A coordenadora do Sintufrj Vânia Godinho explica a proposta construída pelo Sintufrj

 

Nesta quarta-feira, 8 de abril, o Sintufrj entregou uma proposta de trabalho para o processo de implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) na UFRJ a Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4).

A ação foi durante reunião conjunta do GT Carreira e Comissão Interna de Supervisão da Carreira com os profissionais de recursos humanos no Espaço Cultural, em que participaram as representantes da PR-4, Rejane Barros e Raiani Gouveia.

O Sintufrj vem organizando reuniões e promovendo lives para esclarecer a categoria e organizar o processo de implantação do RSC na UFRJ. O esforço do sindicato tem sido em conjunto com o GT-Carreira Sintufrj, a Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS) e o Comando Local de Greve.

Esse esforço cumpriu mais uma etapa nessa reunião promovida pelo GT-Carreira e CIS  No auditório cheio os coordenadores do Sintufrj, Francisco de Assis e Vânia Godinho, explicaram como o sindicato tem atuado, organizaram as intervenções e esclareceram dúvidas.

Vânia apresentou a proposta construída pelo Sintufrj para a implantação do RSC e explicou que deverá haver adequações haja vista as alterações feitas no decreto do RSC pelo governo. Os profissionais de Recursos Humanos puderam externar suas dúvidas como também contribuíram com informações técnicas ao debate.

A coordenadora de Dimensionamento e Desenvolvimento de Pessoal, Rejane Barros, recebeu bem a proposta sinalizando que a PR-4 vem se movimentando no intuito de se preparar para o processo de implantação.

“A PR-4 está também disponível para tirar dúvidas. Estamos acompanhando toda a movimentação desse trabalho e como já falei o RSC é uma conquista de todos os servidores”, declarou Rejane.

O coordenador-geral Francisco de Assis anunciou a necessidade da atuação conjunta para garantir essa conquista dos técnico-administrativos.

“A ideia é construir unidade em torno desse trabalho, Sintufrj, CIS, GT Carreira e Pr-4, cada um no seu papel, para garantirmos esse direito que conquistamos”, finalizou convidando a todos para participarem da superlive sobre o RSC nesta quinta-feira, 9, às 11h, com participação do Sintufrj e representantes da PR-4, do Sistema de Arquivos (Siarq), da Superintendência de Tecnologia da Informação (TIC UFRJ) e da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira.

Superlive ll
Informações atualizadas sobre o RSC
Nesta quinta-feira, 9 de abril, às 11h
Imperdível!

Youtube, Facebook e Rádio Sintufrj

 

O desembargador Wanderley Sanan Dantas no Tribunal Federal da 2a. Região pediu vistas ao processo do qual é relator e interrompeu o julgamento de ex-gestores da UFRJ. Eles são acusados sem fundamento de desvio de recursos de um contrato celebrado há mais de 15 anos com o Banco do Brasil. A decisão do desembargador que alegou a necessidade de fazer uma reavaliação dos autos do processo foi tomada após a manifestação dos advogados dos réus (um técnico-administrativo e quatro professores). O julgamento – desta vez, em sessão virtual – será retomado numa futura data. A sessão do tribunal foi acompanhada por dirigentes do Sintufrj e Adufrj, professores, amigos e familiares que foram prestar solidariedade aos acusados. Um dos réus é o ex-reitor Carlos Levi. Há alguns meses, houve sentença favorável as acusados na Justiça Cível. FOTO: RENAN SILVA

EX-REITOR CARLOS LEVI é cumprimentado por Francisco de Assis, coordenador-geral do Sintufrj

. Sistema Integrado de Alimentação faz um trabalho essencial, mas invisível para a maioria

Em nenhum momento da greve dos técnicos administrativos em educação, movimento iniciado na UFRJ em 9 de março, os estudantes de todos os campi da universidade ficaram sem alimentação. Os 20 profissionais do Sistema Integrado de Alimentação (SIA) – nutricionistas, técnicos de nutrição, auxiliares de cozinha e assistentes administrativos – estão se revezando para garantir a produção e distribuição das 12 mil refeições diárias no Restaurante Universitário Central (RU), como também no CT-2, em Macaé e Duque de Caxias.

“O RU contribui para a estabilidade de uma formação de qualidade”, define a nutricionista Júlia Ramalho. A colega de equipe, Tatiana Schiavone, sintetiza: “O SIA atua pela permanência estudantil, atendendo à demanda dos alunos que precisam de alimentação”. Essa política de garantir alimentação à comunidade estudantil surgiu na UFRJ na década de 1960, mas foi descontinuada até 2007, quando da inauguração do bandejão da Faculdade de Letras. Um ano depois o RU abriu suas portas.

Trabalho essencial

O Sistema de Alimentação na universidade é totalmente de responsabilidade de técnicos administrativos, que desempenham funções estratégicas para os estudantes serem alimentados diariamente, inclusive nos fins de semana e feriados. A equipe fica de sobreaviso 24 horas. Todas as etapas são realizadas pelos servidores do SIA de acordo com suas especializações.

Tais como: análises técnicas para elaboração de termos de referência e editais de contratação de serviços de alimentação, controle dos vários contratos de operacionalização – a limitação de recursos leva à terceirização que reduz custos –, fiscalização de toda a produção das refeições, desde a compra dos produtos — definição do tipo de arroz, a qualidade das frutas, por exemplo –, estoque, gestão administrativa e acompanhamento de obras nas unidades, bem como aquisição, instalação e funcionamento de equipamentos, participação no planejamento e execução de atividades de formação profissional, junto às equipes da UFRJ e trabalhadores terceirizados, e demais tarefas afins.

No período de greve, a única restrição adotada pelos trabalhadores do SIA, e com a concordância do Comando Local de Greve (CLG), foi em relação às visitas técnicas, que ocorrem com frequência, inclusive de outras universidades. São os profissionais do sistema que recebem e apresentam o RU aos visitantes. Como também sãos eles que atendem os estagiários do Instituto de Nutrição Josué de Castro e da graduação em Gastronomia.

Necessidades urgentes

O SIA realiza um trabalho técnico essencial, mas invisível para a maioria da comunidade universitária. Até mesmo para a Reitoria, que se preocupa em atender às reivindicações dos alunos sem ter ideia do trabalho desenvolvido pelos profissionais da equipe. Aliás, uma das urgências é a recomposição do quadro, porque a demanda aumenta e o número de servidores só diminui; estrutura de trabalho em todas as salas onde os profissionais do Sia atuam e melhoria na infraestrutura do Restaurante Universitário Central pela saúde dos terceirizados e conforto dos estudantes, que reclamam do ar-condicionado sempre quebrado, das filas enormes e do refeitório pequeno. Espaço apertado para fazer as refeições é um problema comum dos bandejões.

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Rotina alimentar na universidade

As 12 mil refeições do RU são servidas na própria unidade e distribuídas na Faculdade de Letras, Praia Vermelha, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), Faculdade Nacional de Direito (FND) e Colégio de Aplicação (CAp). A cozinha do CT-2, montada pela empresa contratada, produz a alimentação servida lá, tem o apoio do RU. Na UFRJ, em Duque de Caxias, é um outro contrato e as refeições são preparadas no local. Na UFRJ-Macaé, a empresa terceirizada tem cozinha fora do campus e as refeições são direcionadas aos estudantes no Centro Multidisciplinar e no Nupem. Em todos esses locais há um nutricionista do SIA supervisionando os serviços.

A UFRJ oferece café da manhã, almoço, janta e ceia. Os cardápios são planejados pelos técnicos do SIA, de acordo com padrões das políticas estudantis, e discutidos com as empresas.  Tem ainda o cardápio vegano, cujas receitas foram testadas em casa pelas nutricionistas e estão à disposição no Instagram e site do RU. Um Laboratório Dietético e uma horta cuidada em parceria com alunos de extensão fazem parte do complexo do RU.

Com o objetivo de estimular a agroecologia, os trabalhadores do SIA reúnem grupos de alunos da extensão ligados ao meio ambiente e preocupados com vida saudável para saírem em mutirão pelo Fundão para colher plantas não convencionais, sem agrotóxicos e utilizar principalmente em alimentos veganos. Segundo as nutricionistas, há muita chaya no campus.

Alojamento — Na Residência Estudantil, são servidos café da manhã, lanche e ceia. Dos 500 residentes, 200 consomem café da manhã e lanche. Pequenas refeições são produzidas lá mesmo.

JULIA RAMALHO E TATIANA SCHIAVONE

 

 

O Comando Local de Greve entregou ao ministro da Saúde Alexandre Padilha, , na manhã desta terça-feira, dia 7, a pauta de reivindicação dos técnicos-administrativos em Educação.

O ministro esteve na UFRJ para proferir a aula magna, que marca o início do ano letivo, em que abordou os 35 anos do SUS e os próximos desafios no Auditório do Quinhentão, no CCS.

O integrante do CLG Raimundo Jorge, do Restaurante Central, apresentou o documento e buscou apoio ao atendimento da pauta. Segundo ele, o ministro, ao assinar o recebimento, perguntou onde estava sendo negociada e manifestou seu apoio.

Fotos: Renan Silva

  

Pauta de reivindicações 

• Que o RSC seja amplo e irrestrito, incluindo aposentados, pensionistas e doutores, partindo do texto elaborado pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC).

• Redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução salarial, para toda a categoria.

• Aceleração para aposentados e pensionistas.

• Reposicionamento de aposentados.

• Democracia nas Ifes; paridade nos órgãos colegiados, eleições diretas e, no mínimo, paritárias para reitor; fim da lista tríplice; que o técnico administrativo em educação possa ser eleito para cargos de direção, inclusive reitor.

• Plantão 12×60.

• Retirada da possibilidade de terceirização dos cargos do PCCTAE e dos ataques às 30 horas e ao plantão 12×60 no PL 6170/2025.

• Manutenção da matriz única, com a definição do Nível E como referência para os demais níveis, a partir das porcentagens definidas no acordo.

• Manutenção do step único e constante.

• Liberação de concurso público para TISP – Nível E.

Eixo geral

Continuar na luta contra a Reforma Administrativa (PEC 38/2025) do deputado Pedro Paulo e do deputado Hugo Motta.

 

 

                                                                                                                                 ORIENTAÇÃO À CATEGORIA

Sobre o registro de frequência e entrega de relatórios do PGD no contexto de greve

A Comissão de Ética do Comando Local de Greve (CLG) vem despendendo esforços para orientar quanto às questões relativas à frequência das modalidades de trabalho na UFRJ, mas sempre esbarra em questões que superam o aspecto da legalidade e podem trazer algum tipo de prejuízo às trabalhadoras e aos trabalhadores. Deste modo, enquanto não chegamos a uma formulação que contemple a todas e todos de forma geral e resguarde grevistas dos aspectos por nós já observados, orientamos:

– Que toda pactuação de entregas antes do início da greve seja devidamente avaliada em relação às essencialidades e que as atividades essenciais sejam realizadas e tenham seus relatórios enviados conforme prazo determinado nos seus respectivos editais. Para as demais, indicar que a reposição das atividades será pactuada entre Sindicato e Reitoria ao fim da greve;

– Que havendo dificuldades com o prazo de adesão ao Edital PGD na unidade, os servidores interessados busquem a negociação de novo prazo internamente, tendo em vista que o movimento de greve não tem perspectiva de durar 06 meses (tempo médio de reabertura observado nos editais abertos). De todo modo, buscaremos diálogo com a PR4 para reabertura geral de prazos e revisão do cronograma de etapas de migração do SUAP;

– Que havendo qualquer demanda de apresentação de comprovação de frequência nesse período, seja apresentado o Ofício 052/26 de 05/03/26 do SINTUFRJ informando à Reitoria acerca do movimento paredista e esteja indicada a reposição de trabalho conforme pactuado entre entidade sindical e Reitoria ao fim da greve, como realizado em outros momentos, sem quaisquer prejuízos para as partes;

– Que as/os chefes de Pessoal sigam as rotinas de frequência em sua normalidade, tendo em vista tratar-se de atividade essencial, enviando nos Boletins de Frequência do período de greve o Ofício 052/26 de 05/03/26 do SINTUFRJ à Reitoria, indicando que a legislação está sendo cumprida no aspecto da manutenção de atividades essenciais e que haverá reposição de trabalho conforme pactuado entre entidade sindical e Reitoria ao fim do movimento;

– Que a categoria se mantenha atenta às orientações atualizadas do Comando Local de Greve, da entidade sindical e da Federação, especialmente no que se refere a eventuais negociações, acordos de compensação ou diretrizes institucionais posteriores.

Sigamos vigilantes, organizados e comprometidos com a defesa de nossos direitos!

Necessita de mais orientações?

As reuniões do CLG acontecem toda segunda-feira, às 10h, no Espaço Cultural do SINTUFRJ e as Assembleias de greve, toda quarta-feira, às 10h, em local divulgado pela entidade.

Dúvidas sobre essencialidade e ajuda para solução de conflitos, nesse período, contate a Comissão de Ética: comissaodeetica@sintufrj.org.br

NA ASSEMBLEIA ATO DE 1º DE ABRIL, trabalhadores da UFRJ votaram pela continuidade da greve

Live do Sintufrj no dia 9, às 11h, que contará com representantes do GT-Carreira, CIS e do Siarq, vai tirar dúvidas da categoria e mostrar o passo a passo para pesquisar seus documentos na internet.

Cumprindo proposições da última reunião conjunta entre o GT Carreira do Sintufrj e Comissão Interna de Supervisão da Carreira, coordenadores do Sintufrj , coordenadores e diretores do Sistema de Arquivo da UFRJ (Siarq) estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira, dia 2, buscando a elaboração de um passo a passo, um tutorial que indique a categoria como consultar, pelos sistemas eletrônicos da UFRJ e do governo, documentação que possam embasar seu memorial para a reivindicação retribuição pelo Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

Estavam lá os coordenadores do Sintufrj Francisco de Assis (também coordenador de Comunicação da Fasubra), Maria Lenilva, José Carlos Xavier (também trabalhador da unidade) e Luciano Batista. E, pelo Siarq, a coordenadora Silvia Lhamas, o diretor da Divisão de Gestão Documental e da Informação (DGDI) Marcelo Vasconcelos, Chefe da Seção de Gestão de Arquivos Correntes e Intermediários Elson Lopes, o Chefe de Gestão de Publicações , Márcio Aguiar, o diretor substituto do Arquivo Permanente e o secretário Adeilson Bastos.

Decreto vai regulamentar, mas vale a pena se antecipar

Embora o RSC já seja lei (sancionada por Lula no dia 30), a minuta o decreto – que vai de fato regulamentar critérios, quesitos e pontuações, por exemplo, para a formulação dos pedidos, para análise e concessão do RSC – ainda está em discussão entre Fasubra e Sinasefe, MEC e MGI. Portanto, ainda não se sabe ao certo quais atividades pontuarão e de que forma, tanto quanto a forma da comprovação. Mas o Sindicato tem orientado que ainda assim, os servidores se antecipem e elaborem seu memorial.

A explicação é simples: na UFRJ, o universo de elegíveis ao RSC, segundo o GT-Carreira, é de quase oito mil pessoas e o prazo – de 120 dias até o deferimento – é curto diante da dimensão do processo e exigirá agilidade. Portanto, se cada servidor antecipar sua pesquisa (com documentos em sua posse e pela internet) e se a UFRJ se preparar operacionalmente, pode-se ganhar tempo.

Os profissionais do Siarq apontaram caminhos possíveis nos sistemas da UFRJ para a pesquisa e se propuseram a construir um tutorial para acesso a possibilidades de pesquisa nas redes internas que divulgaremos em breve.

“Foi uma reunião importante e o que a gente conseguiu (além das explicações sobre acessos pelas redes) conseguimos também a participação da coordenação do Siarq na live que o Sindicato vai apresentar no dia 9 (às 11h)”, disse Francisco.

FOTOS: RENAN SILVA

A primeira assembleia-ato unificada dos comandos locais de greve das quatro universidades federais do Rio de Janeiro culminou com uma passeata e o fechamento de uma das pistas da Linha Vermelha. A manifestação reuniu os trabalhadores  técnicos-administrativos em educação da UFRJ, Universidade Rural, UFF, Unirio e Ifrj a partir das 10h, nas escadarias do Centro de Ciências da Saúde (CCS) que dá acesso ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). O movimento liderado pela Fasubra reivindica o cumprimento na íntegra do acordo assinado com o governo há dois anos.

Palavras de ordem como “Greve geral em toda federal”; “Trabalhador não dê bobeira, venha lutar pela carreira” e “A nossa luta unificou é estudante junto com trabalhador” deram ritmo à caminhada que saiu de frente do Hospital Universitário e chegou na Linha Vermelha, interrompendo por vários momentos em alguns minutos, o trânsito de veículos em direção a Ilha do Governador. A manifestação seguiu até o Terminal BRT-Fundão Aroldo Melodia e foi encerrada no mesmo ponto de partida.

Os trabalhadores das unidades de saúde do Complexo Hospitalar da UFRJ sob gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) — (HUCFF, Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) e Maternidade Escola –,  em greve por reposição salarial e escala de trabalho menos escorchante, entre outros cláusulas sociais, participaram da  assembleia-ato e da manifestação. O slogan “Ebserh e RJU juntos pelo futuro do HU” selou a unidade.

 

A maioria absoluta dos técnicos administrativos da UFRJ presentes na assembleia-ato votaram pela continuidade da greve. Nas suas manifestações ao microfone, os três coordenadores-gerais do Sintufrj afirmaram:

Esteban Crescente — “Estamos em greve pelo cumprimento integral do acordo assinado com o governo em 2024, pelos serviços públicos com qualidade para a população e por mais recursos para as instituições federais de ensino, cujos investimentos na educação e saúde, entre outras  áreas essenciais à vida, foram zerados nos governos Temer (Michel) e Bolsonaro (Jair)”.

Francisco de Assis — “Este ato unitário de greve é muito importante. Saúdo os companheiros que saíram de madrugada de Macaé e os aposentados que estão conosco lado a lado nesta luta. A gente precisa tensionar e cobrar na porta do Planalto. Se o país, a educação, a saúde estão quebradas é porque um quarto do orçamento público foi sequestrado pelo Parlamento. Dos 513 deputados e senadores, apenas 130 legislam em favor de políticas públicas. E temos que reconhecer que os avanços que obtivemos foi pela política que está posta pelo governo federal atual”.

Sharon Stèfani — “Este ato é para mostrar à comunidade universitária e ao público o que estamos defendendo, que é o cumprimento integral do acordo e investimento nas universidades e institutos federais. A estrutura da UFRJ está capenga, o que se reflete nas nossas condições de trabalho. Uma realidade que não deve ser diferente nas outras Ifes. Também estamos na luta contra o assédio moral e sexual na instituição, na defesa da integridade física e emocional dos servidores e estudantes.”

RSC e 30 horas 

O movimento grevista é pelo cumprimento integral do acordo assinado com o MEC e o Ministério de Gestão e Inovação nos Serviços Públicos (MGI) que pôs fim à greve de 113 dias há dois anos. Entre as cláusulas não atendidas, a Fasubra tem centrado a fogo nas mesas de negociações no Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e jornada de 30 horas para todos os técnicos administrativos em educação.

No momento, a expectativa é pelo conteúdo do decreto que o governo terá que editar regulamentando a aplicação do RSC. A categoria reivindica que seja adotada a proposta apresentada pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC)/Fasubra. O Projeto de Lei 5.874/2025 aprovado no Congresso Nacional institucionalizando o RSC para os técnicos administrativos em educação (o benefício já existe para os docentes) foi assinado pelo presidente Lula no dia 30 de março.

Sucesso da live, que pode ser vista no Youtube, foi tal que o Sintufrj prepara uma nova – “Tira-dúvidas sobre o RSC” – prevista para 9 de abril, às 11h. Dúvidas podem ser enviadas para a CIS (cis@reitoria.ufrj.br)

Assista em:

 

 

Um dia depois do presidente Lula ter sancionado o Projeto de Lei que consolida a maior reestruturação das carreiras do Executivo em um mandato e que institui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para os técnicos-administrativos em Educação, o Sintufrj apresentou, na manhã desta terça-feira, dia 31, uma superlive, “O que você precisa saber sobre o RSC”, com a participação de coordenadores e membros da Comissão Interna de Supervisão da Carreira. Transmitida pelo canal da entidade no YouTube e pelo Facebook atraiu o interesse de um público expressivo

Mediada pelos coordenadores-gerais do Sintufrj Francisco de Assis (também coordenador de comunicação da Fasubra) e Sharon Stèfani, a live contou com as coordenadoras de Aposentados e Pensionistas Ana Célia e Selene Vaz e os companheiros e os representantes da CIS Marisa Araújo, Igor Dantas e Jesse Moura, membros da CIS.

A recepção do Sintufrj ficou cheia com o público acompanhando a transmissão pela TV do local e não foi só lá que bombou. A live foi muito elogiada não apenas pela importância do conteúdo, como pela dinâmica – didática e ágil –, e a audiência, incialmente com 173 pessoas acompanhando on line, sobe a cada momento e, à tarde, poucas horas depois já alcançava mais de 480 pessoas.

IQ x RSC

O RSC é uma conquista histórica.

O IQ (Incentivo à Qualificação) é baseado na conquista de títulos da educação formal (como graduação, mestrado e doutorado) que o servidor alcançou além do que é exigido pelo cargo, enquanto o RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) valoriza a experiência profissional e conhecimentos práticos, também além do que o cargo exige. O RSC permite que um servidor receba o valor do IQ de um determinado nível, por exemplo, pontuando com as diversas atividades (acadêmicas, técnicas, representativas, entre inúmeras outras) que tenha executado.

Por isso a enorme expectativa em torno desta conquista. Mas agora, os servidores aguardam a publicação do decreto que vai regulamentar sua aplicação.

Anos de chumbo não podem voltar

Francisco apontou a importância da data: o dia 31 de março, há 62 anos, marca o golpe militar-empresarial que levou o país aos terríveis 20 anos de chumbo da ditadura, logo nos primeiros momentos fechou ou colocou sob intervenção entre 400 e 500 sindicatos. Dirigentes sindicais foram presos e alguns mortos. Importante lembrar num momento grava da atual conjuntura com ascensão do fascismo, em que candidaturas da direita e extrema-direita defendem golpe a anistia a golpistas.

Momento importante também pela sanção do projeto de criação da RSC, que agora necessita da regulamentação para ser implantada de fato nas ifes. A Comissão Nacional de Supervisão de Carreira (CNSC) elaborou também um projeto de regulamentação, mas não se sabe se é o mesmo que o governo irá oficializar e nem quando.

Por isso, a live tratou sobre perspectivas e os estudos preparados pelo GT Carreira Sintufrj e Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS). “A lei foi sancionada ontem. Agora estamos aguardando o decreto que vai regulamentar o RSC, os critérios de pontuação e tudo que é necessário para que a gente possa dar entrada no processo. Nós do Sintufrj estamos trabalhando, contatando chefes de Recursos Humanos para pavimentar esse que será um trabalho árduo”, comentou Selene.

Os coordenadores têm insistido para que a categoria antecipe o memorial de suas atividades e relacione a documentação comprobatória.

Ana Célia apresentou os membros da Comissão, composta por 21 membros (14 titulares e 7 suplentes) que é institucional e cuja funcionamento é responsabilidade da UFRJ e apontou, reiterando os desafios que exigirão esforços conjuntos,

Marisa Araújo apresentou um painel com o perfil da categoria passível de obter a retribuição, para dar a dimensão da tarefa que está por vir. A categoria soma 15.979 pessoas, 7.754 dos quais ativos, a grande maioria trabalhador na Cidade Universitária.

Veja o quadro dos possíveis elegíveis ao RSC

A Função Gratificada, por exemplo, explicou ela, é um dos critérios para pontuar RSC:

 

A importância da CRSC

Ou seja, há uma grande quantidade de processos e documentos para analisar. Portanto será necessário que a Comissão de Reconhecimento por Saberes e Competências (CRSC seja instituída com 63 membros (21 da CIS, 21 da Reitoria e 21 do GT-Carreira). Se for o caso, diante do número de elegíveis alcançar 7,280 TAES e do prazo de 120 dias para análise, pode superar 100 processos o que caberá a cada membro da comissão.

Por isso a solicitação de que o servidor levante sua documentação e seu memorial, para uma triagem inicial que agilizaria o processo.

Igor Dantas apontou um passo a passo importante que pode ajudar na reunião da documentação necessária sobre a vida funcional, lembrando que não é preciso esperar o decreto para isso.

Além da FG, contam pontos tarefas de fiscal de contrato, comissão eleitoral, substituição entre inúmeras outras.

Vitória gigante

Francisco lembrou a origem da proposta do RCS como mais uma forma de retribuição pelo aprimoramento além do IQ. E explicou que mandatos sindicais  podem contar (se de fato constar no decreto) pontos para o RSC, o que estimula a participação da categoria na construção da entidade e é uma vitória gigante para o movimento.

Jesse apontou para a importância da sanção do projeto para toda categoria mas ponderou que a CIS não tem a infraestrutura necessária, sequer uma sala ou equipamentos. Ele destacou que quem organizou aquela live, por exemplo, foi o Sindicato que está dando toda cobertura ao trabalho desde o início. Precisamos de condições de trabalho”, reiterou o integrante da CIS.

Veja a live

Algumas dúvidas foram elucidadas pelos participantes. Sharon lembrou que a live vai ficar gravada no canal do Sintufrj no Youtube para que a qualquer momento os servidores possam consultar os esclarecimentos. E informou que novas dúvidas podem ser enviadas para cis@ufrj.gov.br e que haverá uma nova live para elucidá-las.

Franscisco explicou que o RSC é, na verdade uma nova modalidade de aprimoramento, diferente do Incentivo à Qualificação (IQ), que relativo aos diplomas obtidos com a educação formal. Que considera 89 atribuições acima daquelas inerentes ao cargo, que podem pontuar (se o decreto atender ao que foi acordado na CNSC)

O Sintufrj vem realizando reuniões em unidades e com chefes de RH convocando a participação destes profissionais para integrarem a comissão do RSC. Já há 35 companheiros inscritos para ajudar nesta enorme tarefa.

A CIS disponibilizou um canal para o envio de dúvidas: cis@reitoria.ufrj.br

Fotos: Renan Silva

  

 

Cidade Universitária, em frente ao Centro de Ciências da Saúde e do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.
Próximo ao BRT e entrada do Fundão na linha vermelha.

GRANDE ATO UNIFICADO DA GREVE DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS EM EDUCAÇÃO DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS.

Convocacam Sintufrj, Assunirio, Sintuff e Sintur

Participe somente a luta traz vitórias!