Mulheres e crianças no Rio pedem basta ao genocídio de palestinos em Gaza

Populações pelo mundo têm ido às ruas para denunciar o genocídio dos palestinos, principalmente os mais frágeis. De acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), que analisou dados de novembro de 2023 a abril de 2024, quase 70% das vítimas mortas em Gaza eram crianças e mulheres. Cerca de 80% delas estavam em edifícios residenciais na hora em que foram mortas. O massacre já chega a mais de 60 mil mortos.

No Brasil, após atos realizados no último fim de semana, mulheres e crianças do povo no Rio de Janeiro foram levar seu protesto contra as atrocidades cometidas por Israel à população palestina e seu testemunho sobre a violência a que são acometidos cotidianamente pelo estado brasileiro.

“Moro no Complexo da Pedreira. O povo palestino enfrenta essa guerra e nós aqui temos a nossa guerra nas comunidades. Perdi parentes com a violência. Israel prefere jogar fora a comida a dar para o povo matar sua fome. Já as crianças têm aquelas que estão morrendo na barriga de suas mães! Mas nossa luta não vai parar. Vamos lutar pelas crianças das nossas comunidades e pelas crianças da Palestina”, declarou Aline, do MLB de Costa Barros.

O ato foi realizado em frente ao Escritório do Itamaraty, conhecido como ERERIO (Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores no Rio de Janeiro), na Avenida Marechal Floriano, centro da cidade. Uma manifestação em solidariedade aos oprimidos pelo sistema capitalista e às vítimas do imperialismo assassino, conforme anunciaram os organizadores do ato que reivindicaram o rompimento imediato de relações econômicas e diplomáticas do Brasil com Israel.

Nele houve uma intervenção artística em alusão ao assassinato das crianças palestinas, a leitura da carta da Unidade Popular (UP) à Lula reiterando o rompimento de relações com Israel, e falas de representantes dos organizadores, tais como Unidade Popular (UP), Movimento de Luta nos Bairros e Favelas (MLB), Movimento Luta de Classes, Movimento de Mulheres Olga Benário.

Do Escritório do Itamaraty na Marechal Floriano os manifestantes foram em caminhada até a Central do Brasil, onde distribuíram panfletos contendo o teor da carta à Lula e com as palavras de ordem: Chega de Genocídio, Bombas e Mortes! Basta de Genocídio na Palestina! Lula, Rompa Relações com Israel!

 

 

 

Congregação da instituição homologa, por unanimidade, resultado eleitoral que respeitou o voto paritário

A votação por UNANIMIDADE da Congregação da Faculdade Nacional de Direito na manhã desta quinta-feira, 18 de junho, homologando o resultado da consulta eleitoral que elegeu no fim de maio a nova diretoria da instituição encerrou o processo eleitoral.

Pelo voto paritário, a comunidade da FND decidiu, democraticamente, acerca dos seus novos dirigentes: foram eleitos do pleito do final de maio para diretor e vice-diretor Marilson Santana e Carlos Noronha.

“A FND deu uma aula de democracia e de respeito à paridade”, comemorou Francisco de Assis, um dos coordenadores-gerais do Sintufrj.

A propósito, o sindicato teve participação ativa acompanhando o processo de escolha dos novos dirigentes da Faculdade de Direito cujo mandato se estenderá até 2029.

A entidade fez faixa, adesivos e panfletos na defesa da democracia interna da universidade e da paridade como método de escolha.

Na manifestação que fez na sessão extraordinária da Congregação, Francisco de Assis destacou a importância dos segmentos (técnicos-administrativos, estudantes e docentes) da comunidade universitária para a consolidação de uma UFRJ cada vez mais fundamental na produção do ensino, da pesquisa e da extensão no país. (fotos: Renan Silva)

Um agito divertido e comovente tomou conta da recepção do Sintufrj esta manhã, onde uma turma se reuniu para cantar parabéns para uma sindicalizada aposentada que resolveu comemorar o aniversário na entidade.

Dona Marinalva Xavier Bernado, técnica de enfermagem, trabalhou no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) desde sua fundação, em 1978, e se aposentou em 2021.

Nesta quarta-feira, 18 de junho, saiu cedinho de Maricá, onde mora, para uma reunião com o Departamento Jurídico do Sintufrj. E resolveu comemorar seu aniversário de 76 anos, completados justamente hoje, de uma forma diferente. Preparou bolo, salgados e docinhos e levou para o Sindicato, para comemorar a importante data junto com amigos e funcionários do Sintufrj.

Além do alegre parabéns e muitos abraços, ela ganhou o carinho até de pessoas que não conhecia, como a dona Diléia Ferreira. A pensionista que estava na recepção aguardando atendimento a cumprimentou: “Não a conheço mas quero dar meu abraço e que Deus a abençoe”, disse a senhorinha, carinhosa.

Rebelde do HU

Dona Marinalva dedicou uma vida ao HU. Ela lembra, brincando – um pouco orgulhosa até – da alcunha que ganhou durante sua apaixonada trajetória: a Rebelde do 10 C (o posto de enfermagem onde atuava, no 10º andar).  Ficou triste ao deixar a instituição que contou amar por causa da aposentadoria.

Ela tem uma filha e dois netos, mas mora só. Conta que chegou à beira da depressão, mas reagiu e está “melhorando sua cabeça”. Também vem tratando da saúde física e está recuperando a forma. Ela brinca: “Agora que estou mais cabeça. Fiquei mais jovem”.

A comemoração no Sindicato segundo ela, a alegou como se se estivesse entre os familiares: “Eu amo isso aqui. E o HU era minha vida”, contou, mencionando que sua companheira do HU Laura Barreto (coordenadora de Administração e Finanças do Sintufrj, vive insistindo para que participe das atividades do Sintufrj. “Aqui me sinto bem”, reconhece a aposentada.

A coordenação de Aposentados (as) e Pensionistas organiza reuniões mensais onde passa informes das lutas da categoria, do jurídico e celebram aniversários e datas festivas. O Sintufrj conta com o Espaço Saúde que promove atividades de promoção de saúde e qualidade de vida, como atividades físicas e terapias, além de cursos, oficinas de artesanato, dança e música.  

HUCFF promove campanha e solicita mais doadores regulares. Dia Mundial do Doador de Sangue é celebrado dia 14 de junho. 

Junho é o mês em que se celebra o dia mundial do doador de sangue (14 de junho) e a conscientização sobre a importância da doação. Nesta oportunidade, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ) promove uma bonita campanha, com atividades presenciais e nas mídias sociais, para incentivar a comunidade a fazer parte da corrente de solidariedade.

“Sua doação faz toda a diferença. Doe sangue. Doe vida”, conclama a campanha lançada pelo hospital, pedindo que cada um compartilhe a mensagem com amigos e familiares para que se amplifique cada vez mais o apelo para doações que salvam vidas.

“Doar sangue é um gesto de amor que salva vidas — e pode fazer bem também para quem doa!”, lembra Denise Pires, assistente social do HUCFF, uma das organizadoras da campanha desenvolvida pela Comissão de Humanização, e doadora voluntária.  Em um dos vídeos que integram a campanha, que divulgam recados de profissionais, pacientes e dirigentes da unidade sobre a importância da doação, Denise deixa um recado:

“Hoje, quero te fazer um convite muito especial: venha conhecer o Hemonúcleo do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Doe sangue, viva essa experiência e ajude a salvar vidas.”

“Estamos no junho vermelho, mês em que comemoramos o dia internacional do doador de sangue. Neste mês, intensificamos a campanha de esclarecimento e incentivo a doação de sangue. Culturalmente, a nossa sociedade não tem grande adesão a campanhas e temos um número muito restrito de doadores regulares de sangue”, alerta a assistente social.

O HU tem seu setor de Hemoterapia que recebe as doações que o hospital, referência em alta e média complexidade, precisa. Não apenas para emergência, mas em cirurgias programadas. Por isso, Denise explica, a campanha de doação, na verdade, é realizada o ano todo. Mas que neste momento se intensifica para reforçar a importância dos doadores regulares.

Regulares são os doadores que procuram os hemonúcleos durante todo ano (homens podem fazer até quatro doações por ano e mulheres, até três). Segundo ela, existem estudos que afirmam que doar sangue é benéfico para o organismo. E há incentivos para quem doa, como a meia entrada em eventos culturais ou um dia de abono anual no trabalho.

 

Tenda chama atenção

Os estudantes também se mobilizam fortemente na campanha. Uma tenda foi erguida na entrada do Ambulatório, em que dois grupos de alunos da Extensão se revezam num trabalho educativo, abordando quem passa por ali, para chama atenção. Vai ficar até dia 27.

 

Sangue da UFRJ

Na semana de 23 a 27 de junho, a campanha contará também com a atuação do grupo Sangue da UFRJ. Estudantes da graduação de várias áreas se reuniram e fundaram há mais de 10 anos o grupo que realiza mutirões uma vez por mês para promover a doação.  O mutirão é on line, postam vídeos e chamadas para os demais estudantes, e até agendam dia e horários para as doações. “São nosso maior apoio. Eles conseguem trazer às vezes 100 alunos numa semana”, comemora Denise.

Campanha

“A necessidade vai muito além das emergências — ela é constante”, anuncia a campanha do HU, reforçada pelos depoimentos em vídeos, entre os quais, o do superintendente Executivo do HU, Marcos Freire: “Nós necessitamos rotineiramente porque nós temos pacientes que precisam ser operados, pacientes que têm doenças hematológicas que também precisam repor”.

Tem também o recado de um paciente. Rogério: “No início da quimioterapia, as plaquetas caem bastante, e a gente sempre precisa de sangue. Por isso, eu te peço: não deixe de doar. A sua doação faz toda a diferença pra quem está lutando pela vida.”

Fale com hemoter@hucff.ufrj.br

As doações podem ser feitas no 3º andar do HUCFF, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 15h. É preciso levar um documento com foto, estar bem alimentado e em boas condições de saúde.

Conheça os critérios