Além das pautas nacionais, Sintufrj se manifesta por demandas locais, como a segurança dos trabalhadores do IPPMG e por direitos dos aposentados.

Nesta quinta-feira, 12 de junho, técnicos-administrativos em educação de todo o país participam da paralisação nacional convocada pela Fasubra. Hoje acontece mesa nacional de negociação com o governo e entre as pautas da federação está o comprimento integral do acordo de greve. Porém, além das pautas gerais, o Sintufrj e conselheiros da bancada técnico-administrativa se manifestaram na sessão do Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ para apresentar importantes demandas da base e cobrar respostas da Reitoria.

Em faixas e cartazes, exibiam pautas da negociação nacional, mas também reivindicações como “Agressões não serão mais toleradas. É urgente o cuidado com quem cuida” e “IPPMG pede socorro”. E ainda: “CPST livre do assédio moral”, e “Sintufrj na luta contra o assédio moral”. Um grupo de aposentados estava lá para reivindicar a implantação da sua aceleração por capacitação e do reposicionamento.

SOS IPPMG
A coordenadora de Comunicação do Sintufrj e conselheira Luciana Borges lembrou o dia de paralisação e a negociação nacional e destacou também a necessidade de enfrentamento da crise no IPPMG. Ela leu carta construída em conjunto pelos profissionais do IPPMG que denuncia episódios recorrentes de agressões verbais, até ameaças e xingamentos por parte de alguns acompanhantes de pacientes.

Os fatos têm gerado agravo na saúde de profissionais e até afastamentos. Luciana cobrou medidas efetivas para o combate de qualquer forma de violência nas unidades de saúde da UFRJ e para garantir a integridade dos seus profissionais. “É urgente proteger quem cuida “, concluiu a coordenadora.

Ela entregou a carta, “SOS para os profissionais de Saúde do IPPMG” para conselheiros e membros da Reitoria.

A seguir, a fala da coordenadora:

 

 

 

 

Luta em várias frentes

O Sintufrj levou também a pauta do reajuste igual para todos do PCCTAE, inclusive os médicos e veterinários. Eles também estiveram presentes no Consuni. Como Aldinelli Cristina Silva Pinheiro (ao centro), médica da Emergência do IPPMG. Ela está na unidade desde 1998 como RJU. Embora seja do PCCTAE, não recebeu o mesmo reajuste, fruto do acordo de greve, que recebeu toda a categoria, de 9%. Porque o governo achou de aplicar um percentual diferente para médicos e médicos veterinários. “Nos excluíram. Nos deram reajuste pela metade e a gente também não tem a garantia de que não irão romper as outras questões do acordo de greve. É como se tivessem me tirando da universidade, do PCCTAE. Eu sou concursada. Nunca se viveu uma violência dessa. Então a gente está sem saber o que vai ser nosso futuro”, contou.
Mas a médica relatou outro problema: a redução dos percentuais de insalubridade. Durante a pandemia, a Reitoria determinou que os profissionais de saúde atendendo nos hospitais recebessem 20% de adicional de insalubridade. Quando a pandemia acabou, as pessoas voltaram a receber os adicionais que tinham antes. “Sendo que nós, profissionais da Emergência, recebíamos 20% antes da pandemia. Mas lá no Instituto, os profissionais não receberam esses aumentos de 20%. Quando cortaram das unidades que receberam, cortaram do nosso”, lamentou, afirmando: “Estamos brigando em várias frentes!”.

Emerência da professora Lúcia Previato é aprovada

Durante a ordem do dia, no ponto de pauta sobre a concessão do título de Professora Emérita à professora Lúcia Mendonça Previato, já aprovado pelo Conselho Deliberativo do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho e pelo Conselho de Coordenação do CCS, o representante técnico-administrativo Milton Madeira avaliou: “A emerência dessa professora é importante porque ela é uma das poucas pesquisadoras que levou as doenças do terceiro mundo para um nível de pesquisa mundial. Então, é uma mulher, uma pesquisadora e com uma preocupação real com as questões de saúde no terceiro mundo”, declarou.

Na manhã desta quarta-feira (11), o Ministério da Educação (MEC), atendendo reivindicação da Fasubra que foi demandado pelo Sintufrj, realizou reunião para discutir a situação crítica enfrentada pelo Instituto de Ginecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A reunião, foi realizada em Brasília, teve como foco a suspensão de atendimentos na unidade devido à falta de repasses de recursos federais.
O Coordenador Geral do SINTUFRJ, que também é Coordenador de Comunicação da FASUBRA Chiquinho esteve presente na reunião juntamente com as coordenadoras gerais da FASUBRA, Ivanilda Reis e Loiva Chansis. Pelo MEC, participaram a diretora da Divisão de Desenvolvimento em Educação e Saúde da Secretaria de Educação Superior (DDES/SESU), Gisele Pires, além de representantes das assessorias jurídica e administrativa do ministério. O Instituto de Ginecologia foi representado por seu diretor, professor Gutemberg.
A representação da Federação destacou a importância do encontro como resposta à mobilização da comunidade local contra a interrupção dos serviços de saúde prestados principalmente a mulheres em situação de vulnerabilidade. Segundo a entidade, a falta de recursos ameaça diretamente a continuidade dos atendimentos, impactando inclusive a formação de profissionais da área da saúde.
O diretor do Instituto de Ginecologia apresentou um panorama alarmante: diversos procedimentos foram suspensos desde a interrupção dos repasses decorrentes da conversão do antigo programa REUF para o novo modelo PHOSUS, instituído pelo Decreto 11.674/2023. Segundo ele, se os recursos estivessem sendo corretamente destinados, a unidade poderia estar em uma condição muito diferente. Ele lembrou ainda que, por não fazer parte da rede administrada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), o hospital universitário deveria receber diretamente esses fundos, o que não vem ocorrendo.
A professora Gisele Pires, que também é docente da Faculdade de Medicina da UFRJ, afirmou conhecer de perto a realidade do hospital e reconheceu os desafios enfrentados. Embora tenha destacado limitações enquanto gestora, ela se comprometeu a dialogar com o secretário de Ensino Superior, Marcos David, para levar a demanda ao Ministério da Saúde (MS) e buscar uma solução conjunta para a liberação dos recursos.
A direção da FASUBRA também forneceu subsídios para que o MEC investigue possíveis falhas de comunicação ou desencontros de informação que possam estar impedindo o repasse dos recursos PHOSUS às unidades hospitalares fora da gestão da EBSERH.
Encaminhamentos definidos na reunião:
• A DDES/SESU verificará a agenda do MEC com o Ministério da Saúde para incluir o tema da liberação dos recursos aos hospitais não vinculados à EBSERH e informará a FASUBRA assim que houver confirmação;
* Uma nova reunião será agendada com lideranças da residência médica para ouvir as demandas específicas do setor;
• A assessoria jurídica do MEC se comprometeu a analisar os termos do Decreto 11.674/23, a fim de esclarecer sua aplicação e as falhas na distribuição dos recursos PHOSUS.

Embora a reunião tenha sido agendada pelo MEC direcionada para o Instituto de Ginecologia também demandamos as necessidades dos demais hospitais que não estão sob a gestão da EBSERH, o IPUB, o INDC e o HESFA, pois essa asfixia financeira afeta todos esses hospitais.
E assim, iremos fortalecer a mobilização da categoria e da sociedade para defender nossos hospitais.

DIRIGENTES DA FASUBRA discutiram a situação do Instituto de Ginecologia por solicitação do Sintufrj no Ministério da Educação

Roberto Medronho destacou o papel do técnico-administrativo na construção de uma universidade de excelência

Na tarde desta quarta-feira, 11 de junho, a Comissão Interna de Supervisão (CIS) do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE) da UFRJ foi oficialmente instalada pelo reitor Roberto Medronho em reunião em seu gabinete. São 14 titulares e sete suplentes que representam a diversidade da categoria técnico-administrativa em educação.

Os companheiros já chegaram reivindicando estrutura para o trabalho da comissão. Medronho se comprometeu a garantir local, equipamentos, espaço na página da UFRJ e acesso da comissão a todas as informações necessárias e solicitadas por seus integrantes. Inicialmente a CIS irá se reunir provisoriamente no gabinete da Reitoria até que tenha um local definitivo.

A primeira reunião de trabalho da comissão empossada já está marcada. Será no dia 24 de junho, terça-feira, das 13h às 15h. Neste dia começará a ser elaborado o regimento da CIS.

Importância

O reitor Roberto Medonho fez um longo preâmbulo para destacar a importância da categoria dos técnico-administrativos em educação na universidade e a relevância de seus representantes.

“Sem demérito da comissão CPPD (Comissão Permanente de Pessoal Docente) temos 9 mil servidores de diversas categorias e níveis e a instituição precisa muito da expertise de vocês para orientar a política de pessoal da nossa universidade”, disse o reitor no início de sua fala.

Ao falar sobre a posição da UFRJ no ranking mundial do Center for World University Rankings (CWUR),  que no critério “qualidade da educação” é a melhor do país, o reitor atribui esse resultado à excelência de seu corpo social destacando o papel dos técnico-administrativos.

Os integrantes da CIS por sua vez cobraram esse reconhecimento através de ações firmes da Reitoria no combate ao assédio moral na universidade. Nesse momento em especial há uma denúncia dos trabalhadores da Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST) e do Sintufrj de assédio por parte da atual direção.

Compromissos

O reitor aproveitou a oportunidade para reiterar compromissos assumidos com os técnico-administrativos como a criação do Centro de Saúde do Trabalhador na Bio-Rio com instalação até o fim do ano, assim como a mudança da Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST) para o mesmo local; a realização de exames periódicos através de convênio com a CAURJ; isso sem renunciar ao atendimento psicossocial. Medronho disse também que está negociando com a Prefeitura do Rio a instalação de uma UPA ou de uma Clínica da Família dentro da Cidade Universitária. E acrescentou que unidades abandonadas por outras gestões terão melhor tratamento sob sua gestão, como a Escola de Educação Física a qual tem expectativa de finalização das obras até o fim do ano.

Roberto Medronho leu nominalmente cada integrante da CIS da Portaria a ser publicada sendo que haverá uma alteração porque um suplente desistiu de assumir a vaga. São eles:

Alcir da Silva

Maria Soares da Silva Lins

Jessé Mendes de Moura

Marli Rodrigues

Fabio Porto

Rosemere Roza

Flávia Pereira Vieira

Francisco de Assis

Nivaldo Holmes

Alzira Trindade

Edson Vargas

Ana Célia da Silva

Selene Vaz

Paulo Roberto dos Santos

Suplentes – Igor Dantas, Vânia Godinho, Marta dos Santos, Tatiana Rodrigues, Ruy de Azevedo e Marisa Araújo. Moizés Guanabara desistiu da vaga e em seu lugar assume Thiago de Sá Bacelar.

 

 

Estelionatários voltam a agir contra servidores da UFRJ. Por meio de mensagens de WhatsApp, trabalhadores estão sendo abordados por golpistas que usam o nome do sindicato solicitando pagamento para LIBERAÇÃO DE PROCESSOS JUDICIAIS. O Sintufrj orienta os sindicalizados para que não paguem a ninguém e que procurem a entidade para a obtenção de informações corretas que podem ser dadas pelos telefones do Departamento Jurídico do Sintufrj: (21) 96549-0243/96549-2530 e/ou (21) 3194-7122

Imagem de Técnicos-administrativos da Faculdade Nacional de Direito (FND) com dirigentes do Sintufrj após reunião da tarde desta terça-feira, dia 10, na qual foi discutida a defesa da democracia na instituição. Nos últimos dias, esses trabalhadores têm sido alvo de ataques violentos de intolerância e com ameaças que ferem a dignidade de uma categoria que, como os demais segmentos da comunidade universitária, é fundamental para o desempenho da UFRJ como uma das principais instituições federais de ensino superior do país. A Universidade é de Todos e o Sintufrj afirma sua solidariedade aos companheiros e companheiras da FND. (Fotos: Renan Silva)

 

Com o brado “Racistas não passarão!” e portando cartazes com palavras de ordem como “Nossos cabelos não são piada”, “Racismo recreativo não é brincadeira” e “Respeitem nossas trabalhadoras”,  professores e funcionários do Colégio de Aplicação, cercados de estudantes, organizaram uma mobilização no início da tarde desta terça-feira, dia 10, no intervalo entre um turno e outro no pátio interno, em protesto contra casos recentes de racismo e desacato na unidade. O Sintufrj manifestou apoio aos servidores docentes e técnicos-administrativos, representado pelos coordenadores Hilem Moisés e Edmilson Pereira..

Portando uma cartolina com dizeres como “Se eu não boto limites, eu adoeço”, o professor Jorge Marçal, que divide com Monique Riscado Coordenação do Comitê Permanente da Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer/ CAp UFRJ), relatou a situação registrada em nota pública divulgada no dia anterior. Explicou que o caso envolve estudantes do Ensino Fundamental e Médio e até de um responsável. E atingiu um professor e servidores da Direção Adjunta de Ensino, da Enfermaria, do Registro Acadêmico e do Gabinete da Direção.

“Tratam-se de situações de racismo, de conduta misógina intimidatória e de desacato a servidores públicos em exercício da profissão, incluindo diretoras da escola, que culminaram em denúncia feita pela diretora geral do Colégio de Aplicação, Cassandra Pontes, na polícia federal”, informa a nota do Comitê.

No dia 2, registra o documento, estudantes receberam suspensão por conduta desrespeitosa e por se referirem pejorativamente ao cabelo de um professor. Depois da suspensão, tentaram intimidar o professor e servidoras. Isso, somado a outras circunstâncias, levaram a convocação dos responsáveis. Um deles, no entanto, confrontou as diretoras gerais Cassandra Pontes e Marina Campos e a diretora adjunta, Céli Palácios, com questionamento sobre sua competência pedagógica e ofensas pessoais. Diante do desacato, as professoras chamaram a polícia, registraram denúncia na Polícia Federal.

“Tal conduta vai na contramão de nossos valores institucionais, do projeto de escola democrática e antirracista que construímos e da dignidade da pessoa humana. Além disso, destacamos: racismo e desacato contra servidores em exercício são crimes tipificados pela legislação”, diz o manifesto do Erer.

O grupo reivindica que a universidade dê apoio institucional e jurídico . “É indispensável que os casos relatados sejam devidamente investigados pelas autoridades competentes e que nossa comunidade acadêmica não fique sem respostas. (…) O combate ao racismo, à misoginia e a outras práticas discriminatórias é nosso compromisso e demanda que sigamos avançando com políticas de valorização das contribuições africanas, afro-brasileiras e indígenas na educação”, concluiu o texto.

Sintufrj  em defesa da educação antirracista

Hilem Moisés coordenador de Organização e Política Sindical e Edmilson Pereira, trabalhador do CAP e coordenador de Educação, Cultura e Formação Sindical manifestaram seus apoio..

O coordenador Edmilson, que trabalha no Colégio de Aplicação há 46 anos, conta que participa do Comitê Erer, “um movimento de técnicos, professores e alunos em defesa da educação antirracista”. Hilem, que além da coordenação, integra o GT Antirracista do Sintufrj, destacou que atos de racismo e assédio contra os servidores e servidoras não serão tolerados.

Postura não poder ser banalizada

“Fiquei feliz pela mobilização que o Erer organizou no sentido de que siga reverberando na comunidade escolar que este tipo de postura não pode ser banalizada. Nem o racismo, nem o desrespeito aos trabalhadores”, disse a diretora geral do CAP, Cassandra Pontes, explicando que há atenção para a proteção aos estudantes, mas também aos servidores e à instituição Educação.

Segundo conta, tanto na postura dos estudantes quanto do responsável se observou um comportamento agressivo, com aumento do tom de voz e do desrespeito às servidoras no exercício de sua função. Mais grave, segundo conta, foi a postura de um dos responsáveis, falando em tom alto e desrespeitoso: “Sinalizei várias vezes para sua atitude de desrespeito, mas ele não recuou. Falei que poderia denunciá-lo e ele permaneceu com a mesma postura”.
Solidários, servidores que acompanhavam a situação da sala ao lado, chamaram a polícia e agora o caso será investigado pela Polícia Federal.

Em recente reunião do Conselho do Centro de Filosofia e Ciências Humanas no dia 2, Cassandra levantou um ponto: quais são os mecanismos diante de situações graves relativa a postura de estudantes. Segundo ela, a situação preocupa também colegas que lecionam na graduação.

Apoios

Racistas não passarão

Priscila Basílio, coordenadora do Ensino Básico, manifestou-se em nome da direção do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da UFRJ, alertando: “Não toleramos nenhum tipo de racismo na nossa escola. Nós somos uma escola democrática, que se propõe a um currículo afro centrado, um currículo indígena. Os professores e técnicos têm o comprometimento com um currículo que contemple todos os saberes. Racistas não passarão!”.

Resposta em uníssono

No convite para a manifestação no CAP, Comitê Permanente da Educação para as Relações Étnico-Raciais, em parceria com o Quilombo do CAp (Coletivo de trabalhadores negras e negros do CAp UFRJ), reivindica: “Precisamos dar uma resposta uníssona a esses comportamentos que não representam o nosso projeto de escola democrática, antirracista e socialmente justa”.

Segundo Jorge, houve também nota de apoio da Superintendência Geral de Ações Afirmativas, diversidade e Acessibilidade SGAADA), e o lançamento de um formulário para que o público subscreva a nota do Erer que, na manhã do dia 10, já contava com 374 assinaturas. A nota foi encaminhada também para a Comissão de Ética com cópia para o gabinete da Reitoria. “Estamos aguardando os encaminhamentos tanto da UFRJ quanto da investigação que vai ser feita pela Polícia Federal”, concluiu Jorge.

SGAADA se manifesta contra racismo e misoginia no Colégio de Aplicação

A Superintendência Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade da UFRJ (SGAADA/UFRJ) emitiu uma Nota de Desagravo Público condenando veementemente os atos de racismo, misoginia e desacato sofridos por um professor e servidoras, incluindo as diretoras, no Colégio de Aplicação. “A superintendência reforça que racismo é crime! A SGAADA exige providências jurídicas e institucionais firmes para responsabilizar os envolvidos e reafirma seu compromisso com um ambiente acadêmico seguro, plural e respeitoso. A presença de mulheres negras na gestão é um símbolo de resistência e avanço, e a UFRJ não tolerará o silenciamento dessas trajetórias”.

Nota do Complexo de Formação de Professores da UFRJ

Nota de apoio aos profissionais do CAp-UFRJ O Complexo de Formação de Professores-UFRJ expressa solidariedade aos profissionais do Colégio de Aplicação da UFRJ (CAp-UFRJ) vítimas de racismo, misoginia e violência, apoiando integralmente a nota emitida pelo Comitê Permanente da Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER). Destacamos a gravidade da prática de racismo recreativo e da intimidação contra profissionais negros, assim como o desacato e atitudes misóginas dirigidas a mulheres. Tais práticas só reforçam estruturas de opressão e, por isso, exigem posicionamento firme das instituições democráticas. Acreditamos na educação como ferramenta essencial para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária, inclusiva e promotora de valores que garantam um convívio respeitoso dentro e fora do ambiente escolar.

 

Por dois dias, 6 e 7 de junho, delegações de mulheres representantes de 26 entidades, inclusive do Sintufrj, participaram do Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora, no auditório do Sindsep-DF, em Brasília com o objetivo de debater questões de gênero, políticas públicas, organização sindical e os desafios enfrentados pelas mulheres no serviço público. A programação incluiu debates sobre Cuidado, Violência de gênero e convenção 190 da OIT.

O encontro foi aberto com homenagem à bióloga Bertha Maria Júlia Lutz, pioneira na luta pelos direitos das mulheres. Em 1922, fundou a Federação Brasileira para o Progresso Feminino, dando início à luta pelo direito de voto para as mulheres. A referência inspirou os debates que, segundo a organização, foram ricos, com a participação das representantes de diversas regiões do país.

A delegação do Sintufrj foi composta pelas companheiras Marisa Araújo, Norma Santiago, Rosemere Roza, Adriana Mattos, Maria Lenilva da Cruz, Marly Rodrigues, Alzira Trindade e Selene Vaz. Teve atuação destacada no evento, “com falas potentes que traduziram a força e a complexidade da vivência feminina”, registrou informe da delegação, segundo o qual, a coordenadora Norma Santiago emocionou ao refletir sobre as violências invisibilizadas que atravessam o cotidiano de tantas mulheres: “A violência não mora só na casa da vizinha. Ela está ao nosso lado, muitas vezes silenciada.”

Marly Rodrigues trouxe à tona a urgência de afirmar a autonomia feminina dentro e fora do sindicato: “Nós, mulheres, temos que cavar o nosso espaço. E não aceitar mais que nos silenciem ou que nos prendam a papéis que não escolhemos.”

Mais do que um encontro, foi um ato de resistência histórica, informou a delegação, sustentando: “honrar Bertha Lutz é garantir que as mulheres de hoje possam escrever suas próprias histórias”.

Entre as propostas do encontro que serão encaminhadas à direção nacional, estão a realização de encontros nacionais, um sobre assédio moral e sexual, em que as entidades possam apresentar suas ações e publicações; e outro sobre todos os tipos de opressões.

Debates

Política Nacional de Cuidados – Luba Melo, coordenadora do Comitê de Mulheres da Internacional do Serviço Público (ISP) Brasil, vice-presidente do Sindicado dos Servidores municipais de São Paulo abordou a distribuição desigual do trabalho de cuidado não remunerado, que recai historicamente sobre as mulheres, e ressaltou a urgência de tratar o tema como pauta prioritária também no movimento sindical.

Convenção 190 – No debate sobre a Convenção nº 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Camila Galetti, doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), pesquisadora das novas direitas, aponta que a convenção é “ferramenta estratégica de resistência” e reconhecer a violência de gênero como um problema coletivo é fundamental para a construção de soluções também coletivas.

Violência de Gênero – Letícia Nascimento, da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e diretora do ANDES-SN defendeu: “O movimento sindical tem que trabalhar políticas de gênero e sexualidade de uma forma mais ascendente”, afirmou. Clarisse Goulart, cientista política, militante da Marcha Mundial de Mulheres destacou que a violência contra as mulheres é um instrumento de dominação historicamente construído e lembrou que a internet se tornou um grande palco para ofensas e violência contra mulheres.

Nesta quinta-feira, 5 de junho, sessão conjunta dos Conselhos Superiores da Unirio que discutiu a proposta da Reitoria denominada “fusão” entre o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG) e o Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) mobilizou durante todo o dia a comunidade da Unirio a qual questiona a falta de debate e transparência por parte da Reitoria. A sessão que durou oito horas teve alta temperatura e acabou sendo interrompida pelo reitor ao fim da tarde sob alegação de violência à sua pessoa e impedimento do debate.

Entre as principais preocupações da comunidade da Unirio é que, ao contrário do que vem sido dito oficialmente, a medida representará o fechamento do HUGG. O hospital universitário, fundado em 1929 e incorporado pela Escola de Medicina e Cirurgia em 1966, irá deixar de funcionar como tal e o edifício será utilizado para outras finalidades caso seja aprovada a resolução proposta pela reitoria da Unirio. As categorias da universidade denunciam que o hospital será transformado em clínica da família sendo gerido por organizações sociais e denunciam também a ingerência da Ebserh que está no HUGG desde 2015.
Na sessão houve várias manifestações e moções contrárias à fusão, solicitações de transparência e de aprofundamento da discussão, denúncias sobre privatização, assim como levantamentos de questões de ordem durante a sessão.

“Queremos entender enquanto categoria estudantil porque esses processos deliberativos não estão sendo feitos de forma democrática. Houve quatro audiências públicas. Observamos que foram pouco divulgadas e esvaziadas. Nós da categoria estudantil nós somos 18 mil considerando Sederj e nós concordamos que não há para nós debate suficientemente esclarecedor que tenha sido passível de poder ter interferido democraticamente por todas as categorias dessa universidade para pautar algo tão importante quanto a fusão do HUGG com o Hospital dos Servidores. Qual a motivação da pressa? Entendemos que há tempo e espaço para maior discussão e compreensão desse processo”, colocou em questão de ordem a conselheira estudantil Daniele Gelaberti.

“Nesse processo da fusão o Ministério da Saúde e o MEC disseram que não estariam mais responsáveis pelo hospital universitário e ele seria de responsabilidade da Unirio. Portanto, na nossa avaliação, há uma discussão que precede a da fusão que é sobre o fechamento ou não do hospital universitário. Ficou claro em todas as audiências públicas que a fusão significa o fechamento do hospital”, manifestou posição o dirigente da Asunirio, Rodrigo Ribeiro.

“No debate que fizemos em assembleia avaliamos que não se trata de fusão ou não como a Reitoria está propondo. Acumulamos nas nossas assembleias e nas audiências públicas de que se trata na verdade de uma total reconfiguração do HUGG que muitos falam sobre o fechamento o que de fato pode acontecer. Estamos falando da transferência de um campus para outro campus. E também tem o debate de uma reestruturação de unidades administrativas. Então estamos diante de uma complexidade de uma matéria que não se encerra no voto binário sim ou não sobre a fusão. Por isso essa questão de ordem que colocamos que é para ser um debate sobre a revitalização a revitalização do HUGG e que o hospital possa permanecer no seu prédio histórico. Somos a favor de um debate amplo e de forma conjunta. Nem o contrato da fusão nos foi apresentado”, defendeu Rodrigo Castelo, dirigente da Adunirio.

 

A primeira reunião de Aposentados(as) e Pensionistas do Sintufrj com os novos coordenadores da pasta eleitos na recente eleição para a direção sindical aconteceu nesta quinta-feira, 5 de junho, a partir das 10h, no Espaço Cultural da entidade.

Experiência e dedicação garantiram o retorno da companheira Ana Célia à Coordenação de Aposentados(as) e Pensionistas. Ela agradeceu os votos na chapa da qual fez parte e apresentou as duas parceiras de trabalho na gestão que se inicia: Selene Vaz e Marli Rodrigues.

Gratidão

“Agradeço a vocês pela disposição de estarem aqui, como também pelos votos que depositaram nas urnas e nos trouxeram de volta para conduzir as lutas da categoria. Entendemos esse gesto como reconhecimento pelo trabalho que realizamos, pelos 113 dias de greve que gerou ganhos, mas temos consciência de que há muito a conquistar e vocês são essenciais”, afirmou ana Célia.

Companheirismo

Apresentação especial da veterana: “Fiquei sozinha e precisei de ajuda de duas aposentadas e são elas que assumem agora ao meu lado como coordenadoras. A Selene sempre nos ajudou, assim como a Norma Santiago, que foi eleita para a Coordenação de Políticas Sociais. A Marli Rodrigues já fazia parte da direção na Coordenação de Comunicação, mas estava sempre presente auxiliando nos nossos eventos. São companheiras com muita disposição.”

Segundo Selene, há dois anos recebeu convite da Ana Célia, colega de trabalho no Hospital Universitário, para uma reunião de aposentados e nunca mais deixou de participar desses encontros uma vez por mês. “Estamos com muitas propostas para fazer um trabalho intensivo nesta gestão. O objetivo é trazer mais aposentados de volta para a UFRJ. Participar é um ato de cidadania. A Coordenação de Aposentados, Aposentadas e Pensionistas do Sintufrj é uma rede de apoio. Dividam conosco problemas e dúvidas”.

A coordenadora também agradeceu pela eleição: “Agradeço de coração os votos que me elegeram, me senti engrandecida pelo reconhecimento do nosso trabalho. Assim como para a Comissão Interna de Supervisão da Carreira, a CIS. Eu e a Ana Célia fomos eleitas para representá-los nessa instância, onde lutaremos pela aceleração e o reposicionamento dos aposentados”.

“Vamos estar juntos pelos próximos três anos, com projetos novos para realização de mais atividades políticas e eventos de lazer e cultura. O que vocês necessitarem em relação a direitos falem conosco. Com certeza poderemos ajudá-los. O objetivo desta coordenação e que se sintam bem e felizes”, disse Marli Rodrigues, dirigente do Sintufrj há três gestões.

Saudação

“Sou um dos três coordenadores-gerais do Sintufrj”, se apresentou Esteban Crescente aos aposentados e pensionistas, e elogiou as atuais coordenadoras de aposentados(as) e pensionistas — três mulheres negras guerreiras e belíssimas”. Na sua rápida análise de conjuntura, o dirigente destacou os ganhos da greve de 113 dias que estarão em vigor até os próximos dois anos, “resultado da nossa luta”. “Mas”, acrescentou, “precisamos de vocês aqui no sindicato para conquistarmos mais. O acordo de greve não foi cumprido integralmente. Teve caravana a Brasília e muitas outras ações, porém, o MGI acabou com o GT PCCTAE e entra as pendências estão o reposicionamento dos aposentados e a aceleração. A assembleia da categoria no dia 4 de junho aprovou mobilização permanente”.

Prestação de serviços

Nesta reunião, aposentados e pensionistas tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre as ações coletivas, principalmente sobre os 28%, com as três advogadas do Escritório Rudy Cassel que assessora a direção sindical. O chefe do Centro de Vacinação da UFRJ, Anderson Felinto de Souza, vacinou os presentes na reunião contra a gripe.

Homenagens e confraternização

Quatro livros da aposentada Zumara Rodrigues da Silva — “Inteligência guiada pelo amor” –, foram adquiridos pelo Sintufrj e sorteados entre os participantes da reunião. Na hora do lanche, as três aniversariantes presentes foram homenageadas: Guanair Teixeira do Nascimento, 84 anos, Neli Teixeira Miguel, 76, e Miriam da Conceição Tavares, 63.

. Matéria completa no Jornal do Sintufrj edição 1454.

ANA CÉLIA E SELENE, da Coordenação de Aposentados e Pensionistas

A realização de um seminário com os trabalhadores da Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST) da UFRJ organizado pelo Sintufrj previsto para dentro de 60 dias foi acertado nesta quinta-feira (5) entre o coordenador-geral do sindicato, Francisco de Assis, e o superintendente da PR-4, Rafael Pereira.

O evento ‘Que CPST nós queremos” pretende refletir sobre o fazer nesse importante órgão da estrutura da universidade responsável pelas ações da saúde do trabalhador, mas que tem tido o seu papel social desvirtuado por distorções de comando. Em outro momento, a realização de um seminário significou avanços importantes na área

Trabalhar sim, chicote não

Nesta quinta-feira (5) a CPST) viveu mais um dia de tensão como resultado da atmosfera de assédio que prevalece pela forma de agir da atual direção do órgão.

Esse clima tem criado uma crise protagonizada pela coordenadora de plantão que tem provocado a indignação dos trabalhadores cujo sentimento pode ser resumido na seguinte frase:  TRABALHAR SIM, CHICOTE NÃO.

Diante da informação de que a faixa do Sintufrj denunciando assédio moral no órgão tinha sido arrancada e que funcionários estariam sofrendo constrangimento, dirigentes e apoiadores do Sindicato (após reunião no HUCFF acerca da Ebserh) se deslocaram até lá para checar a situação e repor a faixa com a denúncia. FOTOS: RENAN SILVA

 

FRANCISCO DE ASSIS DIALOGA COM RAFAEL PEREIRA: seminário dentro de 60 dias
TRABALHADORES REPÕEM FAIXA com denúncia de assédio moral na DVST