No primeiro dia de paralisação dos técnico-administrativos em educação da UFRJ nesta quarta-feira, 10, os trabalhadores realizaram dois atos. Um pela manhã em frente ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e outro à tarde, em Laranjeiras, em apoio à Casa de Referência da Mulher Almerinda Gama.
A Casa Almerinda Gama, responsável por acolher mulheres e crianças vítimas de violência desde 2022, é uma ocupação localizada na rua Carioca, 37, e desde 2023 é alvo de uma ação judicial do governo estadual que pede a desocupação do imóvel, ainda que esteja sem uso pelo estado.
A manifestação teve concentração no Largo do Machado com caminhada até o Palácio Guanabara, onde uma comissão do Movimento de Mulheres Olga Benário, responsável pela ocupação, entrou no Palácio tentando dialogar, mas sem sucesso. Elas protocolaram um ofício ao governador Cláudio Castro. Segundo o Movimento de Mulheres o objetivo da desocupação é comercial com vistas a viabilizar o projeto “Rua da Cerveja”.

O pedido de desocupação se baseia unicamente em questões estruturais e na reivindicação de propriedade do imóvel, sem apresentar qualquer encaminhamento ou medida para a urgente situação das mulheres em contexto de violência e de vulnerabilidade no Estado do Rio de Janeiro. Ao longo de três anos, a ocupação acolheu mais de 200 mulheres e abrigou mais de 30 mulheres e 6 crianças.
O processo se acelerou a partir de junho de 2024 e tem como marca fundamental o empenho do Estado em obter a desocupação do imóvel sem que as mulheres ocupantes sejam sequer ouvidas nos autos.

A coordenadora de Educação, Cultura e Formação Sindical do Sintufrj, Maria Lenilva, presente ao ato, destacou a relevância do trabalho da Casa Almerinda Gama, informando sobre a paralisação dos trabalhadores da UFRJ.
“Estamos em dois dias de paralisação e não podíamos estar fora dessa luta da Casa Almerinda Gama junto com essas mulheres batalhadoras. Todo nosso apoio! Esse é o nosso primeiro dia de paralisação e esse é nosso segundo ato. Pela manhã, estivemos em frente ao HUCFF divulgando nossa pauta especifica”, disse Lenilva durante a caminhada ao Palácio Guanabara.

Moradoras de ocupações e mulheres acolhidas pela Casa Almerinda Gama, muito indignadas, participaram da manifestação. A truculência da polícia no despejo de famílias da ocupação Luiza Mahin, no Cais do Valongo, foi denunciada durante a manifestação, inclusive mulheres que sofreram violência da PM.
“O batalhão invadiu, atingiu crianças, idosos e até roubaram o dinheiro da bolsa das pessoas que precisam. Esse é o jeito que tão agindo e depois ficam querendo apoio das pessoas necessitadas. Muitas moradoras de rua não conseguem casa. Muitos estão sendo despejados. O que você vai fazer por eles Cláudio Castro? E você Eduardo Paes que sobe o morro e pede tudo? Quero ver na próxima eleição. O que vocês vão conseguir? Nada!”, desabafou Selma de Oliveira, 59 anos, moradora da ocupação Luiza Mahin. E finalizou: mais não tem nada não. A gente vai continuar lutando.

Uma das coordenadoras do Movimento Olga Benário e da Casa Almerinda Gama, Helena Garcia, afirmou que nenhuma mulher irá desistir de lutar.
“Nós vamos ocupar todas a vezes que forem necessárias para salvar a vida das mulheres do Rio de Janeiro. Almerinda Gama fica!”, defendeu Helena.

 

Entenda
No dia 08 de março de 2022, data comemorativa do Dia Internacional da Mulher, nasceu a primeira ocupação organizada pelo Movimento de Mulheres Olga Benário no estado do Rio de Janeiro, a Casa de Referência da Mulher Almerinda Gama.
A Casa Almerinda Gama fica na Rua da Carioca nº 37, onde antes funcionava a famosa loja Guitarra de Prata. O edifício tem dois andares e conta com uma arquitetura que lembra um casarão antigo.

O imóvel, que é tombado, estava abandonado há mais de oito anos sem cumprir qualquer tipo de função social, e foi ocupado pelo movimento para ser utilizado como um local de acolhimento às mulheres. As ocupantes, no entanto, estão enfrentando um processo judicial movido pelo Governo do Estado reivindicando propriedade do imóvel e pleiteando a desocupação pelo movimento.
Segundo as mulheres do Movimento Olga Benário, nenhuma proposta de renovação do edifício ou de utilização por parte do Governo Estadual foi apresentada no caso de desocupação. Da mesma forma, nenhuma alternativa de realocação foi oferecida ao movimento com vistas à continuidade das atividades desempenhadas pela Casa Almerinda Gama.

O Movimento de Mulheres Olga Benário, por sua vez, nasceu em 2011 como um movimento feminista socialista que se concentrou na luta pelos direitos das mulheres, especialmente no que diz respeito ao direito à creche e ao enfrentamento à violência de gênero. O movimento atua nacionalmente e desenvolve iniciativas para acolher mulheres vítimas de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade social.
Por meio de ocupações de imóveis abandonados que não estão cumprindo sua função social, o movimento busca reivindicar políticas públicas para a construção de espaços e equipamentos destinados ao atendimento e acolhimento dessas mulheres, contando com a colaboração de profissionais voluntárias. É o caso da Casa Almerinda, único centro de acolhimento do movimento Olga Benário no Rio de Janeiro e tornou-se um centro de referência no enfrentamento à violência de gênero, fornecendo abrigo e apoio a mulheres em situações de vulnerabilidade.

 

O coordenador-geral do Sintufrj, Francisco de Assis, saudou os 105 anos da UFRJ – comemorados esta semana – pela importância da instituição para a ciência e para a produção de conhecimento do país. O dirigente reivindicou, no entanto, a participação efetiva dos técnicos administrativos como atores indispensáveis na jornada que fez dessa universidade um espaço de excelência no Brasil.

Num depoimento a um vídeo produzido pelo Sintufrj no qual participam alguns técnicos, o dirigente do sindicato faz uma observação em relação ao futuro: que quando for comemorado o próximo centenário da UFRJ muitos técnicos tenham assumido o cargo de reitor – hoje privativo de docentes.

Para marcar a data, a Reitoria organizou, na segunda-feira (8) uma celebração no prédio do Fórum de Ciência e Cultura na Zona Sul da cidade. Alguns destaques da festa devem ser registrado como a apresentação do Grupo Brasil Ensemble, da Escola de Música da UFRJ, que executou trechos da ópera moçambicana “O Grito de Mueda”, que fala de resistência e liberdade. Outro momento marcante foi a apresentação da Companhia Folclórica do Rio-UFRJ. (FOTOS: RENAN SILVA)

O SHOW DO BRASIL ENSEMBLE na celebração dos 105 anos da universidade
REITOR MEDRONHO, VICE-REITORA Cássia Turci e professores e o bolo dos 105 anos

 

 

 

Em reunião da Coordenação de Aposentados, Dirigente do Sintufrj sugere dicas para tornar mais prazeroso o cotidiano

“É o que você gosta de fazer. O que você acha melhor para você, para a sua vida, que faz você se sentir bem, que lhe deixa feliz. Caminhar, dançar soltinho, ficar de pernas para o ar vendo tevê, visitar e receber os netos, fazer um bolo para levar para a igreja, ler, estudar, praticar um esporte, ir ao cinema, teatro. Jogar conversa fora com os amigos. Qualquer coisa. Simples assim”.

Com essas dicas, Laura Gomes, coordenadora do Sintufrj e com 43 anos de experiência no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) cuidando de quem cuida de pacientes, técnica de enfermagem e graduada em Educação Física, iniciou sua palestra sobre Qualidade de Vida e Saúde na Terceira Idade para as aposentadas, aposentados e pensionistas, nesta quarta-feira, 10, no Espaço Cultural Sintufrj.

A especialista subdividiu a exposição em três temas: Estilo de Vida e Atividades, Prevenção de Acidentes Domésticos e Quedas e Vacinas Essenciais. O Espaço Saúde Sintufrj fechou as orientações de saúde e bem-estar com uma aula de ginástica na cadeira e meditação, sob orientação da coordenadora pedagógica Carla Nascimentos e os estagiários Carlos Miguel e Jonas Lima.

Calendário mensal

Uma vez por mês, a Coordenação de Aposentados(as) e Pensionistas do Sintufrj realiza encontros do segmento com rodas de conversa sobre assuntos relevantes para as companheiras e companheiros. Momento também em que a direção sindical analisa com eles os principais fatos da conjuntura nacional e internacional e atualiza os informes das lutas gerais da categoria.

A reunião desta quarta-feira coincidiu com o primeiro dia de paralisação nacional dos técnicos-administrativos em educação por decisão da Plenária Nacional da Fasubra. A mobilização continua nesta quinta-feira, 11. A luta é contra a Reforma Administrativa e em defesa dos serviços públicos, cumprimento integral do acordo de greve, pela democracia e a soberania do país, e prisão de todos os envolvidos no golpe contra o Estado Brasileiro. O coordenador-geral do Sintufrj e coordenador de Comunicação da Fasubra, Francisco de Assis, conversou sobre as mobilizações e lutas com os 50 aposentados presentes no Espaço Cultural da entidade.

Homenagem

As coordenadoras de Aposentados(as) e Pensionistas, Ana Célia e Selene Vaz junto com a coordenadora de Políticas Sociais, Norma Santiago, dirigiriam a reunião. A terceira dirigente da Pasta, Marli Rodrigues, não estava presente porque fez parte da caravana a Brasília para ato no Anexo 2 do Congresso Nacional e visita aos gabinetes dos parlamentares do Rio para pressionar pela rejeição à proposta de Reforma Administrativa – Campanha “Se votar, não volta” —,

Este mês, os homenageados foram os aniversariantes dos meses de julho e agosto.

Atenção: matéria completa sobre a palestra e resumo dos informes políticos na edição do Jornal do Sintufrj 1461. 

LAURA GOMES. Dicas de qualidade de vida

Pelo alto-falante do carro de som do Sintufrj ou no “corpo-a-corpo” com servidores e a população usuária do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, coordenadores e militantes de base mandaram seu recado, na manhã desta quarta-feira, dia 10: a Reforma Administrativa vai atacar serviços públicos e retirar direitos do povo como saúde e educação.

O ato na porta do HU marcou o início dos dois dias de paralisação nacional dos técnicos-administrativos em educação, dias 10 e 11 de setembro, para, além do protesto contra a Reforma Administrativa, cobrar o cumprimento do acordo assinado com o governo em 2024 depois da histórica greve da categoria de 113 dias.

“Hoje é dia nacional de luta. Servidores do Brasil inteiro estão em frente ao Congresso Nacional, para fazer pressão sobre os parlamentares contra a aprovação dessa “deforma” administrativa que tira o direito da sociedade ao serviço público, que retira direito dos trabalhadores. Nós temos que resistir, fazer o enfrentamento e ter muita organização para não deixar que essa Reforma Administrativa seja aprovada, derrotá-la, como derrotamos na época do governo Temer e Bolsonaro. E lutar para que o termo de acordo seja cumprido integralmente pelo governo”, apontou o coordenador-geral Francisco de Assis.

O assessor sindical Bayron Thadeus apontou que a reforma pretende precarizar ainda mais os serviços públicos, colocando em risco empregos dos servidores públicos mas também a prestação de serviço à população: “Por isso estamos aqui, para conscientizar a polução dos perigos que representa essa reforma. O serviço público corre perigo, consequentemente o acesso da população à saúde, educação, aposentadoria. Os grupos empresariais, deputados do Centrão da Extrema direita planejam uma reforma que, na verdade, pretende atacar o acesso a direitos constitucionais da população e dos trabalhadores e das trabalhadoras ao serviço público.  Defenda seus direitos, defenda o serviço público!”.

O coordenador geral Esteban Crescente também apontou que naquele exato momento aconteciam protestos em Brasília pelo cumprimento integral do acordo de greve e conta a Reforma Administrativa. “Nós tivemos um ganho importante na greve, que foram ganhos econômicos que já estão no nosso contracheque, mas entre as nossas vitórias há ainda outras que não foram cumpridas pelo governo e além de tudo estamos sendo ameaçados pela liderança dos partidos de direitos e extrema direita no Congresso com a Reforma Administrativa. Por isso estamos aqui hoje, marcamos aqui essa primeira atividade de diálogo com a base”, disse ele, chamando categoria e população para as demais atividades destes dias de paralisação.

Coordenadores explicam à população a importância da atividade

“Esses dois dias de paralisação são para pressionar o Governo pelo cumprimento integral do acordo de greve, pressionar o Governo a enfrentar a proposta do Congresso Nacional de Reforma Administrativa, que atinge o conjunto dos servidores”, anunciou Esteban.

“O governo precisa cumprir com o que assinou, a regra de transmissão dos nossos apresentados, o debate sobre as 30 horas para fortalecer o serviço público e a ampliação do serviço; a discussão do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), e muitos outros pontos valiosos para a categoria e que tem a ver com a democracia da universidade, em que a gente está lutando para que o técnico-administrativo também possa ocupar o cargo de reitor”, disse Francisco.

“Sem anistia para os golpistas! Sem anistia para os golpistas! Taxação dos super-ricos! Isenção do imposto de renda (para quem ganha até R$ 5 mil)! Pelo fim da escala 6×1, sem perda salarial!”, disseram os demais.

Sintufrj percorre universidade

 

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No primeiro dos dois dias de paralisação, dias 10 e 11 de setembro, depois do ato no Hospital Universitário, coordenadores e militantes da base do Sintufrj percorreram unidades para fortalecer a mobilização, algumas das quais enfrentando questionamentos por parte de chefias quanto à suspensão das atividades, outras com setores sensíveis que não podem parar, com atividades consideradas essenciais.

Entre os setores visitados estão pró-reitorias e a Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST), setor que está saindo de um período de crise, mas que, no que toca a paralisação também está cumprindo a exigência de manutenção das atividades essenciais.

Os coordenadores verificaram a atividades nos setores, conversaram com os trabalhadores e fortaleceram a organização entre os que de fato podem parar sem implicação nas atividades essenciais. “Foram visitas importantes porque as pessoas sentiram a presença do sindicato valorizando o servidor”, comentou o coordenador-geral Francisco de Assis.

O coordenador Esteban Crescente lembrou a categoria das demais atividades nestes dias de paralisação.

QUARTA-FEIRA, 10/9:

  • 14h — Ato em solidariedade à Luta das Mulheres em Defesa da Casa de Acolhimento Almerinda Gama, no Largo do Machado.

QUINTA-FEIRA, 11/9:

  • Pela manhã — Doação de sangue no HUCFF.
  • 14h – Reunião do GT Mulher Sintufrj, no Centro de Referência da Mulher Suely Souza de Almeida (prédio ao lado da Prefeitura Universitária).
  • .16h –Ato Unificado dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro, na Candelária, Contra a e Reforma Administrativa e pelo Cumprimento Integral do Acordo de Greve.

 

Fotos: Renan Silva

                        Acima, atividade em frente ao HU. Depois, coordenadores visitam setores

 

A Reforma Administrativa de tendência neoliberal une Pedro Paulo (PSD-RJ), o bolsonarista Zé Trovão (PL-SP), interesses do Centrão, lobbies empresariais e MGI de Esther Dweck para impor o desmonte do Serviço Público, a criação de cabides de emprego e a ampliação das privatizações!

É ruim para o servidor(a), é péssimo para a população!

Além disso, no Rio de Janeiro, estamos sofrendo com os desdobramentos da militarização das corregedorias e com o Decreto/RJ 49217/24, que permite a demissão e a cassação de aposentadoria de servidores de forma unilateral e sem critérios objetivos. Configura-se assim um ataque direto aos nossos direitos e à qualidade dos serviços que prestamos à população.

Vivemos uma política de perseguição, cujo caso mais grave é a demissão arbitrária do educador e cartunista João Paulo Cabrera. Sua punição, por criticar em suas charges a privatização e a repressão, escancara o caráter político e a urgência de revogar este decreto.

No dia 11/9 (quinta-feira da próxima semana), às 16h, vamos às ruas lutar contra o desmonte do serviço público e a perseguição dos/das servidores/as públicos.

Nosso ponto de encontro será na Candelária, de onde sairemos em caminhada rumo à Praça XV. Sua presença é fundamental para mostrar a nossa força. Vamos juntos defender nossos direitos!

#ParaTodosVerem: Card com fundo branco com os dizeres em letras pretas “Ato público contra a Reforma Administrativa. Não é reforma, é desmonte! Abaixo o decreto/RJ 49217/24! Contra as perseguições políticas na educação! Candelária rumo à Praça XV, 11/9, 16h”. No topo há os logos do Fórum Unificado em Defesa do Serviço Público e Estatais e abaixo há três fotos de políticos envolvidos Paulo Guedes, Zé Trovão e Pedro Paulo, em preto e branco, e com manchas vermelhas por cima deles. Fim da descrição.