A palavra de ordem é clara: todos na luta contra a Reforma Administrativa. Nesta terça (15) e quarta-feira (16), o Sintufrj convoca a categoria técnico-administrativa e toda a comunidade universitária a participar ativamente dos dois dias de paralisação em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

A mobilização integra a agenda nacional dos servidores públicos federais e tem como foco o enfrentamento à proposta de Reforma Administrativa que tramita no Congresso Nacional, considerada um grave ataque aos serviços públicos e à estabilidade dos servidores. Além disso, está na pauta a cobrança pelo cumprimento integral do Acordo de Greve, firmado ao fim do movimento paredista de 2024.

As atividades no Rio de Janeiro começam com o debate “Resistir à Reforma Administrativa”, na terça-feira (15), às 10h, no Auditório Manuel Maurício de Albuquerque (CFCH – Praia Vermelha), com participação de especialistas como Rudi Meira Cassel, Robson Barbosa e Paulo Lindesay, nomes de referência na luta jurídica e política contra os desmontes do Estado.

Ainda na terça, às 15h, acontece o ato unificado do Fórum de Servidores Federais do RJ, no Buraco do Lume (Centro do Rio), reforçando a pressão popular contra a reforma e os retrocessos defendidos por setores do Congresso Nacional.

Na quarta-feira (16), a programação inclui a realização da Assembleia Geral Simultânea, às 9h30, em três locais da UFRJ:

  • Fundão (Auditório Bloco A – CT)
  • Museu Nacional (Sala da Biblioteca – 1º andar)
  • Macaé (Bloco A – sala 214)

No período da tarde, às 14h, será realizado o GT Antirracista do Sintufrj, no Auditório Leme Lopes (IPUB), reforçando o compromisso da categoria com a construção de uma universidade mais justa e plural.

A direção do Sintufrj reforça que a paralisação é um instrumento legítimo de resistência e que a presença de todos e todas nas atividades é essencial para barrar projetos que atacam direitos fundamentais dos servidores e desmontam os serviços públicos.

Participe. Lute. Defenda o que é seu.

 

FONTE: FASUBRA

Na manhã desta segunda-feira (14), a FASUBRA Sindical esteve presente em mais uma mobilização contra a Reforma Administrativa, desta vez em frente ao Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília. A manifestação integra a agenda da Jornada de Lutas contra a Reforma Administrativa, convocada por diversas entidades representativas do funcionalismo público.

A Direção Nacional da FASUBRA, acompanhada por representantes de entidades de base filiadas, reforçou o coro contra a proposta que ameaça direitos históricos dos servidores públicos e compromete a qualidade dos serviços prestados à população.

Com palavras de ordem, faixas e discursos firmes, os manifestantes denunciaram os impactos nocivos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, que, segundo os movimentos sindicais, abre caminho para a privatização de serviços públicos, enfraquece a estabilidade dos servidores e promove a precarização das relações de trabalho no setor público.

Os dirigentes das entidades fizeram visitas aos gabinetes dos parlamentares do grupo de trabalho para verificar o andamento da publicação do relatório da reforma administrativa.

A FASUBRA Sindical volta a manifestar sua preocupação diante da reedição das ameaças contidas na famigerada PEC 32, agora ressurgindo por meio do Grupo de Trabalho (GT) da Reforma Administrativa na Câmara dos Deputados. Para a Federação, a movimentação recente do GT representa uma tentativa disfarçada de avançar com propostas que colocam em risco o serviço público, os direitos dos servidores e o acesso da população a políticas públicas essenciais.

A entidade reforça seu posicionamento contrário a qualquer forma de precarização do Estado e convoca a categoria e demais setores do funcionalismo a permanecerem em alerta e mobilizados para barrar qualquer retrocesso. A luta em defesa do serviço público de qualidade e dos direitos dos trabalhadores continua firme.

A presença da FASUBRA no ato reafirma o compromisso da entidade com a defesa do serviço público, da educação e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. A mobilização desta segunda-feira é mais uma entre as várias atividades previstas na Jornada de Lutas, que seguirá ao longo da semana com plenárias, visitas a parlamentares e novos atos nos corredores do Congresso Nacional.

A FASUBRA orienta sua base a manter-se mobilizada e vigilante frente à tramitação da PEC 32, reforçando a pressão sobre os parlamentares para barrar a aprovação da proposta.

  • Rudi Meira Cassel – Sócio do Escritório Cassel Ruzzarin Associados, participante dos debates do GT de Reforma Administrativa.
  • Robson Barbosa – Advogado da Equipe Cassel Ruzzarin Associados.
  • Paulo Lindesay – Diretor da Executiva Nacional da ASSIBGE-SN/Coordenador do Núcleo Sindical Canabarro/Coordenador da Auditoria Cidadã da Dívida Núcleo RJ/Professor tutor da Auditoria Cidadã.

Terça-feira, 15, Auditório Manuel Maurício de Albuquerque, CFCH – Praia Vermelha

MOBILIZAÇÃO CONTRA REFORMA ADMINISTRATIVA E PELO CUMPRIMENTO INTEGRAL DO ACORDO DE GREVE

TERÇA – 15/07

10h – Praia Vermelha CFCH Auditório Manuel Maurício de Albuquerque; Debate ‘‘Resistir à Reforma Administrativa’’
– Paulo Lindsey – Assibge e Auditoria Cidadã da Dívida Pública
– Robson Barbosa e Rudi Meira Cassel – Assessoria Cassel Ruzzarin.

15h – Protesto Unificado do Fórum de Servidores Federais do Rio de janeiro. Buraco do Lume, Centro do Rio, ao lado da Nova Alerj.

QUARTA – 16/07

9h30 – Assembleia Geral Simultânea: Conjuntura e eleição de delegados à Plenária Nacional da Fasubra.
– Fundão – Auditório Bloco A CT
– Museu Nacional – Sala da Biblioteca, 1º andar.
– Macaé – Decania, Bloco A 2º andar – Sala 214

14h – GT Antirrascista Sintufrj; Auditório Leme Lopes – IPUB.

Na próxima terça-feira, 15 de julho, a partir das 15h, o Buraco do Lume, no Centro do Rio de Janeiro, será palco de um ato unificado convocado pelo Fórum de Servidores Federais do RJ. A mobilização tem como principal pauta o enfrentamento à Reforma Administrativa, que tramita no Congresso Nacional e ameaça direitos conquistados ao longo de décadas.

Com o lema “Saúde, educação e previdência com qualidade para o povo”, o ato reúne trabalhadoras e trabalhadores do serviço público federal, sindicatos, movimentos sociais e apoiadores da causa em defesa de serviços públicos gratuitos, de qualidade e acessíveis para toda a população.

A Reforma Administrativa é vista como um projeto que pode fragilizar a estabilidade dos servidores, enfraquecer o funcionalismo público, reduzir concursos e abrir caminho para privatizações. Os organizadores alertam para os impactos diretos sobre áreas essenciais como saúde, educação e previdência, especialmente para a população mais pobre que depende desses serviços diariamente.

Além do protesto no Centro, as entidades têm intensificado ações em universidades, hospitais e órgãos públicos para conscientizar a população sobre os riscos da proposta. A manifestação também reforça a luta por justiça social, contra o desmonte do Estado e em defesa de uma gestão pública comprometida com o bem comum.

A concentração será às 15h, com presença de diversas categorias, falas públicas, intervenções culturais e distribuição de materiais informativos. A expectativa é que o ato reforce a pressão popular contra o avanço da Reforma Administrativa e fortaleça a mobilização nacional por direitos e dignidade.

SERVIÇO:

Ato Unificado Contra a Reforma Administrativa

Terça-feira, 15 de julho

15h

Buraco do Lume – Centro, Rio de Janeiro

Em defesa da saúde, educação e previdência públicas e de qualidade

 

O ano de 2025 deveria ser um momento de celebração dedicado às oito décadas de existência da Organização das Nações Unidas (ONU). Mas pode entrar para a história como o ano em que a ordem internacional construída a partir de 1945 desmoronou.

 

Leia a íntegra do artigo publicado em jornais da França, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, Japão, China, Argentina e México:

As rachaduras já estavam visíveis. Desde a invasão do Iraque e do Afeganistão, a intervenção na Líbia e a guerra na Ucrânia, alguns membros permanentes do Conselho de Segurança banalizaram o uso ilegal da força. A omissão frente ao genocídio em Gaza é a negação dos valores mais basilares da humanidade. A incapacidade de superar diferenças fomenta nova escalada da violência no Oriente Médio, cujo capítulo mais recente inclui o ataque ao Irã.

A lei do mais forte também ameaça o sistema multilateral de comércio. Tarifaços desorganizam cadeias de valor e lançam a economia mundial em uma espiral de preços altos e estagnação. A Organização Mundial do Comércio foi esvaziada e ninguém se recorda da Rodada de Desenvolvimento de Doha.

O colapso financeiro de 2008 evidenciou o fracasso da globalização neoliberal, mas o mundo permaneceu preso ao receituário da austeridade. A opção de socorrer super-ricos e grandes corporações às custas de cidadãos comuns e pequenos negócios aprofundou desigualdades. Nos últimos 10 anos, os US$ 33,9 trilhões acumulados pelo 1% mais rico do planeta é equivalente a 22 vezes os recursos necessários para erradicar a pobreza no mundo.

O estrangulamento da capacidade de ação do Estado redundou no descrédito das instituições. A insatisfação tornou-se terreno fértil para as narrativas extremistas que ameaçam a democracia e fomentam o ódio como projeto político.

Muitos países cortaram programas de cooperação em vez de redobrar esforços para implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Os recursos são insuficientes, seu custo é elevado, o acesso é burocrático e as condições impostas não respeitam as realidades locais.

Não se trata de fazer caridade, mas de corrigir disparidades que têm raízes em séculos de exploração, ingerência e violência contra povos da América Latina e do Caribe, da África e da Ásia. Em um mundo com um PIB combinado de mais de 100 trilhões de dólares, é inaceitável que mais de 700 milhões de pessoas continuem passando fome e vivam sem eletricidade e água.

Os países ricos são os maiores responsáveis históricos pelas emissões de carbono, mas serão os mais pobres quem mais sofrerão com a mudança do clima. O ano de 2024 foi o mais quente da história, mostrando que a realidade está se movendo mais rápido do que o Acordo de Paris. As obrigações vinculantes do Protocolo de Quioto foram substituídas por compromissos voluntários e as promessas de financiamento assumidas na COP15 de Copenhague, que prenunciavam cem bilhões de dólares anuais, nunca se concretizaram. O recente aumento de gastos militares anunciado pela OTAN torna essa possibilidade ainda mais remota.

Os ataques às instituições internacionais ignoram os benefícios concretos trazidos pelo sistema multilateral à vida das pessoas. Se hoje a varíola está erradicada, a camada de ozônio está preservada e os direitos dos trabalhadores ainda estão assegurados em boa parte do mundo, é graças ao esforço dessas instituições.

Em tempos de crescente polarização, expressões como “desglobalização” se tornaram corriqueiras. Mas é impossível “desplanetizar” nossa vida em comum. Não existem muros altos o bastante para manter ilhas de paz e prosperidade cercadas de violência e miséria.

O mundo de hoje é muito diferente do de 1945. Novas forças emergiram e novos desafios se impuseram. Se as organizações internacionais parecem ineficazes, é porque sua estrutura não reflete a atualidade. Ações unilaterais e excludentes são agravadas pelo vácuo de liderança coletiva. A solução para a crise do multilateralismo não é abandoná-lo, mas refundá-lo sob bases mais justas e inclusivas.

É este entendimento que o Brasil – cuja vocação sempre será a de contribuir pela colaboração entre as nações – mostrou na presidência no G20, no ano passado, e segue mostrando nas presidências do BRICS e da COP30, neste ano: o de que é possível encontrar convergências mesmo em cenários adversos.

É urgente insistir na diplomacia e refundar as estruturas de um verdadeiro multilateralismo, capaz de atender aos clamores de uma humanidade que teme pelo seu futuro. Apenas assim deixaremos de assistir, passivos, ao aumento da desigualdade, à insensatez das guerras e à própria destruição de nosso planeta.

Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente da República do Brasil

Fonte: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202507/nao-ha-alternativa-ao-multilateralismo-afirma-lula-a-jornais-estrangeiros