Em reunião híbrida realizada nesta quarta-feira, 6 de agosto, Sintufrj, Adufrj, DCE Mário Prata, APG organizaram o cronograma de votação para o Plebiscito Popular por um Brasil Mais Justo que tem como objetivo pressionar o Congresso Nacional a aprovar medidas que beneficiem a classe trabalhadora e o povo brasileiro.

No dia 18 de agosto ele será lançado oficialmente em um ato unificado das entidades com a presença de parlamentares. Lindbergh Farias (PT-RJ) e Glauber Braga (Psol-RJ) já estão confirmados. Antes, no dia 13 de agosto teremos o dia D de mobilização, com coleta de votos no centro da cidade a partir das 16h. E nos dias 20 e 21 as entidades realizarão um mutirão na UFRJ. Em várias capitais do país, a mobilização em torno da consulta popular vem sendo marcada por atividades públicas.

Já são mais de 10 mil urnas espalhadas pelo Brasil para o voto da população. O plebiscito coloca em votação propostas como a isenção do imposto de renda para quem ganhe R$ 5 mil, a taxação dos super-ricos e o fim da jornada de trabalho na escala 6 x 1. No Rio de Janeiro há também a defesa da não privatização da água e do saneamento. Há vários comitês já formados e se formando nas cidades, municípios e locais como associação de moradores, sindicatos, universidades, entre outros.

Entre as organizações envolvidas na campanha do plebiscito estão os movimentos estudantis UNE, UBES e ANPG, as centrais sindicais CUT, Força Sindical, CTB, UGT e Intersindical, as frentes Brasil Popular (MST, CMP, Marcha Mundial das Mulheres, Conem) e Povo Sem Medo (MTST, MNU, Resistência) e os partidos PT, PSOL, PcdoB, UP e PCB.

Esquenta

Um esquenta para o lançamento oficial do plebiscito na UFRJ foi realizado dia 30 de julho. A data selou o segundo dia de paralisação dos técnico-administrativos pelo cumprimento do acordo de greve, e mesmo em período de férias o mutirão articulado em conjunto pelo Sintufrj, Adufrj e DCE Mário Prata teve um bom número de votos. Foram coletados quase 600 assinaturas em vários locais.

 

Isenção beneficiará 25 milhões de famílias

A proposta para dar descontos ou isentar do Imposto de Renda (IR) mais de 90 milhões de brasileiros é do governo Lula. Quem recebe até R$ 5 mil por mês não pagará o imposto — que também será cobrado em valor reduzido para quem ganha até R$ 7 mil mensais. Para compensar os cofres públicos, o projeto de lei (PL) 1.087/2025 propõe o estabelecimento de um piso na cobrança de Imposto de Renda de quem recebe mais de R$ 50 mil por mês. O texto prevê que o tributo mínimo ficará entre R$ 18,7 mil e R$ 120 mil por ano.

O governo espera que as regras de isenções funcionem a partir de 2026. Para isso, Câmara, que está com o texto, e Senado devem aprovar o projeto ainda neste ano. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o projeto do governo beneficiará 25 milhões de famílias. “Estamos lutando pela dignidade do trabalhador que paga suas contas. Vamos colocar 25 milhões de famílias pagando ou nada ou menos imposto de renda. Isso é fazer justiça. E sabem quantos vão passar a pagar? Que ganham 1 milhão por ano, 10 milhões por ano,  140 mil pessoas. São 140 mil pessoas para 25 milhões serem beneficiados”, defende Haddad.

Superexploração

A jornada de 6 x1 é um regime de trabalho em que o empregado trabalha seis dias consecutivos e folga um. A escala 6 x 1 pode começar a qualquer dia da semana, desde que a folga ocorra após seis dias de trabalho consecutivos.

No dia 25 de fevereiro, a deputada Erica Hilton (Psol – SP) apresentou à Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/25 que estabelece a jornada máxima de 8 horas diárias; escala de 4 dias de trabalho por semana com limite de 36 horas semanais.

Mexida constitucional

A PEC visa alterar o inciso XIII do artigo 7º da Constituição Federal estabelecendo que a duração máxima do trabalho, considerado normal, não ultrapasse 8 horas diárias e 36 horas semanais, em vez das atuais 44 horas. Ou seja, garante aos trabalhadores quatro dias de trabalho e três de descanso.

A proposta, se aprovada, alinha o Brasil às tendências globais de flexibilização da jornada e priorização do bem-estar dos trabalhadores, com mais tempo para lazer, estudos, cuidados com a saúde e convívio familiar. A deputada Erika Hilton informou que iniciou a peregrinação pelos gabinetes das lideranças partidárias para o texto ser aprovado na Câmara e no Senado.

No parlamento

A PEC 8/25 obteve mais de 200 assinaturas garantindo que fosse protocolada e seguisse para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que aprovou a admissibilidade do texto. No entanto, a PEC ainda precisa ser analisada por uma Comissão Especial, por se tratar de uma mudança na Constituição, e pelo plenário da Câmara antes de seguir para o Senado.

 

🚩A direção do SINTUFRJ buscando informar, orientar e dar transparência nas suas ações sob sua responsabilidade convoca todos os sindicalizados para esta importante reunião.

Interessados devem comparecer no próximo dia 11/8 – 2ª feira das 11h às 13h no Salão Azul do IB, Bloco A do CCS

PAUTA:
➡️ Informes gerais sobre as ações judiciais do Sintufrj
➡️ A luta pelo cumprimento do acordo de greve e a reforma administrativa

Sua participação será muito importante!!

Direção do Sintufrj

Com a retomada das atividades legislativas no Congresso Nacional, servidores federais, estaduais e municipais vão intensificar e reforçar a luta contra a reforma administrativa e a PEC 66.

O que está sendo proposto para a reforma administrativa sob a justificativa de se promover uma gestão moderna é a tentativa de enfraquecer a estabilidade, desmontar a proteção ao servidor e abrir caminho para o apadrinhamento e a privatização de serviços públicos essenciais.

Já a PEC 66, apelidada de “PEC do Calote”, está para ser votada em 2º turno no Senado e propõe limitar o pagamento de precatórios a apenas 5% da receita líquida dos entes federados. A medida visa abrir espaço fiscal para as eleições de 2026, penalizando aposentados e credores que esperam há anos por seus direitos na Justiça.

 Ações

Nesta terça-feira, 5, com o fim do recesso parlamentar, deputados e senadores retornaram ao trabalho no Congresso Nacional. A reabertura das atividades foi marcada por manifestação no Aeroporto Internacional de Brasília, onde a Fasubra Sindical — entidade que representa os técnico-administrativos em educação — participou de uma recepção de protesto contra a Reforma Administrativa.

A mobilização reuniu diversas entidades do serviço público em um ato simbólico de resistência à proposta que ameaça direitos históricos dos servidores e o comprometimento dos serviços prestados à sociedade. Já na quarta, 6, o Fonasefe, que reúne entidades representativas dos servidores federais, realiza uma reunião com os fóruns estaduais e regionais.

Além de atos nos aeroportos e visitas permanentes a parlamentares, tanto em Brasília quanto em suas bases nos estados, plenária virtuais também serão organizadas ao longo de agosto e serão fundamentais para mobilizar todas as categorias do funcionalismo.

Reforma sem debate

A Reforma Administrativa voltou ao centro do debate após a criação do Grupo de Trabalho (GT) da Reforma Administrativa na Câmara dos Deputados, uma iniciativa do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apoiada pelo Centrão e Oposição ao governo Lula. O relator, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), deve apresentar nas próximas semanas o relatório final construído sem qualquer diálogo com as entidades representativas dos servidores públicos.

Segundo a representação da Fasubra presente na manifestação no Aeroporto Internacional de Brasília, o texto que está sendo elaborado pode representar forte ataque ao serviço público. Entre os pontos mais criticados estão a legalização da contratação temporária, o incentivo à terceirização e a flexibilização de vínculos empregatícios, medidas que, enfraquecem o Estado e precarizam os serviços oferecidos à população brasileira.

As entidades sindicais seguem em estado de alerta e prometem intensificar a mobilização nas ruas e no Congresso para barrar qualquer tentativa de retrocesso.

 

 

 

O muro do Colégio de Aplicação (CAp) caiu em junho e as crianças da Educação Infantil seguem instaladas precariamente na unidade que fica na Zona Sul, mas sofre com vários problemas de infraestrutura. Em visita ao CAp, dia 30 de julho, o reitor e equipe foram cobrados pela comunidade do colégio por providências.

Além do muro que caiu dia 21 de junho, não há espaço adequado para a Educação Infantil, não há refeitório, existem rachaduras no chão e nas paredes das salas, infiltrações e a rede elétrica está obsoleta. As crianças da Educação Infantil, cuja sede no Fundão foi interditada há três anos, seguem amontoadas em apenas duas salas do CAp.

Espaço

Segundo a Reitoria, a licitação para contratação da empresa que realizará a obra do novo espaço na Ilha do Fundão foi finalizada, e a expectativa é de que o projeto seja apresentado em sete meses. Até lá a vice-reitora informou que se procura outros espaços. “Estamos procurando outros espaços; estamos muito empenhados nisso”, afirmou a vice-reitora, Cássia Turci, à comunidade durante a visita.

O reitor Roberto Medronho apresentou as dificuldades da Universidade que, ao longo dos últimos 12 anos, teve seu orçamento cortado pela metade. Ele ressaltou o esforço feito pela Reitoria e órgãos da instituição para que as demandas do CAp possam ser atendidas. “Lutaremos com todo o esforço para que tenhamos aqui um espaço mais digno de trabalho, de pesquisa, de ensino, de extensão para todo o corpo social”, disse Medronho.

Grupos de representantes dos pais de alunos também se manifestaram na visita. Além de questões referentes à alimentação dos estudantes, eles apontaram como um dos problemas a localização do colégio, o que afeta principalmente o cotidiano dos pais de estudantes atendidos pelo Núcleo de Educação Especial e Inclusiva (NEEI).  Muitas mães saem de outros municípios, e aguardam os filhos em uma praça em frente ao CAp durante todo o período letivo do dia.

Quanto ao muro, a direção do CAp informou que a reforma está avançada e dentro do cronograma previsto. Além dos tapumes, foram instalados madeirites para reforçar o isolamento do canteiro de obras para garantir maior segurança e reduzir possíveis incômodos. Segundo o informe, as etapas que demandavam maior ruído foram concentradas no período de férias. E que a partir de agora a maior parte dos trabalhos se concentrará no acabamento.  A direção pede à comunidade compreensão e colaboração durante o processo de reconstrução.

Depoimento: DESAFIO COTIDIANO

 

“Trabalhar na escola durante a obra do muro, e já antes com a sua interdição e a interdição de espaços importantes como a quadra e o pátio lateral, tem sido um desafio constante. O espaço reduzido impacta diretamente a rotina, exigindo adaptações diárias tanto dos profissionais quanto dos alunos. As atividades precisam ser reorganizadas, e a circulação se torna mais difícil, o que afeta, principalmente, os momentos de recreio, além dos períodos de entrada, saída e o desenvolvimento das aulas. Especialmente nos recreios, o acúmulo de todos os alunos em um único espaço do pátio coberto tem gerado um nível de ruído bastante elevado e constante, o que torna o ambiente mais estressante e, em muitos momentos, causa desconforto auditivo para quem está por perto”

Vinicius Sirvinskas Ferreira, assistente de alunos