Tag: #ForaBolsonaroeMourão, #ReajusteSe

 

 

 

O diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), Marco Freire, explicou que o Ministério da Saúde apoiará a contratação de recursos humanos na unidade com um orçamento suplementar de cerca de R$16 milhões.

No sábado, 29 de janeiro, o ministro da Saúde esteve no HUCFF e no Hospital Geral de Bonsucesso e anunciou a abertura de 235 leitos para Covid-19. Segundo Marcelo Queiroga, novas instalações para o atendimento de pacientes covid ficariam prontas em 10 dias. 

Freire achou a visita do ministro “muito boa” e acredita que foi em consequência da importância que o hospital teve desde o início da pandemia, “fruto do trabalho e dos resultados que demonstramos”. 

Em dezembro, o HUCFF teve que fechar leitos para pacientes covid e para outras especialidades, por conta do fim de contratos de 850 profissionais de saúde. Foram reduzidos 110 leitos (de 310 passou para 200), sendo 40 de CTI para covid.

Novos leitos no HU

A proposta agora é de abertura de 80 leitos para covid: 60 de enfermaria e 20 de CTI. Como o número de leitos de CTI Covid agora será menor do que foi no ano passado, Freire informou que não haverá necessidade de reposição de todos os profissionais de saúde de CTI que tiveram seus contratos encerrados. Porque, segundo ele, a quantidade de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas por leito é menor nas enfermarias do que no CTI, e e isso permitirá a abertura de mais leitos de enfermaria.

Os novos recursos seriam, a princípio, para o funcionamento dos novos leitos por 60 dias, o que o diretor espera conseguir prorrogar por mais 30; ele acredita ainda poder renovar o contrato por mais 90 dias. Ele estima a contratação de cerca de 450 a 500 profissionais.

O Ministério informou a contratação de 1,7 mil profissionais de saúde para os hospitais federais do Rio. Mas segundo o diretor, isso não inclui o HU porque, no caso do hospital, haverá a destinação dos recursos para contratação dos profissionais. Isso se dará ou pelas fundações da UFRJ ou pela Pró-Reitoria de Gestão e Governança que semana passada realizou o pregão para captação de empresas de recursos humanos que poderão recrutar novos profissionais.

Na tarde desta segunda-feira, 31, o diretor teria reunião com todos os envolvidos, inclusive pessoal do Ministério da Saúde, para definir por onde será feita a contratação, se pelas fundações da UFRJ ou pela empresa selecionada no pregão.

Assim que isso se definir, ele avalia, começa imediatamente a contratar pessoal e os leitos (já equipados e mantidos desde a época que foram fechados pelo afastamento dos terceirizados) podem ser abertos.

 

 

Documentário de Questlove revela gravações inéditas do evento que reuniu estrelas da música negra americana, em 1969

FONTE: Correio 24 Horas, por Ana Cristina Pereira/31/1/2022

B.B.King é uma das estrelas do blues que participa do festival (SEARCHLIGHT PICTURES)

O que explicaria o quase total desconhecimento sobre um festival de música que reuniu mais de 50 mil pessoas, em 1969, para ver estrelas como B.B.King, Nina Simone, Stevie Wonder, Mahalia Jackson e Sly And The Family Stone? E realizado no coração do Harlem, bairro mais negro de Nova York, em dois dias solares de Verão. Para o músico, ator e agora diretor de cinema Questlove, o fato dos registros do Festival Cultural do Harlem ficarem 50 anos escondidos, só se explica pelo apagamento histórico da cultura negra. 

“Todos sabem do derramamento de sangue, das lágrimas, da dor, da dureza da vida negra americana, mas não da alegria”, disse Questlove durante o lançamento do documentário Summer of Soul (…ou Quando a Revolução Não Pode Ser Televisionada) – que estreou  quinta-feira (27) nos cinemas e também pode ser visto no Telecine Play. Aqui em Salvador, o filme está em cartaz no Cine Metha Glauber Rocha, em sessões às 16h10 e 18h20.

Integrante da banda The Roots e atuando em várias frentes, o diretor confessou que não acreditou quando foi procurado por dois senhores com as cerca 40 horas de filmagens: “Meu ego não me permitia acreditar que havia algo monumental que aconteceu na música que eu não sabia” disse à revista Variety. Mas ele foi à luta e honrou a tarefa desafiadora: transformou o material em um filme que faz, a partir da música negra, uma tradução da ebulição que os Estados Unidos (e o mundo) vivia naquela década e em especial naquele ano.

Em 20 de Julho, enquanto a plateia majoritariamente negra celebrava em êxtase os shows de soul, funk,  R&B e ritmos aparentados afro-latinos, o homem pisava na lua. A um repórter que cobria o festival, vários presentes lembraram que enquanto o país gastava uma fortuna para ir ao espaço, milhares de negros passavam fome e estavam mergulhados na heroína – ali mesmo no Harlem. 

Em outro momento potente do documentário, o reverendo Jess Jackson – que estava ao lado de Martin Luther King quando ele foi assassinado em 1968 – lembrou, em meio a um louvor gospel, que o país estava em convulsão. E que um grupo de 21 integrantes dos Panteras Negras estava sendo julgado naquele mesmo dia em Nova York. Vale destacar que os panteras se misturavam ao público fazendo a segurança no Herlem, já que a polícia oficial não se importou muito com o festival. Em imagens recentes, Jess Jackson avalia a importância do evento e fala sobre a transformação que acontecia naqueles dias.

Um dos acertos do filme é alternar as performances com depoimentos de artistas, produtores e expectadores que estiveram no Woodstock Negro – como tentaram vender, sem sucesso, o evento. A referência era uma tentativa de atrair um pouco do holofote que a mídia dava ao festival de rock, que aconteceu em agosto do mesmo ano. 

Stevie Wonder  lembra do jovem talentoso e já com alguma fama  de 19 anos, que estava em uma “encruzilhada”, com desafios musicais e políticos, que ele encarou, se engajando na luta pelos direitos civis e na denúncia do racismo. Entre tantas perfomances marcantes, Nina Simone surge imponente para politizar a tarde ensolarada, mas depois distribuir autoestima em To Be Younger, Gifted & Black. Como bem define um dos entrevistados do filme, ela foi a mistura perfeita de luto e da esperança vivida pelos negros.

OFICINAS

Oficina Antirracista Indigena

Data: Wed, 9 de Mar a Sun, 29 de May

Horário: 8:00 am a 4:00 pm

Inscrição: De 24/01 a 28/02

Valor: Gratuito

Local: https://arautosdomundo.wixsite.com/arautosdomundo

 

 

 

Em nota técnica unificada, procuradores destacam que a vacina é um direito das crianças e um dever dos responsáveis

Redação Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) | 28 de Janeiro de 2022 

JEFF KOWALSKY / AFP)

Na última quinta-feira (17), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) divulgou uma nota técnica do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça (CNPG) que unifica o posicionamento nacional dos MPs sobre a vacinação de crianças. No texto, o órgão defende que as escolas exijam o comprovante de vacinação contra a covid-19 na hora de matricular as crianças.

A posição institucional é baseada, segundo a nota, na expressa recomendação da autoridade sanitária federal, nos termos do artigo 14 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).  

A nota técnica do CNPG destaca que a vacina é um direito das crianças e um dever dos pais ou dos responsáveis, de modo que a omissão no cumprimento desse dever pode ensejar a responsabilização dos responsáveis.

Em dezembro do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina pediátrica. Naquele mês, os secretários municipais de Educação determinaram que o ideal seria que as crianças fossem vacinadas ainda durante as férias.

No entanto, o Ministério da Saúde demorou a autorizar a vacina nas crianças, deixando pouco tempo entre a imunização e o reinício das aulas.

Agora, para incentivar a vacinação das crianças, a nota técnica  foi emitida exigindo que a vacina seja obrigatória para crianças de cinco a 11 anos e que esse comprovante de vacinação seja apresentado na hora da matrícula.

O texto destaca, no entanto, que a matrícula não será negada por conta da não apresentação do comprovante de vacinação – mas, a falta de imunização deverá ser notificada à escola.

Fonte: BdF Rio de Janeiro/Edição: Mariana Pitasse