O movimento sindical empreende uma jornada de Lutas contra a tentativa no Congresso Nacional de colocar em votação a PEC nº32/2020, a reforma administrativa proposta pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes. A mobilização será realizada de  30 de junho a 10 de julho.

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores (Fonasefe), o qual a Fasubra participa, alerta que com essa reforma está por vir um grande ataque aos direitos sociais, sob o discurso de eficiência, modernidade e combate aos privilégios, colocando em risco a garantia de políticas públicas que só são possíveis devido aos serviços públicos.

O Grupo de Trabalho, criado pelo presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem a tarefa de apresentar um relatório final até 14 de julho. O GT é coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) e em recente declaração à imprensa o deputado declarou que pretende incluir no relatório propostas como a “desvinculação do salário-mínimo dos benefícios previdenciários e das despesas de Educação e Saúde”.

O GT da reforma administrativa trabalha na formulação de um pacote de medidas legislativas, que deverá incluir uma proposta de emenda à Constituição (PEC), dois projetos de lei complementar (PLPs) e vários projetos de lei ordinária (PLs).

Entre os temas em análise estão o combate aos supersalários, o fim da paridade entre servidores ativos e inativos, a flexibilização de contratos de trabalho no serviço público, a regulamentação de contratações temporárias, regras para o teletrabalho, mudanças nos critérios de progressão nas carreiras e a criação de incentivos baseados em desempenho.

O secretário-adjunto de Relações de Trabalho da CUT nacional, Pedro Armengol, critica como o GT da Câmara tem atuado, pois nem sequer convidaram a CUT, as demais centrais ou os sindicatos dos servidores para serem ouvidos nas audiências convocadas pela Casa.

A volta à pauta da Reforma Administrativa vem para atender à pressão dos empresários que visam a privatização dos serviços públicos. O que está em jogo é a fragilização dos serviços prestados à população com a quebra da estabilidade dos servidores, o fim dos concursos públicos e a prestação dos serviços pela iniciativa privada àqueles que tenham condições de pagar.

A direção do Sintufrj deu boas-vindas a 17 recém-concursados que vão ocupar cargos em unidades da UFRJ. Os novos técnicos-administrativos ouviram de dirigentes da entidade o porquê que uma entidade sindical pode mudar a vida de um trabalhador, lutando de forma organizada pelos seus direitos e desenvolvendo massa crítica em relação à exploração.

Esteban Crescente, Ana Célia e Nivaldo Holmes, coordenadores do Sintufrj, descreveram a trajetória da entidade com seu histórico de lutas, com destaque para o evento mais recente: a greve de 113 dias de 2024 que resultou em reajuste salarial e reestruturação de pontos da carreira da categoria que, no país todo, soma 250 mil servidores.

Na sua manifestação, Esteban Crescente disse que organizado em seus sindicatos, os trabalhadores ganham fôlego para a participação nos movimentos de mudança da sociedade, na jornada pelos interesses dos trabalhadores assalariados em geral e em defesa das instituições públicas de ensino e saúde, com a prestação de serviços de qualidade à população.

A recepção institucional aos novos trabalhadores foi organizada pela Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4) e foi realizada no auditório da Escola do Trabalho (ao lado da sede da prefeitura universitária), programa que está sendo implantado pela reitoria. Ao se manifestar, Joana de Angelis, diretora de Desenvolvimento da PR-4, cumprimentou o novos trabalhadores e lembrou que eles estão ingressando na melhor universidade da rede federal do país.

 

NIVALDO HOLMES entrega pasta com informações sobre o Sintufrj a novos servidores

 

 

 

NIVALDO, ANA CÉLIA E ESTEBAN CRESCENTE falam da importância do sindicato na vida de trabalhadores

Foto Renan Silva

O Sintufrj marcou presença no ato desta quinta-feira (27/06), na Cinelândia, em defesa do mandato do deputado federal  Glauber Braga (Psol-RJ) na Câmara dos Deputados.
O ato também foi em solidariedade ao povo palestino, alvo da ação genocida do governo de Israel.
A manifestação encerra a caravana liderada pelo parlamentar que percorreu 26 estados na resistência à tentativa de cassação do mandato de um dos deputados mais combativos.
Isso não é pouca coisa, num Congresso dominado pelo reacionarismo que sequestra o orçamento públicos pra favorecer os ricos.
A data prevista para a votação que pode abater o mandato de Glauber Braga é a próxima terça-feira, 1 de julho.
Em unidade com movimentos sociais, sindicatos e a sociedade civil, reafirmamos: não abriremos mão de parlamentares comprometidos com a educação pública, os direitos trabalhistas e a luta do povo! ✊🏽

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