Diante dos ataques disparados contra o país pelo governo de Donald Trump, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ao proferir aula magna na UFRJ, foi enfático: “soberania e democracia não se negociam”. O evento aconteceu no auditório do CT na presença do reitor Roberto Medronho e o conteúdo da palestra de Mercadante, um petista histórico, acabou ganhando em certos momentos assertividade política. Mas o presidente do principal banco de investimento da América Latina encontrou espaço para destacar as parcerias com a universidade e as possibilidades de aprofundar essa aproximação. (Fotos: Renan Silva)

 

A luta pelo cumprimento do acordo de greve, contra a Reforma Administrativa que vai tramitar no Congresso Nacional, a importância da participação de todos no plebiscito popular “Por um país mais justo”, e esclarecimentos sobre a ação judicial dos 28,86% foram os temas do encontro promovido pelo Sintufrj com trabalhadores da Odontologia, na manhã desta terça-feira, dia 19, na sala da Pós-Graduação da Faculdade.

Mais uma da séria de reuniões de base que a entidade vem realizando nas unidades da UFRJ para atualizar a categoria sobre os desafios do momento. Estavam lá os coordenadores do Sintufrj Esteban Crescente, Nivaldo Holmes e Rosemere Roza.

Alerta sobre a ação judicial
Os coordenadores reiteraram o alerta aos sindicalizados de que, para obterem informações precisas e confiáveis sobre a ação judicial dos 28,86%, devem acessar os contatos informados pelo Sintufrj.

WhatsApp: 61 99218-6258

Telefone do escritório: (61) 3223-0552

E-mail: 2886sintufrj@servidor.adv.br

Caso prefiram atendimento presencial, este poderá ser feito na sede do Sintufrj, de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h, com a Dra. Marcela.

Fotos: Renan Silva

 

Participantes da reunião votam no plebiscito

Consulta popular corre o país pelo fim da jornada de trabalho 6 x 1, pela isenção de imposto de renda para quem ganha até R$5 mil e contra a privatização da CEDAE: “Água não é mercadoria”.

Lançamento da consulta mobiliza o campo progressista

Fotos: Renan Silva

A segunda-feira, 18 de agosto, foi um dia especial para a comunidade universitária da UFRJ. A data marcou o lançamento oficial do Plebiscito Popular. O evento foi híbrido e articulado pelo Sintufrj, que reuniu a Adufrj, DCE Mário Prata, Associação dos Pós-Graduando (APG), parlamentares e organizações sociais. O auditório do Centro de Tecnologia (CT) foi o palco das manifestações.

“É um prazer como dirigente sindical fazer parte desta mesa plural”, saudou o coordenador-geral do sindicato, Francisco de Assis.

O evento foi on-line e está disponível nas redes do Sintufrj.

Em todo o país ocorre a consulta popular pelo fim da jornada de trabalho 6×1, isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil de salário e a terceira pergunta é específica à população do Rio de Janeiro: contra a privatização da Cedae. “Água não é mercadoria”, lembra a propaganda chamando para participação no plebiscito.

Manifestações

“Temos pouco histórico de realização de plebiscitos, mas conforme assinala a Constituição, o povo é soberano é esse é o principal canal de democracia popular”, destacou a presidente da Adufrj, Maira Goulart. Ela citou como exemplo o plebiscito do desarmamento, uma iniciativa do campo progressista e que foi bem-sucedido.

O diretor da APG, Christother Rocha, defendeu a necessidade de aprofundar o debate sobre o fim da escala 6×1 na comunidade acadêmica. “A VAT conseguiu ampliar o plebiscito para todo o Brasil e dialogar com os trabalhadores sobre a importância de acabar com a escala 6×1”, reconheceu.

O coordenador-geral do DCE Mário Prata, Henderson Ramão,  criticou o governo por adotar a política econômica do arcabouço fiscal no lugar e, substituição ao teto de gastos do golpista Michel Temer. “ Em 13 anos, perdemos quase a metade dos investimentos. Bolsonaro quase destruiu a UFRJ. Mas hoje enquanto a dívida pública consome R$ 2 trilhões, a verba da UFRJ é de R$ 423 milhões”, denunciou o estudante.

Parlamentares, dirigentes políticos e sindicalistas

O deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) não pode participar presencialmente por motivo de doença, mas se manifestou  online. “O fundamental do plebiscito é a opção política. A pauta 6×1 está institucionalizado em todos os estados. Estamos no caminho correto que é a mobilização”, afirmou o parlamentar.

O vereador Rick Azevedo (Psol-RJ), idealizador do Movimento VAT, definiu que plebiscito popular é onde o povo é protagonista. “ Não tem outro caminho fora da organização. Temos que fazer pressão no Congresso para que a PEC da escala 6x1vá já para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça)”, disse

“Este é um importante espaço de diálogo e a gente pensa em estreitar essa unidade, independente das nossas diferenças de leitura do momento político, mas focando nas lutas centrais: na defesa da universidade, da classe trabalhadora e em mudar a correlação de forças no Parlamento na eleição de 2026”, conclamou Francisco de Assis.

Para a deputada estadual Marina do MST (PT-RJ), “um tema fundamental que nos traz o plebiscito é a unidade com as organizações e isso se dá no debate político sobre os temas que temos que enfrentar no Rio de Janeiro e nacionalmente”. Ela acrescentou “que vivemos uma crise global civilizatória e o plebiscito é uma luta pela democracia”.

Juliete Pantoja, da Unidade Popular (UP), como integrante do movimento popular pela moradia, destacou as ações de ruas do seu coletivo político: “Estamos toda semana na rua com nosso jornal A Verdade fazendo o debate sobre os pontos do plebiscito. E é evidente que o trabalhador quer o fim dessa escala”.

Lucas Correa, representante do PCB, considerou que só com unidade do campo progressista se conseguirá barrar o avanço da extrema direita e impulsionar o avanço da classe trabalhadora. Fortalecer o plebiscito popular é um dos caminhos, segundo o militante.

Esteban Crescente, coordenador-geral do Sintufrj, convocou toda a categoria para auxiliar na tarefa de coleta de assinaturas para o plebiscito, na quarta-feira, 20 de agosto. O dirigente destacou como uma das conquistas importantes dos 113 dias de greve dos técnicos-administrativos em educação, além dos ganhos econômicos e sociais dos servidores, a recomposição do orçamento da UFRJ. E defendeu a construção de uma greve geral pelo fim da escala 6×1.

A coordenação de Políticas Sociais têm levado para debate no GT-Mulher temas relevantes que fazem parte da realidade do universo feminino como no encontro que abordou a violência doméstica. Nesse último, realizado quinta-feira, 14 de agosto, o tema em questão “Transtorno de Personalidade Narcisista”, pode parecer hermético, mas o fato faz parte do cotidiano das mulheres. É o relacionamento narcisista. Aquele relacionamento tóxico e destrutivo em que o homem domina a mulher completamente e a dizima como pessoa.

As coordenadoras da pasta, Adriana Mattos e Norma Santiago, que conduziram a mesa do debate, explicaram que o GT Mulher quer descortinar os problemas que atingem as mulheres de forma que passem a identificá-los e se fortaleçam para combatê-los, tendo como apoio as reuniões do GT e a Coordenação de Políticas Sociais do Sintufrj. O tema, que foi destrinchado pela assistente social e psicoterapeuta, Eliane dos Santos Damasceno, surpreendeu pela sua gravidade. Na oportunidade, companheiras puderam expor dramas pessoais anunciando ter mais instrumentos para se ajudar e ajudar amigas que passam pela situação.

“Tem mãe narcisista, tem pai narcisista, tem filho narcisista, mas hoje vamos falar hoje de relacionamento narcisista entre homem e mulher. O tema está bem atual para as mulheres porque elas hoje estão em relacionamentos assim, mas sequer sabem disso. É aquela mulher que está lá vivendo aquela cobrança, aquele abuso, aquele relacionamento tóxico, e ela não tem noção de quanto é grave o relacionamento com o narcisista”, alertou a palestrante Eliane Damasceno. Ela detalhou as formas de agir do homem narcisista apontando para a necessidade de a mulher reconhecer suas ações, identificar se está vivendo em uma relação narcisista, e poder se blindar.

Sobre blindar, a companheira Neuracy, sob o pseudônimo Lana Heenzi, apresentou seu livro Blinde-se exatamente sobre a experiência pessoal de um relacionamento narcisista. O livro foi sorteado, assim como o livro Emponderamento da Família para Enfrentar a Violência Doméstica, e o livro Narcisista.

A reunião teve como convidada a presidente da Comissão Permanente da 33ª Subseção da OAB da Ilha do Governador, Dra. Vana Camarão. Ela deu alguns esclarecimentos técnicos sobre o abuso em meninas menores de idade.

Mulheres atentas ao debate
Eliane Damasceno recebe o certificado do GT Mulher
Selene ganhou o livro “Emponderamento da Família para Enfrentar a Violência Doméstica”
Neuracy ganhou o livro “Narcisista”
Vana Camarão ganhou o livro “Blinde-se”
Ana Maria de Jesus ganhou o caderninho do “Blinde-se”

 

✍🏾Solicitamos aos sindicalizados abaixo listados que façam contato com o escritório Cassel Ruzzarin Advogados para tratar de assunto de seu interesse.

ACESSE AQUI A LISTA: Relatório Individualizado 28,86

☎️Contatos: Whatsapp: 61 99218-6258
Telefone do escritório: (61) 3223-0552

E-mail: 2886sintufrj@servidor.adv.br

💡Caso prefiram atendimento presencial, este poderá ser feito na sede do SINTUFRJ, de segunda-feira à sexta-feira, das 09:00h às 17:00h com a Dra. Marcela.

SINTUFRJ
GESTÃO 2025-2028

 

Dirigentes do Sintufrj estão realizando uma jornada de reuniões com servidores em setores e unidades da UFRJ atualizando as bases acerca dos desafios do momento. Denúncia sobre a natureza ruinosa da proposta de Reforma Administrativa que vai tramitar no Congresso Nacional, informações sobre as negociações com o governo em relação ao acordo de greve e esclarecimentos sobre a ação judicial dos 28,86% constituem a pauta recorrente.

A convocação para o Plebiscito Popular por um País Mais Justo é outro ponto dos encontros num esforço concentrado de mobilização para enfrentar as questões da agenda interna e da conjuntura nacional que também envolve a ação dos bolsonaristas da extrema direita com objetivo de desestabilizar o país para busca a anistia para Bolsonaro e asseclas. Isso tudo com uma aliança repulsiva com uma potência estrangeira governada por um neofascista.

Na segunda-feira, 11 de agosto, foi com os trabalhadores do Instituto de Biologia, Faculdade de Farmácia, Nutes e Instituto de Biofísica, no Salão Azul do bloco A do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Na terça, 12, o encontro foi com servidores do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN).

Nesta quinta-feira, 14, o encontro da direção sindical foi com os técnicos-administrativos em educação do Ipub, INDC, IP, ESS, CFCH, Faculdade de Educação, ECO e CCJE. E na sexta-feira, 15, com os trabalhadores da Prefeitura Universitária, às 8h. Houve reuniões também na Gráfica e no setor de arquivo e informação da UFRJ, o Siarq. (Fotos: Renan Silva)

O representante técnico-administrativo Milton Madeira destacou, em sua fala na sessão do Conselho Universitário desta quinta-feira, dia 14, a importância das organizações sociais se somarem na luta contra o fascismo que, segundo aponta, está em ascensão no mundo. E que a sociedade deve se organizar para as eleições de 2026 para evitar que este projeto político avance.

Antes, informou sobre a visita de Denise de Carvalho, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), entidade de fomento do MEC em encontro no dia 13 sobre Ciência, Inovação e Desenvolvimento Regional no Centro Multidisciplinar da UFRJ em Macaé. Denise proferiu a palestra “Interiorização da Pós-Graduação e Inovação Científica: Desafios e Estratégias para o Fortalecimento da Pesquisa no Brasil Profundo”.

“Foi um momento muito importante para a nossa Universidade de Macaé”, disse o conselheiro, contando que também aconteceu em Macaé, reunião de fórum inter-religioso, que debateu o tema “Por uma Fé sem Racismo”, um espaço de resistência e promovido pela Prefeitura local, em parceria com o Conselho da Igualdade Racial de Macaé, também no dia 13, no Auditório Claudio Ulpiano, Bloco A, na Cidade Universitária.

Reuniu líderes religiosos, representantes da sociedade civil, educadores e autoridades locais e regionais e “foi uma discussão muito importante para a cidade e para as pessoas, onde a gente pôde, inclusive, identificar, no momento que o fascismo está muito organizado, as pessoas de matriz religiosa e com pensamento progressista. Então isso também é importante para a Universidade”, disse ele, destacando, a propósito, que a comunidade universitária precisa disseminar a discussão sobre o fascismo (e as ações do clã Bolsonaro que pedem, recorrendo ao presidente de outro país, penalizações para o país e seu povo em defesa de seus interesses pessoais).

“E essa organização fascista está ao lado. Inclusive, a gente precisa resgatar a história. O fascismo repete a história. A gente está vivendo o avanço do fascismo. Em todos os espaços de organização política, a gente precisa estar atento ao que se vai desenrolar até as eleições de 2026, porque é um projeto da extrema direita para atacar o Supremo Tribunal, tomar o Senado. Precisamos, nas nossas organizações políticas, estar atentos e organizados politicamente para defender a democracia e o Estado de direito”, disse Madeira, apontando que a democracia no mundo está morrendo tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, com a eleição de Trump, “que nada mais é que a ascensão do fascismo no que já foi chamado da grande democracia mundial, governo contra o qual, hoje, todas as pessoas lançam suas vozes”.

Moção de pesar – O Consuni aprovou moção em que externou profundo pesar pelo falecimento do professor titular do IFCS, Michel Misse.  A moção destaca contribuição inestimável do professor que foi aluno e diretor do IFCS e seu diretor e fundador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (Necvu).

– Pelo fim da escala 6×1
– isenção do Imposto de Renda para R$ 5mil
– Contra a Privatização da Água

Segunda feira 18/08, às 10h, Auditório Bloco A do Centro de Tecnologia

Confirmados;
Dep. Federal – Glauber Braga
Dep. Federal – Lindbergh Farias
Dep. Federal – Talíria Petrone
Dep. Estadual – Dani Balbi
Dep. Estadual – Marina do MST
Vereador – Rick Azevedo (VAT)

Juliete Pantoja – Unidade Popular.
Lucas Correa – Partido Comunista Brasileira

Organização;
DCE UFRJ, SINTUFRJ, ADUFRJ e APG UFRJ

 

 

 

 

O Sintufrj lamenta a morte do professor Michel Misse “referência importante na formação do movimento popular” e com contribuição decisiva para o entendimento das causas da violência urbana na sociedade brasileira. Segue, abaixo, a nota do Necvu, núcleo criado pelo sociólogo na UFRJ

“O Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (Necvu) manifesta seu profundo e absoluto pesar pela perda absolutamente irreparável de Michel Misse (1951-2025), fundador do núcleo e seu coordenador até 2023, um dos maiores sociólogos brasileiros, um dos maiores pesquisadores das áreas da sociologia do crime e da violência no mundo, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), integrante permanente de seu Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA). Michel deixa três filhos, André, Daniel e Michel Júnior, a companheira Joana Vargas, nossa colega de núcleo e de PPGSA e um gigantesco número de alunos e orientandos, que seguem em várias casas pelo Brasil e pelo mundo influenciados por seu pensamento arguto e lúcido, crítico e cuidadoso, produzindo uma poderosíssima contribuição não apenas a sua área de pesquisa específica, mas às teorias social e sociológica. O Necvu deixa seus sentimentos à família e aos demais amigos.”