“Saúde da população negra e Personalidades negras: o reconhecimento histórico invisibilizado pelo tempo” foram os temas do debate deste mês no GT Antirracista do Sintufrj, realizado na terça-feira, 17 de junho, no auditório Azul, no Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFRJ, em formado hibrido. O evento foi conduzido pelos coordenadores sindicais Hilem Moises, da Coordenação de Organização e Política Sindical, e Norma Santiago, da Coordenação de Políticas Sociais.

Os debatedores convidados foram o enfermeiro de emergência e urgência de unidade hospitalar pública, Helder da Silva dos Santos, cujo trabalho que desenvolveu como coordenador de Política de Saúde Integral do município de Arraial do Cabo se tornou referência no estado do Rio de Janeiro, e a psicóloga e coordenadora de Políticas Sociais do Sintufrj, Fabiane Marcondes.

Helder fez uma análise crítica e comparativa dos 15 anos de implantação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e um histórico do racismo na saúde e a luta dos movimentos negros pela equidade no SUS. Ele destacou a gravidade da Doença Falciforme, que não é uma anemia, mas uma doença genética hereditária com graves consequências.  Fabiane complementou afirmando que o principal fator para o surgimento de transtornos mentais, na maioria dos casos, é o ambiente.

Três profissionais de saúde do século XIX foram apresentados pela coordenadora Norma Santiago como exemplos de personalidades negras brasileiras invisibilizados: os médicos Juliano Moreira, conhecido por sua atuação na área da saúde mental e por sua luta contra o racismo científico. Ele é considerado o pai da psiquiatria científica brasileira e um dos precursores da psicanálise no país; Maria Odília Maria Odília Teixeira, baiana, superou as barreiras do racismo e machismo no Brasil de sua época, tornando-se pioneira não apenas como médica, mas também como professora e pesquisadora; e Iracema de Almeida, também uma das primeiras mulheres negras formadas em Medicina no Brasil, ela foi pioneira no estudo da Doença Falciforme no país e lutou pela profissionalização de pessoas negras em plena ditadura militar.

Sorteio

A escritora maranhense, Maria Firmina dos Reis, nascida em 11 de novembro de 1822, considerada a primeira romancista negra da América Latina, também foi homenageada no GT Antirracista do Sintufrj. Uma das suas obras – “Ursula” – foi sorteada entre os presentes. Uma doação da coordenadora Norma.

Leia a matéria completa na edição do Jornal Sintufrj 1455 

 

As coordenadoras de Aposentados e Pensionistas do Sintufrj Ana Célia e Marly Rodrigues protocolaram na PR-4, através do superintendente da Pró-Reitoria de Pessoal, Rafael Pereira, no dia 12, pedido urgente de reunião com a participação da coordenação e do setor jurídico da entidade para tratar do processo de aceleração por capacitação e reposicionamento dos aposentados. A reunião será dia 1º de julho.

A ação foi parte das atividades desenvolvidas pelo Sintufrj no dia de paralisação convocado pela Fasubra (em função da reunião na mesa nacional de negociação no MGI). Cercada de aposentados, coordenadores e colaboradores do Sintufrj, Ana Célia solicitou atenção do superintendente para o assunto e reiterou o pedido de urgência no agendamento da reunião. Mostrando o grupo de aposentados presentes, Marly lembrou que para eles, a solução da questão é muito importante.

O superintendente assinou o recebimento do documento e se comprometeu a agendar a reunião o mais rápido possível. Explicou ainda que a equipe analisaria a situação sob a luz das mudanças recentes na Carreira e diante da margem possível de atuação

Segundo Ana Célia, a reunião será dia 1o de julho, às 14h30. Ela explicou que o objetivo central é saber porque não foi providenciada a aceleração da progressão por capacitação para os aposentados que não alcançaram o teto da tabela, ou a última referência. “Na medida provisória consta que a aceleração é para todos. Questionaremos isso e também sobre o reposicionamento dos aposentados. Embora o governo tenha retirado este item da medida, vamos pedir à UFRJ que, junto com a Fasubra, pressione para a retomada deste direito dos aposentados”, explicou.

O termo assinado com o governo após a greve (nº11/2024) que dispõe sobre a reestruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico Administrativos em Educação previa que o acordo feito se aplica aos aposentados, em conformidade com as regras que regem suas aposentadorias. A aceleração da progressão por capacitação, prevista na medida que entrou em vigor desde 1º de janeiro, visa acelerar a progressão na carreira, considerando a capacitação dos servidores. A medida estabelece também regras de transição para a aplicação da aceleração, permitindo o aproveitamento de capacitações realizadas anteriormente.

Você sabia que a PR4 está promovendo alterações no PGD?

E quais mudanças estão sendo executadas para validação em consulta pública?

Então se liga que a direção do SINTUFRJ ja solicitou prorrogação do prazo dessa consulta, pois identificou que essas mudanças podem gerar distorções entre as diferentes unidades da UFRJ.

Então participe da live, fiquem bem informado e vamos construir juntos.

A direção da Faculdade Nacional de Direito (FND) eleita por votos paritários (chapa Pela FND Sempre) no fim de maio toma posse na manhã desta quarta-feira, 18 de junho. O mandato dos novos diretores vai se estender até 2029. Após o pleito, trabalhadores técnicos foram atacados o que provocou repúdio do Sintufrj. Abaixo, confira a nota do sindicato.

                           Viva a democracia universitária!

  • As eleições para escolha da direção na Faculdade Nacional de Direito (FND) ocorreram dentro dos princípios que norteiam os demais processos da universidade, atendendo as regras do regimento eleitoral, com respeito à paridade.
  • Foram duas chapas concorrentes ao pleito num processo disputado e com os atuais gestores da FND concorrendo em chapas diferentes.
  • Como sempre ocorreu em todas as eleições na universidade, foi feita a ponderação de 1/3 dos votos para garantir a paridade entre técnicos administrativos em Educação, docentes e estudantes. O resultado garantiu vitória a uma das chapas.
  • Após o resultado, uma série de apoiadores da chapa que foi derrotada, em sua maioria estudantes e docentes, fizeram ataques ao peso de voto dos técnicos administrativos, bem como ameaças e violências simbólicas.
  • A quem interessa desqualificar os técnicos administrativos em educação por ter uma votação determinante para eleger uma das chapas?
  • Por que questionamentos desta monta não foram feitos quando o voto docente foi determinante em outros processos eleitorais? Vale destacar que nos órgãos colegiados superiores mantém-se uma desproporção injusta, com a vantagem de peso de 70% na ocupação das cadeiras.

Portanto, o Sintufrj lamenta profundamente os ataques e violências e repudia esse clima de hostilidade a trabalhadores.

Respeito à paridade! Viva a democracia!

 

10 DE JUNHO. Trabalhadores da Faculdade Nacional de Direito se reúnem com dirigentes do Sintufrj (foto: Renan Silva)