Por decisão de assembleia, os aposentados não contribuirão com o desconto de 1% (um por cento) para o Fundo de Greve da categoria.

Solidariamente, as companheiras e companheiros entenderam que como os aposentados contribuíram para a greve de 2024 e não foram plenamente contemplados no acordo assinado com o governo, é justo serem poupados na greve atual.

Desconto dobrado do vale-transporte

Os servidores do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e/ou de outra unidade que tiveram desconto duplicado do vale-transporte, devem procurar a Central de Atendimento de Pessoal da PR-4 Ceten), que fica no prédio onde a Pró-Reitoria funciona, no Parque Tecnológico.

Durante a greve dos técnicos administrativos em educação o atendimento ocorre às terças e quintas-feiras, das 10h às 15h. Telefones: (21) 99601-7989 e 99948-6033. E-mail: atendimento@pessoal.ufrj.br

 

O que é o fundo de greve?

O fundo de greve é uma reserva financeira, através de contribuições dos trabalhadores, para custear atividades relacionadas com a greve, como mobilizações e materiais impressos. O fundo de greve é aprovado na assembleia de deflagração do movimento grevista e vigora durante o tempo da greve. A entidade sindical tem que prestar contas do dinheiro arrecadado à categoria. Os técnicos administrativos em educação da UFRJ aprovaram o desconto de 1% (um por centro) do salário base a partir do contracheque de março pago em abril 2026.

A greve pelo cumprimento integral do acordo, que teve pontos não atendidos – como a extensão do Reconhecimento de Saberes e Competências à toda categoria, inclusive aposentados, e 30 horas semanais sem redução de salários –, continua cada vez mais forte. A greve na UFRJ foi aprovada em assembleia com mais de 700 pessoas. Essa participação deve se expressar em mobilização e pressão no governo.

O movimento precisa alcançar visibilidade, e é preciso cada vez mais companheiros da base nas comissões que compõem o comando local, conforme avaliação comum entre participantes da segunda reunião do Comando Local de Greve, nesta segunda, dia 16.

Arrastão

Por isso, entre os encaminhamentos aprovados está a realização de arrastão em todos os setores na quarta-feira, dia 18, para convocar a categoria a participar da assembleia simultânea no mesmo dia (às 10h, nos Pilotis do CLA, no auditório Icema Oliveira, do IPUB, na Praia Vermelha e no auditório do Bloco A, sala 205, do Centro Multidisciplinar UFRJ-Macaé).

Ato na PV

Foi aprovado também o ato com que a UFRJ vai integrar o Dia Nacional de Luta convocado pela Fasubra no dia 19. Será uma panfletagem na frente do campus da Praia Vermelha, às 11h, para levar à população os porquês da greve.

 

Outras deliberações do CLG

– Organizar atos no Fundão, PV e IFCS, para visibilidade da greve; concentrar atividade em um local por vez;

– A comunidade da PV organizará atos locais, após a instalação do Comitê Local de Mobilização do campus, e informará ao CLG;

– Realização de ato na praça da isonomia;

– Incluir a agenda de reunião do GT Mulher, no dia 25, no calendário de greve;

– Divulgar, no site do Sintufrj, quais são as atividades essenciais;

–  Organização da bateria do Sintufrj para auxiliar a mobilização;

– Definição e divulgação da pauta interna;

– A comissão de mobilização deverá incluir, como primeiro ponto, problemas de manutenção da infraestrutura e patrimônio, de saúde e limpeza dos campi e unidades, evidenciando problemas no CCS, num primeiro momento;

– Que as unidades se organizem para propor atos que envolvam a denúncia do descaso patrimonial e infraestrutural e encaminhem ao CLG para incluir no calendário de greve.

Fotos: Rena Silva

Nesta quarta-feira, 18 de março, às 14h, no Espaço Cultural do Sintufrj, o GT Antirracista do Sintufrj discute o tema “Letramento Racial”, com a presença de Luciene Lacerda, do Núcleo de Estudos de Afro Brasileiros e Indígenas (Neabi), e Sandra Batista, diretora de Relações Étnico Raciais da Superintendência Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada-UFRJ).

O Sintufrj manifesta profundo pesar pelo falecimento de Josivan Oliveira de Souza, técnico de enfermagem da Hemodinâmica do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e servidor com 40 anos de dedicação ao Hospital Universitário.

Josivan nasceu em 10 de março de 1943 e completou 69 anos no último dia 10 de março. Ao longo de sua trajetória profissional, construiu uma história marcada pelo compromisso com o serviço público, pelo cuidado com os pacientes e pela convivência respeitosa com colegas de trabalho.

Neste momento de dor, o Sintufrj se solidariza com familiares, amigos e companheiros de trabalho, expressando os mais sinceros sentimentos e desejando força e conforto a todos.

O sepultamento será realizado hoje, às 11h45, no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, na Taquara, em Duque de Caxias.
Devido às circunstâncias do falecimento, não haverá velório.

 

1 – Como já ocorreu com advogados do Jurídico do Sintufrj, agora os estelionatários que procuram aplicar golpes em servidores voltam a agir usando o nome de Coordenadores do Sindicato.
2 – Nomes de dirigentes são invocados em ligações que atraem sindicalizados com ações na Justiça com a falsa informação acerca da liberação de processos judiciais.
3 – O escritório da assessoria jurídica do Sintufrj só entra em contato pelo e-mail e não existe pagamento de alvará ou custas de cartório para liberação de valores.
4 – FIQUE LIGADO. Informações corretas sobre processos podem ser obtidas pelos telefones do Departamento Jurídico do Sintufrj: (21) 96549-0243/96549-2530 e/ou (21) 3194-7122

 

 

 

Pressão do DCE Mário Prata e o apoio do Sintufrj  à luta dos trabalhadores foram fundamentais para a solução parcial do problema

A agonia dos trabalhadores terceirizados na UFRJ não tem fim. Desta vez os prejudicados são os profissionais do Restaurante Universitário Central (RU), responsáveis pela produção diária de mais de três mil refeições para atender os alunos do Fundão no almoço e jantar, e preparar quantidade suficiente para as comunidades universitárias da Praia Vermelha, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e Faculdade Nacional de Direito (FND).

Nesta sexta-feira, 13, por deliberação da assembleia dos técnicos administrativos em educação, o Comando Local de Greve (CLG) foi para porta do RU realizar ato e distribuir panfletos relatando a situação de indigência imposta pela empresa Nutryenerge aos 67 trabalhadores. Sob pressão, o salário de fevereiro foi depositado no dia anterior, mas a greve só foi parcialmente suspensa após o pagamento do vale-alimentação, que ocorreu na manhã de sexta.

Os estudantes, liderados pelo DCE Mário Prata, e o apoio do Sintufrj foram fundamentais para a solução parcial do problema enfrentado pelos terceirizados responsáveis pela produção da alimentação servida no RU e nos bandejões. Eles desempenham uma tarefa diária essencial principalmente para os estudantes de baixa renda. O vale-transporte e outros direitos trabalhistas, como a atualização do depósito do FGTS, ainda estão pendentes.

Solidariedade

No ato do CLG, o Sintufrj expôs aos estudantes as razões pelas quais estavam enfrentando a enorme fila na porta do RU, em consequência da paralisação. Por enquanto, as refeições estão sendo servidas em quentinhas. A entidade também solicitou a continuidade do apoio estudantil à luta dos terceirizados, que continua, e compreensão e solidariedade de todos às mudanças nas rotinas envolvendo o RU e os bandejões.

A produção de comida para os estudantes foi considerada como essencialidade pelo CLG, e os servidores lotados no RU, em regime de revezamento, continuarão trabalhando.

Abaixo, momentos da panfletagem realizada por integrantes do CLG narrando aos estudantes a situação dos trabalhadores terceirizados FOTOS RENAN SILVA

 

Coordenadores do Sintufrj e representantes do Comando Local de Greve da UFRJ estiveram na sessão do Conselho Universitário desta quinta-feira, 12, para levar as pautas do movimento. Estudantes também realizaram ato no Conselho e apresentaram uma série de reivindicações, como recursos, bolsas e a aprovação do “Plano de Contingência da UFRJ Frente a Eventos de Violência Urbana”.

O conselheiro técnico administrativo Milton Madeira destacou a importância da discussão com a Reitoria sobre a necessidade de implantação de uma das conquistas da última greve, o Reconhecimento de Saberes e Competências e que é preciso celeridade. Madeira lembrou também a grave situação dos trabalhadores terceirizados do restaurantes universitários da UFRJ em greve, comentando que alguns foram demitidos e outros estão com salários atrasados.

O reitor comprometeu-se a realizar reunião com a representações do estudantes e dos técnicos administrativos. A representações TAE buscaria uma agenda já na próxima semana.

Representantes da Reitoria explicaram que a UFRJ está em dia e a empresa não pagou o salário até sexta-feira da semana passada, dia, levando à greve na segunda-feira seguinte que restringiu o serviço. Mas que a regularização dos salários já teria começado no dia 11 e que caminha para a normalização da situação.

Fotos: Renan Silva

 

Milton Madeira e Marta Batista, conselheiros TAE, acompanhados de representantes do SINTUFRJ e do CLG UFRJ, manifestam-se em defesa das pautas da categoria, como o RSC, e em apoio às reivindicações dos estudantes, como a urgência do plano de contingência diante de conflitos e situações de violência urbana.

 

Ouça a fala do conselheiro Milton Madeira

Registro: Felipe Bapeli

Estudantes em luta

    

Os estudantes levaram reivindicações, apontando uma série de problemas já nos primeiros dias de aula, como a crise dos trabalhadores dos bandejões, o corte de verbas que levou à restrição de bolsas de estudo.

Henderson Ramon explicou que parte do teto do bandejão da letras foi danificada pelas fortes chuvas levando à obra no local, fechando o restaurante. Contou que os trabalhadores terceirizados estão sem salários, e que milhares de pessoas não tiveram o que comer em função da paralisação do serviço. Contou que aulas da Escola das Belas Artes foram suspensas por problemas relacionados ao encanamento no edifício. E relatou a redução do número de bolsas (eram 1400 e agora são 1120) devido ao corte de orçamento.

Os estudantes destacaram ainda a importância da aprovação, em regime de urgência, do Plano de contingência diante de situações de violência urbana, com um protocolo de ações instituições que protegeriam estudantes, inclusive do ponto de vista acadêmico, que ou moram ou precisam passar pelas em áreas atingidas, ou são afetados de alguma forma, para chegarem a universidade. O Plano é uma reivindicação antiga, em formulação há mais de dois anos, mas que não se define no colegiado.

Chegou a ponto da Comissão de Legislação e Normas (CLN) não apresentar o parecer (necessário para uma apreciação e votação no colegiado) ao plano que constava como primeiro ponto de pauta da sessão. Os estudantes reivindicaram, então, um breve protocolo de segurança elaborado pela reitoria que vigoraria até a aprovação do definitivo no colegiado. A proposta foi rejeitada pela maioria.

Porém ficou decidido que na próxima sessão haverá apresentação da proposta pela comissão que elaborou o plano; na sessão seguinte, a CLN apresentará seu parecer e o ponto permanece no colegiado até que esteja definido.

 

Trabalhadores terceirizados do bandejão da UFRJ estão enfrentando atrasos de salário e vale-alimentação há dois meses. Todo trabalhador tem direito ao básico: receber salário, vale-transporte, vale-alimentação e o depósito do FGTS – seja servidor efetivo ou terceirizado. Quando os trabalhadores protestam ou param as atividades para cobrar seus direitos, a empresa Nutryenerge responde com demissões. Mais de 30 trabalhadores já foram dispensados neste ano e a maioria ainda não recebeu as verbas rescisórias, como décimo terceiro e férias proporcionais.

É por isso que alguns bandejões estão fechados nos últimos dias. Não são “dificuldades operacionais”, é a luta dos trabalhadores por respeito e pagamento do que é devido.

O Comando de Greve dos Técnicos-Administrativos da UFRJ manifesta apoio aos trabalhadores terceirizados e chama a comunidade universitária a divulgar o real motivo da paralisação e exigir que a gestão da universidade se posicione para garantir esses direitos.

Sem pagamento, não tem trabalho.
FORA NUTRYENERGE!

Por falta de energia, está suspenso o expediente na sede do Sintufrj nesta quinta-feira, 12 de março.

Obrigado pela compreensão.

Assembleia delibera pelo reforço à mobilização para garantir regulamentação do RSC que atenda a todos

Deflagrada no dia 9 de março,  a greve dos tecnicos-administrativos da UFRJ deve ser fortalecida para agilizar a regulamentação do Projeto de Lei (PL) 5.874/2025, aprovado pelo Senado na terça-feira,10. Esta foi uma das avaliações presentes na assembleia simultânea, nesta quarta-feira, 11 (Fundão, IFCS e Macaé),

Um dos principais motivos do início do movimento foi pressionar o Congresso Nacional a acatar as emendas ao PL enviadas pela Fasubra, que garantiria a extensão do benefício para todos, incluindo os aposentados. Como se sabe, as emendas foram rejeitadas, inclusive com acordo do governo com lideranças partidárias.  Mas há pelo que lutar em relação ao benefício no processo de regulamentação pelo Executivo.

Nas manifestações das companheiras e companheiros foi repetido que este é um momento importante da greve, porque é necessário muita mobilização e empenho da categoria nas tarefas indicadas pelo Comando Local de Greve (CLG) e referendadas pela assembleia para garantir que os critérios discutidos e encaminhados pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC)/MEC, conste do decreto de regulamentação do RSC.

Outras deliberações

A assembleia também defendeu uma greve de fato e não home office, ou seja, mais participação dos técnicos nas comissões criadas pelo CLG (Ética, Finanças, Comunicação e Infraestrutura), na expectativa de que o governo garanta, na mesa de negociação, o atendimento pela redução da jornada de trabalho para 30 horas (sem redução de salário, obviamente) para toda a categoria e a racionalização dos cargos, entre outros itens ainda não atendidos do acordo de greve.

Outras deliberações importantes foi o referendo às propostas encaminhadas pelo Comando Local de Greve (CLG), como ações de agitação de rua, objetivando informar à sociedade as razões pelas quais a educação está em greve, e pontos sobre atividades que não devem ser interrompidas durante a greve, por serem consideradas essenciais para os segmentos da comunidade universitária. Sete nomes foram aprovados para representar a categoria no Comando Nacional de Greve (CNG) por duas semanas.

O movimento grevista é liderado pela Fasubra e já atinge 35 bases (ao todo são 75 bases e 50 sindicatos).

Veja a assembleia na íntegra no canal do Youtube do Sintufrj e no perfil do sindicato no Facebook