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Ônibus tem saida prevista para as 8h desta terça-feira (28) da sede do Sintufrj. Grupo vai parcipar de marcha nacional na Capital Federal. A composição dos participantes da caravana obedeceu criterios determinados na assembleia geral da categoria. Há lista de espera.

Confira aqui a lista da caravana

 

 

ASSEMBLEIA GERAL QUE DEFINIU critérios de participação na caravana

DIAS 29 E 30

CARAVANA NACIONAL CONTRA A REFORMA ADMINISTRATIVA

DIA 29, 14H: ATO UNIFICADO DOS SERVIDORES CONTRA REFORMA ADMINISTRATIVA NO BURACO DO LUME, EM FRENTE Á ALERJ

Baixe o arquivo, imprima e divulgue no seu local do trabalho

Encontro nesta sexta-feira, 24/10,
às 9h30, no Espaço Cultural do Sintufrj

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O velório do professor Amilcar Tanuri, falecido nesta sexta-feira (26), será neste sábado, das 10h às 14h, no Átrio do Palácio Universitário, no Campus da Praia Vermelha. O professor Tanuri era chefe do laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia. Durante a pandemia, liderado pelo professor, o laboratório atendeu todo o Rio de Janeiro.

O Sintufrj manifesta o seu pesar por esta inestimável perda para a Ciência e para a UFRJ

 

O SINTUFRJ tomou conhecimento de que a UFRJ pretende efetuar descontos na próxima folha de pagamento, a título de contribuição previdenciária, dos servidores que receberam, judicialmente, valores referentes a passivos tais como o percentual de 3,17%, descontos esses que teriam deixado de ser efetuados quando do pagamento das Requisições de Pequeno Valor (RPV). A medida atinge aproximadamente 80 trabalhadores.

O mais preocupante é que essa medida está sendo implementada sem qualquer comunicação ou aviso prévio aos servidores afetados, que só souberam dos descontos através da prévia dos contracheques, o que viola o direito ao contraditório e à ampla defesa. Essa conduta unilateral da UFRJ, baseada em um ofício do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), pode gerar um impacto financeiro abrupto e severo na subsistência das famílias desses trabalhadores.
Diante da iminência desses descontos e da ausência de um processo transparente e justo, o SINTUFRJ ajuizou Ação Coletiva com pedido de Tutela de Urgência (liminar), com o objetivo de impedir a realização dos descontos.
“Como a administração incluiu o desconto na prévia do contracheque sem oportunizar aos servidores o contraditório e ampla defesa, apenas atendendo à orientação dada pelo TRF2 em ofício enviado à UFRJ, não é possível sequer saber se esses valores são efetivamente devidos. É possível, inclusive, que alguns já estejam prescritos, dependendo de quando a RPV foi paga”, esclarece a advogada Aracéli Rodrigues, do escritório Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues, que assessora o Sintufrj.

A assessoria jurídica busca, agora, que a magistrada responsável analise o pedido de liminar com a celeridade necessária. O Sintufrj manterá informações atualizadas sobre os desdobramentos da ação coletiva.

Feminismo negro? Mulherismo? Esses foram os temas em pauta do GT Antirracista desta quarta-feira, 17 de setembro, realizado de forma híbrida no Espaço Cultural do Sintufrj.
O GT Antirracista, assim como o GT Mulher, tem procurado realizar um trabalho de formação trazendo especialistas para ampliar o conhecimento dos temas ligados ao racismo e ao universo da mulher, provocando reflexões.
As convidadas foram a pedagoga da Uerj e historiadora, Jéssica Raul, que falou sobre o feminismo negro e a teóloga Aline Frutuoso, autora do livro “Teologia Feminista Negra”, que explicou sobre o mulherismo.
A coordenadora de Políticas Sociais, Norma Santiago, apresentou o evento falando do protagonismo das mulheres negras brasileiras ao se referir ao I Encontro Nacional de Mulheres Negras em São Paulo.
“O feminismo não atendia a demanda das mulheres negras que precisavam ser autoras de suas vivências e de suas histórias e assim promoveram o I Encontro Nacional de Mulheres Negras. Foi o primeiro encontro nacional de feminismo negro que iniciou o processo de construção do movimento das mulheres negras e do movimento negro para atender as necessidades, as demandas, as questões de gênero e as questões raciais do povo negro. Porque o feminismo tradicional, das sufragistas, não atendia a essa categoria”, disse Norma.

Feminismo negro
A pedagoga Jéssica Raul destacou a importância de conhecer a história das mulheres, especialmente as negras, e suas contribuições intelectuais para combater o racismo e o sexismo.
Ela fez uma apresentação pontuando o pensamento de mulheres negras como Thereza Santos, Lélia González, Sueli Carneiro, Bruna Jaquetto e ativistas da educação como Azoilda Loretto, Nilma Gomes e Petronilha Gonçalves.
“O pensamento social brasileiro não seria o mesmo se não fossem as intelectuais negras”, ressaltou.
Jéssica argumentou que o conhecimento da história e das teorias produzidas por mulheres negras é essencial para a luta por direitos e para quebrar estereótipos, mostrando a relevância de suas perspectivas e a importância de se ver representada.
“Não tem como a gente fazer uma luta política, principalmente dentro de um sindicato, ou em qualquer espaço que seja, sem a gente conhecer a nossa história. Eu acho que trazer essas teóricas, as teóricas brasileiras para refletir a partir do lugar da mulher negra é superimportante. Porque se saber como a gente se situa como pessoa e como a gente produz teoria historicamente, quebra o estereótipo, por exemplo, de que as mulheres não são intelectuais. Trazer intelectuais negras confronta esse pensamento. Então, isso empodera, traz conhecimento. Acaba dialogando, pois mulheres negras falando sobre a realidade, traz a nossa realidade para a gente, para o nosso cotidiano, a gente se coloca no lugar, porque a gente está vendo elas teorizarem sobre a nossa vida”, declarou.

Mulherismo
A teóloga Aline Frutuoso elogiou a proposta do GT Antirracista de trazer para o centro do debate algo tão importante para o centro do debate como o feminismo e como o mulherismo africana.
“O feminismo não dá conta de falar da interseccionalidade de raça, gênero, classe. Então o mulherismo vem com essa construção. Ele conhece a interseccionalidade, que é algo que é muito peculiar”, observou.
Aline fez sua apresentação explicando o que é o mulherismo africana – organização social das mulheres da África antes da colonização baseado na cultura africana e no afrocentrismo, concentrando-se nas experiências, lutas, necessidades e desejos das mulheres da diáspora africana – e discorreu sobre suas implicações. O termo mulherismo africana foi cunhado por Clenora Hudson-Weems, uma acadêmica afro-americana, no final da década de 1980.
Segundo a teóloga, o mulherismo africana segue uma filosofia que busca resgatar a vivência matriarcal e a identidade das mulheres africanas, especialmente aquelas impactadas pela colonização e seus efeitos. Baseado em epistemologias africanas pré-coloniais, o mulherismo propõe uma visão de interconexão e igualdade, onde todos os membros da comunidade têm um papel importante e a espiritualidade e a ética são valorizadas.
O mulherismo africana presta mais atenção e dá mais enfoque às realidades e injustiças da sociedade em relação à raça. E ele difere do feminismo ocidental ao valorizar a ancestralidade, as sociedades matrilineares e a realidade da tripla opressão (racial, sexista e de classe) das mulheres negras, propondo um retorno aos princípios e práticas africanas para a sua emancipação.

A coordenadora Norma Santiago fala sobre o feminismo negro

Aline Frutuoso explica o mulherismo africana
Jéssica Raul apresenta o pensamento de mulheres negras

Ao final do evento participantes presentes e on line celebram o debate

Num ambiente de decisão do STF condenando o ex-presidente Bolsonaro e a cúpula golpista, trabalhadores públicos marcharam em defesa de direitos: a denúncia do projeto de Reforma Administrativa articulada no Congresso esteve no centro do protesto.

 

Quem conhece o Centro de Referência para Mulheres – Suely Souza de Almeida (CRM-SSA) da UFRJ? E sabe sobre o seu importante trabalho voltado para enfrentar e prevenir a violência de gênero? E que promove o fortalecimento da cidadania das mulheres através de ações individuais (atendimento e acompanhamento social e psicológico) e globais (oficinas, cursos, rodas de conversa, entre outras atividades)? O Grupo de Trabalho (GT) da Mulher do Sintufrj foi nesta quinta-feira, 11, visitar e conhecer o CRM.

O GT foi recebido por duas integrantes da equipe técnica do CRM, a assistente social, Bárbara Zilli Haanwinckel, e a psicóloga, Natália Romano. A equipe total é reduzida, como outras unidades da UFRJ sofre com falta de pessoal, mas realiza um trabalho rico e qualitativo. Após apresentação inicial de todas as participantes do GT, as profissionais do CRM fizeram minuciosa exposição dos trabalhos e das atividades do Centro de Referência e logo após levaram as integrantes do GT para conhecer as amplas e modernas instalações do prédio construído em 2016 e localizado próximo à Praça da Prefeitura da UFRJ, na Cidade Universitária, Ilha do Fundão.

Bárbara e Natália enfatizaram o interesse do GT Mulher do Sintufrj e informaram que o CRM está aberto a parcerias e atividades ligadas ao universo das mulheres. “É muita alegria ouvir a trajetória de vocês, porque a gente se mira assim, e nossa, a gente tem ainda uma longa trajetória pela frente. Eu tenho muito orgulho de estar na UFRJ e ouvir a história de vocês que é incrível. A gente passa percalços aqui para conquistar mais coisas e para esse local ainda permanecer na sua finalidade. Então, vocês estarem hoje aqui com a gente é muito simbólico”, afirmou Bárbara.
O centro oferece serviços de apoio e acolhimento a mulheres em situação de vulnerabilidade, incluindo também estudantes, técnicas e professoras. O CRM-SSA se destaca por sua abordagem holística, que inclui ensino, pesquisa e extensão, além de promover atividades comunitárias e de acesso à cultura. O atendimento é agendado por telefone ou WhatsApp, e o espaço busca criar um ambiente de paz e sigilo para as mulheres, com várias salas de atendimento que proporcionam conforto e segurança.

A equipe técnica explicou que a violência contra a mulher pode ocorrer de diversas formas (física, patrimonial, psicológica). Pode atingir qualquer mulher, inclusive as que trabalham com a questão de gênero. Por isso, ressaltaram a importância de um olhar diferenciado e a necessidade de acolher as vítimas, tanto dentro quanto fora da universidade. Apresentaram o trabalho da oficina que oferece apoio através da dança e promoção do bem-estar, com relatos positivos das participantes. Além disso, realiza parcerias como a com o Espaço Saúde do Sintufrj e a realização de atividades como rodas de conversa e cursos, enfatizando a importância de manter essas iniciativas e buscar novas parcerias para oferecer suporte às mulheres.

Dentre as atividades existe o Grupo Reflexivo que são encontros mensais com mulheres que tenham interesse em discutir temas relacionados às questões de gênero, tendo como finalidade buscar elevar a autoestima e fortalecer as participantes assim como desconstruir alguns estereótipos relacionados aos papéis sociais historicamente destinados aos homens e mulheres. O grupo tem como objetivo aumentar a consciência crítica sobre direitos individuais e coletivos.
“O foco do grupo é que a gente possa refletir a nossa realidade enquanto mulher e a partir disso pensar em caminhos, pensar como a realidade afeta a gente, como a gente afeta a realidade, e o que podemos fazer sobre isso. O foco no CRM de acordo com a norma técnica é a violência, mas não é a única coisa que ele faz. O atendimento é fundamental, mas se não pensarmos na estrutura que leva as violências acontecerem estaremos sempre enxugando gelo. Precisamos de uma transformação estrutural, social. Essa estrutura que leva as mulheres a serem agredidas diariamente. Por isso trabalhamos atividades coletivas”, explicou a psicóloga Natália Romano.

O CRM promove o curso “Enfrentando a Violência de Gênero Contra as Mulheres”, um curso de extensão com 5 edições. A proposta é fomentar o debate para fortalecer o conhecimento dos profissionais em relação à identificação da violência contra a mulher e informar procedimentos de orientação e encaminhamento aos serviços que integram a rede especializada de atendimento às mulheres em situação de violência de gênero.
Há o Cine debate, o projeto realiza cine debates presenciais e online, com filmes e debates sobre temas como violência, crimes cibernéticos, padrões de beleza, e ligado à vida das mulheres. Os eventos contam com a participação de convidados. O acesso é on line, a sala de exibição e filmes está com o ar condicionado central inoperante, e assim os debates são gravados e disponibilizados no YouTube.
Segundo a assistente social, Bárbara Zilli Haanwinckel, o foco é a prevenção: o projeto busca ampliar o acesso a informações e direitos, complementando o atendimento às mulheres e promovendo a prevenção. Para o próximo evento a equipe pretende exibir filme com a temática sobre estelionato sentimental.
Para mais informações o Centro de Referência para Mulheres – Suely Souza de Almeida (CRM-SSA) da UFRJ está nas redes sociais Facebook, Instagram e Youtube @crmssa. Seus telefones são (21) 3938-0600 / (21) 3938-0603 (Whatsapp). Email: crmssa.ufrj@gmail.com

 

Os CRMs
O Centro de Referência para Mulheres – Suely Souza de Almeida e o Centro de Referência de Mulheres da Maré – Carminha Rosa (CRMM-CR), da UFRJ, são integrantes da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e estão vinculados ao Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos – Suely Souza de Almeida (Nepp-DH), que integra a estrutura organizacional do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Os dois Centros de Referência (CRM-SSA e CRMM-CR) são de grande relevância para a população em geral, principalmente se considerarmos que na região metropolitana do Rio de Janeiro existem somente quatro centros de referência especializados de atendimento às mulheres atualmente.
Os Centros buscam fortalecer a noção de cidadania das mulheres com vistas aos Direitos Humanos, oferecendo atendimento integral, acompanhamento e orientações para as mulheres que sofrem, sofreram ou que estão ameaçadas de violência, além de buscarem a superação do quadro de violência por via de uma perspectiva emancipatória.

 

Tour pelos andares
Sala de Recepção
Sala de Dança
Sala do Grupo Reflexivo