Dias 2 e 3 de outubro: A UFRJ vai parar!

No dia 2, debate no Fundão. Em 3 de outubro, no Rio de Janeiro e nas capitais dos estados, Ato Nacional em defesa das empresas estatais.

As universidades, os institutos e as escolas federais estão por um fio, sob ameaça de interrupção de suas atividades acadêmicas por falta de dinheiro. O presidente Jair Bolsonaro cortou recursos para a educação pública e os bloqueios no orçamento das instituições federais de ensino atingem desde a educação básica até a pós-graduação.

O limite da UFRJ para fazer frente às despesas correntes, como água, luz, limpeza, é o mês de setembro. Os testes de habilidades específicas e de capacitação específica foram adiados sine die porque a universidade não tem como bancar seus custos, mas terão que ser feito antes do Enem.

E as pesquisas científicas? Já eram! O governo cortou as bolsas de fomento, e, com o corte de investimentos na educação, o desenvolvimento tecnológico e os avanços na área médica cessam. O Brasil vai voltar a ser o país subdesenvolvido de matutos e lambe-botas dos americanos?!

O país inteiro está mergulhado num caos inimaginável tempos atrás. O desemprego cresce ao invés de melhorar em seis meses, conforme prometeu o ministro da Economia, Paulo Guedes, no início do governo. Já somos um país de desempregados e da mão de obra barata após a reforma trabalhista e da lei da terceirização incondicional.

Aos poucos, Bolsonaro e sua turma vão entregar o patrimônio dos brasileiros. Encabeçam a lista das privatizações já anunciadas o sistema Eletrobras e a Petrobras, que resultará, inclusive, em aumento da energia e da gasolina. Lembra-se dos resultados da venda da Light? E da telefonia? Você está satisfeito com a sua operadora?

Nossas florestas queimam a mando do agronegócio (latifundiários e pecuaristas) e Bolsonaro responsabiliza os índios, que estão sendo mortos por resistirem à devastação de suas terras, e as ONGs ambientalistas.

Saúde pública não existe, porque os investimentos que deveriam ser feitos no Sistema Único de Saúde (SUS) estão indo para os planos de saúde privados. O governo e sua turma riem dos dramas mostrados diariamente nos telejornais, com pessoas sem atendimento na porta dos hospitais públicos.

Não podemos ficar de braços cruzados enquanto estão condenando o nosso presente e futuro ao atraso, a humilhações internacionais, à fome, à miséria, à ignorância. VAMOS DAR UM BASTA A ESTE CENÁRIO DEVASTADOR!

Roteiro de lutas

2/10 (quarta-feira)

O Sintufrj convoca a categoria para participar, às 10h, do debate organizado pela Adufrj “Impacto Tecnológico da Privatização do Setor de Energia”, na sala 122 do bloco G do Centro de Tecnologia (CT). Os palestrantes são: Luis Eduardo Duque Dutra, Escola de Química; Luiz Pinguelli Rosa, emérito da UFRJ; Ildo Sauer, IEE/USP; Esther Dueck, Escola de Educação, e Roberto D’Araújo, Instituto Ilumina.

3/10 (quinta-feira)

. Ato às 16h, na Candelária (Centro do Rio).

Concentração: Esquina da Presidente Vargas com Rio Branco, no prédio da Eletrobras, próximo à Candelária.

. Às 17h30, caminhada para a Petrobras.

Horto Universitário recebe estudantes da rede pública na Semana da Árvore

  

O Horto da UFRJ comemorou a Semana da Árvore de 23 a 26 de setembro distribuindo mudas de plantas e recebendo estudantes da educação infantil ao ensino médio das escolas públicas do entorno do campus Fundão e a comunidade universitária para visitas guiadas e participação nas oficinas, onde foi ensinada a importância para a vida de se cuidar do meio ambiente.

A iniciativa se repete há sete anos e visa, de acordo com a Coordenação de Meio Ambiente, “fortalecer os objetivos da Agenda de Desenvolvimento Sustentável”, que consiste em proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres; gerir de forma sustentável as florestas; combater a desertificação; deter e reverter a degradação da terra e a perda de biodiversidade”.

A organização do evento lamentou não ter tido condições de repetir todas as atividades das edições anteriores devido aos cortes no orçamento da UFRJ rubricados pelo MEC, principalmente num momento rm que são desafiadoras as discussões sobre a preservação do meio ambiente.

Histórico – O Dia da Árvore é comemorado no Brasil em 21 de setembro, coincidindo com a chegada da primavera, mas a data foi criada pela necessidade de conscientizar a população sobre a importância das árvores para o meio ambiente, inclusive para a vida dos seres humanos. Defender as florestas é a contrapartida às  políticas ambientais controversas, como incentivos ao desmatamento, conforme ocorre no atual momento do país.

 

Edital para os Colegiados

ATOS DA REITORIA EDITAL Nº 632 DE 17 DE SETEMBRO DE 2019. REGIMENTO ELEITORAL PARA A ESCOLHA DOS REPRESENTANTES TITULARES E SUPLENTES DOS SERVIDORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS EM EDUCAÇÃO DA UFRJ NO CONSELHO UNIVERSITÁRIO (CONSUNI), NO CONSELHO DE ENSINO DE GRADUAÇÃO (CEG), NO CONSELHO DE ENSINO PARA PÓS-GRADUADOS (CEPG) E NO CONSELHO DE EXTENSÃO. A Reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro no uso das suas atribuições resolve:

 

Art. 1º Convocar as eleições, em turno único, para a escolha da representação dos servidores técnico-administrativos em educação da UFRJ no Conselho Universitário (Consuni), no Conselho de Ensino de Graduação (CEG), no Conselho de Ensino para Pós-Graduados (CEPG) e no Conselho de Extensão (CEU).

 

Art. 2º O processo eleitoral da representação dos servidores técnico-administrativos em educação da UFRJ no Conselho Universitário (Consuni), no Conselho de Ensino de Graduação (CEG), no Conselho de Ensino para Pós-Graduados (CEPG) e no Conselho de Extensão (CEU) será regido por este edital e organizado pela Comissão Eleitoral. § 1º A comissão eleitoral será inicialmente composta por 4 (quatro) representantes da Administração Central – sendo 1 (um) indicado pelo Gabinete da Reitora, 1 (um) indicado pela PR-1, 1 (um) indicado pela PR-2 e 1 (um) indicado pela PR-5 – e 4 (quatro) representantes indicados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ (SINTUFRJ), exclusivamente para receber as inscrições de chapas e efetuar a homologação das chapas inscritas. § 2º Imediatamente após a homologação das chapas, a Comissão será composta pelos membros indicados no § 1º e por mais 4 (quatro) representantes indicados por cada uma das chapas inscritas.

 

Art. 3º As vagas para representação dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação no CONSUNI, CEG, CEPG e no CEU estão assim distribuídas: I – no CONSUNI, 05 (cinco) vagas para representantes efetivos e 05 (cinco) vagas para os respectivos suplentes; II – no CEG, 03 (três) vagas para representantes efetivos e 03 (três) vagas para os respectivos suplentes; III – no CEPG, 01 (uma) vaga para representante efetivo e 01 (uma) vaga para o respectivo suplente; e IV – no CEU, 2 (duas) vagas para representantes efetivos e 2 (duas) vagas para os respectivos suplentes.

 

Art. 4º As candidaturas para as vagas nos órgãos colegiados deverão apresentar-se em chapas. § 1º Cada chapa será composta pelo conjunto de candidatos e candidatas titulares e suplentes para os 4 (quatro) conselhos. § 2º As chapas deverão preencher, no ato da inscrição, formulário próprio no qual constará o nome completo de cada componente, o número de registro no SIAPE, a unidade de lotação e a vaga para a qual se candidata. REITORIA PROFESSORA DENISE PIRES DE CARVALHO Reitora PROFESSOR CARLOS FREDERICO LEÃO ROCHA Vice-Reitor LUCIA ABREU ANDRADE Chefe de Gabinete do Reitor PROFESSORA GISELE VIANA PIRES Pró-Reitora de Graduação-PR/1 PROFESSORA DENISE MARIA GUIMARÃES FREIRE Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa-PR/2 PROFESSOR EDUARDO RAUPP DE VARGAS Pró-Reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças-PR/3 LUZIA DA CONCEIÇÃO DE ARAUJO MARQUES Pró-Reitora de Pessoal-PR/4 PROFESSORA IVANA BENTES OLIVEIRA Pró-Reitora de Extensão-PR/5 ANDRÉ ESTEVES DA SILVA Pró-Reitor de Gestão & Governança-PR/6 ROBERTO VIEIRA Pró-Reitor de Políticas Estudantis – PR/7 MARCOS BENILSON GONÇALVES MALDONADO Prefeito NOTICIÁRIO PROCEDIMENTO PARA ALTERAÇÃO DE DADOS NO BUFRJ A atualização de informações – nome do diretor, endereço, telefones, fax e e-mail-junto ao Boletim da UFRJ deve ser realizada através de ofício ou e-mail encaminhado para a Seção de Publicações: publicacoes@siarq.ufrj.br – Tel 3938-1613. 2 / BOLETIM Nº 37 – 17 DE SETEMBRO DE 2019 – EXTRAORDINÁRIO – 4ª PARTE § 3º Será liminarmente eliminada a chapa que se apresentar incompleta, sem o número total de candidatos e candidatas titulares e suplentes para os 4 (quatro) conselhos ou que contiverem informações incompletas.

 

Art. 5º Poderão concorrer às eleições os Servidores Técnico-Administrativos em Educação, servidores ativos, lotados em Unidades pertencentes à estrutura da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Parágrafo único. É vedada a inscrição: I – de servidor técnico-administrativo em educação em exercício de mandato efetivo no CONSUNI; II – de servidor técnico-administrativo em educação em exercício de segundo mandato efetivo consecutivo no CEG e no CEPG; e II – de servidor técnico-administrativo em educação em exercício de função de direção na administração superior da Universidade.

Art. 6º A inscrição das chapas ocorrerá nos dias 1 e 2 de outubro de 2019, das 9h às 17h, na Secretaria dos Órgãos Colegiados (SOC), localizada no 2º andar do Prédio da Reitoria.

 

Art. 7º A inscrição das chapas será homologada pela Comissão Eleitoral, após a verifi cação dos pré-requisitos que constam no presente edital, e as chapas terão um prazo de 24 (vinte e quatro) horas para a apresentação de recursos. Parágrafo único. O anúncio das chapas inscritas e homologadas pela Comissão Eleitoral ocorrerá no dia 4 de outubro de 2019, às 12 (doze) horas, imediatamente após o julgamento dos recursos, na sala da Secretaria dos Órgãos Colegiados.

 

Art. 8º A eleição será realizada nos dias 22, 23 e 24 de outubro de 2019. Parágrafo único. São eleitores para fi ns desse regimento, todos os servidores técnico-administrativos ativos.

 

Art. 9º A localização das urnas, seu horário de funcionamento, a composição das mesas eleitorais, bem como a guarda das urnas e demais materiais pertinentes ao pleito serão defi nidas e executadas pela Comissão Eleitoral. Parágrafo único. A fi scalização será de responsabilidade das chapas concorrentes.

 

Art. 10. A cédula eleitoral conterá o nome e o número das chapas homologadas. Parágrafo único. Em caso de uma única chapa, deverão estar impressas na célula as opções SIM e NÃO.

 

Art. 11. A critério da Comissão Eleitoral poderão ser organizados debates com a(s) chapa(s) inscrita(s).

 

Art. 12. Sobre os materiais para garantia do pleito, fi ca estabelecido o que segue: I – o fornecimento da listagem de servidores e suas localizações fi cará a cargo da PR4; e II – a elaboração, confecção e guarda das cédulas fi cará a cargo da Comissão Eleitoral.

 

Art. 13. A apuração será realizada no dia 25 de outubro de 2019, às 9h, em local a ser defi nido pela comissão. Parágrafo único. Serão considerados válidos os votos atribuídos a uma chapa. Em caso de chapa única, serão considerados válidos os votos consignados às opções SIM ou NÃO.

 

Art. 14. Para a representação no CONSUNI, CEG, CEPG e CEU serão considerados eleitos os candidatos a representantes efetivos e seus respectivos suplentes, constantes das chapas concorrentes e que comporão a representação proporcionalmente ao número de votos válidos atribuídos a cada uma das chapas. § 1º As vagas serão preenchidas pelas chapas, em chamadas alternadas e respeitando a proporcionalidade em cada conselho, com a indicação de titular e suplente da mesma vaga, até que todas as 10 (dez) vagas estejam preenchidas. Parágrafo único. No caso de chapa única, a mesma será considerada vitoriosa se conseguir maioria simples de votos SIM, caso contrário, havendo maioria de votos NÃO, o processo será anulado e novo processo será convocado.

 

Art. 15. Apurados os resultados, a Comissão Eleitoral proclamará o resultado. Parágrafo único: Após a proclamação do resultado, as chapas tem um prazo de 24 (vinte e quatro) horas para a apresentação de recursos.

 

Art. 16. Não havendo recurso ou sendo o mesmo indeferido pela Comissão Eleitoral, o resultado será enviado ao Presidente do Conselho Universitário da UFRJ, para homologação do resultado.

 

Art. 17. A posse dos representantes dos Servidores Técnico-Administrativos se dará na primeira sessão, após a proclamação do resultado, no respectivo colegiado para os quais os representantes foram eleitos.

 

Art. 18. Os casos omissos e não previstos serão apreciados e resolvidos pela Comissão Eleitoral.

Denise Pires

de Carvalho

Clique para acessar o 37-2019-extraordinrio-4-parte.pdf

 

Retificação

ATOS DA REITORIA EDITAL Nº 652, DE 24 DE SETEMBRO DE 2019 Retifica Edital nº 632 de 17 de setembro de 2019, referente o Regimento Eleitoral para a escolha dos Representantes titulares e suplentes dos servidores técnicoadministrativos em educação da UFRJ no Conselho Universitário (Consuni), no Conselho de Ensino de Graduação (CEG), no Conselho de Ensino para Pós-Graduados (CEPG) e no Conselho de Extensão. A Reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro no uso das suas atribuições, resolve: Art. 1º – Retificar os seguintes artigos do Edital nº 632, de 17 de setembro de 2019, publicado no BUFRJ nº 37 de 17/09/2019 – Extraordinário – 4ª parte: * Artigo 6º, onde se lê A inscrição das chapas ocorrerá nos dias 1 e 2 de outubro de 2019, das 9h às 17h, na Secretaria dos Órgãos Colegiados (SOC), localizada no 2º andar do Prédio da Reitoria, leia-se A inscrição das chapas ocorrerá nos dias 8 e 9 de outubro de 2019, das 9h às 17h, na Secretaria dos Órgãos Colegiados (SOC), localizada no 2º andar do Prédio da Reitoria; * Artigo 7º, parágrafo único, onde se lê O anúncio das chapas inscritas e homologadas pela Comissão Eleitoral ocorrerá no dia 4 de outubro de 2019, às 12 (doze) horas, imediatamente após o julgamento dos recursos, na sala da Secretaria dos Órgãos Colegiados, leia-se O anúncio das chapas inscritas e homologadas pela Comissão Eleitoral ocorrerá no dia 11 de outubro de 2019, às 12 (doze) horas, imediatamente após o julgamento dos recursos, na sala da Secretaria dos Órgãos Colegiados; * Artigo 8º, onde se lê, A eleição será realizada nos dias 22, 23 e 24 de outubro de 2019, leia-se A eleição será realizada nos dias 5,6 e 7 de novembro de 2019; * Artigo 13º, onde se lê A apuração será realizada no dia 25 de outubro de 2019, às 9h, em local a ser definido pela comissão, leia-se A apuração será realizada no dia 8 de novembro de 2019, às 9h, em local a ser definido pela comissão; Art. 2º – Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, permanecendo inalteradas as demais disposições contidas no referido Edital.

Denise Pires

de Carvalho Reitora

 

Clique para acessar o 38-2019-extraordinrio-3-parte.pdf

 

Os cerca de 950 vigilantes patrimoniais terceirizados da UFRJ estiveram na iminência de entrar em greve. A situação foi contornada na tarde desta terça-feira, 24, o pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças, Eduardo Raupp, e o prefeito universitário, Marcos Maldonado, se reuniram com os representantes das quatro empresas de segurança contratadas pela UFRJ e ficou acertado o pagamento de uma das três faturas em atraso pela Reitoria, num total de R$ 4 milhões.

Segundo Raupp, esses R$ 4 milhões foram antecipados do montante que o governo prometeu desbloquear para a UFRJ, que ele não sabe de quanto será. “Foi um adiantamento do desbloqueio e já gastamos. Pagamos um mês de contrato atrasado,  mas já está vencendo outro mês”, disse o pró-reitor sem disfarçar a apreensão em relação as outras contar a pagar, como limpeza, alimentação, luz e transporte (ônibus internos).

Há dez dias foram iniciadas as negociações com os vigilantes, que já não suportavam mais a pressão por falta de dinheiro para pagar aluguel, pensões, conta de luz, entre outras despesas pessoais. “Por enquanto ainda não houve pagamento às empresas, mas deve ocorrer entre hoje ou amanhã, e o repasse para as contas dos trabalhadores é imediato”, informou o diretor do Sindicato dos Vigilantes do Município do Rio de Janeiro, Leandro Siqueira, que também participou da reunião entre a UFRJ e as terceirizadas. Ao final, ele acrescentou: “Sabemos que esse atraso da UFRJ é por culpa do bloqueio que acontece de forma covarde pelo governo”,

O ódio à educação

O total do bloqueio financeiro imposto pelo governo à UFRJ era de R$ 112 milhões, dos quais foram antecipados os R$ 4 milhões  pagos às empresas de vigilância. Mensalmente, UFRJ necessita ter em mãos R$ 33 milhões para cobrir as despesas de custeio, caso contrário, as atividades da universidade param.

Celebrados com homenagens a quem constrói o dia a dia do maior centro acadêmico da UFRJ

Na sessão solene do Conselho de Coordenação do Centro de Ciências da Saúde (CCS) em comemoração ao jubileu de ouro do maior centro da UFRJ, dia 16, no auditório Rodolpho Paulo Rocco (Quinhentão), foram muitos os momentos de emoção para o público presente com as homenagens aos trabalhadores “invisíveis” que garantem as condições para a realização das aulas, das pesquisas e dos projetos de extensão, e a ex-decanos. Um pouco da história do Centro foi contada no vídeo com depoimento de dirigentes e professores eméritos. O Sintufrj foi representado pela coordenadora-geral Neuza Luzia, servidora da Faculdade de Medicina.

A solenidade foi aberta com a apresentação do projeto de extensão Sons do Silêncio, composto de músicos e coral, sob a regência do maestro e doutorando do CCS, Erivaldo Braga. O tom dos discursos da reitora Denise Pires, ex-aluna e professora do Centro; do decano Luiz Eurico Nasciutti; da dirigente do DCE Mário Prata, Juliana Junto; e do presidente da comissão organizadora do jubileu, Antônio Ledo era de protesto aos ataques às universidades públicas e à produção científica no país.

“Enaltecer a pessoa humana é fundamental, e nós somos o produto de cada um que se dedica a essa instituição”, disse Denise Pires.

 

Homenagens

Ana Esteves, que por 21 anos chefiou a secretaria do gabinete da Decania, fez parte da mesa da solenidade representando os técnicos-administrativos em educação e foi uma das homenageadas. No seu discurso, ela destacou o profissionalismo dos que “construíram e constroem o dia a dia do CCS, trabalhando nos bastidores, quase invisíveis para a maioria”, garantindo a infraestrutura necessária para a realização dos trabalhos acadêmicos e o atendimento ao público.

Também receberam certificado de reconhecimento os servidores mais antigos: o marceneiro Nero José do Nascimento, o assistente em administração da biblioteca José Carlos da Silva Paz, o mestre de ofício Jorge Pierre da Costa e o engenheiro do Escritório de Planejamento Judas Tadeu Siqueira Rodrigues. E foram homenageados pela dedicação e excelentes serviços prestados ao CCS o técnico de audiovisual Sylvio Petrônio Rocha Lopes e o administrador Sebastião Amaro Coelho.

Os ex-decanos receberam placas de agradecimento pelas contribuições acadêmicas ao Centro. Nasciutti e Denise Pires inauguraram a placa comemorativa dos 50 anos do Centro. O evento foi encerrado com a apresentação da Companhia de Dança da Escola de Educação Física e Desportos.

 

O maior

Luiz Eurico Nasciutti recomendou firmeza neste momento de agressão à UFRJ: “O CCS tem cumprido esse papel, com suas 26 unidades trabalhando e produzindo conhecimento importante para toda área da saúde”, disse. A  professora Diana Maul lembrou que o Centro reúne não apenas o maior número de unidades, mas algumas das mais antigas para a formação de profissionais da saúde e de colaboração às pesquisas científicas em várias áreas. Antônio Ledo acrescentou que o CCS atua para o bem maior do ser humano, que é a saúde em várias perspectivas: “Da microbiologia à saúde coletiva e, nestes 50 anos, também formando profissionais competentes, realizando pesquisas básicas e aplicadas de alta qualidade, ações de extensão e cumprindo seu papel social”.

Trajetória

O CCS foi criado no dia 4 de setembro de 1969 como Centro de Ciências Médicas e aos poucos foi sendo integrado à Faculdade de Medicina, Escola de Enfermagem Anna Nery, Faculdade de Farmácia, Faculdade de Odontologia, Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, Instituto de Nutrição Josué de Castro e Instituto de Ciências Biomédicas.

Mais tarde passou a responder pela Escola de Educação Física e Desportos e pelo Instituto de Biologia, e implantou o Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde (atual Instituto Nutes). Em 2003, 2004, 2005 e 2006 vieram os recém-criados Instituto do Coração Edson Saad, Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis, Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (Nupem) e o Núcleo de Pesquisa em Produtos Naturais Walter Mors (Instituto NPPN), respectivamente. Em 2013, o Centro Nacional em Biologia Estrutural e Bioimagem (Cenabio), e, em 2018, o Núcleo de Biotética e Ética Aplicada (Nubem).

Também fazem parte da estrutura acadêmica do CCS as unidades do Complexo Hospitalar: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e os Institutos de Atenção à Saúde São Francisco de Assis (Hesfa); Doenças do Tórax; Estudos em Saúde Coletiva; Neurologia Deolindo Couto; Ginecologia; Psiquiatria;  Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira e a Maternidade Escola.

Números

“Somos 26 unidades com cerca de 1.500 professores (cerca de 140 eméritos) e cinco mil técnicos-administrativos. Temos 13 mil estudantes de graduação distribuídos pelos 31 cursos, que representam cerca de 32% do total de cursos da UFRJ. Esses números, bastante significativos, estão diretamente relacionados com a excelência das atividades realizadas no Centro”, contabilizou o decano Luiz Eurico Nasciutti.

O CCS oferece 29 programas de pós-graduação, a grande maioria com as maiores notas na avaliação da Capes (agência de fomento do MEC). Nos últimos anos foram criados seis mestrados profissionais, além de dois no campus Aloísio Teixeira, em Macaé, e no campus Geraldo Cidade, em Duque de Caxias, e há ainda 113 cursos lato sensu.

A grandeza do CCS, aponta o decano, também está relacionada à excelência das atividades de pesquisa realizadas nos seus 395 laboratórios. Além disso, o Centro sedia cinco instituições nacionais de ciência e tecnologia e quatro ramos  de pesquisa Faperj (entidade de financiamento de pesquisa) da rede Zika e de outros vírus, todas lideradas por pesquisadores do CCS, que conta com 62 biotérios. Nos últimos cinco anos, foi cadastrada na Pró-Reitoria de Extensão  uma média anual de 250 projetos, 150 cursos e 75 eventos de extensão.

Brigadas

O decano destacou o trabalho que as Brigadas Voluntária de Incêndio e de Produtos Perigosos e a Coordenação de Biossegurança realizam. Cerca de 130 pessoas foram treinadas para atuar em situações de emergência. “O trabalho voluntário dessas pessoas tem possibilitado nossa segurança e a não interrupção das atividades acadêmicas”, ressaltou Nasciutti, que também elogiou a atuação do Setor de Humanização e Acolhimento.

Depoimentos

“Esse universo que é o CCS não pode parar”

“Foi uma honra ser escolhida para representar os técnicos-administrativos na solenidade”, disse, emocionada, Ana Esteves, exibindo com orgulho o certificado que recebeu em reconhecimento à sua dedicação e ao excelente serviço prestado ao CCS por mais de duas décadas. E mesmo aposentada, ela continua servindo à comunidade do Centro, ministrando aulas de ioga como voluntária no Setor de Humanização e Acolhimento.

Todos os trabalhadores do CCS são dignos de homenagens, segundo Ana. “São pessoas que muitas vezes não são vistas, mas que sempre estiveram nos bastidores e carregam literalmente o piano quando é necessário, porque o espetáculo não pode parar. Tudo deve estar em ordem. Nada pode dar errado. O contrarregra não pode falhar. Esse universo que é o CCS não pode parar”.

Os olhos do Centro

Com 31 anos de UFRJ, Sebastião Amaro Coelho, administrador do CCS, também foi homenageado. “É legal quando a gente é lembrado por procurar fazer o melhor para o Centro funcionar, e bem. A administração são os olhos do prédio, porque tem que estar atenta a tudo que ocorre, independente da hora. Mas também nada acontece sem a limpeza, manutenção e a área técnica atuando”, reconheceu Sebastião.

Presente de Deus

O técnico em audiovisual Sylvio Petrônio Rocha Lopes, outro trabalhador homenageado, é quem comanda o Setor Audiovisual do CCS desde 2011, quando ingressou na UFRJ. Suas ferramentas de trabalho são projetores, data show e equipamentos de som. Sem esse profissional seria difícil (ou impossível) realizar atividades acadêmicas (conferências, cursos, seminários) e eventos festivos (como formaturas) nas cerca de 60 salas de aula, auditórios, teatro de arena, entre outros espaços do Centro. “Foi muito importante para a minha vida profissional entrar na universidade. Um presente de Deus”, definiu o servidor”.

Homenageados

  

 

*Reproduzimos matéria publicada no jornal Correio Braziliense. Lembramos que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 6/2019), da Reforma da Previdência, vai ser submetida, em dois turnos, ao plenário do Senado. O primeiro turno está previsto para esta quarta-feira, dia 25.

 

Das 77 mudanças à PEC 6/2019, apenas uma foi acatada pelo relator da matéria na CCJ do Senado. Alteração permite aposentadoria integral a funcionário que ingressou no serviço público antes de 2003. Votação na comissão está prevista para terça-feira

Por Alessandra Azevedo

postado em 20/09/2019 06:00 / atualizado em 20/09/2019 07:43

O senador Tasso Jereissati rejeitou 76 emendas
(foto: Marcos Oliveira/Agencia Senado)

Servidores públicos foram os únicos beneficiados pela mais recente versão da reforma da Previdência, anunciada nesta quinta-feira (19/9) pelo relator no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE). Das 77 emendas apresentadas no plenário com sugestões de mudanças no texto, apenas uma foi aceita: a que permite a quem ingressou no serviço público antes de 2003 e recebe, além do salário, gratificação por desempenho, tenha direito a aposentadoria integral.

Com a mudança, proposta pelo senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o tempo mínimo de contribuição deixa de ser exigido constitucionalmente nesses casos de rendimento variável. Para receber os valores integrais, os funcionários em questão não vão mais precisar completar 35 anos de serviço, no caso dos homens, ou 30, se forem mulheres, como estava previsto no parecer anterior. Continua valendo a regra de hoje: cada estado decide o critério de proporção para o cálculo desse tipo de aposentadoria.

A mudança vale para servidores federais, estaduais e municipais e não prejudica a economia esperada com a reforma em 10 anos, que continua estimada em R$ 876,7 bilhões. No relatório, Jereissati afirma que “o impacto é virtualmente nulo para a União”, porque trata de casos em que o servidor tem vantagens que variam de acordo com os indicadores de desempenho ou produtividade — critérios de avaliação incomuns, segundo ele, em âmbito federal.

Por ser uma emenda de supressão, que apenas retira um trecho e não altera o mérito, pode ser votada apenas pelo Senado, sem precisar voltar para a Câmara em seguida. Se os senadores concordarem, o trecho suprimido pode ser inserido na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 133/2019, a chamada PEC paralela, que também muda as regras previdenciárias e já começou a tramitar no Senado.

O relator rejeitou as outras 76 emendas dos senadores, que sugeriam desde mudanças em regras de cálculo de benefícios até diminuição de idade mínima de aposentadoria. Mas aproveitou para fazer um ajuste de texto a fim de manter a criação de uma alíquota mais baixa para trabalhadores informais e acabar com a controvérsia sobre se essa mudança tocaria no mérito da reforma, o que obrigaria que a reforma voltasse à Câmara.

Para resolver o impasse, Jereissati substituiu o termo “os que se encontram em situação de informalidade” por “trabalhadores de baixa renda”. Com isso, “não cabe mais a interpretação de que seja um grupo adicional”, explicou.

  • Paralela
  • Os senadores já apresentaram 189 emendas à PEC paralela, que reúne mudanças excluídas da original para que a tramitação não atrasasse. A presidente da CCJ, Simone Tebet, disse nesta quinta-feira (19/9) que negocia um plano de trabalho para tratar do assunto. A primeira fase de tramitação da PEC paralela foi simultânea à da PEC 6/2019. As duas passaram pelo plenário em conjunto e, agora, se separam: a original vai ser votada pela CCJ, na próxima terça-feira, e segue para avaliação do plenário. Já a paralela precisa ser avaliada pela Câmara quando acabar o trâmite no Senado.

 

A plenária nacional da Fasubra, realizada nos dias 14 e 15 de setembro, concluiu, acertadamente, que, diante de um governo que elege a educação como seu principal inimigo – desde o ensino fundamental, básico ao último grau na escala acadêmica –, que retira dos trabalhadores direitos para uma sobrevivência digna, que anuncia a venda indiscriminada de empresas estatais e o fim dos serviços públicos, só nos resta reagir com muita firmeza e unidade.

O momento que se vive hoje é tão grave que, com certeza, entrará para a história do país. Por essa razão, o Sintufrj defende que a Fasubra assuma o protagonismo da construção de um movimento unificado da educação para a deflagração de uma greve do setor coesa e imbatível.

Olhar nacional

Por isso, consideramos um equívoco a orientação da Fasubra para que em cada universidade os técnicos-administrativos em educação decidam se querem greve, e que tipo de greve.

Nesta conjuntura seriíssima, é necessário que nossa direção nacional tenha uma posição firme que oriente a categoria a construir um movimento forte, coeso e unificado, capaz de enfrentar as possíveis retaliações do governo contra a luta deflagrada.

2 e 3 de outubro: a categoria vai parar
A direção do Sintufrj vai se articular com os outros movimentos da educação na UFRJ para construir, conjuntamente, esses dois dias de lutas.

Por causa da greve, Sintufrj solicita adiamento da escolha dos representantes para os conselhos superiores

Tomamos conhecimento do edital do Regimento Eleitoral para a escolha dos representantes titulares e suplentes dos técnicos-administrativos para os conselhos superiores da UFRJ, publicado pela Reitoria. Mas não o publicamos porque uma das datas (o dia 2) indicadas para a inscrição das chapas coincide com o início da greve nacional da educação de 48 horas (cuja adesão foi aprovada na plenária da Fasubra).

Neste sentido, estamos solicitando à Reitoria o adiamento no cronograma do pleito.

A greve é um protesto vigoroso contra o governo que transformou a educação pública em inimiga. E esta luta é PRIORITÁRIA para o Sintufrj.

Aproveitamos para reforçar a convocação para a manifestação do setor da educação nos dias 2 e 3 de outubro.

 

 

 

Professora e especialista em Segurança Pública da UFF, Jacqueline Muniz faz críticas ao governador

Jacqueline Muniz*

Para o jornal Brasil de Fato

Segundo pesquisadora, cada frase de Witzel “reforça a novidade já velha de que ele já perdeu o mando da segurança pública” / Antonio Cruz/Agência Brasil

A morte de uma menina de oito anos, atingida nas costas durante uma operação policial, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na sexta-feira (20), revoltou moradores e gerou comoção e indignação nas redes sociais contra o governador do estado, Wilson Witzel (PSC). Na tarde deste sábado (21), o caso ocupou o topo dos assuntos mais comentados do Twitter. A hashtag #ACulpaEDoWitzel esteve em primeiro lugar da rede social.

A menina Ágatha Vitória Sales Félix levou o tiro quando estava dentro de uma kombi com o avô. Ela chegou a ser levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Alemão e depois transferida para o hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu. Moradores afirmam que agentes da Polícia Militar atiraram contra uma moto que passava próxima da kombi onde Ágatha estava.

Eleito com uma plataforma de segurança pública polêmica e bastante questionável, o governador Wilson Witzel vem colhendo muitas críticas de especialistas, pesquisadores e de organizações ligadas aos direitos humanos. Como comandante das polícias Civil e Militar do estado, Witzel levará em seu currículo o título de governador responsável por mais mortes de civis com autoria do Estado. Desde 1998, a polícia fluminense não matava tanto em operações. Até junho deste ano, quase 30% das mortes violentas no estado foram causadas pela polícia.

Uma das maiores especialistas em segurança pública no Rio de Janeiro, a professora Jacqueline Muniz escreveu um breve relato com críticas a Witzel. Segundo ela, o governador “perdeu o mando da segurança pública”. Abaixo, o artigo da especialista e professora do Departamento de Segurança Pública –  Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (InEAC) da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Veja o artigo da professora Jacqueline Muniz:

Cada frase nova do governante do Rio, Wilson Witzel (PSC), reforça a novidade já velha de que ele já perdeu o mando da segurança pública. Todos os governadores que acreditaram no canto da sereia da repressão como um fim em si mesma e do boto policialesco da polícia que não policia e só dá tiro ostentação sem alvo e mira, tornaram-se reféns e rifados pela economia política do crime, que tem as milícias como expressão eleitoral e econômica de governo faz tempo.

Este é o problema de servir de animador de auditório de forças que desconhece, quando deveria governar as polícias. Governar polícias não é ser garoto propaganda de situações táticas. É comandar a política de polícia que delimita as estratégias de policiamento, as alternativas táticas superiores diante das possibilidades logísticas disponibilizadas.

Mas ele, o governante, que não sabe nada disso, e que ainda mistifica que conhecer de perto o código penal e de processo penal o gabarita a entender a economia política do crime, ilusão de principiante crente do dever-ser jurídico, foi rendido, desarmado e nu como se encontra, vítima de alisadores de maçaneta que o iludem dizendo que o tiozão do “tiro, porrada e bomba” é gostosão.

Ele parece não ver que se tornou algemado pelo que desconhece, restando-lhe obedecer o funcionário subalterno que cedeu o colete balístico para a foto ou ao servidor de nível abaixo do governador que serviu de tutor para que o eleito comandante em chefe das polícias, ao brincar de menino power rangers, virasse objeto de chacota policial.

Ainda dá tempo de tentar governar a segurança, governador e, com isso, se distanciar do governo miliciano!

*Jacqueline Muniz é professora do Departamento de Segurança Pública – Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (InEAC) da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Edição: Eduardo Miranda

Será nesta segunda-feira às 17h

“Não pode ser normal, uma criança de 8 anos morrer executada pelo estado”, diz militante do coletivo Enegrecer, um dos responsáveis pela convocação do ato

Por Lucas Rocha / Revista Fórum

Depois de uma grande mobilização nas redes sociais, a revolta contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, promete ganhar as ruas e cobrar ações da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) contra a política de extermínio empreendida pelo governador. Witzel é apontado como principal responsável pelo assassinato da menina Agatha Félix, de 8 anos, que morreu após ser atingida por tiro de fuzil enquanto voltava para casa com sua família.

“No Rio de Janeiro se acirra a implementação de um modelo de Segurança Pública baseado no confronto. Desde de 1 de Janeiro, quando Wilson Witzel tomou posse, estamos presenciando operações policiais diárias nas favelas e que até início de agosto matou 1075 pessoas pelas mãos do Estado”, diz evento puxado pelo movimento Enegrecer na próxima segunda-feira às 17h. “VIDAS NEGRAS IMPORTAM! Witzel a culpa é sua, tem sangue de crianças na sua mão”, completa.

Segundo Vitória Rosa, integrante do Enegrecer e diretora de combate ao racismo da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ), o objetivo do ato é denunciar para a população a insatisfação da juventude enquanto juventude negra sobre a política de segurança pública do estado. “Não pode ser normal, uma criança de 8 anos morrer executada pelo estado”, disse a estudante de Engenharia da UERJ à Fórum.

Vitória conta que o Enegrecer avalia o governo Witzel como racista. “Dizemos isso baseado no que apresentou na campanha e no que está apresentando até agora. Foram 1075 mortos pelo estado em 8 meses de governo. Foi pedreiro sendo assasinado, casa sendo derrubada, escola sendo alvejada e famílias sendo destruídas. Segurança para quem? Para quem serve essa política?”, denuncia.

A convocatória do evento, que também conta com a participação de entidades estudantis e outros coletivos, ainda aponta que “não é de hoje que os governantes do Rio de Janeiro tem declarado guerra às drogas, promovendo massacres, tirando a vida da população pobre e negra. Todavia, o facínora que ocupa o Palácio das Laranjeiras, não mede esforços em aprofundar a matança”.

O evento e o Enegrecer não pautam o impeachment do governador Wilson Witzel, que foi defendido pelo ex-ministro da Educação, Fernando Haddad. “O processo do golpe de 2016 nos ensinou o quanto é caro o voto. Precisamos denunciar o que essa política representa para que não elejamos de novo um representante de punho autoritário e genocida”, disse a diretora da UEE.

Reprodução/Voz das Comunidades