Superlive ll
Informações atualizadas sobre o RSC
Nesta quinta-feira, 9 de abril, às 11h
Imperdível!
Youtube, Facebook e Rádio Sintufrj

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O desembargador Wanderley Sanan Dantas no Tribunal Federal da 2a. Região pediu vistas ao processo do qual é relator e interrompeu o julgamento de ex-gestores da UFRJ. Eles são acusados sem fundamento de desvio de recursos de um contrato celebrado há mais de 15 anos com o Banco do Brasil. A decisão do desembargador que alegou a necessidade de fazer uma reavaliação dos autos do processo foi tomada após a manifestação dos advogados dos réus (um técnico-administrativo e quatro professores). O julgamento – desta vez, em sessão virtual – será retomado numa futura data. A sessão do tribunal foi acompanhada por dirigentes do Sintufrj e Adufrj, professores, amigos e familiares que foram prestar solidariedade aos acusados. Um dos réus é o ex-reitor Carlos Levi. Há alguns meses, houve sentença favorável as acusados na Justiça Cível. FOTO: RENAN SILVA

Em nenhum momento da greve dos técnicos administrativos em educação, movimento iniciado na UFRJ em 9 de março, os estudantes de todos os campi da universidade ficaram sem alimentação. Os 20 profissionais do Sistema Integrado de Alimentação (SIA) – nutricionistas, técnicos de nutrição, auxiliares de cozinha e assistentes administrativos – estão se revezando para garantir a produção e distribuição das 12 mil refeições diárias no Restaurante Universitário Central (RU), como também no CT-2, em Macaé e Duque de Caxias.
“O RU contribui para a estabilidade de uma formação de qualidade”, define a nutricionista Júlia Ramalho. A colega de equipe, Tatiana Schiavone, sintetiza: “O SIA atua pela permanência estudantil, atendendo à demanda dos alunos que precisam de alimentação”. Essa política de garantir alimentação à comunidade estudantil surgiu na UFRJ na década de 1960, mas foi descontinuada até 2007, quando da inauguração do bandejão da Faculdade de Letras. Um ano depois o RU abriu suas portas.
Trabalho essencial
O Sistema de Alimentação na universidade é totalmente de responsabilidade de técnicos administrativos, que desempenham funções estratégicas para os estudantes serem alimentados diariamente, inclusive nos fins de semana e feriados. A equipe fica de sobreaviso 24 horas. Todas as etapas são realizadas pelos servidores do SIA de acordo com suas especializações.
Tais como: análises técnicas para elaboração de termos de referência e editais de contratação de serviços de alimentação, controle dos vários contratos de operacionalização – a limitação de recursos leva à terceirização que reduz custos –, fiscalização de toda a produção das refeições, desde a compra dos produtos — definição do tipo de arroz, a qualidade das frutas, por exemplo –, estoque, gestão administrativa e acompanhamento de obras nas unidades, bem como aquisição, instalação e funcionamento de equipamentos, participação no planejamento e execução de atividades de formação profissional, junto às equipes da UFRJ e trabalhadores terceirizados, e demais tarefas afins.
No período de greve, a única restrição adotada pelos trabalhadores do SIA, e com a concordância do Comando Local de Greve (CLG), foi em relação às visitas técnicas, que ocorrem com frequência, inclusive de outras universidades. São os profissionais do sistema que recebem e apresentam o RU aos visitantes. Como também sãos eles que atendem os estagiários do Instituto de Nutrição Josué de Castro e da graduação em Gastronomia.
Necessidades urgentes
O SIA realiza um trabalho técnico essencial, mas invisível para a maioria da comunidade universitária. Até mesmo para a Reitoria, que se preocupa em atender às reivindicações dos alunos sem ter ideia do trabalho desenvolvido pelos profissionais da equipe. Aliás, uma das urgências é a recomposição do quadro, porque a demanda aumenta e o número de servidores só diminui; estrutura de trabalho em todas as salas onde os profissionais do Sia atuam e melhoria na infraestrutura do Restaurante Universitário Central pela saúde dos terceirizados e conforto dos estudantes, que reclamam do ar-condicionado sempre quebrado, das filas enormes e do refeitório pequeno. Espaço apertado para fazer as refeições é um problema comum dos bandejões.
BOX
Rotina alimentar na universidade
As 12 mil refeições do RU são servidas na própria unidade e distribuídas na Faculdade de Letras, Praia Vermelha, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), Faculdade Nacional de Direito (FND) e Colégio de Aplicação (CAp). A cozinha do CT-2, montada pela empresa contratada, produz a alimentação servida lá, tem o apoio do RU. Na UFRJ, em Duque de Caxias, é um outro contrato e as refeições são preparadas no local. Na UFRJ-Macaé, a empresa terceirizada tem cozinha fora do campus e as refeições são direcionadas aos estudantes no Centro Multidisciplinar e no Nupem. Em todos esses locais há um nutricionista do SIA supervisionando os serviços.
A UFRJ oferece café da manhã, almoço, janta e ceia. Os cardápios são planejados pelos técnicos do SIA, de acordo com padrões das políticas estudantis, e discutidos com as empresas. Tem ainda o cardápio vegano, cujas receitas foram testadas em casa pelas nutricionistas e estão à disposição no Instagram e site do RU. Um Laboratório Dietético e uma horta cuidada em parceria com alunos de extensão fazem parte do complexo do RU.
Com o objetivo de estimular a agroecologia, os trabalhadores do SIA reúnem grupos de alunos da extensão ligados ao meio ambiente e preocupados com vida saudável para saírem em mutirão pelo Fundão para colher plantas não convencionais, sem agrotóxicos e utilizar principalmente em alimentos veganos. Segundo as nutricionistas, há muita chaya no campus.
Alojamento — Na Residência Estudantil, são servidos café da manhã, lanche e ceia. Dos 500 residentes, 200 consomem café da manhã e lanche. Pequenas refeições são produzidas lá mesmo.

O Comando Local de Greve entregou ao ministro da Saúde Alexandre Padilha, , na manhã desta terça-feira, dia 7, a pauta de reivindicação dos técnicos-administrativos em Educação.
O ministro esteve na UFRJ para proferir a aula magna, que marca o início do ano letivo, em que abordou os 35 anos do SUS e os próximos desafios no Auditório do Quinhentão, no CCS.
O integrante do CLG Raimundo Jorge, do Restaurante Central, apresentou o documento e buscou apoio ao atendimento da pauta. Segundo ele, o ministro, ao assinar o recebimento, perguntou onde estava sendo negociada e manifestou seu apoio.
Fotos: Renan Silva

Pauta de reivindicações
• Que o RSC seja amplo e irrestrito, incluindo aposentados, pensionistas e doutores, partindo do texto elaborado pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC).
• Redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução salarial, para toda a categoria.
• Aceleração para aposentados e pensionistas.
• Reposicionamento de aposentados.
• Democracia nas Ifes; paridade nos órgãos colegiados, eleições diretas e, no mínimo, paritárias para reitor; fim da lista tríplice; que o técnico administrativo em educação possa ser eleito para cargos de direção, inclusive reitor.
• Plantão 12×60.
• Retirada da possibilidade de terceirização dos cargos do PCCTAE e dos ataques às 30 horas e ao plantão 12×60 no PL 6170/2025.
• Manutenção da matriz única, com a definição do Nível E como referência para os demais níveis, a partir das porcentagens definidas no acordo.
• Manutenção do step único e constante.
• Liberação de concurso público para TISP – Nível E.
Eixo geral
Continuar na luta contra a Reforma Administrativa (PEC 38/2025) do deputado Pedro Paulo e do deputado Hugo Motta.
ORIENTAÇÃO À CATEGORIA
A Comissão de Ética do Comando Local de Greve (CLG) vem despendendo esforços para orientar quanto às questões relativas à frequência das modalidades de trabalho na UFRJ, mas sempre esbarra em questões que superam o aspecto da legalidade e podem trazer algum tipo de prejuízo às trabalhadoras e aos trabalhadores. Deste modo, enquanto não chegamos a uma formulação que contemple a todas e todos de forma geral e resguarde grevistas dos aspectos por nós já observados, orientamos:
– Que toda pactuação de entregas antes do início da greve seja devidamente avaliada em relação às essencialidades e que as atividades essenciais sejam realizadas e tenham seus relatórios enviados conforme prazo determinado nos seus respectivos editais. Para as demais, indicar que a reposição das atividades será pactuada entre Sindicato e Reitoria ao fim da greve;
– Que havendo dificuldades com o prazo de adesão ao Edital PGD na unidade, os servidores interessados busquem a negociação de novo prazo internamente, tendo em vista que o movimento de greve não tem perspectiva de durar 06 meses (tempo médio de reabertura observado nos editais abertos). De todo modo, buscaremos diálogo com a PR4 para reabertura geral de prazos e revisão do cronograma de etapas de migração do SUAP;
– Que havendo qualquer demanda de apresentação de comprovação de frequência nesse período, seja apresentado o Ofício 052/26 de 05/03/26 do SINTUFRJ informando à Reitoria acerca do movimento paredista e esteja indicada a reposição de trabalho conforme pactuado entre entidade sindical e Reitoria ao fim da greve, como realizado em outros momentos, sem quaisquer prejuízos para as partes;
– Que as/os chefes de Pessoal sigam as rotinas de frequência em sua normalidade, tendo em vista tratar-se de atividade essencial, enviando nos Boletins de Frequência do período de greve o Ofício 052/26 de 05/03/26 do SINTUFRJ à Reitoria, indicando que a legislação está sendo cumprida no aspecto da manutenção de atividades essenciais e que haverá reposição de trabalho conforme pactuado entre entidade sindical e Reitoria ao fim do movimento;
– Que a categoria se mantenha atenta às orientações atualizadas do Comando Local de Greve, da entidade sindical e da Federação, especialmente no que se refere a eventuais negociações, acordos de compensação ou diretrizes institucionais posteriores.
Sigamos vigilantes, organizados e comprometidos com a defesa de nossos direitos!
Necessita de mais orientações?
As reuniões do CLG acontecem toda segunda-feira, às 10h, no Espaço Cultural do SINTUFRJ e as Assembleias de greve, toda quarta-feira, às 10h, em local divulgado pela entidade.
Dúvidas sobre essencialidade e ajuda para solução de conflitos, nesse período, contate a Comissão de Ética: comissaodeetica@sintufrj.org.br

Live do Sintufrj no dia 9, às 11h, que contará com representantes do GT-Carreira, CIS e do Siarq, vai tirar dúvidas da categoria e mostrar o passo a passo para pesquisar seus documentos na internet.
Cumprindo proposições da última reunião conjunta entre o GT Carreira do Sintufrj e Comissão Interna de Supervisão da Carreira, coordenadores do Sintufrj , coordenadores e diretores do Sistema de Arquivo da UFRJ (Siarq) estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira, dia 2, buscando a elaboração de um passo a passo, um tutorial que indique a categoria como consultar, pelos sistemas eletrônicos da UFRJ e do governo, documentação que possam embasar seu memorial para a reivindicação retribuição pelo Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).
Estavam lá os coordenadores do Sintufrj Francisco de Assis (também coordenador de Comunicação da Fasubra), Maria Lenilva, José Carlos Xavier (também trabalhador da unidade) e Luciano Batista. E, pelo Siarq, a coordenadora Silvia Lhamas, o diretor da Divisão de Gestão Documental e da Informação (DGDI) Marcelo Vasconcelos, Chefe da Seção de Gestão de Arquivos Correntes e Intermediários Elson Lopes, o Chefe de Gestão de Publicações , Márcio Aguiar, o diretor substituto do Arquivo Permanente e o secretário Adeilson Bastos.
Decreto vai regulamentar, mas vale a pena se antecipar
Embora o RSC já seja lei (sancionada por Lula no dia 30), a minuta o decreto – que vai de fato regulamentar critérios, quesitos e pontuações, por exemplo, para a formulação dos pedidos, para análise e concessão do RSC – ainda está em discussão entre Fasubra e Sinasefe, MEC e MGI. Portanto, ainda não se sabe ao certo quais atividades pontuarão e de que forma, tanto quanto a forma da comprovação. Mas o Sindicato tem orientado que ainda assim, os servidores se antecipem e elaborem seu memorial.
A explicação é simples: na UFRJ, o universo de elegíveis ao RSC, segundo o GT-Carreira, é de quase oito mil pessoas e o prazo – de 120 dias até o deferimento – é curto diante da dimensão do processo e exigirá agilidade. Portanto, se cada servidor antecipar sua pesquisa (com documentos em sua posse e pela internet) e se a UFRJ se preparar operacionalmente, pode-se ganhar tempo.
Os profissionais do Siarq apontaram caminhos possíveis nos sistemas da UFRJ para a pesquisa e se propuseram a construir um tutorial para acesso a possibilidades de pesquisa nas redes internas que divulgaremos em breve.
“Foi uma reunião importante e o que a gente conseguiu (além das explicações sobre acessos pelas redes) conseguimos também a participação da coordenação do Siarq na live que o Sindicato vai apresentar no dia 9 (às 11h)”, disse Francisco.
FOTOS: RENAN SILVA
A primeira assembleia-ato unificada dos comandos locais de greve das quatro universidades federais do Rio de Janeiro culminou com uma passeata e o fechamento de uma das pistas da Linha Vermelha. A manifestação reuniu os trabalhadores técnicos-administrativos em educação da UFRJ, Universidade Rural, UFF, Unirio e Ifrj a partir das 10h, nas escadarias do Centro de Ciências da Saúde (CCS) que dá acesso ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). O movimento liderado pela Fasubra reivindica o cumprimento na íntegra do acordo assinado com o governo há dois anos.
Palavras de ordem como “Greve geral em toda federal”; “Trabalhador não dê bobeira, venha lutar pela carreira” e “A nossa luta unificou é estudante junto com trabalhador” deram ritmo à caminhada que saiu de frente do Hospital Universitário e chegou na Linha Vermelha, interrompendo por vários momentos em alguns minutos, o trânsito de veículos em direção a Ilha do Governador. A manifestação seguiu até o Terminal BRT-Fundão Aroldo Melodia e foi encerrada no mesmo ponto de partida.
Os trabalhadores das unidades de saúde do Complexo Hospitalar da UFRJ sob gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) — (HUCFF, Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) e Maternidade Escola –, em greve por reposição salarial e escala de trabalho menos escorchante, entre outros cláusulas sociais, participaram da assembleia-ato e da manifestação. O slogan “Ebserh e RJU juntos pelo futuro do HU” selou a unidade.
A maioria absoluta dos técnicos administrativos da UFRJ presentes na assembleia-ato votaram pela continuidade da greve. Nas suas manifestações ao microfone, os três coordenadores-gerais do Sintufrj afirmaram:
Esteban Crescente — “Estamos em greve pelo cumprimento integral do acordo assinado com o governo em 2024, pelos serviços públicos com qualidade para a população e por mais recursos para as instituições federais de ensino, cujos investimentos na educação e saúde, entre outras áreas essenciais à vida, foram zerados nos governos Temer (Michel) e Bolsonaro (Jair)”.
Francisco de Assis — “Este ato unitário de greve é muito importante. Saúdo os companheiros que saíram de madrugada de Macaé e os aposentados que estão conosco lado a lado nesta luta. A gente precisa tensionar e cobrar na porta do Planalto. Se o país, a educação, a saúde estão quebradas é porque um quarto do orçamento público foi sequestrado pelo Parlamento. Dos 513 deputados e senadores, apenas 130 legislam em favor de políticas públicas. E temos que reconhecer que os avanços que obtivemos foi pela política que está posta pelo governo federal atual”.
Sharon Stèfani — “Este ato é para mostrar à comunidade universitária e ao público o que estamos defendendo, que é o cumprimento integral do acordo e investimento nas universidades e institutos federais. A estrutura da UFRJ está capenga, o que se reflete nas nossas condições de trabalho. Uma realidade que não deve ser diferente nas outras Ifes. Também estamos na luta contra o assédio moral e sexual na instituição, na defesa da integridade física e emocional dos servidores e estudantes.”
RSC e 30 horas
O movimento grevista é pelo cumprimento integral do acordo assinado com o MEC e o Ministério de Gestão e Inovação nos Serviços Públicos (MGI) que pôs fim à greve de 113 dias há dois anos. Entre as cláusulas não atendidas, a Fasubra tem centrado a fogo nas mesas de negociações no Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e jornada de 30 horas para todos os técnicos administrativos em educação.
No momento, a expectativa é pelo conteúdo do decreto que o governo terá que editar regulamentando a aplicação do RSC. A categoria reivindica que seja adotada a proposta apresentada pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC)/Fasubra. O Projeto de Lei 5.874/2025 aprovado no Congresso Nacional institucionalizando o RSC para os técnicos administrativos em educação (o benefício já existe para os docentes) foi assinado pelo presidente Lula no dia 30 de março.


