Em mais uma edição do programa “Agenda Brasil”, na manhã desta segunda-feira, 28 de setembro, o SINTUFRJ recebeu  o pastor Ariovaldo Ramos, teólogo, escritor, conferencista e uma das principais lideranças evangélicas progressistas do Brasil. Ele é amplamente conhecido por sua atuação na defesa dos direitos humanos, da justiça social e do Estado democrático de direito.

“Agenda Brasil”, em sua sexta edição, foi transmitido pela a rádio Sintufrj, o canal da entidade no YouTube e pelo Facebook. O programa aborda pautas em disputa dos projetos parta o Brasil em decorrência das próximas eleições.

O capitalismo, aponta o pastor, é empobrecedor, conservador e destrói a igualdade entre seres humanos, o que se está assistindo agora e no Brasil. Para ele, o Novo Testamento é eminentemente socialista e nada é mais divergente da fé Cristã do que o capitalismo.

Abaixo estão os principais aspectos de sua trajetória e atuação:

  • Teologia da Missão Integral: É um dos principais defensores no Brasil da Missão Integral, uma vertente teológica que entende que a pregação do Evangelho é indissociável do compromisso social, do combate à pobreza, da defesa dos marginalizados e da transformação da sociedade.
  • Atuação Comunitária e Eclesiástica: Ao longo de sua trajetória, esteve ligado a diferentes iniciativas e comunidades cristãs, tendo atuado como pastor da Comunidade Cristã Reformada em São Paulo e participado de diversas organizações paraeclesiásticas e missionárias (como a Visão Mundial e agências missionárias).
  • Posicionamento Político e Social: Ariovaldo Ramos ganhou forte projeção nacional ao fundar e coordenar a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento criado para se opor a pautas que considerava autoritárias e para vocalizar uma voz cristã progressista no cenário político brasileiro, distanciando-se do conservadorismo político predominante em grande parte das igrejas evangélicas tradicionais.
  • Críticas e Debates: Devido ao seu posicionamento público e crítico em relação a governos de direita, ao conservadorismo religioso e a pautas morais tradicionais, o pastor frequentemente gera intensos debates. Enquanto é visto por defensores de direitos humanos e movimentos sociais como uma voz profética em prol da justiça, ele é alvo de fortes críticas de setores evangélicos mais conservadores, que o acusam de viés político-partidário e de desvio doutrinário.

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O GT LGBTQIA+ do Sintufrj foi retomado agora em setembro com o objetivo de despertar, difundir, socializar, explicar e colocar as demandas do universo LGBT. A decisão da retomada, após um longo período de inatividade, foi deliberada em assembleia geral da categoria técnico-administrativa.

A primeira atividade, realizada na sala de reuniões da sede do Sintufrj dia 22, teve como tema “Letramento LGBTQIAPNb+” tendo a palestra ministrada pelo diretor de Gênero e Pertencimento da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (SGAADA) da UFRJ, Márcio Neves.

Ele ensina que para saber lidar com o universo diverso LGBT é preciso conhecimento e compreensão. “Letramento significa adquirir conhecimentos e referências que permitam compreender diferentes identidades e orientações, reconhecer situações de preconceito, evitar micro agressões e agir de maneira adequada diante de situações de violência ou discriminação”, explica Márcio.

Foi uma bela reestreia para promover formação e instigar o diálogo e a reflexão sobre diversidade, respeito e direitos da população LGBTQIAPNb+. Márcio explicou o que é letramento, sua importância, falou sobre identidade de gênero como cisgênero e pessoa não binária, orientação sexual e destrinchou a sigla:

L – Lésbicas; G- Gays; B- Bissexuais; T -Transgêneros; Q – Queer; I – Intersexo; A – Assexuais; P – Pansexuais; N – Não binárias; b+  – Outras identidades e expressões.

Um dos integrantes do GT, Marcos Padilha, explicou a motivação da retomada do GT.

“Nós retomamos as atividades por entender que a temática LGBTQIAPNb+  é urgente para dentro e fora do sindicato. Os casos de agressão vêm aumentando e políticas para a comunidade estão sob o risco de candidatos de extrema direita as anularem. Enfim, retomamos por entendermos a importância e a necessidade do momento”, disse Marcos Padilha.

 

Segundo Márcio Neves, o letramento é mais do que necessário, principalmente no ambiente universitário.

“A universidade é um espaço de formação, produção de conhecimento e convivência. Por isso, garantir um ambiente respeitoso e seguro para todas as pessoal não é apenas uma questão de relacionamento interpessoal: é parte da responsabilidade institucional de uma universidade comprometida com a democracia, os direitos humanos e a educação. Para o Sintufrj, esse compromisso também se relaciona à defesa dos direitos dos trabalhadores e à construção de relações de trabalho baseadas no respeito à diversidade.”

Márcio apresentou dados de uma pesquisa feita pela Aliança Nacional LGBT em escolas de todo o país, afirmando que os desafios estão colocados. Segundo ele, entre os estudantes LGBTQIAPNb+, 86% afirmam sentir-se inseguros no ambiente educacional. Entre estudantes trans, esse índice chega a 93%. Os estudantes LGBTQIAPNb+ relatam também agressões verbais (90%) e violência física (34%).

Sobre violência ela não se restringe às relações entre estudantes, revela Márcio. Os dados apontam estudantes (97%), professores (34%) e gestores (16%) entre os autores das agressões.

Já o apoio institucional, afirma, fica a dever. Entre aqueles que buscaram apoio, 69% afirmaram não ter recebido qualquer providência. E as consequências são concretas: 47% relataram ter faltado às aulas e 94% relataram depressão no mês anterior à pesquisa.

“Esses números mostram que não basta reconhecer que a discriminação existe. É preciso desenvolver capacidade para identificá-la, preveni-la e enfrentá-la. É nesse contexto que o Letramento LGBTQIAPNb+ se torna ferramenta necessária também para os trabalhadores técnico-administrativos e para a atuação do GT LGBTQIA+ do Sintufrj”, declarou Márcio.

O diretor de Gênero e Pertencimento da SGAADA chama atenção de que a informação é uma forma de prevenção. “Mais do que combater a discriminação depois que ela acontece, precisamos criar condições para que aconteça cada vez menos. Uma universidade que educa para a cidadania e um sindicato que defende direitos também precisam estar preparados pata promover os respeito às diferenças”, sustentou Márcio Neves.

Nova reunião está marcada para o dia 20 de outubro, das 14h às 17h, na Sala de Reuniões do Sintufrj.

A invasão aconteceu dois dias depois da circulação de uma carta de bispos da região Norte relacionada às eleições de 2026 em que a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) defendeu a “soberania do Brasil, da nossa Amazônia e de nossas riquezas e bens”.

Em mensagem no dia 7 de setembro, a CNBB já havia ponderado: “O Brasil precisa de democracia e responsabilidade. Às vésperas das eleições, reafirmamos o respeito à Constituição, às instituições republicanas e à soberania nacional. O voto é expressão de liberdade e deve ser exercido com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé. O Brasil precisa cuidar de seu povo” (Leia a íntegra ao final)..

Leia a matéria publicada no dia 25 no site Congresso em Foco 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) perdeu acesso nesta sexta-feira (25) à conta da instituição no X. A página aparece sem a imagem oficial da Conferência e, segundo informações preliminares divulgadas pela entidade, o endereço de e-mail vinculado ao perfil teria sido alterado.

Em nota, a CNBB afirmou que já encaminhou ao X documentos e comprovações sobre a titularidade da conta e trabalha para recuperar o controle. Até o momento, não há informação pública que permita estabelecer se houve invasão ou se há relação com as recentes manifestações políticas e eleitorais de bispos católicos.

O episódio ocorre em um momento de forte repercussão das posições públicas da Igreja Católica sobre as eleições de 2026. Nos últimos dias, bispos ligados à Regional Norte da CNBB divulgaram orientações aos eleitores com referências à preservação da Amazônia, enquanto manifestações recentes em Aparecida sobre soberania nacional voltaram a circular nas redes.

A própria Presidência da CNBB publicou neste mês uma mensagem para o 7 de Setembro defendendo que o voto seja exercido “com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé”. A coincidência temporal chamou atenção nas redes sociais, mas, até agora, não há evidência de que o ataque à conta esteja relacionado a essas posições.

Comunicado da CNBB sobre perda de acesso.

No meio político, o eleitorado católico tem estado em evidência depois que passou a circular nas redes sociais a informação de que setores evangélicos ligados ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) estariam articulando a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O presidenciável nega.

Soberania nacional

A invasão aconteceu dois dias depois da circulação de uma carta de bispos da região Norte relacionada às eleições de 2026. No texto, religiosos vinculados a Roraima e ao Amazonas defendem que os eleitores considerem, entre outros critérios, o compromisso de candidatos com a preservação ambiental.

“Vote na pessoa que tem compromisso com o meio ambiente, com a Ecologia Integral; saiba cuidar, preservar a Amazônia com a sua beleza, seus povos e culturas”, diz um dos trechos divulgados. A entidade também defendeu a “soberania do Brasil, da nossa Amazônia e de nossas riquezas e bens”.

A defesa da Amazônia e da chamada “Ecologia Integral” não é uma novidade dentro das posições públicas da Igreja Católica brasileira. Documentos recentes da própria CNBB têm destacado extremos climáticos, preservação da Amazônia, povos indígenas e demais comunidades tradicionais.

Neste mês, a Presidência da Conferência também publicou uma mensagem específica para o 7 de Setembro. No documento, a entidade afirmou que o voto é expressão da liberdade e deve ser exercido conscientemente.

“O voto é expressão de liberdade e deve ser exercido com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé”, declarou a CNBB. A mesma mensagem abordou pobreza, endividamento, desigualdades, condições de trabalho e defesa da soberania brasileira.

No encerramento, a Conferência afirmou confiar o país à proteção de Nossa Senhora Aparecida e pediu a construção de um Brasil “reconciliado, soberano, justo e fraterno”.

 

Leia, a seguir, trechos da publicação da Arquidiocese de Manaus

Bispos do Regional Norte 1 conclamam os fiéis brasileiros para voto consciente nas eleições de 2026

Por: Assessoria Comunicação em 23/09/26

Os bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), Amazonas e Roraima, conclamam os fiéis e todas os brasileiros de boa vontade para voto consciente nas eleições de 2026. Essa atitude é o cumprimento do papel educativo da Igreja Católica na contribuição para a formação da consciência cidadã. A transformação que desejamos começa com as escolhas que fazemos no agora.

(…)

Analisar a verdade

É necessário que não nos deixemos seduzir pela indisposição a analisar a verdade a partir das evidências. A crise climática em Manaus, por exemplo, com a recorrência de secas históricas, a fumaça de queimadas e incêndios florestais que alteram o cotidiano das cidades, e também de nossas populações tradicionais e indígenas. E não esqueçamos da degradação de nossos igarapés, transformados em esgotos a céu aberto e ausência de uma coleta seletiva que incentive a destinação correta dos materiais recicláveis.

Considerar a realidade brasileira e regional em conjunto com as propostas oferecidas por cada candidato são instrumentos para a escolha consciente.  Nossa escolha por mulheres e homens, que estejam dispostos a cuidar do bem comum do meio ambiente no Executivo e no Legislativo, do Estado brasileiro e nos estados da federação é fundamental, especialmente para nós que habitamos a Amazônia.

Eleger para o legislativo e o executivo mulheres e homens dispostos a eliminar as causas estruturais das disfunções da economia mundial e corrigir os modelos de crescimento para garantir o respeito do meio ambiente.

As eleições são expressão da democracia e a reafirmam. Democracia que se manifesta através do voto de cada cidadão, de cada cidadã. Ela expressa pela participação a responsabilidade pelo cuidado para com o Brasil e o estado do Amazonas. Eleger pessoas, mulheres e homens, que governem olhando para o bem de toda a sociedade, de todas as comunidades. Nesse sentido:

  1. Procure conhecer os candidatos, sua história pessoal, suas ideias e propostas defendidas por eles e os partidos aos quais estão filiados. Vote em candidatos, candidatas, que representem e defendam, depois de eleitos, as convicções que você defende.
  2. Vote em candidato, candidata, “ficha limpa”, digno de confiança, capaz de governar com prudência, equidade, fazer leis justas e necessárias para o convívio social. Pesquise se o candidato, a candidata, está disposto a administrar ou legislar de forma transparente, aceitando mecanismos de controle por parte da sociedade.
  3. Vote em quem não tem um histórico de corrupção ou má gestão dos recursos públicos. Fique atento à prática da corrupção eleitoral, ao abuso do poder econômico, à compra de votos e ao uso indevido da máquina administrativa na campanha eleitoral.
  4. Vote em candidatas, candidatos, que respeitem a liberdade de consciência, as convicções religiosas dos cidadãos, seus símbolos religiosos e a livre manifestação de sua fé.
  5. Vote na pessoa que tem compromisso com o meio ambiente, com a Ecologia Integral; saiba cuidar, preservar, a Amazônia com a sua beleza, seus povos e culturas.
  6. Lembre-se: o seu voto tem consequências para você e para toda a sociedade. Ele pode mudar a vida das pessoas.
  7. Estude a história dos candidatos e não tenha dúvida de descartar os despreparados, os que têm sede pelo poder e dinheiro. Analisar com atenção as propostas das candidaturas e nunca aceitar promessas pelo voto.
  8. Do voto depende a democracia, por isso votar em pessoas que saibam dialogar, indicar o caminho da justiça e da fraternidade; não votar em pessoas com ideologias fechadas, violentas, desagregadoras.
  9. Acompanhe depois das eleições as ações e decisões políticas e administrativas dos governantes e parlamentares, para cobrar deles a coerência para com as promessas de campanha e apoiar as decisões acertadas.
  10. À pessoa que vota de forma consciente, cabe a responsabilidade de ser independente e livre. Cuidar para não se deixar influenciar pela propaganda.

Leia a mensagem da CNBB no dia 7 de setembro

“Não percamos a esperança no Brasil”

Fonte: CNBB

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem de esperança por ocasião do Dia da Independência, celebrado neste 7 de setembro. No texto os bispos propõem “renovar nosso compromisso com um Brasil livre e soberano, democrático, justo e fraterno”.

Brasil: nossa pátria, nossa responsabilidade

“Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).

Neste 7 de setembro, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil dirige uma palavra de esperança ao povo brasileiro.

Celebrar o Dia da Independência é renovar nosso compromisso com um Brasil livre e soberano, democrático, justo e fraterno. Em um momento marcado por polarizações políticas, tensões institucionais e internacionais, por uma grave crise na mais alta corte do país e dificuldades que pesam sobre a vida das famílias, somos chamados a recordar aquilo que nos une e a colocar o bem comum acima dos interesses particulares.

O Brasil precisa de paz e diálogo. As diferenças políticas são próprias da democracia, mas não podem nos transformar em inimigos. A violência, a mentira, a desinformação e os discursos de ódio ferem nossa convivência. Precisamos reaprender a discordar sem romper os vínculos que nos fazem um só povo.

O Brasil precisa de democracia e responsabilidade. Às vésperas das eleições, reafirmamos o respeito à Constituição, às instituições republicanas e à soberania nacional. O voto é expressão de liberdade e deve ser exercido com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé.

O Brasil precisa cuidar de seu povo. Não há verdadeira independência enquanto tantos sofrem com a pobreza, o endividamento, as desigualdades e condições de trabalho que comprometem o descanso e a convivência familiar. A economia, a política e as instituições somente encontram sua razão de ser quando estão a serviço da dignidade humana e do bem comum. Essa preocupação com trabalho digno, repouso e qualidade de vida já foi explicitamente assumida pelos bispos na Mensagem ao Povo Brasileiro de abril passado.

Neste 7 de setembro, queremos dizer sobretudo: não percamos a esperança no Brasil. Somos maiores que nossas divisões. Podemos transformar diferenças em diálogo, dificuldades em compromisso e esperança em responsabilidade.

Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno.

Brasília, 7 de setembro de 2026.

Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Que país você quer?!!

Uma eventual eleição do candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro, representa severa ameaça ao futuro do serviço público, das universidades federais, da soberania nacional e da democracia.

É preciso entender que, para esse adversário, não se trata de uma disputa nos marcos democráticos: esta figura abjeta tem um prontuário de crimes e está sendo investigado por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.

O candidato do PL traz o DNA golpista do pai, nega a ciência, e anuncia vergonhosamente a submissão ao governo Trump, além da disposição para entregar nossas riquezas aos Estados Unidos.

O projeto político que ele representa tem propostas de destruição dos direitos sociais e das instituições públicas, além de demonstrar desprezo pela vida humana – como mostram as 700 mil mortes por Covid, diante de um governo antivacina que tinha Jair Bolsonaro à frente.

“Nós já colocamos a granada no bolso do inimigo”
(Paulo Guedes, ministro de Bolsonaro, se referindo ao servidor, em 22 de abril de 2020)

* Fim do Serviço Público: A agenda aponta para o desmonte definitivo das carreiras, o fim da estabilidade – pilar fundamental para garantir um Estado republicano, livre de perseguições políti8cas – e o aprofundamento das privatizações.

* Asfixia das Universidades Públicas: O corte drástico de verbas, bolsas e investimentos ameaça paralisar o ensino, a pesquisa e a extensão, empurrando a universidade pública para a extinção ou para a cobrança de mensalidades.

* Submissão aos EUA e Perda de Soberania: Um alinhamento automático e submisso aos interesses norte-americanos, abrindo mão dos interesses estratégicos do Brasil, fragilizando a nossa economia, a nossa indústria nacional e a nossa autonomia geopolítica.

* Democracia em Xeque: O histórico de ataques institucionais, o flerte com o autoritarismo e o desrespeito às leis colocam nossa liberdade democrática sob permanente risco.

Por decisão de Assembleia, o SINTUFRJ deliberou recomendar o voto em Lula para a Presidência da República – seguindo indicação do documento da FASUBRA encaminhado às suas bases no país. No Rio, a recomendação aos trabalhadores da UFRJ estende-se ao apoio às candidatas ao Senado Benedita da Silva (PT) e Mônica Benício (PSOL).

Estamos a poucos dias da eleição que vai definir os destinos do país nos próximos anos.  Não se trata apenas de uma disputa entre projetos políticos, mas de decidir se vamos continuar avançando na reconstrução do Estado brasileiro ou se vamos optar pelo agravamento da asfixia financeira, pelo congelamento salarial e pelos ataques sistemáticos à ciência e à educação pública.

Para nós, trabalhadoras e trabalhadores da UFRJ, essa decisão bate diretamente à nossa porta. E os fatos mostram qual candidatura está ao lado dos interesses dos servidores públicos e das universidades federais: o projeto liderado por Lula.

Por que o apoio a Lula?

  • Há diálogo com o governo acerca das bandeiras dos técnicos administrativos, como a recomposição e a reestruturação de carreiras federais, além da abertura de novos concursos públicos essenciais para oxigenar os quadros da universidade. A recente concessão do RSC é uma prova de que conquistas são possíveis.
  • Avanços históricos relacionados à democracia e à autonomia universitária têm que ser registrados, como a sanção da lei que assegura a posse do reitor mais votado pela comunidade acadêmica, enterrando de vez as práticas autoritárias da lista tríplice.
  • O mandato de Lula tem retomado os investimentos na ciência e na assistência estudantil, embora ainda insuficientes para a amplitude das necessidades nesses campos e na infraestrutura dos campi.
  • Foto: Midia Ninja