A Fasubra aprovou na plenária a construção de manifestações nesta quinta-feira, 26 de Junho. A data é véspera do dia que completa 1 ano de assinatura do termo de Acordo de Greve assinado pela federação e o Sinasefe no dia 27 de junho de 2024, junto ao governo federal.
A paralisação terá como pauta a luta pelo cumprimento integral do acordo de greve e o imediato pagamento do reajuste de 9% para segmentos médicos/as e médicos/as veterinários/as do PCCTAE.
A recomposição orçamentária das Instituições Federais de Ensino e a luta contra a Reforma Administrativa estão, também, na pauta do movimento.
Na UFRJ, cuja asfixia financeira transtorna o dia a dia da instituição, o Sintufrj vai à sessão do Conselho Universitário participar da manifestação organizada em defesa do Colégio de Aplicação, cujo o muro ruiu no último fim de semana. A unidade de excelência teve que interromper as aulas prejudicando quase 800 alunos.
Em Brasilia, estão programadas atividades em frente ao MEC com as entidades Sinasefe e Andes, “celebrando” o aniversário de 1 ano do Termo de Acordo.
EM ABRIL, DURANTE VISITA DA MINISTRA DO MGI, Esther Dweck, trabalhadores do Executivo Federal cobraram o cumprimento integral do acordo de greve
Ato foi neta terça, 24. Comunidade promete ocupar também próximo Consuni, dia 26, em mais um protesto.
Técnicos-administrativos e docentes do Colégio de Aplicação deram um abraço simbólico em torno do Colégio de Aplicação da UFRJ, na Lagoa, na manhã desta terça-feira, 24, para denunciar o descaso com a unidade que levou ao desabamento do muro que separa a quadra do Colégio da rua Batista da Costa. Segundo os manifestantes, foi um ato “político afetivo” diante do que chamam de tragédia anunciada.
A situação já vinha sendo informada à Reitoria desde janeiro. No fim de semana passado, trecho do muro começou a tombar até que, de sábado, 21, para domingo caiu de vez. Não atingiu ninguém. Só um carro ali estacionado. Mas afetou as aulas de 780 crianças e jovens, que acabaram suspensas desde segunda-feira, 23, até a instalação de tapumes que vão proteger provisoriamente as crianças do vão aberto para a rua.
Reunião discute retorno das aulas com segurança
No dia 24, além do ato, aqueles trabalhadores lotaram o salão do teatro do colégio para debater a situação precária das condições e de trabalho na unidade. Eles decidiram propor na reunião do Conselho Diretor (Condir) que ocorreria à tarde, que as aulas só retornem condicionadas à instalação dos tapumes de forma adequada e que dê segurança e condições de trabalho, como conta o coordenador de Educação, Cultura e Formação Sindical Edmilson Pereira, trabalhador da unidade e membro do Condir. e condições de trabalho
“Sem isso, não há condições de retorno às aulas por enquanto, diante da insegurança”, disse o coordenador, lembrando em particular da segurança para as criança. Esse posicionamento vai ser levado ao Condir para que a unidade se posicione institucionalmente. “Não havendo concordância com esta proposta, faremos uma nova reunião para definir o nosso indicativo”, detalha o coordenador”, pondera Edmilson.
Ato no Consuni
Além disso, a reunião reiterou a proposta de ato no Consuni, para denunciar a gravidade da situação.
Além da queda do muro, cuja possibilidade que já vinha sendo alertada por trabalhadores e estudantes do CAP até em manifestação anterior no Consuni (no dia 27 de março), e naturalmente sua reconstrução, sem a qual não há condições das aulas recomeçarem com segurança, há uma série de questões reivindicadas pela comunidade local.
Há mais de três anos, as crianças de 3 a 6 anos, da Educação Infantil, sofreram com a transferência abrupta da sede da escola, no Fundão, para o espaço exíguo de duas salas na Lagoa;
Falta de espaço;
problemas nas instalações elétricas;
Há infiltração e rachaduras em salas de aula que causam insegurança;
Falta da quadra com cobertura;
Falta de docentes e técnicos;
Falta de pessoas habilitadas para o trabalho com crianças
Vídeo registra o abraço ao CAP
A professora de Artes Visuais Mariana Guimarães informa as razões da corrente de trabalhadores em defesa do CAP.
O trecho do muro atrás da quadra
A parte do muro que tombou no fim de semana passado, deixou a quadra aberta na rua, cercada por fitas.
A Coordenação Geral do Sintufrj convoca a categoria para dois importantes momentos de mobilização nos dias 25 e 26 de junho. Em um contexto de intensificação dos ataques aos direitos dos servidores públicos e da necessidade de fortalecimento da unidade sindical, torna-se fundamental a ampla participação da base nas atividades organizadas pelo sindicato.
No dia 25 de junho, quarta-feira, será realizada uma Assembleia Geral, às 14h, de maneira simultânea. No Fundão, será no Auditório Quinhentão (CCS); Macaé – Sala 205, bloco A; PV – Auditorio no IPUB, Segundo andar, prédio Direção. Entre os pontos de pauta, estão a análise da conjuntura nacional, os informes e encaminhamentos da Plenária da FASUBRA, a escolha dos delegados que representarão a categoria na Plenária da CUT, além do acompanhamento das medidas relacionadas ao cumprimento do acordo de greve. Também será debatida a continuidade da mobilização contra a reforma administrativa, projeto que representa sérios retrocessos ao serviço público e às condições de trabalho dos servidores.
A assembleia é o espaço legítimo de deliberação coletiva e tem papel central na definição das estratégias de luta da categoria. Por isso, a presença dos técnicos-administrativos é essencial para garantir uma representação ativa e comprometida nas instâncias superiores do movimento sindical.
No dia seguinte, 26 de junho, quinta-feira, às 17h, o Sintufrj participará do Ato Unificado Glauber Fica, na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro. O protesto é organizado em defesa do mandato do deputado federal Glauber Braga, parlamentar historicamente alinhado às pautas da educação pública, dos serviços públicos e dos direitos da classe trabalhadora. Glauber esteve presente em diversas lutas da categoria e tem se posicionado de forma firme contra retrocessos sociais e democráticos. A tentativa de cassação de seu mandato representa um grave ataque político que precisa ser amplamente rechaçado.
A participação da categoria tanto na assembleia quanto no ato público é fundamental para o fortalecimento da mobilização sindical. A Coordenação Geral do Sintufrj reforça o chamado a todos os servidores e servidoras para que estejam presentes, contribuindo com a organização coletiva e com a defesa do serviço público.
QUARTA-FEIRA, 25, 10H. FUNDÃO: AUDITÓRIO DO QUINHENTÃO (CCS) / MACAÉ – SALA 205, BLOCO A DO POLO /PRAIA VERMELHA – AUDITÓRIO DO 2º ANDAR DO IPUB
Depois da queda do muro do CAP, neste final de semana, qual vai ser o próximo prédio afetado?
Com cartazes em punho e muita indignação, estudantes, pais, técnico-administrativos e docentes do Colégio de Aplicação da UFRJ (CAP) protestaram – com apoio do carro de soim do Sintufrj –, na manhã desta segunda-feira, 23, por solução para os problemas estruturais na unidade, por orçamento para a instituição e atenção para a segurança de estudantes e trabalhadores.
O protesto foi convocado pelo DCE Mário Prata e contou com apoio do Sintufrj.
Técnicos-administrativos e docentes se reunirão amanhã, dia 24, às 9h30 para debater a situação precária de trabalho na unidade e comunidade promete ocupar próximo Consuni, dia 26, em mais um ato de protesto.
Não faltaram alertas: desde janeiro foram enviados relatórios à Reitoria apontando a gravidade da situação e risco para as pessoas. A Defesa Civil interditou o local apenas com faixas. Em março a comunidade do CAP foi ao Consuni apresentar os problemas da unidade. A situação não se alterou. Por isso, muitos responsabilizam não só a crise orçamentária mas a falta de iniciativa da Universidade.
Fotos: Renan Silva
Estudantes pintam cartazes para o protesto
O protesto foi diante do enorme vão deixado pela queda de trecho do muro na rua Batista da Costa (paralela a J.J. Seabra, na Lagoa, endereço do colégio), no dia 21 à noite. O Corpo de Bombeiros foi acionado. A Defesa Civil também esteve lá no dia anterior. Destroços atingiram um veículo. Não houve feridos.
As aulas foram suspensas no colégio de 77 anos que tem 780 estudantes e é campo de formação de professores. Estudantes e pais também relataram preocupação com o estado da estrutura interna, com infiltrações e rachaduras em salas de aula.
A Reitoria informou em nota que contrataria com urgência empresa especializada para realizar os reparos e que a prioridade era garantir o restabelecimento da segurança da área.
“Não é só falta de verbas, mas de prioridade”, indignavam-se dirigentes da Associação de Pais dos Alunos do CAP (APA-CAP).
Tragédia anunciada
Bianca Bandeira é mãe de uma aluna da 5a série e não aposta que a causa do acidente tenha sido só falta de recursos, mas também a falta de gestão, “porque essa é uma tragédia anunciada. Em janeiro, a Defesa Civil teve aqui e fez uma avaliação interditando o muro, e de lá para cá essas faixas (de interdição) foram sendo colocadas. Mesmo assim, pessoas estacionavam o carro aqui, crianças e mães passavam por aqui”.
Segundo conta, “as crianças principalmente estão consternadas porque já não tinham esses espaços de quadra para utilizar e agora a gente está com uma escola sem muro, uma escola sem aulas”, lamentou.
Débora Ramos cobrou a falta de iniciativa das gestões e deixou que sua filha Yasmin Rosa, no 4º ano, expressasse a angústia dos estudantes diante da situação. Ela lamentou a escola sem aulas depois de um feriado prolongado e alertou que o MEC exige 200 dias de aula. Os pais cobravam a instalação de tapumes urgente, para a retomada das aulas.
“Quantas paredes precisam cair para tomarem medidas?”, perguntou Sophia Mayume, presidente do Grêmio. Maria Luíza Selonk, da direção executiva do DCE, lembrou outros momentos críticos, como a queda de um trecho da marquise da Escola de Educação Física, questionando: “Qual vai ser o próximo prédio?”. Ela ponderou que o fechamento da UFRJ não será com um cadeado na porta, mas a suspensão de aulas pouco a pouco por falta de condições.
Débora com a filha, estudante do quarto ano. Ao lado, Shophia, representante do DCE.
O coordenador de Educação, Cultura e Formação Sindical Edmilson Pereira lembrou que não é necessária apenas a reconstrução do muro, mas um prédio novo. “Cada vez mais esse colégio fica abandonado por falta de verba da educação pública, que cada vez mais está sendo cortada por um Congresso, que não dá importância à educação brasileira e à universidade. O reitor vem prometendo já há muitos meses a resolver a questão do muro, mas a burocracia impede. Então pedimos urgência, porque as crianças precisam voltar à escola e nós, técnicos-administrativos e professores precisamos trabalhar”.
Edmilson e Lenilva: Sintufrj presente
A Coordenadora, Maria Lenilva contou que é mãe de uma ex-aluna da Escola de Educação Infantil, portanto, além do apoio à luta da comunidade, tinha uma questão afetiva com a escola transferida de forma totalmente abrupta e sem condições de funcionar no CAP, há três anos sem espaço, com crianças pequenininhas, de 3 a 6 anos, confinadas em duas salas sem espaço para suas atividades.
Os dois convocaram técnicos-administrativos, pais, alunos, professores a estarmos na quinta-feira no Consuni, “para cobrarmos mais uma vez do reitor um olhar mais diferenciado e de forma efetiva para o CAP”.
A professora Renata Flores lembrou que a queda do muro aconteceu três meses depois da comunidade ter ocupado o Consuni, denunciando a situação: “A gente precisa ser voz uníssona”, disse apontando a falta de condições de se realizar educação sem orçamento adequado. Segundo ela, é preciso responsabilizar também a reitoria.
Renata no ato: CAP pede socorro
Auditório cheio e muitas perguntas
Depois do protesto, a direção convocou professores e técnicos para informar o resultado de reunião com a Reitoria (com o reitor Roberto Medronho e representantes das pró-reitorias) realizada mais cedo. No auditório lotado, a diretora-geral Cassandra Pontes e a vice-diretora Marina Campos fizeram um relato. O processo da auditoria emergencial foi agilizado, a empresa vencedora foi acionada e ficou de ir ao colégio ainda nesta segunda-feira para avaliar o espaço e instalar tapumes na terça-feira e na quarta-feira. As aulas seguiriam suspensas até quarta, prazo que poderia ser prorrogado em caso de necessidade.
No dia seguinte, terça, 24, haverá uma reunião de docentes e técnicos-administrativos da unidade pela manhã e, à tarde, sessão do Conselho Diretor onde se definiriam os próximos encaminhamentos.
Cassandra contou que logo no início do ano letivo o Escritório Técnico Universitário (ETU) realizou uma vistoria e a Defesa Civil indicou o isolamento da área da quadra por risco de queda do muro. Mas isso foi feito com fitas zebradas embora a escola tenha reivindicado um isolamento mais efetivo.
O Escritório de Planejamento do ETU, na Praia Vermelha vinha acompanhando de perto o comportamento do muro até que, no sábado, verificou-se uma movimentação significativa e o muro tombou. “Graças a Deus, ninguém foi ferido. Mas o risco existia. Foi atingido um automóvel parado ali”, lamentou a diretora.
A segurança do local foi intensificada com apoio da Diseg da UFRJ e do 23º Batalhão.
Alertas de Risco
Igor Ribeiro, engenheiro do Escritório de Planejamento do ETU, na Praia Vermelha, vem acompanhando a situação da escola. No dia 17 de janeiro ele fez um relatório apontando que o muro apresentava sinais de afundamento, orientando o isolamento de trecho significativo do quadro e pedindo a Defesa Civil o isolamento externo. Como não foi usado gradil ou tapume, a preocupação aumento. Ele então acrescentou no processo para a Reitoria e para a Coordenação de Relações Institucionais (Corin), solicitação de ofício da UFRJ atestando preocupação até com risco de morte de alunos, pais e trabalhadores diante da possibilidade de o muro tombar para fora. Mas a situação não se alterou.
A diretora leu um trecho de documento que produziu relatando vários problemas da escola e questionando: “Até quando?”: “Até aqui, a escola sempre resistiu, mobilizando emoções, sentimentos, relações e conhecimentos. A escola sempre resistiu, contribuindo para o desenvolvimento da expressividade, da criticidade e do pensamento ético-político voltado à coletividade. A escola resiste em um esforço constante, de custo extremamente alto. Adoecimento de profissionais de educação (…) A escola desmorona. Ainda assim, nos levantaremos. Em ruína, responde às ameaças de degradação da educação pública, a uma precariedade que não é acidental. Mais uma vez, nos levantaremos unidos pela educação que defendemos, resistiremos”, leu Cassandra.
É preciso mobilização
Edmilson colocou que é preciso que se pare de maquiar a situação: “Sou um técnico-administrativo, pedagogo, um professor, não tenho essa visão técnica mas, do meu ponto de vista, tem que derrubar tudo. Nunca saiu do papel a promessa de tirar o colégio de educação desse lugar. Se não tem verba, infelizmente, temos que ir para Brasília. O que resolve é fazer movimento com professores, técnicos, alunos. Parar de ficar sentado na mesa burocrática, porque isso não resolve”, concluiu o coordenador do Sintufrj.
A quadra aberta com a queda do muro
Em protesto no Consuni, cartaz alerta: o muro vai cair
A comunidade do Colégio de Aplicação da UFRJ (CAp) suspendeu suas atividades na quinta-feira, 27, e professores, estudantes e técnicos-administrativos ocuparam o auditório da Escola de Química, onde foi realizada a sessão do Conselho Universitário (Consuni), para cobrar da Reitoria providências e as aulas prossigam, para os problemas de infraestrutura que se acumulam no prédio cedido pela Prefeitura do Rio, na Lagoa, e vários outros que impossibilitam aos profissionais realizarem com qualidade e segurança o seu trabalho.
Com a participação de delegações de todo país, a plenária nacional da Fasubra, dias 13, 15 e 15 de junho, debateu rumos e desafios do movimento dos técnico-administrativos em educação das instituições federais na luta pelo cumprimento do acordo por parte do governo, conquistado com a greve da categoria que durou 113 dias em 2024.
O objetivo foi o de traçar estratégias de intensificação da mobilização e enfrentamento às pautas que afetam diretamente o serviço público e a categoria.
Depois de informes da Coordenação jurídica e de Organização Sindical, representada pelo coordenador Marcelo Rosa, e das coordenadoras gerais que participam das diversas instancias de negociação do acordo, os grupos que compõem a direção nacional – Campo Cutista, Travessia, Unidade para Lutar, CTB e Chapa 10 – realizaram minuciosa análises da conjuntura.
Em foco, além do cumprimento do acordo de greve, e a suspensão dos trabalhos da mesa de negociação no dia 12 de junho com a CNSC, o avanço da reforma administrativa apontada em discussão no Congresso Nacional como um ataque frontal ao Estado promotor de direitos sociais, por setores da direita e extrema direita.
Temas como estratégias de enfrentamento da conjuntura, indicativo de greve, estratégias de resistência e a construção de um plano de lutas unificado foram recorrentes nas intervenções dos delegados, revelando um clima de mobilização crescente na base.
Manutenção do estado de greve
O coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis, coordenador de Comunicação da Fasubra, informou que houve, na plenária, de fato um forte debate sobre a conjuntura, com a maior parte da base apontando dificuldades aponta dificuldades de mobilização.
“A maioria na Federação, depois destes três dias de forte debate, avaliou a necessidade de intensificar a mobilização. Vamos trabalhar com as entidades de base para consolidar uma política colocando também entre os eixos de luta, a reforma administrativa que entra no cenário”, disse o coordenador.
Segundo ele, foi importante que a plenária tenha apontado o caminho para manutenção do estado de greve e intensificação das mobilizações. “Vamos fortalecer a mobilização nas bases para que daqui a um ou dois meses possamos estar em um patamar diferente do que temos hoje, para então. apontar a necessidade de construção da greve, acredito que com o (conjunto do) Serviço Público, e contra a reforma administrativa”, concluiu, lembrando que segue a luta em torno dos pontos que ainda estão em debate no MEC.
“O que está por vir é um grande ataque aos direitos sociais sob o discurso de eficiência, modernidade e combate aos privilégios. E o que está em jogo é a garantia de políticas públicas que só são possíveis graças aos serviços públicos”, alerta a Federação na convocação para um protesto contra a reforma administrativa, nesta terça-feira, 17, quando ocorre, na Câmara dos Deputados, em Brasília, audiência Pública convocada pelo grupo de trabalho sobre reforma administrativa do Estado brasileiro.
O ato, no Anexo II da Câmara, é organizado pelo Foram Nacional de Entidades do Serviço Público Federal (Fonasefe), do qual a Fasubra faz parte.
Mulheres e crianças no Rio pedem basta ao genocídio de palestinos em Gaza
Populações pelo mundo têm ido às ruas para denunciar o genocídio dos palestinos, principalmente os mais frágeis. De acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), que analisou dados de novembro de 2023 a abril de 2024, quase 70% das vítimas mortas em Gaza eram crianças e mulheres. Cerca de 80% delas estavam em edifícios residenciais na hora em que foram mortas. O massacre já chega a mais de 60 mil mortos.
No Brasil, após atos realizados no último fim de semana, mulheres e crianças do povo no Rio de Janeiro foram levar seu protesto contra as atrocidades cometidas por Israel à população palestina e seu testemunho sobre a violência a que são acometidos cotidianamente pelo estado brasileiro.
“Moro no Complexo da Pedreira. O povo palestino enfrenta essa guerra e nós aqui temos a nossa guerra nas comunidades. Perdi parentes com a violência. Israel prefere jogar fora a comida a dar para o povo matar sua fome. Já as crianças têm aquelas que estão morrendo na barriga de suas mães! Mas nossa luta não vai parar. Vamos lutar pelas crianças das nossas comunidades e pelas crianças da Palestina”, declarou Aline, do MLB de Costa Barros.
O ato foi realizado em frente ao Escritório do Itamaraty, conhecido como ERERIO (Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores no Rio de Janeiro), na Avenida Marechal Floriano, centro da cidade. Uma manifestação em solidariedade aos oprimidos pelo sistema capitalista e às vítimas do imperialismo assassino, conforme anunciaram os organizadores do ato que reivindicaram o rompimento imediato de relações econômicas e diplomáticas do Brasil com Israel.
Nele houve uma intervenção artística em alusão ao assassinato das crianças palestinas, a leitura da carta da Unidade Popular (UP) à Lula reiterando o rompimento de relações com Israel, e falas de representantes dos organizadores, tais como Unidade Popular (UP), Movimento de Luta nos Bairros e Favelas (MLB), Movimento Luta de Classes, Movimento de Mulheres Olga Benário.
Do Escritório do Itamaraty na Marechal Floriano os manifestantes foram em caminhada até a Central do Brasil, onde distribuíram panfletos contendo o teor da carta à Lula e com as palavras de ordem: Chega de Genocídio, Bombas e Mortes! Basta de Genocídio na Palestina! Lula, Rompa Relações com Israel!
Congregação da instituição homologa, por unanimidade, resultado eleitoral que respeitou o voto paritário
A votação por UNANIMIDADE da Congregação da Faculdade Nacional de Direito na manhã desta quinta-feira, 18 de junho, homologando o resultado da consulta eleitoral que elegeu no fim de maio a nova diretoria da instituição encerrou o processo eleitoral.
Pelo voto paritário, a comunidade da FND decidiu, democraticamente, acerca dos seus novos dirigentes: foram eleitos do pleito do final de maio para diretor e vice-diretor Marilson Santana e Carlos Noronha.
“A FND deu uma aula de democracia e de respeito à paridade”, comemorou Francisco de Assis, um dos coordenadores-gerais do Sintufrj.
A propósito, o sindicato teve participação ativa acompanhando o processo de escolha dos novos dirigentes da Faculdade de Direito cujo mandato se estenderá até 2029.
A entidade fez faixa, adesivos e panfletos na defesa da democracia interna da universidade e da paridade como método de escolha.
Na manifestação que fez na sessão extraordinária da Congregação, Francisco de Assis destacou a importância dos segmentos (técnicos-administrativos, estudantes e docentes) da comunidade universitária para a consolidação de uma UFRJ cada vez mais fundamental na produção do ensino, da pesquisa e da extensão no país. (fotos: Renan Silva)
Um agito divertido e comovente tomou conta da recepção do Sintufrj esta manhã, onde uma turma se reuniu para cantar parabéns para uma sindicalizada aposentada que resolveu comemorar o aniversário na entidade.
Dona Marinalva Xavier Bernado, técnica de enfermagem, trabalhou no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) desde sua fundação, em 1978, e se aposentou em 2021.
Nesta quarta-feira, 18 de junho, saiu cedinho de Maricá, onde mora, para uma reunião com o Departamento Jurídico do Sintufrj. E resolveu comemorar seu aniversário de 76 anos, completados justamente hoje, de uma forma diferente. Preparou bolo, salgados e docinhos e levou para o Sindicato, para comemorar a importante data junto com amigos e funcionários do Sintufrj.
Além do alegre parabéns e muitos abraços, ela ganhou o carinho até de pessoas que não conhecia, como a dona Diléia Ferreira. A pensionista que estava na recepção aguardando atendimento a cumprimentou: “Não a conheço mas quero dar meu abraço e que Deus a abençoe”, disse a senhorinha, carinhosa.
Rebelde do HU
Dona Marinalva dedicou uma vida ao HU. Ela lembra, brincando – um pouco orgulhosa até – da alcunha que ganhou durante sua apaixonada trajetória: a Rebelde do 10 C (o posto de enfermagem onde atuava, no 10º andar). Ficou triste ao deixar a instituição que contou amar por causa da aposentadoria.
Ela tem uma filha e dois netos, mas mora só. Conta que chegou à beira da depressão, mas reagiu e está “melhorando sua cabeça”. Também vem tratando da saúde física e está recuperando a forma. Ela brinca: “Agora que estou mais cabeça. Fiquei mais jovem”.
A comemoração no Sindicato segundo ela, a alegou como se se estivesse entre os familiares: “Eu amo isso aqui. E o HU era minha vida”, contou, mencionando que sua companheira do HU Laura Barreto (coordenadora de Administração e Finanças do Sintufrj, vive insistindo para que participe das atividades do Sintufrj. “Aqui me sinto bem”, reconhece a aposentada.
A coordenação de Aposentados (as) e Pensionistas organiza reuniões mensais onde passa informes das lutas da categoria, do jurídico e celebram aniversários e datas festivas. O Sintufrj conta com o Espaço Saúde que promove atividades de promoção de saúde e qualidade de vida, como atividades físicas e terapias, além de cursos, oficinas de artesanato, dança e música.