DIAS 29 E 30

CARAVANA NACIONAL CONTRA A REFORMA ADMINISTRATIVA

DIA 29, 14H: ATO UNIFICADO DOS SERVIDORES CONTRA REFORMA ADMINISTRATIVA NO BURACO DO LUME, EM FRENTE Á ALERJ

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A próxima semana será agitada para os técnicos administrativos em educação da UFRJ. Por unanimidade, os cerca de 150 trabalhadoras e trabalhadores que lotaram o Espaço Cultural do Sintufrj para a assembleia convocada pela entidade, referendaram as propostas levadas pela direção sindical:

. Paralisação nos dias 29 e 30 de outubro; participação na quarta-feira, 29 da Caravana Nacional para a Marcha a Brasília e adesão ao ato no Buraco do Lume, no centro da cidade, às 14h, aprovado pelo Fórum Estadual dos Servidores Públicos no Rio de Janeiro.

Os dois dias nacionais de luta seguem orientação da Fasubra às suas bases de intensificação da mobilização local e em Brasília, para mostrar “a nossa força na capital federal e pressionar o Congresso inimigo do povo.”

Caravana – Para uma parte da assembleia, o Sintufrj deveria enviar mais de um ônibus a Brasília para a marcha contra a Reforma Administrativa e o cumprimento integral do acordo de greve pelo governo.

Um longo debate antecedeu a votação que aprovou por 59 votos a 34, a proposta da direção sindical de que, apenas um ônibus de caravaneiros sairá da sede do Sintufrj, no Fundão, na terça-feira, 28, pela manhã para a marcha em Brasília. A inscrição para participação na caravana foi feita durante a assembleia, os interessados passaram por uma avaliação da saúde mas só irão a Brasília quem participou das atividades do Dia de Luta na UFRJ.

A justificativa dos dirigentes é que no dia 29 de outubro não há agenda política com o governo (mesa de negociação) e Congresso, cuja uma parte dos parlamentares, segundo apurou a Fasubra, participarão da sessão online. Mas, foi mantida a marcha para mostrar ao Planalto e aos deputados e senadores que os servidores estão mobilizados na defesa do serviço público e das suas conquistas da greve.

Plenária nacional  

Nesta assembleia também foram eleitos os delegados à Plenária Nacional da Fasubra nos dias 15 e 16 de novembro. Duas chapas foram à votação: uma formada pelas forças políticas que compõem a direção do sindicato – MLC, Unidade Classista e Unir, mais o Ressignificar e independentes, que obteve 83 votos —  elegendo seis delegados dos sete que a base teria direito pelo quantitativo da assembleia, de acordo com o Estatuto da Fasubra–; e outra reunindo o coletivo Travessia e TAEs na Luta e independentes, que conquistou 13 votos, e elegeu um delegado.  FOTO: RENAN SILVA

NO FUNDÃO, VOTAÇÃO ASSEMBLEIA NO ESPAÇO CULTURAL decidindo os próximos passos da luta

Encontro nesta sexta-feira, 24/10,
às 9h30, no Espaço Cultural do Sintufrj

Uma carreata com dezenas de companheiros, que saiu pouco depois das 8h da sede do Sintufrj, no Fundão, e percorreu ruas do Fundão rumo ao Cetro de Tecnologia onde acontecia o Conselho Universitário, marcou a manhã deste dia de luta dos trabalhadores técnicos-administrativo em Educação da UFRJ, 23 de outubro. O ato prosseguiria a tarde com assembleia simultânea no Fundão e Macaé.

O protesto foi contra injustiças sociais e tributárias, envolvendo pautas locais e de âmbito nacional: contra a cobrança de honorários de sucumbência em processos recebidos por servidores; contra a reintegração do Clube de Funcionários da Petrobras (Cepe-Fundão), pela garantia do direito aos adicionais de insalubridade e pelo direito de movimentação de trabalhadores das unidades sob gestão Ebserh.

Na pauta estão ainda o cumprimento do acordo de greve; contra a Reforma Administrativa que ataca o servidor e desmonta o serviço público; pela reposição orçamentária da universidade e contra o orçamento secreto e pelo fim da escala 6 x 1.

Ao microfone, junto ao carro de som do Sintufrj, o coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis lembrou: “Hoje é dia luta contra as injustiças sociais. Dia de lutar contra o pagamento de horários de sucumbência, contra o pagamento de reposição ao erário de processos que ganhamos e recebemos de boa-fé; dias de lutar contra a injustiça de fechar o clube da Petrobrás. Então hoje, todo mundo na rua, na luta, defendendo nossos direitos. É dia também de lutar contra a Reforma Administrativa e pelo cumprimento do acordo de greve”.

“Além disso, nossa categoria está na luta pelo fim da escala 6 x 1 Que é uma luta de todo povo trabalhador por mais qualidade de vida, por mais emprego. Porque com menos horas trabalhadas são mais vagas. Estamos na luta pelo cumprimento integral do acordo de greve, contra a Reforma Administrativa e, em solidariedade, pela permanência do Clube de Empregados da Petrobras do Fundão. Temos que exigir que os banqueiros parem ser os principais beneficiados com orçamento público. Quem tem que se beneficiar com orçamento é quem trabalha e gera riqueza, é a classe trabalhadora. Somos também pela reconstrução do orçamento da universidade, contra a reforma administrativa que cassa os direitos dos servidores. Defendemos o cumprimento integral do acordo de breve e a equiparação dos benefícios. Estamos aqui também em solidariedade aos companheiros do Cepe Fundão”, reiterou o coordenador-geral Esteban Crescente também à frente da manifestação.

Rumo ao Consuni

Contando com dezenas de servidores, estudantes, a carreata seguiu por uma das pistas em direção ao CT, mas fez uma parada na sede do Clube, onde realizaram protesto contra o seu fechamento e a consequente suspensão dos serviços à comunidade da UFRJ, aos sindicalizados do Sintufrj, e a demissão dos trabalhadores. Paulo Nascimento, do Sindicato dos Petroleiros, falou em nome da categoria e dos trabalhadores do clube que também se integraram a manifestação, assim como os profissionais do Espaço Saúde do Sintufrj que executam relevantes projetos no clube.

Depois, o grande grupo se dirigiu ao bloco A do CT, onde deixaram os carros para seguir em ruidosa passeata pelos corredores.

“Não tem dinheiro para a Educação, mas tem dinheiro pra banqueiro e pro Centrão”. Com palavras de ordem assim, com grandes faixas, bandeiras e muitos cartazes, foram para o auditório E 212 onde acontecia o Conselho Universitário.

No Consuni

O grupo ocupou o auditório do Consuni, com as grande faixas e cartazes e reproduzindo em jogral as palavras dos coordenadores-gerais com as pautas da manifestação, inclusive a defesa da UFRJ e a necessária recomposição orçamentária e o pedido à reitoria para reforçar o apoio ao recurso junto à AGU quanto aos honorários de sucumbência.

Falando em nome do Sintufrj, o coordenador Francisco de Assis explicou que embora a reitoria tenha aberto espaço de diálogo, a categoria definiu o dia de luta em função de uma série de injustiças que vem sofrendo: “Para a gente é injusto que o Congresso fique prendendo um quarto do orçamento público e a universidade tenha que fazer projetos para angariar recursos. Estamos lutando em defesa da universidade. Não é justo que a Universidade cobre reposição ao erário. Nós temos um conjunto grande de trabalhadores e apresentados que estão nessa situação. A cobrança de honorários de sucumbência por advogado da AGU, de trabalhadores que ganham dois, três salários mínimos, pra gente é imoral. Ter que pagar altos custos processuais, valores exorbitantes em prazo de dez dias está afetando o orçamento e a vida das pessoas. A gente acha injusto que a universidade queira fechar o CEPE, um espaço, que atende nossa comunidade, nossos sindicalizados, aposentados, que fazem ginástica e natação naquele importante espaço de integração social”, pontuou o coordenador.

Milton Madeira lembrou que todos os trabalhadores das instituições sofrem com o sucateamento e com salários, principalmente terceirizados. “Em Macaé, eles não recebem treinamento, não recebem insalubridade”, disse ele, criticando o fato de que, enquanto há isenções fiscais de bilhões para empresários, se ataca trabalhadores da universidade com honorários de sucumbência.

Luciana Borges, que também é coordenadora de Comunicação do Sintufrj reiterou as palavras da conselheira Gerli Miceli, também técnica-administrativa (que anunciou que os trabalhadores RJU se recusam a usar crachás da Ebserh pois entendem que são do IPPMG da UFRJ), reiterando a rejeição ao crachá da empresa, “Nós somos RJU, trazemos no peito a honra de pertencer a UFRJ. A gente quer o apoio da Reitoria em relação a essa posição e estamos num dia de luta pelo cumprimento do acordo integral da greve”, disse ela, anunciando a mobilização nacional do dia 29, pelo acordo mas também contra a reforma administrativa, “um retrocesso histórico na luta dos trabalhadores”, concluiu.

Substituindo o reitor, Cássia Turci apontou a realização de reuniões para o encaminhamento das pautas.

 

Veja mais sobre o Dia de Luta na UFRJ contra injustiças sociais e tributárias

Servidores criticam resultados da mesa nacional de negociação desta quinta, 23, no MGI

A reivindicação da isonomia dos benefícios entre os poderes passou longe na Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), dos servidores públicos com o governo, na tarde desta quarta-feira, 22 de outubro.

Embora ainda no início da noite a reunião ainda estivesse em curso, segundo os representantes da Fasubra, debatendo a reforma que está sendo feita pelo MGI, as propostas no que toca aos benefícios já haviam sido “comunicadas”.

O governo propôs reajustes muito aquém da expectativa, gerando críticas. Para o auxílio-alimentação, reajuste de 17,5% a partir de dezembro deste ano, passando de R$1000 para R$ 1.175,00.

O reajuste do auxílio pré-escolar seria, a partir de abril de 2026, pelo IPCA; assim como o reajuste da assistência à saúde suplementar.

Mas quanto ao auxílio nutricional (para aposentados), o governo apenas manteve o debate em pauta, sem resposta.

Mesa de negociação ou de comunicação?

Para o coordenador de Comunicação da Fasubra e coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis, a proposta ainda é insuficiente e é preciso resgatar as resoluções da Fasubra, referendadas pela plenária dos SPF que defendem a isonomia de benefícios.

“A proposta é insuficiente. Lutamos por isonomia de benefícios e o governo também não deu resposta sobre o auxílio nutricional, essencial para os aposentados.  E temos que entender as propostas relativas aos auxílios pré-escolar e assistência à saúde (o reajuste pelo IPCA), com mis detalhes para não cairmos em pegadinha. E ainda temos que nos contrapor a postura do governo para que faça de fato uma mesa de negociação e não uma mesa de comunicação”, avaliou o coordenador.

O coordenador geral Esteban Crescente ponderou que as propostas apontadas pelo governo, embora insuficientes, já são reflexo da pressão dos servidores contra a Reforma Administrativa, cujo desgaste o governo tenta dirimir com estes reajustes nos benefícios. “Vale a pena a luta, se ampliarmos a ofensiva ganhamos mais e barramos a reforma administrativa”, disse ele, ponderando que as expectativas com a reunião eram baixas. “Com certeza não é suficiente e longe de nossa defesa da equiparação. Mas é um sintoma do resultado da movimentação nacional do serviço público”, alertou.

A categoria está mobilizada

No dia 29, servidores de todo país tomarão Brasília em defesa dos direitos e do serviço público. A mobilização – Marcha Nacional do Serviço Público contra a Reforma Administrativa  -, é parte da luta nacional das servidoras e servidores públicos contra a proposta de Reforma Administrativa do Congresso, que ameaça direitos históricos da categoria e os serviços prestados à população.
A Federação informa que a concentração está marcada para 9 horas, no Museu da República. A marcha, que  seguirá até o Congresso Nacional, foi convocada pela CUT, demais centrais, confederações e federações de trabalhadores, com apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Edição da Revista Projeto Memória em 2026 terá como foco o registro de caravanas desde a que sacudiu Brasília em busca da Autonomia Universitária

Tendo como marco a Caravana de Horácio Macedo na luta por Autonomia Universitária em 1988 na Constituição, o Sintufrj realiza na manhã desta sexta-feira (24) às 9h30, no Espaço Cultural do Sintufrj, o Encontro de Caravaneiros. O evento – que também marca o centenário do primeiro reitor eleito de uma universidade federal – também integra a celebração dos 40 anos do Jornal do Sintufrj.

 PROGRAMAÇÃO PARA O DIA 24/10 (sexta-feira)

  • 9h – Mesa de Abertura – Coordenação Geral e Organização Sindical (uma saudação)

 

  • 9:30h – Mesa de Debate – Os impactos da caravana organizada por Horácio Macedo.

          Convidados: Integrantes da Reitoria e Sintufrj da época, liderança do PCB (organização do Horácio Macedo) e integrantes do plenário que participou da caravana

 

  • 11h – Homenagem aos caravaneiros falecidos. E abertura de falas para depoimentos dos presentes.

 

  • 11:30h – Apresentação da comissão indicada pela direção sindical para organizar a II Edição da Revista Projeto Memória que terá como foco o resgate e registro de todas as caravanas desde a Gestão de Horácio Macedo;

 

  • 12:30 – Encerramento
PARA A HISTÓRIA. Registro de caravana a Brasília à época de Horácio Macedo

Mobilização envolve carreata na Cidade Universitária, manifestação no Consuni e Assembleia Simultânea

Carreata, ato na Reitoria e no Consuni pela manhã e assembleia à tarde, marcam esta quinta-feira, dia 23, Dia de luta dos trabalhadores em Educação da UFRJ. A concentração é às 8h, na sede do Sintufrj, para saída em carreata até a Reitoria, no Parque Tecnológico.

Depois, às 9h30, tem manifestação no Conselho Universitário (no auditório E 212, no CT). Às13h, acontece a assembleia Simultânea no Fundão (Espaço Cultural do Sintufrj), no IFCS (sala 107) e em Macaé (bloco A, sala 215).

O protesto é contra a cobrança de honorários de sucumbência em processos recebidos de boa-fé; contra a reintegração do CEPE, pela garantia do direito aos adicionais de insalubridade e pelo direito de movimentação de trabalhadores das unidades sob gestão Ebserh.

Na pauta estão ainda o cumprimento do acordo de greve; contra a Reforma Administrativa que desmonta o serviço público; reposição orçamentária e contra o orçamento secreto; pelo fim da escala 6 x 1.

Contra cobranças absurdas

“Precisamos construir uma grande unidade diante dos ataques que a categoria vem sofrendo. Além da questão do direito aos adicionais de insalubridade, há uma preocupação muito grande em nossa comunidade com a cobrança, dos trabalhadores da UFRJ, de honorários de sucumbência para membros da AGU que já recebem salário significativo, enquanto as pessoas estão tendo que fazer empréstimos para pagar custos elevados. Também buscamos uma mesa de negociação com o ministro da AGU. A reitoria se colocou à disposição para a gente buscar essa agenda. Por conta disso, o sindicato vai partir para mobilização: dia 23 vamos ter uma grande mobilização contra essa injustiça. Além disso, temos pautas importante para tratar com a reitoria. Também será um dia de luta e defesa da universidade, por mais orçamento e pela garantia dos direitos dos trabalhadores”, disse o coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis.

“A pauta desse dia é guiada pela resistência à reforma administrativa, que visa atacar a nossa estabilidade e privatizar o serviço público. Também questionamos o fato de centenas de trabalhadores da UFRJ, que tinham direito à execução dos 28,86%, estarem sendo cobrados dos honorários de sucumbência pela Procuradoria Regional da Segunda Região. Não podemos permitir que trabalhadores já endividados, em situação financeira muito grave, sejam penalizados dessa forma”, disse o coordenador-geral Esteban Crescente.
A coordenadora de Comunicação Luciana Borges lembrou ainda que o ato no Consuni, às 9h30, contará com servidores (em unidades sob gestão da Ebserh) que pleiteiam livre movimentação para as outras unidades, além do percentual de insalubridade e, ainda, o cumprimento do acordo integral da greve (com direitos como Reconhecimento de Saberes e Competência, jornada de 30 horas e racionalização dos cargos.

Fique de olho na programação

8h – Carreata Saindo do Sintufrj, rumo a Reitoria no Parque Tecnológico.

9h30 Manifestação no Conselho Universitário
13h Assembleia Simultânea Sintufrj- Fundão (Espaço Cultural do Sintufrj), no IFCS (sala 107) e em Macaé (bloco A, sala 215). Pauta: luta contra a Reforma Administrativa, caravana, informe sobre pendências do acordo de greve, eleição de delegados à plenária da Fasubra e paralisação nos dias 29 e 30.
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